Apitos Dourado e Final

Johnny|SLB

Apito Dourado? Escandalo no futebol portugues? Que e isso? nunca ouvi nada,nao sei de nada..mas passou-se alguma coisa? Continua tudo igual no futebol portugues, o Pinto da Costa continua a solta,a frente do clube onde aplica todos os seus meios sujos ,com os seus braços direitos(R.Teles,SD que agora tao xateadinhos..) enfim..continua tudo igual..por isso nao sei de que falam...entao agora nao se pode pedir fruta pa dormir?toda a gente sabe que o FC Porto , SAD tem serviço de catering ao domicilio de maneira que foi uma encomenda normalissima...aah e essa "treta" dos arbitros jantarem depois dos jogos e deixarem tudo na "conta" do Reinaldo Teles...e uma calunia pah! AH! E desgraçados dos que dizem que o Reinaldo Teles e socio de nao sei quantos bordeis aqui no norte...coitadinhos so inventam..Portugal e um pais podre recheado de gente podre que se aproveita deste "deixa andar" para fazerem o que querem! Haja alguem com tomates e indignaçao para mandar esta m*rda toda pa rua e limparem o futebol , a politica,em resumo, a sociedade deste nosso paísinho que a continuar assim nunca saira das ruas da amargura...Ate telefonemas existem do Pinto da Bosta a tratar dos "negocios"..e continua tudo impavido e sereno..e o maior escandalo de sempre do mundo do futebol..e incrivel como tudo se passa sem a minima turbulencia..ta tudo bem...

joao_bruno

é por estas e por outras é que o nosso país corre o sério risco de não sair do fosso em que está.

Relatório
Menezes à campeão
Para «oferecer» ao FC Porto o seu Centro de Estágio, a Câmara de Gaia gastou mais de 16 milhões de euros e endividou-se até 2011. Resultado de uma investigação das Finanças já enviada para o Ministério Público
Miguel Carvalho / VISÃO nº 604    30 Set. 2004
Luís Filipe Menezes bem merece um «dragão de ouro».

Enquanto presidente da Câmara de Gaia, entregou ao FC Porto uma das mais valiosas prendas que o clube recebeu, nos últimos anos, o Centro de Estágio do Olival. Os custos couberam apenas ao município: mais de 16 milhões de euros (quase 3,3 milhões de contos) de dinheiros públicos. Os «dragões» receberam ainda, e à borla, os direitos de superfície por 50 anos e apenas liquidam uma renda mensal pouco superior a 500 euros (100 contos). Se um dia se fartarem, vão à sua vida, sem qualquer compensação para a edilidade. A autarquia, essa, ficaria com um elefante branco, cuja gestão ela própria reconhece não ser capaz de assegurar: «Seria desastrosa do ponto de vista dos recursos públicos», admite o executivo camarário, num documento da sua lavra.

Estas são, em resumo, as principais conclusões de um extenso relatório de uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças à Câmara de Gaia, a que a VISÃO teve acesso. O documento definitivo, recebido em Maio último no gabinete de Menezes, visa, sobretudo, a gestão da parceria entre o município e o FC Porto, SAD. As irregularidades e ilegalidades detectadas pelos inspectores dão pano para mangas e revelam uma calamitosa gestão pública, motivo pelo qual o relatório foi enviado para o Ministério Público.


Olé, Porto, olé!

Tudo começou em 1999.

Desde logo, as fundações Portogaia e Gaia Cidade d´Ouro através das quais se canalizaram verbas para a construção do empreendimento, não deveriam sequer ter existido, por não terem cabimento legal.

Nesse capítulo, o papel do Ministério da Administração Interna foi decisivo e, no mínimo, incompreensível. O MAI considerou que a Portogaia – da qual a FC Porto, SAD detinha a maioria – tinha património suficiente para os fins propostos, apesar do seu financiamento «certo e regular» ser proveniente da Fundação Gaia Cidade d´Ouro , a qual não tinha personalidade jurídica e cujo reconhecimento viria a ser chumbado, mais tarde, pelo próprio ministério.

À época, o titular da pasta era Fernando Gomes, ex-presidente da Câmara do Porto, um dos notáveis da família portista . É do seu ministério que saem as decisões feridas de ilegalidade, de acordo com o relatório. Mas já não é do seu tempo o «chumbo» da fundação mais problemática. Esse surge apenas em finais de 2002. Já depois de fundação ter sido declarada... extinta (ver caixa).

«A vida que fervilha à volta do quotidiano do FC Porto» foi um dos argumentos invocados por Menezes para justificar o investimento. Estudos técnicos sobre o impacte do Centro de Estágio, não houve . «De qualquer espécie», sublinha-se.

A IGF entende que sairia mais em conta a escolha de um clube de Gaia para a parceria. Mas a autarquia escudou-se na experiência do FC Porto para justificar a escolha.


Tudo pelo dragão

O Centro de Estágio consumiu mais de 16 milhões de euros de dinheiros públicos, entre terrenos e obras.

A IGF descobriu, entre outras coisas, que o avaliador dos terrenos não tinha estatuto para o fazer, incorrendo em responsabilidade criminal. E que não se justificava o interesse público ao abrigo do qual se efectuaram as expropriações urgentes. Como se não bastasse, a garantia do empréstimo contraído pela Portogaia foram os próprios terrenos cedidos ao clube. Outra ilegalidade.

As próprias obras foram adjudicadas sem concurso público. De resto, a autarquia, apesar de representada na fundação, «prescindiu da capacidade de influenciar decisões importantes».

Em todo o processo, o interesse público foi subordinado aos interesses do FC Porto. «Todos os riscos financeiros ficaram do lado público, especialmente o risco de expropriações, o risco de construção e o risco financeiro», lê-se. Mas os lucros da exploração do Centro de Estágio, se os houver, serão sempre para os cofres das Antas.

A Câmara não criou sequer uma estrutura de acompanhamento e controlo da parceria com o FC Porto, SAD. Ou seja, aparentemente nunca se preocupou em fiscalizar a aplicação de dinheiros públicos.

Nem mesmo as contrapartidas sociais, escolares e desportivas para os cidadãos de Gaia estão garantidas. Os interesses da população são defendidos «na medida do possível» e se não colidirem com as prioridades do FC Porto. Nem o protocolo assinado já em 2003 compensa isso. Para IGF, «outros parceiros garantiriam uma maior fruição do equipamento pela população escolar, pelos mais jovens e pelos estratos socialmente mais carenciados».

Este processo configura, pois, «um inequívoco apoio a um clube desportivo». E os «dragões» até podem, já amanhã, deixar o espaço, sem que a autarquia seja ressarcida.


Contraditório e críticas

Menezes, no contraditório enviado à IGF, contesta a maior parte dos argumentos do relatório, alegando haver erros grosseiros, contradições e omissões. O município, defende-se, «tem pautado a sua conduta com observância e pleno respeito pelas regras e princípios orientadores da eficaz e eficiente gestão pública». O autarca considera que a utilização do Centro de Estágio pelo FC Porto é, por si só, «determinante para o desenvolvimento económico e social de uma área desertificada do concelho». E esgrime a seu favor o facto de uma auditoria da Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) considerar «arrojado e inovador» o projecto com o FC Porto, SAD, não tendo detectado ilegalidades na criação das fundações e nos compromissos financeiros assumidos.

A IGF rejeitou a esmagadora maioria das justificações de Menezes.

O PS, por seu lado, condena o autarca. Depois de denunciar, por diversas vezes, aquilo que considera «uma má gestão de dinheiros públicos», o vereador Barbosa Ribeiro – sócio do FC Porto, por sinal – espera agora que o Ministério Público venha sustentar a responsabilidade penal pelo sucedido.

Refira-se, a propósito, que Sporting e Benfica tiveram ou terão, no caso dos «encarnados», de libertar vários milhões de euros dos seus cofres para construir os seus centros de estágio. Mas nem todos têm um Menezes por perto.



Benefícios fiscais indevidos?

A Fundação Gaia Cidade d'Ouro nunca teve existência legal. O MAI não lhe reconheceu personalidade jurídica. Contudo, a fundação recebeu, no biénio 2000/2001, transferências da Câmara de Gaia da ordem dos 2, 6 milhões de euros (cerca de 520 mil contos) e donativos e patrocínios privados superiores a um milhão de euros, ou seja, mais de 210 mil contos.

Brimogal , Cerâmica de Valadares, Coats & Clark , Tintas Barbot , Intermarché , Semusa , Comercialcer , SONAE, J & J Teixeira e Sogrape foram as empresas responsáveis pela maior fatia do bolo das receitas. Mas o facto de a Gaia Cidade d´Ouro não estar reconhecida publicamente «impedia a aplicação da Lei do Mecenato». Assim sendo, defende a IGF, «caso as empresas que contribuíram financeiramente tenham, posteriormente, utilizado, em sede fiscal, esse benefício, tê-lo-ão feito irregularmente, pelo que deverão ser corrigidas as respectivas declarações fiscais».


http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=35829

S-Line

NINGUEM TEM GIZOS entre as pernas p isso essa e o problema e no meio disto tudo a musica do  Benfas parece a do Liverpool ao contrario " We ever walk alone..."

Papichulo

Com certeza que no municipio de Gaia não existe miséria e pobreza, e se existir, o que é essa pobreza comparada com a saúde financeira dos barões do norte?  Apenas um crápula pode justificar com «A vida que fervilha à volta do quotidiano do FC Porto» um crime destes, especialemnte numa nação debilitada como a nossa.
Pão, saúde e dignidade não há, mas há qualquer coisa que fervilha...
Venha outra revolução, mas que desta vez seja dos postes e não dos cravos....

zmdp

uma vergonha e os é que somos acusados de ter ajudas do governo  :police:

Filho dOlhão

O único presidente que foi detido em Portugal foi o Vale Azevedo... já pensaram nisto?
O Homem que não ía para sa tribunas VIP`S quando o convidam, rasgou contractos... mexeu com muita coisa, muita podridão e foi preso por fraude interna... :embarassed:
Uma gota no oceano... Quantos dirigentes já não fizeram o mesmo...
a isto chamo hipocrísia... por muita pena minha que tenha roubado o Benfica... :police:
No Benfica houve justiça mas no resto :buck2: :buck2: :buck2:

Blast

Neste caso do Apito Dourado, a Justiça portuguesa apitou... para dentro!

Querem outro?... CNAD/Nuno Assis!... Por causa deste assunto anda meio mundo á rasca. E olhem que não é o Benfica!... É vê-los a todos juntar forças e formarem trincheiras para se safarem desta. É tão fundo que até mete gente do governo e tudo!... A "barraca" é da grossa!

e vivó velho, que este país é uma maravilha para uns quantos!!...

TCaetano

Já disse isso e volto a dizer. Os dirigentes do Benfica têm força para fazer alguma coisa e não fazem por alguma razão que ainda não captei. Eles sabem do que se passa e concerteza têm provas. Têm medo?Têm telhados de vidro? Não sei...
Os adeptos e as claques em especifico também pode fazer algo. Denunciar o que se passa no futebol português, envergonhar quem se alimenta da corrupção, chamar a atenção dos outros países e pressionar a UEFA e a FIFA a fazer alguma coisa. Grandes cartazes em jogo europeu de grande importância era o ideal. Para grandes males grandes remédios.

VelociRapto_73

A nossa justiça anda a dormir ou então temos investigadores, tanto na PJ como no Ministério Público que são sócios do fêcêpê. Passados três anos nada acontece, os média afectos ao sistema estão silenciados. Por alguma razão o irmão oliveirinha comprou o DN, apesar de saber que iria ter elevados prejúizos.
O clube das osgas verduguentas está presente no sistema, basta reparar na aproximação que o presidente do spórtêm teve ao pinto da costa mal tomou o clube mais nogento de Lisboa por cooptação! Por alguma razão as fezes do scp ficaram em 2º lugar do campeonato! Quando o Glorioso perdeu o jogo com o spórtem ficou bem demonstrado que a arbitragem nos iria fazer a vida negra! :tickedoff:

bda9

VelociRapto_73, não confundas o trabalho de quem realizou a investigação do Apito, com tudo aquilo que se passou a seguir.

A investigação foi bem feita e não deixa qualquer dúvida sobre o comportamento de todos os envolvidos.

Agora, o que aconteceu depois, já não depende da PJ...

Dennis

Em primeiro lugar, a grande diferença reside no facto da justiça desportiva em Portugal ter-se limitado a ficar à espera da justiça dos tribunais.
Em Itália foi tudo resolvido dentro da justiça desportiva, onde basta o mínimo de inteligência e bom-senso para julgar o caso.
Na justiça 'normal', como se sabe, para efectuar uma condenação num caso destes, só com confissões ou com contratos de suborno assinados.
Dou exemplos:

- Clube de futebol paga férias no Brasil a árbitro que sistematicamente erra a favor desse clube; provas: factura enviada pela agência de viagens, paga pelo clube, o árbitro usou as férias, ainda por cima com os nomes que nunca usa.
Para a nossa justiça, falta aqui algo. Há o pagamento (viagem), há a contrapartida (ajudas em jogos) mas isso não prova nada. Até pode ter sido tudo uma série de erros, da agência (mandou a factura para o cliente errado), do clube (pagou a factura por engano) e do árbitro (gozou férias pagas por outro sem estranhar o facto, usou nomes que nunca usa e errou a favor do clube). São só erros... Mas a justiça desportiva, não limitada pelo excesso de exigências a nível da prova, alguma vez poderia deixar isto em claro? Não! Por isso, preferem deixar para os tribunais que acabam por arquivar por 'insuficiência de provas'.

- Alguém acha que levar um árbitro 'às meninas' após um jogo é outra coisa que não suborno? Claro que não, ainda para mais com as conversas telefónicas antes do jogo. E de certeza que até os juízes que arquivaram o processo sabem do que se trata. Mas lá têm de arquivar por... 'insuficiência de provas'.

Nos tribunais portugueses, todas as provas mais concludentes nunca chegam. Só com confissões, e mesmo assim... A nossa justiça desportiva não pode continuar a esperar por tribunais que nada decidem para tomar uma posição. Devia ser como em itália...

alex_diabólico

Citação de: bda9 em 26 de Julho de 2006, 11:41
VelociRapto_73, não confundas o trabalho de quem realizou a investigação do Apito, com tudo aquilo que se passou a seguir.

A investigação foi bem feita e não deixa qualquer dúvida sobre o comportamento de todos os envolvidos.

Agora, o que aconteceu depois, já não depende da PJ...

Exactamente...

avelar

o que é que a justiça desportiva fez nada tinha material para punir como se fez em italia.

alex_diabólico

Existia material sim senhor, e muito pelos vistos. Desde gravações telefónicas a relatos de "vitimas", por exemplo do Bruno Paixão, em que o próprio estava envolvido.

VelociRapto_73

Não é bem assim, se realmente as provas tivessem sido bem investigadas e apresentadas o pinto da costa já estaria na pildra. Se a investigação fosse bem conduzida o pinto da costa não se tinha refugiado em Espanha. Como se sabe o pinto da costa já estava ao corrente da investigação! O problema não é só a justiça desportiva. As fugas de informação da PJ e Ministério Público safam os culpados em muitas ocasiões e o Apito Dourado é somente uma entre tantas outras. :police: