Bruno Lage

Treinador, 50 anos,
Portugal
Equipa Principal: 4 épocas (2019-2020, 2024-2025), 142 jogos (97 vitórias, 21 empates, 24 derrotas)

Equipa B: 1 época, 13 jogos, 0 golos

Títulos: Campeonato Nacional (1), Supertaça (2), Taça da Liga (1)

dsdsds44

Citação de: Cob92 em 02 de Dezembro de 2024, 13:28È bom relembrar que qualquer deslize nesta fase e ficamos todos de cabeca perdida outra vez.

Acho que o pessoal por causa das vitorias esta a esquecer o contexto aonde estamos.


Convém separar o aspecto desportivo do aspecto directivo.

Este último merece as críticas de sempre...

Mas queremos sempre que o Benfica ganhe.

Mas em 2025 que saibamos todos operar a verdadeira mudança necessária para o nosso clube.

Mesmo (esperemos que sim) que esta época seja marcada pelo sucesso.

JPSilva

Citação de: Cob92 em 02 de Dezembro de 2024, 19:15
Citação de: JPSilva em 02 de Dezembro de 2024, 13:48
Citação de: Cob92 em 02 de Dezembro de 2024, 13:28È bom relembrar que qualquer deslize nesta fase e ficamos todos de cabeca perdida outra vez.

Acho que o pessoal por causa das vitorias esta a esquecer o contexto aonde estamos.



Não é isso que acontece com as vitórias e derrotas?

Sim mas por enquanto a 'paz' que existe no nosso clube ainda è fresca.

Relembrar que no inicio da epoca estavamos num chaos.

Estamos a crescer com vitorias mas a 'estabilidade' para tirar rendimento de todo o plantel ainda Nao esta bem instalada.



Não está nem vai estar, nao é em poucos meses que consegues por uma equipa a jogar de olhos fechados. Isso é um trabalho de longo prazo

gugabenfica

A mim tem me surpreendido pela positiva . Não esperava que tivesse este começo sou sincero .

O cabrao do Rogér deixou a equipa toda fodida em termos tácticos e principalmente em termos anímicos .

Só tenho que o elogiar

Paletes

Citação de: bSY em 02 de Julho de 2018, 13:03Ou muito me engano ou este será o próximo treinador dos "A"

15 jogos, 13 vitorias e 2 derrotas, uma delas com o Bayern na Alemanha.
Até ver, só esteve mesmo mal com o Feyenoord.

Eu já gostava dele antes, mas nunca nas melhores perspectivas achava que ao fim de 15 jogos teriamos este registo.

Nao esquecer as entradas e saidas de ultima hora e o inicio desastroso.


És grande Lage, obrigado. Mas queremos mais e melhor

tomaz

#166999



Para ir buscar o título

Aursnes com liberdade ofensiva

Extremos por fora ou diagonais interiores consoante o que as jogadas pedirem

Florentino a equilibrar como ancora defensiva

A minha dúvida é mesmo o PL mas por agora Pavlidis é a escolha de inicio

omgjh

Eu vou um pouco contra a opinião geral. O Lage está a fazer um bom trabalho, mas do meu ponto de vista não é excelente. O futebol praticado salvo raras excepções não é apelativo e temos tido sorte em alguns jogos tipo Mónaco. Acho que com este plantel devíamos ter um futebol mais atrativo. Agora claro, fazendo uma comparação com o Schmit o Loge é um fora de série.

ruichi

Tem feito um belo trabalho.

Só lhe tenho a apontar apostar para lá do razoável no Kokçu, quando este está em baixo de forma ou já não pode com uma gata pelo rabo.

Essa demora em apostar ali num jogador mais fresco e solto já nos custou o meio-campo em algumas ocasiões, que nos podiam ter custado caro.

Faz-me lembrar as asneiras que fez com o Taarabt.

De resto, que mantenha o que tem vindo a fazer.

MrCobb

Citação de: FUTURO PRESIDENTE em 02 de Dezembro de 2024, 18:12
Citação de: HoMiCiDaL em 02 de Dezembro de 2024, 18:03tem estado a fazer um excelente trabalho, nao dá para negar

apanhar este comboio em andamento, depois de um inicio miserável, e ter só vitórias nas Liga desde aí é quase milagroso

se tivesse ficado o alemão, por esta altura já estavamos completamente arredados da luta pelo campeonato.

em relação ao jogo de ontem tirando o Otamendi quase ter feito merda, fizémos o jogo possivel depois de um jogo de muito esforço no Monaco.

podia ter rodado mais de facto, mas esteve bem a ler o jogo até a tirar o Kokçu que parecia estar com vontade de levar vermelho.

se ganhar o campeonato acho que será ao nivel do 1º que ganhou, um dos mais dificeis da história, e merecerá a renovação, espero é que nao se caia novamente o erro de lhe renovar o contrato antes.
Esse final está errado,
Não é o erro de lhe renovar o contrato antes mas sim novamente na época a seguir lhe desfalcarem a equipa .
O que é mais que certo, isto não muda, vai ser sempre assim com estes dirigentes.

Archie Bunker

Citação de: Paletes em 03 de Dezembro de 2024, 00:25
Citação de: bSY em 02 de Julho de 2018, 13:03Ou muito me engano ou este será o próximo treinador dos "A"

15 jogos, 13 vitorias e 2 derrotas, uma delas com o Bayern na Alemanha.
Até ver, só esteve mesmo mal com o Feyenoord.

Eu já gostava dele antes, mas nunca nas melhores perspectivas achava que ao fim de 15 jogos teriamos este registo.

Nao esquecer as entradas e saidas de ultima hora e o inicio desastroso.


És grande Lage, obrigado. Mas queremos mais e melhor

Nenhum outro treinador faria melhor.

Mas o problema está muito entranhado, temos mais pontos fracos no 11 titular que o Sporting,por isso será preciso eles fazerem muita merda para sermos campeões.

Temos 3 titulares extremamente limitados (mas caros...) mais um DC que é uma bomba relógio e o melhor jogador com 36 anos.

MrCobb

Citação de: gugabenfica em 02 de Dezembro de 2024, 23:46A mim tem me surpreendido pela positiva . Não esperava que tivesse este começo sou sincero .

O cabrao do Rogér deixou a equipa toda fodida em termos tácticos e principalmente em termos anímicos .

Só tenho que o elogiar
Não foi o único, até diria que o principal responsável ainda está lá a fumar charutos.

LuigiSLB83

Citação de: HoMiCiDaL em 02 de Dezembro de 2024, 18:03tem estado a fazer um excelente trabalho, nao dá para negar

apanhar este comboio em andamento, depois de um inicio miserável, e ter só vitórias nas Liga desde aí é quase milagroso

se tivesse ficado o alemão, por esta altura já estavamos completamente arredados da luta pelo campeonato.

em relação ao jogo de ontem tirando o Otamendi quase ter feito merda, fizémos o jogo possivel depois de um jogo de muito esforço no Monaco.

podia ter rodado mais de facto, mas esteve bem a ler o jogo até a tirar o Kokçu que parecia estar com vontade de levar vermelho.

se ganhar o campeonato acho que será ao nivel do 1º que ganhou, um dos mais dificeis da história, e merecerá a renovação, espero é que nao se caia novamente o erro de lhe renovar o contrato antes.

Tem contrato até 2026.

fdpdc666

OPINIÃO DE VASCO MENDONÇA: Bruno Lage parte na frente.
Selvagem e Sentimental é o espaço de opinião de Vasco Mendonça, consultor de marketing.



Vasco Mendonça vê em Bruno Lage o treinador mais bem preparado dos três grandes (Foto: IMAGO)

Aos poucos, os velhos atores do nosso futebol vão saindo de cena, uns pela via democrática, outros pela via judicial, mas todos na direção que merecem, que é a de uma gradual irrelevância. Há uma tendência para afirmarmos que, aos poucos, se vai respirando um novo ar, mas a verdade é que, feitas as contas, é tudo muito novo no atual futebol português. E mais novo ficará depois das eleições do Benfica no próximo ano, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De repente, parece que entraram novos concorrentes na casa. As novas combinações de presidentes e treinadores nos principais clubes traduziram-se num contexto mais difícil de prever, que ainda estamos a assimilar. Ninguém sabe se os velhos vícios serão retomados, se os novos líderes se revelarão de facto novos ou herdeiros de vícios antigos. Para a maioria, o período experimental ainda dura, já que, no caso do dirigismo desportivo, esse termo equivale no mínimo à duração de um mandato (e há quem seja mandado para casa no fim do período experimental).

Por agora, olhamos curiosos para o novo elenco do reality show ou da série que abandonou os heróis e vilões cansados das últimas 20 temporadas. É tempo de descobrir o que os guionistas prepararam para nós. Por estes dias, vale a pena olhar para os quatro treinadores dos três maiores clubes. Digo quatro porque um deles, apesar de estar fisicamente em Manchester, vai continuar a assombrar o Sporting e o futebol português por mais algum tempo.

Ruben Amorim trouxe uma frescura ao futebol português que há muito não se via. É a partir dele que os próximos treinadores portugueses de sucesso tentarão construir a sua imagem. Mais importante do que isso, conseguiu o que nem mesmo os sportinguistas arriscariam prever. Venceu duas ligas em quatro épocas, mais do que a esmagadora maioria dos treinadores foi capaz de fazer no Benfica ou no FC Porto, o que faz dele um autêntico milagre e provavelmente o melhor treinador da história do Sporting. Bom comunicador, belíssimo treinador, um tipo com impacto imediato por onde passa, enquanto lá está e, sabemos agora, imediatamente após a sua saída. O comboio passou quando menos esperava e assim foi, uma espécie de filho pródigo que decidiu ir à sua vida e que, um dia, inevitavelmente, regressará a casa. Por casa entenda-se o clube do coração e não a entidade patronal destes últimos anos. Até Ruben Amorim saberá que está destinado a treinar o Benfica, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De um benfiquista para outro. Não vou mentir. É uma sensação agradável olhar para o Sporting poucas semanas depois da saída de Ruben Amorim e ver toda a gente — jogadores, presidente e João Pereira — com um ar desorientado de quem subitamente perdeu o superpoder e não sabe como o recuperar. É, digamos, divertido. João Pereira bem pode ter sorrido no dia da apresentação e falado da sua cadeira de sonho, mas não acredito que não tivesse consciência da missão incrivelmente complicada que tinha pela frente.

Sim, o plantel do Sporting é equilibrado e tem bons jogadores, incluindo um avançado sueco quase impossível de travar. Mas, nada disso livra João Pereira do berbicacho em que se meteu. O contexto é assim: um treinador com pouco currículo e pouca preparação para o cargo, num contexto de elevada pressão, menos vocacionado para a relação com a comunicação social, a quem não se reconhece impacto nos poucos contextos em que foi treinador principal, sem uma ideia de jogo relevante que tenha demonstrado ser capaz de executar, e, como se tudo isto não bastasse, alguém a quem é hoje exigido mais do que foi exigido a Ruben Amorim quando este chegou ao Sporting, tanto em qualidade de jogo como em sucesso desportivo.

Tivesse eu dúvidas e rapidamente as teria esclarecido com uma leitura dos jornais. Todos vimos notícias do tipo «direção-está-convictamente-ao-lado-do-treinador!», mas não me lembro de muitas surgidas tão pouco tempo depois de o referido treinador ter sido contratado. Se não fosse benfiquista, mas antes um mero observador da condição humana, a minha empatia levar-me-ia a sentir alguma pena de João Pereira. Não tendo essa empatia em mim, aguardarei pacientemente pelo jogo do Sporting em Moreira de Cónegos, fazendo votos de que seja mais um duríssimo embate com a realidade. Costuma dizer-se que o futebol é o momento e eu concordo. É um belíssimo momento para o Sporting voltar a perder pontos.

Bem vistas as coisas, João Pereira e Vítor Bruno não são muito diferentes. É verdade que João Pereira se mostra bastante tímido na sala de imprensa e Vítor Bruno parece por vezes estar a promover uma metodologia de auto-ajuda, mas ambos sucederam a lideranças fortes e marcantes. No caso de Vítor Bruno, a circunstância é agravada pela angústia da massa adepta, a braços com uma crise existencial depois de décadas a endeusar uma certa forma de estar. É complicado. As semanas vão passando, a equipa joga pedras, as conferências de imprensa doem quase tanto como o futebol, o presidente já não sabe quantos mais murros na mesa há-de dar, e o coração dos portistas balança. No caso dos sportinguistas, há uma conclusão imediata de que o segredo estava no treinador. No caso dos portistas, há uma leve suspeita de que o segredo talvez estivesse naquela insuportável tríade presidente-treinador-diretor técnico. O portista está indeciso: será que quer uma mudança, custe o que custar, ou prefere antes um presidente e um treinador como os que vieram antes, um pouco na lógica do rouba-grita com os árbitros-intimida toda a gente-mas-faz. Vítor Bruno não parece feito desta fibra que os portistas passaram décadas a gabar. Será que essa cultura é recuperável, ou é uma construção que ruiu com Pinto da Costa e não será reerguida? Seja qual for o desfecho, tem dado gosto acompanhar este FC Porto. É manter!

Feitas as contas, tem a palavra Bruno Lage, homem a quem já dediquei uma igreja, meses antes de ganhar juízo. Mas o contexto mudou de tal forma que o treinador do Benfica é agora o mais preparado dos três treinadores que lideram os grandes, apenas superado em experiência pelo SC Braga de Carvalhal, que não parece capaz de entrar nestas contas. A inteligência que Lage tem revelado na preparação e na gestão da equipa ao longo dos jogos, a par de ideias mais consolidadas e tangíveis, parecem indicar, pelo menos em tese, que é Lage quem parte na frente para aquilo que resta deste campeonato. São boas condições para conseguir aquilo que há poucos meses parecia impossível. Resta-lhe continuar a trabalhar para isso e não desiludir. Cá estaremos para apoiar do primeiro ao último minuto.

Vasco Mendonça in A Bola

player12

Citação de: fdpdc666 em 03 de Dezembro de 2024, 10:46OPINIÃO DE VASCO MENDONÇA: Bruno Lage parte na frente.
Selvagem e Sentimental é o espaço de opinião de Vasco Mendonça, consultor de marketing.



Vasco Mendonça vê em Bruno Lage o treinador mais bem preparado dos três grandes (Foto: IMAGO)

Aos poucos, os velhos atores do nosso futebol vão saindo de cena, uns pela via democrática, outros pela via judicial, mas todos na direção que merecem, que é a de uma gradual irrelevância. Há uma tendência para afirmarmos que, aos poucos, se vai respirando um novo ar, mas a verdade é que, feitas as contas, é tudo muito novo no atual futebol português. E mais novo ficará depois das eleições do Benfica no próximo ano, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De repente, parece que entraram novos concorrentes na casa. As novas combinações de presidentes e treinadores nos principais clubes traduziram-se num contexto mais difícil de prever, que ainda estamos a assimilar. Ninguém sabe se os velhos vícios serão retomados, se os novos líderes se revelarão de facto novos ou herdeiros de vícios antigos. Para a maioria, o período experimental ainda dura, já que, no caso do dirigismo desportivo, esse termo equivale no mínimo à duração de um mandato (e há quem seja mandado para casa no fim do período experimental).

Por agora, olhamos curiosos para o novo elenco do reality show ou da série que abandonou os heróis e vilões cansados das últimas 20 temporadas. É tempo de descobrir o que os guionistas prepararam para nós. Por estes dias, vale a pena olhar para os quatro treinadores dos três maiores clubes. Digo quatro porque um deles, apesar de estar fisicamente em Manchester, vai continuar a assombrar o Sporting e o futebol português por mais algum tempo.

Ruben Amorim trouxe uma frescura ao futebol português que há muito não se via. É a partir dele que os próximos treinadores portugueses de sucesso tentarão construir a sua imagem. Mais importante do que isso, conseguiu o que nem mesmo os sportinguistas arriscariam prever. Venceu duas ligas em quatro épocas, mais do que a esmagadora maioria dos treinadores foi capaz de fazer no Benfica ou no FC Porto, o que faz dele um autêntico milagre e provavelmente o melhor treinador da história do Sporting. Bom comunicador, belíssimo treinador, um tipo com impacto imediato por onde passa, enquanto lá está e, sabemos agora, imediatamente após a sua saída. O comboio passou quando menos esperava e assim foi, uma espécie de filho pródigo que decidiu ir à sua vida e que, um dia, inevitavelmente, regressará a casa. Por casa entenda-se o clube do coração e não a entidade patronal destes últimos anos. Até Ruben Amorim saberá que está destinado a treinar o Benfica, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De um benfiquista para outro. Não vou mentir. É uma sensação agradável olhar para o Sporting poucas semanas depois da saída de Ruben Amorim e ver toda a gente — jogadores, presidente e João Pereira — com um ar desorientado de quem subitamente perdeu o superpoder e não sabe como o recuperar. É, digamos, divertido. João Pereira bem pode ter sorrido no dia da apresentação e falado da sua cadeira de sonho, mas não acredito que não tivesse consciência da missão incrivelmente complicada que tinha pela frente.

Sim, o plantel do Sporting é equilibrado e tem bons jogadores, incluindo um avançado sueco quase impossível de travar. Mas, nada disso livra João Pereira do berbicacho em que se meteu. O contexto é assim: um treinador com pouco currículo e pouca preparação para o cargo, num contexto de elevada pressão, menos vocacionado para a relação com a comunicação social, a quem não se reconhece impacto nos poucos contextos em que foi treinador principal, sem uma ideia de jogo relevante que tenha demonstrado ser capaz de executar, e, como se tudo isto não bastasse, alguém a quem é hoje exigido mais do que foi exigido a Ruben Amorim quando este chegou ao Sporting, tanto em qualidade de jogo como em sucesso desportivo.

Tivesse eu dúvidas e rapidamente as teria esclarecido com uma leitura dos jornais. Todos vimos notícias do tipo «direção-está-convictamente-ao-lado-do-treinador!», mas não me lembro de muitas surgidas tão pouco tempo depois de o referido treinador ter sido contratado. Se não fosse benfiquista, mas antes um mero observador da condição humana, a minha empatia levar-me-ia a sentir alguma pena de João Pereira. Não tendo essa empatia em mim, aguardarei pacientemente pelo jogo do Sporting em Moreira de Cónegos, fazendo votos de que seja mais um duríssimo embate com a realidade. Costuma dizer-se que o futebol é o momento e eu concordo. É um belíssimo momento para o Sporting voltar a perder pontos.

Bem vistas as coisas, João Pereira e Vítor Bruno não são muito diferentes. É verdade que João Pereira se mostra bastante tímido na sala de imprensa e Vítor Bruno parece por vezes estar a promover uma metodologia de auto-ajuda, mas ambos sucederam a lideranças fortes e marcantes. No caso de Vítor Bruno, a circunstância é agravada pela angústia da massa adepta, a braços com uma crise existencial depois de décadas a endeusar uma certa forma de estar. É complicado. As semanas vão passando, a equipa joga pedras, as conferências de imprensa doem quase tanto como o futebol, o presidente já não sabe quantos mais murros na mesa há-de dar, e o coração dos portistas balança. No caso dos sportinguistas, há uma conclusão imediata de que o segredo estava no treinador. No caso dos portistas, há uma leve suspeita de que o segredo talvez estivesse naquela insuportável tríade presidente-treinador-diretor técnico. O portista está indeciso: será que quer uma mudança, custe o que custar, ou prefere antes um presidente e um treinador como os que vieram antes, um pouco na lógica do rouba-grita com os árbitros-intimida toda a gente-mas-faz. Vítor Bruno não parece feito desta fibra que os portistas passaram décadas a gabar. Será que essa cultura é recuperável, ou é uma construção que ruiu com Pinto da Costa e não será reerguida? Seja qual for o desfecho, tem dado gosto acompanhar este FC Porto. É manter!

Feitas as contas, tem a palavra Bruno Lage, homem a quem já dediquei uma igreja, meses antes de ganhar juízo. Mas o contexto mudou de tal forma que o treinador do Benfica é agora o mais preparado dos três treinadores que lideram os grandes, apenas superado em experiência pelo SC Braga de Carvalhal, que não parece capaz de entrar nestas contas. A inteligência que Lage tem revelado na preparação e na gestão da equipa ao longo dos jogos, a par de ideias mais consolidadas e tangíveis, parecem indicar, pelo menos em tese, que é Lage quem parte na frente para aquilo que resta deste campeonato. São boas condições para conseguir aquilo que há poucos meses parecia impossível. Resta-lhe continuar a trabalhar para isso e não desiludir. Cá estaremos para apoiar do primeiro ao último minuto.

Vasco Mendonça in A Bola
Que novidade, agora que o Amorim está em Manchester o melhor treinador dos grandes é o Lage mas de longe...

Roy Kent

Citação de: player12 em 03 de Dezembro de 2024, 10:49
Citação de: fdpdc666 em 03 de Dezembro de 2024, 10:46OPINIÃO DE VASCO MENDONÇA: Bruno Lage parte na frente.
Selvagem e Sentimental é o espaço de opinião de Vasco Mendonça, consultor de marketing.



Vasco Mendonça vê em Bruno Lage o treinador mais bem preparado dos três grandes (Foto: IMAGO)

Aos poucos, os velhos atores do nosso futebol vão saindo de cena, uns pela via democrática, outros pela via judicial, mas todos na direção que merecem, que é a de uma gradual irrelevância. Há uma tendência para afirmarmos que, aos poucos, se vai respirando um novo ar, mas a verdade é que, feitas as contas, é tudo muito novo no atual futebol português. E mais novo ficará depois das eleições do Benfica no próximo ano, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De repente, parece que entraram novos concorrentes na casa. As novas combinações de presidentes e treinadores nos principais clubes traduziram-se num contexto mais difícil de prever, que ainda estamos a assimilar. Ninguém sabe se os velhos vícios serão retomados, se os novos líderes se revelarão de facto novos ou herdeiros de vícios antigos. Para a maioria, o período experimental ainda dura, já que, no caso do dirigismo desportivo, esse termo equivale no mínimo à duração de um mandato (e há quem seja mandado para casa no fim do período experimental).

Por agora, olhamos curiosos para o novo elenco do reality show ou da série que abandonou os heróis e vilões cansados das últimas 20 temporadas. É tempo de descobrir o que os guionistas prepararam para nós. Por estes dias, vale a pena olhar para os quatro treinadores dos três maiores clubes. Digo quatro porque um deles, apesar de estar fisicamente em Manchester, vai continuar a assombrar o Sporting e o futebol português por mais algum tempo.

Ruben Amorim trouxe uma frescura ao futebol português que há muito não se via. É a partir dele que os próximos treinadores portugueses de sucesso tentarão construir a sua imagem. Mais importante do que isso, conseguiu o que nem mesmo os sportinguistas arriscariam prever. Venceu duas ligas em quatro épocas, mais do que a esmagadora maioria dos treinadores foi capaz de fazer no Benfica ou no FC Porto, o que faz dele um autêntico milagre e provavelmente o melhor treinador da história do Sporting. Bom comunicador, belíssimo treinador, um tipo com impacto imediato por onde passa, enquanto lá está e, sabemos agora, imediatamente após a sua saída. O comboio passou quando menos esperava e assim foi, uma espécie de filho pródigo que decidiu ir à sua vida e que, um dia, inevitavelmente, regressará a casa. Por casa entenda-se o clube do coração e não a entidade patronal destes últimos anos. Até Ruben Amorim saberá que está destinado a treinar o Benfica, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De um benfiquista para outro. Não vou mentir. É uma sensação agradável olhar para o Sporting poucas semanas depois da saída de Ruben Amorim e ver toda a gente — jogadores, presidente e João Pereira — com um ar desorientado de quem subitamente perdeu o superpoder e não sabe como o recuperar. É, digamos, divertido. João Pereira bem pode ter sorrido no dia da apresentação e falado da sua cadeira de sonho, mas não acredito que não tivesse consciência da missão incrivelmente complicada que tinha pela frente.

Sim, o plantel do Sporting é equilibrado e tem bons jogadores, incluindo um avançado sueco quase impossível de travar. Mas, nada disso livra João Pereira do berbicacho em que se meteu. O contexto é assim: um treinador com pouco currículo e pouca preparação para o cargo, num contexto de elevada pressão, menos vocacionado para a relação com a comunicação social, a quem não se reconhece impacto nos poucos contextos em que foi treinador principal, sem uma ideia de jogo relevante que tenha demonstrado ser capaz de executar, e, como se tudo isto não bastasse, alguém a quem é hoje exigido mais do que foi exigido a Ruben Amorim quando este chegou ao Sporting, tanto em qualidade de jogo como em sucesso desportivo.

Tivesse eu dúvidas e rapidamente as teria esclarecido com uma leitura dos jornais. Todos vimos notícias do tipo «direção-está-convictamente-ao-lado-do-treinador!», mas não me lembro de muitas surgidas tão pouco tempo depois de o referido treinador ter sido contratado. Se não fosse benfiquista, mas antes um mero observador da condição humana, a minha empatia levar-me-ia a sentir alguma pena de João Pereira. Não tendo essa empatia em mim, aguardarei pacientemente pelo jogo do Sporting em Moreira de Cónegos, fazendo votos de que seja mais um duríssimo embate com a realidade. Costuma dizer-se que o futebol é o momento e eu concordo. É um belíssimo momento para o Sporting voltar a perder pontos.

Bem vistas as coisas, João Pereira e Vítor Bruno não são muito diferentes. É verdade que João Pereira se mostra bastante tímido na sala de imprensa e Vítor Bruno parece por vezes estar a promover uma metodologia de auto-ajuda, mas ambos sucederam a lideranças fortes e marcantes. No caso de Vítor Bruno, a circunstância é agravada pela angústia da massa adepta, a braços com uma crise existencial depois de décadas a endeusar uma certa forma de estar. É complicado. As semanas vão passando, a equipa joga pedras, as conferências de imprensa doem quase tanto como o futebol, o presidente já não sabe quantos mais murros na mesa há-de dar, e o coração dos portistas balança. No caso dos sportinguistas, há uma conclusão imediata de que o segredo estava no treinador. No caso dos portistas, há uma leve suspeita de que o segredo talvez estivesse naquela insuportável tríade presidente-treinador-diretor técnico. O portista está indeciso: será que quer uma mudança, custe o que custar, ou prefere antes um presidente e um treinador como os que vieram antes, um pouco na lógica do rouba-grita com os árbitros-intimida toda a gente-mas-faz. Vítor Bruno não parece feito desta fibra que os portistas passaram décadas a gabar. Será que essa cultura é recuperável, ou é uma construção que ruiu com Pinto da Costa e não será reerguida? Seja qual for o desfecho, tem dado gosto acompanhar este FC Porto. É manter!

Feitas as contas, tem a palavra Bruno Lage, homem a quem já dediquei uma igreja, meses antes de ganhar juízo. Mas o contexto mudou de tal forma que o treinador do Benfica é agora o mais preparado dos três treinadores que lideram os grandes, apenas superado em experiência pelo SC Braga de Carvalhal, que não parece capaz de entrar nestas contas. A inteligência que Lage tem revelado na preparação e na gestão da equipa ao longo dos jogos, a par de ideias mais consolidadas e tangíveis, parecem indicar, pelo menos em tese, que é Lage quem parte na frente para aquilo que resta deste campeonato. São boas condições para conseguir aquilo que há poucos meses parecia impossível. Resta-lhe continuar a trabalhar para isso e não desiludir. Cá estaremos para apoiar do primeiro ao último minuto.

Vasco Mendonça in A Bola
Que novidade, agora que o Amorim está em Manchester o melhor treinador dos grandes é o Lage mas de longe...

É? A última vez também era.

player12

Citação de: Roy Kent em 03 de Dezembro de 2024, 14:20
Citação de: player12 em 03 de Dezembro de 2024, 10:49
Citação de: fdpdc666 em 03 de Dezembro de 2024, 10:46OPINIÃO DE VASCO MENDONÇA: Bruno Lage parte na frente.
Selvagem e Sentimental é o espaço de opinião de Vasco Mendonça, consultor de marketing.



Vasco Mendonça vê em Bruno Lage o treinador mais bem preparado dos três grandes (Foto: IMAGO)

Aos poucos, os velhos atores do nosso futebol vão saindo de cena, uns pela via democrática, outros pela via judicial, mas todos na direção que merecem, que é a de uma gradual irrelevância. Há uma tendência para afirmarmos que, aos poucos, se vai respirando um novo ar, mas a verdade é que, feitas as contas, é tudo muito novo no atual futebol português. E mais novo ficará depois das eleições do Benfica no próximo ano, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De repente, parece que entraram novos concorrentes na casa. As novas combinações de presidentes e treinadores nos principais clubes traduziram-se num contexto mais difícil de prever, que ainda estamos a assimilar. Ninguém sabe se os velhos vícios serão retomados, se os novos líderes se revelarão de facto novos ou herdeiros de vícios antigos. Para a maioria, o período experimental ainda dura, já que, no caso do dirigismo desportivo, esse termo equivale no mínimo à duração de um mandato (e há quem seja mandado para casa no fim do período experimental).

Por agora, olhamos curiosos para o novo elenco do reality show ou da série que abandonou os heróis e vilões cansados das últimas 20 temporadas. É tempo de descobrir o que os guionistas prepararam para nós. Por estes dias, vale a pena olhar para os quatro treinadores dos três maiores clubes. Digo quatro porque um deles, apesar de estar fisicamente em Manchester, vai continuar a assombrar o Sporting e o futebol português por mais algum tempo.

Ruben Amorim trouxe uma frescura ao futebol português que há muito não se via. É a partir dele que os próximos treinadores portugueses de sucesso tentarão construir a sua imagem. Mais importante do que isso, conseguiu o que nem mesmo os sportinguistas arriscariam prever. Venceu duas ligas em quatro épocas, mais do que a esmagadora maioria dos treinadores foi capaz de fazer no Benfica ou no FC Porto, o que faz dele um autêntico milagre e provavelmente o melhor treinador da história do Sporting. Bom comunicador, belíssimo treinador, um tipo com impacto imediato por onde passa, enquanto lá está e, sabemos agora, imediatamente após a sua saída. O comboio passou quando menos esperava e assim foi, uma espécie de filho pródigo que decidiu ir à sua vida e que, um dia, inevitavelmente, regressará a casa. Por casa entenda-se o clube do coração e não a entidade patronal destes últimos anos. Até Ruben Amorim saberá que está destinado a treinar o Benfica, mas sobre isso podemos falar noutro dia.

De um benfiquista para outro. Não vou mentir. É uma sensação agradável olhar para o Sporting poucas semanas depois da saída de Ruben Amorim e ver toda a gente — jogadores, presidente e João Pereira — com um ar desorientado de quem subitamente perdeu o superpoder e não sabe como o recuperar. É, digamos, divertido. João Pereira bem pode ter sorrido no dia da apresentação e falado da sua cadeira de sonho, mas não acredito que não tivesse consciência da missão incrivelmente complicada que tinha pela frente.

Sim, o plantel do Sporting é equilibrado e tem bons jogadores, incluindo um avançado sueco quase impossível de travar. Mas, nada disso livra João Pereira do berbicacho em que se meteu. O contexto é assim: um treinador com pouco currículo e pouca preparação para o cargo, num contexto de elevada pressão, menos vocacionado para a relação com a comunicação social, a quem não se reconhece impacto nos poucos contextos em que foi treinador principal, sem uma ideia de jogo relevante que tenha demonstrado ser capaz de executar, e, como se tudo isto não bastasse, alguém a quem é hoje exigido mais do que foi exigido a Ruben Amorim quando este chegou ao Sporting, tanto em qualidade de jogo como em sucesso desportivo.

Tivesse eu dúvidas e rapidamente as teria esclarecido com uma leitura dos jornais. Todos vimos notícias do tipo «direção-está-convictamente-ao-lado-do-treinador!», mas não me lembro de muitas surgidas tão pouco tempo depois de o referido treinador ter sido contratado. Se não fosse benfiquista, mas antes um mero observador da condição humana, a minha empatia levar-me-ia a sentir alguma pena de João Pereira. Não tendo essa empatia em mim, aguardarei pacientemente pelo jogo do Sporting em Moreira de Cónegos, fazendo votos de que seja mais um duríssimo embate com a realidade. Costuma dizer-se que o futebol é o momento e eu concordo. É um belíssimo momento para o Sporting voltar a perder pontos.

Bem vistas as coisas, João Pereira e Vítor Bruno não são muito diferentes. É verdade que João Pereira se mostra bastante tímido na sala de imprensa e Vítor Bruno parece por vezes estar a promover uma metodologia de auto-ajuda, mas ambos sucederam a lideranças fortes e marcantes. No caso de Vítor Bruno, a circunstância é agravada pela angústia da massa adepta, a braços com uma crise existencial depois de décadas a endeusar uma certa forma de estar. É complicado. As semanas vão passando, a equipa joga pedras, as conferências de imprensa doem quase tanto como o futebol, o presidente já não sabe quantos mais murros na mesa há-de dar, e o coração dos portistas balança. No caso dos sportinguistas, há uma conclusão imediata de que o segredo estava no treinador. No caso dos portistas, há uma leve suspeita de que o segredo talvez estivesse naquela insuportável tríade presidente-treinador-diretor técnico. O portista está indeciso: será que quer uma mudança, custe o que custar, ou prefere antes um presidente e um treinador como os que vieram antes, um pouco na lógica do rouba-grita com os árbitros-intimida toda a gente-mas-faz. Vítor Bruno não parece feito desta fibra que os portistas passaram décadas a gabar. Será que essa cultura é recuperável, ou é uma construção que ruiu com Pinto da Costa e não será reerguida? Seja qual for o desfecho, tem dado gosto acompanhar este FC Porto. É manter!

Feitas as contas, tem a palavra Bruno Lage, homem a quem já dediquei uma igreja, meses antes de ganhar juízo. Mas o contexto mudou de tal forma que o treinador do Benfica é agora o mais preparado dos três treinadores que lideram os grandes, apenas superado em experiência pelo SC Braga de Carvalhal, que não parece capaz de entrar nestas contas. A inteligência que Lage tem revelado na preparação e na gestão da equipa ao longo dos jogos, a par de ideias mais consolidadas e tangíveis, parecem indicar, pelo menos em tese, que é Lage quem parte na frente para aquilo que resta deste campeonato. São boas condições para conseguir aquilo que há poucos meses parecia impossível. Resta-lhe continuar a trabalhar para isso e não desiludir. Cá estaremos para apoiar do primeiro ao último minuto.

Vasco Mendonça in A Bola
Que novidade, agora que o Amorim está em Manchester o melhor treinador dos grandes é o Lage mas de longe...

É? A última vez também era.
Na minha opinião não era o melhor mesmo tendo o mérito de por o Benfica a jogar bom futebol com os miúdos e ter sido campeão.
Comparando os 3 Amorim, Sérgio e Lage, acho o Lage o mais fraco dos 3.