Época 2018/2019

Jack Bauer

Citação de: acemessiae em 29 de Junho de 2018, 17:01
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 12:22
Madeira SAD tem:

20 Supertaças seguidas: 1998 - 2017

17 Taças de Portugal seguidas: 1998 - 2015

12 Campeonatos Nacionais seguidos: 1997 - 2009


Ganhou internamente seguido:

34 títulos seguidos.

Agora pergunto, foi por isto que Andebol feminino acabou no nosso país?

O andebol feminino bateu no fundo no nosso país há alguns anos, por vários factores: falta de profissionalismo, falta de competitividade e as políticas da estrutura federativa/associativa.

É preciso perceber que o andebol feminino é praticamente amador. Só uma equipa em Portugal é semi-profissional: Madeira SAD. 

Tudo o resto são jogadoras que jogam pelo prazer do jogo, sem apoios e com quadros competitivos que não abonam nada a favor da modalidade.

Enquanto são jovens, jogam perto de casa, sem grandes custos. Mas quando chegam a seniores, muitas vão para universidades, emprego, e outros afazeres naturais da vida, e o que as prende ao andebol? Nada que consiga competir com as obrigações naturais da vida.

Se, pelo menos, conseguissem retirar algum sustento financeiro, isso poderia contrabalançar com os estudos/emprego, mas nem isso.

No andebol feminino vive-se uma realidade em que muitas atletas chegam a nem treinar com a equipa. Simplesmente jogam ao fim de semana...

E depois há o fenómeno Madeira SAD. Dinheiro em abundância quando comparado com outros clubes. Atrai as melhores jogadores, e com isso trata de acabar com a qualquer tipo de competitividade.

Esta realidade é visível se olharmos para a formação:

Sabem quantos títulos ganha o Madeira na Formação? Zero. Nem sequer é a melhor escola de formação de andebol da Madeira: Bartolomeu Perestrelo, Sports Madeira e até Camacha estão muito acima.

São estas equipas que chegadas a seniores ficam depenadas dos seus valores para o Madeira SAD, geralmente com escala no Sports Madeira (porque as restantes não têm escalão de séniores).

E na formação temos sempre "boas escolas de formação", com boas gerações andebolísticas. Dão cartas nos vários escalões da formação. E depois? Depois as suas jogadores, chegadas à idade de sénior, são obrigadas a desistir da prática da modalidade por causa dos empregos, dos estudos (concentrados nos pólos Porto, Aveiro e Lisboa), ou de outras prioridades que pela naturalidade da vida se sobrepuseram à prática de uma modalidade amadora.

Felizes são o par de clubes que consegue manter uma estrutura minimamente equilibrada, provinda da formação até à equipa sénior, para tentar ombrear com o gigante Madeira SAD.

O Maiastars teve há uma década atrás um sete muito bom – do melhor dos nossos escalões de formação da altura. Chegadas a sénior, não duraram um ano todas juntas. Uma foi estudar para Lisboa, outra foi para o Madeira SAD, outra "desertou" para o Colégio de Gaia, e as que ficaram acabaram por se tornar insuficientes para almejarem a ser a equipa-sombra do Madeira.

O JAC Alcanena formou também uma base muito boa. Jogaram um ano juntas, com muito esforço de muitas jogadores já na Universidade. Fizeram um brilharete para estreia na 1.ª Divisão. Nos anos seguintes desmembraram-se, e por agora muitas delas estão "acondicionadas" no Colégio João de Barros/SIR 1.º de Maio.

Este Colégio João de Barros que foi uma outra equipa muito consistente que tentou bater o Madeira, e com muito êxito atento as condições que iam tendo. Conseguiram uma boa base da formação, com algumas aquisições cirúrgicas de alguns clubes da zona de Leiria/Coimbra/Lisboa.

Enfim, estes são só alguns exemplos.

Se os clubes com formação sénior já são poucos, pior as coisas se tornam quando existiu um equipa durante mais de uma década a "secar" toda a concorrência, contratando tudo o que era boa jogadora a nível nacional.

O Madeira SAD, fruto de ser a única equipa que se pode chamar semi-profissional e onde as jogadores recebiam vencimentos para jogar andebol [entre outras regalias, como emprego garantido na região].

Durante uns anos, mesmo ganhando com muita regularidade, eram escassos os adversários à altura. O Gil Eanes era um dos grandes adversários, esmoreceu e no "canto do cisne" arrecadou o título de campeão que já vinha tentando durante muitos anos, mas depois desapareceu. O próprio Colégio de Gaia e outros clubes perderam competitividade - fruto da agressiva "secagem" empreendida pelo Madeira SAD.

E assim o andebol feminino passou a ter o Madeira SAD com o ceptro, e todos os restantes muitos furos abaixo.

Entretanto o Alavarium que ia tendo boas jogadoras da formação, com uma ou outra época de destaque, muito por culpa do Ulisses Pereira (que grande trabalho fez pelo andebol de Aveiro), congregou produtos da formação com a aquisição de boas jogadoras, que só foi conseguido pela mesma receita do Madeira SAD: benditos fundos monetários. E conseguiu. Destronou o Madeira SAD.

Mas esta situação também só foi conseguida porque, paralelamente a esse investimento, o Madeira SAD deixou de conseguir manter o investimento que sistematicamente vinha realizando e que até lhe possibilitava ter equipas que se batiam com honra nas competições europeias.

Actualmente temos várias equipas que se podem considerar equiparadas:

O Madeira SAD onde o dinheiro ainda faz diferença (com relatos de muitos salários em atraso pelo meio), permitindo-lhes ter plantéis capazes e com excelentes executantes. 

O Alavarium que vai mantendo uma base, e que parece ser já um clube apetecível para muitas jogadoras.

O Colégio de Gaia que reuniu em si muitas das melhores jogadoras do Grande Porto, indo pescar ao CALE (as filhas do Resende, por exemplo), ao Académico do Porto e até ao próprio Alavarium.

E o Colégio João de Barros, que com audácia se fundiu com o SIR 1.º Maio, conseguindo um leque de boas jogadoras.

Agora, o grande défice da competitividade ao longo dos anos, e que permitiu a supremacia do Madeira SAD, também está relacionado com o próprio quadro competitivo e gestão federativa. Quanto a este ponto não me vou alongar muito, porque tendencialmente são opiniões pessoais, fastidiosas e que para muitos também podem ser vistas como uma consequência dos problemas acima descritos, e não um catalisador dos mesmos. Para mim caminham ambos lado a lado... 

Creio que entramos no andebol feminina numa excelente altura.

O país está mais aberto à concessão de patrocínios às equipas que, por mais ínfimos que possam parecer, muitas vezes possibilitam a sua existência.

Há competitividade como há muitos anos não existia no escalão.

Temos à nossa frente um Carlos Resende que acaba por estar muito por dentro do andebol feminino "por culpa" das filhas. Que se contrate a Ana Seabra para, em conjunto consigo, gerir o nosso andebol. Teríamos muito a ganhar.

Estou muito satisfeito com esta aposta. Vamos ajudar a revigorar a modalidade no país. Vai ser bom. Teremos certamente condições para ser competitivos, e vai óptimo para jogadores que pretendam estudar em Lisboa e manter a prática da modalidade, acreditando que lhes serão dada todas as condições para tal.

Parabéns por esta grande decisão!


O Maiastars é da Maia. Não está inscrito na AAPorto. Está em Braga. Logo aí está fod***. Com o Ribas é complicado...

Mesmo assim este ano chegou às meias finais do campeonato.



O CALE poderia dar o salto. Julgo que era o clube com mais atletas federados a nível nacional. Se melhorar algumas vertentes...


Agora sem investimento não ha milagres.

Cyb3rNeo

Excelente notícia a equipa feminina. :)

Dr.Lecter

Mesmo com o Francisco apto é preciso reforçar a primeira linha porque o João vai estar fora uma parte da época. O Bélone faz perfeitamente central pra desenrascar, mas é isso mesmo, para desenrascar.

Pa, não podemos perdoar esta época. Reforçar as equipas e ganhar.

acemessiae

Citação de: Jack Bauer em 29 de Junho de 2018, 22:54
Citação de: acemessiae em 29 de Junho de 2018, 17:01
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 12:22
Madeira SAD tem:

20 Supertaças seguidas: 1998 - 2017

17 Taças de Portugal seguidas: 1998 - 2015

12 Campeonatos Nacionais seguidos: 1997 - 2009


Ganhou internamente seguido:

34 títulos seguidos.

Agora pergunto, foi por isto que Andebol feminino acabou no nosso país?

O andebol feminino bateu no fundo no nosso país há alguns anos, por vários factores: falta de profissionalismo, falta de competitividade e as políticas da estrutura federativa/associativa.

É preciso perceber que o andebol feminino é praticamente amador. Só uma equipa em Portugal é semi-profissional: Madeira SAD. 

Tudo o resto são jogadoras que jogam pelo prazer do jogo, sem apoios e com quadros competitivos que não abonam nada a favor da modalidade.

Enquanto são jovens, jogam perto de casa, sem grandes custos. Mas quando chegam a seniores, muitas vão para universidades, emprego, e outros afazeres naturais da vida, e o que as prende ao andebol? Nada que consiga competir com as obrigações naturais da vida.

Se, pelo menos, conseguissem retirar algum sustento financeiro, isso poderia contrabalançar com os estudos/emprego, mas nem isso.

No andebol feminino vive-se uma realidade em que muitas atletas chegam a nem treinar com a equipa. Simplesmente jogam ao fim de semana...

E depois há o fenómeno Madeira SAD. Dinheiro em abundância quando comparado com outros clubes. Atrai as melhores jogadores, e com isso trata de acabar com a qualquer tipo de competitividade.

Esta realidade é visível se olharmos para a formação:

Sabem quantos títulos ganha o Madeira na Formação? Zero. Nem sequer é a melhor escola de formação de andebol da Madeira: Bartolomeu Perestrelo, Sports Madeira e até Camacha estão muito acima.

São estas equipas que chegadas a seniores ficam depenadas dos seus valores para o Madeira SAD, geralmente com escala no Sports Madeira (porque as restantes não têm escalão de séniores).

E na formação temos sempre "boas escolas de formação", com boas gerações andebolísticas. Dão cartas nos vários escalões da formação. E depois? Depois as suas jogadores, chegadas à idade de sénior, são obrigadas a desistir da prática da modalidade por causa dos empregos, dos estudos (concentrados nos pólos Porto, Aveiro e Lisboa), ou de outras prioridades que pela naturalidade da vida se sobrepuseram à prática de uma modalidade amadora.

Felizes são o par de clubes que consegue manter uma estrutura minimamente equilibrada, provinda da formação até à equipa sénior, para tentar ombrear com o gigante Madeira SAD.

O Maiastars teve há uma década atrás um sete muito bom – do melhor dos nossos escalões de formação da altura. Chegadas a sénior, não duraram um ano todas juntas. Uma foi estudar para Lisboa, outra foi para o Madeira SAD, outra "desertou" para o Colégio de Gaia, e as que ficaram acabaram por se tornar insuficientes para almejarem a ser a equipa-sombra do Madeira.

O JAC Alcanena formou também uma base muito boa. Jogaram um ano juntas, com muito esforço de muitas jogadores já na Universidade. Fizeram um brilharete para estreia na 1.ª Divisão. Nos anos seguintes desmembraram-se, e por agora muitas delas estão "acondicionadas" no Colégio João de Barros/SIR 1.º de Maio.

Este Colégio João de Barros que foi uma outra equipa muito consistente que tentou bater o Madeira, e com muito êxito atento as condições que iam tendo. Conseguiram uma boa base da formação, com algumas aquisições cirúrgicas de alguns clubes da zona de Leiria/Coimbra/Lisboa.

Enfim, estes são só alguns exemplos.

Se os clubes com formação sénior já são poucos, pior as coisas se tornam quando existiu um equipa durante mais de uma década a "secar" toda a concorrência, contratando tudo o que era boa jogadora a nível nacional.

O Madeira SAD, fruto de ser a única equipa que se pode chamar semi-profissional e onde as jogadores recebiam vencimentos para jogar andebol [entre outras regalias, como emprego garantido na região].

Durante uns anos, mesmo ganhando com muita regularidade, eram escassos os adversários à altura. O Gil Eanes era um dos grandes adversários, esmoreceu e no "canto do cisne" arrecadou o título de campeão que já vinha tentando durante muitos anos, mas depois desapareceu. O próprio Colégio de Gaia e outros clubes perderam competitividade - fruto da agressiva "secagem" empreendida pelo Madeira SAD.

E assim o andebol feminino passou a ter o Madeira SAD com o ceptro, e todos os restantes muitos furos abaixo.

Entretanto o Alavarium que ia tendo boas jogadoras da formação, com uma ou outra época de destaque, muito por culpa do Ulisses Pereira (que grande trabalho fez pelo andebol de Aveiro), congregou produtos da formação com a aquisição de boas jogadoras, que só foi conseguido pela mesma receita do Madeira SAD: benditos fundos monetários. E conseguiu. Destronou o Madeira SAD.

Mas esta situação também só foi conseguida porque, paralelamente a esse investimento, o Madeira SAD deixou de conseguir manter o investimento que sistematicamente vinha realizando e que até lhe possibilitava ter equipas que se batiam com honra nas competições europeias.

Actualmente temos várias equipas que se podem considerar equiparadas:

O Madeira SAD onde o dinheiro ainda faz diferença (com relatos de muitos salários em atraso pelo meio), permitindo-lhes ter plantéis capazes e com excelentes executantes. 

O Alavarium que vai mantendo uma base, e que parece ser já um clube apetecível para muitas jogadoras.

O Colégio de Gaia que reuniu em si muitas das melhores jogadoras do Grande Porto, indo pescar ao CALE (as filhas do Resende, por exemplo), ao Académico do Porto e até ao próprio Alavarium.

E o Colégio João de Barros, que com audácia se fundiu com o SIR 1.º Maio, conseguindo um leque de boas jogadoras.

Agora, o grande défice da competitividade ao longo dos anos, e que permitiu a supremacia do Madeira SAD, também está relacionado com o próprio quadro competitivo e gestão federativa. Quanto a este ponto não me vou alongar muito, porque tendencialmente são opiniões pessoais, fastidiosas e que para muitos também podem ser vistas como uma consequência dos problemas acima descritos, e não um catalisador dos mesmos. Para mim caminham ambos lado a lado... 

Creio que entramos no andebol feminina numa excelente altura.

O país está mais aberto à concessão de patrocínios às equipas que, por mais ínfimos que possam parecer, muitas vezes possibilitam a sua existência.

Há competitividade como há muitos anos não existia no escalão.

Temos à nossa frente um Carlos Resende que acaba por estar muito por dentro do andebol feminino "por culpa" das filhas. Que se contrate a Ana Seabra para, em conjunto consigo, gerir o nosso andebol. Teríamos muito a ganhar.

Estou muito satisfeito com esta aposta. Vamos ajudar a revigorar a modalidade no país. Vai ser bom. Teremos certamente condições para ser competitivos, e vai óptimo para jogadores que pretendam estudar em Lisboa e manter a prática da modalidade, acreditando que lhes serão dada todas as condições para tal.

Parabéns por esta grande decisão!


O Maiastars é da Maia. Não está inscrito na AAPorto. Está em Braga. Logo aí está fod***. Com o Ribas é complicado...

Mesmo assim este ano chegou às meias finais do campeonato.



O CALE poderia dar o salto. Julgo que era o clube com mais atletas federados a nível nacional. Se melhorar algumas vertentes...


Agora sem investimento não ha milagres.

Está em Braga já alguns anos. Birras e lutas de poder... O que não é mau. É consensual que a Associação de Braga tem muito mais poderio do que a Associação do Porto.

Isso vê-se pelas duplas estrategicamente colocadas a apitar o ABC em jogos a doer, principalmente nos jogos da formação.

O CALE tem uma boa adesão de atletas. Um clube que tem desde os Bambis até aos Seniores, em todos os escalões de formação, é de louvar. Ainda assim, faltam apoios e sairem da realidade de "clube de bairro". A mudança de pavilhão tirou um pouco essa conotação, mas mesmo assim ainda têm demasiadas raízes à vista. Mas no fundo, são uma bela família todos.

Ainda me lembro do pavilhão deles, o antigo. Bem difícil que era lá jogar... Se no novo tive de sair pela saída de emergência e escoltado pela polícia, imagine-se como era no antigo. Que selva!

acemessiae

Falando do Maiastars, tiveram umas quantas jogadoras a bater com a porta em Maio, antes da Taça de Portugal.

Era de aproveitar e sacar a Diana Oliveira.

Dr.Lecter

Citação de: acemessiae em 30 de Junho de 2018, 00:06
Falando do Maiastars, tiveram umas quantas jogadoras a bater com a porta em Maio, antes da Taça de Portugal.

Era de aproveitar e sacar a Diana Oliveira.

E o masculino? O que é que achas que nos falta para chegar lá?

acemessiae

Acabei de descobrir que não vamos ser o único clube masculino a apostar no feminino.

O ABC também vai começar a aposta no próximo ano, à boleia da Juve Mar.

acemessiae

Citação de: Dr.Lecter em 30 de Junho de 2018, 00:09
Citação de: acemessiae em 30 de Junho de 2018, 00:06
Falando do Maiastars, tiveram umas quantas jogadoras a bater com a porta em Maio, antes da Taça de Portugal.

Era de aproveitar e sacar a Diana Oliveira.

E o masculino? O que é que achas que nos falta para chegar lá?

O lateral direito. Sem dúvida.

Pivot acho que os que temos dão conta do recado.

Moreno ofensivamente é o melhor.

Pesqueira defensivamente é muito importante (já percebi que não és grande apreciador  ;D)

Ales não fosse estar marcado, e seria também muito valioso.

Não é por aqui que teremos problemas. Creio mesmo que o nosso problema estará no LD e no Central.

Se por um lado precisamos de alguém que faça descansar o Bélone, por outro lado um Central com características diferentes do Seabra não era mal pensado.

No ano passado existiram jogos em que o Seabra não conseguia produzir o que sabe (por mérito das defesas adversárias e até por estar num dia de menor fulgor) e o João Silva não mostrou ser essa opção fiável. Apesar de lhe reconhecer muito valor a nível defensivo.

Jack Bauer

Citação de: acemessiae em 30 de Junho de 2018, 00:05
Citação de: Jack Bauer em 29 de Junho de 2018, 22:54
Citação de: acemessiae em 29 de Junho de 2018, 17:01
Citação de: Carlsberg87 em 29 de Junho de 2018, 12:22
Madeira SAD tem:

20 Supertaças seguidas: 1998 - 2017

17 Taças de Portugal seguidas: 1998 - 2015

12 Campeonatos Nacionais seguidos: 1997 - 2009


Ganhou internamente seguido:

34 títulos seguidos.

Agora pergunto, foi por isto que Andebol feminino acabou no nosso país?

O andebol feminino bateu no fundo no nosso país há alguns anos, por vários factores: falta de profissionalismo, falta de competitividade e as políticas da estrutura federativa/associativa.

É preciso perceber que o andebol feminino é praticamente amador. Só uma equipa em Portugal é semi-profissional: Madeira SAD. 

Tudo o resto são jogadoras que jogam pelo prazer do jogo, sem apoios e com quadros competitivos que não abonam nada a favor da modalidade.

Enquanto são jovens, jogam perto de casa, sem grandes custos. Mas quando chegam a seniores, muitas vão para universidades, emprego, e outros afazeres naturais da vida, e o que as prende ao andebol? Nada que consiga competir com as obrigações naturais da vida.

Se, pelo menos, conseguissem retirar algum sustento financeiro, isso poderia contrabalançar com os estudos/emprego, mas nem isso.

No andebol feminino vive-se uma realidade em que muitas atletas chegam a nem treinar com a equipa. Simplesmente jogam ao fim de semana...

E depois há o fenómeno Madeira SAD. Dinheiro em abundância quando comparado com outros clubes. Atrai as melhores jogadores, e com isso trata de acabar com a qualquer tipo de competitividade.

Esta realidade é visível se olharmos para a formação:

Sabem quantos títulos ganha o Madeira na Formação? Zero. Nem sequer é a melhor escola de formação de andebol da Madeira: Bartolomeu Perestrelo, Sports Madeira e até Camacha estão muito acima.

São estas equipas que chegadas a seniores ficam depenadas dos seus valores para o Madeira SAD, geralmente com escala no Sports Madeira (porque as restantes não têm escalão de séniores).

E na formação temos sempre "boas escolas de formação", com boas gerações andebolísticas. Dão cartas nos vários escalões da formação. E depois? Depois as suas jogadores, chegadas à idade de sénior, são obrigadas a desistir da prática da modalidade por causa dos empregos, dos estudos (concentrados nos pólos Porto, Aveiro e Lisboa), ou de outras prioridades que pela naturalidade da vida se sobrepuseram à prática de uma modalidade amadora.

Felizes são o par de clubes que consegue manter uma estrutura minimamente equilibrada, provinda da formação até à equipa sénior, para tentar ombrear com o gigante Madeira SAD.

O Maiastars teve há uma década atrás um sete muito bom – do melhor dos nossos escalões de formação da altura. Chegadas a sénior, não duraram um ano todas juntas. Uma foi estudar para Lisboa, outra foi para o Madeira SAD, outra "desertou" para o Colégio de Gaia, e as que ficaram acabaram por se tornar insuficientes para almejarem a ser a equipa-sombra do Madeira.

O JAC Alcanena formou também uma base muito boa. Jogaram um ano juntas, com muito esforço de muitas jogadores já na Universidade. Fizeram um brilharete para estreia na 1.ª Divisão. Nos anos seguintes desmembraram-se, e por agora muitas delas estão "acondicionadas" no Colégio João de Barros/SIR 1.º de Maio.

Este Colégio João de Barros que foi uma outra equipa muito consistente que tentou bater o Madeira, e com muito êxito atento as condições que iam tendo. Conseguiram uma boa base da formação, com algumas aquisições cirúrgicas de alguns clubes da zona de Leiria/Coimbra/Lisboa.

Enfim, estes são só alguns exemplos.

Se os clubes com formação sénior já são poucos, pior as coisas se tornam quando existiu um equipa durante mais de uma década a "secar" toda a concorrência, contratando tudo o que era boa jogadora a nível nacional.

O Madeira SAD, fruto de ser a única equipa que se pode chamar semi-profissional e onde as jogadores recebiam vencimentos para jogar andebol [entre outras regalias, como emprego garantido na região].

Durante uns anos, mesmo ganhando com muita regularidade, eram escassos os adversários à altura. O Gil Eanes era um dos grandes adversários, esmoreceu e no "canto do cisne" arrecadou o título de campeão que já vinha tentando durante muitos anos, mas depois desapareceu. O próprio Colégio de Gaia e outros clubes perderam competitividade - fruto da agressiva "secagem" empreendida pelo Madeira SAD.

E assim o andebol feminino passou a ter o Madeira SAD com o ceptro, e todos os restantes muitos furos abaixo.

Entretanto o Alavarium que ia tendo boas jogadoras da formação, com uma ou outra época de destaque, muito por culpa do Ulisses Pereira (que grande trabalho fez pelo andebol de Aveiro), congregou produtos da formação com a aquisição de boas jogadoras, que só foi conseguido pela mesma receita do Madeira SAD: benditos fundos monetários. E conseguiu. Destronou o Madeira SAD.

Mas esta situação também só foi conseguida porque, paralelamente a esse investimento, o Madeira SAD deixou de conseguir manter o investimento que sistematicamente vinha realizando e que até lhe possibilitava ter equipas que se batiam com honra nas competições europeias.

Actualmente temos várias equipas que se podem considerar equiparadas:

O Madeira SAD onde o dinheiro ainda faz diferença (com relatos de muitos salários em atraso pelo meio), permitindo-lhes ter plantéis capazes e com excelentes executantes. 

O Alavarium que vai mantendo uma base, e que parece ser já um clube apetecível para muitas jogadoras.

O Colégio de Gaia que reuniu em si muitas das melhores jogadoras do Grande Porto, indo pescar ao CALE (as filhas do Resende, por exemplo), ao Académico do Porto e até ao próprio Alavarium.

E o Colégio João de Barros, que com audácia se fundiu com o SIR 1.º Maio, conseguindo um leque de boas jogadoras.

Agora, o grande défice da competitividade ao longo dos anos, e que permitiu a supremacia do Madeira SAD, também está relacionado com o próprio quadro competitivo e gestão federativa. Quanto a este ponto não me vou alongar muito, porque tendencialmente são opiniões pessoais, fastidiosas e que para muitos também podem ser vistas como uma consequência dos problemas acima descritos, e não um catalisador dos mesmos. Para mim caminham ambos lado a lado... 

Creio que entramos no andebol feminina numa excelente altura.

O país está mais aberto à concessão de patrocínios às equipas que, por mais ínfimos que possam parecer, muitas vezes possibilitam a sua existência.

Há competitividade como há muitos anos não existia no escalão.

Temos à nossa frente um Carlos Resende que acaba por estar muito por dentro do andebol feminino "por culpa" das filhas. Que se contrate a Ana Seabra para, em conjunto consigo, gerir o nosso andebol. Teríamos muito a ganhar.

Estou muito satisfeito com esta aposta. Vamos ajudar a revigorar a modalidade no país. Vai ser bom. Teremos certamente condições para ser competitivos, e vai óptimo para jogadores que pretendam estudar em Lisboa e manter a prática da modalidade, acreditando que lhes serão dada todas as condições para tal.

Parabéns por esta grande decisão!


O Maiastars é da Maia. Não está inscrito na AAPorto. Está em Braga. Logo aí está fod***. Com o Ribas é complicado...

Mesmo assim este ano chegou às meias finais do campeonato.



O CALE poderia dar o salto. Julgo que era o clube com mais atletas federados a nível nacional. Se melhorar algumas vertentes...


Agora sem investimento não ha milagres.

Está em Braga já alguns anos. Birras e lutas de poder... O que não é mau. É consensual que a Associação de Braga tem muito mais poderio do que a Associação do Porto.

Isso vê-se pelas duplas estrategicamente colocadas a apitar o ABC em jogos a doer, principalmente nos jogos da formação.

O CALE tem uma boa adesão de atletas. Um clube que tem desde os Bambis até aos Seniores, em todos os escalões de formação, é de louvar. Ainda assim, faltam apoios e sairem da realidade de "clube de bairro". A mudança de pavilhão tirou um pouco essa conotação, mas mesmo assim ainda têm demasiadas raízes à vista. Mas no fundo, são uma bela família todos.

Ainda me lembro do pavilhão deles, o antigo. Bem difícil que era lá jogar... Se no novo tive de sair pela saída de emergência e escoltado pela polícia, imagine-se como era no antigo. Que selva!

O antigo? Cohaemato? Era dentro de uma cooperativa. Se for esse ainda o conheci ringue. Mas cheguei a jogar lá já pavilhão.


O CALE nasceu pq o Leça FC terminou. A base foi toda do Leça. Ainda hoje há pessoas da fundação...e laços familiares em algumas equipas. Devias ter jogado no Custodio Antunes, ao lado do estádio. Piso de cimento.

Dr.Lecter

Citação de: acemessiae em 30 de Junho de 2018, 00:15
Citação de: Dr.Lecter em 30 de Junho de 2018, 00:09
Citação de: acemessiae em 30 de Junho de 2018, 00:06
Falando do Maiastars, tiveram umas quantas jogadoras a bater com a porta em Maio, antes da Taça de Portugal.

Era de aproveitar e sacar a Diana Oliveira.

E o masculino? O que é que achas que nos falta para chegar lá?

O lateral direito. Sem dúvida.

Pivot acho que os que temos dão conta do recado.

Moreno ofensivamente é o melhor.

Pesqueira defensivamente é muito importante (já percebi que não és grande apreciador  ;D)

Ales não fosse estar marcado, e seria também muito valioso.

Não é por aqui que teremos problemas. Creio mesmo que o nosso problema estará no LD e no Central.

Se por um lado precisamos de alguém que faça descansar o Bélone, por outro lado um Central com características diferentes do Seabra não era mal pensado.

No ano passado existiram jogos em que o Seabra não conseguia produzir o que sabe (por mérito das defesas adversárias e até por estar num dia de menor fulgor) e o João Silva não mostrou ser essa opção fiável. Apesar de lhe reconhecer muito valor a nível defensivo.

Não gosto nada do Pesqueira não lol

Mas a leitura é a mesma

TeamRocket37

Sem o Xico Pereira e o João Silva lesionados não será melhor ir buscar um central?

Dr.Lecter

Citação de: Carlsberg87 em 30 de Junho de 2018, 01:20
Sem o Xico Pereira e o João Silva lesionados não será melhor ir buscar um central?

Lateral-direito.

Bélone faz as vezes de central, tem QI andebolístico mais do que suficiente para isso, e o próprio Vidrago jogou a central no ABC com o Resende.

BlankFile

O Hugo Lima deveria regressar.

Eterno Benfica

Está aqui registado um primo do Francisco, pode ser que dê mais informações sobre a lesão.

nightcrowler

Péssima esta notícia do Francisco... Que azar do caraças, dia de más notícias. Enfim!


Quanto a um central, seria impossível tentar o regresso do Gonçalo Ribeiro? Não faço ideia de como lhe correu a época em França, mas parece-me alguém com MUITO potencial para a nossa realidade