Fernando Santos

Treinador, 71 anos,
Portugal
Equipa Principal: 2 épocas (2006-2007), 49 jogos (29 vitórias, 11 empates, 9 derrotas)

Spooner®

Para quem dizia que era o pior arranque de sempre do SLb e k este nao era treinador para o benfica aqui esta o contrario...


Fernando Santos iguala feito de Eriksson
Um arranque demolidor
Há 18 temporadas que o Benfica não vencia os primeiros quatro jogos em casa para o Campeonato
MARCO GONÇALVES

Impressionante. O Benfica soma por vitórias os quatro jogos a contar para o Campeonato disputados, na presente época, no Estádio da Luz, demonstrando assim uma superioridade no seu terreno digna de registo. O início de temporada ficou marcado por alguma irregularidade, sobretudo fruto de algumas falhas a nível defensivo, mas a formação orientada por Fernando Santos tem assumido, por inteiro, o factor casa, derrotando, até ao momento, Nacional, Desportivo de Aves, Estrela da Amadora e Beira-Mar nos jogos realizados na "Catedral".

Esta superioridade evidenciada na Luz tem sido, porém, coisa rara nos últimos anos. É preciso mesmo recuar até à temporada 1989/90 para encontrar um início tão avassalador por parte do conjunto encarnado. Na altura, o Benfica era orientado por... Sven-Göran Eriksson, treinador que deixou saudades entre os adeptos benfiquistas. O técnico sueco comandava, então, uma equipa recheada de talentos, na qual pontificavam nomes como Magnusson, Vata, Pacheco, Paneira, Valdo, Thern, Veloso, Aldair e Ricardo Gomes.

O emblema encarnado conseguiu somar, à época, seis triunfos nos primeiros seis jogos disputados em casa, numa senda vitoriosa que terminou apenas ao sétimo desafio na Luz, frente ao Boavista, com um empate a uma bola. No entanto, apesar da superioridade evidenciada na "Catedral" – em 17 jogos no Campeonato, as águias registaram 14 triunfos e apenas três empates –, o Benfica não conseguiu chegar ao título nacional, terminando a cinco pontos do FC Porto. De então para cá, o conjunto benfiquista não conseguiu repetir uma série tão impressionante de vitórias nos primeiros jogos da época na Luz. Em 1998/99 e 1999/2000, os encarnados ainda chegaram a três triunfos consecutivos, mas, ao quarto jogo, acabaram por empatar, ante Alverca e Boavista, respectivamente.

Curiosamente, em 2004/05, no ano em que Trapattoni conseguiu levar o Benfica novamente ao título nacional, os encarnados até tiveram um dos piores inícios de época desde 1989/90, somando duas vitórias, um empate e uma derrota, tal como em 1991/92.

Destaque

Em 1989/90, Eriksson conseguiu vencer os seis primeiros jogos da época na Luz

17/09/2006 Benfica - Nacional 1-0

1/10/2006 Benfica - Aves 4-1

22/20/2006 Benfica - Estrela 3-1

5/11/2006 Benfica - Beira-Mar 3-0


Iubire

Citação de: CorDeSang2 em 19 de Outubro de 2006, 02:42
Citação de: Lampi em 18 de Outubro de 2006, 22:13Essa é que é essa, mas a verdade é que aqui no forum acho que o unico que gostava do Koeman era eu.


Lembro-me bem do Monteirex, do Exotérmico, do Valebem, do Bastian Schweinsteiger, e de mais uns poucos com inteligência para se oporem ao linchamento do Koeman que foi feito aqui nos fóruns.

Se te deres ao trabalho, faz uma pesquisa a Koeman e vê a quantidade de 'Eusébios' e moderadores que achavam o Koeman o pior treinador à face da terra.


Que será feito do exotermico  ::) O Koeman já está nos oitavos da champions e está a 2 pontos do 1º lugar, que é do Ajax, que entretanto já está fora da champions ( à custa do Copenhaga )... Sempre defendi o Koeman, porque é um exelente treinador, apesar de não admirar o seu estilo de futebol baseado numa defesa forte e num ataque pela certa ( o que em competições como a champions dá muito jeito), mas acho injusto as críticas a que foi sujeito aqui na Luz! Quem critica quem prefere a champions ao campeonato, vai á china, à Austrália, etc,etc e pergunta quem é o campeão portugues e depois pergunta quem ganhou a champions.. Campeonatos temos 31, Champions temos duas e já tão velhinhas  :-\ nunca esquecerei os jogos com o Liverpool o ano passado, nem que viva mais uns 500 anos (ok, tou a ser um cadinho optimista  :P )..
Mas agora quem é bom, mas memo,memo,memo,memo bom, é o Engenheiro do futebol espectáculo, força Santos oleh!!!!!!!!

Mestre

Só não concordo com uma coisa que dizes. Perguntas que ganhou o campeonato em Portugal e quem foi aos quartos da Champions e o resultado é o mesmo.

O Koeman é fraco, menospreza os adversários e revelou uma constante falta de preparação dos jogos do campeonato nacional.

Inventou q.b. (tipo Carlitos a titular em Alvalade), foi jogar a medo contra o Manchester  e o Villlareal, perdemos pontos em tudo o que era campo por este país fora e no final ficaram os €€€ da Champions. Para mim não chega, mil vezes o Trapp.

E já agora, o Karyaka foi encostado pelo Koeman e o Moretto, Manduca, Robert, foram pedidos por quem?

blueviper

 Podia abrir um tópico com isto mas.... vai mesmo aqui pois o tópico tem o nome certo e tudo.   



Ganha, aos pontos, o 4x4x2!
Disse, na Grécia, Fernando Santos: «Vou mudar o sistema». Estava-se no princípio de Agosto, o Benfica saía quase humilhado (1-3) de um particular em Atenas, frente ao AEK, e o treinador não conteve o desabafo. O 4x4x2 não deixava boas impressões, o Benfica somava a sua quarta derrota em sete jogos de pré-época, a equipa parecia confusa e o treinador resignado. Mas Fernando Santos nunca abandonou as suas ideias; guardou-as e esperou por nova oportunidade. Hoje, é a sua água que faz mover o moinho.

No início, muito se discutiu a táctica de Fernando Santos no Benfica. A equipa não estava habituada ao 4x4x2 mas também ninguém parecia disposto a dar tempo ao treinador. Depois daquela derrota na Grécia, Fernando Santos mudou realmente o sistema. Mas não deitou fora o seu; deixou-o apenas em banho-maria. Foi esperto. O Benfica tinha começado por jogar em 4x4x2. É um sistema mais exigente do que o 4x2x3x1. No 4x4x2, em losango, sobretudo os homens da linha média precisam de ter maior cultura e disciplina tácticas, devem entender perfeitamente as compensações e as trocas de posição e devem ser rigorosos e concentrados no preenchimento dos espaços. No 4x2x3x1, o trabalho dos médios fica mais fácil; cada um tem a sua quinta e precisa apenas de olhar por ela. No 4x4x2, a quinta é de todos e todos devem cuidar dela, em qualquer momento e em qualquer lugar.

Como a coisa começou por correr mal e a contestação se fez ouvir, Fernando Santos prometeu mudar. E mudou. Passou então a usar dois médios claramente mais defensivos (Petit e Katsouranis), numa 1.ª linha, e três médios de 2.ª linha (que começaram por ser Manú, Rui Costa e Paulo Jorge) atrás do ponta-de-lança, Nuno Gomes. É preciso lembrar que o treinador não tinha Simão (e julgava que não o teria em definitivo), não tinha Nuno Assis (suspenso pelo caso de alegado doping) e não tinha Miccoli (que chegara mais tarde e recuperava a forma física). Do 4x4x2 o Benfica passava para o seu habitual 4x2x3x1, usado nas últimas épocas. E quando a equipa bate o Áustria de Viena, na Luz, por 3-0, os críticos aplaudem. Também se julgam vencedores e Fernando Santos deixa-os pensar assim.

Do lado de fora, defende-se que no 4x2x3x1 o Benfica tira melhor partido de Rui Costa, fazendo-o sentir-se mais confortável. Mas além de Fernando Santos, mais uma pessoa, pelo menos, não tem essa opinião: o próprio Rui Costa, que durante dez anos jogou em Itália no sistema de 4x4x2 e defende internamente que o treinador tem razão e apenas precisa de tempo para trabalhar a equipa, moldá-la e criar-lhe rotinas para o 4x4x2. Mas tempo, no Benfica, é coisa, como se sabe, que poucos estão dispostos a dar. Aos primeiros deslizes faz-se sentir a pressão. Foi por isso que Fernando Santos teve de prometer mudar mesmo antes da época começar oficialmente.

No seu velho sistema de 4x2x3x1 (Nuno Gomes sozinho na frente, três médios ofensivos e dois de cobertura) o Benfica abre a época e faz quatro jogos de seguida. Consegue uma vitória (Áustria, na Luz), dois empates (Áustria, em Viena, e FC Copenhaga, também fora) e uma derrota, bem pesada (0-3, no Bessa). Os defensores desse sistema calam-se; Fernando Santos perde Rui Costa e discretamente volta ao seu modelo no jogo seguinte. Com o 4x4x2 bate o Nacional, e bem, apesar da escassa vantagem (1-0).

Chega a deslocação a Paços de Ferreira e aproxima-se a recepção ao poderoso Manchester United. Fernando Santos tenta jogar mais pelo seguro e regressa ao 4x2x3x1. Já tem Simão, Nuno Assis e Miccoli mas apenas utiliza um ponta-de-lança de cada vez (Miccoli em Paços de Ferreira, Nuno Gomes com o Man. United). Só faz um ponto (para o campeonato) e vê, pela primeira vez, lenços brancos na Luz por perder, imagine-se, 0-1 com a equipa de Cristiano Ronaldo.

Já acontecera, entretanto, tudo a Fernando Santos. Do não fica-mas fica de Simão ao episódio grotesco da lesão de Rui Costa, dos castigos a Petit e Nuno Gomes à debandada de jogadores para as selecções, da falta de tempo para treinar com todos os jogadores às constantes baixas no plantel, Fernando Santos suporta muito. E parece confrontar-se, de novo, com a sua consciência. A opção é entre ser derrotado com as suas ideias ou com as ideias dos outros. Decide que está na hora de optar, claramente, pela primeira.

O jogo com o Manchester United foi a 26 de Setembro. Foi o último em 4x2x3x1. Fernando Santos voltou ao 4x4x2 com o Desp. Aves (4-1) e nunca mais o abandonou; nos últimos setes jogos somou cinco vitórias (Aves, Leiria, E. Amadora, Celtic e Beira-Mar) e duas derrotas (Glasgow e Dragão); marcou 19 golos e sofreu 8. Apesar de o sistema não ter tornado ainda os jogadores suficientemente eficazes e sólidos (em Glasgow e no Dragão a equipa abanou demais) é com este sistema que o Benfica dá melhores indicações de evolução. Fernando Santos encontrou boa fórmula de conciliar Petit e Katsouranis e aproveita, sobretudo, o extraordinário recurso que é ter Miccoli, dando a Nuno Gomes o que ele prefere há anos: jogar com outro avançado.

Ao princípio, não se entendia muito bem como jogaria Fernando Santos num 4x4x2 com Petit e Katsouranis. São dois médios mais defensivos mas, em losango, a só um deve caber o papel mais recuado. Fernando Santos começou por dar a ideia de querer Katsouranis mais atrás. Percebia-se: o grego é forte no jogo aéreo e Petit não. Katsouranis dava, portanto, outra garantia no chamado ataque às primeiras bolas. Mas Petit funciona pior como interior; precisa de jogar a partir de trás e por dentro. Leva anos nisso.

Fernando Santos resolveu a questão, com a ajuda também da cultura táctica de Katsouranis e da disponibilidade física de Petit. O português, como trinco, tem grande equilíbrio na ocupação do espaço, o grego, como interior direito, é, afinal, igualmente forte a criar desequilíbrios ofensivos e aparece bem a finalizar. Já fez três golos, todos de cabeça.

Sem Rui Costa, o treinador puxou do talento de Simão para o tornar no 10. Simão é óptimo jogador a partir das alas; mas o jogo interior não lhe é desconhecido. Até chegar a sénior, foi 10 muitas vezes. Por exemplo, com Jesualdo Ferreira, na Selecção de Sub-21. Com ele mais nas costas dos dois avançados, Fernando Santos recuperou o que de melhor Nuno Assis pode dar à equipa e lhe valeu lugar importante na conquista do título com Trapattoni. Assis é um médio de diagonais e rupturas, dá profundidade porque se posiciona sempre para receber a bola sem precisar de estar de costas para a baliza.

Perguntar-se-à: e quando Fernando Santos voltar a poder contar com Rui Costa? O treinador responderá certamente: melhor ainda! Rui Costa é um futebolista excepcional e nem sequer é verdade que a sua disponibilidade física esteja limitada pela idade, como ficou provado, por exemplo, no jogo da Luz com o Áustria de Viena. O talento de Rui Costa acrescenta, não diminui. E não o substimem: ele tem o curso superior tirado na melhor das universidades tácticas.

Fernando Santos precisa, pois, de todos os jogadores. Ele sabe que no 4x4x2 ainda correrá alguns riscos em jogos de grande exigência competitiva (perdeu, nesse capítulo, os dois principais testes, Glasgow e Dragão, apesar da boa 2.ª parte no Porto) mas também sabe que só o tempo tornará o seu sistema mais consistente e eficaz. Os jogadores são, evidentemente, importantes nesse processo mas devem perceber claramente o seguinte: pode um ou outro resolver um jogo; mas só a equipa dará o campeonato. 


  Isto sim é bom jornalismo e uma grande peça só não sei quem a escreveu , mas fica aqui demonstrado que temos um treinador com muito caracter e muito experiente.

Já agora a peça vem hoje na edição online de a´bola.

Ludwig van

Citação de: blueviper em 07 de Novembro de 2006, 16:10
Podia abrir um tópico com isto mas.... vai mesmo aqui pois o tópico tem o nome certo e tudo.   



Ganha, aos pontos, o 4x4x2!
Disse, na Grécia, Fernando Santos: «Vou mudar o sistema». Estava-se no princípio de Agosto, o Benfica saía quase humilhado (1-3) de um particular em Atenas, frente ao AEK, e o treinador não conteve o desabafo. O 4x4x2 não deixava boas impressões, o Benfica somava a sua quarta derrota em sete jogos de pré-época, a equipa parecia confusa e o treinador resignado. Mas Fernando Santos nunca abandonou as suas ideias; guardou-as e esperou por nova oportunidade. Hoje, é a sua água que faz mover o moinho.

No início, muito se discutiu a táctica de Fernando Santos no Benfica. A equipa não estava habituada ao 4x4x2 mas também ninguém parecia disposto a dar tempo ao treinador. Depois daquela derrota na Grécia, Fernando Santos mudou realmente o sistema. Mas não deitou fora o seu; deixou-o apenas em banho-maria. Foi esperto. O Benfica tinha começado por jogar em 4x4x2. É um sistema mais exigente do que o 4x2x3x1. No 4x4x2, em losango, sobretudo os homens da linha média precisam de ter maior cultura e disciplina tácticas, devem entender perfeitamente as compensações e as trocas de posição e devem ser rigorosos e concentrados no preenchimento dos espaços. No 4x2x3x1, o trabalho dos médios fica mais fácil; cada um tem a sua quinta e precisa apenas de olhar por ela. No 4x4x2, a quinta é de todos e todos devem cuidar dela, em qualquer momento e em qualquer lugar.

Como a coisa começou por correr mal e a contestação se fez ouvir, Fernando Santos prometeu mudar. E mudou. Passou então a usar dois médios claramente mais defensivos (Petit e Katsouranis), numa 1.ª linha, e três médios de 2.ª linha (que começaram por ser Manú, Rui Costa e Paulo Jorge) atrás do ponta-de-lança, Nuno Gomes. É preciso lembrar que o treinador não tinha Simão (e julgava que não o teria em definitivo), não tinha Nuno Assis (suspenso pelo caso de alegado doping) e não tinha Miccoli (que chegara mais tarde e recuperava a forma física). Do 4x4x2 o Benfica passava para o seu habitual 4x2x3x1, usado nas últimas épocas. E quando a equipa bate o Áustria de Viena, na Luz, por 3-0, os críticos aplaudem. Também se julgam vencedores e Fernando Santos deixa-os pensar assim.

Do lado de fora, defende-se que no 4x2x3x1 o Benfica tira melhor partido de Rui Costa, fazendo-o sentir-se mais confortável. Mas além de Fernando Santos, mais uma pessoa, pelo menos, não tem essa opinião: o próprio Rui Costa, que durante dez anos jogou em Itália no sistema de 4x4x2 e defende internamente que o treinador tem razão e apenas precisa de tempo para trabalhar a equipa, moldá-la e criar-lhe rotinas para o 4x4x2. Mas tempo, no Benfica, é coisa, como se sabe, que poucos estão dispostos a dar. Aos primeiros deslizes faz-se sentir a pressão. Foi por isso que Fernando Santos teve de prometer mudar mesmo antes da época começar oficialmente.

No seu velho sistema de 4x2x3x1 (Nuno Gomes sozinho na frente, três médios ofensivos e dois de cobertura) o Benfica abre a época e faz quatro jogos de seguida. Consegue uma vitória (Áustria, na Luz), dois empates (Áustria, em Viena, e FC Copenhaga, também fora) e uma derrota, bem pesada (0-3, no Bessa). Os defensores desse sistema calam-se; Fernando Santos perde Rui Costa e discretamente volta ao seu modelo no jogo seguinte. Com o 4x4x2 bate o Nacional, e bem, apesar da escassa vantagem (1-0).

Chega a deslocação a Paços de Ferreira e aproxima-se a recepção ao poderoso Manchester United. Fernando Santos tenta jogar mais pelo seguro e regressa ao 4x2x3x1. Já tem Simão, Nuno Assis e Miccoli mas apenas utiliza um ponta-de-lança de cada vez (Miccoli em Paços de Ferreira, Nuno Gomes com o Man. United). Só faz um ponto (para o campeonato) e vê, pela primeira vez, lenços brancos na Luz por perder, imagine-se, 0-1 com a equipa de Cristiano Ronaldo.

Já acontecera, entretanto, tudo a Fernando Santos. Do não fica-mas fica de Simão ao episódio grotesco da lesão de Rui Costa, dos castigos a Petit e Nuno Gomes à debandada de jogadores para as selecções, da falta de tempo para treinar com todos os jogadores às constantes baixas no plantel, Fernando Santos suporta muito. E parece confrontar-se, de novo, com a sua consciência. A opção é entre ser derrotado com as suas ideias ou com as ideias dos outros. Decide que está na hora de optar, claramente, pela primeira.

O jogo com o Manchester United foi a 26 de Setembro. Foi o último em 4x2x3x1. Fernando Santos voltou ao 4x4x2 com o Desp. Aves (4-1) e nunca mais o abandonou; nos últimos setes jogos somou cinco vitórias (Aves, Leiria, E. Amadora, Celtic e Beira-Mar) e duas derrotas (Glasgow e Dragão); marcou 19 golos e sofreu 8. Apesar de o sistema não ter tornado ainda os jogadores suficientemente eficazes e sólidos (em Glasgow e no Dragão a equipa abanou demais) é com este sistema que o Benfica dá melhores indicações de evolução. Fernando Santos encontrou boa fórmula de conciliar Petit e Katsouranis e aproveita, sobretudo, o extraordinário recurso que é ter Miccoli, dando a Nuno Gomes o que ele prefere há anos: jogar com outro avançado.

Ao princípio, não se entendia muito bem como jogaria Fernando Santos num 4x4x2 com Petit e Katsouranis. São dois médios mais defensivos mas, em losango, a só um deve caber o papel mais recuado. Fernando Santos começou por dar a ideia de querer Katsouranis mais atrás. Percebia-se: o grego é forte no jogo aéreo e Petit não. Katsouranis dava, portanto, outra garantia no chamado ataque às primeiras bolas. Mas Petit funciona pior como interior; precisa de jogar a partir de trás e por dentro. Leva anos nisso.

Fernando Santos resolveu a questão, com a ajuda também da cultura táctica de Katsouranis e da disponibilidade física de Petit. O português, como trinco, tem grande equilíbrio na ocupação do espaço, o grego, como interior direito, é, afinal, igualmente forte a criar desequilíbrios ofensivos e aparece bem a finalizar. Já fez três golos, todos de cabeça.

Sem Rui Costa, o treinador puxou do talento de Simão para o tornar no 10. Simão é óptimo jogador a partir das alas; mas o jogo interior não lhe é desconhecido. Até chegar a sénior, foi 10 muitas vezes. Por exemplo, com Jesualdo Ferreira, na Selecção de Sub-21. Com ele mais nas costas dos dois avançados, Fernando Santos recuperou o que de melhor Nuno Assis pode dar à equipa e lhe valeu lugar importante na conquista do título com Trapattoni. Assis é um médio de diagonais e rupturas, dá profundidade porque se posiciona sempre para receber a bola sem precisar de estar de costas para a baliza.

Perguntar-se-à: e quando Fernando Santos voltar a poder contar com Rui Costa? O treinador responderá certamente: melhor ainda! Rui Costa é um futebolista excepcional e nem sequer é verdade que a sua disponibilidade física esteja limitada pela idade, como ficou provado, por exemplo, no jogo da Luz com o Áustria de Viena. O talento de Rui Costa acrescenta, não diminui. E não o substimem: ele tem o curso superior tirado na melhor das universidades tácticas.

Fernando Santos precisa, pois, de todos os jogadores. Ele sabe que no 4x4x2 ainda correrá alguns riscos em jogos de grande exigência competitiva (perdeu, nesse capítulo, os dois principais testes, Glasgow e Dragão, apesar da boa 2.ª parte no Porto) mas também sabe que só o tempo tornará o seu sistema mais consistente e eficaz. Os jogadores são, evidentemente, importantes nesse processo mas devem perceber claramente o seguinte: pode um ou outro resolver um jogo; mas só a equipa dará o campeonato. 


  Isto sim é bom jornalismo e uma grande peça só não sei quem a escreveu , mas fica aqui demonstrado que temos um treinador com muito caracter e muito experiente.

Já agora a peça vem hoje na edição online de a´bola.

Foi o João Bonzinho.

Bleach

dos ultimos 3 treinadores que tivemos
o santos em casa é o que está a por a equipa a jogar de uma maneira mais ofensiva e a conseguir melhores resultados.
fora as coisas ainda não vão tão bem , mas quando encarrilarmos...

eu até gostava de muita coisa no koeman , quem eu detestava mesmo era o trapattoni..
nunca vi futebol tão mau no benfica em 28 anos de vida...sim fomos campeões , mas não foi só por mérito próprio.

Nuno Eiras

Citação de: blueviper em 07 de Novembro de 2006, 16:10
Podia abrir um tópico com isto mas.... vai mesmo aqui pois o tópico tem o nome certo e tudo.   

  Isto sim é bom jornalismo e uma grande peça só não


Ganha, aos pontos, o 4x4x2!
Disse, na Grécia, Fernando Santos: «Vou mudar o sistema». Estava-se no princípio de Agosto, o Benfica saía quase humilhado (1-3) de um particular em Atenas, frente ao AEK, e o treinador não conteve o desabafo. O 4x4x2 não deixava boas impressões, o Benfica somava a sua quarta derrota em sete jogos de pré-época, a equipa parecia confusa e o treinador resignado. Mas Fernando Santos nunca abandonou as suas ideias; guardou-as e esperou por nova oportunidade. Hoje, é a sua água que faz mover o moinho.

No início, muito se discutiu a táctica de Fernando Santos no Benfica. A equipa não estava habituada ao 4x4x2 mas também ninguém parecia disposto a dar tempo ao treinador. Depois daquela derrota na Grécia, Fernando Santos mudou realmente o sistema. Mas não deitou fora o seu; deixou-o apenas em banho-maria. Foi esperto. O Benfica tinha começado por jogar em 4x4x2. É um sistema mais exigente do que o 4x2x3x1. No 4x4x2, em losango, sobretudo os homens da linha média precisam de ter maior cultura e disciplina tácticas, devem entender perfeitamente as compensações e as trocas de posição e devem ser rigorosos e concentrados no preenchimento dos espaços. No 4x2x3x1, o trabalho dos médios fica mais fácil; cada um tem a sua quinta e precisa apenas de olhar por ela. No 4x4x2, a quinta é de todos e todos devem cuidar dela, em qualquer momento e em qualquer lugar.

Como a coisa começou por correr mal e a contestação se fez ouvir, Fernando Santos prometeu mudar. E mudou. Passou então a usar dois médios claramente mais defensivos (Petit e Katsouranis), numa 1.ª linha, e três médios de 2.ª linha (que começaram por ser Manú, Rui Costa e Paulo Jorge) atrás do ponta-de-lança, Nuno Gomes. É preciso lembrar que o treinador não tinha Simão (e julgava que não o teria em definitivo), não tinha Nuno Assis (suspenso pelo caso de alegado doping) e não tinha Miccoli (que chegara mais tarde e recuperava a forma física). Do 4x4x2 o Benfica passava para o seu habitual 4x2x3x1, usado nas últimas épocas. E quando a equipa bate o Áustria de Viena, na Luz, por 3-0, os críticos aplaudem. Também se julgam vencedores e Fernando Santos deixa-os pensar assim.

Do lado de fora, defende-se que no 4x2x3x1 o Benfica tira melhor partido de Rui Costa, fazendo-o sentir-se mais confortável. Mas além de Fernando Santos, mais uma pessoa, pelo menos, não tem essa opinião: o próprio Rui Costa, que durante dez anos jogou em Itália no sistema de 4x4x2 e defende internamente que o treinador tem razão e apenas precisa de tempo para trabalhar a equipa, moldá-la e criar-lhe rotinas para o 4x4x2. Mas tempo, no Benfica, é coisa, como se sabe, que poucos estão dispostos a dar. Aos primeiros deslizes faz-se sentir a pressão. Foi por isso que Fernando Santos teve de prometer mudar mesmo antes da época começar oficialmente.

No seu velho sistema de 4x2x3x1 (Nuno Gomes sozinho na frente, três médios ofensivos e dois de cobertura) o Benfica abre a época e faz quatro jogos de seguida. Consegue uma vitória (Áustria, na Luz), dois empates (Áustria, em Viena, e FC Copenhaga, também fora) e uma derrota, bem pesada (0-3, no Bessa). Os defensores desse sistema calam-se; Fernando Santos perde Rui Costa e discretamente volta ao seu modelo no jogo seguinte. Com o 4x4x2 bate o Nacional, e bem, apesar da escassa vantagem (1-0).

Chega a deslocação a Paços de Ferreira e aproxima-se a recepção ao poderoso Manchester United. Fernando Santos tenta jogar mais pelo seguro e regressa ao 4x2x3x1. Já tem Simão, Nuno Assis e Miccoli mas apenas utiliza um ponta-de-lança de cada vez (Miccoli em Paços de Ferreira, Nuno Gomes com o Man. United). Só faz um ponto (para o campeonato) e vê, pela primeira vez, lenços brancos na Luz por perder, imagine-se, 0-1 com a equipa de Cristiano Ronaldo.

Já acontecera, entretanto, tudo a Fernando Santos. Do não fica-mas fica de Simão ao episódio grotesco da lesão de Rui Costa, dos castigos a Petit e Nuno Gomes à debandada de jogadores para as selecções, da falta de tempo para treinar com todos os jogadores às constantes baixas no plantel, Fernando Santos suporta muito. E parece confrontar-se, de novo, com a sua consciência. A opção é entre ser derrotado com as suas ideias ou com as ideias dos outros. Decide que está na hora de optar, claramente, pela primeira.

O jogo com o Manchester United foi a 26 de Setembro. Foi o último em 4x2x3x1. Fernando Santos voltou ao 4x4x2 com o Desp. Aves (4-1) e nunca mais o abandonou; nos últimos setes jogos somou cinco vitórias (Aves, Leiria, E. Amadora, Celtic e Beira-Mar) e duas derrotas (Glasgow e Dragão); marcou 19 golos e sofreu 8. Apesar de o sistema não ter tornado ainda os jogadores suficientemente eficazes e sólidos (em Glasgow e no Dragão a equipa abanou demais) é com este sistema que o Benfica dá melhores indicações de evolução. Fernando Santos encontrou boa fórmula de conciliar Petit e Katsouranis e aproveita, sobretudo, o extraordinário recurso que é ter Miccoli, dando a Nuno Gomes o que ele prefere há anos: jogar com outro avançado.

Ao princípio, não se entendia muito bem como jogaria Fernando Santos num 4x4x2 com Petit e Katsouranis. São dois médios mais defensivos mas, em losango, a só um deve caber o papel mais recuado. Fernando Santos começou por dar a ideia de querer Katsouranis mais atrás. Percebia-se: o grego é forte no jogo aéreo e Petit não. Katsouranis dava, portanto, outra garantia no chamado ataque às primeiras bolas. Mas Petit funciona pior como interior; precisa de jogar a partir de trás e por dentro. Leva anos nisso.

Fernando Santos resolveu a questão, com a ajuda também da cultura táctica de Katsouranis e da disponibilidade física de Petit. O português, como trinco, tem grande equilíbrio na ocupação do espaço, o grego, como interior direito, é, afinal, igualmente forte a criar desequilíbrios ofensivos e aparece bem a finalizar. Já fez três golos, todos de cabeça.

Sem Rui Costa, o treinador puxou do talento de Simão para o tornar no 10. Simão é óptimo jogador a partir das alas; mas o jogo interior não lhe é desconhecido. Até chegar a sénior, foi 10 muitas vezes. Por exemplo, com Jesualdo Ferreira, na Selecção de Sub-21. Com ele mais nas costas dos dois avançados, Fernando Santos recuperou o que de melhor Nuno Assis pode dar à equipa e lhe valeu lugar importante na conquista do título com Trapattoni. Assis é um médio de diagonais e rupturas, dá profundidade porque se posiciona sempre para receber a bola sem precisar de estar de costas para a baliza.

Perguntar-se-à: e quando Fernando Santos voltar a poder contar com Rui Costa? O treinador responderá certamente: melhor ainda! Rui Costa é um futebolista excepcional e nem sequer é verdade que a sua disponibilidade física esteja limitada pela idade, como ficou provado, por exemplo, no jogo da Luz com o Áustria de Viena. O talento de Rui Costa acrescenta, não diminui. E não o substimem: ele tem o curso superior tirado na melhor das universidades tácticas.

Fernando Santos precisa, pois, de todos os jogadores. Ele sabe que no 4x4x2 ainda correrá alguns riscos em jogos de grande exigência competitiva (perdeu, nesse capítulo, os dois principais testes, Glasgow e Dragão, apesar da boa 2.ª parte no Porto) mas também sabe que só o tempo tornará o seu sistema mais consistente e eficaz. Os jogadores são, evidentemente, importantes nesse processo mas devem perceber claramente o seguinte: pode um ou outro resolver um jogo; mas só a equipa dará o campeonato. 

sei quem a escreveu , mas fica aqui demonstrado que temos um treinador com muito caracter e muito experiente.

Já agora a peça vem hoje na edição online de a´bola.

Grande peça de informação.  :)

Kaligula12

Nao sei qual é vossa opiniao sobre a matéria mas desde o Camacho que o Benfica nao praticava um futebol tao bonito a ver...........Espero que as boas exibiçoes continuem e que as vitorias tambem.......porque no final recordamos os que sao campeoes e nao os que jogam futebol bonito..........

Ouriço

Citação de: Kaligula12 em 07 de Novembro de 2006, 17:04
Nao sei qual é vossa opiniao sobre a matéria mas desde o Camacho que o Benfica nao praticava um futebol tao bonito a ver...........Espero que as boas exibiçoes continuem e que as vitorias tambem.......porque no final recordamos os que sao campeoes e nao os que jogam futebol bonito..........

Não é uma verdade absoluta.
Não me "lembro" das últimas equipas do Brasil campeãs do Mundo e não me esquecerei nunca a de 82  :'(
A grande laranja mecânica é outro exemplo.
Os treinadores e equipas audases jamais seram esquecidos.

Acho que, como no ano em que fomos campeões, precisávamos MESMO de vencer, agora está na altura de recuperar o futebol ofensivo que sempre caracterizou o Benfica.
Quanto a ser campeões este ano, não tenho muitas dúvidas que o seremos.

flsb

Acredito que poderemos manter o futebol atacante vistoso que apresentámos nos ultimos jogos .O titulo virá como acréscimo do bom futebol praticado , pois é mais fácil ser campeao com este futebol do que com o que praticavamos com o Trap

Kaligula12

Citação de: Ouriço em 07 de Novembro de 2006, 17:16
Citação de: Kaligula12 em 07 de Novembro de 2006, 17:04
Nao sei qual é vossa opiniao sobre a matéria mas desde o Camacho que o Benfica nao praticava um futebol tao bonito a ver...........Espero que as boas exibiçoes continuem e que as vitorias tambem.......porque no final recordamos os que sao campeoes e nao os que jogam futebol bonito..........

Não é uma verdade absoluta.
Não me "lembro" das últimas equipas do Brasil campeãs do Mundo e não me esquecerei nunca a de 82  :'(
A grande laranja mecânica é outro exemplo
.
Os treinadores e equipas audases jamais seram esquecidos.

Acho que, como no ano em que fomos campeões, precisávamos MESMO de vencer, agora está na altura de recuperar o futebol ofensivo que sempre caracterizou o Benfica.
Quanto a ser campeões este ano, não tenho muitas dúvidas que o seremos.

estas à falar de recordaçoes tuas.....quando abres um livro dos titulos sejam mundiais ou nacionais nao aparecem essas equipas.......O Futebol bonito é importante para nos que somos espectadores mas nem sempre o futebol bonito ganha titulos........
Podia por exemplo pedir o que é mais importante para vocês : ganhar titulos ou ter um futebol vistoso e nao ser campeao ????

Starblade

Eu tmb lí o artigo da Bola e eles estão-se a esquecer que o Benfica jogou com um 4x4x2 tradicional durante alguns jogos e ganhamos, que depois foi mudado quando jogamos na Escócia para o losango e perdemos outra vez. Um "esquecimento" da Bola...

Apesar da equipa estar a crescer o losango não me satisfaz.  "4x4x2 ainda correrá alguns riscos em jogos de grande exigência competitiva (perdeu, nesse capítulo, os dois principais testes, Glasgow e Dragão, apesar da boa 2.ª parte no Porto)" .

piloti_dublinbus

#2832
Caros Benfiquistas

Tal como eu acredito que todos nos estamos revoltados com os resultados obtidos nesta temporada.
Tirando a vitoria no xixi , e talvez a vitoria com o Celtic que na minha opiniao sao mais fracos que nos esta epoca tem sido um desastre.
O grande culpado na minha opiniao e do nosso treinador.
Quando as espectativas sao altas , maiores sao as desilusoes, e neste caso pude constatar que infelizmente o Benfica nao tem equipa para ser campeao.
Falha onde os rivais directos nao tem falhado , ou seja fora de casa , com as equipas chamadas pequenas.
Foi assim na champions e esta a ser assim no campeonato.
Pois e , estamos a meio de Dezembro e ja fomos afastados da Champions e do campeonato ( quem nao acreditar , sugiro que acorde para a realidade )
Tenho muita pena , mas por muita boa vontade que se tenha o Senhor Fernando Santos ja nao tem mais espaco de manobra perante os socios .
Ja que o nosso presidente por muito que tenha feito em prol do Benfica penso que houve um erro de casting ao escolher Fernando Santos para treinador do Benfica.
Ja que parece que LFV nao pensa em mudar de opiniao acerca do treinador entao eu acho que deveriam ser os socios a tomar iniciativas.
Quais ? Que tal uma peticao?
Eu por acaso nao sei o que se necessita para isso e tambem como sou emigrante nao teria a possibilidade de o fazer correctamente.
Se alguem sabe o que e necessario para fazer uma recolha de assinaturas on line em que todos os socios pudessem fazer a sua voz ser ouvida,que se chegue a frente SFF.
Eu a pouco tempo votei numa peticao online para a continuacao de LFV como presidente , que se nao estou em erro foi iniciada pelo user Kobille.
Se esta for a unica forma de correr com Fernando Santos do Benfica entao que seja.

Gosto muito do Benfica e custa-me digerir certas atitudes e performaces da equipa desde que FS foi apresentado como treinador principal.


QUEM ALINHA?

Eu serei dos primeiros a assinar essa peticao se for possivel realizar uma.

VIVA O BENFICA

vieira

Eu fazia era 1 peticao para termos jogadores que jogassem com amor ao clube e so pelo simples prazer de jogar futebol e nao so para receberem aqueles ordenados ridiculos ao fim do mes. ganham milhoes e merecem tostoes...

PMC

Só nos resta num dos jogos e durante 10 minutos os adeptos não se calarem e cantarem algo para ver se ele se demite. Sim por 60 mil pessoas a cantar algo que coloque em causa a competência de uma pessoa deve ser terrível e ele não aguenta. Ele ganha aos milhares!
É óbvio que cantar:

Fernando Santos cab...
Sem ti BENFICA CAMPEÃO!

seria simples mas muito ofensivo!

Algo do género:

Fernando Santos INCOMPETENTE
SEM TI BENFICA CAMPEÃO!

pode não rimar mas tem muito impacto e não é tão ofensivo.

Chega de tanta INCOMPETÊNCIA!