Portugal

Épocas no Benfica: 5 (57/62)

Jogos: 89
Golos: 4

Títulos: 3 CN, 3 TP, 2 TCE

Primeiro jogo

Domingo, Fevereiro 2, 1958 - 00:00

Estádio da Luz ,

SL Benfica: José Bastos, Mário João, Artur Santos, Zézinho, Fernando Ferreira, Helder Constantino, Santana, Coluna, Cavém, José Águas, Salvador Martins
Treinador: Otto Glória
Golos: Cavém (54)

Último jogo

Domingo, Julho 1, 1962 - 00:00

Nacional do Jamor ,

SL Benfica: Costa Pereira, Cruz, Mário João, Ângelo Martins, Germano, Cavém, Coluna, Simões, José Augusto, José Águas, Eusébio
Treinador: Fernando Caiado
Golos: Cavém (68), Eusébio (57), Eusébio (84)

37093 - Tópico: Mário João  (Lida 9573 vezes)

italiano

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  • 21 de Agosto de 2009, 08:04

 
 
Nome Completo: MÁRIO JOÃO Sousa Alves
Posição: Defesa Direito
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 06-06-1935
Número da Camisola: 2
Pé Preferido: Direito


Épocas ao serviço do Benfica: 5
Total de Jogos pelo Benfica: 89
Total de Golos pelo Benfica: 4
Títulos pelo Benfica:
2 Taças dos Campeões Europeus (1960/61, 1961/62)
2 Campeonatos Nacionais (1959/60, 1960/61)
2 Taças de Portugal (1958/59, 1961/62)


1957/1958
Jogos: 15
Golos: 0


1958/1959
Jogos: 2
Golos: 1 (0 na Liga)

1959/1960
Jogos: 34
Golos: 2 (1 na Liga)

1960/1961
Jogos: 7
Golos: 0

1961/1962
Jogos: 31
Golos: 1 (1 na Liga)
« Última modificação: 14 de Novembro de 2013, 16:32 por Shoky »

Vitor84

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  • 21 de Agosto de 2009, 15:24
Tottenham 2-1 Benfica | Taça dos Campeões Europeus 1961/62 - Meia Final (2ªMão)

« Última modificação: 05 de Agosto de 2013, 01:24 por Shoky »

Adelino Rabanadas

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  • 21 de Agosto de 2009, 16:46

Mário João. Barreiro. 6 de Junho de 1935. Defesa.
Épocas no Benfica: 5 (57/62). Jogos: 89. Golos: 4. Títulos: 3 (Campeonato Nacional), 3 (Taça de Portugal) e 2 (Taça dos Campeões).
Outros clubes: CUF. Internacionalizações: 3.



A proposta de um louvor ao feérico alfobre do Barreiro ficava bem ao Benfica. De Félix, Arsénio e Moreira a Adolfo e Chalana, com José Augusto e Mário João no meio do desfile cronológico. Todos atletas de bitola singular. Atletas com livre-trânsito no compêndio de sucessos da instituição.

Ao crescer mesmo ao pé do campo de jogos da CUF, Mário João desde cedo sentiu atracção pela bola, pelo jogo, pelo futebol. Historietas tinha para levar e contar, dos 15 anos em diante, no percurso juvenil feito com as cores do clube fabril da então vila operária.

Chegou ao Benfica na segunda metade da década de 50. Era avançado. O brasileiro Otto Glória tutelava tecnicamente a equipa e transformou-o em defesa. Opção reiterada pelo austro-húngaro Béla Guttmann seria. Primeiro, à esquerda, numa altura em que Ângelo se lesionou. Depois no flanco dextro, com o regresso do colega à competição. Polivalente se fez na cortina defensiva. Também na turma das quinas, na qual experimentou várias posições. Com a Jugoslávia, actuou na canhota; com a Bélgica, surgiu à direita; enquanto perante o mesmo adversário, dois anos volvidos, haveria de colocar-se a médio defensivo. Foram as três internacionalizações de Mário João, enquanto jogador do Benfica. Uma outra registou, mas já de retorno à CUF, clube que veio a selar a sua carreira futebolística.



Em cinco épocas, levando “na alma a luz intensa”, venceu três Nacionais, duas Taças de Portugal e bisou também na mais apetecida das provas, a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Numa orquestra de violinos, era um trombone eficaz e nem se importaria de ser bombo. Queria era jogar. Com hiperexigência pessoal. Um baluarte na dedicação, na firmeza, na combatividade. Jogadores como ele não diminuíam o colectivo, antes acrescentavam novas e decisivas atitudes.

Despiu a camisola berrante no primeiro dia do mês de Julho de 1962. No Estádio Nacional, participou no triunfo sobre o V. Setúbal (3-0), com golos de Eusébio (2) e Cavem. A equipa bicampeã da Europa via cair o pano, após dois anos de exuberância competitiva. Se pudesse, Mário João continuaria na cruzada, talvez até a jogar de graça, pela graça do Benfica.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.120
« Última modificação: 05 de Agosto de 2013, 01:24 por Shoky »

Vitor84

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  • 21 de Agosto de 2009, 19:55
Quer no site do Benfica que rno zerozero só aparece Mário João. Se calhar era mesmo assim
Provavelmente até é mesmo João o seu último nome, tive um colega que tinha João como último nome.

Retirado de um blog:
Nome Completo: Mário João
Alcunha: ?
Nacionalidade: Portuguesa
Local de Nascimento: Barreiro
Data de Nascimento: 6 de Junho de 1935
Posição: Defesa-Direito/Esquerdo e Médio
Altura: ?
Peso: ?

Clubes:
1975/76 - CUF (Treinador)
FIM DA CARREIRA DE FUTEBOLISTA
1967/68 - CUF - 15 Jogos / 1 Golo
1966/67 - CUF - 14 Jogos / 1 Golo
1965/66 - CUF - 22 Jogos / 3 Golos
1964/65 - CUF - 21 Jogos / 0 Golos
1963/64 - CUF - 22 Jogos / 4 Golos
1962/63 - CUF - 24 Jogos / 0 Golos
1961/62 - S.L.Benfica - 15 Jogos / 1 Golo
1960/61 - S.L.Benfica - 3 Jogos / 0 Golos
1959/60 - S.L.Benfica - 24 Jogos / 1 Golo
1958/59 - S.L.Benfica - 0 Jogos / 0 Golos
1957/58 - S.L.Benfica - 6 Jogos / 0 Golos
1956/57 - S.L.Benfica (Aspirantes)
1955/56 - S.L.Benfica (Aspirantes)
"Formação"
CUF



Totais no S.L.Benfica: 89 Jogos / 4 Golos
(Campeonato 48/2, Taça de Portugal 32/2, Eurotaças 7/0 e Taça Intercontinental 2/0)

Estreia: 2 de Fevereiro, na Luz
(S.L.Benfica 1 - Lusitano Évora 0) - Com Otto Glória

Último jogo: 1 de Julho de 1962, no Jamor
(S.L.Benfica 3 - Vit. Setúbal 0) - Com Fernando Caiado


Primeiro golo: 13 de Julho, na Luz
(S.L.Benfica 3 - Sporting 1) - Marcou o 1-0 aos 34'

Último golo: 8 de Abril de 1962, na Tapadinha
(Atlético 0 - S.L.Benfica 3) - Marcou o 2-0 aos 68'
.Competições Europeias: 7 Jogos / 0 Golos

Estreia: 29 de Setembro de 1960, em Edimburgo - Tinecastle Park
(Hearts 1 - S.L.Benfica 2) - Com Béla Güttmann

Último jogo: 2 de Maio de 1962, em Amsterdão - Estádio Olímpico
(S.L.Benfica 5 - Real Madrid 3) - Com Béla Güttmann


Palmarés:
Bi-Campeão Europeu de Clubes - 1960/61 e 1961/62 (S.L.Benfica)
3 Campeonatos Nacionais - 1959/60, 1960/61 e 1961/62 (S.L.Benfica)
2 Taças de Portugal - 1958/59 e 1961/62 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão Taça Intercontinental - 1961/62 (S.L.Benfica)



Curiosidades:
- Depois de iniciar-se na CUF com 15 anos (Vice-Campeão de Juniores na 1ª época), ruma à Luz em 1955, numa altura em que Arsénio fazia o percurso inverso. Era na altura um promissor avançado.
- Em 1958 Otto Glória utilizava-o como médio esquerdo. Em 59/60, com Béla Gutmann, Mário João fez uma época de grande nível, a melhor da sua carreira de futebolista, alinhando quer como defesa direito quer como esquerdo. Alcançou a "imortalidade" nas duas finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus ganhas pelo S.L.Benfica. Com um estilo enérgico e decidido, "secava" por completo o adversário que policiava. Era voluntarioso, persistente e apegado à luta. Na final europeia de 61, revelou "alma de gigante", nunca se atemorizando com o facto de não ter sido titular durante essa época - apenas 5 jogos oficiais (!). Na final de 62, destacou-se pela sua intervenção autoritária e decidida no capítulo da antecipação, revelando-se brilhante a anular os velozes jogadores do Real Madrid.
- Mário João, Medalha de Mérito do clube da Luz, voltou à CUF - após sagrar-se bi-campeão europeu pelo S.L.Benfica - devido à segurança de um emprego estável e é hoje aposentado desta instituição.
- Em 1997 a Câmara Municipal do Barreiro atribuiu-lhe o galardão «Barreiro Reconhecido» na área do Desporto.

Fonte: http://vedetaoumarreta.blogspot.com/2008/10/n131-mrio-joo.html

Shoky

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  • 03 de Setembro de 2009, 16:40
Actualizado!

BEKAMBOL

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  • Gosto do S.L.Benfica e do Site.
  • 03 de Setembro de 2009, 16:43
um grande jogador um dos imortais das grandes glórias benfiquistas.

pcssousa

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  • Até sempre!
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  • 03 de Setembro de 2009, 16:45
Falta acrescentar que aquando da transferência do Arsénio para a CUF ficou acordada a cedência durante 5 anos do Mário João, quando chegou ao fim este empréstimo o Mário João apesar do Benfica mostrar desejo de o manter acabou por regressar à CUF onde além de jogar futebol era operário, o que lhe permitiu um futuro mais desafogado. Posteriormente seria também treinador da CUF.

Juvelacio

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  • "Todos por um!", eis a divisa
  • 02 de Maio de 2011, 15:54
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2 Taças dos Campeões Europeus (1960/1961; 1961/1962)
2 Campeonatos Nacionais (1959/1960; 1960/1961)
2 Taças de Portugal (1958/1959; 1961/1962)

É preciso algum comentário?

FR

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  • a motivação é vestir esta camisola, Sempre.
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  • 04 de Maio de 2011, 23:07
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2 Taças dos Campeões Europeus (1960/1961; 1961/1962)
2 Campeonatos Nacionais (1959/1960; 1960/1961)
2 Taças de Portugal (1958/1959; 1961/1962)

É preciso algum comentário?
Isto deveria de ser o palmarés de qualquer jogador que só estivesse 2 anos no BENFICA

Shoky

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  • 27 de Junho de 2011, 01:23


O grande Mário João, à esquerda.  :winner:

Revi

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  • 01 de Agosto de 2011, 17:56
Apanhei este senhor no barco este fim de semana na companhia do José Augusto, este homem vive mesmo o Benfica e é um prazer ouvi-lo falar deste maravilhoso clube.


alfredo

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  • 02 de Dezembro de 2011, 22:40
tive oportunidade de telefonar com ele por meia hora e tenho que admitir que é um autentico senhor. contou me histórias do passado que valem a pena ser lembradas. impressionante...

Tiago1982

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  • 06 de Dezembro de 2011, 12:20
O Benfica, em 1995, lançou uns livrinhos com a história de alguns dos imortais do clube, bem como de alguns jogadores do plantel.

Lembro-me de ter comprado os livrinhos do João Pinto, Michel Preud'homme, Isaías, Vítor Paneira, Eusébio, Mário João e, se não estou em erro, do José Augusto.

Não deixa de ser curioso como na altura era preferível garantir um lugar na CUF do que jogar no Benfica... antes do futebol ter todo o dinheiro que o envolve hoje em dia.

Ganimedes

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  • 06 de Dezembro de 2012, 08:37
Ontem doeu-me mt ver ele (e também o Sr. Ângelo) numa reportagem na AbolaTV a dizer que sente muito a falta dos colegas que já partiram...

Alguém sabe o nome da reportagem? Acho que era sobre as TCE do SLB. Já só vi o fim e o nome era "Messi".
 (tava mal claro)

Zlatan

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  • 20 de Abril de 2013, 19:20
Mário João Barreiro. 6 de Junho de 1935. Defesa.
Épocas no Benfica: 5 (57/62). Jogos: 89. Golos: 4. Títulos: 3 (Campeonato Nacional), 3 (Taça de Portugal) e 2 (Taça dos Campeões).
Outros clubes: CUF. Internacionalizações: 3.



A proposta de um louvor ao feérico alfobre do Barreiro ficava bem ao Benfica. De Félix, Arsénio e Moreira a Adolfo e Chalana, com José Augusto e Mário João no meio do desfile cronológico. Todos atletas de bitola singular. Atletas com livre-trânsito no compêndio de sucessos da instituição.

Ao crescer mesmo ao pé do campo de jogos da CUF, Mário João desde cedo sentiu atracção pela bola, pelo jogo, pelo futebol. Historietas tinha para levar e contar, dos 15 anos em diante, no percurso juvenil feito com as cores do clube fabril da então vila operária.

Chegou ao Benfica na segunda metade da década de 50. Era avançado. O brasileiro Otto Glória tutelava tecnicamente a equipa e transformou-o em defesa. Opção reiterada pelo austro-húngaro Béla Guttmann seria. Primeiro, à esquerda, numa altura em que Ângelo se lesionou. Depois no flanco dextro, com o regresso do colega à competição. Polivalente se fez na cortina defensiva. Também na turma das quinas, na qual experimentou várias posições. Com a Jugoslávia, actuou na canhota; com a Bélgica, surgiu à direita; enquanto perante o mesmo adversário, dois anos volvidos, haveria de colocar-se a médio defensivo. Foram as três internacionalizações de Mário João, enquanto jogador do Benfica. Uma outra registou, mas já de retorno à CUF, clube que veio a selar a sua carreira futebolística.



Em cinco épocas, levando “na alma a luz intensa”, venceu três Nacionais, duas Taças de Portugal e bisou também na mais apetecida das provas, a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Numa orquestra de violinos, era um trombone eficaz e nem se importaria de ser bombo. Queria era jogar. Com hiperexigência pessoal. Um baluarte na dedicação, na firmeza, na combatividade. Jogadores como ele não diminuíam o colectivo, antes acrescentavam novas e decisivas atitudes.

Despiu a camisola berrante no primeiro dia do mês de Julho de 1962. No Estádio Nacional, participou no triunfo sobre o V. Setúbal (3-0), com golos de Eusébio (2) e Cavem. A equipa bicampeã da Europa via cair o pano, após dois anos de exuberância competitiva. Se pudesse, Mário João continuaria na cruzada, talvez até a jogar de graça, pela graça do Benfica.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
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