Rui Costa, Presidente do Sport Lisboa e Benfica

Presidente, 54 anos,
Portugal

MeteGelo

Citação de: Gsound em 25 de Setembro de 2026, 22:22
Citação de: MeteGelo em 25 de Setembro de 2026, 22:19
Citação de: Gsound em 25 de Setembro de 2026, 21:49
Citação de: Tosta Mistica em 25 de Setembro de 2026, 21:45
Citação de: SLB - século XXI em 25 de Setembro de 2026, 20:421ªParte


Agradeço desde já a atenção prestada, e desejo as maiores felicidades, tanto profissionais como pessoais, a todos os trabalhadores, colaboradores, sócios, adeptos e responsáveis do Sport Lisboa e Benfica.

O objetivo desta carta é esclarecer alguns pontos para o futuro daquilo que é este clube e o seu sucesso no campeonato nacional e fora dele.

O Benfica tem apresentado um nível de futebol e mentalidade muito superior esta época, relativamente à época que passou. Fruto do trabalho da estrutura, da direção, de Rui Costa, de Marco Silva e dos jogadores.

Este domínio a nível de futebol deveria ser suficiente para o Benfica estar neste momento na frente do campeonato nacional. Pratica o melhor futebol em Portugal.
 
O principal rival do Benfica, nos últimos 50 anos e nos próximos 50 anos, foi e será o FC Porto. Nos últimos 50 anos, o Porto tem 26 campeonatos nacionais, o Benfica tem 16 campeonatos nacionais, e o Sporting tem 7 campeonatos nacionais.
O Porto apresenta algumas vantagens estratégicas importantes que é preciso referir.

Começando pela parte mental, o Porto é a única equipa em Portugal que mantém a mesma atitude competitiva, do princípio ao fim do jogo, em todos os jogos da liga portuguesa. O Benfica está muito forte, mas não forte o suficiente neste aspeto ainda. Tem mantido esta atitude em todos os restantes jogos, com exceção do jogo com o Porto, e possivelmente com o Académico de Viseu. Esta é uma vantagem estrutural da equipa do FC Porto. Nos últimos anos, e nas últimas décadas, o clube mais consistente a nível de atitude competitiva estável durante todos os 90 minutos tem sido o Porto, particularmente nos clássicos que disputa. É a única equipa em Portugal que nos jogos decisivos do campeonato, mantém a mesma atitude competitiva e concentrada, estável, do princípio ao fim do jogo. Este é um ponto fulcral, que precisa de ser trabalhado ao nível da preparação mental dos atletas, para este tipo de jogos, claramente, tendo em conta o que se passou nesta semana, e o que se tem passado nas últimas décadas. O Porto tem vantagem psicológica neste aspeto sobre o Benfica. Quer no Dragão, quer no Estádio da Luz.

Terminando a parte mental, há um segundo aspeto sobre o qual o Porto leva clara vantagem. O Porto provoca, atiça e desestabiliza ativamente os jogadores do Benfica, o Universo Benfiquista, e os jogadores de outras equipas, em jogos decisivos, e em momentos de dificuldade das equipas. Além de manter uma atitude competitiva estável do princípio ao fim, o Porto joga com as artes escuras do futebol, e mantém níveis de agressividade muito elevados que estão constantemente no limite entre o cartão amarelo e vermelho, ainda que muitas vezes, de acordo com os especialistas de arbitragem, sejam lances para cartão amarelo. Este nível de agressividade não é punido pelos árbitros com a amostragem do respetivo cartão amarelo, o que condiciona as equipas adversárias, quando deveria condicionar o Porto. Esta abordagem arbitral valida a estratégia do FC Porto. Esta estratégia é seguida, da mesma forma, pelo departamento de comunicação do clube rival. As provocações, insinuações e mentiras, por vezes manipuladoras, servem para acicatar os rivais, e os manipular emocionalmente, desencadeando falta de concentração e a necessidade de responder e reagir, com consequências desastrosas, tanto a nível desportivo, como aconteceu no último jogo, como a nível institucional, social, e psíquico. Reagir é sempre mais fraco do que tomar a iniciativa e liderar. Quer dentro, quer fora de campo. Essa perceção passa para os adeptos do Benfica, e para os jogadores também, e cria um complexo de inferioridade em relação ao rival, e um complexo de superioridade do outro lado correspondente, gerando uma profecia auto-confirmatória. Ancorada e verificada mentalmente, consciente ou inconscientemente, pelas constantes derrotas do clube neste tipo de jogos, e nas contas do campeonato.

A resposta do SL Benfica a estas atitudes e formas de estar tem que ser célere e afirmativa, sob pena de ver o domínio dos últimos 50 anos da parte do Porto repetir-se.

O Porto dispõe de mais uma vantagem, que me parece ser única no futebol mundial neste momento, não estando ao corrente de mais nenhuma situação do género. O Porto tem um presidente que é simultaneamente um treinador de topo no futebol mundial. Acho que é algo inédito no desporto. Além disto, tem uma política de intransigência negocial, e capacidades de gestão muito elevadas também. Este presidente do Porto poderá ser, se o Benfica não tiver cuidado e não se precouver em tempo útil, o Pinto da Costa da era moderna. As vantagens estruturais são as mesmas. Passo a explicar. O Porto tem um modelo de governação presidencialista, que lhe permite aplicar políticas de longo prazo na estrutura do clube. Benfica e Sporting têm um modelo de troca presidencial muito mais volátil, não permitindo encontrar alguém com uma vantagem única, como aliás o Porto já encontrou, o que dificulta a governação e a desenvoltura filosófica e cultural do clube a longo prazo. Muitos anos são muitos anos, e poucos anos são poucos anos. O mesmo se passa no espaço político português e na nossa democracia. A única pessoa que neste momento tem força e peso institucional para fazer frente ao presidente do Porto é Rui Costa. É o único que tem o histórico no clube, a ligação ao terreno de jogo, a ligação visceral àquilo que significa ser Benfica, e os longos anos de vida ainda por percorrer capazes de realmente desafiar o seu homólogo e rival. Não consigo pensar em mais nenhuma figura da história do Benfica capaz de assumir essa responsabilidade, que tenha a dimensão associativa, desportiva, histórica e identitária que Rui Costa tem, e é. Além disto, já demonstrou várias competências ao longo destes anos de mandato, tendo dado grandes provas no ano em que ganhou o seu primeiro campeonato, no ano em que ficámos a 2 pontos do Sporting, e no ano presente. Mas podemos fazer ainda melhor. E o Benfica, considerando a sua identidade e história, não fica, nem pode ficar satisfeito com nada que não seja o 1º lugar.

Vou analisar as soluções para o SL Benfica responder a estas vantagens que neste momento o Porto ainda tem.

No que diz respeito à atitude dos jogadores, os jogadores do Benfica não podem dirigir a palavra aos jogadores do Porto, do princípio ao fim do jogo. Esta atitude tem de lhes ser comunicada sob ordem expressa e justificação plausível, baseada naquilo que é a falta de ética dos jogadores do Porto. A justificação é ainda a seguinte: para manter o rendimento e a atitude competitiva, tem de haver algo constante durante os 90 minutos. Tem de haver algo constante na mente dos jogadores durante todo o jogo. Essa é a base do equilíbrio psicológico durante um jogo de futebol. Isso é o que o Porto tem neste momento. Um foco durante os 90 minutos. Os jogadores do Benfica têm que ter à disposição um pensamento, uma ideia, que sirva de base à sua estabilidade psicológica, e à sua atitude competitiva durante os 90 minutos. Essa ideia tem que estar muito presente e muito vincada neste tipo de jogos em particular, de modo a preservar a estabilidade mental e os índices competitivos dos jogadores. Uma coisa em mente. Sempre. Mesmo que seja a nível inconsciente, por estarem a pensar no jogo. Tem que haver um foco, do princípio ao fim. A escolha deste foco, no jogo com o Porto, prende-se com as táticas utilizadas pelo adversário. O adversário provoca, antes, durante, depois do jogo, durante a época, procurando gerar polémica, discussão, sentimento de vitimização, tanto exterior, quando ganham, como interior, quando perdem. E procuram desestabilizar o adversário a nível psicológico de todas as maneiras. A forma de contrariar isto é simplesmente não dirigir a palavra ao agressor antes, durante e após o jogo. E durante a época. Tanto desportivamente, como institucionalmente.

O segundo ponto é que além de não dirigirem a palavra aos jogadores do Porto, os jogadores do Benfica têm que ser instruídos a comportar-se como irmãos em campo. Aquilo que não falam com os jogadores do Porto, falam entre eles. O foco é ignorar absolutamente os jogadores do Porto, e focarem-se exclusivamente em comunicar uns com os outros. Ajudarem-se, serem solidários. Isto tem que ser transmitido, tão claramente como o primeiro ponto. O foco na ajuda, na entreajuda, na solidariedade, no espírito de equipa, e na defesa dos colegas. Sem dirigir a palavra ao adversário. Estes são os dois lados da mesma moeda, que garantem a união do grupo, e a estabilidade psicológica durante o jogo. E a certeza de que vão ganhar. E o inconformismo se não o fizerem.

Foco total no plano de jogo e na competência desportiva.

Foco psicológico sustentado para os momentos de pressão.

Equipa de arbitragem – neste momento, o Porto continua a dominar a arbitragem do futebol português. Exerce intimidação e pressão direta através de estratégias de comunicação externas e internas. E o Benfica e o Sporting limitam-se a reagir. Se o Benfica não responder, NUNCA, às provocações do Porto, e se limitar a jogar, e a IGNORAR completamente os jogadores do Porto, e os dirigentes do Porto, psicologicamente, quais são os efeitos? Os jogadores do Porto e dirigentes do Porto vão manter as mesmas táticas, só que agora elas vão ficar expostas a olho nu para a equipa de arbitragem, para os especialistas de arbitragem, para o futebol português. E para os adeptos. A comunicação social vai dar conta desta atitude, e isto vai passar a ser debatido publicamente. Os árbitros, sob pena de estarem sempre a ser considerados incompetentes, vão apertar os critérios à equipa do Porto. Em alternativa, o Porto vai diminuir os níveis de agressividade, por medo das consequências, e na mente dos jogadores, vai haver um travão. Se não houver, não importa. A responsabilidade é do árbitro, e a responsabilidade do Benfica é NÃO REAGIR. O Benfica não é mais visto como alguém que está a reagir, mas sim como estando a liderar. Esta prática precisa de ser uma diretriz institucional, comunicada nos meios de divulgação competentes, e cumprida. Declaradamente assumida. Esta precisa de ser a visão e postura do Benfica daqui para a frente. Só assim tem força perante os seus próprios adeptos, e para vergar o adversário. Coloca a pressão diretamente no rival, e cumpre os valores éticos que regem este clube. O Benfica não deve dirigir a palavra ao Porto. Desportivamente, e institucionalmente, salvo as exceções necessárias ao bom funcionamento dos clubes e do futebol português. Ao Porto, ou a qualquer clube que empregue o mesmo tipo de táticas. Isso deve ficar claramente esclarecido para os jogadores e para a equipa. Nem jogadores, nem estrutura, nem direção, nem departamento de comunicação devem jamais reagir ao rival. Nunca, jamais. O Benfica não pode reagir. O Benfica precisa de tomar a iniciativa e liderar. Água e azeite não se misturam. A jogar o jogo do Porto, seremos sempre piores. Temos de criar o nosso próprio jogo, a nossa própria identidade. Esta atitude, dentro e fora de campo, coloca a pressão no opositor. E o Porto que tem que dar uma resposta, para salvar a sua face ética. E vão por 2 caminhos distintos. Ou mantêm a mesma atitude, demonstrando altos níveis de agressividade que com o tempo vão ser punidos pelas equipas de arbitragem. Ou vão seguir o modelo do Benfica, e remeter-se ao silêncio. A supremacia psíquica, em qualquer dos casos, passa para a equipa e para a instituição Benfica. O Porto tem que sair da sua estratégia habitual. Isso deixa qualquer um desconfortável. Resumindo, a agressividade dos jogadores e dirigentes do Porto vai-se virar contra eles, e o Benfica tem que ser intransigente na sua estratégia. Do princípio ao fim da época. O Benfica não é um clube de arbitragem, nem é um clube de comparação a outro. O Benfica é o seu próprio clube, e tem direito às suas visões, respostas e comportamentos, que têm a obrigação de expor a nu as fragilidades do rival, e expor a nu as suas competências e a sua ética desportiva e estrutural. Os jogadores do Porto fazem falta grosseira, os jogadores do Benfica, e o Benfica não reage. Os jogadores do Porto gritam na cara dos jogadores do Benfica, os jogadores do Benfica, e o Benfica, não reage. Os jogadores do Benfica fazem uma falta, e os jogadores do Porto vêm a correr pôr-se na cara dos jogadores do Benfica, ninguém reage. Precisa de ficar muito claro qual é o comportamento dos jogadores e da instituição Benfica, qual é o comportamento dos jogadores e da instituição Porto, e qual é o comportamento da Arbitragem. Isto precisa de ser distinto, e claramente reconhecível. Não pode estar misturado. O silêncio cria essa distinção. Não reagir transmite e tem muito mais poder do que reagir. É muito mais forte. As pessoas por vezes esquecem-se disso. Além disto, cria desestabilização no adversário que está à procura desesperadamente de uma reação. Levando-o a cometer erros. E força-o a admitir a sua incompetência para si mesmo. Que na verdade está na base das suas constantes provocações e na criação de um complexo de superioridade. Se eu só sou melhor porque sou melhor que os outros, ou porque provoco os outros, porque acicato os outros, porque faço batota, porque tenho falta de ética, e de repente não há mais resposta para as minhas provocações, para as minhas ações, para as minhas dramatizações... Eu ponho os meus valores em causa. Consciente, mas mais importante, inconscientemente. Além disto, cria uma necessidade de proteção imediata da parte dos árbitros, após se tornar padrão. Um sentimento de justiça e injustiça. Quanto mais ruído fizer o Porto, pior para eles. Isso acentua o argumento de que o Porto é agressivo e tem um comportamento anti-desportivo ou a roçar o anti-desportivo. E cria-se um ciclo vicioso. A agressividade do Porto tem que se virar contra o mesmo. É necessário colocar as forças do adversário a trabalharem contra ele próprio. Sempre. Esta é a batalha psicológica que o Benfica precisa de vencer, e não está a vencer. Apenas a ética absoluta vai permitir vencer este Porto. Nada mais. Agora e nos próximos 50 anos. Esta abordagem, para ter a aceitação da massa adepta, e unir o Benfica, necessita de ser comunicada expressamente pelo presidente, e colocada num caráter de intransigência e com efeitos imediatos.

Por último, dizer o seguinte. O Benfica, os jogadores do Benfica, precisam de ser instruídos sobre o Porto e as suas táticas, todos os anos. Todos os anos há jogadores novos a chegar ao Benfica. Os jogadores do Benfica precisam de se sentar na sala de aula, e verem vídeos das faltas dos jogadores do Porto, precisam de ver vídeos das provocações dos jogadores do Porto, precisam de ver vídeos da agressividade dos jogadores do Porto, precisam de ver trechos daquilo que é dito na comunicação social, pelos dirigentes do Porto, e comentadores afetos ao Porto, precisam de ver imagens do estádio do dragão em polvorosa, do ambiente nos túneis de acesso, e das maldades feitas por adeptos do Porto a adeptos do Benfica (menina de 4 anos que foi agredida, alegadamente, no estádio do dragão, por celebrar um golo do Benfica). Os jogadores do Benfica têm que ser intensamente naturalizados para aquilo que são as estratégias, táticas, intimidações e manipulações psicológicas da equipa e do clube Porto. Precisam de ser dessensibilizados emocionalmente todos os anos. Se forem dessensibilizados, quando chegarem ao Dragão, mentalmente estão preparados, e mentalmente sentem-se preparados. E exigem ganhar. E vão para cima deles, naturalmente. Jorge Jesus falou de treino de sala há poucos dias. O Benfica precisa de ter treino de sala psicológico sobre o Porto. Isto tem que ser matéria para um jogador do Benfica. O padrão é sempre o mesmo. Há 50 ou 60 anos. Os jogadores têm que estar instruídos, e têm que ser instruídos todos os anos. O futebol é uma batalha psicológica, além de ser uma batalha futebolística e desportiva. E estamos a perder essa batalha.
 
De referir também que o Porto deu uma aula de mística aos reforços que chegaram ao clube. A sua mentalidade familiar e comunitária está muito à frente do Benfica neste aspeto. Ou pelo menos, esta é a perceção que se tem de fora, se não é o que se passa dentro. Este fórum é uma agradável surpresa para mim neste aspeto.



Eu não li. Mas acredito que o Rui assine,mesmo sem ler.

Eu li e até estava a achar interessante. Mas depois....... "A única pessoa que neste momento tem força e peso institucional para fazer frente ao presidente do Porto é Rui Costa."

Vou apanhar ar.
Leva um saquinho de plástico e apanha-me 250g de ar fresco s.f.f. ...

Grato,
MeteGelo

Só tenho um saco para os cocós. Não vou deixar fezes caninas na via pública. Sou um cidadão estruturado.
Ok! Já eu não tenho esses problemas porque os meus cães cagam no campo.
Fui...

Keiroxes

Não faças nada, o camelo do AVB vai debitando mentiras atrás de mentiras, e ninguém o contraria, já pediste o castigo pro Samu ou vais demorar muito, mexe te caralho


RGouveia.SLB

Citação de: SLB - século XXI em 25 de Setembro de 2026, 20:421ªParte


Agradeço desde já a atenção prestada, e desejo as maiores felicidades, tanto profissionais como pessoais, a todos os trabalhadores, colaboradores, sócios, adeptos e responsáveis do Sport Lisboa e Benfica.

O objetivo desta carta é esclarecer alguns pontos para o futuro daquilo que é este clube e o seu sucesso no campeonato nacional e fora dele.

O Benfica tem apresentado um nível de futebol e mentalidade muito superior esta época, relativamente à época que passou. Fruto do trabalho da estrutura, da direção, de Rui Costa, de Marco Silva e dos jogadores.

Este domínio a nível de futebol deveria ser suficiente para o Benfica estar neste momento na frente do campeonato nacional. Pratica o melhor futebol em Portugal.
 
O principal rival do Benfica, nos últimos 50 anos e nos próximos 50 anos, foi e será o FC Porto. Nos últimos 50 anos, o Porto tem 26 campeonatos nacionais, o Benfica tem 16 campeonatos nacionais, e o Sporting tem 7 campeonatos nacionais.
O Porto apresenta algumas vantagens estratégicas importantes que é preciso referir.

Começando pela parte mental, o Porto é a única equipa em Portugal que mantém a mesma atitude competitiva, do princípio ao fim do jogo, em todos os jogos da liga portuguesa. O Benfica está muito forte, mas não forte o suficiente neste aspeto ainda. Tem mantido esta atitude em todos os restantes jogos, com exceção do jogo com o Porto, e possivelmente com o Académico de Viseu. Esta é uma vantagem estrutural da equipa do FC Porto. Nos últimos anos, e nas últimas décadas, o clube mais consistente a nível de atitude competitiva estável durante todos os 90 minutos tem sido o Porto, particularmente nos clássicos que disputa. É a única equipa em Portugal que nos jogos decisivos do campeonato, mantém a mesma atitude competitiva e concentrada, estável, do princípio ao fim do jogo. Este é um ponto fulcral, que precisa de ser trabalhado ao nível da preparação mental dos atletas, para este tipo de jogos, claramente, tendo em conta o que se passou nesta semana, e o que se tem passado nas últimas décadas. O Porto tem vantagem psicológica neste aspeto sobre o Benfica. Quer no Dragão, quer no Estádio da Luz.

Terminando a parte mental, há um segundo aspeto sobre o qual o Porto leva clara vantagem. O Porto provoca, atiça e desestabiliza ativamente os jogadores do Benfica, o Universo Benfiquista, e os jogadores de outras equipas, em jogos decisivos, e em momentos de dificuldade das equipas. Além de manter uma atitude competitiva estável do princípio ao fim, o Porto joga com as artes escuras do futebol, e mantém níveis de agressividade muito elevados que estão constantemente no limite entre o cartão amarelo e vermelho, ainda que muitas vezes, de acordo com os especialistas de arbitragem, sejam lances para cartão amarelo. Este nível de agressividade não é punido pelos árbitros com a amostragem do respetivo cartão amarelo, o que condiciona as equipas adversárias, quando deveria condicionar o Porto. Esta abordagem arbitral valida a estratégia do FC Porto. Esta estratégia é seguida, da mesma forma, pelo departamento de comunicação do clube rival. As provocações, insinuações e mentiras, por vezes manipuladoras, servem para acicatar os rivais, e os manipular emocionalmente, desencadeando falta de concentração e a necessidade de responder e reagir, com consequências desastrosas, tanto a nível desportivo, como aconteceu no último jogo, como a nível institucional, social, e psíquico. Reagir é sempre mais fraco do que tomar a iniciativa e liderar. Quer dentro, quer fora de campo. Essa perceção passa para os adeptos do Benfica, e para os jogadores também, e cria um complexo de inferioridade em relação ao rival, e um complexo de superioridade do outro lado correspondente, gerando uma profecia auto-confirmatória. Ancorada e verificada mentalmente, consciente ou inconscientemente, pelas constantes derrotas do clube neste tipo de jogos, e nas contas do campeonato.

A resposta do SL Benfica a estas atitudes e formas de estar tem que ser célere e afirmativa, sob pena de ver o domínio dos últimos 50 anos da parte do Porto repetir-se.

O Porto dispõe de mais uma vantagem, que me parece ser única no futebol mundial neste momento, não estando ao corrente de mais nenhuma situação do género. O Porto tem um presidente que é simultaneamente um treinador de topo no futebol mundial. Acho que é algo inédito no desporto. Além disto, tem uma política de intransigência negocial, e capacidades de gestão muito elevadas também. Este presidente do Porto poderá ser, se o Benfica não tiver cuidado e não se precouver em tempo útil, o Pinto da Costa da era moderna. As vantagens estruturais são as mesmas. Passo a explicar. O Porto tem um modelo de governação presidencialista, que lhe permite aplicar políticas de longo prazo na estrutura do clube. Benfica e Sporting têm um modelo de troca presidencial muito mais volátil, não permitindo encontrar alguém com uma vantagem única, como aliás o Porto já encontrou, o que dificulta a governação e a desenvoltura filosófica e cultural do clube a longo prazo. Muitos anos são muitos anos, e poucos anos são poucos anos. O mesmo se passa no espaço político português e na nossa democracia. A única pessoa que neste momento tem força e peso institucional para fazer frente ao presidente do Porto é Rui Costa. É o único que tem o histórico no clube, a ligação ao terreno de jogo, a ligação visceral àquilo que significa ser Benfica, e os longos anos de vida ainda por percorrer capazes de realmente desafiar o seu homólogo e rival. Não consigo pensar em mais nenhuma figura da história do Benfica capaz de assumir essa responsabilidade, que tenha a dimensão associativa, desportiva, histórica e identitária que Rui Costa tem, e é. Além disto, já demonstrou várias competências ao longo destes anos de mandato, tendo dado grandes provas no ano em que ganhou o seu primeiro campeonato, no ano em que ficámos a 2 pontos do Sporting, e no ano presente. Mas podemos fazer ainda melhor. E o Benfica, considerando a sua identidade e história, não fica, nem pode ficar satisfeito com nada que não seja o 1º lugar.

Vou analisar as soluções para o SL Benfica responder a estas vantagens que neste momento o Porto ainda tem.

No que diz respeito à atitude dos jogadores, os jogadores do Benfica não podem dirigir a palavra aos jogadores do Porto, do princípio ao fim do jogo. Esta atitude tem de lhes ser comunicada sob ordem expressa e justificação plausível, baseada naquilo que é a falta de ética dos jogadores do Porto. A justificação é ainda a seguinte: para manter o rendimento e a atitude competitiva, tem de haver algo constante durante os 90 minutos. Tem de haver algo constante na mente dos jogadores durante todo o jogo. Essa é a base do equilíbrio psicológico durante um jogo de futebol. Isso é o que o Porto tem neste momento. Um foco durante os 90 minutos. Os jogadores do Benfica têm que ter à disposição um pensamento, uma ideia, que sirva de base à sua estabilidade psicológica, e à sua atitude competitiva durante os 90 minutos. Essa ideia tem que estar muito presente e muito vincada neste tipo de jogos em particular, de modo a preservar a estabilidade mental e os índices competitivos dos jogadores. Uma coisa em mente. Sempre. Mesmo que seja a nível inconsciente, por estarem a pensar no jogo. Tem que haver um foco, do princípio ao fim. A escolha deste foco, no jogo com o Porto, prende-se com as táticas utilizadas pelo adversário. O adversário provoca, antes, durante, depois do jogo, durante a época, procurando gerar polémica, discussão, sentimento de vitimização, tanto exterior, quando ganham, como interior, quando perdem. E procuram desestabilizar o adversário a nível psicológico de todas as maneiras. A forma de contrariar isto é simplesmente não dirigir a palavra ao agressor antes, durante e após o jogo. E durante a época. Tanto desportivamente, como institucionalmente.

O segundo ponto é que além de não dirigirem a palavra aos jogadores do Porto, os jogadores do Benfica têm que ser instruídos a comportar-se como irmãos em campo. Aquilo que não falam com os jogadores do Porto, falam entre eles. O foco é ignorar absolutamente os jogadores do Porto, e focarem-se exclusivamente em comunicar uns com os outros. Ajudarem-se, serem solidários. Isto tem que ser transmitido, tão claramente como o primeiro ponto. O foco na ajuda, na entreajuda, na solidariedade, no espírito de equipa, e na defesa dos colegas. Sem dirigir a palavra ao adversário. Estes são os dois lados da mesma moeda, que garantem a união do grupo, e a estabilidade psicológica durante o jogo. E a certeza de que vão ganhar. E o inconformismo se não o fizerem.

Foco total no plano de jogo e na competência desportiva.

Foco psicológico sustentado para os momentos de pressão.

Equipa de arbitragem – neste momento, o Porto continua a dominar a arbitragem do futebol português. Exerce intimidação e pressão direta através de estratégias de comunicação externas e internas. E o Benfica e o Sporting limitam-se a reagir. Se o Benfica não responder, NUNCA, às provocações do Porto, e se limitar a jogar, e a IGNORAR completamente os jogadores do Porto, e os dirigentes do Porto, psicologicamente, quais são os efeitos? Os jogadores do Porto e dirigentes do Porto vão manter as mesmas táticas, só que agora elas vão ficar expostas a olho nu para a equipa de arbitragem, para os especialistas de arbitragem, para o futebol português. E para os adeptos. A comunicação social vai dar conta desta atitude, e isto vai passar a ser debatido publicamente. Os árbitros, sob pena de estarem sempre a ser considerados incompetentes, vão apertar os critérios à equipa do Porto. Em alternativa, o Porto vai diminuir os níveis de agressividade, por medo das consequências, e na mente dos jogadores, vai haver um travão. Se não houver, não importa. A responsabilidade é do árbitro, e a responsabilidade do Benfica é NÃO REAGIR. O Benfica não é mais visto como alguém que está a reagir, mas sim como estando a liderar. Esta prática precisa de ser uma diretriz institucional, comunicada nos meios de divulgação competentes, e cumprida. Declaradamente assumida. Esta precisa de ser a visão e postura do Benfica daqui para a frente. Só assim tem força perante os seus próprios adeptos, e para vergar o adversário. Coloca a pressão diretamente no rival, e cumpre os valores éticos que regem este clube. O Benfica não deve dirigir a palavra ao Porto. Desportivamente, e institucionalmente, salvo as exceções necessárias ao bom funcionamento dos clubes e do futebol português. Ao Porto, ou a qualquer clube que empregue o mesmo tipo de táticas. Isso deve ficar claramente esclarecido para os jogadores e para a equipa. Nem jogadores, nem estrutura, nem direção, nem departamento de comunicação devem jamais reagir ao rival. Nunca, jamais. O Benfica não pode reagir. O Benfica precisa de tomar a iniciativa e liderar. Água e azeite não se misturam. A jogar o jogo do Porto, seremos sempre piores. Temos de criar o nosso próprio jogo, a nossa própria identidade. Esta atitude, dentro e fora de campo, coloca a pressão no opositor. E o Porto que tem que dar uma resposta, para salvar a sua face ética. E vão por 2 caminhos distintos. Ou mantêm a mesma atitude, demonstrando altos níveis de agressividade que com o tempo vão ser punidos pelas equipas de arbitragem. Ou vão seguir o modelo do Benfica, e remeter-se ao silêncio. A supremacia psíquica, em qualquer dos casos, passa para a equipa e para a instituição Benfica. O Porto tem que sair da sua estratégia habitual. Isso deixa qualquer um desconfortável. Resumindo, a agressividade dos jogadores e dirigentes do Porto vai-se virar contra eles, e o Benfica tem que ser intransigente na sua estratégia. Do princípio ao fim da época. O Benfica não é um clube de arbitragem, nem é um clube de comparação a outro. O Benfica é o seu próprio clube, e tem direito às suas visões, respostas e comportamentos, que têm a obrigação de expor a nu as fragilidades do rival, e expor a nu as suas competências e a sua ética desportiva e estrutural. Os jogadores do Porto fazem falta grosseira, os jogadores do Benfica, e o Benfica não reage. Os jogadores do Porto gritam na cara dos jogadores do Benfica, os jogadores do Benfica, e o Benfica, não reage. Os jogadores do Benfica fazem uma falta, e os jogadores do Porto vêm a correr pôr-se na cara dos jogadores do Benfica, ninguém reage. Precisa de ficar muito claro qual é o comportamento dos jogadores e da instituição Benfica, qual é o comportamento dos jogadores e da instituição Porto, e qual é o comportamento da Arbitragem. Isto precisa de ser distinto, e claramente reconhecível. Não pode estar misturado. O silêncio cria essa distinção. Não reagir transmite e tem muito mais poder do que reagir. É muito mais forte. As pessoas por vezes esquecem-se disso. Além disto, cria desestabilização no adversário que está à procura desesperadamente de uma reação. Levando-o a cometer erros. E força-o a admitir a sua incompetência para si mesmo. Que na verdade está na base das suas constantes provocações e na criação de um complexo de superioridade. Se eu só sou melhor porque sou melhor que os outros, ou porque provoco os outros, porque acicato os outros, porque faço batota, porque tenho falta de ética, e de repente não há mais resposta para as minhas provocações, para as minhas ações, para as minhas dramatizações... Eu ponho os meus valores em causa. Consciente, mas mais importante, inconscientemente. Além disto, cria uma necessidade de proteção imediata da parte dos árbitros, após se tornar padrão. Um sentimento de justiça e injustiça. Quanto mais ruído fizer o Porto, pior para eles. Isso acentua o argumento de que o Porto é agressivo e tem um comportamento anti-desportivo ou a roçar o anti-desportivo. E cria-se um ciclo vicioso. A agressividade do Porto tem que se virar contra o mesmo. É necessário colocar as forças do adversário a trabalharem contra ele próprio. Sempre. Esta é a batalha psicológica que o Benfica precisa de vencer, e não está a vencer. Apenas a ética absoluta vai permitir vencer este Porto. Nada mais. Agora e nos próximos 50 anos. Esta abordagem, para ter a aceitação da massa adepta, e unir o Benfica, necessita de ser comunicada expressamente pelo presidente, e colocada num caráter de intransigência e com efeitos imediatos.

Por último, dizer o seguinte. O Benfica, os jogadores do Benfica, precisam de ser instruídos sobre o Porto e as suas táticas, todos os anos. Todos os anos há jogadores novos a chegar ao Benfica. Os jogadores do Benfica precisam de se sentar na sala de aula, e verem vídeos das faltas dos jogadores do Porto, precisam de ver vídeos das provocações dos jogadores do Porto, precisam de ver vídeos da agressividade dos jogadores do Porto, precisam de ver trechos daquilo que é dito na comunicação social, pelos dirigentes do Porto, e comentadores afetos ao Porto, precisam de ver imagens do estádio do dragão em polvorosa, do ambiente nos túneis de acesso, e das maldades feitas por adeptos do Porto a adeptos do Benfica (menina de 4 anos que foi agredida, alegadamente, no estádio do dragão, por celebrar um golo do Benfica). Os jogadores do Benfica têm que ser intensamente naturalizados para aquilo que são as estratégias, táticas, intimidações e manipulações psicológicas da equipa e do clube Porto. Precisam de ser dessensibilizados emocionalmente todos os anos. Se forem dessensibilizados, quando chegarem ao Dragão, mentalmente estão preparados, e mentalmente sentem-se preparados. E exigem ganhar. E vão para cima deles, naturalmente. Jorge Jesus falou de treino de sala há poucos dias. O Benfica precisa de ter treino de sala psicológico sobre o Porto. Isto tem que ser matéria para um jogador do Benfica. O padrão é sempre o mesmo. Há 50 ou 60 anos. Os jogadores têm que estar instruídos, e têm que ser instruídos todos os anos. O futebol é uma batalha psicológica, além de ser uma batalha futebolística e desportiva. E estamos a perder essa batalha.
 
De referir também que o Porto deu uma aula de mística aos reforços que chegaram ao clube. A sua mentalidade familiar e comunitária está muito à frente do Benfica neste aspeto. Ou pelo menos, esta é a perceção que se tem de fora, se não é o que se passa dentro. Este fórum é uma agradável surpresa para mim neste aspeto.






HB

Citação de: Keiroxes em 25 de Setembro de 2026, 22:39Não faças nada, o camelo do AVB vai debitando mentiras atrás de mentiras, e ninguém o contraria, já pediste o castigo pro Samu ou vais demorar muito, mexe te caralho

Tenham calma que o nosso Ruizinho já vai responder ao AVL.


Tds 28

Citação de: IloveSLB2014 em 25 de Setembro de 2026, 22:43https://www.facebook.com/reel/2268005117386621

Nuno Lobo a lançar repto para a proxima AG
O que este senhor fez para receber tanto apoio no Facebook? Mas está aqui um candidato para receber 50 votos dos sócios mais velho.

Spoiler
Lembrei-me. Segundo o Rui, é apoiado por Vieira. Ganhou coragem para o dizer numa AG
[fechar]

smpslb

Vais deixar de falar sobre o roubo de que fomos alvo no curral, seu manso ?

Aslio

Citação de: smpslb em 26 de Setembro de 2026, 01:08Vais deixar de falar sobre o roubo de que fomos alvo no curral, seu manso ?
Ui... isso já lá vai...

dsdsds44

Cada dia envergonha mais o nosso clube e a nossa história.

Um clube grandioso humilhado pela ausência de uma liderança benfiquista e livre.

Estamos reféns...

dsdsds44

Deixa o Betinho da foz gozar todos os dias com o nosso clube...

Quem votou neste ser devia ter vergonha.

PrestiaNNi

CORNO MANSO!!
Vai lá para o teu milanzinho ou para a atua fiore
pq do BENFICA so gostas dos €€€€€€€€€

RAFL

#535826
Ja nem abola nos respeita....


Novas images da picardia entre samu e bah....

Picardia?????? Aquilo nao foi picardia, foi uma AGRESSÃO

SLBImpério

Cartão vermelho perdoado, prestianni cheio de sangue, agressão a bah
e lenglet é expulso por uma insignificância

O Benfica é uma PALHAÇADA

com 65% de PALHAÇOS a bater palmas

Slb04Sempre

O retardado sofre do mesmo problema do vieira, não é benfiquista