As Finanças do Benfica

SimaoMiccoli

Se calhar está na altura de emagrecer a estrutura também...

CitriC

Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 16:33
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 15:58
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 14:58
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 11:38
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 02:01
O futebol tem um contexto especifico em termos financeiros. Existe uma volatibilidade muito grande nos activos. Ou seja, o valor dos activos mais valiosos podem ter variações bruscas (derivado de lesões, más performances individuais e coletivas...). O Renato Sanches depois do Euro2016 era vendido, à vontade, por mais de 50M. Hoje, se calhar não davam metade por ele. Daqui a 2 anos talvez valha 100M.

Dada esta imprevisibilidade existente nos negócios e especialmente no futebol, penso que seja fulcral tentar baixar o activo, acima de tudo. E não entrar na eterna conversa leiga do "activo que cobre o passivo". Ainda mais no futebol do que na globalidade dos negócios, ser competitivo significa ter bons resultados financeiros. Mas se deixas de ser competitivo e és um clube com um dos maiores passivos da Europa (num mercado pequeno como o nosso...) as perspectivas não são boas.

Outra coisa: faz-se gala em dizer que estamos a diminuir a dependência dos bancos. Verdade. Mas é através de empréstimos obrigacionistas. Ou seja, deixamos de dever num sitio para ficar a dever noutro. Quando é para liquidar faz-se outra emissão e andamos em loop... Qual acaba por ser a vantagem?

Não faz sentido o que dizes sobre o Activo, até porque estás a esquecer-te que a Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.


Ou seja os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, quando tal se verifique.


O Renato é um dos casos especiais, porque é um jogador da formação. Se for um jogador da formação quer seja um novato com 0 jogos nas pernas, ou alguém influente com experiência e títulos no activo o seu valor será sempre reduzido. Portanto nem haverá volatilidade.

Percebo o que dizes. E deves perceber melhor que eu, que não estudei intensamente o RC e odiava contabilidade na faculdade.
Mas o teu primeiro parágrafo até se relaciona com o que disse: o futebol é das indústrias maios voláteis que existe. Ou achas que o Nápoles vai continuar a oferecer 30M pelo Grimaldo (será?) se ele tiver outra lesão, por exemplo. Bem podes continuar a avalia-lo em 30M, mas ninguem vai dar isso por ele. Certo ou errado? (lesões).

0 pontos na champions em 6 jogos. Vamos manter o valor dos activos? Talvez? Alguem lhes vai dar o mesmo valor depois daquela vergonha desportiva? Ninguem... do que vale?

Depois, achas sinceramente que os indicios de imparidades não são "mexidos" à vontade do freguês? o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência... então os dois últimos são o prato de cada dia. Muitas das coisas são bastante subjectivas, e sendo avaliadas pela Benfica SAD, ainda o serão mais.

Ou seja, não conta só o que aparece no papel. Quantas já não foram as empresas neste Mundo que num dia espalhavam saúde e no outro estavam na bancarrota? É uma linha bastante ténue.

Já agora, penso que sejas mais informado que eu neste tipo de questões, explica-me se poderes, o sentido lógico de reduzir a divida à banca, aumentando por outro lado os empréstimos obrigacionistas. Para se estar a fazer bandeira desta diminuição de dívida bancária, é porque deve existir algo positivo por trás dela. Ou é suposto os sócios não perceberem que se está a substituir isso por um loop de empréstimos obrigacionistas?

Obrigado

Por isso mesmo é que, como eu disse, os jogadores que forem adquiridos pelo Benfica devem ser avaliados pelo valor de aquisição e a cada época deduzir as respetivas amortizações acumuladas e também perdas de imparidade. Não se pode avaliar o Grimaldo ao sabor do vento. Ontem 2M, hoje 20M, amanhã 30M, depois de amanhã 10M.

O valor de activo está relacionado com a prestação europeia ? Isso não faz sentido nenhum. Mais uma vez falando exclusivamente de jogadores, activo intangível, o activo é inicialmente avaliado pelo preço de custo.

Não, o Benfica não mexe nas imparidades à "vontade do freguês".

O Benfica esclarece muito claramente foi calcula as imparidades dos seus activos:

Citação
São efetuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiciem que o montante pelo qual se encontra registado o ativo é superior à sua quantia recuperável. Quando o valor recuperável de um ativo é inferior ao valor pelo qual se encontra registado é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados. Quando não é possível determinar a quantia recuperável de um ativo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de caixa a que esse ativo pertence.
O valor recuperável é o mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso de um ativo é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que decorrem do seu uso continuado até ao final da sua vida útil, que são descontados usando uma taxa de desconto que reflita as expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do ativo ou da unidade geradora de caixa relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas. A quantia recuperável é estimada para cada ativo ou unidade geradora de caixa individualmente.

Quando existem indícios que perdas por imparidade registadas em períodos anteriores tenham revertido ou diminuído é efetuada uma reavaliação das situações que originaram o registo da imparidade. A reversão de uma imparidade é registada na demonstração dos resultados e é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de depreciações ou amortizações, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em períodos anteriores.


Quanto à última questão, a meu ver, há duas grandes vantagens logo à partir.

1- Maior independência da banca, pois nos EOs há muitos pequenos investidores a emprestarem/investirem dinheiro na nossa SAD. O Benfica pode ir ao mercado com mais facilidade que antigamente.

2- Juros mais baixos. Se reparares a média dos juros no dia 30.06.17 era superior a qualquer um dos 3 EOs que a SAD tem subscrito.
Ok. Obviamente o activo tem que ser inicialmente valorizado pelo preço de custo. Só assim faz sentido em termos contabilisticos, e éticos vá...

O que eu digo é que existe uma maior volatibilidade nos activos devido a essas mesmas perdas de imparidade que falas, que são bastante mais imprevisíveis do que na maior parte de outros tipos de negócios e bastante mais significativas. Falo de lesões, más prestações coletivas e individuais. Tudo isto faz cair o valor do activo aos olhos do mercado e deve ser assumido pelo clube para haver clareza da real situação em que a instituição se encontra.

Obviamente, boas prestações europeias valorizam o activo. Caso contrário não tinhas feito as vendas dos últimos 5 anos (2 finais de LE, quartos da champions) pelos valores que foram efetuadas. Tal como este ano não venderias o Krovinovic (sem a lesão) por valores absurdos que ele parece ter potencial para valer. Porque não o mostraste aos olhos da Europa nem tiveste boas prestações coletivas na Europa. Em termos empresariais, uma boa prestação na Champions vai conotar os teus activos, que podem tornar-se mercadoria, como muito bons. Pelo menos alguns, certamente. Isso vai naturalmente valorizá-los. Contabilisticamente o Benfica não valoriza os seus activos consoante as boas prestações individuais/coletivas e o interesse demonstrado nos mesmos?

Falas de jogadores como activos intangíveis, certamente porque o que é valorizado neles é o "know-how", neste caso, saber jogar à bola. E é assim que são valorizados. No entanto, não te esqueças que isto é futebol, não é uma patente de um superprograma de computador que funciona sempre da mesma forma. Os jogadores são humanos, falham e não funcionam sempre de acordo com o esperado. A sua valorização vai ser, portanto, mais volátil.

Pareces bem mais informado que eu portanto não vou estar a refutar as tuas opiniões. O meu problema é a linha de pensamento da direção do Benfica, não me parecem minimamente interessados em resolver a situação financeira do Benfica e em elevar a marca Benfica desportivamente aos olhos do Mundo.

Em síntese: eu acho que um clube de um mercado pequeno como o português deveria ter uma aposta mais clara no abate do passivo, porque sendo nós um mercado periférico estamos mais sensíveis a alterações do meio... e pode correr mal. Basta uns anos de insucesso desportivo para um clube com muitas obrigações passar um mau bocado. E o que eu vi, e me deixa irritado, é estarmos a passar um periodo de grandes vendas, grande reforço da marca Benfica, estádios cheios, patrocinios, um periodo aparentemente hegemonico e que poderia servir para melhorar bastante a situação financeira sem perder muita qualidade, e o que vejo é o passivo reduzir em 20M em 4 ou 5 anos, acompanhados de investimentos patéticos de gastar dezenas de milhões de euros em jogadores que não eram essenciais para o plantel, o aumento dos gastos com a direção e redução dos gastos com o plantel, e por aí a diante...

Só para concluir:

- Tens uma estratégia diferente para o Benfica, que difere da direcção -> Aceito.
- Achas que a direcção não está interessada em melhorar a situação financeira do Benfica -> Não aceito

oliverghost

Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 17:07
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 16:33
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 15:58
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 14:58
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 11:38
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 02:01
O futebol tem um contexto especifico em termos financeiros. Existe uma volatibilidade muito grande nos activos. Ou seja, o valor dos activos mais valiosos podem ter variações bruscas (derivado de lesões, más performances individuais e coletivas...). O Renato Sanches depois do Euro2016 era vendido, à vontade, por mais de 50M. Hoje, se calhar não davam metade por ele. Daqui a 2 anos talvez valha 100M.

Dada esta imprevisibilidade existente nos negócios e especialmente no futebol, penso que seja fulcral tentar baixar o activo, acima de tudo. E não entrar na eterna conversa leiga do "activo que cobre o passivo". Ainda mais no futebol do que na globalidade dos negócios, ser competitivo significa ter bons resultados financeiros. Mas se deixas de ser competitivo e és um clube com um dos maiores passivos da Europa (num mercado pequeno como o nosso...) as perspectivas não são boas.

Outra coisa: faz-se gala em dizer que estamos a diminuir a dependência dos bancos. Verdade. Mas é através de empréstimos obrigacionistas. Ou seja, deixamos de dever num sitio para ficar a dever noutro. Quando é para liquidar faz-se outra emissão e andamos em loop... Qual acaba por ser a vantagem?

Não faz sentido o que dizes sobre o Activo, até porque estás a esquecer-te que a Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.


Ou seja os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, quando tal se verifique.


O Renato é um dos casos especiais, porque é um jogador da formação. Se for um jogador da formação quer seja um novato com 0 jogos nas pernas, ou alguém influente com experiência e títulos no activo o seu valor será sempre reduzido. Portanto nem haverá volatilidade.

Percebo o que dizes. E deves perceber melhor que eu, que não estudei intensamente o RC e odiava contabilidade na faculdade.
Mas o teu primeiro parágrafo até se relaciona com o que disse: o futebol é das indústrias maios voláteis que existe. Ou achas que o Nápoles vai continuar a oferecer 30M pelo Grimaldo (será?) se ele tiver outra lesão, por exemplo. Bem podes continuar a avalia-lo em 30M, mas ninguem vai dar isso por ele. Certo ou errado? (lesões).

0 pontos na champions em 6 jogos. Vamos manter o valor dos activos? Talvez? Alguem lhes vai dar o mesmo valor depois daquela vergonha desportiva? Ninguem... do que vale?

Depois, achas sinceramente que os indicios de imparidades não são "mexidos" à vontade do freguês? o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência... então os dois últimos são o prato de cada dia. Muitas das coisas são bastante subjectivas, e sendo avaliadas pela Benfica SAD, ainda o serão mais.

Ou seja, não conta só o que aparece no papel. Quantas já não foram as empresas neste Mundo que num dia espalhavam saúde e no outro estavam na bancarrota? É uma linha bastante ténue.

Já agora, penso que sejas mais informado que eu neste tipo de questões, explica-me se poderes, o sentido lógico de reduzir a divida à banca, aumentando por outro lado os empréstimos obrigacionistas. Para se estar a fazer bandeira desta diminuição de dívida bancária, é porque deve existir algo positivo por trás dela. Ou é suposto os sócios não perceberem que se está a substituir isso por um loop de empréstimos obrigacionistas?

Obrigado

Por isso mesmo é que, como eu disse, os jogadores que forem adquiridos pelo Benfica devem ser avaliados pelo valor de aquisição e a cada época deduzir as respetivas amortizações acumuladas e também perdas de imparidade. Não se pode avaliar o Grimaldo ao sabor do vento. Ontem 2M, hoje 20M, amanhã 30M, depois de amanhã 10M.

O valor de activo está relacionado com a prestação europeia ? Isso não faz sentido nenhum. Mais uma vez falando exclusivamente de jogadores, activo intangível, o activo é inicialmente avaliado pelo preço de custo.

Não, o Benfica não mexe nas imparidades à "vontade do freguês".

O Benfica esclarece muito claramente foi calcula as imparidades dos seus activos:

Citação
São efetuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiciem que o montante pelo qual se encontra registado o ativo é superior à sua quantia recuperável. Quando o valor recuperável de um ativo é inferior ao valor pelo qual se encontra registado é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados. Quando não é possível determinar a quantia recuperável de um ativo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de caixa a que esse ativo pertence.
O valor recuperável é o mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso de um ativo é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que decorrem do seu uso continuado até ao final da sua vida útil, que são descontados usando uma taxa de desconto que reflita as expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do ativo ou da unidade geradora de caixa relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas. A quantia recuperável é estimada para cada ativo ou unidade geradora de caixa individualmente.

Quando existem indícios que perdas por imparidade registadas em períodos anteriores tenham revertido ou diminuído é efetuada uma reavaliação das situações que originaram o registo da imparidade. A reversão de uma imparidade é registada na demonstração dos resultados e é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de depreciações ou amortizações, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em períodos anteriores.


Quanto à última questão, a meu ver, há duas grandes vantagens logo à partir.

1- Maior independência da banca, pois nos EOs há muitos pequenos investidores a emprestarem/investirem dinheiro na nossa SAD. O Benfica pode ir ao mercado com mais facilidade que antigamente.

2- Juros mais baixos. Se reparares a média dos juros no dia 30.06.17 era superior a qualquer um dos 3 EOs que a SAD tem subscrito.
Ok. Obviamente o activo tem que ser inicialmente valorizado pelo preço de custo. Só assim faz sentido em termos contabilisticos, e éticos vá...

O que eu digo é que existe uma maior volatibilidade nos activos devido a essas mesmas perdas de imparidade que falas, que são bastante mais imprevisíveis do que na maior parte de outros tipos de negócios e bastante mais significativas. Falo de lesões, más prestações coletivas e individuais. Tudo isto faz cair o valor do activo aos olhos do mercado e deve ser assumido pelo clube para haver clareza da real situação em que a instituição se encontra.

Obviamente, boas prestações europeias valorizam o activo. Caso contrário não tinhas feito as vendas dos últimos 5 anos (2 finais de LE, quartos da champions) pelos valores que foram efetuadas. Tal como este ano não venderias o Krovinovic (sem a lesão) por valores absurdos que ele parece ter potencial para valer. Porque não o mostraste aos olhos da Europa nem tiveste boas prestações coletivas na Europa. Em termos empresariais, uma boa prestação na Champions vai conotar os teus activos, que podem tornar-se mercadoria, como muito bons. Pelo menos alguns, certamente. Isso vai naturalmente valorizá-los. Contabilisticamente o Benfica não valoriza os seus activos consoante as boas prestações individuais/coletivas e o interesse demonstrado nos mesmos?

Falas de jogadores como activos intangíveis, certamente porque o que é valorizado neles é o "know-how", neste caso, saber jogar à bola. E é assim que são valorizados. No entanto, não te esqueças que isto é futebol, não é uma patente de um superprograma de computador que funciona sempre da mesma forma. Os jogadores são humanos, falham e não funcionam sempre de acordo com o esperado. A sua valorização vai ser, portanto, mais volátil.

Pareces bem mais informado que eu portanto não vou estar a refutar as tuas opiniões. O meu problema é a linha de pensamento da direção do Benfica, não me parecem minimamente interessados em resolver a situação financeira do Benfica e em elevar a marca Benfica desportivamente aos olhos do Mundo.

Em síntese: eu acho que um clube de um mercado pequeno como o português deveria ter uma aposta mais clara no abate do passivo, porque sendo nós um mercado periférico estamos mais sensíveis a alterações do meio... e pode correr mal. Basta uns anos de insucesso desportivo para um clube com muitas obrigações passar um mau bocado. E o que eu vi, e me deixa irritado, é estarmos a passar um periodo de grandes vendas, grande reforço da marca Benfica, estádios cheios, patrocinios, um periodo aparentemente hegemonico e que poderia servir para melhorar bastante a situação financeira sem perder muita qualidade, e o que vejo é o passivo reduzir em 20M em 4 ou 5 anos, acompanhados de investimentos patéticos de gastar dezenas de milhões de euros em jogadores que não eram essenciais para o plantel, o aumento dos gastos com a direção e redução dos gastos com o plantel, e por aí a diante...

Só para concluir:

- Tens uma estratégia diferente para o Benfica, que difere da direcção -> Aceito.
- Achas que a direcção não está interessada em melhorar a situação financeira do Benfica -> Não aceito
Por isso é que pagamos 4M ao Atlético por opções de jogadores que nunca vamos comprar, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que 30% do passe do Nolito, que valiam mais de 5M, simplesmente desapareceram, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos o Garay por 6M, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que assinamos contratos 'milionários' com a Adidas e a Emirates e a rubrica de patrocínios mal mexe, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é sendo de longe o maior clube português assinamos contratos de TV equivalentes (para ser simpático) aos dos outros, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que damos 10% de qualquer transferência ao Jorge Mendes, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos os miúdos com talento antes de se valorizarem, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que já temos investimento em betão planeado até sabe Deus quando, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é compramos Arangos, Veras, Correas, Fariñas, Benítezs, enfim, estava aqui o dia todo, para melhorar a situação financeira do Benfica.

E que tal, só naquela, pararem de tentar melhorar a situação financeira do Benfica?

lonstrup

Citação de: oliverghost em 29 de Janeiro de 2018, 17:40
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 17:07
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 16:33
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 15:58
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 14:58
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 11:38
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 02:01
O futebol tem um contexto especifico em termos financeiros. Existe uma volatibilidade muito grande nos activos. Ou seja, o valor dos activos mais valiosos podem ter variações bruscas (derivado de lesões, más performances individuais e coletivas...). O Renato Sanches depois do Euro2016 era vendido, à vontade, por mais de 50M. Hoje, se calhar não davam metade por ele. Daqui a 2 anos talvez valha 100M.

Dada esta imprevisibilidade existente nos negócios e especialmente no futebol, penso que seja fulcral tentar baixar o activo, acima de tudo. E não entrar na eterna conversa leiga do "activo que cobre o passivo". Ainda mais no futebol do que na globalidade dos negócios, ser competitivo significa ter bons resultados financeiros. Mas se deixas de ser competitivo e és um clube com um dos maiores passivos da Europa (num mercado pequeno como o nosso...) as perspectivas não são boas.

Outra coisa: faz-se gala em dizer que estamos a diminuir a dependência dos bancos. Verdade. Mas é através de empréstimos obrigacionistas. Ou seja, deixamos de dever num sitio para ficar a dever noutro. Quando é para liquidar faz-se outra emissão e andamos em loop... Qual acaba por ser a vantagem?

Não faz sentido o que dizes sobre o Activo, até porque estás a esquecer-te que a Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.


Ou seja os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, quando tal se verifique.


O Renato é um dos casos especiais, porque é um jogador da formação. Se for um jogador da formação quer seja um novato com 0 jogos nas pernas, ou alguém influente com experiência e títulos no activo o seu valor será sempre reduzido. Portanto nem haverá volatilidade.

Percebo o que dizes. E deves perceber melhor que eu, que não estudei intensamente o RC e odiava contabilidade na faculdade.
Mas o teu primeiro parágrafo até se relaciona com o que disse: o futebol é das indústrias maios voláteis que existe. Ou achas que o Nápoles vai continuar a oferecer 30M pelo Grimaldo (será?) se ele tiver outra lesão, por exemplo. Bem podes continuar a avalia-lo em 30M, mas ninguem vai dar isso por ele. Certo ou errado? (lesões).

0 pontos na champions em 6 jogos. Vamos manter o valor dos activos? Talvez? Alguem lhes vai dar o mesmo valor depois daquela vergonha desportiva? Ninguem... do que vale?

Depois, achas sinceramente que os indicios de imparidades não são "mexidos" à vontade do freguês? o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência... então os dois últimos são o prato de cada dia. Muitas das coisas são bastante subjectivas, e sendo avaliadas pela Benfica SAD, ainda o serão mais.

Ou seja, não conta só o que aparece no papel. Quantas já não foram as empresas neste Mundo que num dia espalhavam saúde e no outro estavam na bancarrota? É uma linha bastante ténue.

Já agora, penso que sejas mais informado que eu neste tipo de questões, explica-me se poderes, o sentido lógico de reduzir a divida à banca, aumentando por outro lado os empréstimos obrigacionistas. Para se estar a fazer bandeira desta diminuição de dívida bancária, é porque deve existir algo positivo por trás dela. Ou é suposto os sócios não perceberem que se está a substituir isso por um loop de empréstimos obrigacionistas?

Obrigado

Por isso mesmo é que, como eu disse, os jogadores que forem adquiridos pelo Benfica devem ser avaliados pelo valor de aquisição e a cada época deduzir as respetivas amortizações acumuladas e também perdas de imparidade. Não se pode avaliar o Grimaldo ao sabor do vento. Ontem 2M, hoje 20M, amanhã 30M, depois de amanhã 10M.

O valor de activo está relacionado com a prestação europeia ? Isso não faz sentido nenhum. Mais uma vez falando exclusivamente de jogadores, activo intangível, o activo é inicialmente avaliado pelo preço de custo.

Não, o Benfica não mexe nas imparidades à "vontade do freguês".

O Benfica esclarece muito claramente foi calcula as imparidades dos seus activos:

Citação
São efetuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiciem que o montante pelo qual se encontra registado o ativo é superior à sua quantia recuperável. Quando o valor recuperável de um ativo é inferior ao valor pelo qual se encontra registado é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados. Quando não é possível determinar a quantia recuperável de um ativo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de caixa a que esse ativo pertence.
O valor recuperável é o mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso de um ativo é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que decorrem do seu uso continuado até ao final da sua vida útil, que são descontados usando uma taxa de desconto que reflita as expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do ativo ou da unidade geradora de caixa relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas. A quantia recuperável é estimada para cada ativo ou unidade geradora de caixa individualmente.

Quando existem indícios que perdas por imparidade registadas em períodos anteriores tenham revertido ou diminuído é efetuada uma reavaliação das situações que originaram o registo da imparidade. A reversão de uma imparidade é registada na demonstração dos resultados e é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de depreciações ou amortizações, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em períodos anteriores.


Quanto à última questão, a meu ver, há duas grandes vantagens logo à partir.

1- Maior independência da banca, pois nos EOs há muitos pequenos investidores a emprestarem/investirem dinheiro na nossa SAD. O Benfica pode ir ao mercado com mais facilidade que antigamente.

2- Juros mais baixos. Se reparares a média dos juros no dia 30.06.17 era superior a qualquer um dos 3 EOs que a SAD tem subscrito.
Ok. Obviamente o activo tem que ser inicialmente valorizado pelo preço de custo. Só assim faz sentido em termos contabilisticos, e éticos vá...

O que eu digo é que existe uma maior volatibilidade nos activos devido a essas mesmas perdas de imparidade que falas, que são bastante mais imprevisíveis do que na maior parte de outros tipos de negócios e bastante mais significativas. Falo de lesões, más prestações coletivas e individuais. Tudo isto faz cair o valor do activo aos olhos do mercado e deve ser assumido pelo clube para haver clareza da real situação em que a instituição se encontra.

Obviamente, boas prestações europeias valorizam o activo. Caso contrário não tinhas feito as vendas dos últimos 5 anos (2 finais de LE, quartos da champions) pelos valores que foram efetuadas. Tal como este ano não venderias o Krovinovic (sem a lesão) por valores absurdos que ele parece ter potencial para valer. Porque não o mostraste aos olhos da Europa nem tiveste boas prestações coletivas na Europa. Em termos empresariais, uma boa prestação na Champions vai conotar os teus activos, que podem tornar-se mercadoria, como muito bons. Pelo menos alguns, certamente. Isso vai naturalmente valorizá-los. Contabilisticamente o Benfica não valoriza os seus activos consoante as boas prestações individuais/coletivas e o interesse demonstrado nos mesmos?

Falas de jogadores como activos intangíveis, certamente porque o que é valorizado neles é o "know-how", neste caso, saber jogar à bola. E é assim que são valorizados. No entanto, não te esqueças que isto é futebol, não é uma patente de um superprograma de computador que funciona sempre da mesma forma. Os jogadores são humanos, falham e não funcionam sempre de acordo com o esperado. A sua valorização vai ser, portanto, mais volátil.

Pareces bem mais informado que eu portanto não vou estar a refutar as tuas opiniões. O meu problema é a linha de pensamento da direção do Benfica, não me parecem minimamente interessados em resolver a situação financeira do Benfica e em elevar a marca Benfica desportivamente aos olhos do Mundo.

Em síntese: eu acho que um clube de um mercado pequeno como o português deveria ter uma aposta mais clara no abate do passivo, porque sendo nós um mercado periférico estamos mais sensíveis a alterações do meio... e pode correr mal. Basta uns anos de insucesso desportivo para um clube com muitas obrigações passar um mau bocado. E o que eu vi, e me deixa irritado, é estarmos a passar um periodo de grandes vendas, grande reforço da marca Benfica, estádios cheios, patrocinios, um periodo aparentemente hegemonico e que poderia servir para melhorar bastante a situação financeira sem perder muita qualidade, e o que vejo é o passivo reduzir em 20M em 4 ou 5 anos, acompanhados de investimentos patéticos de gastar dezenas de milhões de euros em jogadores que não eram essenciais para o plantel, o aumento dos gastos com a direção e redução dos gastos com o plantel, e por aí a diante...

Só para concluir:

- Tens uma estratégia diferente para o Benfica, que difere da direcção -> Aceito.
- Achas que a direcção não está interessada em melhorar a situação financeira do Benfica -> Não aceito
Por isso é que pagamos 4M ao Atlético por opções de jogadores que nunca vamos comprar, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que 30% do passe do Nolito, que valiam mais de 5M, simplesmente desapareceram, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos o Garay por 6M, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que assinamos contratos 'milionários' com a Adidas e a Emirates e a rubrica de patrocínios mal mexe, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é sendo de longe o maior clube português assinamos contratos de TV equivalentes (para ser simpático) aos dos outros, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que damos 10% de qualquer transferência ao Jorge Mendes, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos os miúdos com talento antes de se valorizarem, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que já temos investimento em betão planeado até sabe Deus quando, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é compramos Arangos, Veras, Correas, Fariñas, Benítezs, enfim, estava aqui o dia todo, para melhorar a situação financeira do Benfica.

E que tal, só naquela, pararem de tentar melhorar a situação financeira do Benfica?
Deixar a malta da formação, scouting e equipa técnica trabalhar, e não mexer onde não se deve? Pois, pelo menos não estragava.

CitriC

Citação de: oliverghost em 29 de Janeiro de 2018, 17:40
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 17:07
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 16:33
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 15:58
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 14:58
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 11:38
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 02:01
O futebol tem um contexto especifico em termos financeiros. Existe uma volatibilidade muito grande nos activos. Ou seja, o valor dos activos mais valiosos podem ter variações bruscas (derivado de lesões, más performances individuais e coletivas...). O Renato Sanches depois do Euro2016 era vendido, à vontade, por mais de 50M. Hoje, se calhar não davam metade por ele. Daqui a 2 anos talvez valha 100M.

Dada esta imprevisibilidade existente nos negócios e especialmente no futebol, penso que seja fulcral tentar baixar o activo, acima de tudo. E não entrar na eterna conversa leiga do "activo que cobre o passivo". Ainda mais no futebol do que na globalidade dos negócios, ser competitivo significa ter bons resultados financeiros. Mas se deixas de ser competitivo e és um clube com um dos maiores passivos da Europa (num mercado pequeno como o nosso...) as perspectivas não são boas.

Outra coisa: faz-se gala em dizer que estamos a diminuir a dependência dos bancos. Verdade. Mas é através de empréstimos obrigacionistas. Ou seja, deixamos de dever num sitio para ficar a dever noutro. Quando é para liquidar faz-se outra emissão e andamos em loop... Qual acaba por ser a vantagem?

Não faz sentido o que dizes sobre o Activo, até porque estás a esquecer-te que a Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.


Ou seja os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, quando tal se verifique.


O Renato é um dos casos especiais, porque é um jogador da formação. Se for um jogador da formação quer seja um novato com 0 jogos nas pernas, ou alguém influente com experiência e títulos no activo o seu valor será sempre reduzido. Portanto nem haverá volatilidade.

Percebo o que dizes. E deves perceber melhor que eu, que não estudei intensamente o RC e odiava contabilidade na faculdade.
Mas o teu primeiro parágrafo até se relaciona com o que disse: o futebol é das indústrias maios voláteis que existe. Ou achas que o Nápoles vai continuar a oferecer 30M pelo Grimaldo (será?) se ele tiver outra lesão, por exemplo. Bem podes continuar a avalia-lo em 30M, mas ninguem vai dar isso por ele. Certo ou errado? (lesões).

0 pontos na champions em 6 jogos. Vamos manter o valor dos activos? Talvez? Alguem lhes vai dar o mesmo valor depois daquela vergonha desportiva? Ninguem... do que vale?

Depois, achas sinceramente que os indicios de imparidades não são "mexidos" à vontade do freguês? o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência... então os dois últimos são o prato de cada dia. Muitas das coisas são bastante subjectivas, e sendo avaliadas pela Benfica SAD, ainda o serão mais.

Ou seja, não conta só o que aparece no papel. Quantas já não foram as empresas neste Mundo que num dia espalhavam saúde e no outro estavam na bancarrota? É uma linha bastante ténue.

Já agora, penso que sejas mais informado que eu neste tipo de questões, explica-me se poderes, o sentido lógico de reduzir a divida à banca, aumentando por outro lado os empréstimos obrigacionistas. Para se estar a fazer bandeira desta diminuição de dívida bancária, é porque deve existir algo positivo por trás dela. Ou é suposto os sócios não perceberem que se está a substituir isso por um loop de empréstimos obrigacionistas?

Obrigado

Por isso mesmo é que, como eu disse, os jogadores que forem adquiridos pelo Benfica devem ser avaliados pelo valor de aquisição e a cada época deduzir as respetivas amortizações acumuladas e também perdas de imparidade. Não se pode avaliar o Grimaldo ao sabor do vento. Ontem 2M, hoje 20M, amanhã 30M, depois de amanhã 10M.

O valor de activo está relacionado com a prestação europeia ? Isso não faz sentido nenhum. Mais uma vez falando exclusivamente de jogadores, activo intangível, o activo é inicialmente avaliado pelo preço de custo.

Não, o Benfica não mexe nas imparidades à "vontade do freguês".

O Benfica esclarece muito claramente foi calcula as imparidades dos seus activos:

Citação
São efetuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiciem que o montante pelo qual se encontra registado o ativo é superior à sua quantia recuperável. Quando o valor recuperável de um ativo é inferior ao valor pelo qual se encontra registado é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados. Quando não é possível determinar a quantia recuperável de um ativo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de caixa a que esse ativo pertence.
O valor recuperável é o mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso de um ativo é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que decorrem do seu uso continuado até ao final da sua vida útil, que são descontados usando uma taxa de desconto que reflita as expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do ativo ou da unidade geradora de caixa relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas. A quantia recuperável é estimada para cada ativo ou unidade geradora de caixa individualmente.

Quando existem indícios que perdas por imparidade registadas em períodos anteriores tenham revertido ou diminuído é efetuada uma reavaliação das situações que originaram o registo da imparidade. A reversão de uma imparidade é registada na demonstração dos resultados e é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de depreciações ou amortizações, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em períodos anteriores.


Quanto à última questão, a meu ver, há duas grandes vantagens logo à partir.

1- Maior independência da banca, pois nos EOs há muitos pequenos investidores a emprestarem/investirem dinheiro na nossa SAD. O Benfica pode ir ao mercado com mais facilidade que antigamente.

2- Juros mais baixos. Se reparares a média dos juros no dia 30.06.17 era superior a qualquer um dos 3 EOs que a SAD tem subscrito.
Ok. Obviamente o activo tem que ser inicialmente valorizado pelo preço de custo. Só assim faz sentido em termos contabilisticos, e éticos vá...

O que eu digo é que existe uma maior volatibilidade nos activos devido a essas mesmas perdas de imparidade que falas, que são bastante mais imprevisíveis do que na maior parte de outros tipos de negócios e bastante mais significativas. Falo de lesões, más prestações coletivas e individuais. Tudo isto faz cair o valor do activo aos olhos do mercado e deve ser assumido pelo clube para haver clareza da real situação em que a instituição se encontra.

Obviamente, boas prestações europeias valorizam o activo. Caso contrário não tinhas feito as vendas dos últimos 5 anos (2 finais de LE, quartos da champions) pelos valores que foram efetuadas. Tal como este ano não venderias o Krovinovic (sem a lesão) por valores absurdos que ele parece ter potencial para valer. Porque não o mostraste aos olhos da Europa nem tiveste boas prestações coletivas na Europa. Em termos empresariais, uma boa prestação na Champions vai conotar os teus activos, que podem tornar-se mercadoria, como muito bons. Pelo menos alguns, certamente. Isso vai naturalmente valorizá-los. Contabilisticamente o Benfica não valoriza os seus activos consoante as boas prestações individuais/coletivas e o interesse demonstrado nos mesmos?

Falas de jogadores como activos intangíveis, certamente porque o que é valorizado neles é o "know-how", neste caso, saber jogar à bola. E é assim que são valorizados. No entanto, não te esqueças que isto é futebol, não é uma patente de um superprograma de computador que funciona sempre da mesma forma. Os jogadores são humanos, falham e não funcionam sempre de acordo com o esperado. A sua valorização vai ser, portanto, mais volátil.

Pareces bem mais informado que eu portanto não vou estar a refutar as tuas opiniões. O meu problema é a linha de pensamento da direção do Benfica, não me parecem minimamente interessados em resolver a situação financeira do Benfica e em elevar a marca Benfica desportivamente aos olhos do Mundo.

Em síntese: eu acho que um clube de um mercado pequeno como o português deveria ter uma aposta mais clara no abate do passivo, porque sendo nós um mercado periférico estamos mais sensíveis a alterações do meio... e pode correr mal. Basta uns anos de insucesso desportivo para um clube com muitas obrigações passar um mau bocado. E o que eu vi, e me deixa irritado, é estarmos a passar um periodo de grandes vendas, grande reforço da marca Benfica, estádios cheios, patrocinios, um periodo aparentemente hegemonico e que poderia servir para melhorar bastante a situação financeira sem perder muita qualidade, e o que vejo é o passivo reduzir em 20M em 4 ou 5 anos, acompanhados de investimentos patéticos de gastar dezenas de milhões de euros em jogadores que não eram essenciais para o plantel, o aumento dos gastos com a direção e redução dos gastos com o plantel, e por aí a diante...

Só para concluir:

- Tens uma estratégia diferente para o Benfica, que difere da direcção -> Aceito.
- Achas que a direcção não está interessada em melhorar a situação financeira do Benfica -> Não aceito
Por isso é que pagamos 4M ao Atlético por opções de jogadores que nunca vamos comprar, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que 30% do passe do Nolito, que valiam mais de 5M, simplesmente desapareceram, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos o Garay por 6M, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que assinamos contratos 'milionários' com a Adidas e a Emirates e a rubrica de patrocínios mal mexe, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é sendo de longe o maior clube português assinamos contratos de TV equivalentes (para ser simpático) aos dos outros, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que damos 10% de qualquer transferência ao Jorge Mendes, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos os miúdos com talento antes de se valorizarem, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que já temos investimento em betão planeado até sabe Deus quando, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é compramos Arangos, Veras, Correas, Fariñas, Benítezs, enfim, estava aqui o dia todo, para melhorar a situação financeira do Benfica.

E que tal, só naquela, pararem de tentar melhorar a situação financeira do Benfica?

Esqueceste-te de dizer que se eles não quisessem melhorar a situação financeira, não teriamos

- resultados operacionais positivos no momento,
- mais de 85 Milhões de euros  no conjunto dos resultados líquidos em relação aos últimos 4 anos.
- Que no Grupo SLB os fundos patrimoniais passaram de -135M, em 30.06.2013 para -24M em 30.06.2017

Ou seja quando acabar a época corrente o Activo do Grupo SLB será novamente maior que o Passivo do Grupo SLB.


Mais uma vez, não tenho problema em aceitar que alguém tenha uma estratégia completamente diferente, e que haja erros de gestão, agora não aceito que se diga que a direcção faz tudo de propósito para deteriorar as contas do SL Benfica.

oliverghost

Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 18:51
Citação de: oliverghost em 29 de Janeiro de 2018, 17:40
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 17:07
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 16:33
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 15:58
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 14:58
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 11:38
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 02:01
O futebol tem um contexto especifico em termos financeiros. Existe uma volatibilidade muito grande nos activos. Ou seja, o valor dos activos mais valiosos podem ter variações bruscas (derivado de lesões, más performances individuais e coletivas...). O Renato Sanches depois do Euro2016 era vendido, à vontade, por mais de 50M. Hoje, se calhar não davam metade por ele. Daqui a 2 anos talvez valha 100M.

Dada esta imprevisibilidade existente nos negócios e especialmente no futebol, penso que seja fulcral tentar baixar o activo, acima de tudo. E não entrar na eterna conversa leiga do "activo que cobre o passivo". Ainda mais no futebol do que na globalidade dos negócios, ser competitivo significa ter bons resultados financeiros. Mas se deixas de ser competitivo e és um clube com um dos maiores passivos da Europa (num mercado pequeno como o nosso...) as perspectivas não são boas.

Outra coisa: faz-se gala em dizer que estamos a diminuir a dependência dos bancos. Verdade. Mas é através de empréstimos obrigacionistas. Ou seja, deixamos de dever num sitio para ficar a dever noutro. Quando é para liquidar faz-se outra emissão e andamos em loop... Qual acaba por ser a vantagem?

Não faz sentido o que dizes sobre o Activo, até porque estás a esquecer-te que a Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.


Ou seja os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, quando tal se verifique.


O Renato é um dos casos especiais, porque é um jogador da formação. Se for um jogador da formação quer seja um novato com 0 jogos nas pernas, ou alguém influente com experiência e títulos no activo o seu valor será sempre reduzido. Portanto nem haverá volatilidade.

Percebo o que dizes. E deves perceber melhor que eu, que não estudei intensamente o RC e odiava contabilidade na faculdade.
Mas o teu primeiro parágrafo até se relaciona com o que disse: o futebol é das indústrias maios voláteis que existe. Ou achas que o Nápoles vai continuar a oferecer 30M pelo Grimaldo (será?) se ele tiver outra lesão, por exemplo. Bem podes continuar a avalia-lo em 30M, mas ninguem vai dar isso por ele. Certo ou errado? (lesões).

0 pontos na champions em 6 jogos. Vamos manter o valor dos activos? Talvez? Alguem lhes vai dar o mesmo valor depois daquela vergonha desportiva? Ninguem... do que vale?

Depois, achas sinceramente que os indicios de imparidades não são "mexidos" à vontade do freguês? o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência... então os dois últimos são o prato de cada dia. Muitas das coisas são bastante subjectivas, e sendo avaliadas pela Benfica SAD, ainda o serão mais.

Ou seja, não conta só o que aparece no papel. Quantas já não foram as empresas neste Mundo que num dia espalhavam saúde e no outro estavam na bancarrota? É uma linha bastante ténue.

Já agora, penso que sejas mais informado que eu neste tipo de questões, explica-me se poderes, o sentido lógico de reduzir a divida à banca, aumentando por outro lado os empréstimos obrigacionistas. Para se estar a fazer bandeira desta diminuição de dívida bancária, é porque deve existir algo positivo por trás dela. Ou é suposto os sócios não perceberem que se está a substituir isso por um loop de empréstimos obrigacionistas?

Obrigado

Por isso mesmo é que, como eu disse, os jogadores que forem adquiridos pelo Benfica devem ser avaliados pelo valor de aquisição e a cada época deduzir as respetivas amortizações acumuladas e também perdas de imparidade. Não se pode avaliar o Grimaldo ao sabor do vento. Ontem 2M, hoje 20M, amanhã 30M, depois de amanhã 10M.

O valor de activo está relacionado com a prestação europeia ? Isso não faz sentido nenhum. Mais uma vez falando exclusivamente de jogadores, activo intangível, o activo é inicialmente avaliado pelo preço de custo.

Não, o Benfica não mexe nas imparidades à "vontade do freguês".

O Benfica esclarece muito claramente foi calcula as imparidades dos seus activos:

Citação
São efetuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiciem que o montante pelo qual se encontra registado o ativo é superior à sua quantia recuperável. Quando o valor recuperável de um ativo é inferior ao valor pelo qual se encontra registado é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados. Quando não é possível determinar a quantia recuperável de um ativo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de caixa a que esse ativo pertence.
O valor recuperável é o mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso de um ativo é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que decorrem do seu uso continuado até ao final da sua vida útil, que são descontados usando uma taxa de desconto que reflita as expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do ativo ou da unidade geradora de caixa relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas. A quantia recuperável é estimada para cada ativo ou unidade geradora de caixa individualmente.

Quando existem indícios que perdas por imparidade registadas em períodos anteriores tenham revertido ou diminuído é efetuada uma reavaliação das situações que originaram o registo da imparidade. A reversão de uma imparidade é registada na demonstração dos resultados e é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de depreciações ou amortizações, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em períodos anteriores.


Quanto à última questão, a meu ver, há duas grandes vantagens logo à partir.

1- Maior independência da banca, pois nos EOs há muitos pequenos investidores a emprestarem/investirem dinheiro na nossa SAD. O Benfica pode ir ao mercado com mais facilidade que antigamente.

2- Juros mais baixos. Se reparares a média dos juros no dia 30.06.17 era superior a qualquer um dos 3 EOs que a SAD tem subscrito.
Ok. Obviamente o activo tem que ser inicialmente valorizado pelo preço de custo. Só assim faz sentido em termos contabilisticos, e éticos vá...

O que eu digo é que existe uma maior volatibilidade nos activos devido a essas mesmas perdas de imparidade que falas, que são bastante mais imprevisíveis do que na maior parte de outros tipos de negócios e bastante mais significativas. Falo de lesões, más prestações coletivas e individuais. Tudo isto faz cair o valor do activo aos olhos do mercado e deve ser assumido pelo clube para haver clareza da real situação em que a instituição se encontra.

Obviamente, boas prestações europeias valorizam o activo. Caso contrário não tinhas feito as vendas dos últimos 5 anos (2 finais de LE, quartos da champions) pelos valores que foram efetuadas. Tal como este ano não venderias o Krovinovic (sem a lesão) por valores absurdos que ele parece ter potencial para valer. Porque não o mostraste aos olhos da Europa nem tiveste boas prestações coletivas na Europa. Em termos empresariais, uma boa prestação na Champions vai conotar os teus activos, que podem tornar-se mercadoria, como muito bons. Pelo menos alguns, certamente. Isso vai naturalmente valorizá-los. Contabilisticamente o Benfica não valoriza os seus activos consoante as boas prestações individuais/coletivas e o interesse demonstrado nos mesmos?

Falas de jogadores como activos intangíveis, certamente porque o que é valorizado neles é o "know-how", neste caso, saber jogar à bola. E é assim que são valorizados. No entanto, não te esqueças que isto é futebol, não é uma patente de um superprograma de computador que funciona sempre da mesma forma. Os jogadores são humanos, falham e não funcionam sempre de acordo com o esperado. A sua valorização vai ser, portanto, mais volátil.

Pareces bem mais informado que eu portanto não vou estar a refutar as tuas opiniões. O meu problema é a linha de pensamento da direção do Benfica, não me parecem minimamente interessados em resolver a situação financeira do Benfica e em elevar a marca Benfica desportivamente aos olhos do Mundo.

Em síntese: eu acho que um clube de um mercado pequeno como o português deveria ter uma aposta mais clara no abate do passivo, porque sendo nós um mercado periférico estamos mais sensíveis a alterações do meio... e pode correr mal. Basta uns anos de insucesso desportivo para um clube com muitas obrigações passar um mau bocado. E o que eu vi, e me deixa irritado, é estarmos a passar um periodo de grandes vendas, grande reforço da marca Benfica, estádios cheios, patrocinios, um periodo aparentemente hegemonico e que poderia servir para melhorar bastante a situação financeira sem perder muita qualidade, e o que vejo é o passivo reduzir em 20M em 4 ou 5 anos, acompanhados de investimentos patéticos de gastar dezenas de milhões de euros em jogadores que não eram essenciais para o plantel, o aumento dos gastos com a direção e redução dos gastos com o plantel, e por aí a diante...

Só para concluir:

- Tens uma estratégia diferente para o Benfica, que difere da direcção -> Aceito.
- Achas que a direcção não está interessada em melhorar a situação financeira do Benfica -> Não aceito
Por isso é que pagamos 4M ao Atlético por opções de jogadores que nunca vamos comprar, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que 30% do passe do Nolito, que valiam mais de 5M, simplesmente desapareceram, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos o Garay por 6M, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que assinamos contratos 'milionários' com a Adidas e a Emirates e a rubrica de patrocínios mal mexe, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é sendo de longe o maior clube português assinamos contratos de TV equivalentes (para ser simpático) aos dos outros, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que damos 10% de qualquer transferência ao Jorge Mendes, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos os miúdos com talento antes de se valorizarem, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que já temos investimento em betão planeado até sabe Deus quando, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é compramos Arangos, Veras, Correas, Fariñas, Benítezs, enfim, estava aqui o dia todo, para melhorar a situação financeira do Benfica.

E que tal, só naquela, pararem de tentar melhorar a situação financeira do Benfica?

Esqueceste-te de dizer que se eles não quisessem melhorar a situação financeira, não teriamos

- resultados operacionais positivos no momento,
- mais de 85 Milhões de euros  no conjunto dos resultados líquidos em relação aos últimos 4 anos.
- Que no Grupo SLB os fundos patrimoniais passaram de -135M, em 30.06.2013 para -24M em 30.06.2017

Ou seja quando acabar a época corrente o Activo do Grupo SLB será novamente maior que o Passivo do Grupo SLB.


Mais uma vez, não tenho problema em aceitar que alguém tenha uma estratégia completamente diferente, e que haja erros de gestão, agora não aceito que se diga que a direcção faz tudo de propósito para deteriorar as contas do SL Benfica.
Mas qual estratégia? Não há estratégia nenhuma. O BES é que define tudo. Até parece que esta direcção entrou em 2013. E não teria problema nenhum se tudo o que estivéssemos a pagar fosse a nossa dívida. Mas como não é quando vejo o Varela na baliza e zero pontos na Champions fico um nadinha chateado. Só um nadinha.

iKatz

Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 18:51
Citação de: oliverghost em 29 de Janeiro de 2018, 17:40
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 17:07
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 16:33
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 15:58
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 14:58
Citação de: CitriC em 29 de Janeiro de 2018, 11:38
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 02:01
O futebol tem um contexto especifico em termos financeiros. Existe uma volatibilidade muito grande nos activos. Ou seja, o valor dos activos mais valiosos podem ter variações bruscas (derivado de lesões, más performances individuais e coletivas...). O Renato Sanches depois do Euro2016 era vendido, à vontade, por mais de 50M. Hoje, se calhar não davam metade por ele. Daqui a 2 anos talvez valha 100M.

Dada esta imprevisibilidade existente nos negócios e especialmente no futebol, penso que seja fulcral tentar baixar o activo, acima de tudo. E não entrar na eterna conversa leiga do "activo que cobre o passivo". Ainda mais no futebol do que na globalidade dos negócios, ser competitivo significa ter bons resultados financeiros. Mas se deixas de ser competitivo e és um clube com um dos maiores passivos da Europa (num mercado pequeno como o nosso...) as perspectivas não são boas.

Outra coisa: faz-se gala em dizer que estamos a diminuir a dependência dos bancos. Verdade. Mas é através de empréstimos obrigacionistas. Ou seja, deixamos de dever num sitio para ficar a dever noutro. Quando é para liquidar faz-se outra emissão e andamos em loop... Qual acaba por ser a vantagem?

Não faz sentido o que dizes sobre o Activo, até porque estás a esquecer-te que a Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.


Ou seja os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, quando tal se verifique.


O Renato é um dos casos especiais, porque é um jogador da formação. Se for um jogador da formação quer seja um novato com 0 jogos nas pernas, ou alguém influente com experiência e títulos no activo o seu valor será sempre reduzido. Portanto nem haverá volatilidade.

Percebo o que dizes. E deves perceber melhor que eu, que não estudei intensamente o RC e odiava contabilidade na faculdade.
Mas o teu primeiro parágrafo até se relaciona com o que disse: o futebol é das indústrias maios voláteis que existe. Ou achas que o Nápoles vai continuar a oferecer 30M pelo Grimaldo (será?) se ele tiver outra lesão, por exemplo. Bem podes continuar a avalia-lo em 30M, mas ninguem vai dar isso por ele. Certo ou errado? (lesões).

0 pontos na champions em 6 jogos. Vamos manter o valor dos activos? Talvez? Alguem lhes vai dar o mesmo valor depois daquela vergonha desportiva? Ninguem... do que vale?

Depois, achas sinceramente que os indicios de imparidades não são "mexidos" à vontade do freguês? o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência... então os dois últimos são o prato de cada dia. Muitas das coisas são bastante subjectivas, e sendo avaliadas pela Benfica SAD, ainda o serão mais.

Ou seja, não conta só o que aparece no papel. Quantas já não foram as empresas neste Mundo que num dia espalhavam saúde e no outro estavam na bancarrota? É uma linha bastante ténue.

Já agora, penso que sejas mais informado que eu neste tipo de questões, explica-me se poderes, o sentido lógico de reduzir a divida à banca, aumentando por outro lado os empréstimos obrigacionistas. Para se estar a fazer bandeira desta diminuição de dívida bancária, é porque deve existir algo positivo por trás dela. Ou é suposto os sócios não perceberem que se está a substituir isso por um loop de empréstimos obrigacionistas?

Obrigado

Por isso mesmo é que, como eu disse, os jogadores que forem adquiridos pelo Benfica devem ser avaliados pelo valor de aquisição e a cada época deduzir as respetivas amortizações acumuladas e também perdas de imparidade. Não se pode avaliar o Grimaldo ao sabor do vento. Ontem 2M, hoje 20M, amanhã 30M, depois de amanhã 10M.

O valor de activo está relacionado com a prestação europeia ? Isso não faz sentido nenhum. Mais uma vez falando exclusivamente de jogadores, activo intangível, o activo é inicialmente avaliado pelo preço de custo.

Não, o Benfica não mexe nas imparidades à "vontade do freguês".

O Benfica esclarece muito claramente foi calcula as imparidades dos seus activos:

Citação
São efetuados testes de imparidade sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiciem que o montante pelo qual se encontra registado o ativo é superior à sua quantia recuperável. Quando o valor recuperável de um ativo é inferior ao valor pelo qual se encontra registado é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração dos resultados. Quando não é possível determinar a quantia recuperável de um ativo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de caixa a que esse ativo pertence.
O valor recuperável é o mais alto entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso de um ativo é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que decorrem do seu uso continuado até ao final da sua vida útil, que são descontados usando uma taxa de desconto que reflita as expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do ativo ou da unidade geradora de caixa relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas. A quantia recuperável é estimada para cada ativo ou unidade geradora de caixa individualmente.

Quando existem indícios que perdas por imparidade registadas em períodos anteriores tenham revertido ou diminuído é efetuada uma reavaliação das situações que originaram o registo da imparidade. A reversão de uma imparidade é registada na demonstração dos resultados e é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, líquida de depreciações ou amortizações, caso a perda por imparidade não tivesse sido registada em períodos anteriores.


Quanto à última questão, a meu ver, há duas grandes vantagens logo à partir.

1- Maior independência da banca, pois nos EOs há muitos pequenos investidores a emprestarem/investirem dinheiro na nossa SAD. O Benfica pode ir ao mercado com mais facilidade que antigamente.

2- Juros mais baixos. Se reparares a média dos juros no dia 30.06.17 era superior a qualquer um dos 3 EOs que a SAD tem subscrito.
Ok. Obviamente o activo tem que ser inicialmente valorizado pelo preço de custo. Só assim faz sentido em termos contabilisticos, e éticos vá...

O que eu digo é que existe uma maior volatibilidade nos activos devido a essas mesmas perdas de imparidade que falas, que são bastante mais imprevisíveis do que na maior parte de outros tipos de negócios e bastante mais significativas. Falo de lesões, más prestações coletivas e individuais. Tudo isto faz cair o valor do activo aos olhos do mercado e deve ser assumido pelo clube para haver clareza da real situação em que a instituição se encontra.

Obviamente, boas prestações europeias valorizam o activo. Caso contrário não tinhas feito as vendas dos últimos 5 anos (2 finais de LE, quartos da champions) pelos valores que foram efetuadas. Tal como este ano não venderias o Krovinovic (sem a lesão) por valores absurdos que ele parece ter potencial para valer. Porque não o mostraste aos olhos da Europa nem tiveste boas prestações coletivas na Europa. Em termos empresariais, uma boa prestação na Champions vai conotar os teus activos, que podem tornar-se mercadoria, como muito bons. Pelo menos alguns, certamente. Isso vai naturalmente valorizá-los. Contabilisticamente o Benfica não valoriza os seus activos consoante as boas prestações individuais/coletivas e o interesse demonstrado nos mesmos?

Falas de jogadores como activos intangíveis, certamente porque o que é valorizado neles é o "know-how", neste caso, saber jogar à bola. E é assim que são valorizados. No entanto, não te esqueças que isto é futebol, não é uma patente de um superprograma de computador que funciona sempre da mesma forma. Os jogadores são humanos, falham e não funcionam sempre de acordo com o esperado. A sua valorização vai ser, portanto, mais volátil.

Pareces bem mais informado que eu portanto não vou estar a refutar as tuas opiniões. O meu problema é a linha de pensamento da direção do Benfica, não me parecem minimamente interessados em resolver a situação financeira do Benfica e em elevar a marca Benfica desportivamente aos olhos do Mundo.

Em síntese: eu acho que um clube de um mercado pequeno como o português deveria ter uma aposta mais clara no abate do passivo, porque sendo nós um mercado periférico estamos mais sensíveis a alterações do meio... e pode correr mal. Basta uns anos de insucesso desportivo para um clube com muitas obrigações passar um mau bocado. E o que eu vi, e me deixa irritado, é estarmos a passar um periodo de grandes vendas, grande reforço da marca Benfica, estádios cheios, patrocinios, um periodo aparentemente hegemonico e que poderia servir para melhorar bastante a situação financeira sem perder muita qualidade, e o que vejo é o passivo reduzir em 20M em 4 ou 5 anos, acompanhados de investimentos patéticos de gastar dezenas de milhões de euros em jogadores que não eram essenciais para o plantel, o aumento dos gastos com a direção e redução dos gastos com o plantel, e por aí a diante...

Só para concluir:

- Tens uma estratégia diferente para o Benfica, que difere da direcção -> Aceito.
- Achas que a direcção não está interessada em melhorar a situação financeira do Benfica -> Não aceito
Por isso é que pagamos 4M ao Atlético por opções de jogadores que nunca vamos comprar, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que 30% do passe do Nolito, que valiam mais de 5M, simplesmente desapareceram, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos o Garay por 6M, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que assinamos contratos 'milionários' com a Adidas e a Emirates e a rubrica de patrocínios mal mexe, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é sendo de longe o maior clube português assinamos contratos de TV equivalentes (para ser simpático) aos dos outros, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que damos 10% de qualquer transferência ao Jorge Mendes, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que vendemos os miúdos com talento antes de se valorizarem, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é que já temos investimento em betão planeado até sabe Deus quando, para melhorar a situação financeira do Benfica.

Por isso é compramos Arangos, Veras, Correas, Fariñas, Benítezs, enfim, estava aqui o dia todo, para melhorar a situação financeira do Benfica.

E que tal, só naquela, pararem de tentar melhorar a situação financeira do Benfica?

Esqueceste-te de dizer que se eles não quisessem melhorar a situação financeira, não teriamos

- resultados operacionais positivos no momento,
- mais de 85 Milhões de euros  no conjunto dos resultados líquidos em relação aos últimos 4 anos.
- Que no Grupo SLB os fundos patrimoniais passaram de -135M, em 30.06.2013 para -24M em 30.06.2017

Ou seja quando acabar a época corrente o Activo do Grupo SLB será novamente maior que o Passivo do Grupo SLB.


Mais uma vez, não tenho problema em aceitar que alguém tenha uma estratégia completamente diferente, e que haja erros de gestão, agora não aceito que se diga que a direcção faz tudo de propósito para deteriorar as contas do SL Benfica.
:cheerleaders: yupi!

ruibenfica80

Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 15:17
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 13:14
Citação de: anselmoslb em 29 de Janeiro de 2018, 12:40
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 00:35
Citação de: lonstrup em 28 de Janeiro de 2018, 20:43
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 20:41
Citação de: ruibenfica80 em 28 de Janeiro de 2018, 18:30
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 12:48
Nas minhas aulas de gestão, disseram que o passivo tinha de ser igual ao ativo.

Porque é que isso não se verifica, por exemplo, nos clubes de futebol?  :confused:

A equação fundamental é :
Ativo = Capitais Proprios + Passivo

Se te ensinaram alguma diferente foste muito bem enganado.
Ora vai lá rever os apontamentos 😉

Sim, esqueci-me de referir os Capitais próprios.

No caso do Benfica e clubes portugueses fala-se tanto do passivo que quase que dão a entender que o passivo é superior ao ativo.

A minha questão passava também pelos passes dos jogadores, que são vistos como ativos intangiveis, o valor do passe varia dependendo da performance do jogador, mas quem é que diz realmente qual é o valor do passe do jogador?
Os jogadores são tabelados a preço de custo. Normalmente a amortização é dividida pelos anos de contrato.

Ora bem.
O que significa que devemos andar com partes do Jimenez e do Rafa nas amortizações anuais. E isso a juntar aos 500 mil gajos que são comprados e andam emprestados.....dá umas amortizações do exercício valentes.

Para o outro user que anda a ter aulas:
Os jornalistas falam em passivo porque acham que passivo é dividas e não fazem puta ideia do que falam.
No entanto, se algum clube tiver capitais próprios negativos......aparecem sempre umas VMOCs da vida ou umas jogatanas de consolidação. E basicamente escondem que muitos clubes em Portugal servem para lavar dinheiro e traficar influências.
Se fores um investidor e quiseres investir para ter retorno continuado, não te metas com clubes de futebol. Pensa em empresas com produtos ou serviços sustentáveis.

Qual é a dúvida que passivo é dívida? É dinheiro que vai ter que sair para cumprir obrigações.

Pode é haver diferentes fontes de dívida.

Podes ter provisões por exemplo....
Ou acréscimos e diferimentos....
Assim de repente 

Além disso, é muito redutor chamar divida ao passivo. É algo que baralha totalmente as pessoas fora da área.

Por exemplo, imagina que tens uma linha de crédito de curto prazo para fazer face a despesas correntes. Isto porque tens de pagar mais rápido do que recebes. Essa linha de crédito vai existir sempre durante a atividade da empresa. Chamar isso de divida é baralhar totalmente as pessoas.
mas a linha de crédito não deixa de ser um passivo, uma obrigação...  que depois vai ser coberta, eventualmente, pelo que entra em caixa... mas isso é o dia-a-dia de uma empresa. Entra dinheiro e sai dinheiro...

quando fazes uma provisão estás a tirar do teu capital proprio para fazeres face a uma perda nos activos. Não é propriamente uma dívida no sentido lato da palavra... mas eventualmente vais ter que repôr esses valores para equilibrares novamente os teus capitais próprios de alguma maneira, não?

Um diferimento é adiar uma obrigação, pelo menos em DR, de forma a não a ter que pagar naquele periodo e ajudar na consolidação do nosso RLP. Não quer dizer que não continue a ser uma obrigação no futuro, certo?

O objectivo é reduzir os encargos do Benfica ou empurrar para a frente constantemente?

As minhas aulas de CF foram há quase 10 anos e nunca foi a área que mais me entusiasmou, portanto corrigam-me se estiver errado.

Ontem não vim mais ca por razões óbvias.

Este tópico não anda muito e é fácil apanhar as conversas.

Em geral não há nada a corrigir no que escreveste acima.
Se algum dia calhar bebermos umas cervejas, podia falar mais sobre provisões por exemplo. Mas aqui não. Ossos do ofício.
Apenas vou dizer que uma provisão é o assumir de um risco em relação a um valor que não temos em dinheiro. E tanto pode ser para um gajo que abriu falência e já não nos vai pagar o que deve. Como pode ser para um bem que desvalorizou e nos vai provocar prejuizo na venda. E ainda podes deixar provisões para valores que em teoria podes ter de pagar mas não é certo....esta última é a que mais se aproxima de dívida.
Atenção que ali a questão de bens que perderam valor é bem manhosa na prática. Não se pode fazer porque sim.
As provisões são dos temas mais manhosos durante as auditorias. Podes alterar totalmente o resultado de uma empresa e nunca é uma coisa matemática. É sempre um pouco ao gosto do freguês.
Lá está, entre cervejas contava umas histórias engraçadas.

Atenção também à questão da linha de crédito que falei. Nota que o passivo se retira do balanço e é uma foto da empresa numa determinada data. Ou seja, a simples data em que fechas as contas pode influenciar os teus passivos de curto prazo. Depende se fechas antes ou depois das principais entradas de dinheiro. Imagina por exemplo que fechas depois de pagar prémios e subsidio natal à malta. Imagina que valores de patrocinadores e vendas só entram 1 ou 2 meses à frente. Vais ter de ter ali bastante crédito de curto prazo para pagar o pessoal. Mas se fizeres o balanço depois de receber dos patrocinadores.....já não precisas. Daí que normalmente o passivo de curto prazo não seja considerado em análise financeira....ou não tão importante. Há racios que podes calcular e tal mas cuidado.

E eu não sou uma sumidade disto e posso escrever erros claro.

Agora o ponto original é ser enganador falar no total do passivo como divida. Para o publico em geral é uma mensagem enganadora e muito simplista. Aí, não tenhas duvida nenhuma.


Diogo Brito

Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 13:41
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 15:17
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 13:14
Citação de: anselmoslb em 29 de Janeiro de 2018, 12:40
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 00:35
Citação de: lonstrup em 28 de Janeiro de 2018, 20:43
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 20:41
Citação de: ruibenfica80 em 28 de Janeiro de 2018, 18:30
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 12:48
Nas minhas aulas de gestão, disseram que o passivo tinha de ser igual ao ativo.

Porque é que isso não se verifica, por exemplo, nos clubes de futebol?  :confused:

A equação fundamental é :
Ativo = Capitais Proprios + Passivo

Se te ensinaram alguma diferente foste muito bem enganado.
Ora vai lá rever os apontamentos 😉

Sim, esqueci-me de referir os Capitais próprios.

No caso do Benfica e clubes portugueses fala-se tanto do passivo que quase que dão a entender que o passivo é superior ao ativo.

A minha questão passava também pelos passes dos jogadores, que são vistos como ativos intangiveis, o valor do passe varia dependendo da performance do jogador, mas quem é que diz realmente qual é o valor do passe do jogador?
Os jogadores são tabelados a preço de custo. Normalmente a amortização é dividida pelos anos de contrato.

Ora bem.
O que significa que devemos andar com partes do Jimenez e do Rafa nas amortizações anuais. E isso a juntar aos 500 mil gajos que são comprados e andam emprestados.....dá umas amortizações do exercício valentes.

Para o outro user que anda a ter aulas:
Os jornalistas falam em passivo porque acham que passivo é dividas e não fazem puta ideia do que falam.
No entanto, se algum clube tiver capitais próprios negativos......aparecem sempre umas VMOCs da vida ou umas jogatanas de consolidação. E basicamente escondem que muitos clubes em Portugal servem para lavar dinheiro e traficar influências.
Se fores um investidor e quiseres investir para ter retorno continuado, não te metas com clubes de futebol. Pensa em empresas com produtos ou serviços sustentáveis.

Qual é a dúvida que passivo é dívida? É dinheiro que vai ter que sair para cumprir obrigações.

Pode é haver diferentes fontes de dívida.

Podes ter provisões por exemplo....
Ou acréscimos e diferimentos....
Assim de repente 

Além disso, é muito redutor chamar divida ao passivo. É algo que baralha totalmente as pessoas fora da área.

Por exemplo, imagina que tens uma linha de crédito de curto prazo para fazer face a despesas correntes. Isto porque tens de pagar mais rápido do que recebes. Essa linha de crédito vai existir sempre durante a atividade da empresa. Chamar isso de divida é baralhar totalmente as pessoas.
mas a linha de crédito não deixa de ser um passivo, uma obrigação...  que depois vai ser coberta, eventualmente, pelo que entra em caixa... mas isso é o dia-a-dia de uma empresa. Entra dinheiro e sai dinheiro...

quando fazes uma provisão estás a tirar do teu capital proprio para fazeres face a uma perda nos activos. Não é propriamente uma dívida no sentido lato da palavra... mas eventualmente vais ter que repôr esses valores para equilibrares novamente os teus capitais próprios de alguma maneira, não?

Um diferimento é adiar uma obrigação, pelo menos em DR, de forma a não a ter que pagar naquele periodo e ajudar na consolidação do nosso RLP. Não quer dizer que não continue a ser uma obrigação no futuro, certo?

O objectivo é reduzir os encargos do Benfica ou empurrar para a frente constantemente?

As minhas aulas de CF foram há quase 10 anos e nunca foi a área que mais me entusiasmou, portanto corrigam-me se estiver errado.

Ontem não vim mais ca por razões óbvias.

Este tópico não anda muito e é fácil apanhar as conversas.

Em geral não há nada a corrigir no que escreveste acima.
Se algum dia calhar bebermos umas cervejas, podia falar mais sobre provisões por exemplo. Mas aqui não. Ossos do ofício.
Apenas vou dizer que uma provisão é o assumir de um risco em relação a um valor que não temos em dinheiro. E tanto pode ser para um gajo que abriu falência e já não nos vai pagar o que deve. Como pode ser para um bem que desvalorizou e nos vai provocar prejuizo na venda. E ainda podes deixar provisões para valores que em teoria podes ter de pagar mas não é certo....esta última é a que mais se aproxima de dívida.
Atenção que ali a questão de bens que perderam valor é bem manhosa na prática. Não se pode fazer porque sim.
As provisões são dos temas mais manhosos durante as auditorias. Podes alterar totalmente o resultado de uma empresa e nunca é uma coisa matemática. É sempre um pouco ao gosto do freguês.
Lá está, entre cervejas contava umas histórias engraçadas.

Atenção também à questão da linha de crédito que falei. Nota que o passivo se retira do balanço e é uma foto da empresa numa determinada data. Ou seja, a simples data em que fechas as contas pode influenciar os teus passivos de curto prazo. Depende se fechas antes ou depois das principais entradas de dinheiro. Imagina por exemplo que fechas depois de pagar prémios e subsidio natal à malta. Imagina que valores de patrocinadores e vendas só entram 1 ou 2 meses à frente. Vais ter de ter ali bastante crédito de curto prazo para pagar o pessoal. Mas se fizeres o balanço depois de receber dos patrocinadores.....já não precisas. Daí que normalmente o passivo de curto prazo não seja considerado em análise financeira....ou não tão importante. Há racios que podes calcular e tal mas cuidado.

E eu não sou uma sumidade disto e posso escrever erros claro.

Agora o ponto original é ser enganador falar no total do passivo como divida. Para o publico em geral é uma mensagem enganadora e muito simplista. Aí, não tenhas duvida nenhuma.


Acho que era engraçado organizar-se um almoço de convívio antes de um jogo para a malta poder discutir melhor estas questões. Ia evoluir-se muito mais que a falar por aqui e podia tentar-se arranjar soluções para o Benfica. Seja quem esteja a favor com esta política praticada pela direção, como quem esteja contra.

Quanto ao passivo de curto-prazo: Ele é assim tão relevante nas contas de uma empresa? Neste caso, do Benfica? Qual é o valor neste momento?

ruibenfica80

#62664
Citação de: Diogo Brito em 30 de Janeiro de 2018, 14:09
Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 13:41
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 15:17
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 13:14
Citação de: anselmoslb em 29 de Janeiro de 2018, 12:40
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 00:35
Citação de: lonstrup em 28 de Janeiro de 2018, 20:43
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 20:41
Citação de: ruibenfica80 em 28 de Janeiro de 2018, 18:30
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 12:48
Nas minhas aulas de gestão, disseram que o passivo tinha de ser igual ao ativo.

Porque é que isso não se verifica, por exemplo, nos clubes de futebol?  :confused:

A equação fundamental é :
Ativo = Capitais Proprios + Passivo

Se te ensinaram alguma diferente foste muito bem enganado.
Ora vai lá rever os apontamentos 😉

Sim, esqueci-me de referir os Capitais próprios.

No caso do Benfica e clubes portugueses fala-se tanto do passivo que quase que dão a entender que o passivo é superior ao ativo.

A minha questão passava também pelos passes dos jogadores, que são vistos como ativos intangiveis, o valor do passe varia dependendo da performance do jogador, mas quem é que diz realmente qual é o valor do passe do jogador?
Os jogadores são tabelados a preço de custo. Normalmente a amortização é dividida pelos anos de contrato.

Ora bem.
O que significa que devemos andar com partes do Jimenez e do Rafa nas amortizações anuais. E isso a juntar aos 500 mil gajos que são comprados e andam emprestados.....dá umas amortizações do exercício valentes.

Para o outro user que anda a ter aulas:
Os jornalistas falam em passivo porque acham que passivo é dividas e não fazem puta ideia do que falam.
No entanto, se algum clube tiver capitais próprios negativos......aparecem sempre umas VMOCs da vida ou umas jogatanas de consolidação. E basicamente escondem que muitos clubes em Portugal servem para lavar dinheiro e traficar influências.
Se fores um investidor e quiseres investir para ter retorno continuado, não te metas com clubes de futebol. Pensa em empresas com produtos ou serviços sustentáveis.

Qual é a dúvida que passivo é dívida? É dinheiro que vai ter que sair para cumprir obrigações.

Pode é haver diferentes fontes de dívida.

Podes ter provisões por exemplo....
Ou acréscimos e diferimentos....
Assim de repente 

Além disso, é muito redutor chamar divida ao passivo. É algo que baralha totalmente as pessoas fora da área.

Por exemplo, imagina que tens uma linha de crédito de curto prazo para fazer face a despesas correntes. Isto porque tens de pagar mais rápido do que recebes. Essa linha de crédito vai existir sempre durante a atividade da empresa. Chamar isso de divida é baralhar totalmente as pessoas.
mas a linha de crédito não deixa de ser um passivo, uma obrigação...  que depois vai ser coberta, eventualmente, pelo que entra em caixa... mas isso é o dia-a-dia de uma empresa. Entra dinheiro e sai dinheiro...

quando fazes uma provisão estás a tirar do teu capital proprio para fazeres face a uma perda nos activos. Não é propriamente uma dívida no sentido lato da palavra... mas eventualmente vais ter que repôr esses valores para equilibrares novamente os teus capitais próprios de alguma maneira, não?

Um diferimento é adiar uma obrigação, pelo menos em DR, de forma a não a ter que pagar naquele periodo e ajudar na consolidação do nosso RLP. Não quer dizer que não continue a ser uma obrigação no futuro, certo?

O objectivo é reduzir os encargos do Benfica ou empurrar para a frente constantemente?

As minhas aulas de CF foram há quase 10 anos e nunca foi a área que mais me entusiasmou, portanto corrigam-me se estiver errado.

Ontem não vim mais ca por razões óbvias.

Este tópico não anda muito e é fácil apanhar as conversas.

Em geral não há nada a corrigir no que escreveste acima.
Se algum dia calhar bebermos umas cervejas, podia falar mais sobre provisões por exemplo. Mas aqui não. Ossos do ofício.
Apenas vou dizer que uma provisão é o assumir de um risco em relação a um valor que não temos em dinheiro. E tanto pode ser para um gajo que abriu falência e já não nos vai pagar o que deve. Como pode ser para um bem que desvalorizou e nos vai provocar prejuizo na venda. E ainda podes deixar provisões para valores que em teoria podes ter de pagar mas não é certo....esta última é a que mais se aproxima de dívida.
Atenção que ali a questão de bens que perderam valor é bem manhosa na prática. Não se pode fazer porque sim.
As provisões são dos temas mais manhosos durante as auditorias. Podes alterar totalmente o resultado de uma empresa e nunca é uma coisa matemática. É sempre um pouco ao gosto do freguês.
Lá está, entre cervejas contava umas histórias engraçadas.

Atenção também à questão da linha de crédito que falei. Nota que o passivo se retira do balanço e é uma foto da empresa numa determinada data. Ou seja, a simples data em que fechas as contas pode influenciar os teus passivos de curto prazo. Depende se fechas antes ou depois das principais entradas de dinheiro. Imagina por exemplo que fechas depois de pagar prémios e subsidio natal à malta. Imagina que valores de patrocinadores e vendas só entram 1 ou 2 meses à frente. Vais ter de ter ali bastante crédito de curto prazo para pagar o pessoal. Mas se fizeres o balanço depois de receber dos patrocinadores.....já não precisas. Daí que normalmente o passivo de curto prazo não seja considerado em análise financeira....ou não tão importante. Há racios que podes calcular e tal mas cuidado.

E eu não sou uma sumidade disto e posso escrever erros claro.

Agora o ponto original é ser enganador falar no total do passivo como divida. Para o publico em geral é uma mensagem enganadora e muito simplista. Aí, não tenhas duvida nenhuma.


Acho que era engraçado organizar-se um almoço de convívio antes de um jogo para a malta poder discutir melhor estas questões. Ia evoluir-se muito mais que a falar por aqui e podia tentar-se arranjar soluções para o Benfica. Seja quem esteja a favor com esta política praticada pela direção, como quem esteja contra.

Quanto ao passivo de curto-prazo: Ele é assim tão relevante nas contas de uma empresa? Neste caso, do Benfica? Qual é o valor neste momento?

Se fores a net abrir o pdf de 2016/17
Vais à página 37 e tens.
Emprestimos correntes 31.613

Agora o que é mesmo engraçado é olhares para o valor do ano anterior.
156.102

Ou seja, tens aqui uma variação de 120 milhões de um ano para o outro. 

Xiii parece fabuloso

Depois olhas para cima para o medio longo prazo e tens um aumento de 95 milhões.

Então afinal o que é que aconteceu de um ano para o outro?

E na pagina 85 tens os totais de passivo.
Corrente 141.856 vs 263.887 no ano anterior
Não corrente 296.477 vs 191.589 ano anterior

E para responder tinhas de ir ver o que é que estava em aberto nas datas de cada balanço e porquê.

Olhar apenas para os números pode baralhar completamente.

Alguém com mais conhecimento de causa e que o quisesse fazer podia explicar.

Nós de fora olhamos e só podemos fazer perguntas.

E um jornalista nem sabe que perguntas fazer. Agarra na variação que mais lhe convém para o artigo e siga para bingo.

P.S.: só fornecedores variam 12 milhões de um ano para o outro e isso pode simplesmente ser uma compra de alguém que está para pagar. Ou até pode ser só que no ano anterior pagaram um fornecedor grande antes do balanço. Assim pelo número não se sabe.

Diogo Brito

Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 14:56
Citação de: Diogo Brito em 30 de Janeiro de 2018, 14:09
Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 13:41
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 15:17
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 13:14
Citação de: anselmoslb em 29 de Janeiro de 2018, 12:40
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 00:35
Citação de: lonstrup em 28 de Janeiro de 2018, 20:43
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 20:41
Citação de: ruibenfica80 em 28 de Janeiro de 2018, 18:30
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 12:48
Nas minhas aulas de gestão, disseram que o passivo tinha de ser igual ao ativo.

Porque é que isso não se verifica, por exemplo, nos clubes de futebol?  :confused:

A equação fundamental é :
Ativo = Capitais Proprios + Passivo

Se te ensinaram alguma diferente foste muito bem enganado.
Ora vai lá rever os apontamentos 😉

Sim, esqueci-me de referir os Capitais próprios.

No caso do Benfica e clubes portugueses fala-se tanto do passivo que quase que dão a entender que o passivo é superior ao ativo.

A minha questão passava também pelos passes dos jogadores, que são vistos como ativos intangiveis, o valor do passe varia dependendo da performance do jogador, mas quem é que diz realmente qual é o valor do passe do jogador?
Os jogadores são tabelados a preço de custo. Normalmente a amortização é dividida pelos anos de contrato.

Ora bem.
O que significa que devemos andar com partes do Jimenez e do Rafa nas amortizações anuais. E isso a juntar aos 500 mil gajos que são comprados e andam emprestados.....dá umas amortizações do exercício valentes.

Para o outro user que anda a ter aulas:
Os jornalistas falam em passivo porque acham que passivo é dividas e não fazem puta ideia do que falam.
No entanto, se algum clube tiver capitais próprios negativos......aparecem sempre umas VMOCs da vida ou umas jogatanas de consolidação. E basicamente escondem que muitos clubes em Portugal servem para lavar dinheiro e traficar influências.
Se fores um investidor e quiseres investir para ter retorno continuado, não te metas com clubes de futebol. Pensa em empresas com produtos ou serviços sustentáveis.

Qual é a dúvida que passivo é dívida? É dinheiro que vai ter que sair para cumprir obrigações.

Pode é haver diferentes fontes de dívida.

Podes ter provisões por exemplo....
Ou acréscimos e diferimentos....
Assim de repente 

Além disso, é muito redutor chamar divida ao passivo. É algo que baralha totalmente as pessoas fora da área.

Por exemplo, imagina que tens uma linha de crédito de curto prazo para fazer face a despesas correntes. Isto porque tens de pagar mais rápido do que recebes. Essa linha de crédito vai existir sempre durante a atividade da empresa. Chamar isso de divida é baralhar totalmente as pessoas.
mas a linha de crédito não deixa de ser um passivo, uma obrigação...  que depois vai ser coberta, eventualmente, pelo que entra em caixa... mas isso é o dia-a-dia de uma empresa. Entra dinheiro e sai dinheiro...

quando fazes uma provisão estás a tirar do teu capital proprio para fazeres face a uma perda nos activos. Não é propriamente uma dívida no sentido lato da palavra... mas eventualmente vais ter que repôr esses valores para equilibrares novamente os teus capitais próprios de alguma maneira, não?

Um diferimento é adiar uma obrigação, pelo menos em DR, de forma a não a ter que pagar naquele periodo e ajudar na consolidação do nosso RLP. Não quer dizer que não continue a ser uma obrigação no futuro, certo?

O objectivo é reduzir os encargos do Benfica ou empurrar para a frente constantemente?

As minhas aulas de CF foram há quase 10 anos e nunca foi a área que mais me entusiasmou, portanto corrigam-me se estiver errado.

Ontem não vim mais ca por razões óbvias.

Este tópico não anda muito e é fácil apanhar as conversas.

Em geral não há nada a corrigir no que escreveste acima.
Se algum dia calhar bebermos umas cervejas, podia falar mais sobre provisões por exemplo. Mas aqui não. Ossos do ofício.
Apenas vou dizer que uma provisão é o assumir de um risco em relação a um valor que não temos em dinheiro. E tanto pode ser para um gajo que abriu falência e já não nos vai pagar o que deve. Como pode ser para um bem que desvalorizou e nos vai provocar prejuizo na venda. E ainda podes deixar provisões para valores que em teoria podes ter de pagar mas não é certo....esta última é a que mais se aproxima de dívida.
Atenção que ali a questão de bens que perderam valor é bem manhosa na prática. Não se pode fazer porque sim.
As provisões são dos temas mais manhosos durante as auditorias. Podes alterar totalmente o resultado de uma empresa e nunca é uma coisa matemática. É sempre um pouco ao gosto do freguês.
Lá está, entre cervejas contava umas histórias engraçadas.

Atenção também à questão da linha de crédito que falei. Nota que o passivo se retira do balanço e é uma foto da empresa numa determinada data. Ou seja, a simples data em que fechas as contas pode influenciar os teus passivos de curto prazo. Depende se fechas antes ou depois das principais entradas de dinheiro. Imagina por exemplo que fechas depois de pagar prémios e subsidio natal à malta. Imagina que valores de patrocinadores e vendas só entram 1 ou 2 meses à frente. Vais ter de ter ali bastante crédito de curto prazo para pagar o pessoal. Mas se fizeres o balanço depois de receber dos patrocinadores.....já não precisas. Daí que normalmente o passivo de curto prazo não seja considerado em análise financeira....ou não tão importante. Há racios que podes calcular e tal mas cuidado.

E eu não sou uma sumidade disto e posso escrever erros claro.

Agora o ponto original é ser enganador falar no total do passivo como divida. Para o publico em geral é uma mensagem enganadora e muito simplista. Aí, não tenhas duvida nenhuma.


Acho que era engraçado organizar-se um almoço de convívio antes de um jogo para a malta poder discutir melhor estas questões. Ia evoluir-se muito mais que a falar por aqui e podia tentar-se arranjar soluções para o Benfica. Seja quem esteja a favor com esta política praticada pela direção, como quem esteja contra.

Quanto ao passivo de curto-prazo: Ele é assim tão relevante nas contas de uma empresa? Neste caso, do Benfica? Qual é o valor neste momento?

Se fores a net abrir o pdf de 2016/17
Vais à página 37 e tens.
Emprestimos correntes 31.613

Agora o que é mesmo engraçado é olhares para o valor do ano anterior.
156.102

Ou seja, tens aqui uma variação de 120 milhões de um ano para o outro. 

Xiii parece fabuloso

Depois olhas para cima para o medio longo prazo e tens um aumento de 95 milhões.

Então afinal o que é que aconteceu de um ano para o outro?
E para responder tinhas de ir ver o que é que estava em aberto nas datas de cada balanço e porquê.

Olhar apenas para os números pode baralhar completamente.

Alguém com mais conhecimento de causa e que o quisesse fazer podia explicar.

Nós de fora olhamos e só podemos fazer perguntas.

E um jornalista nem sabe que perguntas fazer. Agarra na variação que mais lhe convém para o artigo e siga para bingo.
LOOOOOL
Contabilidade... se sai num lado, tem que entrar noutro... no fundo continua tudo na mesma. É isso?

ruibenfica80

Citação de: Diogo Brito em 30 de Janeiro de 2018, 14:59
Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 14:56
Citação de: Diogo Brito em 30 de Janeiro de 2018, 14:09
Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 13:41
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 15:17
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 13:14
Citação de: anselmoslb em 29 de Janeiro de 2018, 12:40
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 00:35
Citação de: lonstrup em 28 de Janeiro de 2018, 20:43
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 20:41
Citação de: ruibenfica80 em 28 de Janeiro de 2018, 18:30
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 12:48
Nas minhas aulas de gestão, disseram que o passivo tinha de ser igual ao ativo.

Porque é que isso não se verifica, por exemplo, nos clubes de futebol?  :confused:

A equação fundamental é :
Ativo = Capitais Proprios + Passivo

Se te ensinaram alguma diferente foste muito bem enganado.
Ora vai lá rever os apontamentos 😉

Sim, esqueci-me de referir os Capitais próprios.

No caso do Benfica e clubes portugueses fala-se tanto do passivo que quase que dão a entender que o passivo é superior ao ativo.

A minha questão passava também pelos passes dos jogadores, que são vistos como ativos intangiveis, o valor do passe varia dependendo da performance do jogador, mas quem é que diz realmente qual é o valor do passe do jogador?
Os jogadores são tabelados a preço de custo. Normalmente a amortização é dividida pelos anos de contrato.

Ora bem.
O que significa que devemos andar com partes do Jimenez e do Rafa nas amortizações anuais. E isso a juntar aos 500 mil gajos que são comprados e andam emprestados.....dá umas amortizações do exercício valentes.

Para o outro user que anda a ter aulas:
Os jornalistas falam em passivo porque acham que passivo é dividas e não fazem puta ideia do que falam.
No entanto, se algum clube tiver capitais próprios negativos......aparecem sempre umas VMOCs da vida ou umas jogatanas de consolidação. E basicamente escondem que muitos clubes em Portugal servem para lavar dinheiro e traficar influências.
Se fores um investidor e quiseres investir para ter retorno continuado, não te metas com clubes de futebol. Pensa em empresas com produtos ou serviços sustentáveis.

Qual é a dúvida que passivo é dívida? É dinheiro que vai ter que sair para cumprir obrigações.

Pode é haver diferentes fontes de dívida.

Podes ter provisões por exemplo....
Ou acréscimos e diferimentos....
Assim de repente 

Além disso, é muito redutor chamar divida ao passivo. É algo que baralha totalmente as pessoas fora da área.

Por exemplo, imagina que tens uma linha de crédito de curto prazo para fazer face a despesas correntes. Isto porque tens de pagar mais rápido do que recebes. Essa linha de crédito vai existir sempre durante a atividade da empresa. Chamar isso de divida é baralhar totalmente as pessoas.
mas a linha de crédito não deixa de ser um passivo, uma obrigação...  que depois vai ser coberta, eventualmente, pelo que entra em caixa... mas isso é o dia-a-dia de uma empresa. Entra dinheiro e sai dinheiro...

quando fazes uma provisão estás a tirar do teu capital proprio para fazeres face a uma perda nos activos. Não é propriamente uma dívida no sentido lato da palavra... mas eventualmente vais ter que repôr esses valores para equilibrares novamente os teus capitais próprios de alguma maneira, não?

Um diferimento é adiar uma obrigação, pelo menos em DR, de forma a não a ter que pagar naquele periodo e ajudar na consolidação do nosso RLP. Não quer dizer que não continue a ser uma obrigação no futuro, certo?

O objectivo é reduzir os encargos do Benfica ou empurrar para a frente constantemente?

As minhas aulas de CF foram há quase 10 anos e nunca foi a área que mais me entusiasmou, portanto corrigam-me se estiver errado.

Ontem não vim mais ca por razões óbvias.

Este tópico não anda muito e é fácil apanhar as conversas.

Em geral não há nada a corrigir no que escreveste acima.
Se algum dia calhar bebermos umas cervejas, podia falar mais sobre provisões por exemplo. Mas aqui não. Ossos do ofício.
Apenas vou dizer que uma provisão é o assumir de um risco em relação a um valor que não temos em dinheiro. E tanto pode ser para um gajo que abriu falência e já não nos vai pagar o que deve. Como pode ser para um bem que desvalorizou e nos vai provocar prejuizo na venda. E ainda podes deixar provisões para valores que em teoria podes ter de pagar mas não é certo....esta última é a que mais se aproxima de dívida.
Atenção que ali a questão de bens que perderam valor é bem manhosa na prática. Não se pode fazer porque sim.
As provisões são dos temas mais manhosos durante as auditorias. Podes alterar totalmente o resultado de uma empresa e nunca é uma coisa matemática. É sempre um pouco ao gosto do freguês.
Lá está, entre cervejas contava umas histórias engraçadas.

Atenção também à questão da linha de crédito que falei. Nota que o passivo se retira do balanço e é uma foto da empresa numa determinada data. Ou seja, a simples data em que fechas as contas pode influenciar os teus passivos de curto prazo. Depende se fechas antes ou depois das principais entradas de dinheiro. Imagina por exemplo que fechas depois de pagar prémios e subsidio natal à malta. Imagina que valores de patrocinadores e vendas só entram 1 ou 2 meses à frente. Vais ter de ter ali bastante crédito de curto prazo para pagar o pessoal. Mas se fizeres o balanço depois de receber dos patrocinadores.....já não precisas. Daí que normalmente o passivo de curto prazo não seja considerado em análise financeira....ou não tão importante. Há racios que podes calcular e tal mas cuidado.

E eu não sou uma sumidade disto e posso escrever erros claro.

Agora o ponto original é ser enganador falar no total do passivo como divida. Para o publico em geral é uma mensagem enganadora e muito simplista. Aí, não tenhas duvida nenhuma.


Acho que era engraçado organizar-se um almoço de convívio antes de um jogo para a malta poder discutir melhor estas questões. Ia evoluir-se muito mais que a falar por aqui e podia tentar-se arranjar soluções para o Benfica. Seja quem esteja a favor com esta política praticada pela direção, como quem esteja contra.

Quanto ao passivo de curto-prazo: Ele é assim tão relevante nas contas de uma empresa? Neste caso, do Benfica? Qual é o valor neste momento?

Se fores a net abrir o pdf de 2016/17
Vais à página 37 e tens.
Emprestimos correntes 31.613

Agora o que é mesmo engraçado é olhares para o valor do ano anterior.
156.102

Ou seja, tens aqui uma variação de 120 milhões de um ano para o outro. 

Xiii parece fabuloso

Depois olhas para cima para o medio longo prazo e tens um aumento de 95 milhões.

Então afinal o que é que aconteceu de um ano para o outro?
E para responder tinhas de ir ver o que é que estava em aberto nas datas de cada balanço e porquê.

Olhar apenas para os números pode baralhar completamente.

Alguém com mais conhecimento de causa e que o quisesse fazer podia explicar.

Nós de fora olhamos e só podemos fazer perguntas.

E um jornalista nem sabe que perguntas fazer. Agarra na variação que mais lhe convém para o artigo e siga para bingo.
LOOOOOL
Contabilidade... se sai num lado, tem que entrar noutro... no fundo continua tudo na mesma. É isso?

A contabilidade dá para rir bastante.
Mas na verdade é o espelho do que acontece numa empresa. E uma empresa é um monstro de muitas coisas.
Por isso é que uma auditoria leva dias e mesmo assim são enganados na boa.
Só quem está dentro sabe a verdade por trás dos números.

Claro, há regras para fazer trabalhos de análise.
Eu aqui só estava a mostrar um pouco da dificuldade.

Por exemplo. Aqueles números do Benfica pode ser um grande empréstimo que já estava perto de acabar. Então estava ali no curto prazo até se fazer nova operação de longo prazo. Pode ser isso.
Mas também pode ser apenas as datas em que pagaram premios anuais.
Ou outras coisas.
Ou uma mistura de tudo.

Não são coisas que qualquer um chegue e perceba logo tudo.
Se fosse assim não havia as Rio Forte da vida......

Diogo Brito

Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 15:17
Citação de: Diogo Brito em 30 de Janeiro de 2018, 14:59
Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 14:56
Citação de: Diogo Brito em 30 de Janeiro de 2018, 14:09
Citação de: ruibenfica80 em 30 de Janeiro de 2018, 13:41
Citação de: Diogo Brito em 29 de Janeiro de 2018, 15:17
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 13:14
Citação de: anselmoslb em 29 de Janeiro de 2018, 12:40
Citação de: ruibenfica80 em 29 de Janeiro de 2018, 00:35
Citação de: lonstrup em 28 de Janeiro de 2018, 20:43
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 20:41
Citação de: ruibenfica80 em 28 de Janeiro de 2018, 18:30
Citação de: SharteN em 28 de Janeiro de 2018, 12:48
Nas minhas aulas de gestão, disseram que o passivo tinha de ser igual ao ativo.

Porque é que isso não se verifica, por exemplo, nos clubes de futebol?  :confused:

A equação fundamental é :
Ativo = Capitais Proprios + Passivo

Se te ensinaram alguma diferente foste muito bem enganado.
Ora vai lá rever os apontamentos 😉

Sim, esqueci-me de referir os Capitais próprios.

No caso do Benfica e clubes portugueses fala-se tanto do passivo que quase que dão a entender que o passivo é superior ao ativo.

A minha questão passava também pelos passes dos jogadores, que são vistos como ativos intangiveis, o valor do passe varia dependendo da performance do jogador, mas quem é que diz realmente qual é o valor do passe do jogador?
Os jogadores são tabelados a preço de custo. Normalmente a amortização é dividida pelos anos de contrato.

Ora bem.
O que significa que devemos andar com partes do Jimenez e do Rafa nas amortizações anuais. E isso a juntar aos 500 mil gajos que são comprados e andam emprestados.....dá umas amortizações do exercício valentes.

Para o outro user que anda a ter aulas:
Os jornalistas falam em passivo porque acham que passivo é dividas e não fazem puta ideia do que falam.
No entanto, se algum clube tiver capitais próprios negativos......aparecem sempre umas VMOCs da vida ou umas jogatanas de consolidação. E basicamente escondem que muitos clubes em Portugal servem para lavar dinheiro e traficar influências.
Se fores um investidor e quiseres investir para ter retorno continuado, não te metas com clubes de futebol. Pensa em empresas com produtos ou serviços sustentáveis.

Qual é a dúvida que passivo é dívida? É dinheiro que vai ter que sair para cumprir obrigações.

Pode é haver diferentes fontes de dívida.

Podes ter provisões por exemplo....
Ou acréscimos e diferimentos....
Assim de repente 

Além disso, é muito redutor chamar divida ao passivo. É algo que baralha totalmente as pessoas fora da área.

Por exemplo, imagina que tens uma linha de crédito de curto prazo para fazer face a despesas correntes. Isto porque tens de pagar mais rápido do que recebes. Essa linha de crédito vai existir sempre durante a atividade da empresa. Chamar isso de divida é baralhar totalmente as pessoas.
mas a linha de crédito não deixa de ser um passivo, uma obrigação...  que depois vai ser coberta, eventualmente, pelo que entra em caixa... mas isso é o dia-a-dia de uma empresa. Entra dinheiro e sai dinheiro...

quando fazes uma provisão estás a tirar do teu capital proprio para fazeres face a uma perda nos activos. Não é propriamente uma dívida no sentido lato da palavra... mas eventualmente vais ter que repôr esses valores para equilibrares novamente os teus capitais próprios de alguma maneira, não?

Um diferimento é adiar uma obrigação, pelo menos em DR, de forma a não a ter que pagar naquele periodo e ajudar na consolidação do nosso RLP. Não quer dizer que não continue a ser uma obrigação no futuro, certo?

O objectivo é reduzir os encargos do Benfica ou empurrar para a frente constantemente?

As minhas aulas de CF foram há quase 10 anos e nunca foi a área que mais me entusiasmou, portanto corrigam-me se estiver errado.

Ontem não vim mais ca por razões óbvias.

Este tópico não anda muito e é fácil apanhar as conversas.

Em geral não há nada a corrigir no que escreveste acima.
Se algum dia calhar bebermos umas cervejas, podia falar mais sobre provisões por exemplo. Mas aqui não. Ossos do ofício.
Apenas vou dizer que uma provisão é o assumir de um risco em relação a um valor que não temos em dinheiro. E tanto pode ser para um gajo que abriu falência e já não nos vai pagar o que deve. Como pode ser para um bem que desvalorizou e nos vai provocar prejuizo na venda. E ainda podes deixar provisões para valores que em teoria podes ter de pagar mas não é certo....esta última é a que mais se aproxima de dívida.
Atenção que ali a questão de bens que perderam valor é bem manhosa na prática. Não se pode fazer porque sim.
As provisões são dos temas mais manhosos durante as auditorias. Podes alterar totalmente o resultado de uma empresa e nunca é uma coisa matemática. É sempre um pouco ao gosto do freguês.
Lá está, entre cervejas contava umas histórias engraçadas.

Atenção também à questão da linha de crédito que falei. Nota que o passivo se retira do balanço e é uma foto da empresa numa determinada data. Ou seja, a simples data em que fechas as contas pode influenciar os teus passivos de curto prazo. Depende se fechas antes ou depois das principais entradas de dinheiro. Imagina por exemplo que fechas depois de pagar prémios e subsidio natal à malta. Imagina que valores de patrocinadores e vendas só entram 1 ou 2 meses à frente. Vais ter de ter ali bastante crédito de curto prazo para pagar o pessoal. Mas se fizeres o balanço depois de receber dos patrocinadores.....já não precisas. Daí que normalmente o passivo de curto prazo não seja considerado em análise financeira....ou não tão importante. Há racios que podes calcular e tal mas cuidado.

E eu não sou uma sumidade disto e posso escrever erros claro.

Agora o ponto original é ser enganador falar no total do passivo como divida. Para o publico em geral é uma mensagem enganadora e muito simplista. Aí, não tenhas duvida nenhuma.


Acho que era engraçado organizar-se um almoço de convívio antes de um jogo para a malta poder discutir melhor estas questões. Ia evoluir-se muito mais que a falar por aqui e podia tentar-se arranjar soluções para o Benfica. Seja quem esteja a favor com esta política praticada pela direção, como quem esteja contra.

Quanto ao passivo de curto-prazo: Ele é assim tão relevante nas contas de uma empresa? Neste caso, do Benfica? Qual é o valor neste momento?

Se fores a net abrir o pdf de 2016/17
Vais à página 37 e tens.
Emprestimos correntes 31.613

Agora o que é mesmo engraçado é olhares para o valor do ano anterior.
156.102

Ou seja, tens aqui uma variação de 120 milhões de um ano para o outro. 

Xiii parece fabuloso

Depois olhas para cima para o medio longo prazo e tens um aumento de 95 milhões.

Então afinal o que é que aconteceu de um ano para o outro?
E para responder tinhas de ir ver o que é que estava em aberto nas datas de cada balanço e porquê.

Olhar apenas para os números pode baralhar completamente.

Alguém com mais conhecimento de causa e que o quisesse fazer podia explicar.

Nós de fora olhamos e só podemos fazer perguntas.

E um jornalista nem sabe que perguntas fazer. Agarra na variação que mais lhe convém para o artigo e siga para bingo.
LOOOOOL
Contabilidade... se sai num lado, tem que entrar noutro... no fundo continua tudo na mesma. É isso?

A contabilidade dá para rir bastante.
Mas na verdade é o espelho do que acontece numa empresa. E uma empresa é um monstro de muitas coisas.
Por isso é que uma auditoria leva dias e mesmo assim são enganados na boa.
Só quem está dentro sabe a verdade por trás dos números.

Claro, há regras para fazer trabalhos de análise.
Eu aqui só estava a mostrar um pouco da dificuldade.

Por exemplo. Aqueles números do Benfica pode ser um grande empréstimo que já estava perto de acabar. Então estava ali no curto prazo até se fazer nova operação de longo prazo. Pode ser isso.
Mas também pode ser apenas as datas em que pagaram premios anuais.
Ou outras coisas.
Ou uma mistura de tudo.

Não são coisas que qualquer um chegue e perceba logo tudo.
Se fosse assim não havia as Rio Forte da vida......
Tive duas cadeiras de contabilidade financeira na faculdade. O meu carissimo prof foi o criador, ou um dos criadores, do Sistema de Normalização Contabilistica. E ele, apesar do seu evidente "brilhantismo", era um "rato"... um comediante, bons tempos! O homem não gostava de mim. Fiz um trabalho gigante a meias com uma rapariga (aliás, fiz mais que ela...) e o gajo dá-lhe 17 a ela e 14 a mim. No fim, sem me ter avisado previamente, manda-me a exame porque chumbei por faltas ahah tinha entregue o trabalho 5 dias antes...

Mas ele... mais que uma sumidade da contabilidade, tinha conversas de "engenheiro". O que tu entendes, por certo...

izlek

Vejam bem a surpresa... não é preciso aldrabar o R&C para meter a mão na massa.

Espero que meia dúzia de utilizadores que para aqui andam a atirar areia para os olhos dos outros metam a mão na consciência e venham pedir desculpa.

cervi

O SLB tem que estar falido, nem um jogador se consegue comprar, é impressionante.