Country
Portugal

Neto

Nome completo
José António da Conceição Neto
Número
4
Data de nascimento
1935-10-05
Data de morte
1987-07-06
Periodo no Benfica

1958 - 1966

Primeiro jogo

Barreirense 1 x 3 SL Benfica

Domingo, Outubro 26, 1958 - 00:00

SL Benfica: Costa Pereira, Ângelo Martins, Serra, Artur Santos, Coluna, Neto, Alfredo Abrantes, Cavém, José Águas, António Mendes, Chino
Coach: Otto Glória
Golos: António Mendes (57), Coluna (), António Mendes ()

Último jogo

Portimonense 2 x 2 SL Benfica

Domingo, Março 13, 1966 - 00:00

SL Benfica: Costa Pereira, Augusto Silva, Severino, Jacinto, Humberto Fernandes, Neto, Coluna, Pedras, Iaúca, Serafim, Félix Guerreiro
Coach: Bélla Guttmann
Golos: Iaúca (24), Iaúca (70)

41866 - Tópico: Neto  (Lida 5774 vezes)

Shoky

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  • 02 de Novembro de 2010, 02:43


Nome Completo: José António da Conceição NETO
Posição: Defesa Central/Médio Defensivo
Nacionalidade: Português
Data de Nascimento: 05-10-1935
Data de Falecimento: 06-07-1987
Número da Camisola: 4
Pé Preferido: Direito


Épocas ao serviço do Benfica: 8
Total de Jogos pelo Benfica: 152
Total de Golos pelo Benfica: 6
Títulos pelo Benfica:
2 Taças dos Campeões Europeus (1960/1961; 1961/1962)
4 Campeonatos Nacionais (1959/1960; 1960/1961; 1963/1964; 1964/1965)
3 Taças de Portugal (1958/1959; 1961/1962; 1963/1964)

1958/1959
Jogos: 28
Golos: 1 (1 na Liga)

1959/1960
Jogos: 28
Golos: 1 (0 na Liga)

1960/1961
Jogos: 32
Golos: 0

1961/1962
Jogos: 20
Golos: 0

1962/1963
Jogos: 2
Golos: 0

1963/1964
Jogos: 22
Golos: 3 (3 na Liga)

1964/1965
Jogos: 14
Golos: 1 (1 na Liga)

1965/1966
Jogos: 6
Golos: 0
« Última modificação: 11 de Outubro de 2013, 03:37 por Shoky »

Jonny-Venezuela

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  • 02 de Novembro de 2010, 02:48
José António Conceição Neto. Montijo. 5 de Outubro de 1935-1999. Médio.
Épocas no Benfica: 8 (58/66). Jogos: 155. Golos: 6. Títulos: 4 (Campeonato Nacional), 3 (Taça de Portugal) e 2 (Taça dos Campeões).
Outros clubes: Montijo.



Equipa 1961/1962

Platão dizia sobre o atleta Academo que “não foi bom porque ganhou, foi um herói porque se esforçou”. E poderia dizê-lo sobre Neto. Bicampeões como Germano, como Coluna, como José Augusto, como Águas, também Eusébio e Simões, eram bons porque venciam. Já Neto, como Saraiva, como Serra, era bom porque, menos talentoso, fazia trabalho também menos vistoso, menos empolgante, menos bonito, mas seguramente imprescindível. Por vezes, mais nobre até. Sempre assim foi, uns emprestam arte, outros emprestam nervo, na ambivalência de um colectivo.

Nasceu a 5 de Outubro de 1935, no dia em que se comemoravam as Bodas de Prata da Implantação da República. No Montijo, na margem sul, campo privilegiado de recrutamento dos interpretes para as galas benfiquistas. Chegou ao clube em 58/59, na quinta época consecutiva de Otto Glória. Perdeu o Campeonato em igualdade pontual com o FC Porto, mas logrou vencer a Taça de Portugal, já sob a orientação de José Valdivieso, perante o mesmo adversário, mercê do fulminante golo de Cavem, 15 segundos após o inicio da contenda. Era o seu primeiro triunfo.

No ano seguinte, após a viagem de Béla Guttmann, das Antas para a Luz, conquistou o Nacional, com apenas uma derrota, na última jornada, em casa, frente ao Belenenses. Nessa altura, mostrava-se um médio-direito robusto, galhardo, sustentáculo da valia defensiva na zona central do campo.



Selecção Nacional 1960

Nas épocas (60/61 e 61/62) da glória suprema, Neto participou nas duas campanhas vitoriosas, apesar de só ter actuado na primeira final da Taça da Europa com o Barcelona (3-2), ainda sem Eusébio. Jogo comovente foi. Jogo superlativo. “Que raio de trabalho eu tive, acho que só não defendi com os dentes!”, haveria de retrospectivar o guarda-redes Costa Pereira.

Neto continuou no Benfica até 65/66, mas já como pálido campeão. Na factura, apresenta 155 jogos, distribuídos por oito temporadas. Venceu quatro Campeonatos, três Taças de Portugal e duas Taças dos Campeões Europeus. Não chegou a ser internacional A, que os tempos eram de menor actividade da equipa das quinas e a concorrência ainda mais que forte.

Morreu no final da década de 90, senhor da sua banca de peixe no Montijo. Senhor também de um passado de respeito. O de Neto-que-não-era-artista. Tão ou mais importante, o de Neto-que-tinha-nervo-de-campeão.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.120
« Última modificação: 21 de Abril de 2013, 00:02 por Shoky »

Jonasantos

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  • 03 de Novembro de 2010, 22:57
Não tendo a certeza, tenho a ideia de ter lido no almanaque do Benfica que este senhor não chegou a internacional. Mas é sem dúvida um imortal do Benfica, que é o importante :slb2:

pcssousa

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  • 01 de Fevereiro de 2011, 17:30
Neto, jogador montijense do Benfica nunca foi efectivamente internacional A, foi sim internacional B por Portugal, tendo-se estreado nessa categoria num jogo contra a Fraça disputado em Dezembro de 1960 e no qual teve como colegas entre outros Rita (gr que mais tarde jogaria  - pouco- no Benfica), Hilário, Vicente Lucas ou Iaúca (que também representaria mais tarde o Benfica naquela que foi à altura a mais cara transferência de sempre do futebol português).
Era um centro campista combativo, lutador, voluntarioso ( um jogador "à Benfica" ) e que fazia o chamado "trabalho de sapa" na extraordinária equipa do Benfica dos anos 60, um autêntico carregador de piano.
Com a chegada do chileno Fernando Riera ao Benfica, na época de 1962 / 63, devido à táctica introduzida pelo treinador chileno, que passava por atrasar Coluna e promover a entrada de Santana para o meio campo Neto acabou por sair da equipa tendo apenas disputado dois jogos, ambos para a taça de Portugal.
Na 1ª Taça dops campeões conquistada pelo Benfica disputou todos os 9 jogos, final incluida, na 2ª caminhada vitoriosa disputou apenas a primeira mão da 2ª eliminatória contra o Nuremberga, na Alemanha (d 3-1). Em 64/65, ano em que o Benfica atingiria a final contra o Inter em San Ciro disputou 3 jogos incluindo a malfadada final.
Encerraria a sua brilhante carreira ao serviço do SC Braga na temporada de 66/67.
Faleceu em 1999.

NETO, IMORTAL DO BENFICA!

Marcellus

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  • 01 de Fevereiro de 2011, 17:39
Ufa, por momentos pensei que era o Nelo!!!

Shoky

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  • 07 de Dezembro de 2011, 14:37
Alguém me sabe dizer ao certo em que dia faleceu?

Universo Benfica

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  • 28 de Dezembro de 2011, 01:29
Alguém me sabe dizer ao certo em que dia faleceu?
6 de Julho.

O ano não sei se é esse. Já vi 1987 pelo menos em 2 sítios.

Shoky

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  • 28 de Dezembro de 2011, 01:53
Alguém me sabe dizer ao certo em que dia faleceu?
6 de Julho.

O ano não sei se é esse. Já vi 1987 pelo menos em 2 sítios.

Obrigado... O0
Mas não me consegues confirmar?
só consegui ver um site...que dizia que era 1999.

Universo Benfica

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  • 28 de Dezembro de 2011, 02:10
Não.

Por acaso também só vi 1999 num sítio.

Aqui diz que foi em 1987:
http://www.worldfootball.net/spieler_profil/jose-neto/

Não sei a que ponto isto está correcto.

Shoky

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  • 28 de Dezembro de 2011, 02:16
Vou confiar nessa fonte.
obrigado. O0

Joaquim Ferreira Bogalho

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  • 26 de Março de 2013, 16:00
Não creio que, tenha sido em 1987, pois, antes da final do Bayern Munique nesse ano, os campeões europeus do Benfica fizeram um programa, onde se refere que o único já falecido era o Costa Pereira.

Zlatan

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  • 20 de Abril de 2013, 20:06
José António Conceição Neto. Montijo. 5 de Outubro de 1935-1999. Médio.
Épocas no Benfica: 8 (58/66). Jogos: 155. Golos: 6. Títulos: 4 (Campeonato Nacional), 3 (Taça de Portugal) e 2 (Taça dos Campeões).
Outros clubes: Montijo.



Equipa 1961/1962

Platão dizia sobre o atleta Academo que “não foi bom porque ganhou, foi um herói porque se esforçou”. E poderia dizê-lo sobre Neto. Bicampeões como Germano, como Coluna, como José Augusto, como Águas, também Eusébio e Simões, eram bons porque venciam. Já Neto, como Saraiva, como Serra, era bom porque, menos talentoso, fazia trabalho também menos vistoso, menos empolgante, menos bonito, mas seguramente imprescindível. Por vezes, mais nobre até. Sempre assim foi, uns emprestam arte, outros emprestam nervo, na ambivalência de um colectivo.

Nasceu a 5 de Outubro de 1935, no dia em que se comemoravam as Bodas de Prata da Implantação da República. No Montijo, na margem sul, campo privilegiado de recrutamento dos interpretes para as galas benfiquistas. Chegou ao clube em 58/59, na quinta época consecutiva de Otto Glória. Perdeu o Campeonato em igualdade pontual com o FC Porto, mas logrou vencer a Taça de Portugal, já sob a orientação de José Valdivieso, perante o mesmo adversário, mercê do fulminante golo de Cavem, 15 segundos após o inicio da contenda. Era o seu primeiro triunfo.

No ano seguinte, após a viagem de Béla Guttmann, das Antas para a Luz, conquistou o Nacional, com apenas uma derrota, na última jornada, em casa, frente ao Belenenses. Nessa altura, mostrava-se um médio-direito robusto, galhardo, sustentáculo da valia defensiva na zona central do campo.



Selecção Nacional 1960

Nas épocas (60/61 e 61/62) da glória suprema, Neto participou nas duas campanhas vitoriosas, apesar de só ter actuado na primeira final da Taça da Europa com o Barcelona (3-2), ainda sem Eusébio. Jogo comovente foi. Jogo superlativo. “Que raio de trabalho eu tive, acho que só não defendi com os dentes!”, haveria de retrospectivar o guarda-redes Costa Pereira.

Neto continuou no Benfica até 65/66, mas já como pálido campeão. Na factura, apresenta 155 jogos, distribuídos por oito temporadas. Venceu quatro Campeonatos, três Taças de Portugal e duas Taças dos Campeões Europeus. Não chegou a ser internacional A, que os tempos eram de menor actividade da equipa das quinas e a concorrência ainda mais que forte.

Morreu no final da década de 90, senhor da sua banca de peixe no Montijo. Senhor também de um passado de respeito. O de Neto-que-não-era-artista. Tão ou mais importante, o de Neto-que-tinha-nervo-de-campeão.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
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