As Finanças do Benfica

ivodaniello

Citação de: andoaleme em 20 de Setembro de 2017, 01:50
Citação de: ivodaniello em 20 de Setembro de 2017, 01:44
Citação de: FP3 em 20 de Setembro de 2017, 01:35
Citação de: BlankFile em 20 de Setembro de 2017, 01:32
Citação de: ivodaniello em 20 de Setembro de 2017, 01:30
Citação de: Nuno_SLB em 20 de Setembro de 2017, 01:26
Citação de: BlankFile em 20 de Setembro de 2017, 01:23
Citação de: Cloughie em 20 de Setembro de 2017, 01:18
Citação de: BlankFile em 20 de Setembro de 2017, 01:13
Citação de: BBpT em 20 de Setembro de 2017, 01:11
Citação de: ivodaniello em 20 de Setembro de 2017, 01:05
Citação de: redeagle7 em 20 de Setembro de 2017, 00:59
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 00:56
Citação de: Nuno_SLB em 20 de Setembro de 2017, 00:46
Citação de: BERNA_1961 em 20 de Setembro de 2017, 00:38
Gostaria que explicassem a subida dos gastos com o pessoal.
Para mais, no ano anterior chegamos aos quartos da CL. Este ano ficamos nos oitavos.
Resulta de quê um aumento tão significativo?

Simples, tiveste o Rafa, Carrillo, Cervi e o Zivkovic que subiram os gastos com o pessoal consideravelmente.

Um jogador que veio do Braga, outro que veio do Partizan, e outro ainda que veio do Rosário Central, vêm ganhar balúrdios? Sejamos sérios.

Ainda por cima quando no mesmo exercício tiveste a saída de Gaitán (topo salarial), Sílvio (emprestado, mas duvido que o AM lhe pagasse o ordenado), Djuricic (duvido que o Benfica lhe pagasse o ordenado todo, até porque é apanágio do clube emprestar jogadores a quem page o vencimento), Carcela, Taarabt (aqui deixo ao critério de cada um, pois não faço mesmo ideia da contribuição salarial do Génova), Talisca (Besiktas paga o vencimento)?

Pah..........

Eu sem saber era capaz de apostar que essa subida esteve mais ligada a alguns aumentos salariais em algumas renovações de contrato e provavelmente a um aumento considerável nos prémios correspondentes aos troféus ganhos.
Mas eu sou um nabo e não pesco nada disto.

Tem que ser nos prémios. Só pode, se não é algo muito estranho. Porque no primeiro semestre só íamos com 30M€ ou menos em gastos com pessoal.

Renovações significativas houveram do Ederson e Lindelof, mas tb não acredito que tenham ido ganhar mais do que o Salvio, por exemplo. Em todo o caso só aconteceram em Janeiro. Nessa altura também saiu Guedes.

No sentido contrário o Mitroglou quando assinou em definitivo tb baixou um pouco o ordenado.


o DSO já disse varias vezes em entrevistas que um dos objectivos é passar grande parte dos ordenados para premios por objectivos

Qual é o jogador que se vai sujeitar a esse tipo de contrato?

Não estamos nos anos 80...

Eu sei que não.

Mas nem todos vão aceitar esse tipo de contratos... se calhar a maioria mesmo.

olha o teu patrão chegar ao pé de ti e dizer, vou cortar 60 % do teu ordenado, mas se a empresa tiver um lucro de x % pago-te um prémio bom, se não atingir o objectivo, bola....

Devia ser lindo...

Acho que estás a ver a coisa pelo lado errado. Provavelmente o DSO não vai retirar parte de ordenados a ninguem. Agora quando chega a altura de renovações ou aquisições, em vez de dar um ordenado de 2 ou 2,5M€/ano, provavelmente oferece 1 ou 1,5 e mais 1 ou 2 em objectivos, uma coisa desse genero.

Aí o caso já muda um pouco de figura. Mesmo assim, um profissional de futebol quer o dele garantido na conta ao final do mês. Um contrato por objectivos, é sempre mais arriscado.

Por outro lado, também poderá servir como motivação extra para os jogadores darem mais às canetas. Mesmo assim, não acho que seja algo que se possa concretizar em larga escala.
Mas quais seriam os objectivos que poderias traçar? Ganhar troféus? Marcar golos para avançados? Fazer assistências para extremos? Não faltar aos treinos? Não levar vermelhos?
É que pensando mais aprofundado, é um bocado "coiso"  :confused:

Deverá ser caso a caso. Por exemplo quando o Football Leaks divulgou o contrato do Mitroglou lá falava em objectivos relativas a performance pessoal, jogo a jogo.
Mas dp mais coisas se devem juntar, especialmente para outros jogadores, como X jogos e acima de tudo titulos.

Os contratos de empréstimo, diferem da aquisição, até porque os primeiros têm por norma uma cláusula de compra, estando esta habitualmente dependente de objectivos a serem alcançados pelos atletas.

Esse contrato divulgado por esse site, foi de certeza o de empréstimo, referente à 1ª época dele cá.

Neste caso não tem nada a ver. Não havia obrigatoriedade do Benfica o adquirir, mesmo cumprindo todos os objectivos.
Esta parte dos prémios de jogo estava no seguimento dos valores que ele ia ganhar mensalmente (162k). Ou seja era a parte contratual exclusiva entre o Mitro e o Benfica.

Semper Fidelis

Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:37
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:18
Citação de: fmatos em 20 de Setembro de 2017, 01:11
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 00:47
Quem frequenta este tópico sabe que sou participante assíduo neste espaço, e que, não tendo originalmente formação académica na área, acabei, nos últimos anos, por me ver no papel de gestor de uma pequena empresa, e, como tal, acabei por procurar e obter formação na área de gestão e finanças.

Como tal, deixo a seguinte pergunta/desafio: alguém me consegue explicar quais as consequências (positivas) de recuperarmos os CP's? Isto é, qual a utilidade REAL (e não meramente técnica) de todos os sacrifícios que estamos (e pelos vistos iremos continuar) a fazer para ter resultados acumulados positivos que permitam anular os resultados acumulados negativos que fomos tendo?


Digo isto porque, se houve algo de que me fui apercebendo ao longo dos tempos enquanto fui aprofundando o meu conhecimento de finanças e contabilidade, é de que é uma área dominada, ad absurdum, por tecnocratas e pela tecnocracia. Pessoas (e entidades) que põem questões técnicas à frente da 'realidade real'.
Para mim o exemplo máximo disto é a questão 'vendas de jogadores da formação vs. vendas de jogadores que nos custaram dinheiro'. Porque é que acham que se dá prioridar às vendas dos Lindelofs e dos Semedos (poderia também falar em Edersons, Bernardos, Guedes, Cancelos, etc) em vez dos Salvios e dos Jimenez? O dinheiro que entra não é o mesmo (assumindo vendas iguais, claro)? É, claro que é. Se vendermos um Bernardo por 15M ou um Salvio por 15M, o dinheiro real que entra é o mesmo. A diferença está no conceito de "mais-valia", que não passa de um conceito meramente técnico sem correspondência na 'realidade real', mas que, devido às regras contabilísticas (escritas, claro está, por tecnocratas), embelezam muito as DR's.
Daí vir dizendo há muito que este Benfica actual é o triunfo dos tecnocratas. Primeiro as questões técnicas, depois a realidade. Se puderem coincidir, óptimo. Se não for possível.............sucks to be you, realidade.


But I digress.............

Respondendo à tua questão dos capitais próprios...

Do conhecimento que tenho da minha formação na área e pelo que ouvi, pessoalmente, o DSO dizer, na prática, uma SAD ter capitais próprios negativos não tem prejuízo nenhum a não ser estar, teorica e contabilisticamente, em falência técnica.

Obrigado.

Mas atenção, que penso estarmos a falar de coisas diferentes.
Uma coisa são CP's negativos - e isso concordo que é desejável evitar, mesmo tendo em conta que o Activo num clube de futebol é algo muito fluido, tendo em conta a natureza dos 'passes' de jogadores.
Outra coisa é o que nós pelos vistos estamos a tentar fazer, que é recuperar os CP's perdidos com os sucessivos resultados negativos. Ou seja, recuperar CP's até serem iguais ao capital social (115M, penso, mas alguém que me corrija, sff). Qual a utilidade REAL desta demanda?

Uma empresa com capitais próprios negativos, na prática, vale zero.

Isto é, os seus donos, se venderem tudo o que a empresa tem (activo) não chega para suprir as suas responsabilidades (passivo).

Quer isto dizer que quem investir numa empresa em falência técnica através, por exemplo, da compra de ações, está a comprar dívidas, pelo menos numa primeira fase.

E diz-se tecnicamente porque é uma fotografia à data, uma visão estática.

Com aumentos de capital a situação pode ser revertida. Pode ser através de investidores ou da incorporação de resultados no capital, que é o caso que está a suceder actualmente.

Recuperar os capitais próprios perdidos é, na prática, devolver o valor da empresa a quem a detém. Isso reflete-se, expurgados os efeitos especulativos, na cotação das ações e no valor de mercado da sociedade.

Se um dia, por exemplo, o clube decidir vender parte da sua participação na SAD irá conseguir receber um montante muito superior se o valor de mercado for uma referência, como deve ser.

Caso contrário, a falência técnica pode dar azo a que se queira vender a SAD por 1 euro (como há inúmeros casos) e ser um bom negócio para quem vende.

concordo com o que dizes
e isto é bom principalmente para os accionistas

reparem no evoluir da cotação » https://www.investing.com/equities/sport-lisboa-benf
estava estagnada e eis que depois de 9 de julho começou a subir e a subir

algo de importante aconteceu a 9 de julho???
SIM »»» http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/vieira-quer-recuperar-40-a-50-milhoes-em-capitais-proprios-este-ano.html

como já aqui tinha falado diversas vezes esta parte do discurso:
Citação
O Benfica tem de ter sempre resultados positivos e queremos, por isso, recuperar os capitais próprios da SAD o mais depressa possível, e pensamos que, este ano, podemos recuperar mais 40 ou 50 milhões de euros em capitais próprios. Queremos, no próximo ano, chegar à totalidade dos capitais próprios para termos outra estratégia que será, depois, anunciada

Maka

#60512
Citação de: DanAugusto em 20 de Setembro de 2017, 01:54
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:44
Continua a haver alguma confusão em relação ao que quis de facto dizer.

Nunca falei em CP's negativos, a questão nunca foi essa.
Apenas quis saber qual a real utilidade de, de repente e em tão pouco tempo, querermos recuperar os CP's todos que fomos perdendo desde que a SAD foi constituída. É que eles já são positivos (67M), e já o ano passado o eram (21M).

Por isso, volto a perguntar: tendo em conta que já há 2 (ou 3?) anos que temos CP's positivos, qual a utilidade real (e, já agora, qual a pressa) de continuar a querer recuperar CP's a este ritmo? Estará iminente a alienação de parte da SAD? É a única explicação racional que encontro para esta 'sede' repentina de recuperação de CP's até ao capital social.
Por lei os CP têm que ser superiores a 50% do CS, senão é necessário fazer um aumento de capital ou efectuar uma injecção de capital por parte dos acionistas dentro de um prazo controlado pela CMVM.
Neste momento já cumprimos essa regra e já não estamos em Falência Técnica.
Sei isso muito bem. Só que estivemos 'fora da lei' durante ANOS a fio. De repente temos de recuperar CP's em dois anos, nem que para isso tenhamos que desbaratar uma equipa sem contratar um único substituto que se veja? Um bocado suspeito, não?

Nuno_SLB

Citação de: rjsf em 20 de Setembro de 2017, 01:53
Alguem que me saiba explicar os 74,5 M€ de gastos com pessoal?obrigado

sei lá, mas tendo em conta que o SLB tem quase 100 jogadores com contrato profissional....

Red2802

Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:44
Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:37
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:18
Citação de: fmatos em 20 de Setembro de 2017, 01:11
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 00:47
Quem frequenta este tópico sabe que sou participante assíduo neste espaço, e que, não tendo originalmente formação académica na área, acabei, nos últimos anos, por me ver no papel de gestor de uma pequena empresa, e, como tal, acabei por procurar e obter formação na área de gestão e finanças.

Como tal, deixo a seguinte pergunta/desafio: alguém me consegue explicar quais as consequências (positivas) de recuperarmos os CP's? Isto é, qual a utilidade REAL (e não meramente técnica) de todos os sacrifícios que estamos (e pelos vistos iremos continuar) a fazer para ter resultados acumulados positivos que permitam anular os resultados acumulados negativos que fomos tendo?


Digo isto porque, se houve algo de que me fui apercebendo ao longo dos tempos enquanto fui aprofundando o meu conhecimento de finanças e contabilidade, é de que é uma área dominada, ad absurdum, por tecnocratas e pela tecnocracia. Pessoas (e entidades) que põem questões técnicas à frente da 'realidade real'.
Para mim o exemplo máximo disto é a questão 'vendas de jogadores da formação vs. vendas de jogadores que nos custaram dinheiro'. Porque é que acham que se dá prioridar às vendas dos Lindelofs e dos Semedos (poderia também falar em Edersons, Bernardos, Guedes, Cancelos, etc) em vez dos Salvios e dos Jimenez? O dinheiro que entra não é o mesmo (assumindo vendas iguais, claro)? É, claro que é. Se vendermos um Bernardo por 15M ou um Salvio por 15M, o dinheiro real que entra é o mesmo. A diferença está no conceito de "mais-valia", que não passa de um conceito meramente técnico sem correspondência na 'realidade real', mas que, devido às regras contabilísticas (escritas, claro está, por tecnocratas), embelezam muito as DR's.
Daí vir dizendo há muito que este Benfica actual é o triunfo dos tecnocratas. Primeiro as questões técnicas, depois a realidade. Se puderem coincidir, óptimo. Se não for possível.............sucks to be you, realidade.


But I digress.............

Respondendo à tua questão dos capitais próprios...

Do conhecimento que tenho da minha formação na área e pelo que ouvi, pessoalmente, o DSO dizer, na prática, uma SAD ter capitais próprios negativos não tem prejuízo nenhum a não ser estar, teorica e contabilisticamente, em falência técnica.

Obrigado.

Mas atenção, que penso estarmos a falar de coisas diferentes.
Uma coisa são CP's negativos - e isso concordo que é desejável evitar, mesmo tendo em conta que o Activo num clube de futebol é algo muito fluido, tendo em conta a natureza dos 'passes' de jogadores.
Outra coisa é o que nós pelos vistos estamos a tentar fazer, que é recuperar os CP's perdidos com os sucessivos resultados negativos. Ou seja, recuperar CP's até serem iguais ao capital social (115M, penso, mas alguém que me corrija, sff). Qual a utilidade REAL desta demanda?

Uma empresa com capitais próprios negativos, na prática, vale zero.

Isto é, os seus donos, se venderem tudo o que a empresa tem (activo) não chega para suprir as suas responsabilidades (passivo).

Quer isto dizer que quem investir numa empresa em falência técnica através, por exemplo, da compra de ações, está a comprar dívidas, pelo menos numa primeira fase.

E diz-se tecnicamente porque é uma fotografia à data, uma visão estática.

Com aumentos de capital a situação pode ser revertida. Pode ser através de investidores ou da incorporação de resultados no capital, que é o caso que está a suceder actualmente.

Recuperar os capitais próprios perdidos é, na prática, devolver o valor da empresa a quem a detém. Isso reflete-se, expurgados os efeitos especulativos, na cotação das ações e no valor de mercado da sociedade.

Se um dia, por exemplo, o clube decidir vender parte da sua participação na SAD irá conseguir receber um montante muito superior se o valor de mercado for uma referência, como deve ser.

Caso contrário, a falência técnica pode dar azo a que se queira vender a SAD por 1 euro (como há inúmeros casos) e ser um bom negócio para quem vende.

Continua a haver alguma confusão em relação ao que quis de facto dizer.

Nunca falei em CP's negativos, a questão nunca foi essa.
Apenas quis saber qual a real utilidade de, de repente e em tão pouco tempo, querermos recuperar os CP's todos que fomos perdendo desde que a SAD foi constituída. É que eles já são positivos (67M), e já o ano passado o eram (21M).

Por isso, volto a perguntar: tendo em conta que já há 2 (ou 3?) anos que temos CP's positivos, qual a utilidade real (e, já agora, qual a pressa) de continuar a querer recuperar CP's a este ritmo? Estará iminente a alienação de parte da SAD? É a única explicação racional que encontro para esta 'sede' repentina de recuperação de CP's até ao capital social.

A utilidade, em primeira instância, é aumentar o valor de mercado da SAD.

Se o clube tem lá 40%, quer dizer que investiu 40% de 115 milhões, ou seja, 46 milhões.

Ora, num processo de consolidação de contas, se o capital da SAD está em metade, o clube Sport Lisboa e Benfica tem que ter reflectido nas suas contas essa perda de valor. Normalmente isso faz-se registando uma imparidade do mesmo montante que tem impactos enormes nos resultados do próprio clube.

Se a SAD recuperar o seu capital social na totalidade, acontece o processo inverso no clube. Contabilisticamente, e, repito, se existir uma correcta consolidação de contas do grupo, o clube tem um proveito imediato, na mesma proporção, devido à eliminação da imparidade.

Maka

Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:58
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:44
Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:37
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:18
Citação de: fmatos em 20 de Setembro de 2017, 01:11
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 00:47
Quem frequenta este tópico sabe que sou participante assíduo neste espaço, e que, não tendo originalmente formação académica na área, acabei, nos últimos anos, por me ver no papel de gestor de uma pequena empresa, e, como tal, acabei por procurar e obter formação na área de gestão e finanças.

Como tal, deixo a seguinte pergunta/desafio: alguém me consegue explicar quais as consequências (positivas) de recuperarmos os CP's? Isto é, qual a utilidade REAL (e não meramente técnica) de todos os sacrifícios que estamos (e pelos vistos iremos continuar) a fazer para ter resultados acumulados positivos que permitam anular os resultados acumulados negativos que fomos tendo?


Digo isto porque, se houve algo de que me fui apercebendo ao longo dos tempos enquanto fui aprofundando o meu conhecimento de finanças e contabilidade, é de que é uma área dominada, ad absurdum, por tecnocratas e pela tecnocracia. Pessoas (e entidades) que põem questões técnicas à frente da 'realidade real'.
Para mim o exemplo máximo disto é a questão 'vendas de jogadores da formação vs. vendas de jogadores que nos custaram dinheiro'. Porque é que acham que se dá prioridar às vendas dos Lindelofs e dos Semedos (poderia também falar em Edersons, Bernardos, Guedes, Cancelos, etc) em vez dos Salvios e dos Jimenez? O dinheiro que entra não é o mesmo (assumindo vendas iguais, claro)? É, claro que é. Se vendermos um Bernardo por 15M ou um Salvio por 15M, o dinheiro real que entra é o mesmo. A diferença está no conceito de "mais-valia", que não passa de um conceito meramente técnico sem correspondência na 'realidade real', mas que, devido às regras contabilísticas (escritas, claro está, por tecnocratas), embelezam muito as DR's.
Daí vir dizendo há muito que este Benfica actual é o triunfo dos tecnocratas. Primeiro as questões técnicas, depois a realidade. Se puderem coincidir, óptimo. Se não for possível.............sucks to be you, realidade.


But I digress.............

Respondendo à tua questão dos capitais próprios...

Do conhecimento que tenho da minha formação na área e pelo que ouvi, pessoalmente, o DSO dizer, na prática, uma SAD ter capitais próprios negativos não tem prejuízo nenhum a não ser estar, teorica e contabilisticamente, em falência técnica.

Obrigado.

Mas atenção, que penso estarmos a falar de coisas diferentes.
Uma coisa são CP's negativos - e isso concordo que é desejável evitar, mesmo tendo em conta que o Activo num clube de futebol é algo muito fluido, tendo em conta a natureza dos 'passes' de jogadores.
Outra coisa é o que nós pelos vistos estamos a tentar fazer, que é recuperar os CP's perdidos com os sucessivos resultados negativos. Ou seja, recuperar CP's até serem iguais ao capital social (115M, penso, mas alguém que me corrija, sff). Qual a utilidade REAL desta demanda?

Uma empresa com capitais próprios negativos, na prática, vale zero.

Isto é, os seus donos, se venderem tudo o que a empresa tem (activo) não chega para suprir as suas responsabilidades (passivo).

Quer isto dizer que quem investir numa empresa em falência técnica através, por exemplo, da compra de ações, está a comprar dívidas, pelo menos numa primeira fase.

E diz-se tecnicamente porque é uma fotografia à data, uma visão estática.

Com aumentos de capital a situação pode ser revertida. Pode ser através de investidores ou da incorporação de resultados no capital, que é o caso que está a suceder actualmente.

Recuperar os capitais próprios perdidos é, na prática, devolver o valor da empresa a quem a detém. Isso reflete-se, expurgados os efeitos especulativos, na cotação das ações e no valor de mercado da sociedade.

Se um dia, por exemplo, o clube decidir vender parte da sua participação na SAD irá conseguir receber um montante muito superior se o valor de mercado for uma referência, como deve ser.

Caso contrário, a falência técnica pode dar azo a que se queira vender a SAD por 1 euro (como há inúmeros casos) e ser um bom negócio para quem vende.

Continua a haver alguma confusão em relação ao que quis de facto dizer.

Nunca falei em CP's negativos, a questão nunca foi essa.
Apenas quis saber qual a real utilidade de, de repente e em tão pouco tempo, querermos recuperar os CP's todos que fomos perdendo desde que a SAD foi constituída. É que eles já são positivos (67M), e já o ano passado o eram (21M).

Por isso, volto a perguntar: tendo em conta que já há 2 (ou 3?) anos que temos CP's positivos, qual a utilidade real (e, já agora, qual a pressa) de continuar a querer recuperar CP's a este ritmo? Estará iminente a alienação de parte da SAD? É a única explicação racional que encontro para esta 'sede' repentina de recuperação de CP's até ao capital social.

A utilidade, em primeira instância, é aumentar o valor de mercado da SAD.

Se o clube tem lá 40%, quer dizer que investiu 40% de 115 milhões, ou seja, 46 milhões.

Ora, num processo de consolidação de contas, se o capital da SAD está em metade, o clube Sport Lisboa e Benfica tem que ter reflectido nas suas contas essa perda de valor. Normalmente isso faz-se registando uma imparidade do mesmo montante que tem impactos enormes nos resultados do próprio clube.

Se a SAD recuperar o seu capital social na totalidade, acontece o processo inverso no clube. Contabilisticamente, e, repito, se existir uma correcta consolidação de contas do grupo, o clube tem um proveito imediato, na mesma proporção, devido à eliminação da imparidade.

E consequências reais e palpáveis (positivas/negativas) dessas questões? É que, até agora, apenas se confirma o que já tinha dito: não passam de questões técnicas que obedecem a regras contabilísticas. Se amanhã as regras de contabilidade forem alteradas, todas essas questões serão também elas alteradas. Mas a realidade continua a mesma.

Consequências reais, até agora, só vi uma: desinvestimento no plantel.

andoaleme

Citação de: ivodaniello em 20 de Setembro de 2017, 01:55
Citação de: andoaleme em 20 de Setembro de 2017, 01:50
Citação de: ivodaniello em 20 de Setembro de 2017, 01:44
Citação de: FP3 em 20 de Setembro de 2017, 01:35
Citação de: BlankFile em 20 de Setembro de 2017, 01:32
Citação de: ivodaniello em 20 de Setembro de 2017, 01:30
Citação de: Nuno_SLB em 20 de Setembro de 2017, 01:26
Citação de: BlankFile em 20 de Setembro de 2017, 01:23
Citação de: Cloughie em 20 de Setembro de 2017, 01:18
Citação de: BlankFile em 20 de Setembro de 2017, 01:13
Citação de: BBpT em 20 de Setembro de 2017, 01:11
Citação de: ivodaniello em 20 de Setembro de 2017, 01:05
Citação de: redeagle7 em 20 de Setembro de 2017, 00:59
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 00:56
Citação de: Nuno_SLB em 20 de Setembro de 2017, 00:46
Citação de: BERNA_1961 em 20 de Setembro de 2017, 00:38
Gostaria que explicassem a subida dos gastos com o pessoal.
Para mais, no ano anterior chegamos aos quartos da CL. Este ano ficamos nos oitavos.
Resulta de quê um aumento tão significativo?

Simples, tiveste o Rafa, Carrillo, Cervi e o Zivkovic que subiram os gastos com o pessoal consideravelmente.

Um jogador que veio do Braga, outro que veio do Partizan, e outro ainda que veio do Rosário Central, vêm ganhar balúrdios? Sejamos sérios.

Ainda por cima quando no mesmo exercício tiveste a saída de Gaitán (topo salarial), Sílvio (emprestado, mas duvido que o AM lhe pagasse o ordenado), Djuricic (duvido que o Benfica lhe pagasse o ordenado todo, até porque é apanágio do clube emprestar jogadores a quem page o vencimento), Carcela, Taarabt (aqui deixo ao critério de cada um, pois não faço mesmo ideia da contribuição salarial do Génova), Talisca (Besiktas paga o vencimento)?

Pah..........

Eu sem saber era capaz de apostar que essa subida esteve mais ligada a alguns aumentos salariais em algumas renovações de contrato e provavelmente a um aumento considerável nos prémios correspondentes aos troféus ganhos.
Mas eu sou um nabo e não pesco nada disto.

Tem que ser nos prémios. Só pode, se não é algo muito estranho. Porque no primeiro semestre só íamos com 30M€ ou menos em gastos com pessoal.

Renovações significativas houveram do Ederson e Lindelof, mas tb não acredito que tenham ido ganhar mais do que o Salvio, por exemplo. Em todo o caso só aconteceram em Janeiro. Nessa altura também saiu Guedes.

No sentido contrário o Mitroglou quando assinou em definitivo tb baixou um pouco o ordenado.


o DSO já disse varias vezes em entrevistas que um dos objectivos é passar grande parte dos ordenados para premios por objectivos

Qual é o jogador que se vai sujeitar a esse tipo de contrato?

Não estamos nos anos 80...

Eu sei que não.

Mas nem todos vão aceitar esse tipo de contratos... se calhar a maioria mesmo.

olha o teu patrão chegar ao pé de ti e dizer, vou cortar 60 % do teu ordenado, mas se a empresa tiver um lucro de x % pago-te um prémio bom, se não atingir o objectivo, bola....

Devia ser lindo...

Acho que estás a ver a coisa pelo lado errado. Provavelmente o DSO não vai retirar parte de ordenados a ninguem. Agora quando chega a altura de renovações ou aquisições, em vez de dar um ordenado de 2 ou 2,5M€/ano, provavelmente oferece 1 ou 1,5 e mais 1 ou 2 em objectivos, uma coisa desse genero.

Aí o caso já muda um pouco de figura. Mesmo assim, um profissional de futebol quer o dele garantido na conta ao final do mês. Um contrato por objectivos, é sempre mais arriscado.

Por outro lado, também poderá servir como motivação extra para os jogadores darem mais às canetas. Mesmo assim, não acho que seja algo que se possa concretizar em larga escala.
Mas quais seriam os objectivos que poderias traçar? Ganhar troféus? Marcar golos para avançados? Fazer assistências para extremos? Não faltar aos treinos? Não levar vermelhos?
É que pensando mais aprofundado, é um bocado "coiso"  :confused:

Deverá ser caso a caso. Por exemplo quando o Football Leaks divulgou o contrato do Mitroglou lá falava em objectivos relativas a performance pessoal, jogo a jogo.
Mas dp mais coisas se devem juntar, especialmente para outros jogadores, como X jogos e acima de tudo titulos.

Os contratos de empréstimo, diferem da aquisição, até porque os primeiros têm por norma uma cláusula de compra, estando esta habitualmente dependente de objectivos a serem alcançados pelos atletas.

Esse contrato divulgado por esse site, foi de certeza o de empréstimo, referente à 1ª época dele cá.

Neste caso não tem nada a ver. Não havia obrigatoriedade do Benfica o adquirir, mesmo cumprindo todos os objectivos.
Esta parte dos prémios de jogo estava no seguimento dos valores que ele ia ganhar mensalmente (162k). Ou seja era a parte contratual exclusiva entre o Mitro e o Benfica.
Desconheço o conteúdo do contrato, não posso aferir a existência ou não de cláusula obrigatória de aquisição, caso o atleta cumprisse os objectivos acordados.

Não me referi a prémios de jogo, mas por objectivos, p.ex. realização de x jogos como titular, ou y jogos de participação no jogo ou determinada competição, número de golos marcados etc.

Semper Fidelis

Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:58
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:44
Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:37
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:18
Citação de: fmatos em 20 de Setembro de 2017, 01:11
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 00:47
Quem frequenta este tópico sabe que sou participante assíduo neste espaço, e que, não tendo originalmente formação académica na área, acabei, nos últimos anos, por me ver no papel de gestor de uma pequena empresa, e, como tal, acabei por procurar e obter formação na área de gestão e finanças.

Como tal, deixo a seguinte pergunta/desafio: alguém me consegue explicar quais as consequências (positivas) de recuperarmos os CP's? Isto é, qual a utilidade REAL (e não meramente técnica) de todos os sacrifícios que estamos (e pelos vistos iremos continuar) a fazer para ter resultados acumulados positivos que permitam anular os resultados acumulados negativos que fomos tendo?


Digo isto porque, se houve algo de que me fui apercebendo ao longo dos tempos enquanto fui aprofundando o meu conhecimento de finanças e contabilidade, é de que é uma área dominada, ad absurdum, por tecnocratas e pela tecnocracia. Pessoas (e entidades) que põem questões técnicas à frente da 'realidade real'.
Para mim o exemplo máximo disto é a questão 'vendas de jogadores da formação vs. vendas de jogadores que nos custaram dinheiro'. Porque é que acham que se dá prioridar às vendas dos Lindelofs e dos Semedos (poderia também falar em Edersons, Bernardos, Guedes, Cancelos, etc) em vez dos Salvios e dos Jimenez? O dinheiro que entra não é o mesmo (assumindo vendas iguais, claro)? É, claro que é. Se vendermos um Bernardo por 15M ou um Salvio por 15M, o dinheiro real que entra é o mesmo. A diferença está no conceito de "mais-valia", que não passa de um conceito meramente técnico sem correspondência na 'realidade real', mas que, devido às regras contabilísticas (escritas, claro está, por tecnocratas), embelezam muito as DR's.
Daí vir dizendo há muito que este Benfica actual é o triunfo dos tecnocratas. Primeiro as questões técnicas, depois a realidade. Se puderem coincidir, óptimo. Se não for possível.............sucks to be you, realidade.


But I digress.............

Respondendo à tua questão dos capitais próprios...

Do conhecimento que tenho da minha formação na área e pelo que ouvi, pessoalmente, o DSO dizer, na prática, uma SAD ter capitais próprios negativos não tem prejuízo nenhum a não ser estar, teorica e contabilisticamente, em falência técnica.

Obrigado.

Mas atenção, que penso estarmos a falar de coisas diferentes.
Uma coisa são CP's negativos - e isso concordo que é desejável evitar, mesmo tendo em conta que o Activo num clube de futebol é algo muito fluido, tendo em conta a natureza dos 'passes' de jogadores.
Outra coisa é o que nós pelos vistos estamos a tentar fazer, que é recuperar os CP's perdidos com os sucessivos resultados negativos. Ou seja, recuperar CP's até serem iguais ao capital social (115M, penso, mas alguém que me corrija, sff). Qual a utilidade REAL desta demanda?

Uma empresa com capitais próprios negativos, na prática, vale zero.

Isto é, os seus donos, se venderem tudo o que a empresa tem (activo) não chega para suprir as suas responsabilidades (passivo).

Quer isto dizer que quem investir numa empresa em falência técnica através, por exemplo, da compra de ações, está a comprar dívidas, pelo menos numa primeira fase.

E diz-se tecnicamente porque é uma fotografia à data, uma visão estática.

Com aumentos de capital a situação pode ser revertida. Pode ser através de investidores ou da incorporação de resultados no capital, que é o caso que está a suceder actualmente.

Recuperar os capitais próprios perdidos é, na prática, devolver o valor da empresa a quem a detém. Isso reflete-se, expurgados os efeitos especulativos, na cotação das ações e no valor de mercado da sociedade.

Se um dia, por exemplo, o clube decidir vender parte da sua participação na SAD irá conseguir receber um montante muito superior se o valor de mercado for uma referência, como deve ser.

Caso contrário, a falência técnica pode dar azo a que se queira vender a SAD por 1 euro (como há inúmeros casos) e ser um bom negócio para quem vende.

Continua a haver alguma confusão em relação ao que quis de facto dizer.

Nunca falei em CP's negativos, a questão nunca foi essa.
Apenas quis saber qual a real utilidade de, de repente e em tão pouco tempo, querermos recuperar os CP's todos que fomos perdendo desde que a SAD foi constituída. É que eles já são positivos (67M), e já o ano passado o eram (21M).

Por isso, volto a perguntar: tendo em conta que já há 2 (ou 3?) anos que temos CP's positivos, qual a utilidade real (e, já agora, qual a pressa) de continuar a querer recuperar CP's a este ritmo? Estará iminente a alienação de parte da SAD? É a única explicação racional que encontro para esta 'sede' repentina de recuperação de CP's até ao capital social.

A utilidade, em primeira instância, é aumentar o valor de mercado da SAD.

Se o clube tem lá 40%, quer dizer que investiu 40% de 115 milhões, ou seja, 46 milhões.

Ora, num processo de consolidação de contas, se o capital da SAD está em metade, o clube Sport Lisboa e Benfica tem que ter reflectido nas suas contas essa perda de valor. Normalmente isso faz-se registando uma imparidade do mesmo montante que tem impactos enormes nos resultados do próprio clube.

Se a SAD recuperar o seu capital social na totalidade, acontece o processo inverso no clube. Contabilisticamente, e, repito, se existir uma correcta consolidação de contas do grupo, o clube tem um proveito imediato, na mesma proporção, devido à eliminação da imparidade.

uma pergunta: se a cotação das acções da SAD subirem tendo o clube 40% das mesmas é uma subida do lado dos activos, certo?

dessa forma mais facilmente se recuperariam os capitais próprios pois os mesmos se se calculam pela diferença ACTIVO - PASSIVO nesse caso a parcela ACTIVO estaria a ser valorizada tornando o balanço mais positivo

rjsf

Citação de: Nuno_SLB em 20 de Setembro de 2017, 01:58
Citação de: rjsf em 20 de Setembro de 2017, 01:53
Alguem que me saiba explicar os 74,5 M€ de gastos com pessoal?obrigado

sei lá, mas tendo em conta que o SLB tem quase 100 jogadores com contrato profissional....
Mesmo assim não acham que é muito????

Red2802

Citação de: DanAugusto em 20 de Setembro de 2017, 01:54
Continua a haver alguma confusão em relação ao que quis de facto dizer.

Nunca falei em CP's negativos, a questão nunca foi essa.
Apenas quis saber qual a real utilidade de, de repente e em tão pouco tempo, querermos recuperar os CP's todos que fomos perdendo desde que a SAD foi constituída. É que eles já são positivos (67M), e já o ano passado o eram (21M).

Por isso, volto a perguntar: tendo em conta que já há 2 (ou 3?) anos que temos CP's positivos, qual a utilidade real (e, já agora, qual a pressa) de continuar a querer recuperar CP's a este ritmo? Estará iminente a alienação de parte da SAD? É a única explicação racional que encontro para esta 'sede' repentina de recuperação de CP's até ao capital social.
Por lei os CP têm que ser superiores a 50% do CS, senão é necessário fazer um aumento de capital ou efectuar uma injecção de capital por parte dos acionistas dentro de um prazo controlado pela CMVM.
Neste momento já cumprimos essa regra e já não estamos em Falência Técnica.
[/quote]

Não é bem assim.

Falência técnica quer dizer capitais próprios negativos.

Podes estar a incumprir o art 35 do Código das Sociedades Comerciais e não estar em falência técnica. Basta que os capitais próprios correspondam apenas a, por exemplo, 40% do capital social. Quer dizer que perdeste 60% do capital, não estás em falência técnica mas estas a incumprir o referido artigo. Estás numa trajectória perigosa, digamos assim.

O objectivo deste artigo, que "obriga" a reforçar os capitais próprios, é evitar que as empresas se descapitalizem até a um ponto de dificl retorno. Evitar que cheguem à tal falência técnica.

Red2802

Citação de: Semper Fidelis em 20 de Setembro de 2017, 02:04
Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:58
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:44
Citação de: Red2802 em 20 de Setembro de 2017, 01:37
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 01:18
Citação de: fmatos em 20 de Setembro de 2017, 01:11
Citação de: Maka em 20 de Setembro de 2017, 00:47
Quem frequenta este tópico sabe que sou participante assíduo neste espaço, e que, não tendo originalmente formação académica na área, acabei, nos últimos anos, por me ver no papel de gestor de uma pequena empresa, e, como tal, acabei por procurar e obter formação na área de gestão e finanças.

Como tal, deixo a seguinte pergunta/desafio: alguém me consegue explicar quais as consequências (positivas) de recuperarmos os CP's? Isto é, qual a utilidade REAL (e não meramente técnica) de todos os sacrifícios que estamos (e pelos vistos iremos continuar) a fazer para ter resultados acumulados positivos que permitam anular os resultados acumulados negativos que fomos tendo?


Digo isto porque, se houve algo de que me fui apercebendo ao longo dos tempos enquanto fui aprofundando o meu conhecimento de finanças e contabilidade, é de que é uma área dominada, ad absurdum, por tecnocratas e pela tecnocracia. Pessoas (e entidades) que põem questões técnicas à frente da 'realidade real'.
Para mim o exemplo máximo disto é a questão 'vendas de jogadores da formação vs. vendas de jogadores que nos custaram dinheiro'. Porque é que acham que se dá prioridar às vendas dos Lindelofs e dos Semedos (poderia também falar em Edersons, Bernardos, Guedes, Cancelos, etc) em vez dos Salvios e dos Jimenez? O dinheiro que entra não é o mesmo (assumindo vendas iguais, claro)? É, claro que é. Se vendermos um Bernardo por 15M ou um Salvio por 15M, o dinheiro real que entra é o mesmo. A diferença está no conceito de "mais-valia", que não passa de um conceito meramente técnico sem correspondência na 'realidade real', mas que, devido às regras contabilísticas (escritas, claro está, por tecnocratas), embelezam muito as DR's.
Daí vir dizendo há muito que este Benfica actual é o triunfo dos tecnocratas. Primeiro as questões técnicas, depois a realidade. Se puderem coincidir, óptimo. Se não for possível.............sucks to be you, realidade.


But I digress.............

Respondendo à tua questão dos capitais próprios...

Do conhecimento que tenho da minha formação na área e pelo que ouvi, pessoalmente, o DSO dizer, na prática, uma SAD ter capitais próprios negativos não tem prejuízo nenhum a não ser estar, teorica e contabilisticamente, em falência técnica.

Obrigado.

Mas atenção, que penso estarmos a falar de coisas diferentes.
Uma coisa são CP's negativos - e isso concordo que é desejável evitar, mesmo tendo em conta que o Activo num clube de futebol é algo muito fluido, tendo em conta a natureza dos 'passes' de jogadores.
Outra coisa é o que nós pelos vistos estamos a tentar fazer, que é recuperar os CP's perdidos com os sucessivos resultados negativos. Ou seja, recuperar CP's até serem iguais ao capital social (115M, penso, mas alguém que me corrija, sff). Qual a utilidade REAL desta demanda?

Uma empresa com capitais próprios negativos, na prática, vale zero.

Isto é, os seus donos, se venderem tudo o que a empresa tem (activo) não chega para suprir as suas responsabilidades (passivo).

Quer isto dizer que quem investir numa empresa em falência técnica através, por exemplo, da compra de ações, está a comprar dívidas, pelo menos numa primeira fase.

E diz-se tecnicamente porque é uma fotografia à data, uma visão estática.

Com aumentos de capital a situação pode ser revertida. Pode ser através de investidores ou da incorporação de resultados no capital, que é o caso que está a suceder actualmente.

Recuperar os capitais próprios perdidos é, na prática, devolver o valor da empresa a quem a detém. Isso reflete-se, expurgados os efeitos especulativos, na cotação das ações e no valor de mercado da sociedade.

Se um dia, por exemplo, o clube decidir vender parte da sua participação na SAD irá conseguir receber um montante muito superior se o valor de mercado for uma referência, como deve ser.

Caso contrário, a falência técnica pode dar azo a que se queira vender a SAD por 1 euro (como há inúmeros casos) e ser um bom negócio para quem vende.

Continua a haver alguma confusão em relação ao que quis de facto dizer.

Nunca falei em CP's negativos, a questão nunca foi essa.
Apenas quis saber qual a real utilidade de, de repente e em tão pouco tempo, querermos recuperar os CP's todos que fomos perdendo desde que a SAD foi constituída. É que eles já são positivos (67M), e já o ano passado o eram (21M).

Por isso, volto a perguntar: tendo em conta que já há 2 (ou 3?) anos que temos CP's positivos, qual a utilidade real (e, já agora, qual a pressa) de continuar a querer recuperar CP's a este ritmo? Estará iminente a alienação de parte da SAD? É a única explicação racional que encontro para esta 'sede' repentina de recuperação de CP's até ao capital social.

A utilidade, em primeira instância, é aumentar o valor de mercado da SAD.

Se o clube tem lá 40%, quer dizer que investiu 40% de 115 milhões, ou seja, 46 milhões.

Ora, num processo de consolidação de contas, se o capital da SAD está em metade, o clube Sport Lisboa e Benfica tem que ter reflectido nas suas contas essa perda de valor. Normalmente isso faz-se registando uma imparidade do mesmo montante que tem impactos enormes nos resultados do próprio clube.

Se a SAD recuperar o seu capital social na totalidade, acontece o processo inverso no clube. Contabilisticamente, e, repito, se existir uma correcta consolidação de contas do grupo, o clube tem um proveito imediato, na mesma proporção, devido à eliminação da imparidade.

uma pergunta: se a cotação das acções da SAD subirem tendo o clube 40% das mesmas é uma subida do lado dos activos, certo?

dessa forma mais facilmente se recuperariam os capitais próprios pois os mesmos se se calculam pela diferença ACTIVO - PASSIVO nesse caso a parcela ACTIVO estaria a ser valorizada tornando o balanço mais positivo

A valorização da SAD tem efeitos directos no balanço do clube, porque tem um activo valorizado, neste caso uma participação numa empresa (a SAD).

|OnE|

Estive a ler umas páginas para trás e a justificação dos gastos com pessoal ser prémios por vencer troféus não faz grande sentido.
No primeiro ano de RV o Benfica ganhou Campeonato e Taça da Liga. Quartos finais da CL.
No segundo ganhou Supertaça, Campeonato e Taça de Portugal. Oitavos finais da CL.


Isto justifica 13M de diferença?

ricardofslp

Citação de: BlankFile em 19 de Setembro de 2017, 21:51
Citação de: Dr.Lecter em 19 de Setembro de 2017, 21:45
Pelos vistos já concluímos a renegociação dos termos do contrato com a NOS.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/desporto/detalhe/benfica-e-nos-concluem-com-sucesso-renegociacao-do-contrato-televisivo

Cheira-me a "bye bye Emirates" e "Hello NOS", para o patrocínio das camisolas.

Porra! O simbolo da Emirates encaixava bem com as nossas camisolas.

BlankFile

Citação de: ricardofslp em 20 de Setembro de 2017, 02:53
Citação de: BlankFile em 19 de Setembro de 2017, 21:51
Citação de: Dr.Lecter em 19 de Setembro de 2017, 21:45
Pelos vistos já concluímos a renegociação dos termos do contrato com a NOS.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/desporto/detalhe/benfica-e-nos-concluem-com-sucesso-renegociacao-do-contrato-televisivo

Cheira-me a "bye bye Emirates" e "Hello NOS", para o patrocínio das camisolas.

Porra! O simbolo da Emirates encaixava bem com as nossas camisolas.

Mera especulação da minha parte. Até poderemos renovar com eles. Espero que sim.

ricardofslp

Citação de: BlankFile em 20 de Setembro de 2017, 02:55
Citação de: ricardofslp em 20 de Setembro de 2017, 02:53
Citação de: BlankFile em 19 de Setembro de 2017, 21:51
Citação de: Dr.Lecter em 19 de Setembro de 2017, 21:45
Pelos vistos já concluímos a renegociação dos termos do contrato com a NOS.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/desporto/detalhe/benfica-e-nos-concluem-com-sucesso-renegociacao-do-contrato-televisivo

Cheira-me a "bye bye Emirates" e "Hello NOS", para o patrocínio das camisolas.

Porra! O simbolo da Emirates encaixava bem com as nossas camisolas.

Mera especulação da minha parte. Até poderemos renovar com eles. Espero que sim.

Sim pelo teu comentário eu percebi que era especulação. O meu problema foi o artigo... Vão aumentar os acordos logo vão patrocinar de alguma forma. Podiam era despejar uns 10 milhões ano no naming do estádio.
Já agora o patrocínio do seixal também deve estar a acabar.