As Finanças do Benfica

Flavius Julius

Citação de: ff77 em 03 de Março de 2016, 10:41
Citação de: Flavius Julius em 03 de Março de 2016, 10:30
Citação de: Maldini em 03 de Março de 2016, 10:12
Citação de: ff77 em 02 de Março de 2016, 14:03
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Citação de: ff77 em 02 de Março de 2016, 13:55
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Citação de: ff77 em 02 de Março de 2016, 12:36
Citação de: MALU15 em 02 de Março de 2016, 12:32
Citação de: ff77 em 02 de Março de 2016, 11:39
Citação de: MALU15 em 02 de Março de 2016, 10:38
Citação de: cardosox em 02 de Março de 2016, 10:03
leitura interessante




http://serbenfiquista.com/blog_post/com-papas-e-bolos-se-enganam-os-tolos-0
A rubrica de outros posicionada nos "custos financeiros & Investimentos+Outros" que no caso do Sporting inclui os 14M da provisão para a Doyen desvirtua um pouco a comparação dos resultados financeiros. Este valor estaria mais correcto em resultados extraordinários ou em correcção aos Resultados de atletas, pois foi aqui que foi empolada a mais valia indevida apurada na venda do Rojo no ano anterior.
Sem dúvida.
O que também sai da análise sem esse efeito é o custo de financiamento extremamente baixo das osgas (cerca de 1,5%). Algo que não sei se será por via da reestruturação financeira que os bancos aprovaram ou se ainda tem o parte do NPV do perdão da divida que foi contabilizado no semestre anterior e que os levou a terem resultados financeiros positivos.

Tudo é por via da benesse a se chamou "reestruturação financeira" que assenta em 2 pilares:

i)Conversão dos empréstimos que existiam em VMOC`s, deixando de ser passivo financeiro remunerado por terem passado para as contas de capital e situação líquida;

ii)Possibilidade de contraírem novos empréstimos em condições muito favoráveis, a taxas muito baixas da ordem dos 3/4%.

Se em teoria não podemos falar em perdões de dívida, pois ela mudou de nome e foi diferida para 2025, podemos falar em perdão de juros pois na prática estando os mesmos condicionados à distribuição de lucros por parte da SAD, a probabilidade de eles ocorrerem será quase nula. O que vai acontecer em 2025, quando da opção de conversão/reembolso das VMOC`s é outra questão.
Certo, mas não deixa de ser uma reestruturação financeira.
E não é caso único em Portugal. Pelo facto de ser no futebol torna o efeito bem mais mediático, mas têm sido feita outras reestruturações financeiras e com montantes bem superiores.
Em todo o caso, é uma alavanca que tiveram e que nenhum rival teve algo semelhante.


É uma restruturação financeira consubstanciada num perdão de juros, ao que se diz, monumental e tudo isto numa base sólida de compadrio (Ricciardi e o Sr. BESA).

Eu já escrevi, não sei se aqui, mas eu sou totalmente contra a exposição da Banca ao mundo do futebol ... e mais ainda na banca intervencionada com dinheiro públicos.

No caso do SCP (ou outro qualquer), a Banca deveria ter exigido o reembolso do capital e/ou em alternativa um pedido de insolvência e a respetiva venda de ativos para pagar o capital em dívida.

Os clubes devem ser obrigados a viver apenas e só das receitas que a sua atividade gera.

Tudo muito bonito, mas não passa de uma teoria que, posta em prática, teria piores resultados para os bancos financiadores.
1º - o clube viver só das receitas da sua atividade, é um pressuposto que já não estava a ser cumprido. Todas as receitas estavam congeladas, e iam diretamente ao bancos.
2º - Aprovavas a liquidação do clube. Muito bem? Então e quanto ias buscar da massa falida? Quanto valia o plantel no cenário de liquidação? Quanto vale o estádio (não podes lá construir nada e mesmo que possas é mandar abaixo, logo é valor do terreno - custo demolição), quanto vale uma marca sem possibilidade de gerar receitas?

O grande problema foi o tamanho do endividamento que se deixou chegar os clubes e neste caso concreto os lagartos. Após este mal estar feito, a única coisa a fazer é minimização de perdas.


Qual foi o valor que o Spor7ing empurrou agora para a frente?

Será que, por exemplo, vender William, Patrício e Slimani não chegaria para reembolsar esse empréstimo em vez de empurrarem para a frente com todas as regalias?



127,5M.

Isso que estás a referir é uma situação diferente.
Em entendo a decisão da reestruturação, o que não entendo e aí acho que houve favorecimento e questiono é o business plan que foi aprovado pelos bancos.
Eu teria claramente forçado o clube a vender um ou outro ativo com mercado, não o deixaria contratar um treinador completamente fora de mercado em termos de custos.
Mais, com o falhanço da champions, forçaria a nova venda ou impediria o mesmo de fazer aquisições.
Aqui é que critico o processo, não na reestruturação em si e nas VMOCs.

Ou seja tal como referi ... a Banca não poderia ter deixado andar com a dívida para a frente pois eles, para além do claro benefício de juros, não a vão pagar nunca, perde a banca perdemos todos...

Com insolvência ou com venda de ativos, a banca deveria ter obrigado a vender.
Isso depende de a quem for vendido o Novo Banco, se for a algum banco estrangeiro, penso que não será assim tão fácil para o clube lagarto!
O Novo Banco não é o principal financiador dos lagartos.
tinha ideia que era a meias com BCP! :confused:

ff77

Citação de: Flavius Julius em 03 de Março de 2016, 10:45
Citação de: ff77 em 03 de Março de 2016, 10:41
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Citação de: Maldini em 03 de Março de 2016, 10:12
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Citação de: Maldini em 02 de Março de 2016, 13:48
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leitura interessante




http://serbenfiquista.com/blog_post/com-papas-e-bolos-se-enganam-os-tolos-0
A rubrica de outros posicionada nos "custos financeiros & Investimentos+Outros" que no caso do Sporting inclui os 14M da provisão para a Doyen desvirtua um pouco a comparação dos resultados financeiros. Este valor estaria mais correcto em resultados extraordinários ou em correcção aos Resultados de atletas, pois foi aqui que foi empolada a mais valia indevida apurada na venda do Rojo no ano anterior.
Sem dúvida.
O que também sai da análise sem esse efeito é o custo de financiamento extremamente baixo das osgas (cerca de 1,5%). Algo que não sei se será por via da reestruturação financeira que os bancos aprovaram ou se ainda tem o parte do NPV do perdão da divida que foi contabilizado no semestre anterior e que os levou a terem resultados financeiros positivos.

Tudo é por via da benesse a se chamou "reestruturação financeira" que assenta em 2 pilares:

i)Conversão dos empréstimos que existiam em VMOC`s, deixando de ser passivo financeiro remunerado por terem passado para as contas de capital e situação líquida;

ii)Possibilidade de contraírem novos empréstimos em condições muito favoráveis, a taxas muito baixas da ordem dos 3/4%.

Se em teoria não podemos falar em perdões de dívida, pois ela mudou de nome e foi diferida para 2025, podemos falar em perdão de juros pois na prática estando os mesmos condicionados à distribuição de lucros por parte da SAD, a probabilidade de eles ocorrerem será quase nula. O que vai acontecer em 2025, quando da opção de conversão/reembolso das VMOC`s é outra questão.
Certo, mas não deixa de ser uma reestruturação financeira.
E não é caso único em Portugal. Pelo facto de ser no futebol torna o efeito bem mais mediático, mas têm sido feita outras reestruturações financeiras e com montantes bem superiores.
Em todo o caso, é uma alavanca que tiveram e que nenhum rival teve algo semelhante.


É uma restruturação financeira consubstanciada num perdão de juros, ao que se diz, monumental e tudo isto numa base sólida de compadrio (Ricciardi e o Sr. BESA).

Eu já escrevi, não sei se aqui, mas eu sou totalmente contra a exposição da Banca ao mundo do futebol ... e mais ainda na banca intervencionada com dinheiro públicos.

No caso do SCP (ou outro qualquer), a Banca deveria ter exigido o reembolso do capital e/ou em alternativa um pedido de insolvência e a respetiva venda de ativos para pagar o capital em dívida.

Os clubes devem ser obrigados a viver apenas e só das receitas que a sua atividade gera.

Tudo muito bonito, mas não passa de uma teoria que, posta em prática, teria piores resultados para os bancos financiadores.
1º - o clube viver só das receitas da sua atividade, é um pressuposto que já não estava a ser cumprido. Todas as receitas estavam congeladas, e iam diretamente ao bancos.
2º - Aprovavas a liquidação do clube. Muito bem? Então e quanto ias buscar da massa falida? Quanto valia o plantel no cenário de liquidação? Quanto vale o estádio (não podes lá construir nada e mesmo que possas é mandar abaixo, logo é valor do terreno - custo demolição), quanto vale uma marca sem possibilidade de gerar receitas?

O grande problema foi o tamanho do endividamento que se deixou chegar os clubes e neste caso concreto os lagartos. Após este mal estar feito, a única coisa a fazer é minimização de perdas.


Qual foi o valor que o Spor7ing empurrou agora para a frente?

Será que, por exemplo, vender William, Patrício e Slimani não chegaria para reembolsar esse empréstimo em vez de empurrarem para a frente com todas as regalias?



127,5M.

Isso que estás a referir é uma situação diferente.
Em entendo a decisão da reestruturação, o que não entendo e aí acho que houve favorecimento e questiono é o business plan que foi aprovado pelos bancos.
Eu teria claramente forçado o clube a vender um ou outro ativo com mercado, não o deixaria contratar um treinador completamente fora de mercado em termos de custos.
Mais, com o falhanço da champions, forçaria a nova venda ou impediria o mesmo de fazer aquisições.
Aqui é que critico o processo, não na reestruturação em si e nas VMOCs.

Ou seja tal como referi ... a Banca não poderia ter deixado andar com a dívida para a frente pois eles, para além do claro benefício de juros, não a vão pagar nunca, perde a banca perdemos todos...

Com insolvência ou com venda de ativos, a banca deveria ter obrigado a vender.
Isso depende de a quem for vendido o Novo Banco, se for a algum banco estrangeiro, penso que não será assim tão fácil para o clube lagarto!
O Novo Banco não é o principal financiador dos lagartos.
tinha ideia que era a meias com BCP! :confused:
Desde a reestruturação que passaram a ser os dois nessa proporção mas as VMOCs não tem essa composição.
Aliás, neste última tranche de 80 milhões de VMOCs foi 26M Novo Banco e 54M BCP.

Flavius Julius

Citação de: ff77 em 03 de Março de 2016, 10:47
Citação de: Flavius Julius em 03 de Março de 2016, 10:45
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Citação de: Maldini em 02 de Março de 2016, 13:48
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leitura interessante




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A rubrica de outros posicionada nos "custos financeiros & Investimentos+Outros" que no caso do Sporting inclui os 14M da provisão para a Doyen desvirtua um pouco a comparação dos resultados financeiros. Este valor estaria mais correcto em resultados extraordinários ou em correcção aos Resultados de atletas, pois foi aqui que foi empolada a mais valia indevida apurada na venda do Rojo no ano anterior.
Sem dúvida.
O que também sai da análise sem esse efeito é o custo de financiamento extremamente baixo das osgas (cerca de 1,5%). Algo que não sei se será por via da reestruturação financeira que os bancos aprovaram ou se ainda tem o parte do NPV do perdão da divida que foi contabilizado no semestre anterior e que os levou a terem resultados financeiros positivos.

Tudo é por via da benesse a se chamou "reestruturação financeira" que assenta em 2 pilares:

i)Conversão dos empréstimos que existiam em VMOC`s, deixando de ser passivo financeiro remunerado por terem passado para as contas de capital e situação líquida;

ii)Possibilidade de contraírem novos empréstimos em condições muito favoráveis, a taxas muito baixas da ordem dos 3/4%.

Se em teoria não podemos falar em perdões de dívida, pois ela mudou de nome e foi diferida para 2025, podemos falar em perdão de juros pois na prática estando os mesmos condicionados à distribuição de lucros por parte da SAD, a probabilidade de eles ocorrerem será quase nula. O que vai acontecer em 2025, quando da opção de conversão/reembolso das VMOC`s é outra questão.
Certo, mas não deixa de ser uma reestruturação financeira.
E não é caso único em Portugal. Pelo facto de ser no futebol torna o efeito bem mais mediático, mas têm sido feita outras reestruturações financeiras e com montantes bem superiores.
Em todo o caso, é uma alavanca que tiveram e que nenhum rival teve algo semelhante.


É uma restruturação financeira consubstanciada num perdão de juros, ao que se diz, monumental e tudo isto numa base sólida de compadrio (Ricciardi e o Sr. BESA).

Eu já escrevi, não sei se aqui, mas eu sou totalmente contra a exposição da Banca ao mundo do futebol ... e mais ainda na banca intervencionada com dinheiro públicos.

No caso do SCP (ou outro qualquer), a Banca deveria ter exigido o reembolso do capital e/ou em alternativa um pedido de insolvência e a respetiva venda de ativos para pagar o capital em dívida.

Os clubes devem ser obrigados a viver apenas e só das receitas que a sua atividade gera.

Tudo muito bonito, mas não passa de uma teoria que, posta em prática, teria piores resultados para os bancos financiadores.
1º - o clube viver só das receitas da sua atividade, é um pressuposto que já não estava a ser cumprido. Todas as receitas estavam congeladas, e iam diretamente ao bancos.
2º - Aprovavas a liquidação do clube. Muito bem? Então e quanto ias buscar da massa falida? Quanto valia o plantel no cenário de liquidação? Quanto vale o estádio (não podes lá construir nada e mesmo que possas é mandar abaixo, logo é valor do terreno - custo demolição), quanto vale uma marca sem possibilidade de gerar receitas?

O grande problema foi o tamanho do endividamento que se deixou chegar os clubes e neste caso concreto os lagartos. Após este mal estar feito, a única coisa a fazer é minimização de perdas.


Qual foi o valor que o Spor7ing empurrou agora para a frente?

Será que, por exemplo, vender William, Patrício e Slimani não chegaria para reembolsar esse empréstimo em vez de empurrarem para a frente com todas as regalias?



127,5M.

Isso que estás a referir é uma situação diferente.
Em entendo a decisão da reestruturação, o que não entendo e aí acho que houve favorecimento e questiono é o business plan que foi aprovado pelos bancos.
Eu teria claramente forçado o clube a vender um ou outro ativo com mercado, não o deixaria contratar um treinador completamente fora de mercado em termos de custos.
Mais, com o falhanço da champions, forçaria a nova venda ou impediria o mesmo de fazer aquisições.
Aqui é que critico o processo, não na reestruturação em si e nas VMOCs.

Ou seja tal como referi ... a Banca não poderia ter deixado andar com a dívida para a frente pois eles, para além do claro benefício de juros, não a vão pagar nunca, perde a banca perdemos todos...

Com insolvência ou com venda de ativos, a banca deveria ter obrigado a vender.
Isso depende de a quem for vendido o Novo Banco, se for a algum banco estrangeiro, penso que não será assim tão fácil para o clube lagarto!
O Novo Banco não é o principal financiador dos lagartos.
tinha ideia que era a meias com BCP! :confused:
Desde a reestruturação que passaram a ser os dois nessa proporção mas as VMOCs não tem essa composição.
Aliás, neste última tranche de 80 milhões de VMOCs foi 26M Novo Banco e 54M BCP.
ainda assim são 26M que teriam que pagar!

ff77

Citação de: Flavius Julius em 03 de Março de 2016, 10:57
Citação de: ff77 em 03 de Março de 2016, 10:47
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Citação de: cardosox em 02 de Março de 2016, 10:03
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http://serbenfiquista.com/blog_post/com-papas-e-bolos-se-enganam-os-tolos-0
A rubrica de outros posicionada nos "custos financeiros & Investimentos+Outros" que no caso do Sporting inclui os 14M da provisão para a Doyen desvirtua um pouco a comparação dos resultados financeiros. Este valor estaria mais correcto em resultados extraordinários ou em correcção aos Resultados de atletas, pois foi aqui que foi empolada a mais valia indevida apurada na venda do Rojo no ano anterior.
Sem dúvida.
O que também sai da análise sem esse efeito é o custo de financiamento extremamente baixo das osgas (cerca de 1,5%). Algo que não sei se será por via da reestruturação financeira que os bancos aprovaram ou se ainda tem o parte do NPV do perdão da divida que foi contabilizado no semestre anterior e que os levou a terem resultados financeiros positivos.

Tudo é por via da benesse a se chamou "reestruturação financeira" que assenta em 2 pilares:

i)Conversão dos empréstimos que existiam em VMOC`s, deixando de ser passivo financeiro remunerado por terem passado para as contas de capital e situação líquida;

ii)Possibilidade de contraírem novos empréstimos em condições muito favoráveis, a taxas muito baixas da ordem dos 3/4%.

Se em teoria não podemos falar em perdões de dívida, pois ela mudou de nome e foi diferida para 2025, podemos falar em perdão de juros pois na prática estando os mesmos condicionados à distribuição de lucros por parte da SAD, a probabilidade de eles ocorrerem será quase nula. O que vai acontecer em 2025, quando da opção de conversão/reembolso das VMOC`s é outra questão.
Certo, mas não deixa de ser uma reestruturação financeira.
E não é caso único em Portugal. Pelo facto de ser no futebol torna o efeito bem mais mediático, mas têm sido feita outras reestruturações financeiras e com montantes bem superiores.
Em todo o caso, é uma alavanca que tiveram e que nenhum rival teve algo semelhante.


É uma restruturação financeira consubstanciada num perdão de juros, ao que se diz, monumental e tudo isto numa base sólida de compadrio (Ricciardi e o Sr. BESA).

Eu já escrevi, não sei se aqui, mas eu sou totalmente contra a exposição da Banca ao mundo do futebol ... e mais ainda na banca intervencionada com dinheiro públicos.

No caso do SCP (ou outro qualquer), a Banca deveria ter exigido o reembolso do capital e/ou em alternativa um pedido de insolvência e a respetiva venda de ativos para pagar o capital em dívida.

Os clubes devem ser obrigados a viver apenas e só das receitas que a sua atividade gera.

Tudo muito bonito, mas não passa de uma teoria que, posta em prática, teria piores resultados para os bancos financiadores.
1º - o clube viver só das receitas da sua atividade, é um pressuposto que já não estava a ser cumprido. Todas as receitas estavam congeladas, e iam diretamente ao bancos.
2º - Aprovavas a liquidação do clube. Muito bem? Então e quanto ias buscar da massa falida? Quanto valia o plantel no cenário de liquidação? Quanto vale o estádio (não podes lá construir nada e mesmo que possas é mandar abaixo, logo é valor do terreno - custo demolição), quanto vale uma marca sem possibilidade de gerar receitas?

O grande problema foi o tamanho do endividamento que se deixou chegar os clubes e neste caso concreto os lagartos. Após este mal estar feito, a única coisa a fazer é minimização de perdas.


Qual foi o valor que o Spor7ing empurrou agora para a frente?

Será que, por exemplo, vender William, Patrício e Slimani não chegaria para reembolsar esse empréstimo em vez de empurrarem para a frente com todas as regalias?



127,5M.

Isso que estás a referir é uma situação diferente.
Em entendo a decisão da reestruturação, o que não entendo e aí acho que houve favorecimento e questiono é o business plan que foi aprovado pelos bancos.
Eu teria claramente forçado o clube a vender um ou outro ativo com mercado, não o deixaria contratar um treinador completamente fora de mercado em termos de custos.
Mais, com o falhanço da champions, forçaria a nova venda ou impediria o mesmo de fazer aquisições.
Aqui é que critico o processo, não na reestruturação em si e nas VMOCs.

Ou seja tal como referi ... a Banca não poderia ter deixado andar com a dívida para a frente pois eles, para além do claro benefício de juros, não a vão pagar nunca, perde a banca perdemos todos...

Com insolvência ou com venda de ativos, a banca deveria ter obrigado a vender.
Isso depende de a quem for vendido o Novo Banco, se for a algum banco estrangeiro, penso que não será assim tão fácil para o clube lagarto!
O Novo Banco não é o principal financiador dos lagartos.
tinha ideia que era a meias com BCP! :confused:
Desde a reestruturação que passaram a ser os dois nessa proporção mas as VMOCs não tem essa composição.
Aliás, neste última tranche de 80 milhões de VMOCs foi 26M Novo Banco e 54M BCP.
ainda assim são 26M que teriam que pagar!
Certo. Mas a isso juntas mais 47,5M de VMOCs que já lá estavam e o acordo entre os bancos já estava definido.
Tanto o Novo Banco como o BCP deviam era ter forçado a uma orçamento mais agressivo e não o fizeram.
Aliás, se este ano não forem campeões ou pelo menos garantirem o acesso direto à CL os bancos vão ter um problema muito grande.

Despertar

nenhum banco tinha coragem de por um dos 3 grandes de joelhos, e foi sabendo isso que o sporting conseguiu tudo isto. Pena que Benfica e porto nao tenham feito o mesmo. Como contribuinte acho mal, mas se o regabofe dá pra uns, devia dar pra todos.

por isso é que agora os bancos ja nao querem nada com os clubes, aprenderam a lição.

DHenrique

Depois de ver o que se passou no caso BES, em que manipular as contas é tão fácil, duvido que nas contas dos três grandes não as haja... E depois dizem ai e tal as contas são auditadas... É ver ontem as buscas a KPMG...

Despertar

Citação de: DHenrique em 03 de Março de 2016, 12:32
Depois de ver o que se passou no caso BES, em que manipular as contas é tão fácil, duvido que nas contas dos três grandes não as haja... E depois dizem ai e tal as contas são auditadas... É ver ontem as buscas a KPMG...

100% acordo.

TJSF

Citação de: DHenrique em 03 de Março de 2016, 12:32
Depois de ver o que se passou no caso BES, em que manipular as contas é tão fácil, duvido que nas contas dos três grandes não as haja... E depois dizem ai e tal as contas são auditadas... É ver ontem as buscas a KPMG...
Quem devia controlar a situação financeira dos clubes era a Liga, como faz a Bundesliga. Mas aqui, se a Liga viesse dizer ao Sporting que não podem pagar 5M ao Jesus, era uma ingerência inaceitável, yada yada.
Continua-se a dar livre passe a clubes como o Setúbal, que pagam as dividas a SS a ultima da hora.

lost_paradise

Citação de: Esbutenado em 03 de Março de 2016, 00:08
Citação de: Theroux em 02 de Março de 2016, 23:12
Citação de: Carvo em 02 de Março de 2016, 22:20
Excelente gestão. De longe as melhores contas das SADs lusas!

Nada de extraordinário, apenas 26M€ de lucros nos últimos 30 meses.

É positivo obviamente, mas ainda muito longe dos números que poderíamos ter.
Basta olhar para os cerca de 40M investidos em jogadores emprestados, muitos deles contratados sem necessidade nenhuma e que nunca mais vão jogar pelo Benfica, para imbecilidades como Taarabt, Bilal e Vera, e facilmente vemos a facilidade com que as contas poderiam ser muito melhores.
Muito deste lucro foi conseguido graças à venda dos nossos melhores jogadores, e já vai sendo hora de comprar menos entulho, para ganhar mais capacidade de segurar os nossos melhores jogadores por mais tempo.
Elogiar os números, ignorando como foram alcançados, é não estar a contar a história toda.
O fecho de mercado de verão parece ter feito bem aos nossos dirigentes. Desde então já assegurámos:

Cervi, Grimaldo, Saponjic, Jovic, Carrillo e Jota.  O caminho é este.

E não é nada de novo. Nos anos de 2010 e 2011 o Benfica comprou os seguintes jogadores:

Gaitan, Oblak, Salvio (empréstimo), Jardel, Matic, Garay, Witsel, Enzo, Nolito, Rodrigo.

No espaço de um ano e 3 janelas de transferência. É esta a fasquia da taxa de acerto quer em número de jogadores ou em valor investido que devemos ambicionar. Depois dos mercados de 2014 e 2015 em que  chegou demasiado entulho, parecemos estar a voltar aos melhores dias com esta direção. 

Vamos esperar para ver o que acontece no mercado de verão.

DHenrique

Citação de: TJSF em 03 de Março de 2016, 12:45
Citação de: DHenrique em 03 de Março de 2016, 12:32
Depois de ver o que se passou no caso BES, em que manipular as contas é tão fácil, duvido que nas contas dos três grandes não as haja... E depois dizem ai e tal as contas são auditadas... É ver ontem as buscas a KPMG...
Quem devia controlar a situação financeira dos clubes era a Liga, como faz a Bundesliga. Mas aqui, se a Liga viesse dizer ao Sporting que não podem pagar 5M ao Jesus, era uma ingerência inaceitável, yada yada.
Continua-se a dar livre passe a clubes como o Setúbal, que pagam as dividas a SS a ultima da hora.
Claro, existem salários irrealistas para a realidade de Portugal, comissões para todos, dividas e dividas...
As vezes os clubes portugueses fazem me lembrar o James Conway (De Niro) no filme Goodfellas a dar dinheiro a todos sempre que vai a algum sitio  :rir:

miniMilk

Citação de: Theroux em 03 de Março de 2016, 00:37
Citação de: Esbutenado em 03 de Março de 2016, 00:08
Citação de: Theroux em 02 de Março de 2016, 23:12
Citação de: Carvo em 02 de Março de 2016, 22:20
Excelente gestão. De longe as melhores contas das SADs lusas!

Nada de extraordinário, apenas 26M€ de lucros nos últimos 30 meses.

É positivo obviamente, mas ainda muito longe dos números que poderíamos ter.
Basta olhar para os cerca de 40M investidos em jogadores emprestados, muitos deles contratados sem necessidade nenhuma e que nunca mais vão jogar pelo Benfica, para imbecilidades como Taarabt, Bilal e Vera, e facilmente vemos a facilidade com que as contas poderiam ser muito melhores.
Muito deste lucro foi conseguido graças à venda dos nossos melhores jogadores, e já vai sendo hora de comprar menos entulho, para ganhar mais capacidade de segurar os nossos melhores jogadores por mais tempo.
Elogiar os números, ignorando como foram alcançados, é não estar a contar a história toda.

Desculpa, mas essas contas é que não existem. Nenhum clube do planeta acerta em todos os jogadores.

Uns falham mais, outros menos, uns compram mais jogadores, outros menos, mas nenhum acerta sempre, isso é fisicamente impossível a não ser que tenham um plantel só com formação.

Mostra-me clubes que tenham mais retorno com as suas contratações que o Benfica nas últimas épocas, aí é que se vê a competência de cada um. E relembro que o Benfica, a nível de contratações, ainda tem no plantel: Gaitan, Salvio, Semedo, Lindelof, Lisandro, Jonas, etc. etc. Quanto é que valem hoje em relação ao que custaram?

Depois como é óbvio os lucros de uns cobrem o prejuízo de outros. No tópico das finanças todos devem sabem que é exclusivamente graças às vendas de jogadores que o Benfica se tem conseguido manter competitivo. É comparar, por exemplo, com o Ajax.
Mas não havia aí umas contas em que na era Judas, entre os lucros e prejuízos nas vendas e compras, tínhamos ficado ela por ela?

Flavius Julius

Citação de: DHenrique em 03 de Março de 2016, 12:51
Citação de: TJSF em 03 de Março de 2016, 12:45
Citação de: DHenrique em 03 de Março de 2016, 12:32
Depois de ver o que se passou no caso BES, em que manipular as contas é tão fácil, duvido que nas contas dos três grandes não as haja... E depois dizem ai e tal as contas são auditadas... É ver ontem as buscas a KPMG...
Quem devia controlar a situação financeira dos clubes era a Liga, como faz a Bundesliga. Mas aqui, se a Liga viesse dizer ao Sporting que não podem pagar 5M ao Jesus, era uma ingerência inaceitável, yada yada.
Continua-se a dar livre passe a clubes como o Setúbal, que pagam as dividas a SS a ultima da hora.
Claro, existem salários irrealistas para a realidade de Portugal, comissões para todos, dividas e dividas...
As vezes os clubes portugueses fazem me lembrar o James Conway (De Niro) no filme Goodfellas a dar dinheiro a todos sempre que vai a algum sitio  :rir:
que clube no mundo não paga comissões?

Glorificus

Citação de: MALU15 em 03 de Março de 2016, 10:32
A SAGA DAS MAIS VALIAS:

Esta história das mais valias está difícil de entender, apesar de já ter sido explicada por aqui muitas vezes, umas vezes bem, outras menos bem.

Contabilisticamente falando, os jogadores de futebol estão integrados no grupo de activos intangíveis, e tal como os activos tangíveis, são capitalizados, o que na prática significa que os custos de aquisição dos mesmos (valor base, prémios de assinatura, comissões, ...) não vão a custos num só ano mas sim ao longo dos vários anos de contrato do jogador, distribuindo assim os seus efeitos de forma linear pelo período em que exerce a sua actividade no clube, sendo assim o seu custo total amortizado por duodécimos, seguindo o método da linha reta, durante o período de vigência dos seus contratos de trabalho desportivo.

A adopção  destas políticas contabilísticas está descrita com rigor no R&C anual de 214/15 no ponto 2.5 Activos intangíveis do anexo (Pag. 75).

Seguindo estas políticas e critérios de amortização, os jogadores que integram o plantel de futebol são apresentados no Balanço da SAD, pelo seu valor líquido contabilístico à data da produção do balanço e na Demonstração de resultados pelo custo das amortizações desse período, na rubrica de Amortizações e perdas de imparidade de direitos de atletas.

No caso de um jogador chegar ao fim do contrato, por exemplo o caso do MAXI, o seu valor líquido contabilístico é sempre nulo, o que não acontece com outras situações de saídas sem ser por venda, e nestes casos será necessário registar perdas de imparidade de direitos de atletas, pelo valor líquido que esse activo ainda tiver no balanço.

Quando estamos a falar de vendas, há assim lugar ao apuramento da mais (ou menos) valias na venda, que não é nem mais nem menos do que a diferença positiva ou negativa entre o valor líquido contabilístico desse atleta no balanço no momento da venda e o valor bruto da venda, não incluindo aqui as despesas na venda, pois essas mesmo que existam são lançadas directamente em custos na rubrica de Gastos com transações de direitos de atletas, pois ao contrário das despesas ocorridas na aquisição ou na  renovação, não são capitalizadas, por ocorrerem já no fim da vida do bem.

Para além das mais (menos ) valias contabilísticas ainda podemos falar das mais (menos) valias fiscais, que são diferentes das contabilísticas por serem ajustadas com factores de correcção monetária, podendo ser ou não tributadas conforme exista ou não reinvestimento das mesmas na aquisição de novos atletas, de acordo com a legislação vigente.

Então quer dizer que os custos associados à venda não são descontados nestas contas? Agora percebo um pouco mais os negocio Mangala e outros do Porto. Obrigado.

DHenrique

Citação de: Flavius Julius em 03 de Março de 2016, 13:14
Citação de: DHenrique em 03 de Março de 2016, 12:51
Citação de: TJSF em 03 de Março de 2016, 12:45
Citação de: DHenrique em 03 de Março de 2016, 12:32
Depois de ver o que se passou no caso BES, em que manipular as contas é tão fácil, duvido que nas contas dos três grandes não as haja... E depois dizem ai e tal as contas são auditadas... É ver ontem as buscas a KPMG...
Quem devia controlar a situação financeira dos clubes era a Liga, como faz a Bundesliga. Mas aqui, se a Liga viesse dizer ao Sporting que não podem pagar 5M ao Jesus, era uma ingerência inaceitável, yada yada.
Continua-se a dar livre passe a clubes como o Setúbal, que pagam as dividas a SS a ultima da hora.
Claro, existem salários irrealistas para a realidade de Portugal, comissões para todos, dividas e dividas...
As vezes os clubes portugueses fazem me lembrar o James Conway (De Niro) no filme Goodfellas a dar dinheiro a todos sempre que vai a algum sitio  :rir:
que clube no mundo não paga comissões?
Maior parte são um exagero... Depois há aqueles jogadores que nunca vão jogar e o seu empresário recebe balúrdios de comissão...

lobotomizado

Citação de: MALU15 em 03 de Março de 2016, 10:32
A SAGA DAS MAIS VALIAS:

Esta história das mais valias está difícil de entender, apesar de já ter sido explicada por aqui muitas vezes, umas vezes bem, outras menos bem.

Contabilisticamente falando, os jogadores de futebol estão integrados no grupo de activos intangíveis, e tal como os activos tangíveis, são capitalizados, o que na prática significa que os custos de aquisição dos mesmos (valor base, prémios de assinatura, comissões, ...) não vão a custos num só ano mas sim ao longo dos vários anos de contrato do jogador, distribuindo assim os seus efeitos de forma linear pelo período em que exerce a sua actividade no clube, sendo assim o seu custo total amortizado por duodécimos, seguindo o método da linha reta, durante o período de vigência dos seus contratos de trabalho desportivo.

A adopção  destas políticas contabilísticas está descrita com rigor no R&C anual de 214/15 no ponto 2.5 Activos intangíveis do anexo (Pag. 75).

Seguindo estas políticas e critérios de amortização, os jogadores que integram o plantel de futebol são apresentados no Balanço da SAD, pelo seu valor líquido contabilístico à data da produção do balanço e na Demonstração de resultados pelo custo das amortizações desse período, na rubrica de Amortizações e perdas de imparidade de direitos de atletas.

No caso de um jogador chegar ao fim do contrato, por exemplo o caso do MAXI, o seu valor líquido contabilístico é sempre nulo, o que não acontece com outras situações de saídas sem ser por venda, e nestes casos será necessário registar perdas de imparidade de direitos de atletas, pelo valor líquido que esse activo ainda tiver no balanço.

Quando estamos a falar de vendas, há assim lugar ao apuramento da mais (ou menos) valias na venda, que não é nem mais nem menos do que a diferença positiva ou negativa entre o valor líquido contabilístico desse atleta no balanço no momento da venda e o valor bruto da venda, não incluindo aqui as despesas na venda, pois essas mesmo que existam são lançadas directamente em custos na rubrica de Gastos com transações de direitos de atletas, pois ao contrário das despesas ocorridas na aquisição ou na  renovação, não são capitalizadas, por ocorrerem já no fim da vida do bem.

Para além das mais (menos ) valias contabilísticas ainda podemos falar das mais (menos) valias fiscais, que são diferentes das contabilísticas por serem ajustadas com factores de correcção monetária, podendo ser ou não tributadas conforme exista ou não reinvestimento das mesmas na aquisição de novos atletas, de acordo com a legislação vigente.
Portanto, mais valias é diferente de diferença entre valor recebido e valor pago (+comissões), certo? O jogador tem um valor contabílistico (imagino que funcione como uma parte do activo ou qq coisa do género) que vai diminuindo com o tempo. Quando o jogador é vendido, para além da mais valia, há perda desse valor no activo?