Eleições 2020

Royal_Flush

João Noronha Lopes tem um perfil que me enche as medidas.

Aguardar para ver se e que projecto apresenta.

BARÃO1904

Grande perfil. Vamos ver.
Ex vice presidente da Macdonalds.
Vamos ver se os Vieiristas acham que este também não tem perfil.
Aliás tirando o deus sol ninguém tem capacidades de gerir o clube.

Renegado

Citação de: Aslio em 27 de Junho de 2020, 22:48
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.
Obrigado pelo teu input, mais uma vez.

Entendo o que queres dizer. Independentemente do perfil técnico de JNL, o Benfica, e o futebol, é completamente diferente de uma multinacional como a McDonald's e ele teria de se adaptar e rodear das pessoas certas...

Parece-me, por outro lado, que JNL não é conhecido de uma boa parte dos benfiquistas e que não tem grande relevância atualmente na esfera benfiquista.

Posto isto... porque não JNL como "homem das finanças" de uma lista com um nome forte como presidente? Porque não associar-se, por exemplo, a RGS? Ou a um Bagão Félix, por exemplo?

É minha opinião que o Benfica deve ter nomes elegíveis sólidos para, precisamente, cargos eleitos.
E ter pessoas com capacidade de trabalho, de cariz técnico, que passam ao lado dos holofotes, como o director financeiro, comunicação o mais possível, marketing, comercial e por aí fora.

Só no Benfica, salvo raras excepções, como p. ex. no UK onde os clubes têm dono, é que se vê este tipo de protagonismo que DSO detém no Benfica.

Nomes reconhecidamente idóneos: Presidente, VP's, PMAG e VPMAG, CF e Vice CF. Presidente do CA da SAD (presidente do Clube) e demais administradores.

Depois há restrito circulo de nomes que devem estar expostos ao crivo da C Social: Presidente, diretor de comunicação, VP para as modalidades, treinadores e diretor desportivo.

Não faz sentido nenhum um gestor de sistemas informáticos andar constantemente a dar a cara enquanto homem forte das finanças. Não foi sequer eleito.

Não faz sentido o cargo de CEO no Benfica, quando os sócios elegem precisamente... o CEO para governar.

Essa historia de Chair, CEO, managing director & etc escada abaixo, faz sentido em estruturas acionistas e empresariais com outras características completamente diferentes daquilo que o Benfica, ainda, é. Maioritariamente dos sócios.

O presidente é eleito para alguma coisa, não pode ser para compor ramalhete.

Embora perceba o que dizes, não vejo que um executivo com notoriedade ambicione ser responsável pela área financeira. Além de haver perfis ultra competentes, benfiquistas, até dentro do Benfica, com extraordinárias capacidade para assegurar parte financeira.


Aslio

Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 23:39
Citação de: Aslio em 27 de Junho de 2020, 22:48
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.
Obrigado pelo teu input, mais uma vez.

Entendo o que queres dizer. Independentemente do perfil técnico de JNL, o Benfica, e o futebol, é completamente diferente de uma multinacional como a McDonald's e ele teria de se adaptar e rodear das pessoas certas...

Parece-me, por outro lado, que JNL não é conhecido de uma boa parte dos benfiquistas e que não tem grande relevância atualmente na esfera benfiquista.

Posto isto... porque não JNL como "homem das finanças" de uma lista com um nome forte como presidente? Porque não associar-se, por exemplo, a RGS? Ou a um Bagão Félix, por exemplo?

É minha opinião que o Benfica deve ter nomes elegíveis sólidos para, precisamente, cargos eleitos.
E ter pessoas com capacidade de trabalho, de cariz técnico, que passam ao lado dos holofotes, como o director financeiro, comunicação o mais possível, marketing, comercial e por aí fora.

Só no Benfica, salvo raras excepções, como p. ex. no UK onde os clubes têm dono, é que se vê este tipo de protagonismo que DSO detém no Benfica.

Nomes reconhecidamente idóneos: Presidente, VP's, PMAG e VPMAG, CF e Vice CF. Presidente do CA da SAD (presidente do Clube) e demais administradores.

Depois há restrito circulo de nomes que devem estar expostos ao crivo da C Social: Presidente, diretor de comunicação, VP para as modalidades, treinadores e diretor desportivo.

Não faz sentido nenhum um gestor de sistemas informáticos andar constantemente a dar a cara enquanto homem forte das finanças. Não foi sequer eleito.

Não faz sentido o cargo de CEO no Benfica, quando os sócios elegem precisamente... o CEO para governar.

Essa historia de Chair, CEO, managing director & etc escada abaixo, faz sentido em estruturas acionistas e empresariais com outras características completamente diferentes daquilo que o Benfica, ainda, é. Maioritariamente dos sócios.

O presidente é eleito para alguma coisa, não pode ser para compor ramalhete.

Embora perceba o que dizes, não vejo que um executivo com notoriedade ambicione ser responsável pela área financeira. Além de haver perfis ultra competentes, benfiquistas, até dentro do Benfica, com extraordinárias capacidade para assegurar parte financeira.
Certo, percebo o que dizes e faz sentido.

E claro, qualquer lista que se apresente a eleições tem de ter alguém muito competente a gerir a parte financeira, que é importantíssima no futebol de hoje em dia. Se, eventualmente, o presidente conseguir assegurar isso mesmo, óptimo. Se não, e é o que se passa no Benfica de LFV, ocorre aquilo que dizes, com DSO a procurar protagonismo, a dar a cara demasiadas vezes e a cair muitas vezes na possibilidade (e erro) de transmitir ideias/objetivos distintos das do presidente do clube/SAD.

A verdade é que, parece-me, poucos benfiquistas se lembram de JNL. Admito, também, que não sei, sequer, qual o papel que desempenhou como vice-presidente e se teve papel ativo na recuperação no Benfica pós-VA.

Curiosamente, JNL (vice-presidente) coincidiu durante alguns meses com LFV (gestor para o futebol) no mandato de Vilarinho...

sbremoved_34227

Desagrada-me bastante a eventualidade de haver mais um candidato forte.

Sim, eu sei, democracia e tal, mas é dar a vitória ao Vieira.

Karel Alinho

Citação de: Royal_Flush em 27 de Junho de 2020, 23:26
João Noronha Lopes tem um perfil que me enche as medidas.

Aguardar para ver se e que projecto apresenta.

É isto mesmo: aguardar, serenamente, para perceber se e ao que vem.

Posto isto, se avançar acredito que fosse a candidatura certa contra LFV e aí seria ótimo os outros candidatos da oposição abandonarem a corrida a favor de JNL. Não pode haver dispersão de votos contra LFV.

omgjh

Citação de: Royal_Flush em 27 de Junho de 2020, 23:26
João Noronha Lopes tem um perfil que me enche as medidas.

Aguardar para ver se e que projecto apresenta.
De acordo! Se neste momento me colocassem estas opções, votava em JNL

slbenfica_croft

Não conheço esse Noronha Lopes.

Onde é que viram isso?

maleitao

Citação de: paulocaliarq em 27 de Junho de 2020, 18:04
O RGS só tem de arranjar mais 3 ou 4 Benfiquistas reconhecidos e ter um projeto que passe pelo investimento e manter prata da casa, assim como garantir que fará auditoria ao milímetro a tudo o k esta direção andou a gastar do dinheiro do clube

E para conseguir os 50 votos dos velhotes é atacar o Porto..

mojo_j0jo

Citação de: pica_foices em 27 de Junho de 2020, 21:32
Citação de: kastro em 27 de Junho de 2020, 19:44
Alguém sabe qual é a posição dos candidatos sobre os votos das casas se eventualmente forem eleitos?
RGS acaba com os votos das casas ou mantém?
BCC acaba com os votos das casas ou mantém?


acho que nenhum deles irá dizer que é contra antes da votação
e depois se for eleito certamente tb não irá querer perder esse braço armado



Mas os sócios não podem exigir essa mudança numa assembleia geral ?

Eu até concordo que as casas possam ter votos , mas de uma forma diferente, ou com menos peso.

Agora ter lá um Zé posto pela a direção a suplicar o seu voto, é uma atentado à democracia sinceramente.

PontapeDoIsaias

Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.
Tudo dito.
O Benfica precisa de um sport addict e nao mais um gestor.
Somos um clube de futebol em que Objectivo primario e entretar e ganhar.

_1962_

Neste momento votava claramente no RGS.

É apaixonado pelo Benfica e detesta o porto, duas coisas que o LFV nunca sentiu.

Quero um Benfica com mais paixão, com mais sentimento, com mais intensidade, dentro e fora do campo.







Karel Alinho

Começam a proliferar os bots de LFV e RGS.

Isto até Outubro vai ser um fartote.

King Ghost

Citação de: Aslio em 27 de Junho de 2020, 23:51
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 23:39
Citação de: Aslio em 27 de Junho de 2020, 22:48
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.
Obrigado pelo teu input, mais uma vez.

Entendo o que queres dizer. Independentemente do perfil técnico de JNL, o Benfica, e o futebol, é completamente diferente de uma multinacional como a McDonald's e ele teria de se adaptar e rodear das pessoas certas...

Parece-me, por outro lado, que JNL não é conhecido de uma boa parte dos benfiquistas e que não tem grande relevância atualmente na esfera benfiquista.

Posto isto... porque não JNL como "homem das finanças" de uma lista com um nome forte como presidente? Porque não associar-se, por exemplo, a RGS? Ou a um Bagão Félix, por exemplo?

É minha opinião que o Benfica deve ter nomes elegíveis sólidos para, precisamente, cargos eleitos.
E ter pessoas com capacidade de trabalho, de cariz técnico, que passam ao lado dos holofotes, como o director financeiro, comunicação o mais possível, marketing, comercial e por aí fora.

Só no Benfica, salvo raras excepções, como p. ex. no UK onde os clubes têm dono, é que se vê este tipo de protagonismo que DSO detém no Benfica.

Nomes reconhecidamente idóneos: Presidente, VP's, PMAG e VPMAG, CF e Vice CF. Presidente do CA da SAD (presidente do Clube) e demais administradores.

Depois há restrito circulo de nomes que devem estar expostos ao crivo da C Social: Presidente, diretor de comunicação, VP para as modalidades, treinadores e diretor desportivo.

Não faz sentido nenhum um gestor de sistemas informáticos andar constantemente a dar a cara enquanto homem forte das finanças. Não foi sequer eleito.

Não faz sentido o cargo de CEO no Benfica, quando os sócios elegem precisamente... o CEO para governar.

Essa historia de Chair, CEO, managing director & etc escada abaixo, faz sentido em estruturas acionistas e empresariais com outras características completamente diferentes daquilo que o Benfica, ainda, é. Maioritariamente dos sócios.

O presidente é eleito para alguma coisa, não pode ser para compor ramalhete.

Embora perceba o que dizes, não vejo que um executivo com notoriedade ambicione ser responsável pela área financeira. Além de haver perfis ultra competentes, benfiquistas, até dentro do Benfica, com extraordinárias capacidade para assegurar parte financeira.
Certo, percebo o que dizes e faz sentido.

E claro, qualquer lista que se apresente a eleições tem de ter alguém muito competente a gerir a parte financeira, que é importantíssima no futebol de hoje em dia. Se, eventualmente, o presidente conseguir assegurar isso mesmo, óptimo. Se não, e é o que se passa no Benfica de LFV, ocorre aquilo que dizes, com DSO a procurar protagonismo, a dar a cara demasiadas vezes e a cair muitas vezes na possibilidade (e erro) de transmitir ideias/objetivos distintos das do presidente do clube/SAD.

A verdade é que, parece-me, poucos benfiquistas se lembram de JNL. Admito, também, que não sei, sequer, qual o papel que desempenhou como vice-presidente e se teve papel ativo na recuperação no Benfica pós-VA.

Curiosamente, JNL (vice-presidente) coincidiu durante alguns meses com LFV (gestor para o futebol) no mandato de Vilarinho...
O João Noronha Lopes, potencial candidato com perfil que me agrada bastante, deveria seguir a estratégia do LFV ou RGS e entrar no clube não como presidente, mas como vice ou CEO e posteriormente em eleições futuras apresentar-se sim a presidência.

Ele neste momento não tem a notoriedade nem o mediatismo de outro candidatos junto da grande maioria dos benfiquistas.

E também já não tem muito tempo para conquistar esse terreno.

Pelo que a sua candidatura nesta fase apenas iria dividir quem não quer votar no Vieira.

Infelizmente...