Comunicação Social

Lord_MerlliN

O grande problema é que como é habitual estes beneficios ao fcporco no inicio do campeonato valem titulos.

Tem sido sempre assim, começam mal e são beneficiados para não se afastarem. Assim que chegam ao 1º lugar não se vê tantas ajudas, mas o mal já está feito.

magic_maker

Citação de: Lord_MerlliN em 30 de Outubro de 2009, 12:13
O grande problema é que como é habitual estes beneficios ao fcporco no inicio do campeonato valem titulos.

Tem sido sempre assim, começam mal e são beneficiados para não se afastarem. Assim que chegam ao 1º lugar não se vê tantas ajudas, mas o mal já está feito.


Precisamente, o mal é que o pessoal no fim nem se lembra disso, se fizerem um apanhado dos inícios de época até se passam hihihihi.

XHITA



Plenos poderes: Paixões e inquisições

Por Rui Moreira

O FC Porto ganhou a Supertaça, quase garantiu a passagem à fase seguinte da Champions, e, apesar de ter tido um calendário mais difícil, está a apenas a três pontos do Benfica. Tudo isto acontece depois de ter feito um encaixe financeiro considerável que lhe custou duas das suas principais peças, e apesar de ter sete dos seus jogadores lesionados.

Será este um FC Porto menor? Até Jesualdo reconhece que as exibições não são de encher o olho, que nem tudo corre na perfeição, que há lacunas. Mas, a procissão vai no adro. Há novos jogadores que ainda não tiveram oportunidade de mostrar o que valem, principalmente no meio-campo que foi o sector mais atingido pelas alterações no plantel e onde a saída de Lucho está por resolver. Há, também, peças indispensáveis que tardam em atingir a plena forma.

É verdade que, esta época, o Benfica está mais forte. Enquanto o FC Porto fez mais-valias, cimentando o futuro, o Benfica encavou tudo por tudo na construção de uma nova equipa. É natural que assim seja, depois de quatro anos de vitórias portistas e de muitos anos de apagamento encarnado. Apesar deste reequilíbrio de forças ser indisfarçável, e de não estar plenamente satisfeito com o desempenho da equipa, não partilho do veredicto pessimista de Miguel Sousa Tavares que, na sua crónica de terça-feira, considerava ser esta a mais fraca equipa portista dos últimos anos. Guardo o meu juízo para mais tarde, quando a equipa do FC Porto estiver a 100% e defrontar o Benfica, cuja boa forma será difícil de manter.

Mas, dito isto, lamento que o site oficial do clube, através de mais um texto do anónimo Labaredas, se dê ao trabalho de atacar o MST por delito de opinião, principalmente quando há tanta, mas tanta coisa a dizer e que não tem sido dita pelo FC Porto, sobre muita coisa estranha a que temos assistido esta época. Nem me parece que se possa acusar MST de incoerência por, no ano passado e por esta altura, ter dito a mesma coisa, porque entendia, então, que só restavam Lucho, Lisandro e a esperança Hulk. Ora, se os dois primeiros saíram, é natural que MST ache que a equipa está ainda pior, e essa opinião, que repito não é a minha, tenho-a ouvido a muitos outros adeptos.

MST pode não ter sempre razão, mas escreve com a paixão do portista que quer sempre mais. Ora, essa insatisfação faz parte da cultura vencedora de um clube como o FC Porto que quer sempre ir mais longe e não repousa nos louros. Mas, para além disso, nos momentos mais difíceis em que é preciso tocar a reunir, é sempre ele o primeiro, e o melhor, a defender a honra e a glória do clube, com a sua prosa de coragem e com assinatura.

Será tango ou será tanga
A equipa do Benfica tem grande aproveitamento das bolas paradas. Tem, também, uma enorme capacidade de persuasão, conseguindo cavar livres e penalties, principalmente através de Di María, Saviola e, é claro, de Aimar. Sabe-se que os argentinos inventaram o tango, uma expressão cultural que aprecio e que acaba de ser elevada a património da humanidade pela UNESCO. Mas, por aquilo que se tem visto no relvado da Luz, transformado em piscina com o beneplácito dos senhores do apito e com o silêncio da comunicação social, os que vestem de encarnado são também grandes artistas na tanga. É normal porque, segundo conta a história da música argentina, antes do tango, havia a milonga.

Vergonha amarela
Gostava que os árbitros fossem invisíveis. Gostava de poder assistir a um jogo de futebol e, no final, não me recordar de ter visto os árbitros, que já foram três, agora são quatro, e vão ser seis. Gostava que os jogos fossem decididos pelos jogadores que estão em campo. Gostava que as oportunidades fossem criadas por esses artistas. Gostava que quem manda no futebol gostasse do futebol de que eu gosto. Gostava que conseguissem encontrar quem, gostando de futebol, o conseguisse arbitrar sem querer ser protagonista. O que vemos, em Portugal, é que tudo acontece ao contrário. Os árbitros agora vestem de amarelo? Pois, deve ser porque alguém andar envergonhado com o que eles vão fazendo.

O direito de errar
É verdade que há muitas circunstâncias do jogo em que os árbitros não têm ao seu dispor os meios necessários para interpretarem aquilo que é visto na televisão, através do recurso às repetições. Mas, isso não desculpa que os árbitros assinalem faltas que não viram, que valorizem os mergulhos para a piscina, que se submetam à pressão das bancadas, que entrem em compensações e inclinem os campos de futebol. O que está em curso, no futebol português, é lamentável. Fala-se da falta de qualidade dos árbitros e da dificuldade de encontrar trigo entre tanto joio, mas não se pode escamotear que os critérios que determinam algumas das nomeações são, no mínimo, incompreensíveis.

André Villas Boas
Fez parte da equipa de Mourinho e com ele passou pelo FC Porto. Estuda o futebol de forma científica e matemática. Preparou-se para uma carreira de treinador. Quem o conhece, garante que «só pensa em futebol». Chegou à Académica e, em duas semanas, transformou um conjunto de jogadores medianos numa equipa coesa e organizada. No Dragão, e enquanto os níveis físicos da equipa o permitiram, a Académica fechou todos os caminhos ao FC Porto, manietando Fernando e controlando, assim, as transições atacantes. No fim do jogo, Villas Boas não se enredou em desculpas, nem se perdeu em elogios ao adversário. Não tenho dúvidas que este treinador irá longe no futebol.

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Coisas da vida: E é por isso...

Por Mário Nóbrega

Pelo trabalho que ambos têm vindo a fazer, aprecio Jorge Jesus e Manuel Machado. Sei que existe há meses um contencioso entre os dois. Mas julgo que seria conveniente para o futebol português que esse quiproquó não se transformasse em diferendo... geral. E, já agora, essa de Jorge Jesus dizer que a amostragem dos quatro dedos, após o quarto golo do Benfica ao Nacional, foi à defesa — qual? — faz-me recordar a argumentação de Scolari — «eu só quis defender o minimo» (do sérvio Dragutinovic) —, quando Quaresma se encontrava a um quilómetro do local da ocorrência. Não aprecio que haja quem queira fazer dos outros parvos.

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José Eduardo Bettencourt pôs o dedo na ferida: o Sporting está a viver um dos momentos mais difíceis da sua vida. E tenho as minhas dúvidas se Paulo Bento, que já deu tanto ao Sporting sem que o Sporting lhe desse as condições necessárias para fazer tanto, hoje faz parte da solução — apesar de ser, quanto a mim, o menos responsável — ou se faz parte do problema. Por isso retenho a ideia de que Paulo Bento deveria ter saído do Sporting, pelo seu pé, no final da época passada.

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Vejo as imagens na TV dum lance entre Bruno Alves e Sougou e fico com a ideia de que não foi obra do acaso o pontapé dado pelo jogador do FC Porto na cabeça do da Académica. E é precisamente por isso... mas não só, que me surpreende, de todo, a folha de serviços do central, no tocante ao capítulo disciplinar, conter escassíssimas anotações.

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O Real Madrid foi goleado (4-0) pelo Alcorcón, da III Divisão, para a Taça do Rei. Um tiro, não de pistola mas de canhão, no famosíssimo historial merengue. O problema do Real Madrid não é o não contar com Cristiano Ronaldo, o seu problema — complicadíssimo — chama-se final da Liga dos Campeões, que se realiza... no Santiago Bernabéu.

Riera

Hoje tive a infelicidade de olhar de soslaio para uma página de desporto do jn e apanhar esta pérola: " O Hulk alcançou um nível de excelência", mais coisa menos coisa! Mas esta gente anda a ver os jogos deste caramelo ganzada?!  Excelência, um tractor?! E há quem gaste dinheiro a comprar jornais...

XHITA



Fora de jogo: O 'supersumo da batata'

Por João Bonzinho

Já todos sabemos que o treinador do Benfica não possui propriamente o dom da oratória, e apesar de estar no lugar em que está também para falar, está, sobretudo, para treinar, matéria para a qual parece realmente ter dom, pelo que os benfiquistas não deixarão de lhe perdoar um outro pontapé na gramática, do mesmo modo que não deixarão de perdoar a Cardozo um ou outro pontapé na atmosfera. A este Cardozo devem os benfiquistas perdoar tudo, a este Jesus, por enquanto e enquanto ganhar, tudo os benfiquistas certamente perdoarão.

A verdade é que Jesus, por mais pontapés na gramática que se lhe detectem e por mais nervoso miudinho que a sua pastilha elástica provoque, parece estar a mudar definitivamente o ar da Luz, e talvez hoje, pela primeira vez em muitos anos, os benfiquistas tenham deixado de sentir saudades de um tal de José Mourinho, e daquela ideia sebastiânica de um dia o voltarem a ver de joelhos no relvado da Luz, festejando exuberantemente um qualquer golo ao Sporting.

Jorge Jesus não é fashion. Tem a imagem que Deus lhe deu e gosta, pelos vistos, dela, o que só lhe fica bem. Ainda o cabelo, apesar de grisalho, comprido, a chiclete mastigada de boca aberta, a camisa, de preferência em mangas, e aberta no colarinho, e alguma tendência para assumir, em particular, os seus próprios conflitos, como aconteceu esta semana quando teve de reencontrar-se com o mais polido, mas não menos corrosivo, Manuel Machado.

Aqui há anos (atrás, sim, atrás), os treinadores de futebol pareciam fazer gala de asumir que eram todos uns amigalhaços. Uns camaradas. Pela frente, claro. Por trás, não apenas se entretinham, muitas vezes, a dizer mal uns dos outros, como estavam sempre prontos a uma facadinha nas costas para ocuparem o respectivo lugar do morto.

Nem todos, felizmente, eram assim. É impossível esquecer o exemplo passado de Octávio Machado, que nunca deixou de gritar pela sua razão, mesmo num conflito público com Artur Jorge, com quem parecia ter relação sólida e indestrutível, e ao lado do qual (como seu adjunto) ganhou praticamente tudo o que podia ter ganho ao serviço do FC Porto, como hoje é impossível fingir que não existe um conflito aceso entre o agora seleccionador de Angola, Manuel José, e o agora seleccionador nacional, Carlos Queiroz.

Mas sejamos claros: os treinadores que mais incomodam são os que mais vencem. É assim com José Mourinho, é assim com Alex Ferguson (que está longe de ser um santo e tambem há anos mastiga pastilha elástica de boca aberta), é assim com Trapattoni, é assim com outros. Há os mais elegantes, sim: Ancelotti, Guus Hiddink, Lippi, Capello, Wenger. Mas nenhum deles pode afirmar-se imune ao conflito. Mourinho é o maior e nunca fugiu dele. Adora, aliás, uma boa picardia.

Poucos se lembrarão, mas já no tempo em que comandava as tropas portistas, Mourinho era um guerreiro: pelo gesto, pelo insulto, pelo gozo, pela ironia, ou pelo discurso directamente ao assunto. Nunca deixou de correr até aos árbitros auxiliares, de gritar contra os chefes destes, de provocar o banco adversário ou até de mandar calar o público. Uns apludem-no efusivamente, outros criticam-no severamente. Há os que o acusam, pouco originalmente, de ser um arrogante, há os que o defendem, pouco originalmente, como um excepcional irreverente.

O futebol tornou-se, pois, uma manta de detalhes. Só os mais atentos, os mais audazes, os mais espertos, e, em certa medida, os mais conflituosos chegam a vencer. A máquina e organização portistas são elogiadas há anos e há anos que assentam no conflito e na guerrilha.

A presença de Jorge Jesus no Benfica, o futebol espectacular que tem conseguido levar a equipa a apresentar e a facilidade com que ela chega, nos jogos em casa, a resultados que já não se usam, talvez andem a perturbar alguns adversários.

É verdade que no caso de Jesus, o modo como assume os seus conflitos é ainda uma faca de dois legumes, para utilizar uma expressão popularizada por um outro treinador de futebol. No Benfica, como em qualquer dos grandes, ganhar jogos não chega, é preciso ganhar títulos. Mourinho foi bicampeão nacional, campeão da Taça UEFA e da Liga dos Campeões, e campeão inglês num clube que não era campeão há 50 anos. Pode dizer quase tudo o que lhe apetecer.

Se Jesus continuar a ganhar só alguns jogos, terá um lugar no inferno à espera dele; se, pelo contrário, mostrar títulos, então o céu bem pode reservar-lhe a respectiva poltrona. Até lá, precisa de ter apenas algum cuidado.

Não lhe fica bem gozar em público na cara do treinador adversário (nem um treinador do Benfica o deve fazer) mas pode continuar a mastigar pastilha elástica à vontade. O mais importante é que se vê no campo.

É no campo que Jesus está a ganhar pontos e é no campo que qualquer treinador tem de mostrar se é ou não um vencedor. O resto é só o supersumo da batata.


A frase
"Se for preciso ainda voltaremos a investir mais!..."
LFV, sobre o futuro imediato

'Penalty'
Agora que Quique Flores arranjou emprego num dos mais infelizes clubes do futebol espanhol, o Atlético de Madrid, bem podia começar por mostrar a sua coerência e confirmar a sua elegância, vindo ao Benfica contratar Javier Balboa, pelos mesmos quatro milhões de euros. Era de homem.

Livre directo
Quanto mais ouço falar em regimes de adaptação, na influência de jogar sob pressão, no tempo indispensável ao entrosamento, em questões de maturidade, na necessidade de ganhar experiência ou em factores de crescimento, mais admiro Cristiano Ronaldo. Até pode lançar um CD que será um sucesso.

Livre indirecto
É verdade, quem viu Vítor Baía e Rui Costa tão naturalmente a conversarem na sala onde se sortearam os jogos da Taça de Portugal só pode ter esperança num futuro melhor para o futebol português, onde aquilo que importa, na verdade, se decida sempre dentro do campo.

Toribas

"Admitimos vender um jogador" é bem diferente do que "Vamos vender um jogador".

XHITA

#57411
Citação de: Zak em 30 de Outubro de 2009, 11:21
Citação de: XHITA em 30 de Outubro de 2009, 11:00
Citação de: Zak em 30 de Outubro de 2009, 10:46
Ate admira nao terem posto isto no tópico da Inprensa Diaria ,ainda por cima vindo do jornal "O Jogo".
http://www.ojogo.pt/25-252/artigo829488.asp
Eu sei que está na usernews mas......
Tu sabes que o tópico de Imprensa Diária não é exclusivo, certo?...  :huh:
Se encontrares algo de relevante, coloca a noticia.
Eu e muitos outros users ficaremos agradecidos. O0

Foi só um comentario inocente , nao quis ser arrogante e agradeco muito o trabalho que tens em por as noticias no topico todos os dias.

Até metia lá a noticia , nao me custava nada , mas nao tou no meu PC.  :ashamed:

:drunk:   O0

Não foi minha intenção insinuar que és arrogante, nem tal me passou pela cabeça. :)  :amigo:

Já coloquei a noticia no tópico.

:drunk:

XHITA

#57412
edit, post duplicado...  :estrelas:

O fim de semana está à porta e eu tou todo moca.  :-X  :)

joaopac

Deixo aqui as reflexões do Mestre Gabriel Alves:

Com jogo em dia de Todos-os-santos Paulo Bento sabe que em caso de derrota, segue-se o dia de finados.

A Jesus todos os santos ajudam. Mas na cidade dos arcebispos o pão-por-deus da vitória só estará ao alcance de quem recitar melhor futebol.

Far(away)

Este Gabriel Alves é um lírico :pray:

joaopac

O Norton de Matos foi director desportivo do Zbordin...Lagarto de merda. Ainda gostava de saber o que fazia ele na Luz na Segunda a ver O Glorioso.

chacalbenfica

Citação de: joaopac em 30 de Outubro de 2009, 13:47
O Norton de Matos foi director desportivo do Zbordin...Lagarto de merda. Ainda gostava de saber o que fazia ele na Luz na Segunda a ver O Glorioso.

Simples amigo, foi ver como realmente uma equipa deve de jogar! :)

bruno_

Citação de: joaopac em 30 de Outubro de 2009, 13:47
O Norton de Matos foi director desportivo do Zbordin...Lagarto de merda. Ainda gostava de saber o que fazia ele na Luz na Segunda a ver O Glorioso.

Aprender como se poe uma equipa a jogar a bola !

joaopac

Ando tão nervoso com o jogo de amanhã que nem consigo comer. Ando com tonturas e náuseas :(

bruno_

Citação de: joaopac em 30 de Outubro de 2009, 13:54
Ando tão nervoso com o jogo de amanhã que nem consigo comer. Ando com tonturas e náuseas :(

Reza a Jesus ele cura-te  :metal: :coolsmiley: