Futsal Feminino 2026/2027

Vitor Baptista

Toda gente sabe que o Paulo Roxo teve convite para sair em Dezembro, e tentou sair.


Xonas_14

Citação de: Mimoso86_SLB em 06 de Julho de 2026, 10:42Paulo Roxo: «Saí do Benfica porque houve interferência do Raúl Moreira»
Em entrevista a Record.

Um gajo que andou a forçar a saída e a oferecer-se a outros clubes, que moral


GlaDOS

Citação de: Xonas_14 em 06 de Julho de 2026, 12:04
Citação de: Mimoso86_SLB em 06 de Julho de 2026, 10:42Paulo Roxo: «Saí do Benfica porque houve interferência do Raúl Moreira»
Em entrevista a Record.

Um gajo que andou a forçar a saída e a oferecer-se a outros clubes, que moral

Aproveitou para dizer algumas verdades verdades, e provavelmente disse algumas verdades dele, para também por ele ficar a ideia que estava tudo bem com ele, que elas o adoravam, etc e tal e que o Raul é que é o grande culpado, é mais um para a grande lista de malta q não suporta o Raul.

jjlope00

Citação de: GlaDOS em 06 de Julho de 2026, 12:57
Citação de: Xonas_14 em 06 de Julho de 2026, 12:04
Citação de: Mimoso86_SLB em 06 de Julho de 2026, 10:42Paulo Roxo: «Saí do Benfica porque houve interferência do Raúl Moreira»
Em entrevista a Record.

Um gajo que andou a forçar a saída e a oferecer-se a outros clubes, que moral

Aproveitou para dizer algumas verdades verdades, e provavelmente disse algumas verdades dele, para também por ele ficar a ideia que estava tudo bem com ele, que elas o adoravam, etc e tal e que o Raul é que é o grande culpado, é mais um para a grande lista de malta q não suporta o Raul.
O Roxo era um grande amigo do Raul. Já há muitos anos. Aliás, foi um dos motivos para o Raul, o ter ido buscar.

GlaDOS

Citação de: jjlope00 em 06 de Julho de 2026, 13:00
Citação de: GlaDOS em 06 de Julho de 2026, 12:57
Citação de: Xonas_14 em 06 de Julho de 2026, 12:04
Citação de: Mimoso86_SLB em 06 de Julho de 2026, 10:42Paulo Roxo: «Saí do Benfica porque houve interferência do Raúl Moreira»
Em entrevista a Record.

Um gajo que andou a forçar a saída e a oferecer-se a outros clubes, que moral

Aproveitou para dizer algumas verdades verdades, e provavelmente disse algumas verdades dele, para também por ele ficar a ideia que estava tudo bem com ele, que elas o adoravam, etc e tal e que o Raul é que é o grande culpado, é mais um para a grande lista de malta q não suporta o Raul.
O Roxo era um grande amigo do Raul. Já há muitos anos. Aliás, foi um dos motivos para o Raul, o ter ido buscar.

Era, tempo verbal correto.
Agora, acho que não contou tudo, também porque aproveitou para sair bem na fotografia.

El Princípe

Ao longo da última época muito foi dito sobre o trabalho desenvolvido pela equipa técnica do futsal feminino do Benfica, sobre os resultados alcançados e sobre a forma como terminou o ciclo de Paulo Roxo no clube.

No entanto, para compreender verdadeiramente o que aconteceu, é necessário conhecer a sequência de acontecimentos que marcaram toda a temporada. Longe de se tratar de episódios isolados, existiu um padrão de gestão que criou instabilidade permanente, enfraqueceu a liderança do treinador e colocou, por diversas vezes, os interesses da estrutura acima da estabilidade da equipa.

Esta é a cronologia dos acontecimentos.

Julho de 2025 – O primeiro incumprimento

Quando Paulo Roxo aceitou regressar ao Benfica, foram acordadas condições muito concretas: um contrato profissional de dois anos, salário líquido e bilhetes de avião.

Contudo, no momento da assinatura, aquilo que lhe foi apresentado foi substancialmente diferente: contrato a recibos verdes, duração de apenas um ano e remuneração sujeita aos descontos legais.

Perante esta situação, Paulo Roxo alertou imediatamente Raul Moreira para o incumprimento daquilo que havia sido acordado numa reunião com Paulo Roxo, Fernando Tavares e o próprio Raul Moreira.

Durante meses, a resposta foi sempre a mesma.

Que o assunto estava a ser tratado.

Que podia confiar.

Que Raul Moreira não o iria enganar.

A retificação nunca aconteceu.

Setembro – A primeira derrota

A 3 de setembro, o Benfica perdeu a Supertaça.

A derrota serviu, meses mais tarde, como argumento para justificar diversas decisões internas relativamente à equipa técnica.

Novembro – O primeiro pedido de alteração do staff

Perante aquilo que considerava serem problemas na estrutura técnica, Paulo Roxo solicitou alterações ao staff.

O pedido foi recusado.

Segundo Raul Moreira, os elementos em causa eram "grandes benfiquistas" e a perda da Supertaça não tinha sido culpa deles.

A estrutura permanecia inalterada, contra a vontade do treinador.

Dezembro – Interferência direta no trabalho técnico

Depois de uma vitória sobre o Nun'Álvares, Raul Moreira pretendeu reunir a equipa para passar o vídeo do jogo e assinalar os erros cometidos.

Mais do que isso, afirmou que a vitória apenas tinha acontecido porque a equipa adversária não contou com duas jogadoras brasileiras.

Paulo Roxo recusou.

A responsabilidade pela análise técnica da equipa era exclusivamente sua.

Ainda durante dezembro realizou-se uma reunião entre Paulo Roxo, Rita Martins, Nuno Custódio e Raul Moreira.

Mais uma vez foi solicitada a retificação do contrato.

A resposta foi inequívoca:

"Treinador meu fica dois anos."

Apesar disso, o contrato nunca foi alterado.

Janeiro – Planeamento da época seguinte

Em janeiro existiu uma conversa entre Paulo Roxo e Tomás Barroso sobre o futuro e sobre a necessidade de regularizar o contrato para os dois anos inicialmente acordados.

Na reunião de planeamento do plantel foram identificados três reforços e discutida a continuidade da equipa.

Foi então que Raul Moreira informou que não aprovava a permanência de Sara Ferreira nem de Raquel Santos.

A decisão acabou por ficar suspensa até depois do Campeonato do Mundo.

Março – As movimentações de bastidores

Em março, Raul Moreira telefonou ao treinador do Famalicão para saber se este continuaria no clube.

Depois perguntou-lhe se sabia se Paulo Roxo seria o seu sucessor.

A resposta foi negativa.

Poucos dias depois, a 19 de março, o Benfica disputou a final da Taça da Liga.

Antes do jogo, Paulo Roxo soube que Raul Moreira se tinha reunido com várias jogadoras no hotel, onde lhes transmitiu indicações táticas e afirmou que o treinador delas era fraco.

Confrontado posteriormente com a situação, Raul Moreira respondeu apenas que as atletas nem sequer tinham seguido aquilo que lhes tinha dito.

Apesar de o Benfica ter estado em vantagem por 1-0 durante grande parte da partida, acabou por perder a final nos penáltis.

Várias atletas encontravam-se fisicamente limitadas, entre elas Maria Pereira.

Duas semanas depois, Paulo Roxo foi informado da sua saída.

Nessa altura, a comunicação social já dava praticamente como certa a chegada de Maria como nova treinadora do Benfica.

Durante esse período, Raul Moreira chegou mesmo a afirmar:

"O Nun'Álvares vai ganhar porque tem melhor equipa e muito melhor treinador."

Abril – Finalmente, o treinador escolhe a sua equipa

Após meses de insistência, e já depois de sucessivos pedidos desde novembro, Raul Moreira aceitou finalmente alterar o staff técnico.

A mudança ocorreu apenas a 22 de abril.

Seis dias depois, com uma equipa técnica finalmente escolhida pelo treinador, o Benfica venceu a Taça de Portugal frente ao Nun'Álvares.

O contraste fala por si.

Maio – A tentativa de criar uma falsa narrativa

Em maio ocorreu um dos episódios mais graves.

Segundo a informação conhecida, Raul Moreira contactou um amigo para fazer chegar ao representante de Paulo Roxo a falsa informação de que o treinador já teria contrato assinado com o Famalicão para a época seguinte.

O objetivo era evidente.

Criar uma narrativa de que Paulo Roxo já tinha decidido abandonar o Benfica.

O representante decidiu confirmar diretamente essa informação junto do presidente do Famalicão.

Foi então descoberto que a origem do rumor era um antigo dirigente do clube, afastado da estrutura há cerca de dois anos.

Segundo os relatos, esse antigo dirigente admitiu ter sido solicitado por Raul Moreira para confirmar essa falsa versão caso fosse contactado.

Junho – A semana do título transformada num caos

No dia 15 de junho aconteceu um episódio difícil de compreender.

Na semana que antecedia a final do campeonato, Raul Moreira reuniu-se com Raquel Santos antes do treino para lhe comunicar que não faria parte do plantel da época seguinte.

Dias antes, a sua continuidade ainda tinha sido discutida.

O impacto na equipa foi imediato.

A atleta deixou de atender chamadas.

O ambiente de trabalho deteriorou-se.

Foi apenas graças à insistência de Paulo Roxo que Raquel regressou aos treinos e esteve presente no último jogo.

Quando Paulo Roxo alertou Tomás Barroso para a gravidade da situação, ouviu como resposta:

"Não posso fazer nada. Ele é que é o responsável pela secção."

Foi ainda sugerida uma festa de despedida para a atleta no último jogo.

O treinador considerou a ideia completamente desajustada face ao momento competitivo.

O último jogo

No encontro decisivo do campeonato, houve ainda indicações internas para que a BTV não entrevistasse Paulo Roxo no final da partida, independentemente do resultado.

Após uma entrevista concedida ao Canal 11, Paulo Roxo foi ainda repreendido pelo responsável pela comunicação do Benfica por ter referido que Maria seria a próxima treinadora.

Contudo, essa informação era já do conhecimento generalizado dentro do clube.

Maria já tinha visitado as instalações, conhecido o Museu e a sua chegada era comentada internamente há várias semanas.

A versão oficial não resiste aos factos

No dia 24 de junho, Tomás Barroso afirmou publicamente que Paulo Roxo tinha manifestado vontade de abandonar o Benfica ainda em dezembro.

A cronologia demonstra precisamente o contrário.

Em dezembro foi pedida, novamente, a regularização do contrato.

Em janeiro voltou a existir uma conversa sobre a atualização do vínculo para os dois anos inicialmente acordados.

Quem pretende permanecer num clube não insiste durante meses na regularização de um contrato que, alegadamente, já não quer cumprir.

Por fim, antes mesmo do término do vínculo contratual, os seguranças do Benfica receberam instruções para impedir a entrada de Paulo Roxo nas instalações do clube após 30 de junho.

Uma medida difícil de compreender relativamente a alguém que acabava de concluir uma época ao serviço do Benfica.

Muito para além de um treinador

Cada leitor tirará as suas próprias conclusões.

Mas quando um treinador inicia a época com um contrato diferente daquele que lhe foi prometido, passa meses a solicitar a sua regularização, vê recusadas alterações na equipa técnica, assiste a interferências no balneário, presencia contactos com jogadoras antes de finais, enfrenta rumores fabricados sobre o seu futuro, vê decisões sobre atletas tomadas na semana do jogo do título e termina impedido de entrar nas instalações do clube poucos dias depois de conquistar um troféu, dificilmente se pode falar apenas de uma mudança de treinador.

Esta cronologia revela uma questão muito mais profunda. Revela um problema de liderança, de respeito institucional e de cultura organizacional.

Tomás Barroso prometeu trabalho, mas, em tão pouco tempo, também parece ser um banana, tal como o chefe.

SLRIOBOM

Citação de: El Princípe em 06 de Julho de 2026, 13:59Ao longo da última época muito foi dito sobre o trabalho desenvolvido pela equipa técnica do futsal feminino do Benfica, sobre os resultados alcançados e sobre a forma como terminou o ciclo de Paulo Roxo no clube.

No entanto, para compreender verdadeiramente o que aconteceu, é necessário conhecer a sequência de acontecimentos que marcaram toda a temporada. Longe de se tratar de episódios isolados, existiu um padrão de gestão que criou instabilidade permanente, enfraqueceu a liderança do treinador e colocou, por diversas vezes, os interesses da estrutura acima da estabilidade da equipa.

Esta é a cronologia dos acontecimentos.

Julho de 2025 – O primeiro incumprimento

Quando Paulo Roxo aceitou regressar ao Benfica, foram acordadas condições muito concretas: um contrato profissional de dois anos, salário líquido e bilhetes de avião.

Contudo, no momento da assinatura, aquilo que lhe foi apresentado foi substancialmente diferente: contrato a recibos verdes, duração de apenas um ano e remuneração sujeita aos descontos legais.

Perante esta situação, Paulo Roxo alertou imediatamente Raul Moreira para o incumprimento daquilo que havia sido acordado numa reunião com Paulo Roxo, Fernando Tavares e o próprio Raul Moreira.

Durante meses, a resposta foi sempre a mesma.

Que o assunto estava a ser tratado.

Que podia confiar.

Que Raul Moreira não o iria enganar.

A retificação nunca aconteceu.

Setembro – A primeira derrota

A 3 de setembro, o Benfica perdeu a Supertaça.

A derrota serviu, meses mais tarde, como argumento para justificar diversas decisões internas relativamente à equipa técnica.

Novembro – O primeiro pedido de alteração do staff

Perante aquilo que considerava serem problemas na estrutura técnica, Paulo Roxo solicitou alterações ao staff.

O pedido foi recusado.

Segundo Raul Moreira, os elementos em causa eram "grandes benfiquistas" e a perda da Supertaça não tinha sido culpa deles.

A estrutura permanecia inalterada, contra a vontade do treinador.

Dezembro – Interferência direta no trabalho técnico

Depois de uma vitória sobre o Nun'Álvares, Raul Moreira pretendeu reunir a equipa para passar o vídeo do jogo e assinalar os erros cometidos.

Mais do que isso, afirmou que a vitória apenas tinha acontecido porque a equipa adversária não contou com duas jogadoras brasileiras.

Paulo Roxo recusou.

A responsabilidade pela análise técnica da equipa era exclusivamente sua.

Ainda durante dezembro realizou-se uma reunião entre Paulo Roxo, Rita Martins, Nuno Custódio e Raul Moreira.

Mais uma vez foi solicitada a retificação do contrato.

A resposta foi inequívoca:

"Treinador meu fica dois anos."

Apesar disso, o contrato nunca foi alterado.

Janeiro – Planeamento da época seguinte

Em janeiro existiu uma conversa entre Paulo Roxo e Tomás Barroso sobre o futuro e sobre a necessidade de regularizar o contrato para os dois anos inicialmente acordados.

Na reunião de planeamento do plantel foram identificados três reforços e discutida a continuidade da equipa.

Foi então que Raul Moreira informou que não aprovava a permanência de Sara Ferreira nem de Raquel Santos.

A decisão acabou por ficar suspensa até depois do Campeonato do Mundo.

Março – As movimentações de bastidores

Em março, Raul Moreira telefonou ao treinador do Famalicão para saber se este continuaria no clube.

Depois perguntou-lhe se sabia se Paulo Roxo seria o seu sucessor.

A resposta foi negativa.

Poucos dias depois, a 19 de março, o Benfica disputou a final da Taça da Liga.

Antes do jogo, Paulo Roxo soube que Raul Moreira se tinha reunido com várias jogadoras no hotel, onde lhes transmitiu indicações táticas e afirmou que o treinador delas era fraco.

Confrontado posteriormente com a situação, Raul Moreira respondeu apenas que as atletas nem sequer tinham seguido aquilo que lhes tinha dito.

Apesar de o Benfica ter estado em vantagem por 1-0 durante grande parte da partida, acabou por perder a final nos penáltis.

Várias atletas encontravam-se fisicamente limitadas, entre elas Maria Pereira.

Duas semanas depois, Paulo Roxo foi informado da sua saída.

Nessa altura, a comunicação social já dava praticamente como certa a chegada de Maria como nova treinadora do Benfica.

Durante esse período, Raul Moreira chegou mesmo a afirmar:

"O Nun'Álvares vai ganhar porque tem melhor equipa e muito melhor treinador."

Abril – Finalmente, o treinador escolhe a sua equipa

Após meses de insistência, e já depois de sucessivos pedidos desde novembro, Raul Moreira aceitou finalmente alterar o staff técnico.

A mudança ocorreu apenas a 22 de abril.

Seis dias depois, com uma equipa técnica finalmente escolhida pelo treinador, o Benfica venceu a Taça de Portugal frente ao Nun'Álvares.

O contraste fala por si.

Maio – A tentativa de criar uma falsa narrativa

Em maio ocorreu um dos episódios mais graves.

Segundo a informação conhecida, Raul Moreira contactou um amigo para fazer chegar ao representante de Paulo Roxo a falsa informação de que o treinador já teria contrato assinado com o Famalicão para a época seguinte.

O objetivo era evidente.

Criar uma narrativa de que Paulo Roxo já tinha decidido abandonar o Benfica.

O representante decidiu confirmar diretamente essa informação junto do presidente do Famalicão.

Foi então descoberto que a origem do rumor era um antigo dirigente do clube, afastado da estrutura há cerca de dois anos.

Segundo os relatos, esse antigo dirigente admitiu ter sido solicitado por Raul Moreira para confirmar essa falsa versão caso fosse contactado.

Junho – A semana do título transformada num caos

No dia 15 de junho aconteceu um episódio difícil de compreender.

Na semana que antecedia a final do campeonato, Raul Moreira reuniu-se com Raquel Santos antes do treino para lhe comunicar que não faria parte do plantel da época seguinte.

Dias antes, a sua continuidade ainda tinha sido discutida.

O impacto na equipa foi imediato.

A atleta deixou de atender chamadas.

O ambiente de trabalho deteriorou-se.

Foi apenas graças à insistência de Paulo Roxo que Raquel regressou aos treinos e esteve presente no último jogo.

Quando Paulo Roxo alertou Tomás Barroso para a gravidade da situação, ouviu como resposta:

"Não posso fazer nada. Ele é que é o responsável pela secção."

Foi ainda sugerida uma festa de despedida para a atleta no último jogo.

O treinador considerou a ideia completamente desajustada face ao momento competitivo.

O último jogo

No encontro decisivo do campeonato, houve ainda indicações internas para que a BTV não entrevistasse Paulo Roxo no final da partida, independentemente do resultado.

Após uma entrevista concedida ao Canal 11, Paulo Roxo foi ainda repreendido pelo responsável pela comunicação do Benfica por ter referido que Maria seria a próxima treinadora.

Contudo, essa informação era já do conhecimento generalizado dentro do clube.

Maria já tinha visitado as instalações, conhecido o Museu e a sua chegada era comentada internamente há várias semanas.

A versão oficial não resiste aos factos

No dia 24 de junho, Tomás Barroso afirmou publicamente que Paulo Roxo tinha manifestado vontade de abandonar o Benfica ainda em dezembro.

A cronologia demonstra precisamente o contrário.

Em dezembro foi pedida, novamente, a regularização do contrato.

Em janeiro voltou a existir uma conversa sobre a atualização do vínculo para os dois anos inicialmente acordados.

Quem pretende permanecer num clube não insiste durante meses na regularização de um contrato que, alegadamente, já não quer cumprir.

Por fim, antes mesmo do término do vínculo contratual, os seguranças do Benfica receberam instruções para impedir a entrada de Paulo Roxo nas instalações do clube após 30 de junho.

Uma medida difícil de compreender relativamente a alguém que acabava de concluir uma época ao serviço do Benfica.

Muito para além de um treinador

Cada leitor tirará as suas próprias conclusões.

Mas quando um treinador inicia a época com um contrato diferente daquele que lhe foi prometido, passa meses a solicitar a sua regularização, vê recusadas alterações na equipa técnica, assiste a interferências no balneário, presencia contactos com jogadoras antes de finais, enfrenta rumores fabricados sobre o seu futuro, vê decisões sobre atletas tomadas na semana do jogo do título e termina impedido de entrar nas instalações do clube poucos dias depois de conquistar um troféu, dificilmente se pode falar apenas de uma mudança de treinador.

Esta cronologia revela uma questão muito mais profunda. Revela um problema de liderança, de respeito institucional e de cultura organizacional.

Tomás Barroso prometeu trabalho, mas, em tão pouco tempo, também parece ser um banana, tal como o chefe.
Paulo roxo não te contou por exemplo o que se passou com a Fifo ou porque se o contrato não foi o acordado não veio embora mais cedo. Os adjuntos que saíram foi por causa de quem?. O Paulinho é passado não venhas para aqui lavar roupa suja.

TeamRocket37

Citação de: El Princípe em 06 de Julho de 2026, 13:59Ao longo da última época muito foi dito sobre o trabalho desenvolvido pela equipa técnica do futsal feminino do Benfica, sobre os resultados alcançados e sobre a forma como terminou o ciclo de Paulo Roxo no clube.

No entanto, para compreender verdadeiramente o que aconteceu, é necessário conhecer a sequência de acontecimentos que marcaram toda a temporada. Longe de se tratar de episódios isolados, existiu um padrão de gestão que criou instabilidade permanente, enfraqueceu a liderança do treinador e colocou, por diversas vezes, os interesses da estrutura acima da estabilidade da equipa.

Esta é a cronologia dos acontecimentos.

Julho de 2025 – O primeiro incumprimento

Quando Paulo Roxo aceitou regressar ao Benfica, foram acordadas condições muito concretas: um contrato profissional de dois anos, salário líquido e bilhetes de avião.

Contudo, no momento da assinatura, aquilo que lhe foi apresentado foi substancialmente diferente: contrato a recibos verdes, duração de apenas um ano e remuneração sujeita aos descontos legais.

Perante esta situação, Paulo Roxo alertou imediatamente Raul Moreira para o incumprimento daquilo que havia sido acordado numa reunião com Paulo Roxo, Fernando Tavares e o próprio Raul Moreira.

Durante meses, a resposta foi sempre a mesma.

Que o assunto estava a ser tratado.

Que podia confiar.

Que Raul Moreira não o iria enganar.

A retificação nunca aconteceu.

Setembro – A primeira derrota

A 3 de setembro, o Benfica perdeu a Supertaça.

A derrota serviu, meses mais tarde, como argumento para justificar diversas decisões internas relativamente à equipa técnica.

Novembro – O primeiro pedido de alteração do staff

Perante aquilo que considerava serem problemas na estrutura técnica, Paulo Roxo solicitou alterações ao staff.

O pedido foi recusado.

Segundo Raul Moreira, os elementos em causa eram "grandes benfiquistas" e a perda da Supertaça não tinha sido culpa deles.

A estrutura permanecia inalterada, contra a vontade do treinador.

Dezembro – Interferência direta no trabalho técnico

Depois de uma vitória sobre o Nun'Álvares, Raul Moreira pretendeu reunir a equipa para passar o vídeo do jogo e assinalar os erros cometidos.

Mais do que isso, afirmou que a vitória apenas tinha acontecido porque a equipa adversária não contou com duas jogadoras brasileiras.

Paulo Roxo recusou.

A responsabilidade pela análise técnica da equipa era exclusivamente sua.

Ainda durante dezembro realizou-se uma reunião entre Paulo Roxo, Rita Martins, Nuno Custódio e Raul Moreira.

Mais uma vez foi solicitada a retificação do contrato.

A resposta foi inequívoca:

"Treinador meu fica dois anos."

Apesar disso, o contrato nunca foi alterado.

Janeiro – Planeamento da época seguinte

Em janeiro existiu uma conversa entre Paulo Roxo e Tomás Barroso sobre o futuro e sobre a necessidade de regularizar o contrato para os dois anos inicialmente acordados.

Na reunião de planeamento do plantel foram identificados três reforços e discutida a continuidade da equipa.

Foi então que Raul Moreira informou que não aprovava a permanência de Sara Ferreira nem de Raquel Santos.

A decisão acabou por ficar suspensa até depois do Campeonato do Mundo.

Março – As movimentações de bastidores

Em março, Raul Moreira telefonou ao treinador do Famalicão para saber se este continuaria no clube.

Depois perguntou-lhe se sabia se Paulo Roxo seria o seu sucessor.

A resposta foi negativa.

Poucos dias depois, a 19 de março, o Benfica disputou a final da Taça da Liga.

Antes do jogo, Paulo Roxo soube que Raul Moreira se tinha reunido com várias jogadoras no hotel, onde lhes transmitiu indicações táticas e afirmou que o treinador delas era fraco.

Confrontado posteriormente com a situação, Raul Moreira respondeu apenas que as atletas nem sequer tinham seguido aquilo que lhes tinha dito.

Apesar de o Benfica ter estado em vantagem por 1-0 durante grande parte da partida, acabou por perder a final nos penáltis.

Várias atletas encontravam-se fisicamente limitadas, entre elas Maria Pereira.

Duas semanas depois, Paulo Roxo foi informado da sua saída.

Nessa altura, a comunicação social já dava praticamente como certa a chegada de Maria como nova treinadora do Benfica.

Durante esse período, Raul Moreira chegou mesmo a afirmar:

"O Nun'Álvares vai ganhar porque tem melhor equipa e muito melhor treinador."

Abril – Finalmente, o treinador escolhe a sua equipa

Após meses de insistência, e já depois de sucessivos pedidos desde novembro, Raul Moreira aceitou finalmente alterar o staff técnico.

A mudança ocorreu apenas a 22 de abril.

Seis dias depois, com uma equipa técnica finalmente escolhida pelo treinador, o Benfica venceu a Taça de Portugal frente ao Nun'Álvares.

O contraste fala por si.

Maio – A tentativa de criar uma falsa narrativa

Em maio ocorreu um dos episódios mais graves.

Segundo a informação conhecida, Raul Moreira contactou um amigo para fazer chegar ao representante de Paulo Roxo a falsa informação de que o treinador já teria contrato assinado com o Famalicão para a época seguinte.

O objetivo era evidente.

Criar uma narrativa de que Paulo Roxo já tinha decidido abandonar o Benfica.

O representante decidiu confirmar diretamente essa informação junto do presidente do Famalicão.

Foi então descoberto que a origem do rumor era um antigo dirigente do clube, afastado da estrutura há cerca de dois anos.

Segundo os relatos, esse antigo dirigente admitiu ter sido solicitado por Raul Moreira para confirmar essa falsa versão caso fosse contactado.

Junho – A semana do título transformada num caos

No dia 15 de junho aconteceu um episódio difícil de compreender.

Na semana que antecedia a final do campeonato, Raul Moreira reuniu-se com Raquel Santos antes do treino para lhe comunicar que não faria parte do plantel da época seguinte.

Dias antes, a sua continuidade ainda tinha sido discutida.

O impacto na equipa foi imediato.

A atleta deixou de atender chamadas.

O ambiente de trabalho deteriorou-se.

Foi apenas graças à insistência de Paulo Roxo que Raquel regressou aos treinos e esteve presente no último jogo.

Quando Paulo Roxo alertou Tomás Barroso para a gravidade da situação, ouviu como resposta:

"Não posso fazer nada. Ele é que é o responsável pela secção."

Foi ainda sugerida uma festa de despedida para a atleta no último jogo.

O treinador considerou a ideia completamente desajustada face ao momento competitivo.

O último jogo

No encontro decisivo do campeonato, houve ainda indicações internas para que a BTV não entrevistasse Paulo Roxo no final da partida, independentemente do resultado.

Após uma entrevista concedida ao Canal 11, Paulo Roxo foi ainda repreendido pelo responsável pela comunicação do Benfica por ter referido que Maria seria a próxima treinadora.

Contudo, essa informação era já do conhecimento generalizado dentro do clube.

Maria já tinha visitado as instalações, conhecido o Museu e a sua chegada era comentada internamente há várias semanas.

A versão oficial não resiste aos factos

No dia 24 de junho, Tomás Barroso afirmou publicamente que Paulo Roxo tinha manifestado vontade de abandonar o Benfica ainda em dezembro.

A cronologia demonstra precisamente o contrário.

Em dezembro foi pedida, novamente, a regularização do contrato.

Em janeiro voltou a existir uma conversa sobre a atualização do vínculo para os dois anos inicialmente acordados.

Quem pretende permanecer num clube não insiste durante meses na regularização de um contrato que, alegadamente, já não quer cumprir.

Por fim, antes mesmo do término do vínculo contratual, os seguranças do Benfica receberam instruções para impedir a entrada de Paulo Roxo nas instalações do clube após 30 de junho.

Uma medida difícil de compreender relativamente a alguém que acabava de concluir uma época ao serviço do Benfica.

Muito para além de um treinador

Cada leitor tirará as suas próprias conclusões.

Mas quando um treinador inicia a época com um contrato diferente daquele que lhe foi prometido, passa meses a solicitar a sua regularização, vê recusadas alterações na equipa técnica, assiste a interferências no balneário, presencia contactos com jogadoras antes de finais, enfrenta rumores fabricados sobre o seu futuro, vê decisões sobre atletas tomadas na semana do jogo do título e termina impedido de entrar nas instalações do clube poucos dias depois de conquistar um troféu, dificilmente se pode falar apenas de uma mudança de treinador.

Esta cronologia revela uma questão muito mais profunda. Revela um problema de liderança, de respeito institucional e de cultura organizacional.

Tomás Barroso prometeu trabalho, mas, em tão pouco tempo, também parece ser um banana, tal como o chefe.

Custa não acreditar nisto, tão ao pormenor que isto é relatado.

Miss FPF

Este clube é realmente uma comédia.
Tresanda a merda, desde a Direção às secções e staff.

Nunca mais acaba este pesadelo, impressionante!

Farripas

#161
Então o clube comunica à Raquel que ela vai sair e ela só por insistência do treinador é que regressa aos treinos e está presente no último jogo? É suposto acreditar nisto? É suposto isto fazer sentir pena da Raquel? Faz birra e deixa de treinar e poderia nem ir a jogo, no jogo do título??? Independentemente de gostar ou não da decisão, ia deixar as colegas a lutar sozinhas pelo título???


Loles.... Se esta cronologia não foi a pedido do Paulo Roxo...

FaithNoMore

Citação de: El Princípe em 06 de Julho de 2026, 13:59Ao longo da última época muito foi dito sobre o trabalho desenvolvido pela equipa técnica do futsal feminino do Benfica, sobre os resultados alcançados e sobre a forma como terminou o ciclo de Paulo Roxo no clube.

No entanto, para compreender verdadeiramente o que aconteceu, é necessário conhecer a sequência de acontecimentos que marcaram toda a temporada. Longe de se tratar de episódios isolados, existiu um padrão de gestão que criou instabilidade permanente, enfraqueceu a liderança do treinador e colocou, por diversas vezes, os interesses da estrutura acima da estabilidade da equipa.

Esta é a cronologia dos acontecimentos.

Julho de 2025 – O primeiro incumprimento

Quando Paulo Roxo aceitou regressar ao Benfica, foram acordadas condições muito concretas: um contrato profissional de dois anos, salário líquido e bilhetes de avião.

Contudo, no momento da assinatura, aquilo que lhe foi apresentado foi substancialmente diferente: contrato a recibos verdes, duração de apenas um ano e remuneração sujeita aos descontos legais.

Perante esta situação, Paulo Roxo alertou imediatamente Raul Moreira para o incumprimento daquilo que havia sido acordado numa reunião com Paulo Roxo, Fernando Tavares e o próprio Raul Moreira.

Durante meses, a resposta foi sempre a mesma.

Que o assunto estava a ser tratado.

Que podia confiar.

Que Raul Moreira não o iria enganar.

A retificação nunca aconteceu.

Setembro – A primeira derrota

A 3 de setembro, o Benfica perdeu a Supertaça.

A derrota serviu, meses mais tarde, como argumento para justificar diversas decisões internas relativamente à equipa técnica.

Novembro – O primeiro pedido de alteração do staff

Perante aquilo que considerava serem problemas na estrutura técnica, Paulo Roxo solicitou alterações ao staff.

O pedido foi recusado.

Segundo Raul Moreira, os elementos em causa eram "grandes benfiquistas" e a perda da Supertaça não tinha sido culpa deles.

A estrutura permanecia inalterada, contra a vontade do treinador.

Dezembro – Interferência direta no trabalho técnico

Depois de uma vitória sobre o Nun'Álvares, Raul Moreira pretendeu reunir a equipa para passar o vídeo do jogo e assinalar os erros cometidos.

Mais do que isso, afirmou que a vitória apenas tinha acontecido porque a equipa adversária não contou com duas jogadoras brasileiras.

Paulo Roxo recusou.

A responsabilidade pela análise técnica da equipa era exclusivamente sua.

Ainda durante dezembro realizou-se uma reunião entre Paulo Roxo, Rita Martins, Nuno Custódio e Raul Moreira.

Mais uma vez foi solicitada a retificação do contrato.

A resposta foi inequívoca:

"Treinador meu fica dois anos."

Apesar disso, o contrato nunca foi alterado.

Janeiro – Planeamento da época seguinte

Em janeiro existiu uma conversa entre Paulo Roxo e Tomás Barroso sobre o futuro e sobre a necessidade de regularizar o contrato para os dois anos inicialmente acordados.

Na reunião de planeamento do plantel foram identificados três reforços e discutida a continuidade da equipa.

Foi então que Raul Moreira informou que não aprovava a permanência de Sara Ferreira nem de Raquel Santos.

A decisão acabou por ficar suspensa até depois do Campeonato do Mundo.

Março – As movimentações de bastidores

Em março, Raul Moreira telefonou ao treinador do Famalicão para saber se este continuaria no clube.

Depois perguntou-lhe se sabia se Paulo Roxo seria o seu sucessor.

A resposta foi negativa.

Poucos dias depois, a 19 de março, o Benfica disputou a final da Taça da Liga.

Antes do jogo, Paulo Roxo soube que Raul Moreira se tinha reunido com várias jogadoras no hotel, onde lhes transmitiu indicações táticas e afirmou que o treinador delas era fraco.

Confrontado posteriormente com a situação, Raul Moreira respondeu apenas que as atletas nem sequer tinham seguido aquilo que lhes tinha dito.

Apesar de o Benfica ter estado em vantagem por 1-0 durante grande parte da partida, acabou por perder a final nos penáltis.

Várias atletas encontravam-se fisicamente limitadas, entre elas Maria Pereira.

Duas semanas depois, Paulo Roxo foi informado da sua saída.

Nessa altura, a comunicação social já dava praticamente como certa a chegada de Maria como nova treinadora do Benfica.

Durante esse período, Raul Moreira chegou mesmo a afirmar:

"O Nun'Álvares vai ganhar porque tem melhor equipa e muito melhor treinador."

Abril – Finalmente, o treinador escolhe a sua equipa

Após meses de insistência, e já depois de sucessivos pedidos desde novembro, Raul Moreira aceitou finalmente alterar o staff técnico.

A mudança ocorreu apenas a 22 de abril.

Seis dias depois, com uma equipa técnica finalmente escolhida pelo treinador, o Benfica venceu a Taça de Portugal frente ao Nun'Álvares.

O contraste fala por si.

Maio – A tentativa de criar uma falsa narrativa

Em maio ocorreu um dos episódios mais graves.

Segundo a informação conhecida, Raul Moreira contactou um amigo para fazer chegar ao representante de Paulo Roxo a falsa informação de que o treinador já teria contrato assinado com o Famalicão para a época seguinte.

O objetivo era evidente.

Criar uma narrativa de que Paulo Roxo já tinha decidido abandonar o Benfica.

O representante decidiu confirmar diretamente essa informação junto do presidente do Famalicão.

Foi então descoberto que a origem do rumor era um antigo dirigente do clube, afastado da estrutura há cerca de dois anos.

Segundo os relatos, esse antigo dirigente admitiu ter sido solicitado por Raul Moreira para confirmar essa falsa versão caso fosse contactado.

Junho – A semana do título transformada num caos

No dia 15 de junho aconteceu um episódio difícil de compreender.

Na semana que antecedia a final do campeonato, Raul Moreira reuniu-se com Raquel Santos antes do treino para lhe comunicar que não faria parte do plantel da época seguinte.

Dias antes, a sua continuidade ainda tinha sido discutida.

O impacto na equipa foi imediato.

A atleta deixou de atender chamadas.

O ambiente de trabalho deteriorou-se.

Foi apenas graças à insistência de Paulo Roxo que Raquel regressou aos treinos e esteve presente no último jogo.

Quando Paulo Roxo alertou Tomás Barroso para a gravidade da situação, ouviu como resposta:

"Não posso fazer nada. Ele é que é o responsável pela secção."

Foi ainda sugerida uma festa de despedida para a atleta no último jogo.

O treinador considerou a ideia completamente desajustada face ao momento competitivo.

O último jogo

No encontro decisivo do campeonato, houve ainda indicações internas para que a BTV não entrevistasse Paulo Roxo no final da partida, independentemente do resultado.

Após uma entrevista concedida ao Canal 11, Paulo Roxo foi ainda repreendido pelo responsável pela comunicação do Benfica por ter referido que Maria seria a próxima treinadora.

Contudo, essa informação era já do conhecimento generalizado dentro do clube.

Maria já tinha visitado as instalações, conhecido o Museu e a sua chegada era comentada internamente há várias semanas.

A versão oficial não resiste aos factos

No dia 24 de junho, Tomás Barroso afirmou publicamente que Paulo Roxo tinha manifestado vontade de abandonar o Benfica ainda em dezembro.

A cronologia demonstra precisamente o contrário.

Em dezembro foi pedida, novamente, a regularização do contrato.

Em janeiro voltou a existir uma conversa sobre a atualização do vínculo para os dois anos inicialmente acordados.

Quem pretende permanecer num clube não insiste durante meses na regularização de um contrato que, alegadamente, já não quer cumprir.

Por fim, antes mesmo do término do vínculo contratual, os seguranças do Benfica receberam instruções para impedir a entrada de Paulo Roxo nas instalações do clube após 30 de junho.

Uma medida difícil de compreender relativamente a alguém que acabava de concluir uma época ao serviço do Benfica.

Muito para além de um treinador

Cada leitor tirará as suas próprias conclusões.

Mas quando um treinador inicia a época com um contrato diferente daquele que lhe foi prometido, passa meses a solicitar a sua regularização, vê recusadas alterações na equipa técnica, assiste a interferências no balneário, presencia contactos com jogadoras antes de finais, enfrenta rumores fabricados sobre o seu futuro, vê decisões sobre atletas tomadas na semana do jogo do título e termina impedido de entrar nas instalações do clube poucos dias depois de conquistar um troféu, dificilmente se pode falar apenas de uma mudança de treinador.

Esta cronologia revela uma questão muito mais profunda. Revela um problema de liderança, de respeito institucional e de cultura organizacional.

Tomás Barroso prometeu trabalho, mas, em tão pouco tempo, também parece ser um banana, tal como o chefe.

O maior erro foi mesmo terem contratado alguém que enquanto jogador se fartou de insultar o Benfica e os seus adeptos,falta de amor próprio e benfiquismo deu nisto,como tal só posso estar imensamente feliz por este sujeito já não ser treinador do clube.

SLRIOBOM

Citação de: Farripas em 06 de Julho de 2026, 14:27Então o clube comunica à Raquel que ela vai sair e ela só por insistência do treinador é que regressa aos treinos e está presente no último jogo? É suposto acreditar nisto? É suposto isto fazer sentir pena da Raquel? Faz birra e deixa de treinar e poderia nem ir a jogo, no jogo do título??? Independentemente de gostar ou não da decisão, ia deixar as colegas a lutar sozinhas pelo título???


Loles.... Se esta cronologia não foi a pedido do Paulo Roxo...
Podia explicar também a pouca utilização da Raquel Santos nas meias e final do campeonato.

Farripas

Citação de: SLRIOBOM em 06 de Julho de 2026, 14:38
Citação de: Farripas em 06 de Julho de 2026, 14:27Então o clube comunica à Raquel que ela vai sair e ela só por insistência do treinador é que regressa aos treinos e está presente no último jogo? É suposto acreditar nisto? É suposto isto fazer sentir pena da Raquel? Faz birra e deixa de treinar e poderia nem ir a jogo, no jogo do título??? Independentemente de gostar ou não da decisão, ia deixar as colegas a lutar sozinhas pelo título???


Loles.... Se esta cronologia não foi a pedido do Paulo Roxo...
Podia explicar também a pouca utilização da Raquel Santos nas meias e final do campeonato.

A Raquel foi sendo sempre pouco utilizada esta época. E nesta cronologia apresentada, diz que foi na semana da final que ela foi informada que não continuaria, portanto, não teria tido qualquer influência nas meias-finais.

E se ele, Roxo, a foi utilizando tão pouco ao longo da época, porque iria insistir tanto para ela estar presente no jogo 5? Nada disto faz sentido...

E então e o Roxo recusou festa de despedida por causa do momento competitivo? A Raquel não merecia? Se o Ordoñez teve, a Raquel não poderia ter sem interferir com o desfecho do jogo?

Nada disto faz sentido e há coisas que são apresentadas para termos simpatia pelas pessoas, mas para mim, tem o efeito contrário.