Julian Weigl

Médio, 30 anos,
Alemanha
Equipa Principal: 4 épocas (2020-2022), 115 jogos (8492 minutos), 5 golos

Títulos: Campeonato Nacional (1)

raymanzarek

Citação de: MonstroDasCuecasRotas em 01 de Abril de 2022, 15:15
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 14:32
E eu já deixei aqui uma vez a minha opinião, no entanto irei novamente partilhá-la, porque, felizmente, possuo ainda alguma destreza e capacidade de interpretação cognitiva para fundamentar uma opinião.

Esta baseia-se em factos, na percepção que tenho de futebol adquirida da paixão pelo jogo e de alguma experiência no terreno.

Weigl, na minha humilde opinião, é um médio centro de progressão, com inegável conhecimento do jogo jogado e uma quase perfeita visão do terreno e das equipas em campo.

Tem uma das características mais desejadas para um médio, a visão de jogo aliada à percepção do espaço, o antecipar do movimento tanto do colega como do adversário. Isto é algo inato mas que também se pode desenvolver ou evoluir ao longo do percurso de formação e profissional.

O problema (gritante) no Weigl é que o seu conhecimento técnico táctico não é acompanhado, na minha percepção, de uma estrutura física e mental que valide toda essa qualidade. Em conformidade, a técnica que possui para um médio também é bastante assinalável, mas ele não exponencia essa faculdade com a assiduidade que poderia.

O futebol tem evoluído de forma galopante, e o que é pedido a um médio actualmente difere completamente do que era pedido há 10 ou 15 anos. Não está em causa seres um médio possante, com duas talochas em vez de pés ou que encostas no adversário. Não temos de ter um tractor, parecer ser ou moldar a equipa para destruir.

A questão é que o meio campo moderno alimenta-se de médios refinados, que aliem qualidade técnica a física, sem descurar o rasgo individual, a ocupação de espaços com bola, o transporte em progressão, o apoio interior, o desiquilíbrio.

Se analisarmos qualquer médio de uma equipa moderna de topo (ou de valor equiparado ao Weigl ) encontramos médios que não têm medo de correr com bola, de galgar terreno, que arriscam no remate, que fazem ocasionalmente distribuição de jogo. Que pontualmente vão também à luta.

Weigl não só não arrisca minimamente na progressão, como são raras as vezes em que o vemos conduzir a bola, empurrar a equipa para a frente, mudar o flanco de jogo. Se não são essas as suas especificidades, irá perder mais cedo ou mais tarde a carruagem do futebol de topo, porque o jogador também tem que se adaptar ao contexto, faz parte da sua profissão e do seu percurso enquanto profissional.

E eu realmente não percebo (e não são instruções dadas à equipa ou ao jogador, é mesmo um problema de alguns atletas) o receio de arriscar no remate, de progredir com bola. Ele tem boa visão de jogo e um remate bastante razoável.

Estás a ver? Um post muito bom, com várias críticas e elogios, ao nível de outros que já fizeram aí. Aliás, com bastantes semelhanças a um que o André Sousa fez há dias. Ambos os posts sem margem alguma para falta de aceitação seja de quem for. Nunca vi um post com este tipo de críticas, e fiizeste algumas, ser mal recebido ou fanatizado seja por quem for aqui.

A única coisa que discordo é sobre mudar o flanco do jogo. Fá-lo com alguma regularidade e qualidade até. Ainda que não faça geralmente passes excepcionalmemte longos ao estilo de um Gabriel. Em termos de receber de um lado, ver a oportunidade de meter no homem solto do lado oposto fá-lo com relativa facilidade.


Eu acho é que ele como o faz com relativa facilidade (porque é bom tecnicamente), sempre que tivesse oportunidade, o poderia fazer.

E muitas das vezes tem um colega livre, capacidade de fazer o passe e tem receio de arriscar. É isso que mais me irrita nele, porque sei que se fizesse o passe em 8 das 10 vezes acertava.

E o Gabriel a certa altura também era assim. Por variadíssimas razões, começou a decrescer qualitativamente a olhos vistos e a triplicar passes longos sem nexo.


MonstroDasCuecasRotas

Citação de: Carminati em 01 de Abril de 2022, 15:07
Citação de: Palmeirinha em 01 de Abril de 2022, 15:01
Citação de: Carminati em 01 de Abril de 2022, 14:54
Citação de: Palmeirinha em 01 de Abril de 2022, 14:53
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 14:32
E eu já deixei aqui uma vez a minha opinião, no entanto irei novamente partilhá-la, porque, felizmente, possuo ainda alguma destreza e capacidade de interpretação cognitiva para fundamentar uma opinião.

Esta baseia-se em factos, na percepção que tenho de futebol adquirida da paixão pelo jogo e de alguma experiência no terreno.

Weigl, na minha humilde opinião, é um médio centro de progressão, com inegável conhecimento do jogo jogado e uma quase perfeita visão do terreno e das equipas em campo.

Tem uma das características mais desejadas para um médio, a visão de jogo aliada à percepção do espaço, o antecipar do movimento tanto do colega como do adversário. Isto é algo inato mas que também se pode desenvolver ou evoluir ao longo do percurso de formação e profissional.

O problema (gritante) no Weigl é que o seu conhecimento técnico táctico não é acompanhado, na minha percepção, de uma estrutura física e mental que valide toda essa qualidade. Em conformidade, a técnica que possui para um médio também é bastante assinalável, mas ele não exponencia essa faculdade com a assiduidade que poderia.

O futebol tem evoluído de forma galopante, e o que é pedido a um médio actualmente difere completamente do que era pedido há 10 ou 15 anos. Não está em causa seres um médio possante, com duas talochas em vez de pés ou que encostas no adversário. Não temos de ter um tractor, parecer ser ou moldar a equipa para destruir.

A questão é que o meio campo moderno alimenta-se de médios refinados, que aliem qualidade técnica a física, sem descurar o rasgo individual, a ocupação de espaços com bola, o transporte em progressão, o apoio interior, o desiquilíbrio.

Se analisarmos qualquer médio de uma equipa moderna de topo (ou de valor equiparado ao Weigl ) encontramos médios que não têm medo de correr com bola, de galgar terreno, que arriscam no remate, que fazem ocasionalmente distribuição de jogo. Que pontualmente vão também à luta.

Weigl não só não arrisca minimamente na progressão, como são raras as vezes em que o vemos conduzir a bola, empurrar a equipa para a frente, mudar o flanco de jogo. Se não são essas as suas especificidades, irá perder mais cedo ou mais tarde a carruagem do futebol de topo, porque o jogador também tem que se adaptar ao contexto, faz parte da sua profissão e do seu percurso enquanto profissional.

E eu realmente não percebo (e não são instruções dadas à equipa ou ao jogador, é mesmo um problema de alguns atletas) o receio de arriscar no remate, de progredir com bola. Ele tem boa visão de jogo e um remate bastante razoável.

Deixando de parte o "não bater", que tem sido o que mais lhe é apontado, a incapacidade de galgar metros com bola no pé e a quase inexistência de tentativas de remate são gritantes.
Não deixa de ser um jogador muito interessante, mas concordo com a tua opinião de que vai perder a carruagem...

A falta de transporte de bola e remate deriva tudo da falta de capacidade fisica.
não só, mas também...

Ele nao consegue progredir com bola porque não tem fisico e velocidade, os adversários rapidamente lhe caiam em cima.

E mesmo que lá chegue para tentar o remate depois a velocidade com que recua seria fatal para a equipa.

Por algum motivo dos poucos golos fora da area (ou o unico) foi contra o belenenses de má memoria.

É complicado.

O remate é uma das suas grandes limitações, remata pouco e das poucas vezes que remata também não é muito perigoso. E além disso, aparece poucas vezes em posição de remate também. No entanto, quer em relação a isso quer em relação à progressão com bola lembremos que é 6, não 8. Não é porque é o principal organizador do meio campo que tem que fazer o papel que é muito mais do 8. Tem que ter muto mais cuidado em se expor. Não tem essas características de qualquer modo, mas mesmo que tivesse tinha sempre que ser mais posicional.

Mas em relação ao remate, haveria algo bem mais preocupante a discutir... Mesmo nos jogadores do meio campo ofensivo e avançados não existem bons rematadores de meia distância. Meité não me lembro de o ver rematarm, João Mário remata mal, Adel para lá de mal, Rafa geralmente remata mal de longe ou nem tenta, Everton só sabe rematar frouxo em efeito a vir de fora para dentro e Chuck remata mal de longe. Sobram darwin que tem um remate bastante potente a qualquer distância e Ramos que tem relativo à vontade para rematar da meia-distância, mas nada de especial também.

E o problema é mesmo esse. É que antes de estarmos preocupados com a meia-distância do número 6, deveríamos estar preocupados com a meia distância de quem joga à sua frente. Grimaldo, que nem tem um remate forte, é mais perigoso na meia distância que quase todos os seus colegas da frente.

Francescoli

O Julian remata pouco mas remata bem. Muito bem até.

jnobre

Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 15:11
Citação de: jnobre em 01 de Abril de 2022, 14:59
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 14:32
E eu já deixei aqui uma vez a minha opinião, no entanto irei novamente partilhá-la, porque, felizmente, possuo ainda alguma destreza e capacidade de interpretação cognitiva para fundamentar uma opinião.

Esta baseia-se em factos, na percepção que tenho de futebol adquirida da paixão pelo jogo e de alguma experiência no terreno.

Weigl, na minha humilde opinião, é um médio centro de progressão, com inegável conhecimento do jogo jogado e uma quase perfeita visão do terreno e das equipas em campo.

Tem uma das características mais desejadas para um médio, a visão de jogo aliada à percepção do espaço, o antecipar do movimento tanto do colega como do adversário. Isto é algo inato mas que também se pode desenvolver ou evoluir ao longo do percurso de formação e profissional.

O problema (gritante) no Weigl é que o seu conhecimento técnico táctico não é acompanhado, na minha percepção, de uma estrutura física e mental que valide toda essa qualidade. Em conformidade, a técnica que possui para um médio também é bastante assinalável, mas ele não exponencia essa faculdade com a assiduidade que poderia.

O futebol tem evoluído de forma galopante, e o que é pedido a um médio actualmente difere completamente do que era pedido há 10 ou 15 anos. Não está em causa seres um médio possante, com duas talochas em vez de pés ou que encostas no adversário. Não temos de ter um tractor, parecer ser ou moldar a equipa para destruir.

A questão é que o meio campo moderno alimenta-se de médios refinados, que aliem qualidade técnica a física, sem descurar o rasgo individual, a ocupação de espaços com bola, o transporte em progressão, o apoio interior, o desiquilíbrio.

Se analisarmos qualquer médio de uma equipa moderna de topo (ou de valor equiparado ao Weigl ) encontramos médios que não têm medo de correr com bola, de galgar terreno, que arriscam no remate, que fazem ocasionalmente distribuição de jogo. Que pontualmente vão também à luta.

Weigl não só não arrisca minimamente na progressão, como são raras as vezes em que o vemos conduzir a bola, empurrar a equipa para a frente, mudar o flanco de jogo. Se não são essas as suas especificidades, irá perder mais cedo ou mais tarde a carruagem do futebol de topo, porque o jogador também tem que se adaptar ao contexto, faz parte da sua profissão e do seu percurso enquanto profissional.

E eu realmente não percebo (e não são instruções dadas à equipa ou ao jogador, é mesmo um problema de alguns atletas) o receio de arriscar no remate, de progredir com bola. Ele tem boa visão de jogo e um remate bastante razoável.


Acredito também que a insistência em coloca-lo a jogar como 6 puro no tempo do JJ não o ajudou. Tenho ideia que no Dortmund e no inicio do Benfica ele progredia muito mais com bola.
Acho que fizeste uma muito boa analise.



Exacto, é o que eu penso também. Acho que ele com o J.J ao invés de evoluir, regrediu. Tudo devido à fixação doentia que o Jesus tem com os seis e com o moldar do jogador para o que ele quer e acha universalmente necessário.

Weigl é um jogador muito mais refinado, na minha opinião. E até acho que com o Shmidt terá outra palavra a dizer. Acho que ainda não teve um treinador que lhe mostrasse realmente que confia nele para ser um jogador mais técnico, mais perfumado. Num meio campo a três (mas não de retalhos) seria ideal para validar o seu jogo e desenvolver as capacidades que tem adormecidas.

Não podia concordar mais. Olho para o Weigl a jogar e vejo um jogar preso às ideias doentias de um trinco tradicional. 
Se o Roger vier acho que vai ser muito bom para ele.

tulio_slb

Citação de: jnobre em 01 de Abril de 2022, 15:35
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 15:11
Citação de: jnobre em 01 de Abril de 2022, 14:59
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 14:32
E eu já deixei aqui uma vez a minha opinião, no entanto irei novamente partilhá-la, porque, felizmente, possuo ainda alguma destreza e capacidade de interpretação cognitiva para fundamentar uma opinião.

Esta baseia-se em factos, na percepção que tenho de futebol adquirida da paixão pelo jogo e de alguma experiência no terreno.

Weigl, na minha humilde opinião, é um médio centro de progressão, com inegável conhecimento do jogo jogado e uma quase perfeita visão do terreno e das equipas em campo.

Tem uma das características mais desejadas para um médio, a visão de jogo aliada à percepção do espaço, o antecipar do movimento tanto do colega como do adversário. Isto é algo inato mas que também se pode desenvolver ou evoluir ao longo do percurso de formação e profissional.

O problema (gritante) no Weigl é que o seu conhecimento técnico táctico não é acompanhado, na minha percepção, de uma estrutura física e mental que valide toda essa qualidade. Em conformidade, a técnica que possui para um médio também é bastante assinalável, mas ele não exponencia essa faculdade com a assiduidade que poderia.

O futebol tem evoluído de forma galopante, e o que é pedido a um médio actualmente difere completamente do que era pedido há 10 ou 15 anos. Não está em causa seres um médio possante, com duas talochas em vez de pés ou que encostas no adversário. Não temos de ter um tractor, parecer ser ou moldar a equipa para destruir.

A questão é que o meio campo moderno alimenta-se de médios refinados, que aliem qualidade técnica a física, sem descurar o rasgo individual, a ocupação de espaços com bola, o transporte em progressão, o apoio interior, o desiquilíbrio.

Se analisarmos qualquer médio de uma equipa moderna de topo (ou de valor equiparado ao Weigl ) encontramos médios que não têm medo de correr com bola, de galgar terreno, que arriscam no remate, que fazem ocasionalmente distribuição de jogo. Que pontualmente vão também à luta.

Weigl não só não arrisca minimamente na progressão, como são raras as vezes em que o vemos conduzir a bola, empurrar a equipa para a frente, mudar o flanco de jogo. Se não são essas as suas especificidades, irá perder mais cedo ou mais tarde a carruagem do futebol de topo, porque o jogador também tem que se adaptar ao contexto, faz parte da sua profissão e do seu percurso enquanto profissional.

E eu realmente não percebo (e não são instruções dadas à equipa ou ao jogador, é mesmo um problema de alguns atletas) o receio de arriscar no remate, de progredir com bola. Ele tem boa visão de jogo e um remate bastante razoável.


Acredito também que a insistência em coloca-lo a jogar como 6 puro no tempo do JJ não o ajudou. Tenho ideia que no Dortmund e no inicio do Benfica ele progredia muito mais com bola.
Acho que fizeste uma muito boa analise.



Exacto, é o que eu penso também. Acho que ele com o J.J ao invés de evoluir, regrediu. Tudo devido à fixação doentia que o Jesus tem com os seis e com o moldar do jogador para o que ele quer e acha universalmente necessário.

Weigl é um jogador muito mais refinado, na minha opinião. E até acho que com o Shmidt terá outra palavra a dizer. Acho que ainda não teve um treinador que lhe mostrasse realmente que confia nele para ser um jogador mais técnico, mais perfumado. Num meio campo a três (mas não de retalhos) seria ideal para validar o seu jogo e desenvolver as capacidades que tem adormecidas.

Não podia concordar mais. Olho para o Weigl a jogar e vejo um jogar preso às ideias doentias de um trinco tradicional. 
Se o Roger vier acho que vai ser muito bom para ele.

Acho que o Weigl deveria de ser o jogador que dita os tempos de jogo, preponderante na fase de construção e também em ataque organizado, ter liberdade de criação e circulação no meio campo

MonstroDasCuecasRotas

Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 15:23
Citação de: MonstroDasCuecasRotas em 01 de Abril de 2022, 15:15
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 14:32
E eu já deixei aqui uma vez a minha opinião, no entanto irei novamente partilhá-la, porque, felizmente, possuo ainda alguma destreza e capacidade de interpretação cognitiva para fundamentar uma opinião.

Esta baseia-se em factos, na percepção que tenho de futebol adquirida da paixão pelo jogo e de alguma experiência no terreno.

Weigl, na minha humilde opinião, é um médio centro de progressão, com inegável conhecimento do jogo jogado e uma quase perfeita visão do terreno e das equipas em campo.

Tem uma das características mais desejadas para um médio, a visão de jogo aliada à percepção do espaço, o antecipar do movimento tanto do colega como do adversário. Isto é algo inato mas que também se pode desenvolver ou evoluir ao longo do percurso de formação e profissional.

O problema (gritante) no Weigl é que o seu conhecimento técnico táctico não é acompanhado, na minha percepção, de uma estrutura física e mental que valide toda essa qualidade. Em conformidade, a técnica que possui para um médio também é bastante assinalável, mas ele não exponencia essa faculdade com a assiduidade que poderia.

O futebol tem evoluído de forma galopante, e o que é pedido a um médio actualmente difere completamente do que era pedido há 10 ou 15 anos. Não está em causa seres um médio possante, com duas talochas em vez de pés ou que encostas no adversário. Não temos de ter um tractor, parecer ser ou moldar a equipa para destruir.

A questão é que o meio campo moderno alimenta-se de médios refinados, que aliem qualidade técnica a física, sem descurar o rasgo individual, a ocupação de espaços com bola, o transporte em progressão, o apoio interior, o desiquilíbrio.

Se analisarmos qualquer médio de uma equipa moderna de topo (ou de valor equiparado ao Weigl ) encontramos médios que não têm medo de correr com bola, de galgar terreno, que arriscam no remate, que fazem ocasionalmente distribuição de jogo. Que pontualmente vão também à luta.

Weigl não só não arrisca minimamente na progressão, como são raras as vezes em que o vemos conduzir a bola, empurrar a equipa para a frente, mudar o flanco de jogo. Se não são essas as suas especificidades, irá perder mais cedo ou mais tarde a carruagem do futebol de topo, porque o jogador também tem que se adaptar ao contexto, faz parte da sua profissão e do seu percurso enquanto profissional.

E eu realmente não percebo (e não são instruções dadas à equipa ou ao jogador, é mesmo um problema de alguns atletas) o receio de arriscar no remate, de progredir com bola. Ele tem boa visão de jogo e um remate bastante razoável.

Estás a ver? Um post muito bom, com várias críticas e elogios, ao nível de outros que já fizeram aí. Aliás, com bastantes semelhanças a um que o André Sousa fez há dias. Ambos os posts sem margem alguma para falta de aceitação seja de quem for. Nunca vi um post com este tipo de críticas, e fiizeste algumas, ser mal recebido ou fanatizado seja por quem for aqui.

A única coisa que discordo é sobre mudar o flanco do jogo. Fá-lo com alguma regularidade e qualidade até. Ainda que não faça geralmente passes excepcionalmemte longos ao estilo de um Gabriel. Em termos de receber de um lado, ver a oportunidade de meter no homem solto do lado oposto fá-lo com relativa facilidade.


Eu acho é que ele como o faz com relativa facilidade (porque é bom tecnicamente), sempre que tivesse oportunidade, o poderia fazer.

E muitas das vezes tem um colega livre, capacidade de fazer o passe e tem receio de arriscar. É isso que mais me irrita nele, porque sei que se fizesse o passe em 8 das 10 vezes acertava.

E o Gabriel a certa altura também era assim. Por variadíssimas razões, começou a decrescer qualitativamente a olhos vistos e a triplicar passes longos sem nexo.

O Gabriel sempre arriscou imenso. Começou a chocar a sua taxa de desacerto quando mudou de posição. Uma coisa é ser o 8, ter a responsabilidade de fazer o passe longo de risco e falhar, outra é fazê-lo a 6. Claro que a 8 já vinha baixando de qualidade de passe, mas a 6 esse tipo de jogo de risco empola-se ainda mais.

Isso do 8 em 10 não é assim tão simples. O Rui Costa, que era um dos maiores passadores da história do futebol mundial, tinha várias vezes taxas de acerto em passes de risco miseráveis, sobretudo na fase final da carreira em que a falta de frescura física ainda condicionava mais a clarividência.

Eu não acho que deva ser exigido ao Weigl para fazer as coisas que nem o 8 nem o SA conseguem fazer, por muito que tenha a responsabilidade adicional do que ganha, etc. O papel dele é sobretudo de dar segurança, rapidez e qualidade na posse de bola, fazer a equipa respirar e criar envolvência ofensiva coletiva e subir em bloco. Dar sempre linhas, girar, virar o jogo, meter passes verticais se aparecerem e com segurança, mas o papel que vá para além disso tem que ser sobretudo de outros e não tem sido de todo. Não temos um SA capaz disso. E o único 8 capaz disso é o Adel, que para o fazer bem num jogo, faz mal em 5.

jnobre

Citação de: tulio_slb em 01 de Abril de 2022, 15:37
Citação de: jnobre em 01 de Abril de 2022, 15:35
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 15:11
Citação de: jnobre em 01 de Abril de 2022, 14:59
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 14:32
E eu já deixei aqui uma vez a minha opinião, no entanto irei novamente partilhá-la, porque, felizmente, possuo ainda alguma destreza e capacidade de interpretação cognitiva para fundamentar uma opinião.

Esta baseia-se em factos, na percepção que tenho de futebol adquirida da paixão pelo jogo e de alguma experiência no terreno.

Weigl, na minha humilde opinião, é um médio centro de progressão, com inegável conhecimento do jogo jogado e uma quase perfeita visão do terreno e das equipas em campo.

Tem uma das características mais desejadas para um médio, a visão de jogo aliada à percepção do espaço, o antecipar do movimento tanto do colega como do adversário. Isto é algo inato mas que também se pode desenvolver ou evoluir ao longo do percurso de formação e profissional.

O problema (gritante) no Weigl é que o seu conhecimento técnico táctico não é acompanhado, na minha percepção, de uma estrutura física e mental que valide toda essa qualidade. Em conformidade, a técnica que possui para um médio também é bastante assinalável, mas ele não exponencia essa faculdade com a assiduidade que poderia.

O futebol tem evoluído de forma galopante, e o que é pedido a um médio actualmente difere completamente do que era pedido há 10 ou 15 anos. Não está em causa seres um médio possante, com duas talochas em vez de pés ou que encostas no adversário. Não temos de ter um tractor, parecer ser ou moldar a equipa para destruir.

A questão é que o meio campo moderno alimenta-se de médios refinados, que aliem qualidade técnica a física, sem descurar o rasgo individual, a ocupação de espaços com bola, o transporte em progressão, o apoio interior, o desiquilíbrio.

Se analisarmos qualquer médio de uma equipa moderna de topo (ou de valor equiparado ao Weigl ) encontramos médios que não têm medo de correr com bola, de galgar terreno, que arriscam no remate, que fazem ocasionalmente distribuição de jogo. Que pontualmente vão também à luta.

Weigl não só não arrisca minimamente na progressão, como são raras as vezes em que o vemos conduzir a bola, empurrar a equipa para a frente, mudar o flanco de jogo. Se não são essas as suas especificidades, irá perder mais cedo ou mais tarde a carruagem do futebol de topo, porque o jogador também tem que se adaptar ao contexto, faz parte da sua profissão e do seu percurso enquanto profissional.

E eu realmente não percebo (e não são instruções dadas à equipa ou ao jogador, é mesmo um problema de alguns atletas) o receio de arriscar no remate, de progredir com bola. Ele tem boa visão de jogo e um remate bastante razoável.


Acredito também que a insistência em coloca-lo a jogar como 6 puro no tempo do JJ não o ajudou. Tenho ideia que no Dortmund e no inicio do Benfica ele progredia muito mais com bola.
Acho que fizeste uma muito boa analise.



Exacto, é o que eu penso também. Acho que ele com o J.J ao invés de evoluir, regrediu. Tudo devido à fixação doentia que o Jesus tem com os seis e com o moldar do jogador para o que ele quer e acha universalmente necessário.

Weigl é um jogador muito mais refinado, na minha opinião. E até acho que com o Shmidt terá outra palavra a dizer. Acho que ainda não teve um treinador que lhe mostrasse realmente que confia nele para ser um jogador mais técnico, mais perfumado. Num meio campo a três (mas não de retalhos) seria ideal para validar o seu jogo e desenvolver as capacidades que tem adormecidas.

Não podia concordar mais. Olho para o Weigl a jogar e vejo um jogar preso às ideias doentias de um trinco tradicional. 
Se o Roger vier acho que vai ser muito bom para ele.

Acho que o Weigl deveria de ser o jogador que dita os tempos de jogo, preponderante na fase de construção e também em ataque organizado, ter liberdade de criação e circulação no meio campo

Concordo. Mas a questão é que o JJ não concordava. O JJ tentou fazer do Weigl um javi garcia.
Cá entre nós, o JJ nunca gostou muito dele..

MonstroDasCuecasRotas

Citação de: Playah em 01 de Abril de 2022, 14:26
E não, o problema do ambiente tóxico deste tópico não é tanto da responsabilidade de quem o critica acima de qualquer opinião, como de quem o elogia acima de qualquer opinião.

O problema do ambiente tóxico é deixarem dois trolls claros, um anda aqui mesmo na procura de sacar amarelos, foderem isto por completo, com spam diário há mais de ano e meio.

E isto já não sendo triste o suficiente, ainda andam a criar clones para fazer o mesmo papelinho aqui.

Tcharaaaaan. Fim.

rkc

Ele arrisca pouco e remata ainda menos porque se avança mais 10 metros lixa tudo nas costas, porque os outros médios são aquilo que na biblia vem descrito como "uns burros do caralho".

Basta um ressalto azarado num remate ( e no Benfica nunca se remata de fora da área, tem de se entrar com a bola na baliza...) e fica o caldo entornado. Os laterais não compensam, os centrais, um é lento o outro um burro brutamontes, os médios nem sabem posicionar-se para compensações e dobras.

No fundo, é encolher o ombros, achar que é azar e procurar um treinador qualquer, que são todos a mesma coisa.

rkc

E ainda há outra: com bola, os centrais claramente não sabem jogar com um médio de construção à frente deles.

A quantidade absurda de vezes que ele dá a linha de passe e não lhe dão a bola...

TFFS

Esta moda de todos os médios terem de ser jogadores físicos é bonita.

Busquets, Pirlo ou Xavi são/ eram médios físicos? NÃO estou a comparar a qualidade do Weigl à deles, não venham com esse argumento desonesto.

Se colocassem o Barcelona ou a Juventus todos partidos num meio-campo a 2, ia dar merda com esses médios. Por isso o Barcelona joga em ataque posicional ou o Pirlo tinha o Pogba a acompanhá-lo.

Quando queremos que no nosso sistema, encaixem jogadores sem características para tal uns com os outros, vamos sempre andar à procura que os jogadores corrijam apenas os seus defeitos e não a explorar as virtudes dos jogadores.

O Weigl não encaixa neste sistema. Não é o médio com raio de ação e capacidade defensiva que este sistema precisa. Mas noutro sistema, nomeadamente com uma equipa com as linhas juntas, pode explorar-se o melhor que ele tem. Ou que o plantel em si tem.

Se me disserem "tem de se vender o Weigl porque acho que não é jogador para este sistema e não devemos mudar de sistema, embora ele tenha qualidade para outro sistema", ok aceito. Discordo porque acho que temos mesmo de mudar de sistema. Mas aceito.

Agora, se me disserem "o Weigl é mau jogador porque não é físico" é o mesmo que na altura pedir ao Simão Sabrosa para disputar bolas de cabeça e queixar-nos de que ele não era forte no jogo aéreo.

tiagor11

O Weigl funcionava muito bem num meio campo a três como médio de ligação, precisa é de um Fejsa atrás dele e de um Aimar à frente.

Playah

Ele continua sem o contexto para poder render aquilo que pode, o melhor nivel dele continua a ser na Champions, mas mesmo assim tem qualidade para fazer mais.

O grande problema continua a ser não existir qualidade táctica alguma nesta equipa, e mais problema que o meio campo a 2 ou 3, é mesmo com quem ele joga.
Fica completamente condicionado, e raramente tem confiança para fazer aquilo que sabe.

No final a verdade é que nesta equipa os únicos dois jogadores que rendem são os dois que tem capacidade fisica e perfil para basicamente não dependerem de ninguém.

MonstroDasCuecasRotas

Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 15:11
Citação de: jnobre em 01 de Abril de 2022, 14:59
Citação de: raymanzarek em 01 de Abril de 2022, 14:32
E eu já deixei aqui uma vez a minha opinião, no entanto irei novamente partilhá-la, porque, felizmente, possuo ainda alguma destreza e capacidade de interpretação cognitiva para fundamentar uma opinião.

Esta baseia-se em factos, na percepção que tenho de futebol adquirida da paixão pelo jogo e de alguma experiência no terreno.

Weigl, na minha humilde opinião, é um médio centro de progressão, com inegável conhecimento do jogo jogado e uma quase perfeita visão do terreno e das equipas em campo.

Tem uma das características mais desejadas para um médio, a visão de jogo aliada à percepção do espaço, o antecipar do movimento tanto do colega como do adversário. Isto é algo inato mas que também se pode desenvolver ou evoluir ao longo do percurso de formação e profissional.

O problema (gritante) no Weigl é que o seu conhecimento técnico táctico não é acompanhado, na minha percepção, de uma estrutura física e mental que valide toda essa qualidade. Em conformidade, a técnica que possui para um médio também é bastante assinalável, mas ele não exponencia essa faculdade com a assiduidade que poderia.

O futebol tem evoluído de forma galopante, e o que é pedido a um médio actualmente difere completamente do que era pedido há 10 ou 15 anos. Não está em causa seres um médio possante, com duas talochas em vez de pés ou que encostas no adversário. Não temos de ter um tractor, parecer ser ou moldar a equipa para destruir.

A questão é que o meio campo moderno alimenta-se de médios refinados, que aliem qualidade técnica a física, sem descurar o rasgo individual, a ocupação de espaços com bola, o transporte em progressão, o apoio interior, o desiquilíbrio.

Se analisarmos qualquer médio de uma equipa moderna de topo (ou de valor equiparado ao Weigl ) encontramos médios que não têm medo de correr com bola, de galgar terreno, que arriscam no remate, que fazem ocasionalmente distribuição de jogo. Que pontualmente vão também à luta.

Weigl não só não arrisca minimamente na progressão, como são raras as vezes em que o vemos conduzir a bola, empurrar a equipa para a frente, mudar o flanco de jogo. Se não são essas as suas especificidades, irá perder mais cedo ou mais tarde a carruagem do futebol de topo, porque o jogador também tem que se adaptar ao contexto, faz parte da sua profissão e do seu percurso enquanto profissional.

E eu realmente não percebo (e não são instruções dadas à equipa ou ao jogador, é mesmo um problema de alguns atletas) o receio de arriscar no remate, de progredir com bola. Ele tem boa visão de jogo e um remate bastante razoável.


Acredito também que a insistência em coloca-lo a jogar como 6 puro no tempo do JJ não o ajudou. Tenho ideia que no Dortmund e no inicio do Benfica ele progredia muito mais com bola.
Acho que fizeste uma muito boa analise.



Exacto, é o que eu penso também. Acho que ele com o J.J ao invés de evoluir, regrediu. Tudo devido à fixação doentia que o Jesus tem com os seis e com o moldar do jogador para o que ele quer e acha universalmente necessário.

Weigl é um jogador muito mais refinado, na minha opinião. E até acho que com o Shmidt terá outra palavra a dizer. Acho que ainda não teve um treinador que lhe mostrasse realmente que confia nele para ser um jogador mais técnico, mais perfumado. Num meio campo a três (mas não de retalhos) seria ideal para validar o seu jogo e desenvolver as capacidades que tem adormecidas.

Por acaso com JJ melhorou um pouco a nível da agressividade, que era a grande crítica que lhe faziam.

A verdade é que na época passada, enquanto foi suplente, a equipa melhorava logo quando ele entrava, era automático quase todos os jogos e quando passou a ser titular, depois de quase ser trocado pelo William, a equipa passou a jogar melhor.

Foi melhorando um pouco em termos de agressividade, que era a maior crítica que lhe faziam e esta ano apresentou-se a muito bom nível durante os primeiros meses da época. De longe dos melhores e mais regulares jogadores. Fez vários grandes jogos, inclusive contra o PSV lá e Barça. Por acaso, a sua baixa de forma até coincidiu mais com a saída de JJ.

Esta ideia que se tenta criar e li por aí nas últimas páginas de que a equipa joga melhor sem ele não é de todo verdade. Não é porque o Meité jogou bem a 6 num jogo na luz contra um adversário menor que a norma se anula. E a norma é que na época passada a equipa melhorava bastante com ele a entrar do banco. Melhorou com ele a ganhar a titularidade. E este ano fez grandes jogos na nossa melhor fase, mesmo a defender.

MonstroDasCuecasRotas

Citação de: TFFS em 01 de Abril de 2022, 15:58
Esta moda de todos os médios terem de ser jogadores físicos é bonita.

Busquets, Pirlo ou Xavi são/ eram médios físicos? NÃO estou a comparar a qualidade do Weigl à deles, não venham com esse argumento desonesto.

Se colocassem o Barcelona ou a Juventus todos partidos num meio-campo a 2, ia dar merda com esses médios. Por isso o Barcelona joga em ataque posicional ou o Pirlo tinha o Pogba a acompanhá-lo.

Quando queremos que no nosso sistema, encaixem jogadores sem características para tal uns com os outros, vamos sempre andar à procura que os jogadores corrijam apenas os seus defeitos e não a explorar as virtudes dos jogadores.

O Weigl não encaixa neste sistema. Não é o médio com raio de ação e capacidade defensiva que este sistema precisa. Mas noutro sistema, nomeadamente com uma equipa com as linhas juntas, pode explorar-se o melhor que ele tem. Ou que o plantel em si tem.

Se me disserem "tem de se vender o Weigl porque acho que não é jogador para este sistema e não devemos mudar de sistema, embora ele tenha qualidade para outro sistema", ok aceito. Discordo porque acho que temos mesmo de mudar de sistema. Mas aceito.

Agora, se me disserem "o Weigl é mau jogador porque não é físico" é o mesmo que na altura pedir ao Simão Sabrosa para disputar bolas de cabeça e queixar-nos de que ele não era forte no jogo aéreo.

O melhor sistema para ele, e para vários jogadores do 11 aliás, era ou os 3 centrais ou 3 médios. Num meio campo a 2 será sempre mais difícil, até porque um meio campo a 2 é sempre mais exigente, seja para que médio for.

Não significa que com um Renato ou um Enzo não melhorasse automaticamente mesmo a 2. Basta ver que com um JM em vez de um Adel também melhorou logo, porque tinha que ser menos bombeiro das cagadas do colega de meio campo.