As Finanças do Benfica

unumpluribus

Divida Bancaria

2015 - 264 milhoes \ 2017 - 124 milhoes

Gastos em Juros 2015 - 2016 - 2017

19M + 20M + 17M

Ou seja nos ultimos 3 anos o Benfica gastou em juros de divida bancária 56 milhões, ultimos 4 anos 77 milhões e por ai. Em pagamentos ao bancos foram 140 milhoes, grande parte trocada por emprestimos obrigacionistas.

São 196M em 3 anos para os bancos, qualquer coisa como 65 milhões ao ano para os bancos.

O Benfica com o resultado do primeiro semestre com 53 milhoes de corte no passivo, mais o factoring da NOS, acabou com a divida bancaria.

Por 17 milhões de juros por um contrato de factoring de 5 anos o Benfica deixou de pagar 20 milhões de juros ao ano e pagar mais 40 milhoes em devoluções.


Este é o quadro principal, nem vale a pena estar a perder tempo com contas ao juros.

Basicamente o Benfica anualmente vai libertar em juros e pagamentos aos bancos mais do que entregou do contrato da NOS.

Agora resta ir diminuindo paulatinamente os emprestimos obrigacionistas em tamanho e em juros.


Se estiver enganado alguem me corriga, acho q n estou.

https://ibb.co/mQY0Wo
https://ibb.co/eFbXcT
https://ibb.co/bO6nBo
https://ibb.co/eEA8HT


E assim se explica os Ferreyras e os Bernards.

ff77

Citação de: unumpluribus em 09 de Julho de 2018, 22:24
Divida Bancaria

2015 - 264 milhoes \ 2017 - 124 milhoes

Gastos em Juros 2015 - 2016 - 2017

19M + 20M + 17M

Ou seja nos ultimos 3 anos o Benfica gastou em juros de divida bancária 56 milhões, ultimos 4 anos 77 milhões e por ai. Em pagamentos ao bancos foram 140 milhoes, grande parte trocada por emprestimos obrigacionistas.

São 196M em 3 anos para os bancos, qualquer coisa como 65 milhões ao ano para os bancos.

O Benfica com o resultado do primeiro semestre com 53 milhoes de corte no passivo, mais o factoring da NOS, acabou com a divida bancaria.

Por 17 milhões de juros por um contrato de factoring de 5 anos o Benfica deixou de pagar 20 milhões de juros ao ano e pagar mais 40 milhoes em devoluções.


Este é o quadro principal, nem vale a pena estar a perder tempo com contas ao juros.

Basicamente o Benfica anualmente vai libertar em juros e pagamentos aos bancos mais do que entregou do contrato da NOS.

Agora resta ir diminuindo paulatinamente os emprestimos obrigacionistas em tamanho e em juros.


Se estiver enganado alguem me corriga, acho q n estou.

https://ibb.co/mQY0Wo
https://ibb.co/eFbXcT
https://ibb.co/bO6nBo
https://ibb.co/eEA8HT


E assim se explica os Ferreyras e os Bernards.
Acabou com dívida bancária mas não acabou com dívida financeira.
Está exposto a um risco grande tb que é o mercado obrigacionista mas tb foi meio empurrado para isso pelos bancos portugueses com quem trabalhava.
O factoring é financeiraemntr vantajoso porque tem um custo de dívida inferior ao que tinham as linhas de financiamento que amortizou.
Terás ainda custos financeiros de toda a componente obrigacionista, juros do factoring que serão reconhecidos ao longo dos 5 anos e ainda qq de financiamentos ainda existentes.

boladeneve

Malu, perdoa-me a preguicite de ir olhar para os números, e também alguma ignorância, nomeadamente sobre o prazo máximo para abatimento de prejuízos acumulados...

Em tua análise, com esta estratégia de recuperação do CP, não estará a SAD em risco de começar a levar marteladas de IRC?

De que forma pode a SAD ambicionar uma contínua redução do passivo financeiro, sem levar a dita martelada? Não é virtualmente impossível reduzir este passivo sem resultados líquidos sempre bons?

Podem estes empréstimos de jogadores com mercado, como o Talisca, o Jiménez e o Carrillo, ter a ver com alguma necessidade já de diferir proveitos com transferências?

Esgotados os investimentos estruturais, o problema ainda se agravará mais...

MALU15

Citação de: boladeneve em 09 de Julho de 2018, 23:51
Malu, perdoa-me a preguicite de ir olhar para os números, e também alguma ignorância, nomeadamente sobre o prazo máximo para abatimento de prejuízos acumulados...

Em tua análise, com esta estratégia de recuperação do CP, não estará a SAD em risco de começar a levar marteladas de IRC?

De que forma pode a SAD ambicionar uma contínua redução do passivo financeiro, sem levar a dita martelada? Não é virtualmente impossível reduzir este passivo sem resultados líquidos sempre bons?

Podem estes empréstimos de jogadores com mercado, como o Talisca, o Jiménez e o Carrillo, ter a ver com alguma necessidade já de diferir proveitos com transferências?

Esgotados os investimentos estruturais, o problema ainda se agravará mais...
Tocaste num ponto muito sensível da vida das empresas, mas porque esta matéria é tb muito técnica,  escapa por isso à maioria das pessoas, e por razões óbvias também  não há análises, até porque os planeamentos fiscais fora de certos parâmetros são muito vistoriados por parte da AF.

No que diz respeito à BSAD, para além do acompanhamento que tem de ser feito em relação ao apuramento da matéria colectável em sede de IRC, há que ter em conta ainda à principal componente dos seus resultados, que são as mais-valias obtidas com a venda de atletas (activos intangíveis) que estão sujeitas a um regime muito específico de tributação, que passa tb por um controlo muito apertado do processo de diferimento dessas tributações e consequente processo de reinvestimento (novas aquisições), daí o existirem aquisições só compreensíveis para cumprir certos pressupostos, sem quais a SAD corre o risco de ter tributações adicionais, e isto é uma matéria, como se compreenderá, que não pode vir a lume, por mais que os arautos da transparência o queiram.

Quanto ao reporte dos prejuízos fiscais, é uma matéria que tem tido muitas alterações na legislação que lhe dá cobertura. Atualmente os prejuízos podem ser recuperados durante 5 anos (mas entre 2014 e 2016 foram 12 anos), com o pormenor da dedução não poder exceder o montante de 70% do lucro tributável apurado em cada exercício, o que obriga a alguma ginástica para que não haja perda de eficiência fiscal.

Tendo por base a última informação conhecida (R&C de 30JUN17) que não incorpora ainda os efeitos do exercício fiscal de 2017, a BSAD no seu conjunto (ver Nota 13 do R&C – Pag 127) tinha ainda cerca de 42M de valor bruto de matéria colectável (cerca de 10M de imposto) por recuperar com datas limite que iam de 30.06.2018 a 2028, em função da retroatividade das operações/exercícios.

Para aumentar o grau de dificuldade de gestão destas matérias, há que ter ainda em consideração, que pese embora para efeitos de consolidação contabilística o que vale são os resultados consolidados do Grupo da BSAD, mas para efeitos fiscais, como não há consolidação fiscal, o que conta é a realidade individual de cada uma das empresas (SAD, BEstádio e BTV, ...).

Vou tentar agora responder em concreto às questões que colocaste:
1.Sobre os prazos máximos, já respondi. Há vários em função da alteração da lei e do apuramento de IRC em cada exercício.
2.A estratégia de recuperação dos CP não tem implicações directas naquilo a que chamas de marteladas de IRC. Digamos que a situação dos CP será sempre a resultante do processo de formação do resultado em cada exercício, no qual há que ter sempre como 1º objectivo a obtenção do melhor resultado, pagando tb o menor imposto possível.
3.A redução do passivo financeiro é um exercício continuado, para o qual as contribuições de resultados em cada ano são importantes, mas tb é necessário ter em consideração os meios financeiros libertos, pois nem sempre as empresas com resultados positivos "ganham dinheiro", acontecendo por vezes até o contrário.
4.Pelo que já referi até em posts anteriores, um adequado planeamento fiscal está sempre associado ao planeamento dos resultados em cada exercício, sendo por isso muito importante que todas das decisões que se traduzam em impactos significativos no volume de mais-valias e de investimento, sejam devidamente planeadas sob pena dos seus efeitos não produzirem os melhores resultados. E sobre isto o DSO e os seus assessores saberão melhor que ninguém como fazer. A situação nunca se esgota, há é que ir adaptando as estratégias a cada momento.

boladeneve

Citação de: MALU15 em 10 de Julho de 2018, 12:34
Citação de: boladeneve em 09 de Julho de 2018, 23:51
Malu, perdoa-me a preguicite de ir olhar para os números, e também alguma ignorância, nomeadamente sobre o prazo máximo para abatimento de prejuízos acumulados...

Em tua análise, com esta estratégia de recuperação do CP, não estará a SAD em risco de começar a levar marteladas de IRC?

De que forma pode a SAD ambicionar uma contínua redução do passivo financeiro, sem levar a dita martelada? Não é virtualmente impossível reduzir este passivo sem resultados líquidos sempre bons?

Podem estes empréstimos de jogadores com mercado, como o Talisca, o Jiménez e o Carrillo, ter a ver com alguma necessidade já de diferir proveitos com transferências?

Esgotados os investimentos estruturais, o problema ainda se agravará mais...
Tocaste num ponto muito sensível da vida das empresas, mas porque esta matéria é tb muito técnica,  escapa por isso à maioria das pessoas, e por razões óbvias também  não há análises, até porque os planeamentos fiscais fora de certos parâmetros são muito vistoriados por parte da AF.

No que diz respeito à BSAD, para além do acompanhamento que tem de ser feito em relação ao apuramento da matéria colectável em sede de IRC, há que ter em conta ainda à principal componente dos seus resultados, que são as mais-valias obtidas com a venda de atletas (activos intangíveis) que estão sujeitas a um regime muito específico de tributação, que passa tb por um controlo muito apertado do processo de diferimento dessas tributações e consequente processo de reinvestimento (novas aquisições), daí o existirem aquisições só compreensíveis para cumprir certos pressupostos, sem quais a SAD corre o risco de ter tributações adicionais, e isto é uma matéria, como se compreenderá, que não pode vir a lume, por mais que os arautos da transparência o queiram.

Quanto ao reporte dos prejuízos fiscais, é uma matéria que tem tido muitas alterações na legislação que lhe dá cobertura. Atualmente os prejuízos podem ser recuperados durante 5 anos (mas entre 2014 e 2016 foram 12 anos), com o pormenor da dedução não poder exceder o montante de 70% do lucro tributável apurado em cada exercício, o que obriga a alguma ginástica para que não haja perda de eficiência fiscal.

Tendo por base a última informação conhecida (R&C de 30JUN17) que não incorpora ainda os efeitos do exercício fiscal de 2017, a BSAD no seu conjunto (ver Nota 13 do R&C – Pag 127) tinha ainda cerca de 42M de valor bruto de matéria colectável (cerca de 10M de imposto) por recuperar com datas limite que iam de 30.06.2018 a 2028, em função da retroatividade das operações/exercícios.

Para aumentar o grau de dificuldade de gestão destas matérias, há que ter ainda em consideração, que pese embora para efeitos de consolidação contabilística o que vale são os resultados consolidados do Grupo da BSAD, mas para efeitos fiscais, como não há consolidação fiscal, o que conta é a realidade individual de cada uma das empresas (SAD, BEstádio e BTV, ...).

Vou tentar agora responder em concreto às questões que colocaste:
1.Sobre os prazos máximos, já respondi. Há vários em função da alteração da lei e do apuramento de IRC em cada exercício.
2.A estratégia de recuperação dos CP não tem implicações directas naquilo a que chamas de marteladas de IRC. Digamos que a situação dos CP será sempre a resultante do processo de formação do resultado em cada exercício, no qual há que ter sempre como 1º objectivo a obtenção do melhor resultado, pagando tb o menor imposto possível.
3.A redução do passivo financeiro é um exercício continuado, para o qual as contribuições de resultados em cada ano são importantes, mas tb é necessário ter em consideração os meios financeiros libertos, pois nem sempre as empresas com resultados positivos "ganham dinheiro", acontecendo por vezes até o contrário.
4.Pelo que já referi até em posts anteriores, um adequado planeamento fiscal está sempre associado ao planeamento dos resultados em cada exercício, sendo por isso muito importante que todas das decisões que se traduzam em impactos significativos no volume de mais-valias e de investimento, sejam devidamente planeadas sob pena dos seus efeitos não produzirem os melhores resultados. E sobre isto o DSO e os seus assessores saberão melhor que ninguém como fazer. A situação nunca se esgota, há é que ir adaptando as estratégias a cada momento.

És uma máquina.

Sobre o ponto 2, entendo isso, mas teoricamente, ao recuperar os CP, não significa que o acumulado de resultados positivos e negativos se equivale? Ou seja, não é o ponto a partir do qual não haverá nada a deduzir e portanto os lucros passam a ser tributados em sede de IRC (quando não distribuídos)?

Onde leio sobre esse regime de tributação específico para mais valias sobre transferências de jogadores?

É realmente uma pena esta matérias serem tão técnicas, porque explicam muito sobre certas opções gestinoárias que tornam irrespiráveis os tópicos do DSO e do LFV.

Carminati

Grande explicação Malu.

Este é um dos poucos tópicos onde se foge aos lugares comuns e se aprende alguma coisa.

A questão da tributação das mais valias resultante das transferencias é interessante.

Se nao estou erro esta é uma das explicações para que grandes empresas estarem sedeadas no Luxemburgo, Holanda , etc, para quando houver vendas de activo a tributação ser mais baixa.

MALU15

#65376
Citação de: boladeneve em 10 de Julho de 2018, 12:45
Citação de: MALU15 em 10 de Julho de 2018, 12:34
Citação de: boladeneve em 09 de Julho de 2018, 23:51
Malu, perdoa-me a preguicite de ir olhar para os números, e também alguma ignorância, nomeadamente sobre o prazo máximo para abatimento de prejuízos acumulados...

Em tua análise, com esta estratégia de recuperação do CP, não estará a SAD em risco de começar a levar marteladas de IRC?

De que forma pode a SAD ambicionar uma contínua redução do passivo financeiro, sem levar a dita martelada? Não é virtualmente impossível reduzir este passivo sem resultados líquidos sempre bons?

Podem estes empréstimos de jogadores com mercado, como o Talisca, o Jiménez e o Carrillo, ter a ver com alguma necessidade já de diferir proveitos com transferências?

Esgotados os investimentos estruturais, o problema ainda se agravará mais...
Tocaste num ponto muito sensível da vida das empresas, mas porque esta matéria é tb muito técnica,  escapa por isso à maioria das pessoas, e por razões óbvias também  não há análises, até porque os planeamentos fiscais fora de certos parâmetros são muito vistoriados por parte da AF.

No que diz respeito à BSAD, para além do acompanhamento que tem de ser feito em relação ao apuramento da matéria colectável em sede de IRC, há que ter em conta ainda à principal componente dos seus resultados, que são as mais-valias obtidas com a venda de atletas (activos intangíveis) que estão sujeitas a um regime muito específico de tributação, que passa tb por um controlo muito apertado do processo de diferimento dessas tributações e consequente processo de reinvestimento (novas aquisições), daí o existirem aquisições só compreensíveis para cumprir certos pressupostos, sem quais a SAD corre o risco de ter tributações adicionais, e isto é uma matéria, como se compreenderá, que não pode vir a lume, por mais que os arautos da transparência o queiram.

Quanto ao reporte dos prejuízos fiscais, é uma matéria que tem tido muitas alterações na legislação que lhe dá cobertura. Atualmente os prejuízos podem ser recuperados durante 5 anos (mas entre 2014 e 2016 foram 12 anos), com o pormenor da dedução não poder exceder o montante de 70% do lucro tributável apurado em cada exercício, o que obriga a alguma ginástica para que não haja perda de eficiência fiscal.

Tendo por base a última informação conhecida (R&C de 30JUN17) que não incorpora ainda os efeitos do exercício fiscal de 2017, a BSAD no seu conjunto (ver Nota 13 do R&C – Pag 127) tinha ainda cerca de 42M de valor bruto de matéria colectável (cerca de 10M de imposto) por recuperar com datas limite que iam de 30.06.2018 a 2028, em função da retroatividade das operações/exercícios.

Para aumentar o grau de dificuldade de gestão destas matérias, há que ter ainda em consideração, que pese embora para efeitos de consolidação contabilística o que vale são os resultados consolidados do Grupo da BSAD, mas para efeitos fiscais, como não há consolidação fiscal, o que conta é a realidade individual de cada uma das empresas (SAD, BEstádio e BTV, ...).

Vou tentar agora responder em concreto às questões que colocaste:
1.Sobre os prazos máximos, já respondi. Há vários em função da alteração da lei e do apuramento de IRC em cada exercício.
2.A estratégia de recuperação dos CP não tem implicações directas naquilo a que chamas de marteladas de IRC. Digamos que a situação dos CP será sempre a resultante do processo de formação do resultado em cada exercício, no qual há que ter sempre como 1º objectivo a obtenção do melhor resultado, pagando tb o menor imposto possível.
3.A redução do passivo financeiro é um exercício continuado, para o qual as contribuições de resultados em cada ano são importantes, mas tb é necessário ter em consideração os meios financeiros libertos, pois nem sempre as empresas com resultados positivos "ganham dinheiro", acontecendo por vezes até o contrário.
4.Pelo que já referi até em posts anteriores, um adequado planeamento fiscal está sempre associado ao planeamento dos resultados em cada exercício, sendo por isso muito importante que todas das decisões que se traduzam em impactos significativos no volume de mais-valias e de investimento, sejam devidamente planeadas sob pena dos seus efeitos não produzirem os melhores resultados. E sobre isto o DSO e os seus assessores saberão melhor que ninguém como fazer. A situação nunca se esgota, há é que ir adaptando as estratégias a cada momento.

És uma máquina.

Sobre o ponto 2, entendo isso, mas teoricamente, ao recuperar os CP, não significa que o acumulado de resultados positivos e negativos se equivale? Ou seja, não é o ponto a partir do qual não haverá nada a deduzir e portanto os lucros passam a ser tributados em sede de IRC (quando não distribuídos)?

Isso não funciona assim. O ac. de Resultados traduz apenas o efeito do que foram as várias aplicações de resultados em cada ano, e na tendência actual, vai-se aproximar do zero e depois de valores positivos em função dos resultados de cada ano. É evidente que este valor no Balanço traduz o passado da empresa, e quando maior for melhor será a situação económica e financeira.
Uma empresa que gere sempre lucros nunca terá prejuízos fiscais reportáveis, mas terá sempre maior ou menor eficiência fiscal em função da forma como forem acautelados determinados aspectos. Um resultado fiscal deverá ser sempre menor que o resultado contabilístico.

Convém teres presente que se o acumulado de resultados transitados é negativo, isso traduz na prática o acumulado dos défices apurados em cada exercício, e que para além do seu efeito contabilístico no Balanço, ele obriga ao seu financiamento, mediante capitais alheios se os próprios (cap social dos accionistas) não existirem, e como tal os empréstimos bancários começam a aparecer como reflexo do endividamento, como foi o caso da BSAD


Onde leio sobre esse regime de tributação específico para mais valias sobre transferências de jogadores?

Não há tratamento específico por serem mais valias de atletas. A ciência fiscal dá-lhe o tratamento previsto para os activos intangíveis, tanto na parte das aquisições e das vendas e ou abates. Apenas existe uma singularidade dos atletas não poderem ser reavaliados, estando por isso sempre registados ao custo histórico. Daí que toda a literatura que existe sobre a parte fiscal tb se aplica às SAD`s. O que complica mais isto são as constantes actualizações legislativas (normalmente Lei do orçamento), que dificulta a gestão das realidades históricas apuradas em cada ano, as quais enquanto não se esgotam os efeitos, têm de ser bem controladas.

É realmente uma pena esta matérias serem tão técnicas, porque explicam muito sobre certas opções gestinoárias que tornam irrespiráveis os tópicos do DSO e do LFV.

Pois é,  é mesmo isso. Eu cá já desisti dessa luta. Como noutras matérias, o domínio dos aspectos técnicos é que ajuda a compreender certas decisões, e não é com o argumento da transparência que isso se resolve, porque certos detalhes não podem ser divulgados. Tb não podemos exigir que a maioria das pessoas dominem essas matérias.

Por maior facilidade de leitura, intercalei as respostas no teu post, que estão em itálico.

MALU15

Citação de: jnp78 em 10 de Julho de 2018, 12:50
Grande explicação Malu.

Este é um dos poucos tópicos onde se foge aos lugares comuns e se aprende alguma coisa.

A questão da tributação das mais valias resultante das transferencias é interessante.

Se nao estou erro esta é uma das explicações para que grandes empresas estarem sedeadas no Luxemburgo, Holanda , etc, para quando houver vendas de activo a tributação ser mais baixa.
Sim, e porque se trata de grupos empresariais, que têm assim tratamentos fiscais mais favoráveis, até porque são tributados pelo lucro consolidado e não individual.

JP1978

Citação de: MALU15 em 10 de Julho de 2018, 14:29
Citação de: jnp78 em 10 de Julho de 2018, 12:50
Grande explicação Malu.

Este é um dos poucos tópicos onde se foge aos lugares comuns e se aprende alguma coisa.

A questão da tributação das mais valias resultante das transferencias é interessante.

Se nao estou erro esta é uma das explicações para que grandes empresas estarem sedeadas no Luxemburgo, Holanda , etc, para quando houver vendas de activo a tributação ser mais baixa.
Sim, e porque se trata de grupos empresariais, que têm assim tratamentos fiscais mais favoráveis, até porque são tributados pelo lucro consolidado e não individual.

Melhor topico de todo o site. Obrigado por todas as noções que explanas aqui. Acredites ou não na maior parte das vezes que venho aqui ler vos sinto que aprendo mais qualquer coisa. Obrigado mais uma vez


Monster

Não e hoje o último dia para a subscrição do EO? Como correu já se sabe de notícias?

JarJar

Citação de: Monster em 13 de Julho de 2018, 15:46
Não e hoje o último dia para a subscrição do EO? Como correu já se sabe de notícias?
Resultados serão apresentados segunda feira, no encerramento da bolsa ás 16h30.

jorgen80

 https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/uk/Documents/sports-business-group/deloitte-uk-sbg-dfml2018.pdf

Como se explica que um clube que faz 213 milhões numa temporada, é capaz de investir mais de 100 milhões em transferências, fora os salários milionários?

Como se explica que o Benfica que tem feito mais de 200 milhões nas últimas temporadas, só consegue comprar lixo, sucata e porcaria? Fora a necessidade de antecipar receitas.

Eu gostava de entender onde está o dinheiro. Gostava.

Maldini

Citação de: jorgen80 em 14 de Julho de 2018, 14:58
https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/uk/Documents/sports-business-group/deloitte-uk-sbg-dfml2018.pdf

Como se explica que um clube que faz 213 milhões numa temporada, é capaz de investir mais de 100 milhões em transferências, fora os salários milionários?

Como se explica que o Benfica que tem feito mais de 200 milhões nas últimas temporadas, só consegue comprar lixo, sucata e porcaria? Fora a necessidade de antecipar receitas.

Eu gostava de entender onde está o dinheiro. Gostava.

Pergunta ao sr.LFV
Ao melhor chairman do mundo DSO
E ao negociador nato e que sem ele não viviamos .... Jorge Mendes

lonstrup

por acaso gostava de perceber se as nossas amortizações anuais de passes têm diminuido, em que medida.

a redução desta despesa para valores anuais de 30ME, e a redução da despesa com dívida bancária previsível, deveriam ser suficiente para estabilizar a coisa no médio prazo.