Comunicação Social

XHITA



A coluna do Senador: A absolvição e o falso réu

Por Rui Moreira

Jesualdo sabe muito de futebol. Os portistas estão-lhe gratos e acreditam que conseguirá a proeza de vencer o terceiro título nacional. Já há, por isso, quem ache que não pode sequer ser discutido e, imagine-se, quem diga que nunca se poderá provar que, se as opções tivessem sido outras, o resultado teria sido melhor. Ora, também se pode contrapor a esse lapaliciano simplismo que, pela mesma ordem de ideias, nunca se poderá provar que as alternativas não seriam melhores.

Vem isto a propósito de Jesualdo ter voltado a recorrer a Pedro Emanuel para jogar a lateral em Madrid, e de novo no Dragão. Ora, com Tomás Costa e Mariano Gonzalez disponíveis, ainda compreendo que, no primeiro caso, tivesse sido utilizado como substituto, porque restava pouco tempo e sua a experiência e voz de comando poderiam compensar a sua lentidão. Já contra o debilitado Sporting, não consigo entender que tenha sido escolhido de início.

Desde logo, porque uma opção tão defensiva era um sinal de temor perante o adversário, o que é um estado de alma inaceitável e injustificado. Depois, porque obrigaria Lucho e depois Raul Meireles a trabalhos forçados, jogando mais recuados e encostados à linha, o que os desgastou e por reflexo facilitou o controlo do meio-campo pelo adversário.

O que me leva a escrever isto são as duras críticas que foram dirigidas a Pedro Emanuel. Ora, se há alguém que não contribuiu para esta escolha foi ele, que fez das tripas coração para jogar os 90 minutos no Dragão, em duas posições que não se adaptam à sua experiência e às suas aptidões físicas.

Por isso e para evitar injustiças, siga-se o mesmo princípio que desculpabiliza o professor. Admita-se, ao menos, que sem Pedro Emanuel, as coisas ainda poderiam ter corrido pior. Porque ele não merece ser réu, só porque se quer absolver outra pessoa.

XHITA

Eis um artigo muito interessante...



Futebol: Novo licenciamento ameaça sobrevivência de clubes

Gilberto Madail defende implementação de regras mais rígidas e pede contenção.
Joaquim Evangelista propõe fiscalização externa.
Governo diz que se vive acima das possibilidades.

Por Paulo Veríssimo

Todos estão de acordo em acabar com os problemas financeiros no futebol português. Mas, ao mesmo tempo, também estão de acordo que os dirigentes que andam nos clubes vivem acima das possibilidades. Com o assunto dos ordenados em atraso na ordem do dia, ontem o presidente da Federação, secretário de Estado da Juventude e Desporto e presidente do Sindicato de Jogadores comentaram os incumprimentos dos clubes da Liga e lançaram mais alguns alertas àqueles que vivem com a corda na garganta há alguns anos.

Gilberto Madail foi o mais contundente. O dirigente lançou o exemplo do licenciamento para a UEFA para avisar os clubes das dificuldades que se avizinham.

«Com o novo modelo vai ser cada vez mais difícil a participação em competições europeias. É esse mesmo modelo que temos de transportar para a realidade nacional. Com alguma tolerância, é certo, mas os clubes têm de saber que têm de cumprir os orçamentos. Se isso não acontecer, existe o risco de alguns clubes poderem acabar», alertou, recordando que, em 2007/08, dos oito emblemas que se candidataram às provas da Europa dois deles não foram admitidos por não cumprirem os pressupostos financeiros.

Esse novo licenciamento para as competições nacionais será proposto à Liga dentro de meses, para ser aprovado. Mas poderá também expandir-se aos clubes que participam nas provas não profissionais (II e III divisões e Distritais). «Têm de existir regras de participação financeira», sugeriu Madail, destacando:

«As alterações dos regulamentos passam pela aprovação dos clubes. Esse é o problema e até compreendo. Mas, com a implementação do novo regime jurídico, o executivo da FPF poderá colocar em prática determinado tipo de medidas que poderão ter efeito.»

Quem bate palmas é Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores. «Acho muito bem. Tenho pena é que essa medida ainda não tenha sido implementada. Devia ser colocada em prática já na próxima época. É fundamental haver regras de controlo, mas por entidades equidistantes. Só assim o sistema pode funcionar. Rigor e responsabilidade são necessários», avançou.

E. Amadora lembrado

Apesar de os jogadores do E. Amadora terem recebido ontem parte de um mês de vencimentos [ver página 18], este é o caso mais mediático. O secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, socorreu-se dos abusos dos homens do futebol para comentar essa situação concreta. «Vivem acima das suas capacidades. Creio que os dirigentes do futebol português estão conscientes disso e tentam encontrar soluções», afirmou, salientando que não basta apenas criar regras, uma vez que as mesmas «existem há muito e não têm surtido efeito».

Sobre as receitas da Taça de Portugal, competição na qual o E. Amadora tem feito boa figura, Madail lembrou que a Federação tem feito um esforço para encontrar patrocinadores para a prova, mas, por motivos alheios (contas penhoradas por exemplo), nem sempre é possível pagar aos clubes.

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Joaquim Evangelista estranha silêncio dos atletas do Boavista

Presidente do Sindicato salienta exemplos europeus para combater atrasos nos ordenados.

O Estrela da Amadora é o caso mais grave na Liga no que toca a incumprimentos salariais (cinco meses em atraso), mas Vitória de Setúbal, Leixões e Belenenses também passam por momentos delicados de tesouraria.

Mesmo assim, e focando-se na Liga de Honra, Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores, recordou ontem o caso do Boavista, para ele, o mais flagrante de todos em Portugal.

«O Boavista é talvez o caso mais grave do futebol português. E o silêncio daqueles jogadores é incompreensível. Ninguém fala publicamente sobre o caso. Reprovo e condeno o que tem acontecido. O Boavista não tem condições para participar nas competições profissionais e os futebolistas têm de repudiar o que lhes está a acontecer», alertou o sindicalista.

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Mais campos para os jovens

Federação e Governo assinaram protocolos com câmaras da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Gilberto Madail e Laurentino Dias, à margem dos problemas financeiros que vivem os clubes portuguweweses, assinaram ontem, no Polidesportivo do Bairro do Casal dos Machados (Lisboa), com as autarquias da Região de Lisboa e Vale do Tejo protocolos para a construção de mais 27 mini-campos destinados à actividade desportiva infanto-juvenil. Refira-se que estes campos, de relva sintética, permitem a prática de futebol, basquetebol, ginástica e andebol.

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Frontalmente: A Prática é mais importante do que a Teoria ou o caso de Jorge Jesus

Por Manuel Sérgio

O Homero Serpa, se ainda tivéssemos a imensa ventura da sua presença inesquecível, repetiria, hoje, de bom grado, o que me disse há bem três anos atrás, respondendo à questão que lhe levantei: Qual a impressão que tens do Jorge Jesus? E ele, uma consciência pura e de vigilante acuidade, adiantou: «É um grande treinador!». E naquele mesmo instante decidimos convidar o então treinador do nosso Clube a que, sempre que assim o entendesse, nos acompanhasse no nosso almoço semanal das quartas-feiras, no Estádio do Restelo. Não sei se por haver entre nós três (o Homero, o Jorge Jesus e eu) certas e íntimas similitudes de sensibilidade lisboeta, a verdade é que, na quarta-feira seguinte, já o Jorge Jesus almoçava connosco, saboreando demoradamente a cabeça de pescada de que tanto gosta. Logo no primeiro almoço o nosso convidado nos surpreendeu com uma frase que manejou hábil e destro: «Quero avisar os meus amigos que não estou aqui só para comer pescada — quero aprender alguma coisa convosco». Enfim, uma frase digna de emparceirar com outras que eu já escutara ao José Maria Pedroto, ao José Mourinho, ao Manuel Jesualdo Ferreira e ao Mário Wilson, todos eles com aquela «douta ignorância» típica dos sábios. O humorista brasileiro Nelson Rodrigues garantia, com a ironia ácida que o caracterizava, que no futebol «qualquer velho, já com varizes, ainda é um refinado vaidoso». Ele não dizia «vaidoso», mas abstenho-me de reproduzir ipsis verbis o palavrão. A verdade é que parecia humilde o Jorge Jesus, não se deixando embriagar pelo cortejo de hipérboles (espécie que cordialmente execrava) que sempre rodeiam os magos da bola, nos quais os treinadores naturalmente se inserem. Queria aprender connosco, mas também nós aprendíamos com ele. É que o Jorge Jesus mostrava que já construíra a teoria da sua prática...

Recordo Herbert Marcuse: «A prática não está apenas no fim, mas já no princípio da teoria, sem que por esse facto se tenha de entrar num terreno estranho e exterior à teoria». De facto, a teoria radica na prática... mesmo a teoria que é matéria das aulas na universidade. Só que, por vezes, na universidade, se pretende instrumentalizar a prática, de acordo com as teorias nefelibatas de certos professores que não sabem a que prática se referem. À teoria não estão cometidas tarefas que dêem a prática ao olvido. A teoria é um dos momentos em que um saber se desenvolve, proveniente da prática e esperando o seu momento de voltar a uma nova prática. A teoria perspectiva e antecipa uma nova prática, porque a ela se destina. Só a prática transforma. De facto, em unidade dialéctica com o papel orientador da teoria, mas com a teoria que procura a prática, porque só esta pode transformar a realidade objectiva. Por isso, quem unicamente teoriza e não pratica: não sabe! Quero eu então dizer que é o antigo jogador de futebol o melhor treinador, no futuro? Quero dizer tão-só que a prática é um coadjuvante precioso às decisões de um treinador. Mas não é tudo! E porquê? Porque o desporto é um dos aspectos da motricidade humana e, ao nível da complexidade humana em movimento intencional, procurando superar e superar-se, são precisas qualidades de liderança, de perspicácia, de lucidez, de coragem, de capacidade de comunicação, de humanismo até, que nem sempre o prático possui, nem sempre o teórico conhece. Há formas de consciência que devem acompanhar a prática desportiva, mas sem esquecer que a transformação da realidade é um processo material. Com intencionalidade? Com certeza! Donde devem emergir aqueles valores, sem os quais impossível se torna viver humanamente? Sem dúvida! Mas onde teoria e prática formem uma totalidade em permanente devir!

Já escrevi que «É o Homem que se é que triunfa no treinador que se pode ser». Sem determinadas qualidades humanas, não nasce, como treinador, um «profissional do êxito» (como um dia adjectivei o José Maria Pedroto). Por mais que esse treinador estude, por mais que esse treinador pense. Ora, essas qualidades tem-nas, sem margem para dúvidas, o Jorge Jesus (que também pensa e estuda, embora sem um curso universitário). E tanto lhe bastam para ser um «profissional do êxito». São diminutos os seus conhecimentos em anátomo-fisiologia? Ou em bioquímica do comportamento motor? Ou em pedagogia? Ou em sociologia? Ou em biomecânica? Ou em antropometria?... Mas sabe o suficiente para ser um líder, na alta competição desportiva! Ele prova, com exuberância, que a prática é mais importante do que a teoria e a teoria só tem valor, se for a teoria de uma determinada prática! Não termino, sem referir que um treinador de craveira excepcional não faz, por si só, um clube vencedor. O clube, no seu todo, há-de preparar-se, para tanto. Mas a tese do meu artigo é outra: para transformar, não basta teorizar! Há até quem saiba teorizar de forma delicada, meticulosa, polida e não passe de um óptimo treinador-adjunto. Para treinador-principal é preciso ter o que o Jorge Jesus tem! Tudo isto se tornava fácil, se os recém-licenciados em Desporto soubessem que são especialistas numa ciência humana. Mas não sabem e, como diz o meu querido amigo José Neto (que, mesmo sem o querer, muito me tem ensinado): «É uma pena!». A propósito: o Jorge Jesus estuda, o mais que pode, a metodologia específica das ciências humanas. Talvez isto explique muita coisa...

Strata

A coluna do Senador: Há um buraco nas contas

Por Sílvio Cervan

Finalmente estamos todos de acordo numa análise. Nós, benfiquistas e os nossos adversários: há um imenso buraco nas contas do Benfica. Assim torna-se difícil o trabalho que tem sido feito.

Ora vamos tentar repor a verdade nas contas e comunicar à CMVM.

Mais dois pontos contra o Rio Ave por penalty por marcar a nosso favor; não esquecer o golo mal anulado e penalty por marcar no Estádio do Mar, o que dá mais dois pontinhos; mais dois ainda contra o Nacional por golo mal anulado ao Benfica; para sermos justos vamos devolver dois pontinhos que temos a mais contra o Sp. Braga; não esquecer também o sr. Elmano que no Restelo não marcou um penalty e perdoou uma expulsão, ou seja mais dois pontitos; adicionar também mais dois pontos pela invenção do penalty no Dragão, e por fim considerar que os prejuízos contra o V. Setúbal não podem ser invocados porque num jogo assim não temos moral para falar. Dar os parabéns ao Sporting e ao Trofense que nos venceram com mérito e qualidade.

Agitar tudo, ligar a calculadora, e ver que nos faltam oito pontos. Ou seja há buraco nas contas. Onde se lê «a dois pontos de distância do FC Porto» dever-se-ia ler «com seis de avanço da concorrência».

Pode a CMVM fazer algo? Não creio. Aplica-se aqui o artigo 35 do código das sociedades comerciais à Liga? Não julgo. Mas que há buraco nas contas, disso, quase todos os benfiquistas se aperceberam.

Grande sublinhado para a coragem de João Vieira Pinto que assumiu ser contra as naturalizações no futebol português. Não está em causa o imenso valor dos jogadores, está em análise o princípio do que deve ser uma Selecção Nacional. Grande jogador dentro de campo, acertivo na análise fora dele. Numa semana em que o êxito de Riade foi lembrado podíamos traçar um caminho que nos permita repeti-lo.

:buck2:

XHITA



Lance livre: Não a Liedson na Selecção

Por Santos Neves

Há o óbvio: qualquer pessoa tem direito a adquirir segunda nacionalidade, desde que cumpra as regras para tal necessárias. Com consequente comunhão de direitos e de deveres.

Há o menos óbvio: muitas naturalizações se fazem por jogo de interesses, seja o dessa pessoa, seja a conjugação de interesses das duas partes... Amiúde isso se verifica em circunstâncias meramente pontuais, sem lastro de fundo na ligação emocional; impôs-se a razão prática, nunca lá estará o coração.

E há o flagrante oportunismo. Muito mais grave se partir do país para o novo concidadão... Ora considero ser esse o caso se Liedson, naturalizado português, logo for chamado à Selecção Nacional. Porque, como alguém já disse, a Selecção precisa muito mais de Liedson do que ele dela precisa. Liedson quer ser português; muito bem. Muito mal se a FPF lhe lançar SOS à beirinha de desespero na luta por qualificação para o Mundial...

Infelizmente, já assim foi com Deco e com Pepe. E assim tem sido noutros países — o que nada me interessa; chocante seria ver a nossa Selecção rumo à vertigem.

Friso: há enormes diferenças entre os casos de Deco e de Pepe; e o de Liedson fica algures entre eles.

Combati, sabendo que em vão, a possibilidade de Deco ser chamado à Selecção Nacional. Porque abria precedente...; porque Deco muito esperava/desejava chamada à selecção do Brasil...; e porque até a sua naturalização tinha que se lhe dissesse, tão evidente era o prioritário objectivo, para o próprio e para o FC Porto: torná-lo europeu comunitário, única forma de para muitos mais milhões subirem as verbas da sua transferência (num ápice, Barcelona). Os anos passaram, Deco, grande futebolista, é importantíssimo na Selecção, é bom profissional, mas... já repararam que nunca canta o hino de Portugal?; e para onde voa nas férias? — Brasil, evidentemente. Tal como, por exemplo, a enorme maioria de luso-franceses corre para Portugal. A razão do profissionalismo é uma coisa; outra é o coração. Diabos me levem se uma Selecção Nacional já não implica coração a 100%!

Nada tive contra entrada de Pepe na equipa de todos nós. Porque Pepe me convenceu. Quando, já senhor dos galões do Real Madrid, abordado para eventual chamada à selecção do Brasil e para nada precisando da nossa, respondeu, taxativo: «Sempre disse, e mantenho: quero jogar por Portugal». Aí, com possibilidade de escolha e já sem cifrões em jogo, o coração decidiu... pelo menos quanto a manter a palavra dada. Nada por acaso, vemos Pepe cantar o hino...

Liedson fica a meio caminho... Não tem culpa de só aos 32 anos poder naturalizar-se português. E, face à idade, tornar-se europeu comunitário não assume transcendental importância para transferência com enorme repercussão financeira... Mas, 6 anos decorridos, onde já se viu o coração de Liedson ser, ao menos metade, lusitano? Para onde sempre voa no Natal e nas férias?...

ACIMA de tudo: que construção se quer fazer no nosso desconchavado futebol? Transpor para a Selecção Nacional, aproveitando naturalizações, a percentagem, já a rondar 60%, de estrangeiros nas nossas equipas?!!! Que flagrante, e terrível!, oportunismo vem a ser este do apelo a Liedson por a Selecção não ter excelente ponta-de-lança como ele, indiscutivelmente, é?! E, depois de Deco, Pepe e Liedson, chama-se Paulo Assunção porque nos falta médio--trinco? E, a seguir, corre-se para defesa-esquerdo naturalizado? E se guarda-redes der jeito? Onde se pára? Imperioso: pare-se... já!

Era o que faltava, quando o treinador nacional é Carlos Queirós, tão ligado à formação de futebolistas e aposta para liderar melhores caminhos do futebol português, ser logo ele a pactuar com puro oportunismo.

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Coisas da vida: Era suposto...

Por Mário Nóbrega

Era suposto haver futebol no FC Porto-Sporting. O que houve, porém, foi jogadores estatelados no relvado, empurrões, puxões, agressões verbais, cotoveladas, entradas violentas, pisões, interrupções constantes (45 faltas, 20 do FC Porto, 25 do Sporting). Julgo, aliás, que no Líbano, durante os seis meses que durou a sua problemática missão militar, João Ferreira não viu gente tantas vezes deitada no chão. Jogo demasiado pobre para a importância de um clássico.

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O V. Setúbal tem a sua existência em perigo. O E. Amadora continua a não encontrar uma solução credível que o leve a ver a luz ao fundo do túnel. O rol de clubes, neste particular, não fica porém por aqui. Soube-se, agora, que as SAD de Benfica, FC Porto e Sporting somaram, de 1 de Julho a 31 de Dezembro do ano passado, um prejuízo de 13 milhões de euros, com o Benfica em primeiro lugar, com 9,35 milhões. Era suposto ser doutra maneira? Pois, mas não é. Para onde caminha o futebol português?

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José Mourinho está para a polémica no futebol como o pirómano está para os fogos na floresta. Mas também se sabe, porque é inteligente e profundo conhecedor do meio onde é profissional de reconhecido gabarito, que José Mourinho tem os timings certos, certíssimos, para provocar a controvérsia. E ainda a medida certa para o fazer. Só que, desta vez, José Mourinho — e até lhe poderiam assistir razões para o efeito — é bem capaz de ter ido demasiado longe, é bem capaz de ter ultrapassado a fronteira do aceitável nas suas acusações à comunicação social italiana, e comprou uma guerra com um sector implacável cujo desfecho está longe de uma definição. E era suposto que José Mourinho já fosse conhecedor desta realidade. Além do facto de, para desproteger a sua táctica de comunicação, o Inter continuar com o passe desacertado...

Tity Henry 14

Eu vi o programa todo mas não percebi bem kuais foram as palavras do lobinho kuando o sr. benfiquista Camilo Lourenço acabou de falar...alguem me esclarece???

ednilson

Qualquer coisa deste género "Andou este caramelo 5 anos a defender Scolari para agora exigir a Queiroz que resolva os problemas criados por este"......mais ou menos isto...

Pedro Neto

#27232
Citação de: ednilson em 06 de Março de 2009, 14:24
Qualquer coisa deste género "Andou este caramelo 5 anos a defender Scolari para agora exigir a Queiroz que resolva os problemas criados por este"......mais ou menos isto...

Foi o Scolari que foi ao Brasil jogar sem ponta-de-lança e sem trinco mamar 6? Foi o Scolari que tirou de campo uma "torre" para meter o Moutinho nos minutos finais do desafio com a Dinamarca? Os "problemas" foram dois apuramentos para competições internacionais, com uma final, uma meia-final e uns quartos-de-final. Que Queiróz consiga, pelo menos, um destes problemas. Que os seus defensores tenham a mesma exigência para o actual, do que tinham para o anterior. É que o anterior foi o melhor de sempre.

insatisfeito

Citação de: ednilson em 06 de Março de 2009, 14:24
Qualquer coisa deste género "Andou este caramelo 5 anos a defender Scolari para agora exigir a Queiroz que resolva os problemas criados por este"......mais ou menos isto...

e acabou com "enfim..."

Este lobo tb quando vai alguém ao programa derrete-se em elogios...

ednilson

Citação de: Pedro Neto em 06 de Março de 2009, 14:26
Citação de: ednilson em 06 de Março de 2009, 14:24
Qualquer coisa deste género "Andou este caramelo 5 anos a defender Scolari para agora exigir a Queiroz que resolva os problemas criados por este"......mais ou menos isto...

Foi o Scolari que foi ao Brasil jogar sem ponta-de-lança e sem trinco mamar 6? Os "problemas" foram dois apuramentos para competições internacionais, com uma final, uma meia-final e uns quartos-de-final. Que Queiróz consiga, pelo menos, um destes problemas. Que os seus defensores tenham a mesma exigência para o actual, do que tinham para o anterior. É que o anterior foi o melhor de sempre.

Eu só achei piada ao ataque do LFL ao ressabiado do Camilo.

Que o Queiroz é mau, nenhuma dúvida.

unum

Citação de: Pedro Neto em 06 de Março de 2009, 14:26
Citação de: ednilson em 06 de Março de 2009, 14:24
Qualquer coisa deste género "Andou este caramelo 5 anos a defender Scolari para agora exigir a Queiroz que resolva os problemas criados por este"......mais ou menos isto...

Foi o Scolari que foi ao Brasil jogar sem ponta-de-lança e sem trinco mamar 6? Foi o Scolari que tirou de campo uma "torre" para meter o Moutinho nos minutos finais do desafio com a Dinamarca? Os "problemas" foram dois apuramentos para competições internacionais, com uma final, uma meia-final e uns quartos-de-final. Que Queiróz consiga, pelo menos, um destes problemas. Que os seus defensores tenham a mesma exigência para o actual, do que tinham para o anterior. É que o anterior foi o melhor de sempre.

Nem mais...

Pedro Neto

Citação de: ednilson em 06 de Março de 2009, 14:30
Citação de: Pedro Neto em 06 de Março de 2009, 14:26
Citação de: ednilson em 06 de Março de 2009, 14:24
Qualquer coisa deste género "Andou este caramelo 5 anos a defender Scolari para agora exigir a Queiroz que resolva os problemas criados por este"......mais ou menos isto...

Foi o Scolari que foi ao Brasil jogar sem ponta-de-lança e sem trinco mamar 6? Os "problemas" foram dois apuramentos para competições internacionais, com uma final, uma meia-final e uns quartos-de-final. Que Queiróz consiga, pelo menos, um destes problemas. Que os seus defensores tenham a mesma exigência para o actual, do que tinham para o anterior. É que o anterior foi o melhor de sempre.

Eu só achei piada ao ataque do LFL ao ressabiado do Camilo.

Que o Queiroz é mau, nenhuma dúvida.

Nada contra ti. Estava, apenas, a utilizar o teu texto para rebater. :)

o_bEnFiQuIsTa

Foi um programa de bajulação ao Queiroz por parte do João Pinto e Luís Freitas Lobo. É incrível como o discurso muda quando as pessoas estão frente a frente. O único que dispensou o ass-licking foi o Camilo que, muito bem, disse que o Queiroz tinha passado o programa todo a desculpar-se.

Pedro Neto

Também acho que o Camilo foi acertivo. Achei o LFL deselegante. Por acaso gosto bastante do discurso do Queiróz, mas as palavras do Camilo foram acertadíssimas. Também sou suspeito porque gosto imenso das intervenções dele. Portugal, neste momento, precisa é de um problem solver e não de um problem finder. Chega de falar de Scolari, há que resolver os problemas e ganhar jogos. Parece-me que Orlandos Sás não vão ajudar. Parece-me que jogar sem trinco ou sem pdl não vai resultar.

insatisfeito

E o lobo a gabar-se se lhe perguntassem sobre o ultimo mundial de sub-20 estavam lixados pq ele sabia tudooooooooooo.