As Finanças do Benfica

Pedro Neto

Eu nao tenho RedPass, porque nao vivo em Portugal, mas se tivesse nao iria exigir a devolucao. Que esse montante seja usado para pagar os ordenados dos jogadores das modalidades que injustamente sofreram os cortes que os futebolistas nao tiveram. Ja tenho as quotas pagas ate 2022 e se for posssivel pagar ate mais tarde fa-lo-ei.

Madiria

#74371
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2020, 22:07
Citação de: Dr.Lecter em 28 de Abril de 2020, 20:54
Citação de: CitriC em 28 de Abril de 2020, 20:38
Citação de: Dr.Lecter em 28 de Abril de 2020, 19:46
Citric, MALU, quem estiver por dentro.

Em termos de antecipação de receitas da NOS, o período que poderá ser agora suspenso caso a operadora siga a posição da Altice, foi antecipado? Como funciona o regime de pagamentos?

Recordo-me, na altura em que foi feita a operação de antecipação, que foi anunciado que a mesma foi feita "sem desconto". O que é que isso significa ao certo? Que é uma operação que não pode ser revertida e que transferimos o risco de um eventual incumprimento por razões que não nos sejam imputáveis para a entidade que adiantou o dinheiro? É que se é verdade que as operadoras não têm culpa do futebol não se jogar, não menos verdade é que essa circunstância também não é imputável aos clubes nem ao organizador da competição.

Pois, basicamente encontramo-nos numa situação onde ninguém é culpado de nada. E enquanto uns querem receber o dinheiro que foi acordado os outros não querem pagar dinheiro que lhes faz falta e que provavelmente também devido ao seu modelo de negócio e/ou à situação economia mundial actual viram as suas receitas diminuir.

Sim 50% da época 2019/2020 foi antecipado e foi sem recurso. Isto significa que o SL Benfica já recebeu o dinheiro e não corremos o risco de ficarmos sem receber o dinheiro da NOS. A operação não pode ser revertida e não corremos risco de qualquer incumprimento.


Por outro lado apenas adiantámos 50% , ou seja existe o risco de não virmos a receber os restantes 50% obviamente.

Sabes alguma coisa sobre a cadência dos pagamentos? Isto é, se o que resta pagar até ao final da temporada são mesmo 50% ou se os pagamentos vão ocorrendo ao longo da temporada e, por essa razão, o valor em que potencialmente poderemos "arder" ser menor?
Para alem do que já disse o Citric, eu acrescento o seguinte:
Uma resposta cabal a estas questões só pode ser dada com o conhecimento dos contratos em termos literais, porque é sempre isso que regula estas relações.
Para além disso, normalmente este tipo de contratos anuais são facturados no inicio do trimestre a que dizem respeito os serviços, ocorrendo o seu pagamento durante o decorrer do trimestre.

No entanto, também é normal acontecer que mesmo após ter ocorrido os movimentos antes descritos, podem sempre ocorrer ajustamentosà posteriores  (notas de crédito) à facturação emitida, pois havendo boa fé entre as entidades essas regularizações posteriores são aceites sempre por ambas as partes sem grande discussão.

Quanto à questão da parte da época que foi objecto da operação de desconto sem recurso, convem ter presente que esta operação da BSAD para avançar teve  a concordância da NOS, e a resposta ao período (meses) que foram incluídos, mais uma vez só o conhecimento da letra do contrato pode esclarecer essa dúvida.

Para finalizar temos tb de ter presente que o que está na base deste eventual risco associado à incerteza da receita, é uma calamidade pública, que em geral nem está coberto pelas apólices de seguros normalmente utilizadas para garantir a componente dos lucros cessantes das empresas quando ocorrem períodos de inactividade.

100% de acordo com tudo o que foi dito anteriormente.
Só para acresentar (lido com contratos, em áreas distintas da que estamos a falar, convém ressalvar), mas para poder responder a estas questões só conhecendo o que está descrito na cláusula "force majeure" ou "act of god".
Este tipo de cláusula normalmente define em quem cai o ônus do incumprimento de contrato devido a estas causas.
Traduzindo, quando acontece uma causa "natural", de "força maior" em que ninguém é culpado... estas cláusulas definem como se dividem as responsabilidades.

Obviamente, que esta epedemia entra nestas cláusulas. Assim sem conhecer o teor dessa cláusula é dificil (ou mesmo impossível) dizer quem é o responsável.
Aliás, mesmo conhecendo letra por letra o conteúdo dessa cláusula, teríamos sempre uma interpretação provável, porque quando uma destas cláusulas é acionada, trás normalmente batalhas jurídicas.

Resumindo, acredito que ninguém neste momento pode afirmar com 100% de certeza que está livre ou não de responsabilidades neste tema.

Por isso, a necessidade de seguir com o campeonato para não se entrar numa situação destas, ainda por cima quando todos os clubes portugues estão tão dependentes destes contratos de adiantamento de receitas

Polaco

Citação de: CitriC em 28 de Abril de 2020, 21:45
Citação de: Dr.Lecter em 28 de Abril de 2020, 20:54
Citação de: CitriC em 28 de Abril de 2020, 20:38
Citação de: Dr.Lecter em 28 de Abril de 2020, 19:46
Citric, MALU, quem estiver por dentro.

Em termos de antecipação de receitas da NOS, o período que poderá ser agora suspenso caso a operadora siga a posição da Altice, foi antecipado? Como funciona o regime de pagamentos?

Recordo-me, na altura em que foi feita a operação de antecipação, que foi anunciado que a mesma foi feita "sem desconto". O que é que isso significa ao certo? Que é uma operação que não pode ser revertida e que transferimos o risco de um eventual incumprimento por razões que não nos sejam imputáveis para a entidade que adiantou o dinheiro? É que se é verdade que as operadoras não têm culpa do futebol não se jogar, não menos verdade é que essa circunstância também não é imputável aos clubes nem ao organizador da competição.

Pois, basicamente encontramo-nos numa situação onde ninguém é culpado de nada. E enquanto uns querem receber o dinheiro que foi acordado os outros não querem pagar dinheiro que lhes faz falta e que provavelmente também devido ao seu modelo de negócio e/ou à situação economia mundial actual viram as suas receitas diminuir.

Sim 50% da época 2019/2020 foi antecipado e foi sem recurso. Isto significa que o SL Benfica já recebeu o dinheiro e não corremos o risco de ficarmos sem receber o dinheiro da NOS. A operação não pode ser revertida e não corremos risco de qualquer incumprimento.


Por outro lado apenas adiantámos 50% , ou seja existe o risco de não virmos a receber os restantes 50% obviamente.

Sabes alguma coisa sobre a cadência dos pagamentos? Isto é, se o que resta pagar até ao final da temporada são mesmo 50% ou se os pagamentos vão ocorrendo ao longo da temporada e, por essa razão, o valor em que potencialmente poderemos "arder" ser menor?

Aquilo que sei é :

1- A NOS acordou pagar pelos direitos de transmissão televisiva e multimédia dos jogos do relativos à época 2019/2020, 30M€ (acrescidos de IVA)

2- A NOS acordou pagar pela cessão dos direitos da BTV para a época 2019/2020, 8M€ (acrescidos de IVA)

Ou seja um total de 38M.

3- Este valor é pago em 4 prestações.

4- Para a época de 2019/2020 a NOS paga, em cada prestação, o montante de 9.5 Milhões. (Se tivermos em conta que já adiantámos 50% então recebemos 4 prestações de 4.75 Milhões de euros.)

5- A última que recebemos foi no dia 30 Março. Se a Altice pagou o mês de Março estou em crer que a NOS também o fez.

6- A questão levantar-se-á em relação à última prestação, que está prevista para o próximo dia 30 de Maio.

7- Numa situação normal, se a NOS não cumprisse com o pagamento ficaria obrigada a pagar juros pelo período decorrente entre a data de pagamento e a data de liquidação à taxa EURIBOR a seis meses acrescida de 8%. No caso duma pandemia não faço ideia do que a legislação dita.


Estás esclarecido?

Só um detalhe, o 2º pagmto não será antes em 30Jun ? e depois 31 SET e 31DEZ ? e nesse caso, só vejo que estejam em perigo duas prestações.
Nesse caso, era negociar com a NOS para pagarem na mesma os  duas prestações, e dar-lhes mais um mês de contrato.
O grande problema aqui é que neste caso e como é normal em Portugal com as grandes empresas, a NOS e a Altice estão combinadas nas suas reacções e fazem uma espécie de lóbi. Porque a Altice parece que está falida mas não é por Portugal de certeza. Já a NOS deve estar muito bem muito obrigado, e pode concerteza pagar e até aceitar aquela sugestão que faço acima.

samura2


aquaris

Citação de: samura2 em 01 de Maio de 2020, 12:34
A Altice está falida??
já estava antes de comprar a PT, por isso não significa nada.

Monster

Citação de: samura2 em 01 de Maio de 2020, 12:34
A Altice está falida??

A Altice sempre foi uma empresa de capital de risco e manhosa.... Alias o facto de comprar a agora antiga PT sempre foi meio que um desvio ao padrão deles!
Sempre achei a Altice meio que um sistema de Ponzzi camuflado de grande empresa....
Vamos ver mas nunca me pareceu que fossem de grande solidez financeira e ética!

montana slb

Sei que nada é certo neste momento no futebol e com esta crise onde nao se sabe ainda nada das percas.
Alguem me sabe dizer até  quanto poderá ser o envelope paro mercado de verão?
Segunda pergunta se nao seria vantajoso com as desvalorizações dos atletas pedir a banca um empréstimo para poder investir no mercado?

Monster

Citação de: montana slb em 03 de Maio de 2020, 08:25
Sei que nada é certo neste momento no futebol e com esta crise onde nao se sabe ainda nada das percas.
Alguem me sabe dizer até  quanto poderá ser o envelope paro mercado de verão?
Segunda pergunta se nao seria vantajoso com as desvalorizações dos atletas pedir a banca um empréstimo para poder investir no mercado?

A questão é que a banca esta fechada para dar crédito ao futebol.  E a ser emprestado algum seria a juros altíssimos. Não creio que seja hora de criar divida. E hora de gerir bem o dinheiro que termos para poder estar melhor colocados que outros no mercado.

MALU15

#74378
Exercício fiscal de 2019/20 alargado de 12 para 14 meses

Esta noticia divulgada hoje de que um decreto-lei do Governo, aprovado há alguns dias, abre caminho a que o ano fiscal da Liga coincida com o fim efetivo da época. Essa alteração a concretizar-se pode vir a permitir às SAD`s incluírem um valor considerável de receita, que de outra forma seria excluída.

Estamos a falar de receita dos direitos televisivos e outras receitas (contratos de patrocínios e publicidade, bem como de mais valias de transferências), que ao serem garantidas com o prolongar da época até fim de julho ou fim de agosto podem vir a alterar de forma um pouco estranha as contas dos clubes e das SAD`s do exercício fiscal de 2019/20. Mas convem não esquecer que na eventualidade do exercício fiscal passar a ter 14 meses em vez de 12, há que ter em conta que a nível dos custos também haverá os aumentos correspondentes.

Não se prevendo nenhum ajustamento ao proximo exercício (2020/21) isto teria como implicação imediata que o mesmo passaria a reportar apenas 10 meses e não os 12.

tecoteco

Citação de: MALU15 em 03 de Maio de 2020, 15:14
Exercício fiscal de 2019/20 alargado de 12 para 14 meses

Esta noticia divulgada hoje de que um decreto-lei do Governo, aprovado há alguns dias, abre caminho a que o ano fiscal da Liga coincida com o fim efetivo da época. Essa alteração a concretizar-se pode vir a permitir às SAD`s incluírem um valor considerável de receita, que de outra forma seria excluída.

Estamos a falar de receita dos direitos televisivos e outras receitas (contratos de patrocínios e publicidade, bem como de mais valias de transferências), que ao serem garantidas com o prolongar da época até fim de julho ou fim de agosto podem vir a alterar de forma um pouco estranha as contas dos clubes e das SAD`s do exercício fiscal de 2019/20. Mas convem não esquecer que na eventualidade do exercício fiscal passar a ter 14 meses em vez de 12, há que ter em conta que a nível dos custos também haverá os aumentos correspondentes.

Não se prevendo nenhum ajustamento ao proximo exercício (2020/21) isto teria como implicação imediata que o mesmo passaria a reportar apenas 10 meses e não os 12.

mais uma razão para o Benfica ajustar as remunerações deste exercício.

Pagar 14 salários numa época será complicado. Cerca de 100M€/Ano de custos de pessoal.

Esse ajustamento foi feito para salvar o Porto e poderem vender jogadores em Agosto contando ainda para o exercício 2019/2020.

Laranjeira

Citação de: tecoteco em 03 de Maio de 2020, 16:11
Citação de: MALU15 em 03 de Maio de 2020, 15:14
Exercício fiscal de 2019/20 alargado de 12 para 14 meses

Esta noticia divulgada hoje de que um decreto-lei do Governo, aprovado há alguns dias, abre caminho a que o ano fiscal da Liga coincida com o fim efetivo da época. Essa alteração a concretizar-se pode vir a permitir às SAD`s incluírem um valor considerável de receita, que de outra forma seria excluída.

Estamos a falar de receita dos direitos televisivos e outras receitas (contratos de patrocínios e publicidade, bem como de mais valias de transferências), que ao serem garantidas com o prolongar da época até fim de julho ou fim de agosto podem vir a alterar de forma um pouco estranha as contas dos clubes e das SAD`s do exercício fiscal de 2019/20. Mas convem não esquecer que na eventualidade do exercício fiscal passar a ter 14 meses em vez de 12, há que ter em conta que a nível dos custos também haverá os aumentos correspondentes.

Não se prevendo nenhum ajustamento ao proximo exercício (2020/21) isto teria como implicação imediata que o mesmo passaria a reportar apenas 10 meses e não os 12.

mais uma razão para o Benfica ajustar as remunerações deste exercício.

Pagar 14 salários numa época será complicado. Cerca de 100M€/Ano de custos de pessoal.

Esse ajustamento foi feito para salvar o Porto e poderem vender jogadores em Agosto contando ainda para o exercício 2019/2020.
São como os gatos, tem várias vidas, aliás dão-lhes várias vidas.

MALU15

Citação de: tecoteco em 03 de Maio de 2020, 16:11
Citação de: MALU15 em 03 de Maio de 2020, 15:14
Exercício fiscal de 2019/20 alargado de 12 para 14 meses

Esta noticia divulgada hoje de que um decreto-lei do Governo, aprovado há alguns dias, abre caminho a que o ano fiscal da Liga coincida com o fim efetivo da época. Essa alteração a concretizar-se pode vir a permitir às SAD`s incluírem um valor considerável de receita, que de outra forma seria excluída.

Estamos a falar de receita dos direitos televisivos e outras receitas (contratos de patrocínios e publicidade, bem como de mais valias de transferências), que ao serem garantidas com o prolongar da época até fim de julho ou fim de agosto podem vir a alterar de forma um pouco estranha as contas dos clubes e das SAD`s do exercício fiscal de 2019/20. Mas convem não esquecer que na eventualidade do exercício fiscal passar a ter 14 meses em vez de 12, há que ter em conta que a nível dos custos também haverá os aumentos correspondentes.

Não se prevendo nenhum ajustamento ao proximo exercício (2020/21) isto teria como implicação imediata que o mesmo passaria a reportar apenas 10 meses e não os 12.

mais uma razão para o Benfica ajustar as remunerações deste exercício.

Pagar 14 salários numa época será complicado. Cerca de 100M€/Ano de custos de pessoal.

Esse ajustamento foi feito para salvar o Porto e poderem vender jogadores em Agosto contando ainda para o exercício 2019/2020.
Eu vi apenas a noticia no jornal, não li o dec. lei  que pode abrir a porta à alteração. Mas o que julgo saber destas matérias, a alteração do periodo do exercício fiscal passará sempre por um requerimento individual ao MF, não sendo assim de aplicação automática para todos os clubes e ou SAD`s cujo exercício fiscal vai de Julho a Junho, portanto em linha com as épocas desportivas.
Não é pacífico saber à partida a quem (dentro dos 3 grandes) pode interessar mais a alteração,  do regime, até porque estou convencido que a UEFA para efeitos de controlo do FPF entrará sempre em consideração com essa realidade. As próprias SAD`s na suas prestação de contas, serão sempre obrigadas a produzir informação (nota do anexo) que permita efectuar as comparações das DF`s com períodos anteriores e ou posteriores.

Flavius

"O Benfica, se não jogar, tem uma perda de 25 milhões de euros", diz Diogo Luís

Diogo Luís, antigo futebolista do Benfica, fez as contas às perdas dos três grandes caso os mesmos não efetuem mais nenhuma partida até ao final da temporada.

Em declarações ao programa 'Jogo Económico' da JETV, o economista refere que o Benfica será o clube mais prejudicado com a ausência de encontros.

"Faltam três meses para acabar a competição. Faltam cinco jogos a casa para cada equipa. Estive a ver os três grandes, o Benfica, se não jogar, tem uma perda de 25 milhões de euros. O FC Porto tem 18 milhões e o Sporting 13, já que antecipou algumas verbas", afirmou Diogo Luís.

Devido à pandemia, são vários os clubes que sentiram, a nível financeiro, as consequências da covid-19, tendo entrado em 'lay-off' ou reduzindo os salários do plantel principal.

Diogo Luís critica algumas contas, achando "ridículo" que se justifique as perdas por causa do novo coronavírus, dando o exemplo do FC Porto e a ausência na Liga dos Campeões.

"O ano passado, o FC Porto teve 80 milhões da 'Champions' e agora não e não é por causa da Covid-19. Perder 70% das receitas em três meses é ridículo", salientou.

Como tal, Diogo Luís pensa que este é o momento da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e Liga traçarem um plano para ajudar os clubes profissionais.

"É uma situação difícil, mas se a Federação e a Liga se envolverem, penso que temos capacidade para alcançar um bom plano de tentar agregar um caminho diferente e proporcionar alguma liquidez necessária aos clubes", concluiu.

https://bancada.pt/futebol/portugal/o-benfica-se-nao-jogar-tem-uma-perda-de-25-milhoes-de-euros-diz-diogo-luis

tecoteco

#74383
Prestígio Internacional para o Chico Marques e os Baluartes partilharem!


Um clube "encostado à parede": franceses analisam impacto da Covid-19 nas contas do FC Porto

Eurosport faz retrospetiva financeira do clube que, escrevem, tem entrado num "ciclo vicioso" negativo

O impacto financeiro que o novo surto de coronavírus fez chegar aos clubes europeus de futebol é preocupante e os principais emblemas portugueses não escapam à problemática. A imprensa francesa deu, esta quinta-feira, conta do caso do FC Porto, um clube que, de acordo com a Eurosport, tem sido "um dos mais economicamente frágeis da Europa".

"Durante décadas, ainda para mais além da crise financeira de 2008, o FC Porto tem sido um dos clubes mais economicamente frágeis da Europa. Antes da pandemia de Covid-19 colocar um fim a grande parte dos campeonatos do Velho Continente, a dívida do FC Porto chegava aos 250 milhões de euros. Isto porque os dragões vivem muito graças a fundos, empréstimos bancários enormes e outras receitas sobre as quais não têm qualquer controlo, como os direitos televisivos", avança o artigo da Eurosport.

O "domínio perdido para o Benfica no campeonato português" terá sido um dos motivos que levou o FC Porto a entrar num "ciclo vicioso" financeiro negativo, colocando uma pressão acrescida no que toca à participação do clube nas competições europeias.

"A queda de Portugal no ranking da UEFA complicou o percurso que leva as equipas portuguesas à Liga dos Campeões e, consequentemente, o acesso ao bónus de qualificação para os oitavos-de-final tem sido muito importante para as contas portistas", apontou a 'Eurosport', rematando que o facto do clube portista não ter conseguido alcançar a fase de grupos da Liga dos Campeões "afetou significativamente as contas do clube".

A mira do fair-play financeiro da UEFA no clube presidido por Jorge Nuno Pinto da Costa é um dos fatores que leva o clube a ter de encaixar "cerca de 100 milhões de euros" para encontrar "alguma serenidade" financeira, recorda o portal.

'Millennials' podem salvar o futuro do clube

Além das possíveis saídas de Diogo Leite e Alex Telles, dois dos jogadores portistas com maior mercado na equipa, surgem ainda outros nomes apontados pelo Eurosport, como Fábio Silva, Tomás Esteves, Romário Baró ou até Vítor Ferreira.

Entre estes jogadores formados no Olival, destaque para o nome de Fábio Silva, avançado prodígio português que é detentor da maior cláusula de rescisão de sempre do futebol português - 125 milhões de euros.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/fc-porto/detalhe/um-clube-encostado-a-parede-franceses-analisam-impacto-da-covid-19-nas-contas-do-fc-porto?ref=HP_DestaquesPrincipais



LINK ORIGINAL: https://www.eurosport.fr/football/liga-portugaise/2019-2020/le-fc-porto-monument-en-peril_sto7743685/story.shtml

Maldini

Citação de: tecoteco em 08 de Maio de 2020, 23:49
Prestígio Internacional para o Chico Marques e os Baluartes partilharem!


Um clube "encostado à parede": franceses analisam impacto da Covid-19 nas contas do FC Porto

Eurosport faz retrospetiva financeira do clube que, escrevem, tem entrado num "ciclo vicioso" negativo

O impacto financeiro que o novo surto de coronavírus fez chegar aos clubes europeus de futebol é preocupante e os principais emblemas portugueses não escapam à problemática. A imprensa francesa deu, esta quinta-feira, conta do caso do FC Porto, um clube que, de acordo com a Eurosport, tem sido "um dos mais economicamente frágeis da Europa".

"Durante décadas, ainda para mais além da crise financeira de 2008, o FC Porto tem sido um dos clubes mais economicamente frágeis da Europa. Antes da pandemia de Covid-19 colocar um fim a grande parte dos campeonatos do Velho Continente, a dívida do FC Porto chegava aos 250 milhões de euros. Isto porque os dragões vivem muito graças a fundos, empréstimos bancários enormes e outras receitas sobre as quais não têm qualquer controlo, como os direitos televisivos", avança o artigo da Eurosport.

O "domínio perdido para o Benfica no campeonato português" terá sido um dos motivos que levou o FC Porto a entrar num "ciclo vicioso" financeiro negativo, colocando uma pressão acrescida no que toca à participação do clube nas competições europeias.

"A queda de Portugal no ranking da UEFA complicou o percurso que leva as equipas portuguesas à Liga dos Campeões e, consequentemente, o acesso ao bónus de qualificação para os oitavos-de-final tem sido muito importante para as contas portistas", apontou a 'Eurosport', rematando que o facto do clube portista não ter conseguido alcançar a fase de grupos da Liga dos Campeões "afetou significativamente as contas do clube".

A mira do fair-play financeiro da UEFA no clube presidido por Jorge Nuno Pinto da Costa é um dos fatores que leva o clube a ter de encaixar "cerca de 100 milhões de euros" para encontrar "alguma serenidade" financeira, recorda o portal.

'Millennials' podem salvar o futuro do clube

Além das possíveis saídas de Diogo Leite e Alex Telles, dois dos jogadores portistas com maior mercado na equipa, surgem ainda outros nomes apontados pelo Eurosport, como Fábio Silva, Tomás Esteves, Romário Baró ou até Vítor Ferreira.

Entre estes jogadores formados no Olival, destaque para o nome de Fábio Silva, avançado prodígio português que é detentor da maior cláusula de rescisão de sempre do futebol português - 125 milhões de euros.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/fc-porto/detalhe/um-clube-encostado-a-parede-franceses-analisam-impacto-da-covid-19-nas-contas-do-fc-porto?ref=HP_DestaquesPrincipais



LINK ORIGINAL: https://www.eurosport.fr/football/liga-portugaise/2019-2020/le-fc-porto-monument-en-peril_sto7743685/story.shtml

Esconde isso cara!&€... a pouca esperança que tenho no 38 morre se isso chegs à estrutura