Comunicação Social

kramxel²

Citação de: fffernas em 17 de Março de 2009, 00:46
Citação de: Kramxel² em 17 de Março de 2009, 00:33
Citação de: fffernas em 17 de Março de 2009, 00:27
:2funny: ...Até parece que algum pessoal ficou feliz com a derrota do benfica só para poder ouvir o especialista apv a malhar no quique.

Tu é que andas a festejar os 3ºs e 4ºs lugares... não somo nós...

Alguém falou em lugares?!?!....não me parece...

Estás contente, não estás?!

Tudo dito!

josantiago

O APV não vai só criticar... ele vai ser imperdoável... o Quique é o saco de boxe!

Monraigon

#28682
deixem mas é de ver esses programas...só fazem mal ao coração

Joaoac

o seara é um banana!!!! é gozado por todos e nao faz nada..enfim entao o poncio monteiro ta nas suas 7 quintas..

banbino

herois :cheerleaders: o cervan tem estado bem na defesa os interesses so benfica, só n gostei no momento em que estavam a escrtunar as supostas grandes penalidades contra os porkos.. o primeiro penalty para mim existe, no entanto todos os outros sao ridiculos. entao no suposto penalty em que o lisandro leva amarelo...é ridiculo dizer que aquilo é penalty.

ridiculo foi dizer que o di maria era um fiteiro "que já esta época tinha arrancado uma grande penalidade... disse o alguidar", o cervan devia dizer ao porko que ele devia era estar a falar do lisandro que ínclusivamente na quarta feira para a champions league já tentou de novo enganar o arbitro.

Cosmic

Citação de: ForçadoBloqueio em 16 de Março de 2009, 23:55
O Silvio é f@did (f@did)@..... os ares daqui de cima fazem-nos assim - lutadores, com raça, querer e ambição! Se calhar uma das soluções para a nossa crise de identidade era transferir as nossas instalações para aqui para cima....

Estão a ver, maltinha porreira daí de baixo? :disgust:

Juro que não compreendo essas eternas divisões Norte ( sempre muito mais poderoso, com raça e pêlo na venta) VS Sul ( pachorrentos, xoninhas...). O Benfica é de todos, de toda a rosa dos ventos e não pertencente às coordenadas X ou Y. Mas já que são tão afoitos na marcação de território, sugiro que quando o Benfica vai em deslocação até ao Norte, que lhes apertem os calos, que lhes chamem nomes, que os insultem! ... ... ...

banbino

podem ter a certeza que o benfica se tivesse a mentalidade do norte do país n caía na pasmaceira em que tá há muito tempo.

eles aqui arrebitavam, ai arrebitavam crl

banbino

Citação de: banbino em 17 de Março de 2009, 02:41
podem ter a certeza que o benfica se tivesse a mentalidade do norte do país n caía na pasmaceira em que tá há muito tempo.

eles aqui arrebitavam, ai arrebitavam crl


em lisboa até quando insultam nos fazem rir..

vocês isto, vocês aquilo!!!! qué isso??

Spooner®

Mania que alguns têm de AFIRMAR que sao mais benfiquistas que os outros so porque nao gostam da situação do clube ou porque outros gostam do quique... isso sim é vergonhoso... O benfiquismo nao se discute... Ninguem aqui e mais benfiquista que o outro... Ou o é ou não o é... Ja enjoa essas farpas!

MM18

Citação de: banbino em 17 de Março de 2009, 02:42
Citação de: banbino em 17 de Março de 2009, 02:41
podem ter a certeza que o benfica se tivesse a mentalidade do norte do país n caía na pasmaceira em que tá há muito tempo.

eles aqui arrebitavam, ai arrebitavam crl


em lisboa até quando insultam nos fazem rir..

vocês isto, vocês aquilo!!!! qué isso??

essas provocaçoes ficam te mal, ate porque eu como lisboeta se te quiser insultar e de fdp para cima.
mas nunca insultarei um benfiquista por causa do local onde vivemos se no norte ou no sul. porque mais importante do que a cidade ou o pais onde nasci è o benfica.
agora um apertaozinho a este gajos que perdem um campeonato facil por culpa propria n se perdia nada.
 

XHITA

Para ficarem mais dentro do contexto, eis a crónica do RAP que motivou a resposta do MST.




A chama imensa: A credibilidade sazonal das irmãs Salgado

Por Ricardo Araújo Pereira

No momento em que escrevo, nenhuma das irmãs Salgado é de fiar. No entanto, nem sempre foi assim. No princípio, Carolina Salgado era uma respeitada primeira dama, e o presidente do Porto tinha nela confiança suficiente para a fazer fotografar junto dos mais importantes troféus ganhos pelo clube, tendo ficado especialmente célebre o retrato em que Carolina aparece a enfiar um rafeiro dentro de um caneco obtido em Gelsenkierchen. Quando Carolina Salgado acusou Pinto da Costa de entregar um envelope com dinheiro ao árbitro Augusto Duarte, a sua credibilidade desvaneceu-se, e nunca mais foi autorizada a introduzir canídeos em taças, nem sequer na da Liga Intercalar. Foi nessa altura que a credibilidade da família Salgado migrou de Carolina para a irmã Ana. Até que Ana Salgado acusou Pinto da Costa de lhe ter dado um primeiro envelope com 500 euros, e depois um envelope mensal com 5.000 euros, para que depusesse a seu favor no julgamento do Caso do Envelope.

O leitor já terá reparado que há mais envelopes nesta história do que na Papelaria Fernandes. Tenho estado a elaborar um projecto para abrir uma papelaria em frente ao Estádio do Dragão, uma vez que, a confirmarem-se todas estas acusações, Pinto da Costa gasta tantos envelopes que a Portucel terá de fazer horas extraordinárias.

Seja como for, assim que falou nos envelopes, Ana Salgado perdeu toda a credibilidade que tinha. Essa é outra recorrência deste caso: sempre que alguém fala em envelopes, perde credibilidade. A referência a sobrescritos é inversamente proporcional ao prestígio dos intervenientes. Não é por acaso que Pinto da Costa, a personalidade mais credível de toda esta história, não só não fala em envelopes como parece muito pouco interessado em ouvir falar neles.

Ainda assim, o Caso do Envelope, por mais polémico que seja, consegue cristalizar aquilo que o futebol e o desporto têm de mais positivo. É bonito constatar que dois adversários como Miguel Sousa Tavares e eu conseguem dar as mãos, ainda que metaforicamente, e encontrar um ponto de concórdia precisamente a propósito deste processo judicial. No histórico dia 21 de Agosto de 2007, Miguel Sousa Tavares escreveu, nestas mesmas páginas, o seguinte: «Por que razão a D. Carolina — com o curriculum vitae e as motivações de vingança que se conhecem — é uma testemunha tão credível para a dra. Maria José Morgado, e a irmã, sem passado nem motivações correspondentes, é apenas uma difamadora, quando se atreve a vir a público desmentir a maninha?» É o que se chama ter razão antes do tempo, e só está ao alcance dos grandes analistas. Resta-me esperar que alguém oiça Miguel Sousa Tavares e dê a Ana Salgado a credibilidade que ele reclama.

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Nortada: Azeite à tona

Por Miguel Sousa Tavares

1-) O Ricardo Araújo Pereira, desenterrando um texto meu de Agosto, ao que parece, acha que chegou a altura de se dar credibilidade a Ana Salgado — a irmã da dita cuja e que, interrogada à pressa e madrugada adentro pelo Ministério Público (MP), assinou uma declaração onde desdisse tudo o que andou a dizer nos últimos dois anos e que, jura agora, só disse por estar paga por Pinto da Costa. Pois não me atreveria a dar conselhos sobre humor ao Ricardo (embora, e aproveitando, não resista a dizer-lhe que me parece que o humor dos Gatos anda um bocado por baixo, a começar por aqueles insuportavelmente desengraçados anúncios ao MEO...). Não sei o que perceberá o Ricardo de Direito e julgamentos, mas, se me permite citar a minha experiência de doze anos de advocacia, com muito crime pelo meio, garanto-lhe que nunca vi nem ouvi contar um caso em que o MP, a meio de um julgamento, se tenha apoderado de uma testemunha de defesa e passado a usá-la contra a própria defesa. E que, para tal, um ilustre magistrado se tenha dado ao incómodo de se deslocar de urgência de Lisboa ao norte, para registar por escrito declarações da dita testemunha, madrugada fora, e enviá-las à pressa e por fax para o tribunal.

Eu reconheço que qualquer das duas irmãs do «clã Salgado» (para usar a expressão constante do inesquecível «livro»), são, digamos, donas de uma verdade muito flutuante: ora estão com este, ora com o outro; ora juram por isto, ora pelo seu contrário. Mas isso é problema do MP, que quis desencadear toda esta bernarda do Apito com base em testemunhas desta envergadura. Mas a questão não é essa: a questão é — como eu disse e o Ricardo fez o favor de me recordar — saber porque razão uma testemunha que o MP considerou simples difamadora durante dois anos, passa, afinal, a testemunha decisiva e de última hora, assim que se consegue que inverta a sua verdade, até então ignorada. E porque razão alguém, que vem confessar que andou a mentir durante dois anos porque estava paga para tal, de repente já merece ser acreditada, sem qualquer hesitação. Pergunto eu: e não terá (também ou antes) sido aliciada agora, no decurso desse, imagina-se, dramático interrogatório nocturno em que, tal como S. Paulo na estrada de Damasco, de repente viu a verdade ali diante dos olhos?

Quinta-feira passada, dia seguinte à qualificação do FC Porto para os quartos da Champions (não sei se sabe o que isso é, Ricardo?), eis a notícia ao alto da primeira página do Correio da Manhã: «Pinto da Costa suspeito de subornar testemunha». Mais abaixo, outro título de desporto: «Ronaldo elimina Mourinho». E ainda mais abaixo e em letra mais pequena, enfim: «FC Porto passa aos quartos». Ai o cotovelo, como dói! E, todavia, dois dias antes, no mesmo tribunal de Gaia que julga Pinto da Costa, uma outra testemunha, que se identificou como ex-namorado de Carolina Salgado, veio e contou que um dia, quando estava a almoçar com ela em Lisboa, apareceu o presidente do Benfica, que se sentou e perguntou à senhora: «Então, o que me trazes e quanto queres por isso?» É verdade que Luís Filipe Viera já desmentiu isto e eu tenho esta velha mania de só acreditar em acusações depois de provadas no local adequado. Mas pergunto: se Pinto da Costa é suspeito de subornar uma testemunha porque ela disse tal a um magistrado do MP que a interrogou a sós e noite fora, porque não é suspeito do mesmo Filipe Vieira, quando uma outra testemunha o diz perante um tribunal, sob juramento e sujeita a contra-interrogatório?

(Está a ver, Ricardo: é por fazer perguntas destas, assim tão idiotas, que os benfiquistas se irritam tanto que eu escreva aqui...)

2-) Esta semana, o azeite veio mesmo à tona e no fundo mergulharam todas as verdades flutuantes. O Sporting (que teve um grupo feliz de qualificação na Champions), mostrou, de forma transparente, até que ponto a sua dimensão futebolística está a milhas de uns oitavos-de-final da Champions: 25 golos sofridos esta época em cinco encontros com grandes da Europa, não deixam margem para duvidar que o que aconteceu contra o Bayern não foram dois acidentes de percurso, mas sim o reflexo de um espelho que não mente. Só vi o jogo até ao primeiro golo e logo mudei para o Liverpool-Real Madrid, porque cheirou-me a humilhação e não quis vê-la. De nada serviu a lição, porém: quatro dias depois, business as usual, lá estava a SAD do Sporting a fazer mais um comunicado contra uma arbitragem...

Quanto à repousada equipa do Benfica, pejada de anunciadas estrelas (o Di María é um suposto Maradona, o Pablo Aimar, que a mim me parece um banal Roger, é alcunhado de el Mago, e por aí fora...), depois de tantas vitórias à tangente, «tem-te não caias», foi à Figueira, apanhou-se a ganhar aos dois minutos sem saber como e logo recuou toda para defesa, de onde não saiu mais de uma hora a fio, só sendo salva por um livre, dos vários inventados pelo árbitro preferido do presidente do Benfica. E este sábado, lá se dispôs a repetir a fórmula contra um Guimarães que a experiência ensinava ser um adversário amigo e inofensivo — como de facto foi, excepto na única vez em que se decidiu a tentar um golo, por distracção. Enfim, desta vez correu mal e, como disse Quique Flores, «é um milagre que (este) Benfica ainda seja candidato ao título». Li algures que os titulares que tanto se esforçaram contra o Guimarães, coitados, tiveram folga no domingo e folga na segunda. E querem ganhar o quê — o julgamento de Gaia?

Enquanto isso, o FC Porto ganhou tranquilo e autoritário contra o Leixões. Tão tranquilo e tão autoritário que as vozes do costume logo trataram de levantar suspeitas: dois jogadores do Leixões teriam sido aliciados ou estariam já contratados pelo FC Porto. Nada suspeita, claro, fora a derrota, no jogo anterior na Luz, graças a um auto-golo, ou a derrota posterior por 0-4 em Paços de Ferreira. É assim, com esta impune leviandade, que os anti-portistas acham que conseguem explicar aos tolos que aquilo que entra pelos olhos adentro de todos não é verdade. Mas na quarta-feira seguinte, num jogo de risco intenso e de exigência máxima, o FC Porto eliminou o Atlético Madrid (vindo de humilhar o Barcelona e o Real) e só não ganhou porque, nos dois jogos da eliminatória, a sorte não quis nada com o FC Porto. E ei-lo assim na restrita colheita das oito melhores equipas da Europa — onde, por exemplo, não há nenhuma equipa russa, holandesa, francesa ou italiana.

E quando todos os imaginavam exaustos e sem poder ofensivo, devido à ausência de Hulk, o FC Porto arrancou uma primeira parte de campeão, quatro dias depois, contra a Naval, só não acabando o jogo em goleada porque um senhor chamado Cosme achou que o momento aconselhava fazer vista grossa a três penalties contra a Naval, o primeiro dos quais, simplesmente chocante. (Ainda pensei que fosse eu que estava a ver a coisa deformada e, por isso, fui consultar o painel dos três ex-árbitros de O Jogo, e, coisa rara, os três coincidiam nos três lances: todos tinham sido penalty, o guarda-redes ficara por expulsar no primeiro e o Lisandro levara um cartão amarelo, que o afasta do próximo jogo, por supostamente ter simulado um penalty, que existiu mesmo. Auguro um grande futuro na arbitragem a este senhor Cosme, que eu não conhecia. É claro que nada disto entrará para o registo dos erros de arbitragem, tão dissecados quando prejudicam outros. É como na jornada anterior, quando todos concluíram que não tinha tido «casos»: apenas um pequeno «caso», que valeu dois pontos a mais ao Benfica...

3-) Caso, caso, é o Helton. Há dois anos, já, que aqui escrevi o que pensava dele: um bom guarda-redes para uma equipa como o Leiria, um guarda-redes insustentável para uma equipa com as ambições do FC Porto. Parece que agora, finalmente, todos começam a ver o óbvio. E o óbvio nem são os erros clamorosos e os golos oferecidos nos jogos de maior responsabilidade. É, por exemplo, isto: constatar que nos dois últimos jogos do campeonato, as duas únicas oportunidades de golo do Leixões e a única da Naval foram criadas pelo Helton, permitindo cabeceamentos frontais à baliza dentro da pequena área, sem nenhuma reacção. É triste, mas é assim, e o Bruno Alves parece que não fica lá para sempre.

XHITA



Vamos conversar: Diferença está nos treinadores

Por Fernando Guerra

A jornada 22 pode ter antecipado a classificação final. O FC Porto acelerou, ampliou o avanço e continua a perfilar-se como principal candidato à vitória, por estar isolado na liderança e por ser o concorrente mais bem estruturado, mais consistente, mais esclarecido e competitivamente mais poderoso como os resultados têm mostrado.

Um trajecto complicado mas gratificante para Jesualdo Ferreira. Fui dos que consideraram precipitada a prorrogação do vínculo ao FC Porto. Bosingwa e Paulo Assunção tinham saído e Quaresma, incomodado, andava com a cabeça sabe-se lá onde enquanto esticava a corta ao máximo...

Com a estrutura enfraquecida e com tanta gente nova, a implicar um começar de novo, Jesualdo, do alto do seu enorme estatuto que dois títulos lhe conferem, em vez do descanso e dos dólares num qualquer clube árabe, optou por aventura tremenda, em contraponto ao comodismo a que a situação convidava, sabendo ele de antemão que hipotecava a própria carreira.

A isto chama-se coragem. Jesualdo foi à luta com as únicas armas de que dispõe: integridade, seriedade, competência e sabedoria. Critico-o muitas vezes, e nem sempre a razão estará do meu lado, mas, divergências à parte, sobressai o homem, e em relação a esse o respeito e a consideração que me merece mantêm-se inabaláveis.

Paulo Bento saltou para o segundo lugar. Não é justo negar-se-lhe a virtude de ter formado uma equipa que não oferece vistosa prática de jogo, mas onde se vislumbra muito trabalho de casa. Goste-se ou não, impôs um modelo do qual não abdica. Com um plantel muito pouco mexido, foram enormes as expectativas. Era o mais forte adversário de Jesualdo, mas sem-número de conflitos mal geridos e a sua permanente exposição, a par de notória inabilidade para estabilizar o balneário, desviaram-no da sua verdadeira missão, a de preparar os seus praticantes para serem campeões. O objectivo ainda é possível, apesar de, ao longo da época, tão maltratado ter sido por equívocos, teimosias e imprudências. Aliás, a principal diferença entre FC Porto e Sporting, os dois da frente, reside precisamente nos treinadores.

O Benfica festejou réveillon no primeiro lugar mas aquele inesperado desaire na Trofa, na jornada que acolheu o Ano Novo, nada indiciou de promissor. É verdade que logo a seguir recuperou a liderança, na sequência da vitória sobre o Sp. Braga e beneficiando do empate do mesmo Trofense em casa do dragão, mas desde então o entusiasmo de ver repetido o que se passou em 2005, com Trapattoni, tem perdido intensidade.

Agora, é o título que se escapa e a hipotética entrada na Liga dos Campeões que se dilui, na medida em que o acesso directo apenas estará reservado ao futuro campeão. No espaço de oito jornadas Enrique Flores não arruinou o projecto de relançamento do futebol benfiquista mas viu reduzido o seu espaço de manobra e fortemente prejudicada a sua credibilidade, dado a manifesta inaptidão para manter acesa a chama da esperança de uma massa adepta generosa e imensamente paciente.

O problema, obviamente, não se resume ao atraso de cinco pontos, já de si suficientemente perigoso nesta fase do campeonato com a meta tão próxima. Ele estende-se à imaturidade do futebol praticado pelo grupo benfiquista e à pobreza exibicional dela resultante, uma questão antiga e que não foi atacada como se impunha, imediatamente a seguir ao colapso grego, não pelos números mas pelo monstruoso desatino que autorizou intolerável desfecho.

Depois de tantos meses Flores não formou uma equipa, nem sequer revela uma ideia definida de como lá chegar. Em termos de conquistas, ficar resumido à Taça da Liga é de facto muito pouco.

Não me é permitido entrar no pensamento de quem decide na Luz, mas ou há uma conversa muito séria com o treinador espanhol, e das justificações por ele avançadas para tanta modéstia conclui-se ser-lhe devida outra oportunidade ou, então, o melhor é fazer contas e cada um ir à sua vida...

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Vivò árbitro: Futebol ou outro jogo?

Por Cruz dos Santos

A possível entrada das novas tecnologias no futebol, caminho que Rui Santos vem defendendo de forma exaustiva no Tempo Extra da SIC Notícias, foi o tema escolhido por Rodrigues Guedes de Carvalho para a edição da passada quinta-feira do Aqui e Agora, seu novo programa na SIC. E lá estiveram (para além de Rui Santos) Ana Raquel Brochado, Vítor Pereira, José Guilherme Aguiar, Duarte Gomes e Rui Costa — este na exclusiva qualidade de ex-futebolista, conforme fez questão de deixar claro.

Por certo, ninguém esperaria resultados espectaculares. Seria caso raro num debate. Mas talvez se esperasse algum consenso. E não pode dizer-se que ele não surgiu, pois foi latente quanto à necessidade de ser respeitada a verdade desportiva. Para lá disso, porém, sérias reservas sobre aberta aplicação das novas tecnologias, consideradas essenciais só nas situações de golo ou não golo. Bem mais se defendeu criteriosas alterações às Leis do Jogo (por exemplo, offside apenas na grande área) e maior rigor no cumprimento das normas que vigoram, caso dos agarrões nos cantos e nos livres e dos seis segundos para os guardiões soltarem a bola.

Concordo. Nada de pressas excessivas, porque o que parece óptimo, muitas vezes é inimigo do bom. E, se deve haver cautela com as novas tecnologias (que não podem ajudar a resolver todas as situações de dúvida), cautela também deve existir ao mexer-se nas Leis do Jogo, pois quase todas elas já estão perto da perfeição e, se forem sensivelmente alteradas, corre-se o risco de o futebol passar a ser um outro jogo, bem diferente e com interesse desconhecido.

Quantos penalties foram reclamados, sábado passado, no Sporting-Rio Ave? Não sei se três, se quatro. Vários. E passa pela cabeça de alguém que, em todos esses casos, o jogo fosse interrompido para se verificar se houvera bola no braço ou braço na bola e, portanto, na segunda hipótese, razão para grande penalidade? Seria absurdo. E quem diz penalties diz foras-de-jogo, bem mais frequentes e não menos susceptíveis de gerar dúvidas. Comecemos, pois, só pelo controlo (tecnológico) da linha de golo.

Entretanto, a nomeação do holandês Pieter Vink para o recente FC Porto-Atlético Madrid fez com que voltasse a dizer-se e a escrever-se que foi ele quem impediu o Vitória de Guimarães de participar na Liga dos Campeões desta época, ao invalidar-lhe um golo limpo em Basileia. E não é verdade. O inexistente fora-de-jogo foi assinalado pelo bandeirinha, o árbitro não podia ter opinião sobre o lance, pelo que cumpriu o dever de seguir a indicação do seu auxiliar. Haja respeito pelo rigor e pela justiça, que nestes casos também dependem de cada um de nós.

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Com bola ou talvez não: Hugo, a vida...

Por António Simões

Corria atrás do coração que lhe puxava pelas pernas, no meio do pelotão. Poderia ser apenas rosto na multidão, domingo, em Castelo Branco. Mas não. Hugo Pinto nasceu em 1984, foi criado, num bairro problemático da Amadora, pelos avós, ela cega. Depressa teve de ganhar dinheiro para ajudar ao sustento da casa pobre – e aos 16 anos já era pai. Passou pelo Benfica, brilhando nos obstáculos, o atletismo era campo de sonhos e ilusões que o destino desfez. Em 2005 condenaram-no a nove anos de prisão, por tráfico de droga. Logo descobriu que quando se está preso o que mais custa é não ser possível evadirmo- -nos de nós próprios – e primeiro em Caxias, depois no Linhó, fez de correr o seu escape. Alguém lhe deu esperança de ir aos Nacionais de crosse, através de precária. Desatou a treinar, impressionante: duas, três vezes por dia, uma hora, hora e meia de endurance, quase 700 quilómetros por mês em torno de pátio com menos de 150 metros – o seu espaço de libertação. Sexta-feira, autorizaram-lhe saída da cadeia para competir pelo Bairro dos Anjos, clube de Leiria. Até à prova, a ansiedade e o frenesim de voltar a viver não o deixaram dormir mais de quatro horas, por junto e atacado. Quando cortou a meta, tinha lacinho vermelho preso à camisola. A alguém explicou que era amuleto, por baixo talvez estivesse foto da filha. Imaginei-lhe o choro da alma no eco de murmúrio que dizia sem dizer: Ninguém imagina o que voltei a sentir, voltei a ser, correndo, correndo livre por aqui... Mas o que mais me comoveu foi ver tanta miudagem por aí, felizes, sonhando, pedindo desculpa, licença. Na prisão são palavras que nunca ouvi. Sei que cometi erro grande, que pago por isso, mas também sei que aquele não é o meu mundo, que quando de lá sair de vez nunca mais lá voltarei, se me derem oportunidade... – e lembrando-me de que um erro só se torna pecado quando não queremos dar o braço a torcer desejei encontrar breve o Hugo de novo numa corrida, com o lacinho vermelho preso à camisola...

blog benficaatemorrer

O Silvio Cervan parece uma miúda histérica no meio daquelas duas trutas velhas... Não lhe dou um mês naquele programa! Até eu já não o podia ouvir...  :bah2:

|Glorioso|

Citação de: Spooner® em 17 de Março de 2009, 04:09
Mania que alguns têm de AFIRMAR que sao mais benfiquistas que os outros so porque nao gostam da situação do clube ou porque outros gostam do quique... isso sim é vergonhoso... O benfiquismo nao se discute... Ninguem aqui e mais benfiquista que o outro... Ou o é ou não o é... Ja enjoa essas farpas!

Concordo completamente. Cada um de nós tem uma percepção diferente do rumo imediato a seguir pelo Benfica. Não quer dizer que saiba mais, ou que seja mais benfiquista que o companheiro do post anterior.

ednilson

Citação de: blog benficaatemorrer em 17 de Março de 2009, 10:09
O Silvio Cervan parece uma miúda histérica no meio daquelas duas trutas velhas... Não lhe dou um mês naquele programa! Até eu já não o podia ouvir...  :bah2:

:whistle2:

E não lhe fica bem esquecer-se de situações que se passaram no jogo.............então esquece-se que um jogador do Benfica entra em campo debilitado fisicamente, para um lance na área, mesmo no fim do jogo?

E sim, os jogadores do Benfica devolveram a bola, mas de uma forma pouco simpática.