Departamento de Comunicação do Sport Lisboa e Benfica

PontapeDoIsaias

Citação de: majestik em 18 de Fevereiro de 2026, 13:42
Citação de: PontapeDoIsaias em 18 de Fevereiro de 2026, 12:51
Citação de: majestik em 18 de Fevereiro de 2026, 12:41Nem nos 7 de Vigo senti vergonha... Hoje sinto. Estar nas bocas do mundo por estas razoes... Quo vadis Benfica...
Mas o Benfica tem culpa? A culpa e so do binicius,mbappe e real madrid.

E os adeptos papam tudo. Enfim
Juizo. Querias o que? Que queimassem o prestianni??

tem culpa dos comunicados de merda que fez... tem

Roy Bean

os comunicados foram amadores, isto é para o departamento juridico.
eles deviam ter atacado a arbitragem apenas com as expulsoes e amarelos perdoados.
foram contribuir para o circo k n interessa a ng

Ru10

A comunicação do Benfica continua má.

Mas a dos adeptos que nem o próprio clube sabem defender nestas situações, essa é que é boa. Valeu muitos likes de espanhóis e afins. No final é isso que interessa a muitos, ficar bem. O clube que se foda, os cães que fiquem aqui a defendê-lo.

slbenfica_croft

Quando mais precisamos dele é só asneiras ou desaparecimento

slb_fmh

Desaparecidos em combate! É dizer-lhes que foi o Noronha Lopes e vêm logo a responder.

odistraido





Joao_Aguia_00

A comunicação do Benfica foi horrível. Do primeiro post ao comunicado.
Aliás o Benfica só tinha de relembrar os seus valores, indicar que está a fazer investigação interna, indicar a posição do jogador e aguardar resultados da investigação que espera deferir a inocência do mesmo.

Temos jornalistas brasileiros até a pegar no raio do cartoon inocente.

cmarg1971

Isto é uma destas coisas de certeza:

- Um jogador do Real Madrid acusa um jogador do Benfica de coisas que nem pode provar.
(a rivalidade entre estes clubes é pouco conhecida e não há nada a condenar)

- Um brasileiro acusa um argentino de coisas que nem pode provar.
(a rivalidade entre estes povos é bem conhecida e suavemente condenada)

- Um negro acusa um branco de coisas que nem pode provar.
(a rivalidade entre estas raças é eterna e sempre condenável seja de quem for)

Mas também é condenável, alguém usar várias vezes acusações de racismo (sem poder provar) para esconder os seus comportamentos de provocação e de insultos.

É como o bandido que se queixa que os meios usados pela polícia não são os que lhe convém... são uma perseguição ao seu ofício.


ChEsTeR

#9716
Há mesmo muita coisa que funciona mal no Benfica, mas nada bate este "Departamento"...

Tacuara_7

Era fácil sair limpo e defender o jogador na mesma

Khalid

Citação de: Andris em 18 de Fevereiro de 2026, 12:47O Sport Lisboa e Benfica encara com total espírito de colaboração, transparência, abertura e sentido de esclarecimento as diligências hoje anunciadas pela UEFA, na sequência do alegado caso de racismo ocorrido no jogo frente ao Real Madrid.

O Clube reafirma, de forma clara e inequívoca, o seu compromisso histórico e intransigente com a defesa dos valores da igualdade, do respeito e da inclusão, que vão ao encontro dos valores matriciais da sua fundação e que têm em Eusébio o seu símbolo maior.

O Sport Lisboa e Benfica reitera ainda que apoia e acredita plenamente na versão apresentada pelo jogador Gianluca Prestianni, cuja conduta ao serviço do Clube sempre foi pautada pelo respeito pelos adversários, pelas instituições e pelos princípios que definem a identidade benfiquista. O Clube lamenta a campanha de difamação de que o jogador tem sido vítima.


https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2026/02/18/clube-benfica-comunicado-diligencias-uefa

Que foi que escreveu isso devia ser despedido.  Terivel PR.

Lebohang Mokoena

CitaçãoUm insulto racista não é um fora de jogo



A notícia já não será o alegado insulto racista, mas a reação automática do clube, como se estivesse a discutir um fora de jogo, inconsciente do dano internacional que o isso causa à sua imagem. Bate certo com a forma como grandes clubes comunicam e com a ligeireza com que este tema é tratado em Portugal. Com o impacto que tem, o futebol moldou a forma como se debate, reflete essa ligeireza e vai naturalizando o inaceitável

Vinícius Jr. denunciou ter sido chamado "macaco" ("mono") por Gianluca Prestianni, na sequência do golo que marcou e celebrou junto à bandeirola de canto, no jogo entre o Benfica e o Real Madrid. O árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracismo e o jogo ficou interrompido durante vários minutos. Prestianni negou. Mbappé afirmou ter ouvido. A UEFA abriu procedimento disciplinar. Não há, até ao momento, prova áudio pública inequívoca, a não ser a evidência de que o jogador vai escondendo a boca para não se perceber o que diz. O que há é uma denúncia formal num palco internacional. E isso exige responsabilidade e rigor.

A reação de José Mourinho foi contida, mas insuficiente. Disse que falou com os jogadores, não disse em quem acreditava e fez bem. Mas pôs o foco na forma como o golo foi festejado por Vini, dizendo, no subtexto, que ele se pôs a jeito. Vindo de Mourinho, com um longuíssimo historial de celebrações provocatórias, é irónico. Messi e Ronaldo, perante a brutal rivalidade entre o Barcelona e o Real, fizeram-no. Quem não aguenta, não vai ao estádio. Nem ver, nem jogar. E não faltou que evocasse Eusébio, no clássico "eu até tenho um amigo preto". O Estado Novo usou o mesmo símbolo para tentar provar a mesma coisa.

Convém lembrar que Vinícius Jr., para além de ser um jogador extraordinário, como voltou a provar em campo, não fala de racismo por impulso. Publicou, em 2025, um Manual Antirracista para promover educação e reflexão sobre o tema no futebol e na sociedade. Criou o Instituto Vini Jr., uma organização sem fins lucrativos dedicada à educação pública e à redução de desigualdades no Brasil, com programas de formação, tecnologia e inclusão social. Pode enganar-se? Pode. Mas sabe do que fala.

A reação do Benfica nas redes sociais preferiu seguir outro manual: o do futebol português. Num post no X, o clube publicou um vídeo para sustentar que, dada a distância, os jogadores do Real Madrid não poderiam ter ouvido o que disseram ter ouvido. Alem de não ser rigoroso, tratar um alegado caso de racismo com os mesmos instrumentos retóricos de uma discussão sobre arbitragem diz tudo sobre a incompreensão do que está em causa.

Já nem falo dos comentadores desportivos. Um, farto da "porcaria do racismo", não percebe porque acham que "macaco" há de ser interpretado como insulto e avisa que assim estão a estragar o futebol. Outro acha que não se poder chamar "macaco" a um jogador (disse "preto", o que não corresponde à acusação feita) dá jeito a uma determinada narrativa. Talvez explicar que não é por acaso que os jogadores negros (não, não é uma coisa especial para Vini, mas bastante generalizada) têm direito a insultos especiais, e não aos genericamente usados na bola, geralmente dirigidos às suas mães. Seja como for, não me espanta que tantos comentadores tenham batido Prestianni aos pontos. Não foi por acaso que Ventura se fez nestes espaços.

No comunicado oficial, o clube reafirma o seu compromisso com a igualdade, garante colaboração com a UEFA, mas apoia a versão do jogador e lamenta uma alegada campanha de difamação. A resposta tem o tom defensivo e conformacional, como se fosse mais uma polémica que alimenta os jornais desportivos, quando o tema tratado com pinças nas instâncias internacionais.

Sei que isto não é um problema do Benfica. Como recordaram muitos benfiquistas, na guerra clubística habitual, as dúvidas sobre a idade real de Renato Santos, lançadas por Bruno de Carvalho, mostram que o racismo automático está tão bem entranhado nos clubes como na sociedade. E no mesmo dia do episódio polémico com o Benfica, Frederico Varandas, reagindo ao comportamento menos civilizado e cordial do Porto no jogo entre os dois clubes, disse: "isto já não se vê na Europa periférica, vê-se em África só." Ainda assim, estamos a falar de coisas menos diretas.

Ainda menos exclusivo do Benfica será esta forma de comunicar. É um padrão dos três grandes. A arena pública é tratada como prolongamento do confronto dentro de campo ou como câmara de eco das conversas de café de adeptos irracionais. A primeira reação é tribal, não institucional. Clubes que se apresentam como marcas globais e dirigentes que se veem como gestores reagem como líderes de claque, ignorando o efeito destrutivo que estas coisas têm na reputação internacional.

No caso concreto, há um total alheamento quanto à forma como estes temas são vistos fora do retângulo luso. Não apenas no futebol. Durante décadas cultivámos a ideia de que seríamos menos racistas do que os outros, apesar da improbabilidade de assim ser num dos últimos impérios europeus a descolonizar. Serviu para evitar o espelho. Ele foi-nos oferecido com um dos mais rápidos crescimentos da extrema-direita na Europa.

A notícia, no fim, pode nem ser a frase alegadamente dita, que será investigada pelas instâncias competentes, mas a reação do clube, como se estivesse a discutir a marcação de um fora de jogo, inconsciente do dano internacional que isso pode causar à sua própria imagem. Bate certo com a ligeireza com que estes temas continuam a ser tratados em Portugal. Com o impacto que tem, o futebol moldou a forma como hoje se debate no espaço público, reflete essa ligeireza e vai naturalizando o inaceitável.