As Finanças do Benfica

MALU15

Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 14:23
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

A questão é que nos empréstimos obrigacionistas só pagas juros, só no final é que pagas capital, enquanto nos empréstimos bancários as prestações incluem juros e capital.
Embora sendo verdade o que dizes, a diferença não está tanto aí, porque tb se podem contratar empréstimos c/ amortizações faseadas ou não, e com períodos de carência tanto de capital como de juros. A diferença reside mais nos outros aspectos que referi.

Oliveira1

Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 14:59
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 14:23
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

A questão é que nos empréstimos obrigacionistas só pagas juros, só no final é que pagas capital, enquanto nos empréstimos bancários as prestações incluem juros e capital.
Embora sendo verdade o que dizes, a diferença não está tanto aí, porque tb se podem contratar empréstimos c/ amortizações faseadas ou não, e com períodos de carência tanto de capital como de juros. A diferença reside mais nos outros aspectos que referi.

Pode-se contratualizar mas não era o que tínhamos contratualizado nos nossos.

MALU15

Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 15:01
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 14:59
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 14:23
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

A questão é que nos empréstimos obrigacionistas só pagas juros, só no final é que pagas capital, enquanto nos empréstimos bancários as prestações incluem juros e capital.
Embora sendo verdade o que dizes, a diferença não está tanto aí, porque tb se podem contratar empréstimos c/ amortizações faseadas ou não, e com períodos de carência tanto de capital como de juros. A diferença reside mais nos outros aspectos que referi.

Pode-se contratualizar mas não era o que tínhamos contratualizado nos nossos.
Sim, mas a discussão tinha começado com o Night..., que dizia que os EO`s tinham taxas de juros mais altas que os Empréstimos bancários.

Carminati

Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

O que eles (directamente interessados) dizem não me interessa muito.
Valorizo mais a opinião de quem não tem nada  a ver com aquilo e percebe do assunto, como por ex o Malu15 e o Nightcrowler.

ccm

Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 15:10
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 15:01
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 14:59
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 14:23
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

A questão é que nos empréstimos obrigacionistas só pagas juros, só no final é que pagas capital, enquanto nos empréstimos bancários as prestações incluem juros e capital.
Embora sendo verdade o que dizes, a diferença não está tanto aí, porque tb se podem contratar empréstimos c/ amortizações faseadas ou não, e com períodos de carência tanto de capital como de juros. A diferença reside mais nos outros aspectos que referi.

Pode-se contratualizar mas não era o que tínhamos contratualizado nos nossos.
Sim, mas a discussão tinha começado com o Night..., que dizia que os EO`s tinham taxas de juros mais altas que os Empréstimos bancários.

As taxas dos EO do Benfica são ligeiramente superiores. aos EB.

"Em relação à emissões obrigacionistas, há dois aspetos que nos importa realçar: O custo não é assim tão elevado relativamente à dívida [bancária] porque os clubes de futebol estavam, no âmbito das avaliações que são feitas pelo Banco de Portugal, no setor de risco e, portanto, não havia empréstimos ou, se havia, era com spreads defensivos"

"os obrigacionistas, ao contrário da dívida que tínhamos com os bancos, não têm garantias associadas diretamente, e isto significa que liberto todos os contratos comerciais que estavam associados aos empréstimos bancários. Esses contratos passam a estar disponíveis para qualquer operação que queira fazer".

NS11

Apesar de não ser entendido na matéria, creio que muitos dos empréstimos bancários eram de curta duração, logo sujeito a revolving tendo de ser renegociados com a entidade credora, que poderá aumentar os juros ou pedir mais garantias.
Estou correto Malu15?

Desculpa não perceber muito deste assunto e possivelmente estar a por os pés pelas mãos. Mas gosto de vos ver a escrever sobre este tópico.

nightcrowler

Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 16:20
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 15:10
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 15:01
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 14:59
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 14:23
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

A questão é que nos empréstimos obrigacionistas só pagas juros, só no final é que pagas capital, enquanto nos empréstimos bancários as prestações incluem juros e capital.
Embora sendo verdade o que dizes, a diferença não está tanto aí, porque tb se podem contratar empréstimos c/ amortizações faseadas ou não, e com períodos de carência tanto de capital como de juros. A diferença reside mais nos outros aspectos que referi.

Pode-se contratualizar mas não era o que tínhamos contratualizado nos nossos.
Sim, mas a discussão tinha começado com o Night..., que dizia que os EO`s tinham taxas de juros mais altas que os Empréstimos bancários.

As taxas dos EO do Benfica são ligeiramente superiores. aos EB.

"Em relação à emissões obrigacionistas, há dois aspetos que nos importa realçar: O custo não é assim tão elevado relativamente à dívida [bancária] porque os clubes de futebol estavam, no âmbito das avaliações que são feitas pelo Banco de Portugal, no setor de risco e, portanto, não havia empréstimos ou, se havia, era com spreads defensivos"

"os obrigacionistas, ao contrário da dívida que tínhamos com os bancos, não têm garantias associadas diretamente, e isto significa que liberto todos os contratos comerciais que estavam associados aos empréstimos bancários. Esses contratos passam a estar disponíveis para qualquer operação que queira fazer".


La está, por norma são mais caros.
Mas o malu disse, e bem, assumindo que há bancos que queiram financiar a bola, e não há tantos quanto isso.

CitriC

Citação de: nightcrowler em 28 de Abril de 2018, 08:11
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 16:20
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 15:10
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 15:01
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 14:59
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 14:23
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

A questão é que nos empréstimos obrigacionistas só pagas juros, só no final é que pagas capital, enquanto nos empréstimos bancários as prestações incluem juros e capital.
Embora sendo verdade o que dizes, a diferença não está tanto aí, porque tb se podem contratar empréstimos c/ amortizações faseadas ou não, e com períodos de carência tanto de capital como de juros. A diferença reside mais nos outros aspectos que referi.

Pode-se contratualizar mas não era o que tínhamos contratualizado nos nossos.
Sim, mas a discussão tinha começado com o Night..., que dizia que os EO`s tinham taxas de juros mais altas que os Empréstimos bancários.

As taxas dos EO do Benfica são ligeiramente superiores. aos EB.

"Em relação à emissões obrigacionistas, há dois aspetos que nos importa realçar: O custo não é assim tão elevado relativamente à dívida [bancária] porque os clubes de futebol estavam, no âmbito das avaliações que são feitas pelo Banco de Portugal, no setor de risco e, portanto, não havia empréstimos ou, se havia, era com spreads defensivos"

"os obrigacionistas, ao contrário da dívida que tínhamos com os bancos, não têm garantias associadas diretamente, e isto significa que liberto todos os contratos comerciais que estavam associados aos empréstimos bancários. Esses contratos passam a estar disponíveis para qualquer operação que queira fazer".


La está, por norma são mais caros.
Mas o malu disse, e bem, assumindo que há bancos que queiram financiar a bola, e não há tantos quanto isso.

Sim. A ordem é que os bancos deixem de financiar clubes. O futebol está todo ligado ao mal-parado.

E sejamos honestos os bancos seja publicos (CGD) ou privados (NB) continuam a ter imensos prejuízos.... Continuaremos a ver balcões a fecharem, pessoal a ser despachado/despedido.

nightcrowler

Citação de: CitriC em 28 de Abril de 2018, 12:04
Citação de: nightcrowler em 28 de Abril de 2018, 08:11
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 16:20
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 15:10
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 15:01
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2018, 14:59
Citação de: Oliveira1 em 27 de Abril de 2018, 14:23
Citação de: ccm em 27 de Abril de 2018, 13:09
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 18:54
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 16:42
Citação de: MALU15 em 26 de Abril de 2018, 15:59
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 15:29
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 14:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 13:59
Citação de: CitriC em 26 de Abril de 2018, 13:19
Citação de: nightcrowler em 26 de Abril de 2018, 08:12
Citação de: jnp78 em 26 de Abril de 2018, 00:30
Não sei se já foi explicado por aqui, mas os juros do EO não são mais altos que os dos Emp. Bancarios? e se sim porque preferimos pagar os bancários?

Existe uma vontade expressa da parte dos bancos de acabarem com a exposição aos clubes de futebol, logo, os próprios clubes devem encontrar formas de viverem sem o apoio dos bancos.
Como referes, e bem, efectivamente o que se paga nos EO é superior aos bancos, mas a ideia será manter os EO no futuro, logo, não faria sentido amortizar. A redução de dívida vai reflectir-se nos empréstimos bancários

a taxa média dos empréstimos financeiros (bancários, EO, Papel Comercial, etc) é superior à taxa média dos EOs.

Atenção que os EO além da taxa de remuneração pagam também os custos de emissão, ou seja, tem um custo bem superior ao que paga aos obrigacionistas.
Portanto, tenho a forte convicção que, DE LONGE, os EO são mais caros que a dívida bancária. Sem grandes duvidas.

Aliás, os EO são um excelente negócio para os bancos, na medida em que cobram as suas comissões sem terem qualquer risco nos balanços.

Concordo com o que coloquei a negrito. E é verdade o que dizes no início do comentário. Contudo numa entrevista (se não estou erro para a tvi) o DSO disse que não é necessariamente verdade que os EO são mais caros que a dívida bancária.

De qualquer maneira pagando a dívida bancária, temos ainda o benefício de tornarmo-nos mais independentes em relação a uma instituição.

boas!
concordo com o teu último ponto, ou seja, ficamos menos dependentes de uma administração ou de uma estratégia comercial, sem dúvida.

por outro lado, não vejo como é possível imaginar que não seja mais caro que a banca tradicional. hoje, uma empresa com rácios minimamente razoáveis, consegue seguramente valores mais razoáveis.

o último empréstimo obrigacionista, há cerca de um ano, tinha uma taxa de 4%, a que acresce 500k de custos (de acordo com os dados do Malu), ou seja, na prática, o custo foi de 5%. hoje, vêem-se taxas de juro abaixo de 2% para empresas com balanços razoáveis e PME Excelência, facilmente abaixo de 2%.

portanto, seguramente que é mais caro que um empréstimo bancário.

a análise que fizeram, ou seja, que estas taxas são inferiores à média de financiamento, resulta de termos ainda às costas financiamentos bastante caros. mas em qualquer cenário, o empréstimo obrigacionista tem um custo superior ao empréstimo bancário.

abraço!

Bem, se não estamos a falar de SAD`s e ou empresas sem "rating" isso não tem qualquer adesão à realidade. Há que considerar que as empresas que têm "rating" para montantes com algum significado e de longo prazo, fundamentalmente vão ao mercado obrigacionista (EO) e obtêm melhores taxas e a menores custos (I Selo, negociações/imposições dos bancos). Isto mesmo podes ver no post que anexo desta semana, em que a NOS se financiou em 300M a 5 anos e a uma taxa de 1,4%. Não esquecer que nestas operações a procura é muito diversificada e internacional.

No caso do EO da BSAD os custos de emissão só ocorrem uma vez, e não nos 3 anos, pelo que não podes traduzir isso logo em + 1%.
_______________________________________________________




Citação de: MALU15 em 23 de Abril de 2018, 11:53
Para que possa servir de indicador de comparação.

Nos paga menos de 1,4% para emitir 300 milhões a cinco anos


A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que as indicações iniciais apontam para uma taxa de juro abaixo de 1,4%.

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo o valor final ainda não foi determinado e irá variar em função da procura dos investidores enquanto o livro de ordens tiver aberto.

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor's e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, menos de metade da taxa que os investidores estão a exigir à Nos.


de acordo.
mas achas que, em algum banco, o Benfica não conseguiria uma taxa inferior a 4% + os 500k de custo? eu acho que conseguiria. acredito mesmo que sim.

portanto, o EO para o Benfica, terá sempre um custo mais alto que um empréstimo. não vejo como, na nossa realidade, isso possa ser contestado, mas é um ponto de vista, nada mais do que isso.

agora, o termo de comparação parece-me distorcido, na medida em que parte dos empréstimos bancários que temos são de tempos em que as taxas eram muito altas. aliás, chegámos a ter obrigações a pagar 7%, e hoje estamos a pagar cerca de metade.

abraço!
Acho que não, e por variadas razões. A 1ª das quais é que as IF`s fogem dos clubes de futebol.
Ainda recentemente em programas de Economia (não sei se do JG Ferreira ou O tudo é economia da RTP3) ouvi os presidentes do Santander e do Novo Banco dizer que os Bancos não estão virados para as empresas da actividade do futebol, porque acham que têm muito risco e estão associados ao crédito mal parado.

Uma outra razão tem a ver com os montantes que estão em jogo, que ainda são significativos, bem como os  prazos a conceder e as constantes negociações nas renovações, que se tornam muito onerosas em termos de I Selo e isto associado às garantias reais que têm de prestar, cria amarras aos clubes que lhes dificulta a vida. Não digo que na banca estrangeira, para montantes mais baixos e prazos mais curtos, não possa haver abertura, mas sempre com o risco reflectido na taxa de juro, como acontece na Porto SAD.

No actual contexto, os EO`s mesmo que só virados para o mercado nacional, a BSAD se continuar com um bom nome na praça, consegue sempre um EO junto do retalho e até alguns investidores institucionais (cªs de Seguros, fundos de pensões) se pagar uma taxa da ordem da actual, ou até ligeiramente inferior, sem se ver confrontada com os aspectos que antes referi.

O DSO já disse que os juros do EO não são mais altos que os dos emp. bancarios.

A questão é que nos empréstimos obrigacionistas só pagas juros, só no final é que pagas capital, enquanto nos empréstimos bancários as prestações incluem juros e capital.
Embora sendo verdade o que dizes, a diferença não está tanto aí, porque tb se podem contratar empréstimos c/ amortizações faseadas ou não, e com períodos de carência tanto de capital como de juros. A diferença reside mais nos outros aspectos que referi.

Pode-se contratualizar mas não era o que tínhamos contratualizado nos nossos.
Sim, mas a discussão tinha começado com o Night..., que dizia que os EO`s tinham taxas de juros mais altas que os Empréstimos bancários.

As taxas dos EO do Benfica são ligeiramente superiores. aos EB.

"Em relação à emissões obrigacionistas, há dois aspetos que nos importa realçar: O custo não é assim tão elevado relativamente à dívida [bancária] porque os clubes de futebol estavam, no âmbito das avaliações que são feitas pelo Banco de Portugal, no setor de risco e, portanto, não havia empréstimos ou, se havia, era com spreads defensivos"

"os obrigacionistas, ao contrário da dívida que tínhamos com os bancos, não têm garantias associadas diretamente, e isto significa que liberto todos os contratos comerciais que estavam associados aos empréstimos bancários. Esses contratos passam a estar disponíveis para qualquer operação que queira fazer".


La está, por norma são mais caros.
Mas o malu disse, e bem, assumindo que há bancos que queiram financiar a bola, e não há tantos quanto isso.

Sim. A ordem é que os bancos deixem de financiar clubes. O futebol está todo ligado ao mal-parado.

E sejamos honestos os bancos seja publicos (CGD) ou privados (NB) continuam a ter imensos prejuízos.... Continuaremos a ver balcões a fecharem, pessoal a ser despachado/despedido.

O problema foram os exageros. Tivesse havido ponderarão, e emprestar a clubes de futebol seria bastante rentável. Aliás, quem emprestou ao Benfica ganhou bastante dinheiro, perdeu foi ainda mais com o Sporting

paixaoslb

Citric e Malu  o que tem a dizer às contas que o bruno diz do sporting e do Benfica

:Garrincha:

O lado bom deste deprimente falhanço da nossa direção é que vamos realmente perceber os custos dos prémios nos salários. Ou se mais uma vez, foi areia atirada. Aguardo por isso.

MALU15

Citação de: paixaoslb em 30 de Abril de 2018, 13:13
Citric e Malu  o que tem a dizer às contas que o bruno diz do sporting e do Benfica
Isso está a ser mais que comentado no tópico das Finanças dos nossos adversários.

Maldini

Citação de: MALU15 em 30 de Abril de 2018, 14:39
Citação de: paixaoslb em 30 de Abril de 2018, 13:13
Citric e Malu  o que tem a dizer às contas que o bruno diz do sporting e do Benfica
Isso está a ser mais que comentado no tópico das Finanças dos nossos adversários.


Esta notícia de hoje deixa-nos completamente ridicularizados ...

Nem palavras tenho para comentar tamanho roubo ... épico

Oliveira1

Citação de: MALU15 em 30 de Abril de 2018, 14:39
Citação de: paixaoslb em 30 de Abril de 2018, 13:13
Citric e Malu  o que tem a dizer às contas que o bruno diz do sporting e do Benfica
Isso está a ser mais que comentado no tópico das Finanças dos nossos adversários.


O que há para comentar é simples. Os panhonhas que estão na direcção do Benfica há muito tempo que deviam ter denunciado o caso de polícia que são as vmocs.

há muito tempo que deviam ter denunciado esse crime económico com capitais públicos, com o nosso dinheiro.

Como são cornos mansos estão sempre calados.

Logo no início da questão das vmocs deviam ter dito a todos os Benfiquistas para retirar todo o dinheiro possível tanto do novo banco como do bcp. Queria ver se esses bancos de trampa tinham entrado nisso das vmocs.

Semper Fidelis

Citação de: Oliveira1 em 30 de Abril de 2018, 15:40
Citação de: MALU15 em 30 de Abril de 2018, 14:39
Citação de: paixaoslb em 30 de Abril de 2018, 13:13
Citric e Malu  o que tem a dizer às contas que o bruno diz do sporting e do Benfica
Isso está a ser mais que comentado no tópico das Finanças dos nossos adversários.


O que há para comentar é simples. Os panhonhas que estão na direcção do Benfica há muito tempo que deviam ter denunciado o caso de polícia que são as vmocs.

há muito tempo que deviam ter denunciado esse crime económico com capitais públicos, com o nosso dinheiro.

Como são cornos mansos estão sempre calados.

Logo no início da questão das vmocs deviam ter dito a todos os Benfiquistas para retirar todo o dinheiro possível tanto do novo banco como do bcp. Queria ver se esses bancos de trampa tinham entrado nisso das vmocs.

pelas notícias dos ultimos anos digamos que Vieira não será um exemplo no capitulo pessoal a nível de rombos feitos em bancos