Jorge Jesus

Treinador, 72 anos,
Portugal
Equipa Principal: 8 épocas (2009-2015, 2020-2021), 404 jogos (279 vitórias, 64 empates, 61 derrotas)

Títulos: Campeonato Nacional (3), Taça de Portugal (1), Supertaça (1), Taça da Liga (5)

ivodaniello

Citação de: sammer em 28 de Abril de 2014, 15:10
E acrescento, Ivo. Gostava de ter um gajo de classe e renome, um italiano matador ou algo do género. Mas depois penso que é preciso um com alguma mobilidade, caso Rodrigo saia, e aí o caso muda um bocado de figura.

E se o Rodrigo ficasse? :)

Li o teu post na diagonal e facilmente me veio um nome à cabeça! Ciro Immobile!
Eu por acaso até acho que o próprio Lima pode jogar como avançado com mais mobilidade

Keiroxes

Citação de: Francescoli em 28 de Abril de 2014, 15:09
Citação de: ivodaniello em 28 de Abril de 2014, 15:05
Citação de: sammer em 28 de Abril de 2014, 15:04
Citação de: Francescoli em 28 de Abril de 2014, 15:02
Citação de: sammer em 28 de Abril de 2014, 15:01
Não tem grande coisa que saber. Contratar ambos, preencher os lugares de quem eventualmente sair. Espero que a próxima época já esteja a ser preparada com cabeça.

Não é preciso mexer muito. É preciso mexer bem.

Eu contratava apenas um avançado. Um grande avançado que pode ser o Batusai. :)

Levas o Parzyszek e já vais com sorte.

Não gostam do Ederzito?

Muito!

É para isso que compramos o Candeias?

PRa meter as bolinhas redondas na cabeça do Éder? deve ter sido :coolsmiley:

PAslb

Para mim o Nelson Oliveira tinha lugar no plantel para a próxima época.
Este ano deve estar-lhe a fazer bem para perder o vedetismo que tinha, na próxima época iria aplicar-se a 200%.
Para mim ele tem qualidade.

Bailey

Bom artigo nas usernews sobre o jesus. Alguns deviam ler o artigo mais que uma vez

Theroux

Citação de: PAslb em 28 de Abril de 2014, 15:17
Para mim o Nelson Oliveira tinha lugar no plantel para a próxima época.
Este ano deve estar-lhe a fazer bem para perder o vedetismo que tinha, na próxima época iria aplicar-se a 200%.
Para mim ele tem qualidade.

A única coisa que ele perdeu esta época foi mais uma oportunidade excelente para se afirmar no futebol profissional.

PAslb

Citação de: Theroux em 28 de Abril de 2014, 15:20
Citação de: PAslb em 28 de Abril de 2014, 15:17
Para mim o Nelson Oliveira tinha lugar no plantel para a próxima época.
Este ano deve estar-lhe a fazer bem para perder o vedetismo que tinha, na próxima época iria aplicar-se a 200%.
Para mim ele tem qualidade.

A única coisa que ele perdeu esta época foi mais uma oportunidade excelente para se afirmar no futebol profissional.
Concordo, mas às vezes um banho de humildade faz muito bem!
Qualidade ele tem-na, falta-lhe é humildade, e espero que esta época lhe tenha feito pôr os pés no chão.

PAslb

#702201
JJ o último a rir

Esteve à beira de sair e, se dependesse dos adeptos e de parte da direcção, teria levado o empurrão final. Luís Filipe Vieira segurou-o e resta agora saber até onde irá o reinado de Jorge Jesus no Benfica. Perto de se tornar o terceiro técnico com maior longevidade nos 'grandes', contou ao SOL que passou o dia a seguir à festa do título a estudar a Juventus e a responder a «mais de 360 sms».

«Comigo vão jogar o dobro». Ao chegar à Luz, em 2009, Jorge Jesus não se ficou por meias palavras. É raro ficar. No seu estilo desabrido, assegurou que os jogadores que se preparava para liderar no Benfica lhe davam garantias de sucesso e o impacto da mensagem trespassou para o balneário: aquela primeira época no clube marcou um antes e um depois no futebol encarnado do século XXI.

A fasquia subiu a um nível a que os adeptos já não estavam habituados. O passado recente de desaires depressa se tornou memória longínqua, enquanto a exigência de vitórias sobre vitórias conquistava fileiras nas bancadas. Só foi possível sobreviver a três épocas a ver o FC Porto campeão com o suporte de três ideias-chave: o futebol de ataque que a equipa nunca deixou de praticar, embora com altos e baixos na eficácia e na nota artística; a valorização de jogadores como não se via desde os tempos de Valdo, Ricardo Gomes e Rui Costa; e o apoio incondicional de Luís Filipe Vieira no final da época passada, quando a contestação atingiu o auge após a perda do Campeonato, da Liga Europa e da Taça de Portugal.

Jorge Jesus tem noção exacta de que a guilhotina só não caiu sobre a sua condição de treinador do Benfica por intervenção do presidente. Depois do triplo fracasso com o FC Porto (campeonato), o Chelsea (Liga Europa) e o Vitória de Guimarães (Taça de Portugal), Vieira não cedeu à pressão da massa adepta - e de vários elementos da direcção - e propôs-lhe a renovação de contrato por mais duas épocas. Não se estranham as palavras do técnico na hora de festejar o segundo título nacional pelo Benfica, no último domingo: «Agradeço ao presidente, que acreditou em mim. Não só este ano, mas desde que cheguei».

O segundo treinador português a conquistar dois títulos de campeão na Luz (o primeiro foi Toni) saboreou este troféu como um adepto eufórico. De boné na cabeça, enrolado numa bandeira e com um cachecol amarrado ao punho, passou tão bem por um deles que, ao chegar com os jogadores ao Marquês de Pombal, um polícia tentou interceptá-lo. O agente da autoridade terá julgado estar perante um intruso acabado de furar a barreira de segurança. Ilusão: era a autoridade máxima do balneário a extravasar emoções. Há um ano caíra de joelhos no Estádio do Dragão, desolado por um campeonato perdido fora de horas para o rival. Dias mais tarde vira Óscar Cardozo desafiá-lo de peito aberto na final da Taça, aos olhos de toda a gente. E pelo meio a derrota com o Chelsea na Liga Europa. Agora era a sua vez de rir. A hora de soltar o grito da redenção.

«Os meus festejos foram públicos, foi o que as pessoas viram na TV», sublinhou Jesus ao SOL, adiantando que dali seguiu para casa e logo mudou o foco para o próximo compromisso: as meias-finais da Liga Europa. «No dia seguinte fiquei toda a manhã em casa a preparar já o jogo com a Juventus e a responder a mensagens. Respondi a todas as que recebi. Foram mais de 360 sms de todas as partes do mundo».

À tarde, deu treino pelas 16 horas. A festa tinha terminado e o «bicho-do-mato», como se descreve a si próprio, regressava ao seu habitat, longe de folias e virado quase em exclusivo para o futebol - uma das duas televisões que tem na sala só passa programas desportivos.

Com crédito renovado nas hostes encarnadas, a questão que se coloca agora é bem mais abrangente do que a eliminatória europeia que aí vem. O ponto é este: até quando poderá manter-se no Benfica? O tempo voa e o facto é que Jorge Jesus está a dias de completar cinco anos ao leme dos 'encarnados'. O que por si só é um acontecimento, não apenas no clube da Luz, mas na história dos 'grandes' do futebol português.

Se cumprir o ano que lhe falta de contrato, passará a ser o terceiro homem com maior longevidade à frente de um dos três principais clubes. Um caso sem paralelo nos últimos 65 anos no Sporting, no FC Porto e no próprio Benfica, onde também se apresta para se tornar o técnico com mais jogos realizados e mais vitórias alcançadas.

Mal inicie a próxima época, Jorge Jesus vai deixar para trás o húngaro Mihaly Siska, o brasileiro Otto Glória e o português Paulo Bento, que ao fim de cinco anos abandonaram o FC Porto, o Benfica e o Sporting, em diferentes períodos da história (ver infografia).

Com mais tempo de permanência num 'grande' vão apenas restar os magiares Janos Biri e Joseph Szabo, que se 'eternizaram' no cargo - o primeiro nas 'águias', o segundo nos 'leões' - durante as décadas de 30 e 40 do século passado.

Biri detém até hoje o recorde de jogos e vitórias de um treinador do Benfica, mas está em vias de ser duplamente ultrapassado por Jesus. Ao actual técnico, de 59 anos, faltam nove encontros e oito triunfos para passar para a frente nos dois registos, o que irá acontecer na próxima temporada se decidir continuar, como é mais provável.

Este segundo título em cinco anos coloca-o ao nível de Otto Glória nessa matéria, mas a principal marca de Jorge Jesus no Benfica é outra. Por muito que os adeptos o tenham tentado crucificar pelos falhanços nos momentos decisivos da época passada, o mérito do treinador natural da Amadora foi ter devolvido o clube aos grandes palcos. A frieza dos números assim o demonstra.

Com ele, as vitórias tornaram-se mais regulares, a equipa ganhou ambição e passou a bater-se em todas as frentes. Esteve numa final da Liga Europa, em duas meias-finais e uma vez nos 'quartos', além de ter atingido esta mesma fase na Liga dos Campeões, em 2011/12. Do 23.º lugar no ranking de clubes da UEFA, antes da sua chegada, o Benfica saltou para sexto, só atrás de Barcelona, Bayern Munique, Real Madrid, Chelsea e Manchester United.

O homem que não fuma nem bebe, a ponto de ter revelado numa reportagem do SOL em 2011 que não conhece sequer «o sabor do uísque», vive para o futebol e para o clube que representa. Antes de entrar na Luz, tirou um curso para aprender a lidar com jornalistas e os treinos que orienta são fruto do conceito de jogo que defende para a equipa. «Ao longo da minha carreira só dei os treinos que eu próprio criei», revelou nessa reportagem do SOL.

Não se tem dado mal. Com 187 triunfos em 264 partidas (70,8% de eficácia), Jorge Jesus é hoje o sexto técnico mais vitorioso da história do Benfica. Entre os que aguentaram pelo menos uma época no cargo, apenas o superam Lajos Czeizler, com 80,5% na sua única época ao serviço das 'águias' (1963/64), Jimmy Hagan (78,3% de 1970 a 1974), Fernando Riera (73,9%, 1962/63 e de 1966 a 68), Janos Biri (73,4% de 1939 a 1947) e Elek Schwartz (71,7% em 1964/65). A maioria beneficiou do contributo de Eusébio, Simões, Coluna, Torres, José Augusto e companhia, mas Béla Guttmann, outro dos nomes importantes da década da 60, aparece agora com pior registo do que Jesus. O mesmo sucede com outros históricos como Eriksson, Mortimore, Otto Glória ou Toni.

No confronto directo com os outros 'grandes', o Benfica ganhou outra dimensão nestes cinco anos. Em especial com o Sporting, que bateu uma dezena de vezes em 13 duelos, empatando duas e perdendo apenas uma. Com o FC Porto, o saldo mantém-se negativo, com sete triunfos contra oito derrotas. Mas nos cinco anos anteriores os 'encarnados' tinham apenas ganho dois clássicos em 10.

A era Jesus fica também marcada pela chegada de muitos jogadores à Luz - passaram mais de 80 pelo balneário neste período -, alguns através de investimentos avultados. Mas se é certo que Ola John, Bruno César, Roberto, Éder Luís, Airton e outros não vingaram, não é menos verdade que Fábio Coentrão, Di María, Ramires, David Luiz, Javi García, Witsel ou Matic proporcionaram encaixes financeiros antes impensáveis. É um trunfo a não menosprezar.

Agora junta-lhe outro: no dia de Páscoa, ironia do destino, Jesus deu o 33.º título de campeão ao Benfica. A ressurreição do seu crédito junto dos adeptos está consumada.

Tinha de colocar isto aqui, no seu tópico.

supersueca

Citação de: TheRedStar em 28 de Abril de 2014, 14:53
Citação de: PAslb em 28 de Abril de 2014, 14:43
Citação de: TheRedStar em 28 de Abril de 2014, 12:10
O porco vai tentar estar forte mas vai começar atrás do Benfica e do sporting, pois o treinador será outro e os jogadores também. O nosso principal adversário será o sporting.

Eu só espero que quem toma as decisões pense que por causa disso podemos deixar sair meia equipa.
Com isso queres dizer que é benéfico para nós a continuidade do JJ?

Não sei. Tanto pode querer repetir a graça, como pode desleixar-se. O mais importante é não vender meia equipa.

É isto.

VALEBEM

Também gostava de ver o Benfica com um ponta de lança de qualidade extra... O Cardozo, por lesão, nunca mais será o mesmo; o Rodrigo não deve ficar; e o Lima não dá para todas as encomendas, até porque vai a caminho dos 31.

EPluribusUnum

Parabéns pela vitória e pensar na melhor equipa na quinta, que espero que comece pelo Oblak.

Francescoli

Ciro Immobile parece-me tão bem...

10Baggio

Citação de: Han em 23 de Abril de 2014, 15:44
Citação de: BenficaSetsFire em 23 de Abril de 2014, 15:31
Citação de: JoaoPedroLopes em 23 de Abril de 2014, 15:28
Citação de: BenficaSetsFire em 23 de Abril de 2014, 15:27
Citação de: JoaoPedroLopes em 23 de Abril de 2014, 15:20
Citação de: BenficaSetsFire em 23 de Abril de 2014, 15:18
Para além do salário milionário ainda tem prémio de campeão? Haja dinheiro.

Tb não percebo.

O Benfica numa grave crise financeira e paga como paga não percebo!

Isso foi uma tentativa falhada de ironia?

Não. Foi mesmo uma ironia concretizada.

Mas falhada no conteúdo. Vendeste o Matic em Janeiro porquê? Achas mesmo razoável o Benfica pagar 4M por ano de salário mais 1M (?) em prémio por objectivos? Mesmo para quem acha esses valores razoáveis, não faria muito mais sentido baixar o fixo e aumentar a diferença no prémio?

sim, por esses valores, podíamos pagar a Paulo Fonseca, Rui Vitória e M.Silva numa única época. Seria melhor ter 3 treinadores numa época ou ter JJ? Aí saíria mais barato, já que, provavelmente, não se teria de pagar prémio nenhum.

O mal é que é provável que os jogadores também valessem menos que no início da época...

Estas portanto convencido que JJ vai decidir continuar?

Karel Alinho

Se fosse eu, depois de andar 3 anos a ser humilhado enquanto treinador, e ao 4º conseguisse ganhar tudo ia embora, pela porta grande, não fosse o diabo tecê-las no ano a seguir. Tentava um contrato equivalente ao do Benfica no estrangeiro, e ia curtir.

Mas isso seria eu, que conheço os meus limites e até me considero humilde.

Mas como é o Jorge...

Aguia_Rea1

Citação de: PAslb em 28 de Abril de 2014, 15:28
JJ o último a rir

Esteve à beira de sair e, se dependesse dos adeptos e de parte da direcção, teria levado o empurrão final. Luís Filipe Vieira segurou-o e resta agora saber até onde irá o reinado de Jorge Jesus no Benfica. Perto de se tornar o terceiro técnico com maior longevidade nos 'grandes', contou ao SOL que passou o dia a seguir à festa do título a estudar a Juventus e a responder a «mais de 360 sms».

«Comigo vão jogar o dobro». Ao chegar à Luz, em 2009, Jorge Jesus não se ficou por meias palavras. É raro ficar. No seu estilo desabrido, assegurou que os jogadores que se preparava para liderar no Benfica lhe davam garantias de sucesso e o impacto da mensagem trespassou para o balneário: aquela primeira época no clube marcou um antes e um depois no futebol encarnado do século XXI.

A fasquia subiu a um nível a que os adeptos já não estavam habituados. O passado recente de desaires depressa se tornou memória longínqua, enquanto a exigência de vitórias sobre vitórias conquistava fileiras nas bancadas. Só foi possível sobreviver a três épocas a ver o FC Porto campeão com o suporte de três ideias-chave: o futebol de ataque que a equipa nunca deixou de praticar, embora com altos e baixos na eficácia e na nota artística; a valorização de jogadores como não se via desde os tempos de Valdo, Ricardo Gomes e Rui Costa; e o apoio incondicional de Luís Filipe Vieira no final da época passada, quando a contestação atingiu o auge após a perda do Campeonato, da Liga Europa e da Taça de Portugal.

Jorge Jesus tem noção exacta de que a guilhotina só não caiu sobre a sua condição de treinador do Benfica por intervenção do presidente. Depois do triplo fracasso com o FC Porto (campeonato), o Chelsea (Liga Europa) e o Vitória de Guimarães (Taça de Portugal), Vieira não cedeu à pressão da massa adepta - e de vários elementos da direcção - e propôs-lhe a renovação de contrato por mais duas épocas. Não se estranham as palavras do técnico na hora de festejar o segundo título nacional pelo Benfica, no último domingo: «Agradeço ao presidente, que acreditou em mim. Não só este ano, mas desde que cheguei».

O segundo treinador português a conquistar dois títulos de campeão na Luz (o primeiro foi Toni) saboreou este troféu como um adepto eufórico. De boné na cabeça, enrolado numa bandeira e com um cachecol amarrado ao punho, passou tão bem por um deles que, ao chegar com os jogadores ao Marquês de Pombal, um polícia tentou interceptá-lo. O agente da autoridade terá julgado estar perante um intruso acabado de furar a barreira de segurança. Ilusão: era a autoridade máxima do balneário a extravasar emoções. Há um ano caíra de joelhos no Estádio do Dragão, desolado por um campeonato perdido fora de horas para o rival. Dias mais tarde vira Óscar Cardozo desafiá-lo de peito aberto na final da Taça, aos olhos de toda a gente. E pelo meio a derrota com o Chelsea na Liga Europa. Agora era a sua vez de rir. A hora de soltar o grito da redenção.

«Os meus festejos foram públicos, foi o que as pessoas viram na TV», sublinhou Jesus ao SOL, adiantando que dali seguiu para casa e logo mudou o foco para o próximo compromisso: as meias-finais da Liga Europa. «No dia seguinte fiquei toda a manhã em casa a preparar já o jogo com a Juventus e a responder a mensagens. Respondi a todas as que recebi. Foram mais de 360 sms de todas as partes do mundo».

À tarde, deu treino pelas 16 horas. A festa tinha terminado e o «bicho-do-mato», como se descreve a si próprio, regressava ao seu habitat, longe de folias e virado quase em exclusivo para o futebol - uma das duas televisões que tem na sala só passa programas desportivos.

Com crédito renovado nas hostes encarnadas, a questão que se coloca agora é bem mais abrangente do que a eliminatória europeia que aí vem. O ponto é este: até quando poderá manter-se no Benfica? O tempo voa e o facto é que Jorge Jesus está a dias de completar cinco anos ao leme dos 'encarnados'. O que por si só é um acontecimento, não apenas no clube da Luz, mas na história dos 'grandes' do futebol português.

Se cumprir o ano que lhe falta de contrato, passará a ser o terceiro homem com maior longevidade à frente de um dos três principais clubes. Um caso sem paralelo nos últimos 65 anos no Sporting, no FC Porto e no próprio Benfica, onde também se apresta para se tornar o técnico com mais jogos realizados e mais vitórias alcançadas.

Mal inicie a próxima época, Jorge Jesus vai deixar para trás o húngaro Mihaly Siska, o brasileiro Otto Glória e o português Paulo Bento, que ao fim de cinco anos abandonaram o FC Porto, o Benfica e o Sporting, em diferentes períodos da história (ver infografia).

Com mais tempo de permanência num 'grande' vão apenas restar os magiares Janos Biri e Joseph Szabo, que se 'eternizaram' no cargo - o primeiro nas 'águias', o segundo nos 'leões' - durante as décadas de 30 e 40 do século passado.

Biri detém até hoje o recorde de jogos e vitórias de um treinador do Benfica, mas está em vias de ser duplamente ultrapassado por Jesus. Ao actual técnico, de 59 anos, faltam nove encontros e oito triunfos para passar para a frente nos dois registos, o que irá acontecer na próxima temporada se decidir continuar, como é mais provável.

Este segundo título em cinco anos coloca-o ao nível de Otto Glória nessa matéria, mas a principal marca de Jorge Jesus no Benfica é outra. Por muito que os adeptos o tenham tentado crucificar pelos falhanços nos momentos decisivos da época passada, o mérito do treinador natural da Amadora foi ter devolvido o clube aos grandes palcos. A frieza dos números assim o demonstra.

Com ele, as vitórias tornaram-se mais regulares, a equipa ganhou ambição e passou a bater-se em todas as frentes. Esteve numa final da Liga Europa, em duas meias-finais e uma vez nos 'quartos', além de ter atingido esta mesma fase na Liga dos Campeões, em 2011/12. Do 23.º lugar no ranking de clubes da UEFA, antes da sua chegada, o Benfica saltou para sexto, só atrás de Barcelona, Bayern Munique, Real Madrid, Chelsea e Manchester United.

O homem que não fuma nem bebe, a ponto de ter revelado numa reportagem do SOL em 2011 que não conhece sequer «o sabor do uísque», vive para o futebol e para o clube que representa. Antes de entrar na Luz, tirou um curso para aprender a lidar com jornalistas e os treinos que orienta são fruto do conceito de jogo que defende para a equipa. «Ao longo da minha carreira só dei os treinos que eu próprio criei», revelou nessa reportagem do SOL.

Não se tem dado mal. Com 187 triunfos em 264 partidas (70,8% de eficácia), Jorge Jesus é hoje o sexto técnico mais vitorioso da história do Benfica. Entre os que aguentaram pelo menos uma época no cargo, apenas o superam Lajos Czeizler, com 80,5% na sua única época ao serviço das 'águias' (1963/64), Jimmy Hagan (78,3% de 1970 a 1974), Fernando Riera (73,9%, 1962/63 e de 1966 a 68), Janos Biri (73,4% de 1939 a 1947) e Elek Schwartz (71,7% em 1964/65). A maioria beneficiou do contributo de Eusébio, Simões, Coluna, Torres, José Augusto e companhia, mas Béla Guttmann, outro dos nomes importantes da década da 60, aparece agora com pior registo do que Jesus. O mesmo sucede com outros históricos como Eriksson, Mortimore, Otto Glória ou Toni.

No confronto directo com os outros 'grandes', o Benfica ganhou outra dimensão nestes cinco anos. Em especial com o Sporting, que bateu uma dezena de vezes em 13 duelos, empatando duas e perdendo apenas uma. Com o FC Porto, o saldo mantém-se negativo, com sete triunfos contra oito derrotas. Mas nos cinco anos anteriores os 'encarnados' tinham apenas ganho dois clássicos em 10.

A era Jesus fica também marcada pela chegada de muitos jogadores à Luz - passaram mais de 80 pelo balneário neste período -, alguns através de investimentos avultados. Mas se é certo que Ola John, Bruno César, Roberto, Éder Luís, Airton e outros não vingaram, não é menos verdade que Fábio Coentrão, Di María, Ramires, David Luiz, Javi García, Witsel ou Matic proporcionaram encaixes financeiros antes impensáveis. É um trunfo a não menosprezar.

Agora junta-lhe outro: no dia de Páscoa, ironia do destino, Jesus deu o 33.º título de campeão ao Benfica. A ressurreição do seu crédito junto dos adeptos está consumada.

Tinha de colocar isto aqui, no seu tópico.

tambem nunca teremos o contraditório, não teria outro feito o mesmo ou melhor?

mas claro que está de parabens, agora prognósticos no fim. Ai acertamos sempre.

Aguia_Rea1

por o Oblak e não se por a defender o resultado

espera que não repita os pecados do passado na defesa de uma personalidade tão teimosa como a minha porta da rua :-X