As Finanças do Benfica

Despertar

Citação de: klik em 03 de Março de 2016, 20:35
Sem vmocs o Passivo bancario do Sporting seria semelhante ao do Benfica... o Benfica paga 20M€ ano em juros eles andariam muito proximo disso!!

Na situação actual... acabam por pagar uns 6 ou 7M€!! e só aqui temos um perdão de quase 15M€ ano!!!

é muito dinheiro... é uma venda em mais valias, e das boas!!!

Um clube que está nestas condições... e ainda lhe deixam que chegue próximo dos outros em termos de massa salarial.. isto sim, é desigualdade de tratamento. Basicamente deixam de pagar juros para pagar ordenados!!

Tb o Porto e Benfica gostariam de ter estas ajudas....

era mais veras e taarabts...  :D

BERNA_1961

Citação de: Tijuana em 03 de Março de 2016, 23:18
Citação de: lost_paradise em 03 de Março de 2016, 16:24
Citação de: lobotomizado em 03 de Março de 2016, 13:39
Citação de: MALU15 em 03 de Março de 2016, 10:32
A SAGA DAS MAIS VALIAS:

Esta história das mais valias está difícil de entender, apesar de já ter sido explicada por aqui muitas vezes, umas vezes bem, outras menos bem.

Contabilisticamente falando, os jogadores de futebol estão integrados no grupo de activos intangíveis, e tal como os activos tangíveis, são capitalizados, o que na prática significa que os custos de aquisição dos mesmos (valor base, prémios de assinatura, comissões, ...) não vão a custos num só ano mas sim ao longo dos vários anos de contrato do jogador, distribuindo assim os seus efeitos de forma linear pelo período em que exerce a sua actividade no clube, sendo assim o seu custo total amortizado por duodécimos, seguindo o método da linha reta, durante o período de vigência dos seus contratos de trabalho desportivo.

A adopção  destas políticas contabilísticas está descrita com rigor no R&C anual de 214/15 no ponto 2.5 Activos intangíveis do anexo (Pag. 75).

Seguindo estas políticas e critérios de amortização, os jogadores que integram o plantel de futebol são apresentados no Balanço da SAD, pelo seu valor líquido contabilístico à data da produção do balanço e na Demonstração de resultados pelo custo das amortizações desse período, na rubrica de Amortizações e perdas de imparidade de direitos de atletas.

No caso de um jogador chegar ao fim do contrato, por exemplo o caso do MAXI, o seu valor líquido contabilístico é sempre nulo, o que não acontece com outras situações de saídas sem ser por venda, e nestes casos será necessário registar perdas de imparidade de direitos de atletas, pelo valor líquido que esse activo ainda tiver no balanço.

Quando estamos a falar de vendas, há assim lugar ao apuramento da mais (ou menos) valias na venda, que não é nem mais nem menos do que a diferença positiva ou negativa entre o valor líquido contabilístico desse atleta no balanço no momento da venda e o valor bruto da venda, não incluindo aqui as despesas na venda, pois essas mesmo que existam são lançadas directamente em custos na rubrica de Gastos com transações de direitos de atletas, pois ao contrário das despesas ocorridas na aquisição ou na  renovação, não são capitalizadas, por ocorrerem já no fim da vida do bem.

Para além das mais (menos ) valias contabilísticas ainda podemos falar das mais (menos) valias fiscais, que são diferentes das contabilísticas por serem ajustadas com factores de correcção monetária, podendo ser ou não tributadas conforme exista ou não reinvestimento das mesmas na aquisição de novos atletas, de acordo com a legislação vigente.
Portanto, mais valias é diferente de diferença entre valor recebido e valor pago (+comissões), certo? O jogador tem um valor contabílistico (imagino que funcione como uma parte do activo ou qq coisa do género) que vai diminuindo com o tempo. Quando o jogador é vendido, para além da mais valia, há perda desse valor no activo?
Jogador Manel. Custa 10 milhões e assina por 5 anos. O clube a que comprámos fica com 50% de direitos económicos de uma futura transferência.

Activo contabilístico = valor de aquisição a dividir pelo número de anos do contrato.

primeiro ano = vale 10 M
segundo ano = vale 8 M
terceiro ano = vale 6 M
quarto ano = vale 4 M
quinto ano = vale 2 M
A partir do sexto ano = vale zero

É vendido um ano depois por 20 milhões. Gera uma comissão de 2M assumida pelo clube vendedor.

Mais valia = valor de venda - valor contabilístico no momento da venda - comissões - percentagens de passes ou vendas caso existam a distribuir pelas respectivas partes.

Mas valia da venda = 20 M - 8M - 2M = 10M / 2 = 5 milhões.

muito jornalista deveria tatuar isto na parede.
Claro. Já li que se a venda do Imbula fosse registada em 2015, o FCP tinha lucro!!!
Confundir venda com a Mais-valia. É recorrente.

olibeira

E também confundem lucro com fluxo de caixa.

Uma empresa pode dar lucro e ter um fluxo de caixa negativo e vice-versa.

Porque tu quando vendes um jogador, por exemplo, registas o valor da venda neste trimestre mas podes receber em várias tranches.

Ou quando compras um jogador com 5 anos de contrato gastas 10 milhões mas só amortizas 2 milhões por ano.

Mas na prática os 10 milhões saiem da tesouraria quando compras se pagas a pronto.

manjob

http://www.publico.pt/desporto/noticia/principais-clubes-europeus-tentados-pelos-milhoes-de-uma-nova-liga-europeia-1725153

Principais clubes europeus "tentados" pela ideia de uma nova Liga
RUI CESÁRIO SOUSA
03/03/2016 - 19:27
Arsenal, Chelsea, Manchester United, Manchester City e Liverpool reuniram-se com o magnata norte-americano Stephen Ross.
A reunião teve lugar em Londres, na terça-feira, e juntou numa unidade hoteleira da capital inglesa altos representantes dos principais clubes do país– Chelsea, Liverpool, Arsenal, Manchester United e Manchester City – com o objectivo de delinear os primeiros pontos do que poderá ser um novo formato competitivo que possa ser uma alternativa à Liga dos Campeões.
A ideia não é nova e o cérebro impulsionador desta ideia é também conhecido. Trata-se do multimilionário norte-americano Stephen Ross, proprietário dos Miami Dolphins (NFL), que, após assistir a um amigável entre o Barcelona e os mexicanos do Chivas, com 70.080 espectadores (um recorde nos Estados Unidos), avançou para a criação de um dos mais lucrativos torneios de pré-época da actualidade – a International Champions Cup –, que conta com os principais clubes de futebol do mundo.
A discussão sobre um novo formato para as competições europeias, em particular a Liga dos Campeões, não é uma novidade, mas tem-se intensificado nos últimos tempos. Há dois meses, por exemplo, a Associação Europeia de Clubes levou até à UEFA um conjunto de medidas para tornar a Champions mais atractiva do ponto de vista do espectáculo, mas sobretudo do ponto de vista financeiro.
Essas medidas previam, por exemplo,  a hipótese de garantir vagas na principal competição europeia a determinados clubes, independentemente do desempenho desportivo nos respectivos campeonatos, e é precisamente por aí que a proposta de Ross começa a ganhar espaço.
Tal como acontece no torneio de pré-epoca, altamente lucrativo a nível financeiro (segundo dados do relatório e contas do Benfica, único clube português a participar na competição em 2015, os "encarnados" encaixaram 3 milhões de euros pela digressão na América do Norte), Ross pretende seleccionar um conjunto de clubes para disputar uma competição internacional, que juntará os maiores emblemas do mundo, independentemente do mérito desportivo, e assim criar um torneio altamente "apetecível" a nível financeiro também para patrocinadores, cadeias de televisão e adeptos.
Mais recentemente, no mês passado, numa reunião em Milão, o presidente da Juventus, Andrea Agnelli e o director-geral do Bayern Munique, Karl-Heinz Rummenigge, falavam num dos motivos pelo qual deveria ser criada uma nova competição e alertavam para a pouca rentabilização do espectáculo futebol inerente à Champions: "A Liga dos Campeões vale 1500 milhões de euros em direitos televisivos, contra os 7000 milhões da NFL. Contudo, dos 2000 milhões de amantes de desporto em todo o mundo, 1600 são adeptos de futebol enquanto a NFL conta apenas com 150 milhões", afirmaram.
Ao mesmo tempo, a "nova" Liga consegue, por exemplo, evitar casos como o do AC Milan, que, apesar de ser uma marca altamente rentável em todo o mundo, não assegura uma vaga para disputar a Liga dos Campeões desde 2013.
O "problema" é que, ao "desviar" os principais clubes europeus, uma hipotética nova Liga europeia torna-se uma real ameaça à Liga dos Campeões. Numa altura em que, quer a FIFA, quer a UEFA vivem momentos de grande instabilidade estrutural, com o afastamento de Blatter e Platini, respectivamente, nem mesmo a subida dos prémios atribuídos que se verificou nos últimos anos parece satisfazer a demanda dos clubes e salvar o modelo desportivo do "velho" continente dos dólares de Ross. 
Para já, e numa reacção à reunião de terça-feira, os clubes envolvidos apressaram-se a negar que o tema esteja a ser discutido. O Arsenal, por exemplo, garantiu que "nenhum dos clubes presentes na reunião esteve à procura de mudanças no panorama futebolístico europeu". Por isso, resta esperar e acompanhar o próximo capítulo do "espectáculo" de Stephen Ross, que, segundo avança a imprensa inglesa, segue agora negociações com Barcelona e Real Madrid.

nightcrowler

Citação de: MALU15 em 03 de Março de 2016, 14:00
Citação de: Glorificus em 03 de Março de 2016, 13:18
Citação de: MALU15 em 03 de Março de 2016, 10:32
A SAGA DAS MAIS VALIAS:

Esta história das mais valias está difícil de entender, apesar de já ter sido explicada por aqui muitas vezes, umas vezes bem, outras menos bem.

Contabilisticamente falando, os jogadores de futebol estão integrados no grupo de activos intangíveis, e tal como os activos tangíveis, são capitalizados, o que na prática significa que os custos de aquisição dos mesmos (valor base, prémios de assinatura, comissões, ...) não vão a custos num só ano mas sim ao longo dos vários anos de contrato do jogador, distribuindo assim os seus efeitos de forma linear pelo período em que exerce a sua actividade no clube, sendo assim o seu custo total amortizado por duodécimos, seguindo o método da linha reta, durante o período de vigência dos seus contratos de trabalho desportivo.

A adopção  destas políticas contabilísticas está descrita com rigor no R&C anual de 214/15 no ponto 2.5 Activos intangíveis do anexo (Pag. 75).

Seguindo estas políticas e critérios de amortização, os jogadores que integram o plantel de futebol são apresentados no Balanço da SAD, pelo seu valor líquido contabilístico à data da produção do balanço e na Demonstração de resultados pelo custo das amortizações desse período, na rubrica de Amortizações e perdas de imparidade de direitos de atletas.

No caso de um jogador chegar ao fim do contrato, por exemplo o caso do MAXI, o seu valor líquido contabilístico é sempre nulo, o que não acontece com outras situações de saídas sem ser por venda, e nestes casos será necessário registar perdas de imparidade de direitos de atletas, pelo valor líquido que esse activo ainda tiver no balanço.

Quando estamos a falar de vendas, há assim lugar ao apuramento da mais (ou menos) valias na venda, que não é nem mais nem menos do que a diferença positiva ou negativa entre o valor líquido contabilístico desse atleta no balanço no momento da venda e o valor bruto da venda, não incluindo aqui as despesas na venda, pois essas mesmo que existam são lançadas directamente em custos na rubrica de Gastos com transações de direitos de atletas, pois ao contrário das despesas ocorridas na aquisição ou na  renovação, não são capitalizadas, por ocorrerem já no fim da vida do bem.

Para além das mais (menos ) valias contabilísticas ainda podemos falar das mais (menos) valias fiscais, que são diferentes das contabilísticas por serem ajustadas com factores de correcção monetária, podendo ser ou não tributadas conforme exista ou não reinvestimento das mesmas na aquisição de novos atletas, de acordo com a legislação vigente.

Então quer dizer que os custos associados à venda não são descontados nestas contas? Agora percebo um pouco mais os negocio Mangala e outros do Porto. Obrigado.
Tecnicamente não, vão directamente a custos. Mas quem conhecer o detalhe destes custos pode depois apresentar cada mais valia corrigida com esse valor e apurar-se então o lucro (ou perda) nessa operação.

No caso por exemplo do Imbula, eles agora disseram que ainda não entrou nas contas a venda por 24M, e assim fica criada a ilusão de que no 3º trimestre o prejuízo transforma-se em lucro, quando na realidade não é isso que vai acontecer, pois se considerarmos que ele custou 20M, mais eventualmente as comissões da compra (não conheço valores) e como ele só tem 6 meses de amortizações, o valor líquido contabilístico em 31DEZ15, será muito perto dos 20M, se depois considerar-mos as comissões na venda, na realidade o lucro pode tender para zero ou até dar prejuízo, e isto sem contar com os juros suportados pela PSAD, pois isto foi um negócio à moda da Doyen, com financiamento assegurado por eles, mas que não resultou.


bom dia Malu.
uma nota: a venda de um jogador, na DR, aparece a venda total, certo? e nesse caso, efectivamente as contas da sad do Porto vão ficar positivas ao nível de demonstração de resultados.
no balanço a história é outra, mas se contabilizam os custos com a aquisição, também vão aparecer os custos com as vendas.
e se o Imbula aparece aí com os tais 24 milhões de vendas, é facturação deles no ano, logo o resultado vai aumentar nesse valor. parece-me, mas admito não saber o tratamento contabilistico dos passes dos jogadores.

mas se no Benfica existem 22 milhões de euros em vendas devido às vendas do Lima e o Cavaleiro, independentemente das mais valias geradas, então a venda do Imbula também vai aparecer.

a questão é que há movimentos na DR e há outros movimentos no balanço.

abraço e obrigado pelo esclarecimento!

Despertar

isto parece um topico sobre contabilidade.

eu gostava de saber é onda a tal contencao de custos e diminuicao do passivo em milhoes que se anunciou vezes sem conta?

JoaoPedroLopes

E eu onde está o abismo para o qual caminhamos desde 2004 e que é aventado vezes sem conta?

Despertar

Citação de: JoaoPedroLopes em 04 de Março de 2016, 09:45
E eu onde está o abismo para o qual caminhamos desde 2004 e que é aventado vezes sem conta?

posso citar o vieira que disse no verao qualquer coisa como isto ... ou mudavamos o rumo ou punhamos em causa o nosso futuro.
como resultado temos apenas um 8 no plantel e uns 6 mal amanhados
andamos a jogar com eliseu e almeida a laterais
pelo meio vendemos plantel e meio do melhor que ja tivemos em 100 anos e nem mossa fizemos no passivo

PS: desculpem la nao falar de regras contabilisticas  ^-^

JoaoPedroLopes

Esclarecido.

Portanto a tal contenção de custos aconteceu já que só temos um "8" no Plantel e uns 6 mal amanhados.

E o abismo?

E mesmo assim tendo um Presidente de merda, um Plantel de merda, um Treinador de merda e umas contas de merda com um Passivo de merda, conseguimos ter um Benfica vivo, na luta e de boa saúde. Ele há coisas.

PS: desculpem la não falar de regras contabilísticas  ^-^


terrorista

epah, vocês não ouviram o Vieira?  a redução do passivo vai ser com os 40M/ano da NOS.  como ainda não entrou nenhum dinheiro da NOS o passivo continua na mesma.  vamos lá ver o que vai ser inventado quando o dinheiro da NOS entrar..

Despertar

Citação de: JoaoPedroLopes em 04 de Março de 2016, 10:07
Esclarecido.

Portanto a tal contenção de custos aconteceu já que só temos um "8" no Plantel e uns 6 mal amanhados.

E o abismo?

E mesmo assim tendo um Presidente de merda, um Plantel de merda, um Treinador de merda e umas contas de merda com um Passivo de merda, conseguimos ter um Benfica vivo, na luta e de boa saúde. Ele há coisas.

PS: desculpem la não falar de regras contabilísticas  ^-^

viste a contencao? viste abater o passivo?
so vi anunciar o caos ou mudar o paradigma e agora NAO demos as mesmas condicoes ao RV.

"estar na luta"?!  Isto é o Benfica pa. Sorte dos milagres do RV.

MALU15

Citação de: JoaoPedroLopes em 04 de Março de 2016, 10:07
Esclarecido.

Portanto a tal contenção de custos aconteceu já que só temos um "8" no Plantel e uns 6 mal amanhados.

E o abismo?

E mesmo assim tendo um Presidente de merda, um Plantel de merda, um Treinador de merda e umas contas de merda com um Passivo de merda, conseguimos ter um Benfica vivo, na luta e de boa saúde. Ele há coisas.

PS: desculpem la não falar de regras contabilísticas  ^-^



JoaoPedroLopes,

Está descansado que podes dar um salto para o abismo (leia-se passivo) que está lá uma almofada de money de 27M.


                                                        31.12.15                                   30.06.15

Caixa e equivalentes de caixa            27.198                                      6.742

Despertar

Citação de: MALU15 em 04 de Março de 2016, 10:57
Citação de: JoaoPedroLopes em 04 de Março de 2016, 10:07
Esclarecido.

Portanto a tal contenção de custos aconteceu já que só temos um "8" no Plantel e uns 6 mal amanhados.

E o abismo?

E mesmo assim tendo um Presidente de merda, um Plantel de merda, um Treinador de merda e umas contas de merda com um Passivo de merda, conseguimos ter um Benfica vivo, na luta e de boa saúde. Ele há coisas.

PS: desculpem la não falar de regras contabilísticas  ^-^



JoaoPedroLopes,

Está descansado que podes dar um salto para o abismo (leia-se passivo) que está lá uma almofada de money de 27M.


                                                        31.12.15                                   30.06.15

Caixa e equivalentes de caixa            27.198                                      6.742

imagino que se vamos buscar o dinheiro em caixa e pra ser serios tambem vamos buscar as dividas a fornecedores nao?!

parte-se as analises financeiras so pro que nos dá jeito?

MALU15

Citação de: nightcrowler em 04 de Março de 2016, 09:06
Citação de: MALU15 em 03 de Março de 2016, 14:00
Citação de: Glorificus em 03 de Março de 2016, 13:18
Citação de: MALU15 em 03 de Março de 2016, 10:32
A SAGA DAS MAIS VALIAS:

Esta história das mais valias está difícil de entender, apesar de já ter sido explicada por aqui muitas vezes, umas vezes bem, outras menos bem.

Contabilisticamente falando, os jogadores de futebol estão integrados no grupo de activos intangíveis, e tal como os activos tangíveis, são capitalizados, o que na prática significa que os custos de aquisição dos mesmos (valor base, prémios de assinatura, comissões, ...) não vão a custos num só ano mas sim ao longo dos vários anos de contrato do jogador, distribuindo assim os seus efeitos de forma linear pelo período em que exerce a sua actividade no clube, sendo assim o seu custo total amortizado por duodécimos, seguindo o método da linha reta, durante o período de vigência dos seus contratos de trabalho desportivo.

A adopção  destas políticas contabilísticas está descrita com rigor no R&C anual de 214/15 no ponto 2.5 Activos intangíveis do anexo (Pag. 75).

Seguindo estas políticas e critérios de amortização, os jogadores que integram o plantel de futebol são apresentados no Balanço da SAD, pelo seu valor líquido contabilístico à data da produção do balanço e na Demonstração de resultados pelo custo das amortizações desse período, na rubrica de Amortizações e perdas de imparidade de direitos de atletas.

No caso de um jogador chegar ao fim do contrato, por exemplo o caso do MAXI, o seu valor líquido contabilístico é sempre nulo, o que não acontece com outras situações de saídas sem ser por venda, e nestes casos será necessário registar perdas de imparidade de direitos de atletas, pelo valor líquido que esse activo ainda tiver no balanço.

Quando estamos a falar de vendas, há assim lugar ao apuramento da mais (ou menos) valias na venda, que não é nem mais nem menos do que a diferença positiva ou negativa entre o valor líquido contabilístico desse atleta no balanço no momento da venda e o valor bruto da venda, não incluindo aqui as despesas na venda, pois essas mesmo que existam são lançadas directamente em custos na rubrica de Gastos com transações de direitos de atletas, pois ao contrário das despesas ocorridas na aquisição ou na  renovação, não são capitalizadas, por ocorrerem já no fim da vida do bem.

Para além das mais (menos ) valias contabilísticas ainda podemos falar das mais (menos) valias fiscais, que são diferentes das contabilísticas por serem ajustadas com factores de correcção monetária, podendo ser ou não tributadas conforme exista ou não reinvestimento das mesmas na aquisição de novos atletas, de acordo com a legislação vigente.

Então quer dizer que os custos associados à venda não são descontados nestas contas? Agora percebo um pouco mais os negocio Mangala e outros do Porto. Obrigado.
Tecnicamente não, vão directamente a custos. Mas quem conhecer o detalhe destes custos pode depois apresentar cada mais valia corrigida com esse valor e apurar-se então o lucro (ou perda) nessa operação.

No caso por exemplo do Imbula, eles agora disseram que ainda não entrou nas contas a venda por 24M, e assim fica criada a ilusão de que no 3º trimestre o prejuízo transforma-se em lucro, quando na realidade não é isso que vai acontecer, pois se considerarmos que ele custou 20M, mais eventualmente as comissões da compra (não conheço valores) e como ele só tem 6 meses de amortizações, o valor líquido contabilístico em 31DEZ15, será muito perto dos 20M, se depois considerar-mos as comissões na venda, na realidade o lucro pode tender para zero ou até dar prejuízo, e isto sem contar com os juros suportados pela PSAD, pois isto foi um negócio à moda da Doyen, com financiamento assegurado por eles, mas que não resultou.


bom dia Malu.
uma nota: a venda de um jogador, na DR, aparece a venda total, certo? e nesse caso, efectivamente as contas da sad do Porto vão ficar positivas ao nível de demonstração de resultados.
no balanço a história é outra, mas se contabilizam os custos com a aquisição, também vão aparecer os custos com as vendas.
e se o Imbula aparece aí com os tais 24 milhões de vendas, é facturação deles no ano, logo o resultado vai aumentar nesse valor. parece-me, mas admito não saber o tratamento contabilistico dos passes dos jogadores.

mas se no Benfica existem 22 milhões de euros em vendas devido às vendas do Lima e o Cavaleiro, independentemente das mais valias geradas, então a venda do Imbula também vai aparecer.

a questão é que há movimentos na DR e há outros movimentos no balanço.

abraço e obrigado pelo esclarecimento!
Não. Na D Resultados só transparecem as mais (menos) valias.No caso do Imbula como a mais valia deve ser residual se não for menos valia considerando todas as eventuais componentes da compra (comissões, juros ...), o efeito em resultados será muito baixo.

No caso dos dos 22M do Benfica são mesmo mais valias, que foram apuradas tendo em conta os valores de venda e os valores líquidos contabilísticos que deviam ser muito baixos, pois no caso do Lima, para alem do custo de aquisição não ter sido muito elevado, já estaria quase amortizado. No I Cavaleiro, como eram oriundo da formação, o valor contabilístico era meramente residual.

Tem em conta que as eventuais comissões na vena foram registadas na rubrica de Custos com transacções de  atletas (6.135).

MALU15

Citação de: Despertar em 04 de Março de 2016, 11:02
Citação de: MALU15 em 04 de Março de 2016, 10:57
Citação de: JoaoPedroLopes em 04 de Março de 2016, 10:07
Esclarecido.

Portanto a tal contenção de custos aconteceu já que só temos um "8" no Plantel e uns 6 mal amanhados.

E o abismo?

E mesmo assim tendo um Presidente de merda, um Plantel de merda, um Treinador de merda e umas contas de merda com um Passivo de merda, conseguimos ter um Benfica vivo, na luta e de boa saúde. Ele há coisas.

PS: desculpem la não falar de regras contabilísticas  ^-^



JoaoPedroLopes,

Está descansado que podes dar um salto para o abismo (leia-se passivo) que está lá uma almofada de money de 27M.


                                                        31.12.15                                   30.06.15

Caixa e equivalentes de caixa            27.198                                      6.742

imagino que se vamos buscar o dinheiro em caixa e pra ser serios tambem vamos buscar as dividas a fornecedores nao?!

parte-se as analises financeiras so pro que nos dá jeito?
Não meu caro, porque os níveis dos saldos de fornecedores são normais. Ou querias que a Sad praticasse má gestão, e pagasse saldos não vencidos ou até futuros!