"o Benfica nunca esteve preocupado em saber o que aconteceu" a Nuno Assis

Billy Cobham

Entrevista com o ex-presidente do Instituto do Desporto e do CNAD
Manuel Brito: "o Benfica nunca esteve preocupado em saber o que aconteceu" a Nuno Assis
2007-02-04
Por Duarte Ladeiras e Enric Vives-Rubio/PÚBLICO

A desculpabilização e a falta de cultura desportiva dos dirigentes levou a que o futebol e a administração pública se enfrentassem novamente por causa do doping, desta vez devido ao caso Nuno Assis, afirma Manuel Brito, benfiquista assumido que, no início da década, enfrentou, enquanto presidente do Instituto do Desporto e do Conselho Nacional Antidopagem, a crise da nandrolona no futebol e a resistência dos organismos dirigentes em punirem os jogadores dopados.

Entrevista da PÚBLICA de 4 de Fevereiro



Que leitura faz do acórdão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) que suspendeu Nuno Assis, do Benfica, por um ano?

Embora não seja especialista em direito, acho que o acórdão assenta num enorme rigor técnico jurídico e demonstra, ao nível da decisão, uma avaliação desportiva. Ou seja, tudo levava a crer que o Nuno Assis seria punido com dois anos, tendo em conta as sanções normalmente seguidas pelo TAD e pelas outras modalidades, mas as atenuantes indicadas pelo TAD são muito justas e seguem uma óptica desportiva, de proteger a carreira do atleta. Por outro lado, o acórdão é uma verdadeira humilhação para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), pois uma das razões para que a pena não fosse tão pesada é a incompetência da FPF na gestão de casos de dopagem e a lentidão de procedimentos.

O Benfica tem alguma hipótese de contestar este acórdão no Tribunal Federal suíço?

Acho que não. Foi dada toda a possibilidade de defesa ao jogador. E tanto quanto sei, no passado, nenhum recurso foi acolhido favoravelmente pelas autoridades suíças.

Surpreende-o que o árbitro indicado pelo Benfica tenha assinado esta sentença?

Não. Do modo como interpretei o acórdão, os factos eram bastante claros e a defesa muito fraca, desde as debilidades apontadas ao perito de estatística contratado pelo Benfica até à teoria da conspiração, que foi deitada abaixo, tal era a falta de provas. Foi uma decisão humilhante para a FPF e para a defesa do Benfica.

Como avalia a estratégia seguida pela direcção do Benfica neste processo?

Foi tão mal conduzida que, em termos práticos, o atleta passou de uma suspensão inicial de seis meses, para um ano. A direcção do Benfica nunca esteve verdadeiramente preocupada em saber o que tinha acontecido ao jogador. Noutros casos parecidos houve tentativas de explicações, mesmo que fantasiosas. Lembro-me de um caso em que o Vitória de Setúbal processou uma empresa que lhe vendera um suplemento que tinha cafeína sem nada indicar no rótulo. Mas a estratégia do Benfica foi muito deficiente. Primeiro, apostou nas questões processuais e tentou descredibilizar o Laboratório de Análises e Dopagem [LAD], sem sucesso, porque o TAD considerou credível e convincente o testemunho do director do laboratório, Luís Horta. Depois foram as acusações políticas, desde uma eventual cabala montada pelo PS até à teoria da conspiração contra o Nuno Assis. Parece que o mundo está contra o Benfica e isso não é verdade. As acusações foram um péssimo passo para a luta antidoping em Portugal, porque mais uma vez se vê que muitos dirigentes estão no desporto por motivações políticas, económicas ou de protagonismo, menos desportivas.

Então, o Benfica não tem razão nas críticas que fez ao Conselho Nacional Antidopagem(CNAD), ao LAD e ao secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias...

De modo nenhum. O secretário de Estado agiu com muita firmeza e demonstrou que a luta antidopagem é importante no domínio da verdade desportiva e da saúde pública. Só penso que, numa primeira fase, a acção pública deveria ter sido assumida pelo CNAD, reservando-se o membro do governo para uma segunda fase, nomeadamente depois do parecer da Procuradoria-Geral da República [PGR] sobre a actuação da FPF.

O Benfica falou numa cabala no seio do CNAD e numa vingança perpetrada pelo secretário de Estado do Desporto, a Procuradoria-Geral da República e o TAD? Fazem sentido estas acusações?

Não. São meras especulações, não provadas. E para quem conhece as pessoas envolvidas neste caso é um mero disparate. Essas acusações podem ser interessantes para consumo interno e para títulos de jornais, mas não são minimamente credíveis.

A Procuradoria Geral da República defendeu que deve ser instaurado um inquérito à FPF, por violação da legislação antidopagem, até que a federação revogue o acórdão do conselho de justiça que arquivou o processo de Assis. Entretanto, a decisão do TAD acabou por anular o efeito prático desse acórdão. A FPF deve mesmo assim ser investigada ou punida?

Seguramente. A FPF tem de perceber, de uma vez por todas, que não pode, como faz o seu presidente, Gilberto Madaíl, assobiar para o lado, argumentando que os órgãos internos são independentes ou que foi a Liga de Clubes que decidiu. O presidente é que representa a federação e ele tem de ter uma postura dinâmica no combate ao doping, que, no caso do futebol, como envolve dinheiro, é fraude. A FPF, que dirige uma modalidade com problemas graves de suspeição ao nível da arbitragem e dos comportamentos dos dirigentes, não pode facilitar também na dopagem.

Que razões encontra para que, depois da polémica da nandrolona, o doping tenha originado novo conflito entre a administração pública e o futebol?

A desculpabilização, que é a postura habitual dos dirigentes do futebol. Dizem sempre a culpa é do laboratório, da polícia, de tudo e de todos, mas nunca do atleta, do departamento médico ou dos produtos que são ingeridos. E esta desresponsabilização é uma prova da falta de cultura desportiva dos dirigentes.

Em ambas as polémicas estiveram envolvidos jogadores de clubes grandes. Acha que esse facto teve influência no desenrolar dos processos?

Seguramente. Se não tivesse estado envolvido um clube da importância do Benfica, o caso Assis teria passado de forma discreta: o atleta teria sido punido de acordo com os regulamentos e seria o fim do caso. Mas não: optou-se por um clima de estardalhaço, que só prejudicou o jogador.

Esta e outras polémicas desportivas poderiam ter sido sanadas internamente se houvesse um tribunal arbitral para o desporto português?

Sim. Sou muito favorável a um tribunal arbitral em Portugal, ligado ao Comité Olímpico de Portugal, independente do Estado e do movimento associativo.

Nuno Assis foi suspenso preventivamente em Fevereiro do ano passado e só este ano o processo terminou, com a sentença do TAD. Como pode um jogador lidar com tanta insegurança?

Infelizmente lidei com muitos casos de jogadores com dopagem. Alguns custaram-me muito, porque sou profissional do desporto e fui atleta. A situação do Nuno Assis foi infame do ponto de vista da morosidade do processo, que pode ter-lhe causado traumas irrecuperáveis. Lembro-me também do caso do Quim, quando era jogador do Braga, que entrava em campo e alguns colegas chamavam-lhe drogado. É de uma violência... Um atleta dopado não é um drogado. Não se pode confundir a droga com doping. E o elo mais fraco da cadeia do doping é o jogador, que não sabe o que lhe dão para ingerir, mas é sempre ele e só ele a vítima.

E acha que o Benfica pensou no jogador quando, a um mês de terminar a primeira sanção, decretada pela Liga de Clubes, e de começar a época 2006/07 decidiu recorrer para o conselho de justiça da FPF?

O Benfica terá feito aquilo que os seus advogados e dirigentes, nomeadamente esse Sílvio Cervan, decidiram. Acharam provavelmente que estavam a fazer o melhor, mas, como se sabia à partida, era um processo que não tinha pernas para andar. E a direcção do Benfica não tirou todas as conclusões possíveis do acórdão do TAD, porque anda a fazer uma ronda pelos partidos.

O código mundial antidoping prevê que as penas sejam reduzidas a metade quando os atletas denunciam quem está por detrás dos seus testes positivos. No atletismo isso já aconteceu. Acha possível que um dia um futebolista opte por esta via?

Absolutamente impossível no actual contexto. A lei do silêncio impera e os atletas continuam a ingerir produtos que prejudicam a ssaúde e, por vezes, a própria vida. A história do doping está cheia de mortes — Arthur Lindon, Knut Jessen, Tom Simpson — e de lesões muito graves, como mostra a baixa esperança de vida dos jogadores de futebol americano. No actual contexto, acho que um futebolista nunca conseguiria um novo contrato depois de uma denúncia. Aliás, a preocupação imediata dos dirigentes é dizerem: "está inocente a prova disso é que faço um contrato já para o próximo ano".

Tal como fez o Benfica...

O Benfica fez isso. De facto, nunca se ouviu o Nuno Assis pronunciar-se sobre o caso. Nem sequer esteve presente no TAD. É usual os jogadores não falarem.

Como avalia a actual política antidoping em Portugal?

Estamos no pelotão da frente. Em toda a política desportiva nacional, a área que tem registado mais estabilidade e coerência é esta. Há 34 laboratórios acreditados no mundo e um deles é português. Há países com muito maior importância desportiva que não têm estruturas com a qualidade e credibilidade técnico-científica das nossas. As críticas que foram feitas ao LAD, aos seus técnicos e ao professor Luís Horta, uma figura muito conceituada a nível internacional, foram tiros no pé.

E ao nível do desporto amador e do tráfico de dopantes?

Quando estive do Instituto do Desporto, fiz uma queixa-crime sobre alguns factos que o CNAD detectou e a Polícia Judiciária iniciou investigações, sob égide da magistrada Maria José Morgado, mas não sei em que ponto é que estão. O doping também é fraude: há dinheiro envolvido, traficantes e consumidores. Não é possível continuarmos a saber pela polícia francesa que há tráfico de dopantes a partir de Portugal, como no caso Festina. Fiz parte de um grupo do Conselho da Europa que analisou a política antidopagem italiana e as autoridades locais explicaram-nos que os traficantes de droga eram os mesmos que traficavam dopantes. Há uma cooperação entre a Agência Mundial Antidopagem e a Interpol e o mesmo deve acontecer entre a PJ e o CNAD. E creio que a PJ está qualificada e motivada para o fazer.

Perfil

Manuel Brito é mestre em Ciências da Educação/Metodologia da Educação Física e lecciona, como professor auxiliar convidado, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

É docente no MEMOS (Master Exécutif en Management des Organisations Sportives), organizado pelo Comité Olímpico Internacional.

Teve vários cargos na administração pública desportiva, com destaque para a presidência, entre 1999 e 2002, do Instituto Nacional do Desporto (actual Instituto do Desporto de Portugal) e, por inerência, dos conselhos nacional Antidopagem e Contra a Violência no Desporto.

Foi membro do Comité para o Desenvolvimento do Desporto, do Conselho da Europa, entre 1999 e 2002.

Lidera actualmente a mesa da assembleia-geral da Federação Portuguesa de Natação e é membro da direcção da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

Foi jogador da equipa de râguebi do Benfica, tendo também praticado ginástica e natação no clube "encarnado".



fabricio

Realmente uma suspensão por doping passa despercebida no currículo de qualquer um.

Pinguinha

CitaçãoRealmente uma suspensão por doping passa despercebida no currículo de qualquer um.

Acho que por muito que se faça nunca vai limpar a imagem de dopado. Se nem o Maradona, sendo o melhor jogador de todos os tempos conseguiu fazer esquecer a imagem de dopado, mesmo com tudo o que de fantastico ele fez, era um jogador como o Nuno assis que conseguia ?

Pleasure_+_Pain

Citação de: Pinguinha em 06 de Fevereiro de 2007, 03:02
CitaçãoRealmente uma suspensão por doping passa despercebida no currículo de qualquer um.

Acho que por muito que se faça nunca vai limpar a imagem de dopado. Se nem o Maradona, sendo o melhor jogador de todos os tempos conseguiu fazer esquecer a imagem de dopado, mesmo com tudo o que de fantastico ele fez, era um jogador como o Nuno assis que conseguia ?

Esse não era só dopado, era mesmo drogado.

Ouriço

Citação de: Billy Cobham em 06 de Fevereiro de 2007, 00:12

O código mundial antidoping prevê que as penas sejam reduzidas a metade quando os atletas denunciam quem está por detrás dos seus testes positivos. No atletismo isso já aconteceu. Acha possível que um dia um futebolista opte por esta via?

Absolutamente impossível no actual contexto. A lei do silêncio impera e os atletas continuam a ingerir produtos que prejudicam a ssaúde e, por vezes, a própria vida. A história do doping está cheia de mortes — Arthur Lindon, Knut Jessen, Tom Simpson — e de lesões muito graves, como mostra a baixa esperança de vida dos jogadores de futebol americano. No actual contexto, acho que um futebolista nunca conseguiria um novo contrato depois de uma denúncia. Aliás, a preocupação imediata dos dirigentes é dizerem: "está inocente a prova disso é que faço um contrato já para o próximo ano".


Note-se só a má fé deste Filho da put@ a levantar a suspeita de doping fomentado por parte do Benfica! Deixa a coisa suficientemente vaga, não apontando ninguém, mas como o Benfica anunciou de imediato a renovação a associação é evidente.
É muito leviano e merece uma atitude da parte da direcção.

Zetuga

Um facto e' que se o Benfica nao tem recorrido, o NAssis agora estaria a jogar..

alex_diabólico


Bleach


LeoG

uma grande confusão, mas é curioso como o benfica é que é o mau da fita. foi o benfica que comprou o doping, injectou, fez as palhaçadas da fpf etc...  esse senhor quer tacho nos andrades ?

algarvio

Mais um ressabiado.

Gostei muito do "O Benfica terá feito aquilo que os seus advogados e dirigentes, nomeadamente esse Sílvio Cervan, decidiram.", essencialmente a parte do "...esse...", pois devem ter andado na escola juntos.

O Silvio Cervan entrou em Outubro, pelo que ou este sr. está baralhado, ou sabe mais do que diz.

Factos:
Se o Benfica não tem recorrido, o NAssis estava a jogar.
Os TRÊS TÉCNICOS do LAD/CNAD recomendaram o arquivamento do processo e foram os outros quatro administrativos que em maioria votaram contra.
O CD da Liga tomou uma decisão com base em extractos de uma acta.
A acta só foi enviada na sua totalidade após exigência do advogado do NAssis.
O CJ da FPF não julgou a questão da pena, mas sim aspectos processuais que não foram cumpridos.
Se vocês se julgassem inocentes e fossem condenados, por roubo por exemplo, não recorriam???
É óbvio que correu mal, mas não há dúvida que o inútil teve um papel importante. Vejam lá se o inútil que está tão preocupado com o desporto português se já fez algum comentário aos "arguidos" que continuam a apitar jogos ou a fazer parte da FPF ou da Liga?
Isto já não é importante para a transparência do desporto.


Abraço

João


Abraço

João

alex_diabólico

Citação de: Zetuga em 06 de Fevereiro de 2007, 09:22
Um facto e' que se o Benfica nao tem recorrido, o NAssis agora estaria a jogar..

Mas se ele está inocente o Benfica e o jogador tinham de recorrer. Este CNAD está a anos luz de um bom desempenho, é uma merda de uma instituição que anda a brincar aos controlos. O  procedimento que eles tomaram (pelo que veio a público) não foi o correcto, logo têm de ser denunciados e aquela merda para julgar pessoas têm funcionar bem.

sóáguias

Não vou aqui dizer que o Nuno Assis é culpado ou inocente, pois não estou habilitado a proferir tal juizo. O que posso dizer é que a defesa do jogador, feita pelo Departamento Médico e Jurídico do clube foi muito fraca, para não dizer inexistente. Todos sabemos que para fazer prova de inocência (era esse o objectivo do Benfica), devemos munirmo-nos de provas consistentes e irrefutáveis, para fazer valer a nossa posição. O que se sabe hoje, é que nada disso foi feito, ou seja, os tais promotores da defesa do jogador assentaram a defesa do mesmo numa teoria da conspiração, que mesmo presumindo a sua veracidade, não serve de prova em nenhum Tribunal. O que se consegui com essa aventura foi mais meio ano de suspensão para o atleta e que o Benfica fique privado durante 6 meses de uma mais valia para o plano desportivo. O secretário de Estado pode ter agido de má fé, o TAS pode estar sobre influência do Apito, o CNAD que o actual Director Clínico do Benfica conhece bem pode ser uma treta...mas nada disto prova a inocência do jogador, o que me leva a perguntar se a atitude dos responsáveis pela defesa do jogador (Dep. Médico e Dep. Jurídico), não foi uma fuga para a frente no sentido de criar "ruído" e assim mais uma vez escamotear responsabilidades próprias. Acredito que o Nuno esteja inocente, agora não acredito na competência de quem o defendeu!

Viva o Benfica e o resto vai tudo às Urtigas!!!

diabinho_in_love


Zetuga

Citação de: sóáguias em 06 de Fevereiro de 2007, 09:58
Não vou aqui dizer que o Nuno Assis é culpado ou inocente, pois não estou habilitado a proferir tal juizo. O que posso dizer é que a defesa do jogador, feita pelo Departamento Médico e Jurídico do clube foi muito fraca, para não dizer inexistente. Todos sabemos que para fazer prova de inocência (era esse o objectivo do Benfica), devemos munirmo-nos de provas consistentes e irrefutáveis, para fazer valer a nossa posição. O que se sabe hoje, é que nada disso foi feito, ou seja, os tais promotores da defesa do jogador assentaram a defesa do mesmo numa teoria da conspiração, que mesmo presumindo a sua veracidade, não serve de prova em nenhum Tribunal. O que se consegui com essa aventura foi mais meio ano de suspensão para o atleta e que o Benfica fique privado durante 6 meses de uma mais valia para o plano desportivo. O secretário de Estado pode ter agido de má fé, o TAS pode estar sobre influência do Apito, o CNAD que o actual Director Clínico do Benfica conhece bem pode ser uma treta...mas nada disto prova a inocência do jogador, o que me leva a perguntar se a atitude dos responsáveis pela defesa do jogador (Dep. Médico e Dep. Jurídico), não foi uma fuga para a frente no sentido de criar "ruído" e assim mais uma vez escamotear responsabilidades próprias. Acredito que o Nuno esteja inocente, agora não acredito na competência de quem o defendeu!

Viva o Benfica e o resto vai tudo às Urtigas!!!

Precisamente isto que quis dizer..

Pleasure_+_Pain

Citação de: Bleach em 06 de Fevereiro de 2007, 09:28
eh  pa estou sem som no pc , mas o gajo deste video , não é esse cromo?

http://www.youtube.com/watch?v=HlkZsZCz_K0

Não Bleach. Esse é o Luís Horta, director do laboratório de análises e dopagem.