As Finanças do Benfica

TJSF

Citação de: Jonex em 03 de Abril de 2012, 21:53
Citação de: MiTica em 03 de Abril de 2012, 20:50
em 2000 tinhamos mais patrimonio transaccionavel, MUITO mais, menos dividas, MUITO menos

a única coisa que melhorou foi que passamos a ter crédito junto de quem nos empresta dinheiro

:-X
Sem querer ser irónico mas por pura ignorância... antes não tinhamos crédito e agora temos, isso não é bom?
È bom ter liquidez, mas se voltarmos aos capitais negativos, que é que vamos fazer?

MALU15

Citação de: peter_slb em 03 de Abril de 2012, 20:45
Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 19:14
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 17:17
Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 17:00
Citação de: Theroux em 03 de Abril de 2012, 16:32
Citação de: redsun111 em 03 de Abril de 2012, 11:59
Tal como foi apontado pelo José Albuquerque ( http://www.obelovoardaaguia.blogspot.pt/2012/04/reerguer-o-benfica.html ) há textos que abordam a posição financeira do Benfica que não são intelectualmente honestos e revelam uma duvidosa parcialidade na análise (Reerguer o Benfica?).

Tal como referi anteriormente, alguem que compare toda a situação patrimonial, financeira e desportiva actual do clube com a de 2000, poderá dizer com honestidade que estamos pior?

Como se pode sequer comparar a actual situação financeira do Benfica ao estado de indigência do Sporting? Se pretendem comparar os montantes dos passivos, porque se esquecem de comparar a riqueza que esse passivo gera anualmente? Sim, porque não comparam, por exemplo, as receitas geradas nos últimos 3 anos por ambos os clubes?

E será que temos bases menos sustentáveis para o sucesso desportivo e financeiro no futuro que o fcp?  Eu penso que o maior nível de receitas ordinárias responde à questão, apesar de ser óbvio que é cada vez mais evidente que há dois factores que serão decisivos para repor a diferença que existe a nível de dimensão entre ambos os clubes: a internacionalização do clube e os direitos televisivos .

Mas,  para que essa internacionalização se realize e para seja efectivamente valorizada comercialmente os direitos televisivos de acordo com o poder da marca Benfica no mundo, é e será fundamental para o futuro do clube, tal como muitos têm salientado, passar a ter capacidades próprias e autonomia decisória,  para gerir tudo o que se refere a publicidade, patrocinios e conteudos televisivos do clube. E dar esse salto qualitativo implica inexoravelmente não ceder a gestão dos direitos televisivos a ninguém (e muito menos à Olivedesportos).


Quem afirma que o clube está em pior situação que em 2000 não é deste planeta...

Nem mais. Só pode ser porque outros intesses mais altos se levantam.

Mas o que aqui interessa saber, não é se estamos melhores ou piores que há 12 anos, interessa saber se a situação é boa ou má, reversível ou irreversivel e se a tendência é para melhorar ou piorar.

Eu estou muito preocupado, sinceramente.
Como em tudo na vida, nada é só preto ou branco, há sempre outras "cores" intermédias, e a comparação com outros "mundos" tambem é importante que seja feita, par alem da conjuntura nacional e europeia não ser favorável.Na minha opinião, e sem ir a 2000, é hoje bastante claro que o ano de 2009 foi um ano de viragem e que a situação tem melhorado em cada ano, e que é desejável e expectável que a tendência seja para melhorar, ainda que o grau de melhoria esteja sempre depndente dos sucessos desportivos, como todos sabemos.

melhorado de ano para ano desde 2009? Estamos no tópico das finanças ou sou eu que estou a ver mal? Estamos mesmo a falar duma inversão positiva no ano em que passamos de ter resultado positivo para ter 35 milhões de prejuízo? No ano em que aumentamos em 10 milhões de euros os gastos com o pessoal? No ano em que aumentamos em 50 milhões o passivo bancário? No ano em que pela primeira vez tivemos capitais próprios negativos?

O que houve nesse ano foi uma inversão da política desportiva, que se tem reflectido de forma extremamente negativa na área financeira, até aí sim, o Benfica vinha melhorando ano após ano, de forma muito mais lenta na área desportiva, mas sempre a melhorar e de forma sustentável.
A minha referência ao ano de 2009 como ano de viragem refere-se nâo só à área desportiva mas tambem à operação de reestruturação financeira aprovada em Dezembro, e que criou as bases para os períodos de maior consolidação financeiro que se seguiram.

Nramos

#20132
Citação de: Grande em 03 de Abril de 2012, 19:48
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 16:48
Qualquer clube que tenha resultados operacionais sistematicamente negativos e tenha de confiar em receitas extraordinárias para fazer face aos custos financeiros(que cada vez comem mais) está-se a por a jeito.

A médio-prazo(mesmo curto-prazo) este modelo vai rebentar. Há que arrepiar caminho, e cada vez há menos tempo.

Bem vindo ao futebol português. Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes de receitas extraordinárias.

Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes das receitas extraordinárias para equilibrar a sua exploração, não podem é canalizar todas essas receitas para cobrir os custos financeiros. E não há DiMaria, Ramires, Coentrão e D.Luiz todos os anos. E nem sempre vai correr bem a champions...depois lembrem-se de Santa Bárbara.

MALU15

Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 23:15
Citação de: Grande em 03 de Abril de 2012, 19:48
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 16:48
Qualquer clube que tenha resultados operacionais sistematicamente negativos e tenha de confiar em receitas extraordinárias para fazer face aos custos financeiros(que cada vez comem mais) está-se a por a jeito.

A médio-prazo(mesmo curto-prazo) este modelo vai rebentar. Há que arrepiar caminho, e cada vez há menos tempo.

Bem vindo ao futebol português. Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes de receitas extraordinárias.

Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes das receitas extraordinárias para equilibrar a sua exploração, não podem é canalizar todas essas receitas para cobrir os custos financeiros. E não há DiMaria, Ramires, Coentrão e D.Luiz todos os anos. E nem sempre vai correr bem a champions...depois lembrem-se de Santa Bárbara.
Se é verdade que numa base técnico contabilística, as receitas provenientes das vendas de jogadores não são operacionais mas sim extraordinárias, tambem não é menos verdade que as receitas extraordinárias não sendo por norma recorrentes, no caso do futebol se houver uma boa gestão da equipa ( incluindo política de formação e de aquisições) podem realizar-se vendas com alguma regularidade, e aí podem obter-se receitas por essa via com alguma recorrência, sendo assim pouco importante se elas têm o rótulo de extraordinárias ou não.

Aliás, tambem as receitas provenientas da champions league sendo de natureza operacional, em bom rigor elas tambem podem não ser recorrentes, pois não está sempre assegurada a sua presença.

Nramos

#20134
Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 23:38
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 23:15
Citação de: Grande em 03 de Abril de 2012, 19:48
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 16:48
Qualquer clube que tenha resultados operacionais sistematicamente negativos e tenha de confiar em receitas extraordinárias para fazer face aos custos financeiros(que cada vez comem mais) está-se a por a jeito.

A médio-prazo(mesmo curto-prazo) este modelo vai rebentar. Há que arrepiar caminho, e cada vez há menos tempo.

Bem vindo ao futebol português. Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes de receitas extraordinárias.

Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes das receitas extraordinárias para equilibrar a sua exploração, não podem é canalizar todas essas receitas para cobrir os custos financeiros. E não há DiMaria, Ramires, Coentrão e D.Luiz todos os anos. E nem sempre vai correr bem a champions...depois lembrem-se de Santa Bárbara.
Se é verdade que numa base técnico contabilística, as receitas provenientes das vendas de jogadores não são operacionais mas sim extraordinárias, tambem não é menos verdade que as receitas extraordinárias não sendo por norma recorrentes, no caso do futebol se houver uma boa gestão da equipa ( incluindo política de formação e de aquisições) podem realizar-se vendas com alguma regularidade, e aí podem obter-se receitas por essa via com alguma recorrência, sendo assim pouco importante se elas têm o rótulo de extraordinárias ou não.

Aliás, tambem as receitas provenientas da champions league sendo de natureza operacional, em bom rigor elas tambem podem não ser recorrentes, pois não está sempre assegurada a sua presença.


Podem realizar-se vendas de forma regular, mas não se deve estar com a corda na garganta à espera que elas apareçam.
Principalmente por 2 motivos; primeiro porque podem não ocorrer e depois é o sufoco; e segundo porque tendo uma necessidade premente dessa receita, a negociação vai estar sempre condicionada logo à partida, podendo prejudicar o negócio em si.

Os custos financeiros começam a não deixar qualquer margem de manobra ao orçamento.

E também concordo que as receitas da champions, sendo tecnicamente operacionais, são na realidade fortemente extraordinárias, e que não deveriam ser consideradas no cu da galinha.

MALU15

Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 23:52
Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 23:38
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 23:15
Citação de: Grande em 03 de Abril de 2012, 19:48
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 16:48
Qualquer clube que tenha resultados operacionais sistematicamente negativos e tenha de confiar em receitas extraordinárias para fazer face aos custos financeiros(que cada vez comem mais) está-se a por a jeito.

A médio-prazo(mesmo curto-prazo) este modelo vai rebentar. Há que arrepiar caminho, e cada vez há menos tempo.

Bem vindo ao futebol português. Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes de receitas extraordinárias.

Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes das receitas extraordinárias para equilibrar a sua exploração, não podem é canalizar todas essas receitas para cobrir os custos financeiros. E não há DiMaria, Ramires, Coentrão e D.Luiz todos os anos. E nem sempre vai correr bem a champions...depois lembrem-se de Santa Bárbara.
Se é verdade que numa base técnico contabilística, as receitas provenientes das vendas de jogadores não são operacionais mas sim extraordinárias, tambem não é menos verdade que as receitas extraordinárias não sendo por norma recorrentes, no caso do futebol se houver uma boa gestão da equipa ( incluindo política de formação e de aquisições) podem realizar-se vendas com alguma regularidade, e aí podem obter-se receitas por essa via com alguma recorrência, sendo assim pouco importante se elas têm o rótulo de extraordinárias ou não.

Aliás, tambem as receitas provenientas da champions league sendo de natureza operacional, em bom rigor elas tambem podem não ser recorrentes, pois não está sempre assegurada a sua presença.


Podem realizar-se vendas de forma regular, mas não se deve estar com a corda na garganta à espera que elas apareçam.
Principalmente por 2 motivos; primeiro porque podem não ocorrer e depois é o sufoco; e segundo porque tendo uma necessidade premente dessa receita, a negociação vai estar sempre condicionada logo à partida, podendo prejudicar o negócio em si.

Os custos financeiros começam a não deixar qualquer margem de manobra ao orçamento.

E também concordo que as receitas da champions, sendo tecnicamente operacionais, são na realidade fortemente extraordinárias, e que não deveriam ser consideradas no cu da galinha.
Mas como infelizmente os custos financeiros não vão desaparecer tão depressa do orçamento, dada a dimensão do passivo remunerado, há que concentrar esforços na maximização das receitas (operacionais e extraordinárias) e no controlo dos custos, de modo a que a situação financeira no futuro possa ser menos asfixiante.

peter_slb

Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 22:52
Citação de: peter_slb em 03 de Abril de 2012, 20:45
Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 19:14
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 17:17
Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 17:00
Citação de: Theroux em 03 de Abril de 2012, 16:32
Citação de: redsun111 em 03 de Abril de 2012, 11:59
Tal como foi apontado pelo José Albuquerque ( http://www.obelovoardaaguia.blogspot.pt/2012/04/reerguer-o-benfica.html ) há textos que abordam a posição financeira do Benfica que não são intelectualmente honestos e revelam uma duvidosa parcialidade na análise (Reerguer o Benfica?).

Tal como referi anteriormente, alguem que compare toda a situação patrimonial, financeira e desportiva actual do clube com a de 2000, poderá dizer com honestidade que estamos pior?

Como se pode sequer comparar a actual situação financeira do Benfica ao estado de indigência do Sporting? Se pretendem comparar os montantes dos passivos, porque se esquecem de comparar a riqueza que esse passivo gera anualmente? Sim, porque não comparam, por exemplo, as receitas geradas nos últimos 3 anos por ambos os clubes?

E será que temos bases menos sustentáveis para o sucesso desportivo e financeiro no futuro que o fcp?  Eu penso que o maior nível de receitas ordinárias responde à questão, apesar de ser óbvio que é cada vez mais evidente que há dois factores que serão decisivos para repor a diferença que existe a nível de dimensão entre ambos os clubes: a internacionalização do clube e os direitos televisivos .

Mas,  para que essa internacionalização se realize e para seja efectivamente valorizada comercialmente os direitos televisivos de acordo com o poder da marca Benfica no mundo, é e será fundamental para o futuro do clube, tal como muitos têm salientado, passar a ter capacidades próprias e autonomia decisória,  para gerir tudo o que se refere a publicidade, patrocinios e conteudos televisivos do clube. E dar esse salto qualitativo implica inexoravelmente não ceder a gestão dos direitos televisivos a ninguém (e muito menos à Olivedesportos).


Quem afirma que o clube está em pior situação que em 2000 não é deste planeta...

Nem mais. Só pode ser porque outros intesses mais altos se levantam.

Mas o que aqui interessa saber, não é se estamos melhores ou piores que há 12 anos, interessa saber se a situação é boa ou má, reversível ou irreversivel e se a tendência é para melhorar ou piorar.

Eu estou muito preocupado, sinceramente.
Como em tudo na vida, nada é só preto ou branco, há sempre outras "cores" intermédias, e a comparação com outros "mundos" tambem é importante que seja feita, par alem da conjuntura nacional e europeia não ser favorável.Na minha opinião, e sem ir a 2000, é hoje bastante claro que o ano de 2009 foi um ano de viragem e que a situação tem melhorado em cada ano, e que é desejável e expectável que a tendência seja para melhorar, ainda que o grau de melhoria esteja sempre depndente dos sucessos desportivos, como todos sabemos.

melhorado de ano para ano desde 2009? Estamos no tópico das finanças ou sou eu que estou a ver mal? Estamos mesmo a falar duma inversão positiva no ano em que passamos de ter resultado positivo para ter 35 milhões de prejuízo? No ano em que aumentamos em 10 milhões de euros os gastos com o pessoal? No ano em que aumentamos em 50 milhões o passivo bancário? No ano em que pela primeira vez tivemos capitais próprios negativos?

O que houve nesse ano foi uma inversão da política desportiva, que se tem reflectido de forma extremamente negativa na área financeira, até aí sim, o Benfica vinha melhorando ano após ano, de forma muito mais lenta na área desportiva, mas sempre a melhorar e de forma sustentável.
A minha referência ao ano de 2009 como ano de viragem refere-se nâo só à área desportiva mas tambem à operação de reestruturação financeira aprovada em Dezembro, e que criou as bases para os períodos de maior consolidação financeiro que se seguiram.

que consolidação? Nos últimos 3 anos a SAD teve um prejuízo acumulado superior a 60 milhões de euros, vendendo durante esse período alguns dos melhores jogadores que passaram pelo Benfica e indiscutivelmente pelos valores mais altos de sempre (Ramires, Di Maria, David Luiz, Fábio Coentrão).

A SAD do Benfica tem, neste momento, um défice estrutural anual que ronda os 20 milhões de euros (estou a excluir as transações de jogadores e a contar com presença na fase de grupos da Liga dos Campeões), ou seja, não está nem perto de estar equilibrada e os resultados do 1º semestre do presente exercício, indiciam um agravar da situação estrutural, a ponto que o aumento do valor dos direitos televisivos, por si só, já não chegará para equilibrar as contas da SAD, quando o Benfica precisará, além disso, de abater passivo financeiro, porque neste momento basta uma época má, em que não se atinja a Champions (vai acontecer, mais cedo ou mais tarde, até o porto que domina o futebol português há 20 anos, de vez em quando tem épocas dessas) e que, até por isso, não existam vendas de jogadores por montantes elevados para o Benfica apresentar um resultado que imediatamente deixe à vista de todos a situação financeira em que está. Os custos "fixos" são muito superiores aos proveitos "fixos" e estes proveitos "fixos" são muito mais variáveis do que os custos, porque com o agravar da situação do país é quase directa a quebra de receitas de quotização, bilheteira, merchandising, enquanto que gastos com o pessoal ou encargos da dívidas não se abatem com a mesma facilidade.

Nramos

Citação de: MALU15 em 04 de Abril de 2012, 00:07
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 23:52
Citação de: MALU15 em 03 de Abril de 2012, 23:38
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 23:15
Citação de: Grande em 03 de Abril de 2012, 19:48
Citação de: Nramos em 03 de Abril de 2012, 16:48
Qualquer clube que tenha resultados operacionais sistematicamente negativos e tenha de confiar em receitas extraordinárias para fazer face aos custos financeiros(que cada vez comem mais) está-se a por a jeito.

A médio-prazo(mesmo curto-prazo) este modelo vai rebentar. Há que arrepiar caminho, e cada vez há menos tempo.

Bem vindo ao futebol português. Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes de receitas extraordinárias.

Os clubes Portugueses vão estar sempre dependentes das receitas extraordinárias para equilibrar a sua exploração, não podem é canalizar todas essas receitas para cobrir os custos financeiros. E não há DiMaria, Ramires, Coentrão e D.Luiz todos os anos. E nem sempre vai correr bem a champions...depois lembrem-se de Santa Bárbara.
Se é verdade que numa base técnico contabilística, as receitas provenientes das vendas de jogadores não são operacionais mas sim extraordinárias, tambem não é menos verdade que as receitas extraordinárias não sendo por norma recorrentes, no caso do futebol se houver uma boa gestão da equipa ( incluindo política de formação e de aquisições) podem realizar-se vendas com alguma regularidade, e aí podem obter-se receitas por essa via com alguma recorrência, sendo assim pouco importante se elas têm o rótulo de extraordinárias ou não.

Aliás, tambem as receitas provenientas da champions league sendo de natureza operacional, em bom rigor elas tambem podem não ser recorrentes, pois não está sempre assegurada a sua presença.


Podem realizar-se vendas de forma regular, mas não se deve estar com a corda na garganta à espera que elas apareçam.
Principalmente por 2 motivos; primeiro porque podem não ocorrer e depois é o sufoco; e segundo porque tendo uma necessidade premente dessa receita, a negociação vai estar sempre condicionada logo à partida, podendo prejudicar o negócio em si.

Os custos financeiros começam a não deixar qualquer margem de manobra ao orçamento.

E também concordo que as receitas da champions, sendo tecnicamente operacionais, são na realidade fortemente extraordinárias, e que não deveriam ser consideradas no cu da galinha.
Mas como infelizmente os custos financeiros não vão desaparecer tão depressa do orçamento, dada a dimensão do passivo remunerado, há que concentrar esforços na maximização das receitas (operacionais e extraordinárias) e no controlo dos custos, de modo a que a situação financeira no futuro possa ser menos asfixiante.

Depois dos recentes aumentos de receita(muito bem) e considerando o triste panorama socio-economico de Portugal, os esforços devem ser concentrados na redução dos custos, e aí há muito por onde cortar. A começar no absurdo numero de atletas(muito mal) com contrato e consequentes custos, salariais e de comissões. Já não falando do enorme prejuizo verificado na contratação de resmas de jogadores sem a mínima justificação.

Já nem falando dos "direitos de preferência" pagos a peso de ouro, e dos negócios de apoio a outros clubes(Varzim, Guimarães) sem retorno, que a mim me cheiram muito mal...

Flirt4ever

Pessoal, alguém me sabe dizer quanto teremos ganho este ano com a liga dos campeões ?

incluindo bilheteiras (mais ou menos, claro).

lopesrui

Champions 2011/2012 = 28 milhões €

Dixi

E a final da Taça da Liga deu algum prémio financeiro ou não deu nada?

Alexandre Tavares

Citação de: Dixi em 15 de Abril de 2012, 22:45
E a final da Taça da Liga deu algum prémio financeiro ou não deu nada?

Acho que 750mil, nao sei.

BlankFile

Citação de: Alexandre Tavares em 15 de Abril de 2012, 22:46
Citação de: Dixi em 15 de Abril de 2012, 22:45
E a final da Taça da Liga deu algum prémio financeiro ou não deu nada?

Acho que 750mil, nao sei.

Precisamente. É esse o valor.

Dixi

Citação de: BlankFile em 15 de Abril de 2012, 22:47
Citação de: Alexandre Tavares em 15 de Abril de 2012, 22:46
Citação de: Dixi em 15 de Abril de 2012, 22:45
E a final da Taça da Liga deu algum prémio financeiro ou não deu nada?

Acho que 750mil, nao sei.

Precisamente. É esse o valor.
Isso foi o que me pareceu ouvir que o Gil Vicente ganhou, mas não tenho a certeza. Acho que na época passada não pagaram nada, logo 750.000€ até é uma quantia razoável.

BlankFile

Citação de: Dixi em 15 de Abril de 2012, 22:49
Citação de: BlankFile em 15 de Abril de 2012, 22:47
Citação de: Alexandre Tavares em 15 de Abril de 2012, 22:46
Citação de: Dixi em 15 de Abril de 2012, 22:45
E a final da Taça da Liga deu algum prémio financeiro ou não deu nada?

Acho que 750mil, nao sei.

Precisamente. É esse o valor.
Isso foi o que me pareceu ouvir que o Gil Vicente ganhou, mas não tenho a certeza. Acho que na época passada não pagaram nada, logo 750.000€ até é uma quantia razoável.

Ambos os finalistas ganharam a mesma quantia. 750 mil euros para cada um portanto.