As Finanças do Benfica

Eterno Benfica

Eu acho que os 2 têm razão.

Atualmente a nossa situação é muito melhor que a do scp ou fcp, como disse o malu, mas mostra nos a historia que isso advem somente dos resultados desportivos, como disse o peter.

Basta ver como é que as financas do fcp evoluiram nestes 4 anos sem ganhar nada


JoaoRSantos

Citação de: CitriC em 18 de Janeiro de 2018, 11:11
Citação de: JoaoRSantos em 18 de Janeiro de 2018, 08:29
Citação de: CitriC em 17 de Janeiro de 2018, 21:36
Citação de: lonstrup em 17 de Janeiro de 2018, 21:22
Citação de: CitriC em 17 de Janeiro de 2018, 19:37
A transferência do Djavan foi mais um negócio de empresários.

Quem é/era o empresário do Sérgio Conceição? Porque é que ele insistiu tanto para contratá-lo ? Se ele não teve nada a haver com a sua contratação que seja ...coerente...e o diga.

E porque digo isto ?

Bom se o Benfica vendeu 100% dos  direitos e o Braga só comprou 60% , quem tem os restantes 40% ?


Há aqui qualquer coisa em que a bota não bate com a perdigota.

A Cota não bate com a perdigota.

Pois. O Braga até deve ter comprado 100% e depois vendeu 40%

CitaçãoO que está registado no Dicionário de Expressões Populares Portuguesas, de Guilherme Augusto Simões, é: Não dar a bota com a perdigota. Significa «não jogar certo; haver acentuada diferença». Também aparece assim registado na obra Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas de António Nogueira Santos, com significados semelhantes.Por outro lado, o Dicionário de Expressões Correntes de Orlando Neves regista a expressão desta forma: Não dar a bota (cota) com a perdigota.

Nenhum destes dicionários dá conta da origem expressão.

Em conclusão: pode dizer-se, parece-me, das duas maneiras, mas a forma usual é: Não dar a bota com a perdigota
https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/nao-dar-a-bota-com-a-perdigota/5522

a perdigota é uma perdiz
a cota é um ponto de mira da arma


quando a cota não bate com a perdigota há um problema, pois falhas o alvo.


Não encontro nada que ligue mira (de arma) com cota (palavra que desconheço), e além disso o Priberam também confirma a bota.  https://www.priberam.pt/dlpo/bota

lonstrup

Citação de: Theroux em 18 de Janeiro de 2018, 15:38
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 15:21
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 15:05
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:43
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:27
Citação de: pempitas em 18 de Janeiro de 2018, 14:07
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Uma coisa parece evidente, a pressão na tesouraria tem vindo a diminuir de forma substancial.

É também clara a importância de reduzir a rúbrica de fornecedores, o que reforça algumas opções do defeso.

São opções difíceis de entender porque os nossos 2 concorrentes persistem numa trajetória suicida, que transmite a falsa ideia de que eles estão pujantes e nós depauperados.

Dar tempo ao tempo.

os que acreditam que os nossos 2 concorrentes estão pujantes pelos investimentos que fazem, são os mesmos que há uns anos acreditavam no milagre financeiro do Benfica. Estão os 3, genericamente, iguais, com dívidas financeiras muito acima do que deviam e um défice estrutural de largas dezenas de milhões de euros que tem de ser colmatado com vendas de ativos, anualmente.

Quanto à pressão de tesouraria diminuir, a pressão de tesouraria originada pelos empréstimos bancários era meramente contabilística, não é por este ano termos menos 120 milhões nos empréstimos correntes que isso significou que no último ano tivémos de pagar 120 milhões de empréstimos, simplesmente eles eram renováveis, automaticamente, a cada 3 meses e agora isso deixou de ser assim, mas a pressão de tesouraria não vem daí, a pressão de tesouraria, que continua a existir, vem do facto de entrar menos dinheiro no clube que aquele que tem de sair todos os meses e é por isso que têm de arranjar entradas de dinheiro extras, que são as vendas de jogadores.
Eu aí descordo. As dívidas financeiras são elevadas, mas com uma grande diferença. Enquanto que a nossa está numa trajectória descendente a deles está na ordem inversa, com a agravante de eles terem já montantes significativos de receitas futuras antecipadas, e nós não temos nada disso, e isto sem falar de VMOC`s e regime especial de intervenção (caso do FCP).

Quando as gestões são similares, as trajetórias são ciclícas, eles estão num ciclo de investimentos porque nós estamos a ganhar por isso aumentam a deles enquanto nós baixamos porque achamos que ganhamos de qualquer forma e por isso vendemos carradas de jogadores, se forem eles a ganhar e a vender e nós a investir para recuperar o título, rapidamente a trajetória das dívidas financeiras se inverte. Antes do primeiro título destes 4 que ganhamos, estava o porto com grandes lucros, a baixar a sua dívida e o Benfica a subir muito a sua todos os anos.

Sim isso é verdade. Mas olha que o período de hegemonia prolongada que viveu o Porto já não se volta a repetir para nenhum dos 3 grandes. Todos vão querer ganhar é certo, mas uns vão ganhar mais que outros e em ciclos bastante mais pequenos. Daí eu considerar que é muito importante melhorarmos a robustez da nossa situação financeira e económica, pois isso pode vir a ser um factor diferenciador, para alé do CFC.


Em Portugal a obsessão com os resultados levou a uma crise quase permanente de 100 anos nos grandes (e médios e pequenos).

O país sempre foi demasiado pequeno para as ambições desmedidas dos clube (estádio para 120 mil!!!!!!!!!).

A direcção fez o menos difícil, que é pela primeira vez tornar as modalidades sustentáveis a um nível extremamente alto, mas fazer o mesmo com o futebol é um desafio muito mais complicado, mas pode ser que seja desta que se consegue conciliar as finanças com a ambição desportiva.
Ora nem mais. O teu último parágrafo  define bem as coisas.

O grande problema do dirigismo português, é que mais do que coragem para fazer isso, é preciso competência.

MALU15

Citação de: lonstrup em 18 de Janeiro de 2018, 15:31
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 15:21
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 15:05
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:43
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:27
Citação de: pempitas em 18 de Janeiro de 2018, 14:07
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Uma coisa parece evidente, a pressão na tesouraria tem vindo a diminuir de forma substancial.

É também clara a importância de reduzir a rúbrica de fornecedores, o que reforça algumas opções do defeso.

São opções difíceis de entender porque os nossos 2 concorrentes persistem numa trajetória suicida, que transmite a falsa ideia de que eles estão pujantes e nós depauperados.

Dar tempo ao tempo.

os que acreditam que os nossos 2 concorrentes estão pujantes pelos investimentos que fazem, são os mesmos que há uns anos acreditavam no milagre financeiro do Benfica. Estão os 3, genericamente, iguais, com dívidas financeiras muito acima do que deviam e um défice estrutural de largas dezenas de milhões de euros que tem de ser colmatado com vendas de ativos, anualmente.

Quanto à pressão de tesouraria diminuir, a pressão de tesouraria originada pelos empréstimos bancários era meramente contabilística, não é por este ano termos menos 120 milhões nos empréstimos correntes que isso significou que no último ano tivémos de pagar 120 milhões de empréstimos, simplesmente eles eram renováveis, automaticamente, a cada 3 meses e agora isso deixou de ser assim, mas a pressão de tesouraria não vem daí, a pressão de tesouraria, que continua a existir, vem do facto de entrar menos dinheiro no clube que aquele que tem de sair todos os meses e é por isso que têm de arranjar entradas de dinheiro extras, que são as vendas de jogadores.
Eu aí descordo. As dívidas financeiras são elevadas, mas com uma grande diferença. Enquanto que a nossa está numa trajectória descendente a deles está na ordem inversa, com a agravante de eles terem já montantes significativos de receitas futuras antecipadas, e nós não temos nada disso, e isto sem falar de VMOC`s e regime especial de intervenção (caso do FCP).

Quando as gestões são similares, as trajetórias são ciclícas, eles estão num ciclo de investimentos porque nós estamos a ganhar por isso aumentam a deles enquanto nós baixamos porque achamos que ganhamos de qualquer forma e por isso vendemos carradas de jogadores, se forem eles a ganhar e a vender e nós a investir para recuperar o título, rapidamente a trajetória das dívidas financeiras se inverte. Antes do primeiro título destes 4 que ganhamos, estava o porto com grandes lucros, a baixar a sua dívida e o Benfica a subir muito a sua todos os anos.

Sim isso é verdade. Mas olha que o período de hegemonia prolongada que viveu o Porto já não se volta a repetir para nenhum dos 3 grandes. Todos vão querer ganhar é certo, mas uns vão ganhar mais que outros e em ciclos bastante mais pequenos. Daí eu considerar que é muito importante melhorarmos a robustez da nossa situação financeira e económica, pois isso pode vir a ser um factor diferenciador, para alé do CFC.
Com meia dúzia de anos de atraso, lá se chegou à conclusão. Como diz o povo, mais vale tarde que nunca.
Mas olha que eu já tenho esta opinião há muitos anos. Assim como acho que a nossa situação económica e financeira é hoje incomparavelmente bastante melhor que a dos nossos rivais. E não são os 280M de dívida financeira (que no semestre já será menor) que me assustam.

Temos sempre de ter presente que depois do período inicial em que os capitais iniciais foram comidos pelos resultados negativos acumulados, o financiamento da SAD foi sempre assegurado com recurso a capitais alheios, logo tem de haver dívida e custos. O Club tem hoje cerca de 66% da SAD, mas depois de 2009 não registou qualquer entrada de capital.

lonstrup

Citação de: Eterno Benfica em 18 de Janeiro de 2018, 15:40
Eu acho que os 2 têm razão.

Atualmente a nossa situação é muito melhor que a do scp ou fcp, como disse o malu, mas mostra nos a historia que isso advem somente dos resultados desportivos, como disse o peter.

Basta ver como é que as financas do fcp evoluiram nestes 4 anos sem ganhar nada


Vamos lá ver.

Benfica e os outros dois não são comparáveis. Podem ter igual numero de páginas nos jornais desportivos, de comentadores de tv etc.

Mas as realidades são díspares.

O que o Benfica deve tentar fazer é delinear e cumprir uma estratégia que o liberte das amarras e falácias que o paradigma ciclico que referem traz.

O Benfica, de uma maneira normal e sustentada, tem capacidade para gerar muito mais receitas que os outros dois.

JohnT

Citação de: Kumbayala em 18 de Janeiro de 2018, 13:28
Preocupa-me o cenário de termos uma dívida superior a 2.5x relativo às receitas anuais.
Do top 20 dos clubes com maior dívida, temos o pior rácio.


<br /><br />

Sim, estava bem preocupado em 2016...

VitorPaneira7

Citação de: lonstrup em 18 de Janeiro de 2018, 15:40
Citação de: CitriC em 18 de Janeiro de 2018, 15:27
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:17
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:04
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 13:53
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Resumindo, nos 4 anos em que vendemos jogadores da formação por qualquer coisa como 200 milhões, a nossa relação das principais componentes financeiras melhorou 17 milhões.
Convem não desprezar outras variáveis que também afectam os meios financeiros libertos. Por exemplo neste 4 anos em que tivemos 161,5M de Resultados operacionais (só atletas) também investimos cerca de 231M em aquisições de atletas.

eu fiz o que pediste, analisei os dados e tirei a conclusão com base nos dados que colocaste.

Não sei porque referes 231 milhões em aquisições na mesma frase que referes 161,5 milhões em resultados operacionais, os 231 milhões em aquisições são relacionáveis é com os mais de 400 milhões de vendas brutas, porque ao referires os resultados operacionais em atletas, uma parte muito significativa desses 231 milhões em aquisições estão aí a abater, quer por meio das depreciações dos passes quer pelo valor do ativo dos jogadores vendidos que foram comprados neste período e estão incluídos nesses 231 milhões.

tua análise ajuda a perceber melhor o quão melhorámos, ou o quão não melhorámos.

O que eu vejo é que o equilíbrio desportivo e financeiro é muito complicado de atingir.
- Hoje somos Tetracampeões, mas da última vez que outro clube foi tetracampeão o mais certo era tu concordares com a direcção tomada pelo clube financeiramente. Contudo o aspecto desportivo era péssimo.
- Agora que somos nós os Tetracampeões e desportivamente temos atingido feitos louváveis, não concordas com a direcção tomada pelo clube no que a finanças diz respeito.

A verdade é que é díficil atingir o equilíbrio e foi na altura em que o porto foi tetracampeão, que começámos a investir imenso. Eu acho que foi um risco no entanto permitiu-nos dar o salto desportivo. Sem esse investimento duvido muito que teriamos ganho o que ganhámos.
E isto sem esquecer que a melhoria de apenas 17Milhões, no que diz respeito às principais componentes financeiras, também está aliada ao agravamento dos nossos rivais. Reitero que esse agravamento na ordem das centenas de milhões de euros (Sporting+Porto) não teria sido conseguido sem o investimento efectuado.
Desculpa, mas não posso alinhar nisto.

O facto de ser dificil desculpa alguma coisa?

A incompetência tem desculpa?

Foi adoptada uma estratégia porque não se sabia mais. E isto é exemplificado no seguinte: mudamos uma das peças da engrenagem (treinador) e passa a ser possível fazer coisas inimagináveis antes.

Como se explica isto? Como podes tu dizer que não era possível fazer melhor? Que não havia outro caminho? Quando bastam 2 anos de Rui Vitória para desmontar isso completamente?

RV mostra que é possivel resultados desportivos recorrendo à equipa e formação
RV mostra que é possível avançar na liga dos campeões e receber os devidos prémios
RV mostra que podemos baixar o investimento em atletas de uma média de 37ME nos 10 anos anteriores à sua entrada, para 26ME
RV mostra que é possível ainda fazer maior volume de vendas de jogadores
RV mostra que não é preciso pagar 5 ou 6 ME ano a um treinador para fazer isto.

E o Rui Vitória não é um génio nem um special one. É um treinador «normal».

E referimos Rui Vitória, como referimos outros treinadores.

Não me venhas com conversas de ser muito dificil e de não conseguirmos de outra maneira que não aquela.

A maneira de responder a um desafio dificil é com competência; e não correndo riscos grandes para compensar a incompetência de alguém.

Tenho de concordar com o lonstrup.

Benfica tem de se reorganizar e julgo que deveria ver melhor a política de contratações, a lista de jogadores contratados e a massa salarial.

E de uma discussão anterior, futebol terá sempre flops, no entanto julgo que jogadores como Murillo, Vera, Benitez tem na cara estampada que não serão opção ou que jogadores como Filipe Augusto, Cellis jamais terão qualidade para serem jogadores do plantel, e no final cá estão ligados ao Benfica. Arriscar em jovens promessas europeias tipo Jovic, Saponjic, Zivkovic, Ola john ou jogadores que se destacam do tugao como o Diego Lopes, que já saiu, o Ederson, Krovinovic, bem essa é politica de um clube periférico, depois é normal que se falhe o acerte.

Da lista do blankfile estão para aí, juniores incluidos, perto de 140 jogadores. 20 ou 30 nem deveriam estar ligados.

Temos uma boa formação, capacidade de prospecção e a manutenção de bons jogadores permitiu que estes alvos jovens crescessem. E RV provou que há qualidade na formação para serem jogadores de plantel ou mesmo peças fundamentais do 11. Além de capacidades de receita superiores aos rivais.

Mas compreendo o Citric numa parte, a questão do activo. A saída de jogadores pode baixar este e os da formação tem o condão de não contarem muito. Mas é aqui que deve entrar as qualidades de um gestor.

Benfica tem de ficar mais organizado, especialmente com o passivo alto que tem e de querer manter as contas em dia ao mesmo tempo que tem de manter um plantel competitivo.

lonstrup

Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 15:46
Citação de: lonstrup em 18 de Janeiro de 2018, 15:31
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 15:21
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 15:05
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:43
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:27
Citação de: pempitas em 18 de Janeiro de 2018, 14:07
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Uma coisa parece evidente, a pressão na tesouraria tem vindo a diminuir de forma substancial.

É também clara a importância de reduzir a rúbrica de fornecedores, o que reforça algumas opções do defeso.

São opções difíceis de entender porque os nossos 2 concorrentes persistem numa trajetória suicida, que transmite a falsa ideia de que eles estão pujantes e nós depauperados.

Dar tempo ao tempo.

os que acreditam que os nossos 2 concorrentes estão pujantes pelos investimentos que fazem, são os mesmos que há uns anos acreditavam no milagre financeiro do Benfica. Estão os 3, genericamente, iguais, com dívidas financeiras muito acima do que deviam e um défice estrutural de largas dezenas de milhões de euros que tem de ser colmatado com vendas de ativos, anualmente.

Quanto à pressão de tesouraria diminuir, a pressão de tesouraria originada pelos empréstimos bancários era meramente contabilística, não é por este ano termos menos 120 milhões nos empréstimos correntes que isso significou que no último ano tivémos de pagar 120 milhões de empréstimos, simplesmente eles eram renováveis, automaticamente, a cada 3 meses e agora isso deixou de ser assim, mas a pressão de tesouraria não vem daí, a pressão de tesouraria, que continua a existir, vem do facto de entrar menos dinheiro no clube que aquele que tem de sair todos os meses e é por isso que têm de arranjar entradas de dinheiro extras, que são as vendas de jogadores.
Eu aí descordo. As dívidas financeiras são elevadas, mas com uma grande diferença. Enquanto que a nossa está numa trajectória descendente a deles está na ordem inversa, com a agravante de eles terem já montantes significativos de receitas futuras antecipadas, e nós não temos nada disso, e isto sem falar de VMOC`s e regime especial de intervenção (caso do FCP).

Quando as gestões são similares, as trajetórias são ciclícas, eles estão num ciclo de investimentos porque nós estamos a ganhar por isso aumentam a deles enquanto nós baixamos porque achamos que ganhamos de qualquer forma e por isso vendemos carradas de jogadores, se forem eles a ganhar e a vender e nós a investir para recuperar o título, rapidamente a trajetória das dívidas financeiras se inverte. Antes do primeiro título destes 4 que ganhamos, estava o porto com grandes lucros, a baixar a sua dívida e o Benfica a subir muito a sua todos os anos.

Sim isso é verdade. Mas olha que o período de hegemonia prolongada que viveu o Porto já não se volta a repetir para nenhum dos 3 grandes. Todos vão querer ganhar é certo, mas uns vão ganhar mais que outros e em ciclos bastante mais pequenos. Daí eu considerar que é muito importante melhorarmos a robustez da nossa situação financeira e económica, pois isso pode vir a ser um factor diferenciador, para alé do CFC.
Com meia dúzia de anos de atraso, lá se chegou à conclusão. Como diz o povo, mais vale tarde que nunca.
Mas olha que eu já tenho esta opinião há muitos anos. Assim como acho que a nossa situação económica e financeira é hoje incomparavelmente bastante melhor que a dos nossos rivais. E não são os 280M de dívida financeira (que no semestre já será menor) que me assustam.

Temos sempre de ter presente que depois do período inicial em que os capitais iniciais foram comidos pelos resultados negativos acumulados, o financiamento da SAD foi sempre assegurado com recurso a capitais alheios, logo tem de haver dívida e custos. O Club tem hoje cerca de 66% da SAD, mas depois de 2009 não registou qualquer entrada de capital.
Na minha opinião, e claro para não ser hipócrita, nem sequer deviamos estar a equivaler as nossas avaliações com as deles.

O Benfica tem condições e potencialidades que os outros nem podem imaginar. Com dor e sacrificio, o Benfica «endireita-se» rapidamente.

O problema, como nos políticos, é o responder à opinião publica etc.

Aqueles 6 anos com JJ, nada tiveram de estratégia de longo prazo. Porque era uma estratégia com morte anunciada à nascença.

Aqueles 6 anos foram anos de resposta à opinião publica. Os tipicos aumentos da função publica em anos de eleições etc. Lá pra frente, ou o que vier a seguir, que resolva.

Não me venham com tretas que aquilo obedecia a um grande plano. Tivessemos nós ganho o campeonato 11/12 e provavelmente o «grande plano de investimentos» tinha parado ali, porque já tinham dado «pão» ao povo.

CitriC

Citação de: lonstrup em 18 de Janeiro de 2018, 15:40
Citação de: CitriC em 18 de Janeiro de 2018, 15:27
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:17
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:04
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 13:53
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Resumindo, nos 4 anos em que vendemos jogadores da formação por qualquer coisa como 200 milhões, a nossa relação das principais componentes financeiras melhorou 17 milhões.
Convem não desprezar outras variáveis que também afectam os meios financeiros libertos. Por exemplo neste 4 anos em que tivemos 161,5M de Resultados operacionais (só atletas) também investimos cerca de 231M em aquisições de atletas.

eu fiz o que pediste, analisei os dados e tirei a conclusão com base nos dados que colocaste.

Não sei porque referes 231 milhões em aquisições na mesma frase que referes 161,5 milhões em resultados operacionais, os 231 milhões em aquisições são relacionáveis é com os mais de 400 milhões de vendas brutas, porque ao referires os resultados operacionais em atletas, uma parte muito significativa desses 231 milhões em aquisições estão aí a abater, quer por meio das depreciações dos passes quer pelo valor do ativo dos jogadores vendidos que foram comprados neste período e estão incluídos nesses 231 milhões.

tua análise ajuda a perceber melhor o quão melhorámos, ou o quão não melhorámos.

O que eu vejo é que o equilíbrio desportivo e financeiro é muito complicado de atingir.
- Hoje somos Tetracampeões, mas da última vez que outro clube foi tetracampeão o mais certo era tu concordares com a direcção tomada pelo clube financeiramente. Contudo o aspecto desportivo era péssimo.
- Agora que somos nós os Tetracampeões e desportivamente temos atingido feitos louváveis, não concordas com a direcção tomada pelo clube no que a finanças diz respeito.

A verdade é que é díficil atingir o equilíbrio e foi na altura em que o porto foi tetracampeão, que começámos a investir imenso. Eu acho que foi um risco no entanto permitiu-nos dar o salto desportivo. Sem esse investimento duvido muito que teriamos ganho o que ganhámos.
E isto sem esquecer que a melhoria de apenas 17Milhões, no que diz respeito às principais componentes financeiras, também está aliada ao agravamento dos nossos rivais. Reitero que esse agravamento na ordem das centenas de milhões de euros (Sporting+Porto) não teria sido conseguido sem o investimento efectuado.
Desculpa, mas não posso alinhar nisto.

O facto de ser dificil desculpa alguma coisa?

A incompetência tem desculpa?

Foi adoptada uma estratégia porque não se sabia mais. E isto é exemplificado no seguinte: mudamos uma das peças da engrenagem (treinador) e passa a ser possível fazer coisas inimagináveis antes.

Como se explica isto? Como podes tu dizer que não era possível fazer melhor? Que não havia outro caminho? Quando bastam 2 anos de Rui Vitória para desmontar isso completamente?

RV mostra que é possivel resultados desportivos recorrendo à equipa e formação
RV mostra que é possível avançar na liga dos campeões e receber os devidos prémios
RV mostra que podemos baixar o investimento em atletas de uma média de 37ME nos 10 anos anteriores à sua entrada, para 26ME
RV mostra que é possível ainda fazer maior volume de vendas de jogadores
RV mostra que não é preciso pagar 5 ou 6 ME ano a um treinador para fazer isto.

E o Rui Vitória não é um génio nem um special one. É um treinador «normal».

E referimos Rui Vitória, como referimos outros treinadores.

Não me venhas com conversas de ser muito dificil e de não conseguirmos de outra maneira que não aquela.

A maneira de responder a um desafio dificil é com competência; e não correndo riscos grandes para compensar a incompetência de alguém.

porque nos dois primeiros anos de RV investimos 140M em jogadores.

E sim acho que é difícil aliar a componente desportiva à financeira, baseando-me no que vejo não só na nossa liga, mas também em outras.

VitorPaneira7

Citação de: Theroux em 18 de Janeiro de 2018, 15:38
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 15:21
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 15:05
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:43
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:27
Citação de: pempitas em 18 de Janeiro de 2018, 14:07
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Uma coisa parece evidente, a pressão na tesouraria tem vindo a diminuir de forma substancial.

É também clara a importância de reduzir a rúbrica de fornecedores, o que reforça algumas opções do defeso.

São opções difíceis de entender porque os nossos 2 concorrentes persistem numa trajetória suicida, que transmite a falsa ideia de que eles estão pujantes e nós depauperados.

Dar tempo ao tempo.

os que acreditam que os nossos 2 concorrentes estão pujantes pelos investimentos que fazem, são os mesmos que há uns anos acreditavam no milagre financeiro do Benfica. Estão os 3, genericamente, iguais, com dívidas financeiras muito acima do que deviam e um défice estrutural de largas dezenas de milhões de euros que tem de ser colmatado com vendas de ativos, anualmente.

Quanto à pressão de tesouraria diminuir, a pressão de tesouraria originada pelos empréstimos bancários era meramente contabilística, não é por este ano termos menos 120 milhões nos empréstimos correntes que isso significou que no último ano tivémos de pagar 120 milhões de empréstimos, simplesmente eles eram renováveis, automaticamente, a cada 3 meses e agora isso deixou de ser assim, mas a pressão de tesouraria não vem daí, a pressão de tesouraria, que continua a existir, vem do facto de entrar menos dinheiro no clube que aquele que tem de sair todos os meses e é por isso que têm de arranjar entradas de dinheiro extras, que são as vendas de jogadores.
Eu aí descordo. As dívidas financeiras são elevadas, mas com uma grande diferença. Enquanto que a nossa está numa trajectória descendente a deles está na ordem inversa, com a agravante de eles terem já montantes significativos de receitas futuras antecipadas, e nós não temos nada disso, e isto sem falar de VMOC`s e regime especial de intervenção (caso do FCP).

Quando as gestões são similares, as trajetórias são ciclícas, eles estão num ciclo de investimentos porque nós estamos a ganhar por isso aumentam a deles enquanto nós baixamos porque achamos que ganhamos de qualquer forma e por isso vendemos carradas de jogadores, se forem eles a ganhar e a vender e nós a investir para recuperar o título, rapidamente a trajetória das dívidas financeiras se inverte. Antes do primeiro título destes 4 que ganhamos, estava o porto com grandes lucros, a baixar a sua dívida e o Benfica a subir muito a sua todos os anos.

Sim isso é verdade. Mas olha que o período de hegemonia prolongada que viveu o Porto já não se volta a repetir para nenhum dos 3 grandes. Todos vão querer ganhar é certo, mas uns vão ganhar mais que outros e em ciclos bastante mais pequenos. Daí eu considerar que é muito importante melhorarmos a robustez da nossa situação financeira e económica, pois isso pode vir a ser um factor diferenciador, para alé do CFC.


Em Portugal a obsessão com os resultados levou a uma crise quase permanente de 100 anos nos grandes (e médios e pequenos).

O país sempre foi demasiado pequeno para as ambições desmedidas dos clube (estádio para 120 mil!!!!!!!!!).

A direcção fez o menos difícil, que é pela primeira vez tornar as modalidades sustentáveis a um nível extremamente alto, mas fazer o mesmo com o futebol é um desafio muito mais complicado, mas pode ser que seja desta que se consegue conciliar as finanças com a ambição desportiva.
curiosamente foi o fecho que resultou no desinvestimento do plantel , consequente salto do Porto e depois corrida atrás do prejuízo das direcções seguintes, que minaram as contas a longo prazo.

lonstrup já disse a resposta.

MALU15

Citação de: Eterno Benfica em 18 de Janeiro de 2018, 15:40
Eu acho que os 2 têm razão.

Atualmente a nossa situação é muito melhor que a do scp ou fcp, como disse o malu, mas mostra nos a historia que isso advem somente dos resultados desportivos, como disse o peter.

Basta ver como é que as financas do fcp evoluiram nestes 4 anos sem ganhar nada



Isso não é correcto. O desenvolvimento do CFC veio possibilitar  encaixes por vendas nos últimos 3/4 anos até aqui impensáveis. Antes disso o que obtinhamos era encaixes significativos de vendas de aquisições externas, com os fortes investimentos que fizemos a partir de 2009.

lonstrup

Citação de: CitriC em 18 de Janeiro de 2018, 15:55
Citação de: lonstrup em 18 de Janeiro de 2018, 15:40
Citação de: CitriC em 18 de Janeiro de 2018, 15:27
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:17
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:04
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 13:53
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Resumindo, nos 4 anos em que vendemos jogadores da formação por qualquer coisa como 200 milhões, a nossa relação das principais componentes financeiras melhorou 17 milhões.
Convem não desprezar outras variáveis que também afectam os meios financeiros libertos. Por exemplo neste 4 anos em que tivemos 161,5M de Resultados operacionais (só atletas) também investimos cerca de 231M em aquisições de atletas.

eu fiz o que pediste, analisei os dados e tirei a conclusão com base nos dados que colocaste.

Não sei porque referes 231 milhões em aquisições na mesma frase que referes 161,5 milhões em resultados operacionais, os 231 milhões em aquisições são relacionáveis é com os mais de 400 milhões de vendas brutas, porque ao referires os resultados operacionais em atletas, uma parte muito significativa desses 231 milhões em aquisições estão aí a abater, quer por meio das depreciações dos passes quer pelo valor do ativo dos jogadores vendidos que foram comprados neste período e estão incluídos nesses 231 milhões.

tua análise ajuda a perceber melhor o quão melhorámos, ou o quão não melhorámos.

O que eu vejo é que o equilíbrio desportivo e financeiro é muito complicado de atingir.
- Hoje somos Tetracampeões, mas da última vez que outro clube foi tetracampeão o mais certo era tu concordares com a direcção tomada pelo clube financeiramente. Contudo o aspecto desportivo era péssimo.
- Agora que somos nós os Tetracampeões e desportivamente temos atingido feitos louváveis, não concordas com a direcção tomada pelo clube no que a finanças diz respeito.

A verdade é que é díficil atingir o equilíbrio e foi na altura em que o porto foi tetracampeão, que começámos a investir imenso. Eu acho que foi um risco no entanto permitiu-nos dar o salto desportivo. Sem esse investimento duvido muito que teriamos ganho o que ganhámos.
E isto sem esquecer que a melhoria de apenas 17Milhões, no que diz respeito às principais componentes financeiras, também está aliada ao agravamento dos nossos rivais. Reitero que esse agravamento na ordem das centenas de milhões de euros (Sporting+Porto) não teria sido conseguido sem o investimento efectuado.
Desculpa, mas não posso alinhar nisto.

O facto de ser dificil desculpa alguma coisa?

A incompetência tem desculpa?

Foi adoptada uma estratégia porque não se sabia mais. E isto é exemplificado no seguinte: mudamos uma das peças da engrenagem (treinador) e passa a ser possível fazer coisas inimagináveis antes.

Como se explica isto? Como podes tu dizer que não era possível fazer melhor? Que não havia outro caminho? Quando bastam 2 anos de Rui Vitória para desmontar isso completamente?

RV mostra que é possivel resultados desportivos recorrendo à equipa e formação
RV mostra que é possível avançar na liga dos campeões e receber os devidos prémios
RV mostra que podemos baixar o investimento em atletas de uma média de 37ME nos 10 anos anteriores à sua entrada, para 26ME
RV mostra que é possível ainda fazer maior volume de vendas de jogadores
RV mostra que não é preciso pagar 5 ou 6 ME ano a um treinador para fazer isto.

E o Rui Vitória não é um génio nem um special one. É um treinador «normal».

E referimos Rui Vitória, como referimos outros treinadores.

Não me venhas com conversas de ser muito dificil e de não conseguirmos de outra maneira que não aquela.

A maneira de responder a um desafio dificil é com competência; e não correndo riscos grandes para compensar a incompetência de alguém.

porque nos dois primeiros anos de RV investimos 140M em jogadores.

E sim acho que é difícil aliar a componente desportiva à financeira, baseando-me no que vejo não só na nossa liga, mas também em outras.
O ser dificil obriga a que reconheçamos a possibilidade de falhar. Quanto mais alto o objectivo, maior a probabilidade de falhar.

Mas por isso mesmo, obriga também a que a competência seja maior.

Eu repito, RV que é um treinador perfeitamente normal, conseguiu 2 campeonatos em 2, 2 passagens de fase grupos em 3, tirar rendimento desportivo e financeiro dos jogadores da formação. Não estamos a falar de um treinador contratado ao Real Madrid, pago a peso de ouro, essas cenas. Um treinador normal fez isto.

Mais , a nossa formação fornece atletas de qualidade, o nosso scouting consegue atletas de qualidade, aumentamos as assistências, aumentamos as receitas operacionais. É a mesma estrutura de futebol que antes. O que aconteceu para tanta coisa ser diferente?

E quanto a dados de transferências uso os dados do transfermarkt para ser igual para todos. Em 3 épocas de RV, estão associados 81ME em contratações.

MALU15

Citação de: VitorPaneira7 em 18 de Janeiro de 2018, 15:53
Citação de: lonstrup em 18 de Janeiro de 2018, 15:40
Citação de: CitriC em 18 de Janeiro de 2018, 15:27
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:17
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:04
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 13:53
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Resumindo, nos 4 anos em que vendemos jogadores da formação por qualquer coisa como 200 milhões, a nossa relação das principais componentes financeiras melhorou 17 milhões.
Convem não desprezar outras variáveis que também afectam os meios financeiros libertos. Por exemplo neste 4 anos em que tivemos 161,5M de Resultados operacionais (só atletas) também investimos cerca de 231M em aquisições de atletas.

eu fiz o que pediste, analisei os dados e tirei a conclusão com base nos dados que colocaste.

Não sei porque referes 231 milhões em aquisições na mesma frase que referes 161,5 milhões em resultados operacionais, os 231 milhões em aquisições são relacionáveis é com os mais de 400 milhões de vendas brutas, porque ao referires os resultados operacionais em atletas, uma parte muito significativa desses 231 milhões em aquisições estão aí a abater, quer por meio das depreciações dos passes quer pelo valor do ativo dos jogadores vendidos que foram comprados neste período e estão incluídos nesses 231 milhões.

tua análise ajuda a perceber melhor o quão melhorámos, ou o quão não melhorámos.

O que eu vejo é que o equilíbrio desportivo e financeiro é muito complicado de atingir.
- Hoje somos Tetracampeões, mas da última vez que outro clube foi tetracampeão o mais certo era tu concordares com a direcção tomada pelo clube financeiramente. Contudo o aspecto desportivo era péssimo.
- Agora que somos nós os Tetracampeões e desportivamente temos atingido feitos louváveis, não concordas com a direcção tomada pelo clube no que a finanças diz respeito.

A verdade é que é díficil atingir o equilíbrio e foi na altura em que o porto foi tetracampeão, que começámos a investir imenso. Eu acho que foi um risco no entanto permitiu-nos dar o salto desportivo. Sem esse investimento duvido muito que teriamos ganho o que ganhámos.
E isto sem esquecer que a melhoria de apenas 17Milhões, no que diz respeito às principais componentes financeiras, também está aliada ao agravamento dos nossos rivais. Reitero que esse agravamento na ordem das centenas de milhões de euros (Sporting+Porto) não teria sido conseguido sem o investimento efectuado.
Desculpa, mas não posso alinhar nisto.

O facto de ser dificil desculpa alguma coisa?

A incompetência tem desculpa?

Foi adoptada uma estratégia porque não se sabia mais. E isto é exemplificado no seguinte: mudamos uma das peças da engrenagem (treinador) e passa a ser possível fazer coisas inimagináveis antes.

Como se explica isto? Como podes tu dizer que não era possível fazer melhor? Que não havia outro caminho? Quando bastam 2 anos de Rui Vitória para desmontar isso completamente?

RV mostra que é possivel resultados desportivos recorrendo à equipa e formação
RV mostra que é possível avançar na liga dos campeões e receber os devidos prémios
RV mostra que podemos baixar o investimento em atletas de uma média de 37ME nos 10 anos anteriores à sua entrada, para 26ME
RV mostra que é possível ainda fazer maior volume de vendas de jogadores
RV mostra que não é preciso pagar 5 ou 6 ME ano a um treinador para fazer isto.

E o Rui Vitória não é um génio nem um special one. É um treinador «normal».

E referimos Rui Vitória, como referimos outros treinadores.

Não me venhas com conversas de ser muito dificil e de não conseguirmos de outra maneira que não aquela.

A maneira de responder a um desafio dificil é com competência; e não correndo riscos grandes para compensar a incompetência de alguém.

Tenho de concordar com o lonstrup.

Benfica tem de se reorganizar e julgo que deveria ver melhor a política de contratações, a lista de jogadores contratados e a massa salarial.

E de uma discussão anterior, futebol terá sempre flops, no entanto julgo que jogadores como Murillo, Vera, Benitez tem na cara estampada que não serão opção ou que jogadores como Filipe Augusto, Cellis jamais terão qualidade para serem jogadores do plantel, e no final cá estão ligados ao Benfica. Arriscar em jovens promessas europeias tipo Jovic, Saponjic, Zivkovic, Ola john ou jogadores que se destacam do tugao como o Diego Lopes, que já saiu, o Ederson, Krovinovic, bem essa é politica de um clube periférico, depois é normal que se falhe o acerte.

Da lista do blankfile estão para aí, juniores incluidos, perto de 140 jogadores. 20 ou 30 nem deveriam estar ligados.

Temos uma boa formação, capacidade de prospecção e a manutenção de bons jogadores permitiu que estes alvos jovens crescessem. E RV provou que há qualidade na formação para serem jogadores de plantel ou mesmo peças fundamentais do 11. Além de capacidades de receita superiores aos rivais.

Mas compreendo o Citric numa parte, a questão do activo. A saída de jogadores pode baixar este e os da formação tem o condão de não contarem muito. Mas é aqui que deve entrar as qualidades de um gestor.

Benfica tem de ficar mais organizado, especialmente com o passivo alto que tem e de querer manter as contas em dia ao mesmo tempo que tem de manter um plantel competitivo.
Mas aqui é que está o ovo de Colombo. Trinómio de resolução dificil mas não impossível.

lonstrup

Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 15:59
Citação de: Eterno Benfica em 18 de Janeiro de 2018, 15:40
Eu acho que os 2 têm razão.

Atualmente a nossa situação é muito melhor que a do scp ou fcp, como disse o malu, mas mostra nos a historia que isso advem somente dos resultados desportivos, como disse o peter.

Basta ver como é que as financas do fcp evoluiram nestes 4 anos sem ganhar nada



Isso não é correcto. O desenvolvimento do CFC veio possibilitar  encaixes por vendas nos últimos 3/4 anos até aqui impensáveis. Antes disso o que obtinhamos era encaixes significativos de vendas de aquisições externas, com os fortes investimentos que fizemos a partir de 2009.
O desenvolvimento do CFC, e eu acrescentaria (até porque é o essencial da questão), e o aproveitamento do CFC veio possibilitar encaixes por vendas nos últimos 3/4 até aqui impensáveis.

Mas como aqui referiram, era impossível fazer este aproveitamento do CFC sem antes nos gastarmos centenas de milhões e acumular prejuizos para «aumentar a competitividade».

peter_slb

Citação de: CitriC em 18 de Janeiro de 2018, 15:27
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 14:17
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 14:04
Citação de: peter_slb em 18 de Janeiro de 2018, 13:53
Citação de: MALU15 em 18 de Janeiro de 2018, 13:06

O quadro abaixo apresenta uma série de valores que considero representativa (4 anos) dos valores dos saldos de balanço de clientes, Caixa, fornecedores e empréstimos. Tenham em consideração que as reduções dos passivos não se fazem com os valores das vendas (atletas e prestação de serviços) contabilizadas, mas sim com os meios líquidos da cobrança dessas vendas quando ocorrem, e que parte destes meios tambem têm de ser afectos a pagamentos a fornecedores correntes e não correntes.

Eu não quero dizer com isto que as nossas finanças estão melhor ou pior, analisem os
dados e tirem as vossas conclusões.                       (valores em milharesde Euros)




                               30JUN17   30JUN16   30JUN15   30JUN14
Clientes - não corrente      49.669   6.242   9.926   0
Clientes -  corrente         67.638   70.686   62.733   79.691
                                 117.307   76.928   72.659   79.691
            
Caixa e equiv.               13.252   30.338   6.742   4.080
            
Fornecedores - Não corr.   29.877   17.175   6.562   1.655
Fornecedores - corrente   70.271   67.797   27.394   31.962
                                 100.148   84.972   33.956   33.617
Empréstimos            
Não corrente                  249.178   154.309    72.549   126.261
Corrente                          31.613   156.102   238.915   191.279
                                 280.791   310.411   311.464   317.540

Resumindo, nos 4 anos em que vendemos jogadores da formação por qualquer coisa como 200 milhões, a nossa relação das principais componentes financeiras melhorou 17 milhões.
Convem não desprezar outras variáveis que também afectam os meios financeiros libertos. Por exemplo neste 4 anos em que tivemos 161,5M de Resultados operacionais (só atletas) também investimos cerca de 231M em aquisições de atletas.

eu fiz o que pediste, analisei os dados e tirei a conclusão com base nos dados que colocaste.

Não sei porque referes 231 milhões em aquisições na mesma frase que referes 161,5 milhões em resultados operacionais, os 231 milhões em aquisições são relacionáveis é com os mais de 400 milhões de vendas brutas, porque ao referires os resultados operacionais em atletas, uma parte muito significativa desses 231 milhões em aquisições estão aí a abater, quer por meio das depreciações dos passes quer pelo valor do ativo dos jogadores vendidos que foram comprados neste período e estão incluídos nesses 231 milhões.

tua análise ajuda a perceber melhor o quão melhorámos, ou o quão não melhorámos.

O que eu vejo é que o equilíbrio desportivo e financeiro é muito complicado de atingir.
- Hoje somos Tetracampeões, mas da última vez que outro clube foi tetracampeão o mais certo era tu concordares com a direcção tomada pelo clube financeiramente. Contudo o aspecto desportivo era péssimo.
- Agora que somos nós os Tetracampeões e desportivamente temos atingido feitos louváveis, não concordas com a direcção tomada pelo clube no que a finanças diz respeito.

A verdade é que é díficil atingir o equilíbrio e foi na altura em que o porto foi tetracampeão, que começámos a investir imenso. Eu acho que foi um risco no entanto permitiu-nos dar o salto desportivo. Sem esse investimento duvido muito que teriamos ganho o que ganhámos.
E isto sem esquecer que a melhoria de apenas 17Milhões, no que diz respeito às principais componentes financeiras, também está aliada ao agravamento dos nossos rivais. Reitero que esse agravamento na ordem das centenas de milhões de euros (Sporting+Porto) não teria sido conseguido sem o investimento efectuado.

Já disse isto muitas vezes aqui, mas volto a referir que sendo o Benfica muito maior que os outros, o Benfica não precisa de andar em ciclos. Da última vez que o porto foi tetracampeão, eu concordava com a gestão financeira e gostava da evolução desportiva até ao tricampeonato deles, porque antes de inverter a gestão e começar a investir muito, o Benfica já tinha a base da equipa que se tornou muito competitiva (Maxi, Luisão, David Luiz, Coentrao, Di Maria, Cardozo) se o Benfica aceitasse continuar a crescer sustentadamente, mesmo que perdesse mais uns anos (é muito dúbio, porque estávamos em crescimento e assim também só interrompemos 7 títulos do Porto num ano em que o Braga foi segundo), quando chegássemos ao topo não iríamos precisar de descer de lá (como agora está a acontecer de forma evidente).

Os outros é que precisam de arriscar para tentar vencer-nos, nós se seguirmos uma gestão equilibrada, vamos, no longo prazo, ter orçamentos bastante mais elevados que os nossos rivais e por isso estar sempre mais perto de vencer, se arriscarmos para ganhar, vamos, como eles, ser sempre obrigados a vender para pagar o risco e estar sempre dependentes da qualidade dos substitutos (muito mais baratos) ser parecida à dos que saem, logo, no longo prazo, tenderemos a ganhar mais ou menos o mesmo que eles e andar, como eles, em ciclos constantes de vitórias e derrotas.

Um Benfica estável com capacidade para manter os melhores jogadores, no longo prazo vai ser claramente melhor que um Benfica de ciclos que tanto é tetracampeão, como no ano a seguir tem uma vergonhosa pior participação na história da Champions.