Julian Weigl

Médio, 31 anos,
Alemanha
Equipa Principal: 4 épocas (2020-2022), 115 jogos (8492 minutos), 5 golos

Títulos: Campeonato Nacional (1)

tulio_slb

Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 12:31
Citação de: HeijiHattori em 11 de Maio de 2020, 12:23
CitaçãoCom alguma frequência, dizemos ou ouvimos dizer que determinado jogador não tem qualidade. Que não deveria estar na equipa. Que não apresenta os atributos necessários para jogar em determinado clube. Para reconhecer qualidade a um jogador, tendemos a olhar para o nome das camisolas e logo aí definimos as nossas expectativas. No entanto, parece-me que avaliar o sucesso ou fracasso de uma equipa pela qualidade dos jogadores é altamente redutor. No rendimento de qualquer atleta existem diversas variáveis que influenciam. Nesta gestão existe um elemento fulcral: o treinador. O treinador deve e tem de ser o ponto de união e de maximização de rendimento de um atleta. Até ao ponto de interrupção do campeonato, não foram poucas as vezes que colocamos em questão a qualidade das equipas portuguesas. Sentia-se um enorme descontentamento relativamente ao nosso futebol.

Apesar desta tendência, não deixa de ser curioso que muitos dos grandes nomes que chegaram ao nosso campeonato, não demonstraram um impacto tão elevado. Imbula nunca conseguiu ser destaque, Raul de Tomas não apresentou nada de extraordinário, Facundo Ferreyra esteve longe de mostrar o que apresentou na Ucrânia. Se puxarmos a fita um pouco mais atrás vemos que estes apenas seguiram o caminho de nomes como: Adrian, Reyes, Suazo, Bueno, Balboa, Diego, entre muitos outros.

A comparação entre planteis é algo muito frequente. Quando sentimos alguma insatisfação com o rendimento do nosso clube, caímos muitas vezes na nostalgia, recuando até jogadores do passado que nos fazem suspirar. Contudo, até aqui podemos perceber que existem inúmeros exemplos que podem facilmente anular esta ideia. A nível internacional podemos olhar para a equipa do Mónaco de Leonardo Jardim de 2016/2017. Hoje dizemos que era uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, mas na verdade em Agosto de 2016 poucos seriam aqueles que tinham o mesmo pensamento. Podemos olhar para o Ajax do ano passado e escalonando o 11 vemos que realmente havia um grande coletivo, mas quantos eram aqueles que em Agosto de 2018 viam no Ajax a mesma qualidade que hoje são capazes de ver? Muitos de nós reconhece o Liverpool como uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor. No entanto, Klopp foi capaz de transformar jogadores como Wijnaldum, Robertson, Mane ou Arnold nos melhores do mundo na sua posição, sendo que estavam bem longe desse rendimento antes da chegada do Alemão. Recuemos um pouco mais ainda. Em 2008 um treinador inexperiente chega ao banco de um colosso e tem como primeiras opções riscar do plantel os dois melhores jogadores do clube. Hoje reconhecemos Xavi como um dos melhores jogadores espanhóis de sempre, no entanto em 2008 e já com 29 anos, estava bem longe desse reconhecimento.

Olhando para o panorama nacional podemos olhar para o Estoril de Marco Silva, o Paços de Paulo Fonseca, ou o Moreirense de Ivo Vieira. Hoje dizemos que Di Maria era um craque, Fábio Coentrão um enorme lateral, que Matic era um trinco de classe mundial ou que Bruno Fernandes é um jogador top mundial. Mas qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados por Jorge Jesus? Hoje dizemos que Fernando era um grande trinco, Quaresma um dos mais habilidosos que já passaram por cá, Varela e Cissokho foram enormes achados ou que Hulk cabia em qualquer equipa do mundo, no entanto qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados pelo Jesualdo Ferreira. Hoje dizemos que o F.C. Porto de 2004 tinha uma equipa magnífica, mas o que tinham rendido todos aqueles atletas até à chegada de Mourinho? No sentido oposto dizemos que o F.C. Porto de Paulo Fonseca era totalmente mediano. Mas voltamos às mesmas questões! Licá foi bode expiatório máximo da equipa, mas o que tinha mostrado antes de chegar ao Porto seria assim tão menos que Varela? Josué tinha feito campanhas assim tão piores que o Fernando Reges? O próprio Paulo Fonseca já reconheceu que a má passagem pelo clube nada teve que ver com a qualidade dos jogadores que dispunha.

No fundo, nós adeptos deixamo-nos levar em demasia por aquilo que vemos no jogo do fim de semana e quando as coisas não correm bem, procuramos respostas demasiado simples para problemas complexos. Parece-me que é caso para dizer que a qualidade é uma desculpa simples para a complexidade do processo.

Fonte : https://blogvisaodemercado.pt/2020/05/a-qualidade-a-desculpa-simples-para-a-complexidade-do-processo/

Pode parecer meio off topic, mas na minha opinião não é. Antes de se dizer que um jogador X é um flop (ainda por cima quando ja mostrou qualidade num campeonato 100 vezes melhor do que o tugão) devia-se pensar no contexto em està inserrido. O RDT tambem so sabe marcar golos em Espanha. O Florentino aos 20 anos ja vai sendo queimado etc.

Houve um user que muito sabiamente disse, no tópico do Grimaldo, que o rapaz evoluiu muito pouco porque "não teve um treinador que o ensina-se algumas ações que precisa de aprender no seu jogo". Acho que vai acontecer o mesmo que o Weigl. Enquanto não tivermos um treinador a altura daquilo que o Benfica exige, dificilmente conseguiremos potenciar jogadores vindos de fora aqui.

Muito bem, o treinador é a peça central no meio de uma equipa de futebol, é a cabeça da equipa assumindo o melhor e o pior. Muitas vezes o que acontece aos treinadores é perderem-se nas próprias ideias.
O ano passado fomos campeões porque tivemos um treinador que trouxe ideias novas, boas e que resultaram. Vimos um Rúben Dias melhor com e sem bola, vimos o Gabriel a tornar-se altamente preponderante para o equilíbrio da equipa, um Samaris de volta ao seu auge, um Adel transfigurado, o Rafa a encontrar-se com os golos e um Seferovic a marcar muito dentro área, entretanto vimos um treinador a perder-se nas ideias e levar a equipa consigo para uma fogueira. 

Fejsa

Citação de: HeijiHattori em 11 de Maio de 2020, 12:23
CitaçãoCom alguma frequência, dizemos ou ouvimos dizer que determinado jogador não tem qualidade. Que não deveria estar na equipa. Que não apresenta os atributos necessários para jogar em determinado clube. Para reconhecer qualidade a um jogador, tendemos a olhar para o nome das camisolas e logo aí definimos as nossas expectativas. No entanto, parece-me que avaliar o sucesso ou fracasso de uma equipa pela qualidade dos jogadores é altamente redutor. No rendimento de qualquer atleta existem diversas variáveis que influenciam. Nesta gestão existe um elemento fulcral: o treinador. O treinador deve e tem de ser o ponto de união e de maximização de rendimento de um atleta. Até ao ponto de interrupção do campeonato, não foram poucas as vezes que colocamos em questão a qualidade das equipas portuguesas. Sentia-se um enorme descontentamento relativamente ao nosso futebol.

Apesar desta tendência, não deixa de ser curioso que muitos dos grandes nomes que chegaram ao nosso campeonato, não demonstraram um impacto tão elevado. Imbula nunca conseguiu ser destaque, Raul de Tomas não apresentou nada de extraordinário, Facundo Ferreyra esteve longe de mostrar o que apresentou na Ucrânia. Se puxarmos a fita um pouco mais atrás vemos que estes apenas seguiram o caminho de nomes como: Adrian, Reyes, Suazo, Bueno, Balboa, Diego, entre muitos outros.

A comparação entre planteis é algo muito frequente. Quando sentimos alguma insatisfação com o rendimento do nosso clube, caímos muitas vezes na nostalgia, recuando até jogadores do passado que nos fazem suspirar. Contudo, até aqui podemos perceber que existem inúmeros exemplos que podem facilmente anular esta ideia. A nível internacional podemos olhar para a equipa do Mónaco de Leonardo Jardim de 2016/2017. Hoje dizemos que era uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, mas na verdade em Agosto de 2016 poucos seriam aqueles que tinham o mesmo pensamento. Podemos olhar para o Ajax do ano passado e escalonando o 11 vemos que realmente havia um grande coletivo, mas quantos eram aqueles que em Agosto de 2018 viam no Ajax a mesma qualidade que hoje são capazes de ver? Muitos de nós reconhece o Liverpool como uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor. No entanto, Klopp foi capaz de transformar jogadores como Wijnaldum, Robertson, Mane ou Arnold nos melhores do mundo na sua posição, sendo que estavam bem longe desse rendimento antes da chegada do Alemão. Recuemos um pouco mais ainda. Em 2008 um treinador inexperiente chega ao banco de um colosso e tem como primeiras opções riscar do plantel os dois melhores jogadores do clube. Hoje reconhecemos Xavi como um dos melhores jogadores espanhóis de sempre, no entanto em 2008 e já com 29 anos, estava bem longe desse reconhecimento.

Olhando para o panorama nacional podemos olhar para o Estoril de Marco Silva, o Paços de Paulo Fonseca, ou o Moreirense de Ivo Vieira. Hoje dizemos que Di Maria era um craque, Fábio Coentrão um enorme lateral, que Matic era um trinco de classe mundial ou que Bruno Fernandes é um jogador top mundial. Mas qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados por Jorge Jesus? Hoje dizemos que Fernando era um grande trinco, Quaresma um dos mais habilidosos que já passaram por cá, Varela e Cissokho foram enormes achados ou que Hulk cabia em qualquer equipa do mundo, no entanto qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados pelo Jesualdo Ferreira. Hoje dizemos que o F.C. Porto de 2004 tinha uma equipa magnífica, mas o que tinham rendido todos aqueles atletas até à chegada de Mourinho? No sentido oposto dizemos que o F.C. Porto de Paulo Fonseca era totalmente mediano. Mas voltamos às mesmas questões! Licá foi bode expiatório máximo da equipa, mas o que tinha mostrado antes de chegar ao Porto seria assim tão menos que Varela? Josué tinha feito campanhas assim tão piores que o Fernando Reges? O próprio Paulo Fonseca já reconheceu que a má passagem pelo clube nada teve que ver com a qualidade dos jogadores que dispunha.

No fundo, nós adeptos deixamo-nos levar em demasia por aquilo que vemos no jogo do fim de semana e quando as coisas não correm bem, procuramos respostas demasiado simples para problemas complexos. Parece-me que é caso para dizer que a qualidade é uma desculpa simples para a complexidade do processo.

Fonte : https://blogvisaodemercado.pt/2020/05/a-qualidade-a-desculpa-simples-para-a-complexidade-do-processo/

Pode parecer meio off topic, mas na minha opinião não é. Antes de se dizer que um jogador X é um flop (ainda por cima quando ja mostrou qualidade num campeonato 100 vezes melhor do que o tugão) devia-se pensar no contexto em està inserrido. O RDT tambem so sabe marcar golos em Espanha. O Florentino aos 20 anos ja vai sendo queimado etc.

Os jogadores alemães têm alguma dificuldade de adaptação fora do seu país, a maioria dos jogadores alemães que saem do país não rendem o esperado, acontece imenso, não sei mas deve ser alguma questão cultural, são bastante nacionalistas talvez ou não gostam de sair da sua zona de conforto.

MiguelPalma92

Citação de: Fejsa em 11 de Maio de 2020, 16:26
Citação de: HeijiHattori em 11 de Maio de 2020, 12:23
CitaçãoCom alguma frequência, dizemos ou ouvimos dizer que determinado jogador não tem qualidade. Que não deveria estar na equipa. Que não apresenta os atributos necessários para jogar em determinado clube. Para reconhecer qualidade a um jogador, tendemos a olhar para o nome das camisolas e logo aí definimos as nossas expectativas. No entanto, parece-me que avaliar o sucesso ou fracasso de uma equipa pela qualidade dos jogadores é altamente redutor. No rendimento de qualquer atleta existem diversas variáveis que influenciam. Nesta gestão existe um elemento fulcral: o treinador. O treinador deve e tem de ser o ponto de união e de maximização de rendimento de um atleta. Até ao ponto de interrupção do campeonato, não foram poucas as vezes que colocamos em questão a qualidade das equipas portuguesas. Sentia-se um enorme descontentamento relativamente ao nosso futebol.

Apesar desta tendência, não deixa de ser curioso que muitos dos grandes nomes que chegaram ao nosso campeonato, não demonstraram um impacto tão elevado. Imbula nunca conseguiu ser destaque, Raul de Tomas não apresentou nada de extraordinário, Facundo Ferreyra esteve longe de mostrar o que apresentou na Ucrânia. Se puxarmos a fita um pouco mais atrás vemos que estes apenas seguiram o caminho de nomes como: Adrian, Reyes, Suazo, Bueno, Balboa, Diego, entre muitos outros.

A comparação entre planteis é algo muito frequente. Quando sentimos alguma insatisfação com o rendimento do nosso clube, caímos muitas vezes na nostalgia, recuando até jogadores do passado que nos fazem suspirar. Contudo, até aqui podemos perceber que existem inúmeros exemplos que podem facilmente anular esta ideia. A nível internacional podemos olhar para a equipa do Mónaco de Leonardo Jardim de 2016/2017. Hoje dizemos que era uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, mas na verdade em Agosto de 2016 poucos seriam aqueles que tinham o mesmo pensamento. Podemos olhar para o Ajax do ano passado e escalonando o 11 vemos que realmente havia um grande coletivo, mas quantos eram aqueles que em Agosto de 2018 viam no Ajax a mesma qualidade que hoje são capazes de ver? Muitos de nós reconhece o Liverpool como uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor. No entanto, Klopp foi capaz de transformar jogadores como Wijnaldum, Robertson, Mane ou Arnold nos melhores do mundo na sua posição, sendo que estavam bem longe desse rendimento antes da chegada do Alemão. Recuemos um pouco mais ainda. Em 2008 um treinador inexperiente chega ao banco de um colosso e tem como primeiras opções riscar do plantel os dois melhores jogadores do clube. Hoje reconhecemos Xavi como um dos melhores jogadores espanhóis de sempre, no entanto em 2008 e já com 29 anos, estava bem longe desse reconhecimento.

Olhando para o panorama nacional podemos olhar para o Estoril de Marco Silva, o Paços de Paulo Fonseca, ou o Moreirense de Ivo Vieira. Hoje dizemos que Di Maria era um craque, Fábio Coentrão um enorme lateral, que Matic era um trinco de classe mundial ou que Bruno Fernandes é um jogador top mundial. Mas qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados por Jorge Jesus? Hoje dizemos que Fernando era um grande trinco, Quaresma um dos mais habilidosos que já passaram por cá, Varela e Cissokho foram enormes achados ou que Hulk cabia em qualquer equipa do mundo, no entanto qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados pelo Jesualdo Ferreira. Hoje dizemos que o F.C. Porto de 2004 tinha uma equipa magnífica, mas o que tinham rendido todos aqueles atletas até à chegada de Mourinho? No sentido oposto dizemos que o F.C. Porto de Paulo Fonseca era totalmente mediano. Mas voltamos às mesmas questões! Licá foi bode expiatório máximo da equipa, mas o que tinha mostrado antes de chegar ao Porto seria assim tão menos que Varela? Josué tinha feito campanhas assim tão piores que o Fernando Reges? O próprio Paulo Fonseca já reconheceu que a má passagem pelo clube nada teve que ver com a qualidade dos jogadores que dispunha.

No fundo, nós adeptos deixamo-nos levar em demasia por aquilo que vemos no jogo do fim de semana e quando as coisas não correm bem, procuramos respostas demasiado simples para problemas complexos. Parece-me que é caso para dizer que a qualidade é uma desculpa simples para a complexidade do processo.

Fonte : https://blogvisaodemercado.pt/2020/05/a-qualidade-a-desculpa-simples-para-a-complexidade-do-processo/

Pode parecer meio off topic, mas na minha opinião não é. Antes de se dizer que um jogador X é um flop (ainda por cima quando ja mostrou qualidade num campeonato 100 vezes melhor do que o tugão) devia-se pensar no contexto em està inserrido. O RDT tambem so sabe marcar golos em Espanha. O Florentino aos 20 anos ja vai sendo queimado etc.

Os jogadores alemães têm alguma dificuldade de adaptação fora do seu país, a maioria dos jogadores alemães que saem do país não rendem o esperado, acontece imenso, não sei mas deve ser alguma questão cultural, são bastante nacionalistas talvez ou não gostam de sair da sua zona de conforto.

dreadrocK

Citação de: tulio_slb em 11 de Maio de 2020, 16:16
Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 12:31
Citação de: HeijiHattori em 11 de Maio de 2020, 12:23
CitaçãoCom alguma frequência, dizemos ou ouvimos dizer que determinado jogador não tem qualidade. Que não deveria estar na equipa. Que não apresenta os atributos necessários para jogar em determinado clube. Para reconhecer qualidade a um jogador, tendemos a olhar para o nome das camisolas e logo aí definimos as nossas expectativas. No entanto, parece-me que avaliar o sucesso ou fracasso de uma equipa pela qualidade dos jogadores é altamente redutor. No rendimento de qualquer atleta existem diversas variáveis que influenciam. Nesta gestão existe um elemento fulcral: o treinador. O treinador deve e tem de ser o ponto de união e de maximização de rendimento de um atleta. Até ao ponto de interrupção do campeonato, não foram poucas as vezes que colocamos em questão a qualidade das equipas portuguesas. Sentia-se um enorme descontentamento relativamente ao nosso futebol.

Apesar desta tendência, não deixa de ser curioso que muitos dos grandes nomes que chegaram ao nosso campeonato, não demonstraram um impacto tão elevado. Imbula nunca conseguiu ser destaque, Raul de Tomas não apresentou nada de extraordinário, Facundo Ferreyra esteve longe de mostrar o que apresentou na Ucrânia. Se puxarmos a fita um pouco mais atrás vemos que estes apenas seguiram o caminho de nomes como: Adrian, Reyes, Suazo, Bueno, Balboa, Diego, entre muitos outros.

A comparação entre planteis é algo muito frequente. Quando sentimos alguma insatisfação com o rendimento do nosso clube, caímos muitas vezes na nostalgia, recuando até jogadores do passado que nos fazem suspirar. Contudo, até aqui podemos perceber que existem inúmeros exemplos que podem facilmente anular esta ideia. A nível internacional podemos olhar para a equipa do Mónaco de Leonardo Jardim de 2016/2017. Hoje dizemos que era uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, mas na verdade em Agosto de 2016 poucos seriam aqueles que tinham o mesmo pensamento. Podemos olhar para o Ajax do ano passado e escalonando o 11 vemos que realmente havia um grande coletivo, mas quantos eram aqueles que em Agosto de 2018 viam no Ajax a mesma qualidade que hoje são capazes de ver? Muitos de nós reconhece o Liverpool como uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor. No entanto, Klopp foi capaz de transformar jogadores como Wijnaldum, Robertson, Mane ou Arnold nos melhores do mundo na sua posição, sendo que estavam bem longe desse rendimento antes da chegada do Alemão. Recuemos um pouco mais ainda. Em 2008 um treinador inexperiente chega ao banco de um colosso e tem como primeiras opções riscar do plantel os dois melhores jogadores do clube. Hoje reconhecemos Xavi como um dos melhores jogadores espanhóis de sempre, no entanto em 2008 e já com 29 anos, estava bem longe desse reconhecimento.

Olhando para o panorama nacional podemos olhar para o Estoril de Marco Silva, o Paços de Paulo Fonseca, ou o Moreirense de Ivo Vieira. Hoje dizemos que Di Maria era um craque, Fábio Coentrão um enorme lateral, que Matic era um trinco de classe mundial ou que Bruno Fernandes é um jogador top mundial. Mas qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados por Jorge Jesus? Hoje dizemos que Fernando era um grande trinco, Quaresma um dos mais habilidosos que já passaram por cá, Varela e Cissokho foram enormes achados ou que Hulk cabia em qualquer equipa do mundo, no entanto qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados pelo Jesualdo Ferreira. Hoje dizemos que o F.C. Porto de 2004 tinha uma equipa magnífica, mas o que tinham rendido todos aqueles atletas até à chegada de Mourinho? No sentido oposto dizemos que o F.C. Porto de Paulo Fonseca era totalmente mediano. Mas voltamos às mesmas questões! Licá foi bode expiatório máximo da equipa, mas o que tinha mostrado antes de chegar ao Porto seria assim tão menos que Varela? Josué tinha feito campanhas assim tão piores que o Fernando Reges? O próprio Paulo Fonseca já reconheceu que a má passagem pelo clube nada teve que ver com a qualidade dos jogadores que dispunha.

No fundo, nós adeptos deixamo-nos levar em demasia por aquilo que vemos no jogo do fim de semana e quando as coisas não correm bem, procuramos respostas demasiado simples para problemas complexos. Parece-me que é caso para dizer que a qualidade é uma desculpa simples para a complexidade do processo.

Fonte : https://blogvisaodemercado.pt/2020/05/a-qualidade-a-desculpa-simples-para-a-complexidade-do-processo/

Pode parecer meio off topic, mas na minha opinião não é. Antes de se dizer que um jogador X é um flop (ainda por cima quando ja mostrou qualidade num campeonato 100 vezes melhor do que o tugão) devia-se pensar no contexto em està inserrido. O RDT tambem so sabe marcar golos em Espanha. O Florentino aos 20 anos ja vai sendo queimado etc.

Houve um user que muito sabiamente disse, no tópico do Grimaldo, que o rapaz evoluiu muito pouco porque "não teve um treinador que o ensina-se algumas ações que precisa de aprender no seu jogo". Acho que vai acontecer o mesmo que o Weigl. Enquanto não tivermos um treinador a altura daquilo que o Benfica exige, dificilmente conseguiremos potenciar jogadores vindos de fora aqui.

Muito bem, o treinador é a peça central no meio de uma equipa de futebol, é a cabeça da equipa assumindo o melhor e o pior. Muitas vezes o que acontece aos treinadores é perderem-se nas próprias ideias.
O ano passado fomos campeões porque tivemos um treinador que trouxe ideias novas, boas e que resultaram. Vimos um Rúben Dias melhor com e sem bola, vimos o Gabriel a tornar-se altamente preponderante para o equilíbrio da equipa, um Samaris de volta ao seu auge, um Adel transfigurado, o Rafa a encontrar-se com os golos e um Seferovic a marcar muito dentro área, entretanto vimos um treinador a perder-se nas ideias e levar a equipa consigo para uma fogueira.

Dai achar demasiado estranho esta situação do Lage... ainda não percebi se o ano passado foi sorte pura, ou qualidade dele. O que sei é que este ano fez todo o processo ao contrário.... Enquanto o ano passado demonstrou uns colhões de aço a sentar que precisava de sentar, este ano faz precisamente o oposto.

20Nico Gaitan20

Citação de: força Benfica em 08 de Maio de 2020, 18:30
Citação de: winston1904 em 08 de Maio de 2020, 18:19
Meteu agora no insta uma foto com a branca alternativa do ano passado....e quinas!  :smokin:


onde se arruma uma mala dessas? Onde se pode jogar ps4

Gostava de saber

tulio_slb

Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 16:46
Citação de: tulio_slb em 11 de Maio de 2020, 16:16
Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 12:31
Citação de: HeijiHattori em 11 de Maio de 2020, 12:23
CitaçãoCom alguma frequência, dizemos ou ouvimos dizer que determinado jogador não tem qualidade. Que não deveria estar na equipa. Que não apresenta os atributos necessários para jogar em determinado clube. Para reconhecer qualidade a um jogador, tendemos a olhar para o nome das camisolas e logo aí definimos as nossas expectativas. No entanto, parece-me que avaliar o sucesso ou fracasso de uma equipa pela qualidade dos jogadores é altamente redutor. No rendimento de qualquer atleta existem diversas variáveis que influenciam. Nesta gestão existe um elemento fulcral: o treinador. O treinador deve e tem de ser o ponto de união e de maximização de rendimento de um atleta. Até ao ponto de interrupção do campeonato, não foram poucas as vezes que colocamos em questão a qualidade das equipas portuguesas. Sentia-se um enorme descontentamento relativamente ao nosso futebol.

Apesar desta tendência, não deixa de ser curioso que muitos dos grandes nomes que chegaram ao nosso campeonato, não demonstraram um impacto tão elevado. Imbula nunca conseguiu ser destaque, Raul de Tomas não apresentou nada de extraordinário, Facundo Ferreyra esteve longe de mostrar o que apresentou na Ucrânia. Se puxarmos a fita um pouco mais atrás vemos que estes apenas seguiram o caminho de nomes como: Adrian, Reyes, Suazo, Bueno, Balboa, Diego, entre muitos outros.

A comparação entre planteis é algo muito frequente. Quando sentimos alguma insatisfação com o rendimento do nosso clube, caímos muitas vezes na nostalgia, recuando até jogadores do passado que nos fazem suspirar. Contudo, até aqui podemos perceber que existem inúmeros exemplos que podem facilmente anular esta ideia. A nível internacional podemos olhar para a equipa do Mónaco de Leonardo Jardim de 2016/2017. Hoje dizemos que era uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, mas na verdade em Agosto de 2016 poucos seriam aqueles que tinham o mesmo pensamento. Podemos olhar para o Ajax do ano passado e escalonando o 11 vemos que realmente havia um grande coletivo, mas quantos eram aqueles que em Agosto de 2018 viam no Ajax a mesma qualidade que hoje são capazes de ver? Muitos de nós reconhece o Liverpool como uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor. No entanto, Klopp foi capaz de transformar jogadores como Wijnaldum, Robertson, Mane ou Arnold nos melhores do mundo na sua posição, sendo que estavam bem longe desse rendimento antes da chegada do Alemão. Recuemos um pouco mais ainda. Em 2008 um treinador inexperiente chega ao banco de um colosso e tem como primeiras opções riscar do plantel os dois melhores jogadores do clube. Hoje reconhecemos Xavi como um dos melhores jogadores espanhóis de sempre, no entanto em 2008 e já com 29 anos, estava bem longe desse reconhecimento.

Olhando para o panorama nacional podemos olhar para o Estoril de Marco Silva, o Paços de Paulo Fonseca, ou o Moreirense de Ivo Vieira. Hoje dizemos que Di Maria era um craque, Fábio Coentrão um enorme lateral, que Matic era um trinco de classe mundial ou que Bruno Fernandes é um jogador top mundial. Mas qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados por Jorge Jesus? Hoje dizemos que Fernando era um grande trinco, Quaresma um dos mais habilidosos que já passaram por cá, Varela e Cissokho foram enormes achados ou que Hulk cabia em qualquer equipa do mundo, no entanto qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados pelo Jesualdo Ferreira. Hoje dizemos que o F.C. Porto de 2004 tinha uma equipa magnífica, mas o que tinham rendido todos aqueles atletas até à chegada de Mourinho? No sentido oposto dizemos que o F.C. Porto de Paulo Fonseca era totalmente mediano. Mas voltamos às mesmas questões! Licá foi bode expiatório máximo da equipa, mas o que tinha mostrado antes de chegar ao Porto seria assim tão menos que Varela? Josué tinha feito campanhas assim tão piores que o Fernando Reges? O próprio Paulo Fonseca já reconheceu que a má passagem pelo clube nada teve que ver com a qualidade dos jogadores que dispunha.

No fundo, nós adeptos deixamo-nos levar em demasia por aquilo que vemos no jogo do fim de semana e quando as coisas não correm bem, procuramos respostas demasiado simples para problemas complexos. Parece-me que é caso para dizer que a qualidade é uma desculpa simples para a complexidade do processo.

Fonte : https://blogvisaodemercado.pt/2020/05/a-qualidade-a-desculpa-simples-para-a-complexidade-do-processo/

Pode parecer meio off topic, mas na minha opinião não é. Antes de se dizer que um jogador X é um flop (ainda por cima quando ja mostrou qualidade num campeonato 100 vezes melhor do que o tugão) devia-se pensar no contexto em està inserrido. O RDT tambem so sabe marcar golos em Espanha. O Florentino aos 20 anos ja vai sendo queimado etc.

Houve um user que muito sabiamente disse, no tópico do Grimaldo, que o rapaz evoluiu muito pouco porque "não teve um treinador que o ensina-se algumas ações que precisa de aprender no seu jogo". Acho que vai acontecer o mesmo que o Weigl. Enquanto não tivermos um treinador a altura daquilo que o Benfica exige, dificilmente conseguiremos potenciar jogadores vindos de fora aqui.

Muito bem, o treinador é a peça central no meio de uma equipa de futebol, é a cabeça da equipa assumindo o melhor e o pior. Muitas vezes o que acontece aos treinadores é perderem-se nas próprias ideias.
O ano passado fomos campeões porque tivemos um treinador que trouxe ideias novas, boas e que resultaram. Vimos um Rúben Dias melhor com e sem bola, vimos o Gabriel a tornar-se altamente preponderante para o equilíbrio da equipa, um Samaris de volta ao seu auge, um Adel transfigurado, o Rafa a encontrar-se com os golos e um Seferovic a marcar muito dentro área, entretanto vimos um treinador a perder-se nas ideias e levar a equipa consigo para uma fogueira.

Dai achar demasiado estranho esta situação do Lage... ainda não percebi se o ano passado foi sorte pura, ou qualidade dele. O que sei é que este ano fez todo o processo ao contrário.... Enquanto o ano passado demonstrou uns colhões de aço a sentar que precisava de sentar, este ano faz precisamente o oposto.

Há muitas situações que condicionam o processo da equipa, eu acho que o Lage tentou algo e ou não soube executar ou simplesmente correu mal, acontece, agora acho que está na altura de mudar o chip e trazer ideias novas.

dreadrocK

#13446
Citação de: tulio_slb em 11 de Maio de 2020, 16:53
Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 16:46
Citação de: tulio_slb em 11 de Maio de 2020, 16:16
Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 12:31
Citação de: HeijiHattori em 11 de Maio de 2020, 12:23
CitaçãoCom alguma frequência, dizemos ou ouvimos dizer que determinado jogador não tem qualidade. Que não deveria estar na equipa. Que não apresenta os atributos necessários para jogar em determinado clube. Para reconhecer qualidade a um jogador, tendemos a olhar para o nome das camisolas e logo aí definimos as nossas expectativas. No entanto, parece-me que avaliar o sucesso ou fracasso de uma equipa pela qualidade dos jogadores é altamente redutor. No rendimento de qualquer atleta existem diversas variáveis que influenciam. Nesta gestão existe um elemento fulcral: o treinador. O treinador deve e tem de ser o ponto de união e de maximização de rendimento de um atleta. Até ao ponto de interrupção do campeonato, não foram poucas as vezes que colocamos em questão a qualidade das equipas portuguesas. Sentia-se um enorme descontentamento relativamente ao nosso futebol.

Apesar desta tendência, não deixa de ser curioso que muitos dos grandes nomes que chegaram ao nosso campeonato, não demonstraram um impacto tão elevado. Imbula nunca conseguiu ser destaque, Raul de Tomas não apresentou nada de extraordinário, Facundo Ferreyra esteve longe de mostrar o que apresentou na Ucrânia. Se puxarmos a fita um pouco mais atrás vemos que estes apenas seguiram o caminho de nomes como: Adrian, Reyes, Suazo, Bueno, Balboa, Diego, entre muitos outros.

A comparação entre planteis é algo muito frequente. Quando sentimos alguma insatisfação com o rendimento do nosso clube, caímos muitas vezes na nostalgia, recuando até jogadores do passado que nos fazem suspirar. Contudo, até aqui podemos perceber que existem inúmeros exemplos que podem facilmente anular esta ideia. A nível internacional podemos olhar para a equipa do Mónaco de Leonardo Jardim de 2016/2017. Hoje dizemos que era uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, mas na verdade em Agosto de 2016 poucos seriam aqueles que tinham o mesmo pensamento. Podemos olhar para o Ajax do ano passado e escalonando o 11 vemos que realmente havia um grande coletivo, mas quantos eram aqueles que em Agosto de 2018 viam no Ajax a mesma qualidade que hoje são capazes de ver? Muitos de nós reconhece o Liverpool como uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor. No entanto, Klopp foi capaz de transformar jogadores como Wijnaldum, Robertson, Mane ou Arnold nos melhores do mundo na sua posição, sendo que estavam bem longe desse rendimento antes da chegada do Alemão. Recuemos um pouco mais ainda. Em 2008 um treinador inexperiente chega ao banco de um colosso e tem como primeiras opções riscar do plantel os dois melhores jogadores do clube. Hoje reconhecemos Xavi como um dos melhores jogadores espanhóis de sempre, no entanto em 2008 e já com 29 anos, estava bem longe desse reconhecimento.

Olhando para o panorama nacional podemos olhar para o Estoril de Marco Silva, o Paços de Paulo Fonseca, ou o Moreirense de Ivo Vieira. Hoje dizemos que Di Maria era um craque, Fábio Coentrão um enorme lateral, que Matic era um trinco de classe mundial ou que Bruno Fernandes é um jogador top mundial. Mas qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados por Jorge Jesus? Hoje dizemos que Fernando era um grande trinco, Quaresma um dos mais habilidosos que já passaram por cá, Varela e Cissokho foram enormes achados ou que Hulk cabia em qualquer equipa do mundo, no entanto qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados pelo Jesualdo Ferreira. Hoje dizemos que o F.C. Porto de 2004 tinha uma equipa magnífica, mas o que tinham rendido todos aqueles atletas até à chegada de Mourinho? No sentido oposto dizemos que o F.C. Porto de Paulo Fonseca era totalmente mediano. Mas voltamos às mesmas questões! Licá foi bode expiatório máximo da equipa, mas o que tinha mostrado antes de chegar ao Porto seria assim tão menos que Varela? Josué tinha feito campanhas assim tão piores que o Fernando Reges? O próprio Paulo Fonseca já reconheceu que a má passagem pelo clube nada teve que ver com a qualidade dos jogadores que dispunha.

No fundo, nós adeptos deixamo-nos levar em demasia por aquilo que vemos no jogo do fim de semana e quando as coisas não correm bem, procuramos respostas demasiado simples para problemas complexos. Parece-me que é caso para dizer que a qualidade é uma desculpa simples para a complexidade do processo.

Fonte : https://blogvisaodemercado.pt/2020/05/a-qualidade-a-desculpa-simples-para-a-complexidade-do-processo/

Pode parecer meio off topic, mas na minha opinião não é. Antes de se dizer que um jogador X é um flop (ainda por cima quando ja mostrou qualidade num campeonato 100 vezes melhor do que o tugão) devia-se pensar no contexto em està inserrido. O RDT tambem so sabe marcar golos em Espanha. O Florentino aos 20 anos ja vai sendo queimado etc.

Houve um user que muito sabiamente disse, no tópico do Grimaldo, que o rapaz evoluiu muito pouco porque "não teve um treinador que o ensina-se algumas ações que precisa de aprender no seu jogo". Acho que vai acontecer o mesmo que o Weigl. Enquanto não tivermos um treinador a altura daquilo que o Benfica exige, dificilmente conseguiremos potenciar jogadores vindos de fora aqui.

Muito bem, o treinador é a peça central no meio de uma equipa de futebol, é a cabeça da equipa assumindo o melhor e o pior. Muitas vezes o que acontece aos treinadores é perderem-se nas próprias ideias.
O ano passado fomos campeões porque tivemos um treinador que trouxe ideias novas, boas e que resultaram. Vimos um Rúben Dias melhor com e sem bola, vimos o Gabriel a tornar-se altamente preponderante para o equilíbrio da equipa, um Samaris de volta ao seu auge, um Adel transfigurado, o Rafa a encontrar-se com os golos e um Seferovic a marcar muito dentro área, entretanto vimos um treinador a perder-se nas ideias e levar a equipa consigo para uma fogueira.

Dai achar demasiado estranho esta situação do Lage... ainda não percebi se o ano passado foi sorte pura, ou qualidade dele. O que sei é que este ano fez todo o processo ao contrário.... Enquanto o ano passado demonstrou uns colhões de aço a sentar que precisava de sentar, este ano faz precisamente o oposto.

Há muitas situações que condicionam o processo da equipa, eu acho que o Lage tentou algo e ou não soube executar ou simplesmente correu mal, acontece, agora acho que está na altura de mudar o chip e trazer ideias novas.

Talvez tenhas razão. O que mais me surpreendou pela negativa foi a falta de garra que a qeuipa demonstrou, em todos os momentos do jogo. Não sei se a intenção seria treinar a equipa para a meter a jogar "de olhos fechados", mas notou-se claramente a falta do Félix no processo ofensivo.

Um treinador não pode aplicar uma "regra para o sucesso" e estar continuamente a bater na mesma tecla, mesmo depois de 1 vitória em 8 jogos. E ai aponto-lhe o dedo.

Não sei se ele vai dar em grande treinador, mas efetivamente precisa de melhorar e muito. E penso já ter dito aqui que ele precisa igualmente de "sangue fresco" no seu staff técnico.

Ele que leia sobre a regra do 10th man rule aplicada por Israel... pode ser que tanto ele, como o seu staff, aprenda qualquer coisa. Principalmente em como ter um backup plan em caso de necessidade, coisa que náo existe este ano.

belphegor

Citação de: 20Nico Gaitan20 em 11 de Maio de 2020, 16:51
Citação de: força Benfica em 08 de Maio de 2020, 18:30
Citação de: winston1904 em 08 de Maio de 2020, 18:19
Meteu agora no insta uma foto com a branca alternativa do ano passado....e quinas!  :smokin:


onde se arruma uma mala dessas? Onde se pode jogar ps4

Gostava de saber

podes arrumar a mala numa mesa ou num armário.

zelton

Citação de: belphegor em 11 de Maio de 2020, 18:29
Citação de: 20Nico Gaitan20 em 11 de Maio de 2020, 16:51
Citação de: força Benfica em 08 de Maio de 2020, 18:30
Citação de: winston1904 em 08 de Maio de 2020, 18:19
Meteu agora no insta uma foto com a branca alternativa do ano passado....e quinas!  :smokin:


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ruisan

Citação de: 20Nico Gaitan20 em 11 de Maio de 2020, 16:51
Citação de: força Benfica em 08 de Maio de 2020, 18:30
Citação de: winston1904 em 08 de Maio de 2020, 18:19
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Compras uma mala onde possas guardar a mala da PlayStation e guardas essa mala no sítio onde guardas as malas

tulio_slb

Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 16:58
Citação de: tulio_slb em 11 de Maio de 2020, 16:53
Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 16:46
Citação de: tulio_slb em 11 de Maio de 2020, 16:16
Citação de: dreadrocK em 11 de Maio de 2020, 12:31
Citação de: HeijiHattori em 11 de Maio de 2020, 12:23
CitaçãoCom alguma frequência, dizemos ou ouvimos dizer que determinado jogador não tem qualidade. Que não deveria estar na equipa. Que não apresenta os atributos necessários para jogar em determinado clube. Para reconhecer qualidade a um jogador, tendemos a olhar para o nome das camisolas e logo aí definimos as nossas expectativas. No entanto, parece-me que avaliar o sucesso ou fracasso de uma equipa pela qualidade dos jogadores é altamente redutor. No rendimento de qualquer atleta existem diversas variáveis que influenciam. Nesta gestão existe um elemento fulcral: o treinador. O treinador deve e tem de ser o ponto de união e de maximização de rendimento de um atleta. Até ao ponto de interrupção do campeonato, não foram poucas as vezes que colocamos em questão a qualidade das equipas portuguesas. Sentia-se um enorme descontentamento relativamente ao nosso futebol.

Apesar desta tendência, não deixa de ser curioso que muitos dos grandes nomes que chegaram ao nosso campeonato, não demonstraram um impacto tão elevado. Imbula nunca conseguiu ser destaque, Raul de Tomas não apresentou nada de extraordinário, Facundo Ferreyra esteve longe de mostrar o que apresentou na Ucrânia. Se puxarmos a fita um pouco mais atrás vemos que estes apenas seguiram o caminho de nomes como: Adrian, Reyes, Suazo, Bueno, Balboa, Diego, entre muitos outros.

A comparação entre planteis é algo muito frequente. Quando sentimos alguma insatisfação com o rendimento do nosso clube, caímos muitas vezes na nostalgia, recuando até jogadores do passado que nos fazem suspirar. Contudo, até aqui podemos perceber que existem inúmeros exemplos que podem facilmente anular esta ideia. A nível internacional podemos olhar para a equipa do Mónaco de Leonardo Jardim de 2016/2017. Hoje dizemos que era uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, mas na verdade em Agosto de 2016 poucos seriam aqueles que tinham o mesmo pensamento. Podemos olhar para o Ajax do ano passado e escalonando o 11 vemos que realmente havia um grande coletivo, mas quantos eram aqueles que em Agosto de 2018 viam no Ajax a mesma qualidade que hoje são capazes de ver? Muitos de nós reconhece o Liverpool como uma das melhores equipas do mundo, senão a melhor. No entanto, Klopp foi capaz de transformar jogadores como Wijnaldum, Robertson, Mane ou Arnold nos melhores do mundo na sua posição, sendo que estavam bem longe desse rendimento antes da chegada do Alemão. Recuemos um pouco mais ainda. Em 2008 um treinador inexperiente chega ao banco de um colosso e tem como primeiras opções riscar do plantel os dois melhores jogadores do clube. Hoje reconhecemos Xavi como um dos melhores jogadores espanhóis de sempre, no entanto em 2008 e já com 29 anos, estava bem longe desse reconhecimento.

Olhando para o panorama nacional podemos olhar para o Estoril de Marco Silva, o Paços de Paulo Fonseca, ou o Moreirense de Ivo Vieira. Hoje dizemos que Di Maria era um craque, Fábio Coentrão um enorme lateral, que Matic era um trinco de classe mundial ou que Bruno Fernandes é um jogador top mundial. Mas qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados por Jorge Jesus? Hoje dizemos que Fernando era um grande trinco, Quaresma um dos mais habilidosos que já passaram por cá, Varela e Cissokho foram enormes achados ou que Hulk cabia em qualquer equipa do mundo, no entanto qual era o seu rendimento antes de serem trabalhados pelo Jesualdo Ferreira. Hoje dizemos que o F.C. Porto de 2004 tinha uma equipa magnífica, mas o que tinham rendido todos aqueles atletas até à chegada de Mourinho? No sentido oposto dizemos que o F.C. Porto de Paulo Fonseca era totalmente mediano. Mas voltamos às mesmas questões! Licá foi bode expiatório máximo da equipa, mas o que tinha mostrado antes de chegar ao Porto seria assim tão menos que Varela? Josué tinha feito campanhas assim tão piores que o Fernando Reges? O próprio Paulo Fonseca já reconheceu que a má passagem pelo clube nada teve que ver com a qualidade dos jogadores que dispunha.

No fundo, nós adeptos deixamo-nos levar em demasia por aquilo que vemos no jogo do fim de semana e quando as coisas não correm bem, procuramos respostas demasiado simples para problemas complexos. Parece-me que é caso para dizer que a qualidade é uma desculpa simples para a complexidade do processo.

Fonte : https://blogvisaodemercado.pt/2020/05/a-qualidade-a-desculpa-simples-para-a-complexidade-do-processo/

Pode parecer meio off topic, mas na minha opinião não é. Antes de se dizer que um jogador X é um flop (ainda por cima quando ja mostrou qualidade num campeonato 100 vezes melhor do que o tugão) devia-se pensar no contexto em està inserrido. O RDT tambem so sabe marcar golos em Espanha. O Florentino aos 20 anos ja vai sendo queimado etc.

Houve um user que muito sabiamente disse, no tópico do Grimaldo, que o rapaz evoluiu muito pouco porque "não teve um treinador que o ensina-se algumas ações que precisa de aprender no seu jogo". Acho que vai acontecer o mesmo que o Weigl. Enquanto não tivermos um treinador a altura daquilo que o Benfica exige, dificilmente conseguiremos potenciar jogadores vindos de fora aqui.

Muito bem, o treinador é a peça central no meio de uma equipa de futebol, é a cabeça da equipa assumindo o melhor e o pior. Muitas vezes o que acontece aos treinadores é perderem-se nas próprias ideias.
O ano passado fomos campeões porque tivemos um treinador que trouxe ideias novas, boas e que resultaram. Vimos um Rúben Dias melhor com e sem bola, vimos o Gabriel a tornar-se altamente preponderante para o equilíbrio da equipa, um Samaris de volta ao seu auge, um Adel transfigurado, o Rafa a encontrar-se com os golos e um Seferovic a marcar muito dentro área, entretanto vimos um treinador a perder-se nas ideias e levar a equipa consigo para uma fogueira.

Dai achar demasiado estranho esta situação do Lage... ainda não percebi se o ano passado foi sorte pura, ou qualidade dele. O que sei é que este ano fez todo o processo ao contrário.... Enquanto o ano passado demonstrou uns colhões de aço a sentar que precisava de sentar, este ano faz precisamente o oposto.

Há muitas situações que condicionam o processo da equipa, eu acho que o Lage tentou algo e ou não soube executar ou simplesmente correu mal, acontece, agora acho que está na altura de mudar o chip e trazer ideias novas.

Talvez tenhas razão. O que mais me surpreendou pela negativa foi a falta de garra que a qeuipa demonstrou, em todos os momentos do jogo. Não sei se a intenção seria treinar a equipa para a meter a jogar "de olhos fechados", mas notou-se claramente a falta do Félix no processo ofensivo.

Um treinador não pode aplicar uma "regra para o sucesso" e estar continuamente a bater na mesma tecla, mesmo depois de 1 vitória em 8 jogos. E ai aponto-lhe o dedo.

Não sei se ele vai dar em grande treinador, mas efetivamente precisa de melhorar e muito. E penso já ter dito aqui que ele precisa igualmente de "sangue fresco" no seu staff técnico.

Ele que leia sobre a regra do 10th man rule aplicada por Israel... pode ser que tanto ele, como o seu staff, aprenda qualquer coisa. Principalmente em como ter um backup plan em caso de necessidade, coisa que náo existe este ano.

A falta de garra na minha opinião é o menos uma equipa como o Benfica pode em Portugal jogar de "fato e gravata" embora para isso tenha que ser construída uma estrutura e dinâmica muito segura quer em termos defensivos como ofensivos.

Repara no primeiro jogo oficial da época o Bruno Lage colocou o Florentino e Gabriel no meio campo, esses dois jogadores dão uma capacidade tremenda a nível defensivo, o Gabriel é um jogador possante que pisa muito terreno, o Florentino é um portento táctico e com uma leitura de jogo excepcional, mas estes dois juntos não oferecem grande criatividade com bola, Florentino não arrisca e Gabriel apesar de passar bem também falha muitos passes.

Gabriel lesionou-se e entrou na Samaris no jogo seguinte, o que mostra que o treinador estava a privilegiar o equilíbrio defensivo pois jogávamos com dois avançados e os alas muito na frente.

Deu-se o jogo com o Porto e ai o treinador percebeu que com aqueles dois no meio campo a nossa capacidade de criar era altamente reduzida. Entra Adel para jogar com Florentino, os dois fizeram um grande jogo mas nesse grande jogo há um demérito grande do Braga do Sá Pinto que dava imenso espaço

Florentino lesionou-se e entrou Fejsa, novamente a privilegiar o equilíbrio defensivo com um jogador forte no posicionamento.

Seguiram-se um monte de jogos sem ideias, fraquissimos a revelar todas as debilidades da equipa a nível defensivo e ofensivo. Rotação do onze drásticas que não proporcionavam estabilidade e demonstravam o desnorte do treinador.

No jogo com o Leipzig na Alemanha começam a jogar em simultâneo Gabriel, Adel e Chiquinho, o processo defensivo não sofreu grande quebra porque tinha um elemento a mais e a equipa criava com muito mais qualidade.

Assim ficou e foi o melhor futebol apresentado pela a equipa até ao momento, entretanto entra Weigl que iria trazer conseguir manter a qualidade na construção que Gabriel proporcionava à equipa e manter os níveis de posicionamento altos.

Volta também Rafa que chega a substituir Chiquinho no 11 ficando Cervi, vemos uma serie de jogadores completamente desgastados física e psicologicamente e o pouco de bom que se estava a construir volta a cair tudo.

Ou seja vimos um treinador completamente perdido nas suas ideias e opções, a mexer e a remexer nos seus 11 iniciais e que chega a Março ainda à procura de uma estrutura base.


BENFIKA

Citação de: zelton em 11 de Maio de 2020, 19:02
Citação de: belphegor em 11 de Maio de 2020, 18:29
Citação de: 20Nico Gaitan20 em 11 de Maio de 2020, 16:51
Citação de: força Benfica em 08 de Maio de 2020, 18:30
Citação de: winston1904 em 08 de Maio de 2020, 18:19
Meteu agora no insta uma foto com a branca alternativa do ano passado....e quinas!  :smokin:


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Preços muito em conta  ::) ;D

Manniaks

Ele não tem culpa disso, mas está para nós como o Pepe para o Porto na época passada desde que entrou na equipa entrámos numa espiral negativa e viemos por aí abaixo.

MiguelPalma92

Citação de: Manniaks em 12 de Maio de 2020, 17:12
Ele não tem culpa disso, mas está para nós como o Pepe para o Porto na época passada desde que entrou na equipa entrámos numa espiral negativa e viemos por aí abaixo.
um jogador destes, que vem da Bundesliga, onde mostrou imensa qualidade, nunca pode ser um problema, cabe ao treinador saber o que fazer com ele, que não é o caso

AndreCruz11SLB

Citação de: Manniaks em 12 de Maio de 2020, 17:12
Ele não tem culpa disso, mas está para nós como o Pepe para o Porto na época passada desde que entrou na equipa entrámos numa espiral negativa e viemos por aí abaixo.

A diferença é que o Pepe era o motivo e o Weigl não...