As Finanças do Benfica

tecoteco

#66030
Citação de: mojo_j0jo em 22 de Setembro de 2018, 21:37
Citação de: tecoteco em 22 de Setembro de 2018, 21:20
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 19:43
Citação de: STORM_13 em 22 de Setembro de 2018, 19:13
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:17
A nova taxa de luxo que a FIFA está a pensar implementar dará uma importância ainda maior ao CFC.

Qual taxa?

A FIFA com o apoio do Director do CIES está a planear implementar um algoritmo que defina um preço fixo nas transferências de jogadores.
Segundo a FIFA querem ter mais controlo e transparência no movimento de milhares de milhões de euros nas janelas de transferência.

Para atingirem este propósito estudaram já mais de 5000 transferências entre 2011 e 2018. Analisaram vários factores como idade do jogador, liga onde joga, sucessos da sua equipa e selecção para o qual ele joga, golos, duração do contrato, posição onde joga, etc....

Por exemplo avaliaram que o Ronaldo de acordo com o algoritmo valeria 103.4M enquanto a Juve pagou 100M. Avaliaram que o Neymar valia 210M e não os 222M que o PSG pagou.

Já trabalharm inclusive com o Benfica e Chelsea, além do Man City.

O que acontece então se um clube pagar 80M, quando o algoritmo indica claramente que vale apenas 50M ?

Nesse caso a FIFA permite que a transferência se faça, contudo aplicará uma "taxa de luxo" pelos 30M acima do seu valor, que irão ser canalizados para o Clube que o formou.

por um lado isso impede transferências como as do Vera e Benitez, e outros tantos.

por outro lado a existir fica algo subjectivo.. o Renato Sanches tinha vários clubes a pagar os 35M€ e duvido que a fórmula naquele momento (com 6 meses de jogos de Benfica A, e antes do europeu) desse o valor de 35M€. Mas nesse caso como o Benfica é formador e vendedor receberia sempre o valor por inteiro. o Caso do Anderson do Porto -> Man. United é paradigmático dessa situação. Em 6 meses inflacionou para 30M€, e por esse método da fórmula tal nunca aconteceria.

a restrição das comissões dos jogadores, ou serem pagas ao longo do contrato, ou então serem custo do jogador, é uma boa medida.

Por último isso poderá obrigar os clubes a manter mais tempo os jovens talentos, para valorizarem.
Para nós não acredito minimamente que seja bom .

Porque nós na UEFA nunca fazemos nada de o campeonato português é miserável .

Nós vendemos os nosso miúdos sempre inflacionados , com um preço bem acima do seu real valor no momento .



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a ferramenta do CIES tem falhas na avaliação de muitas transferências:

basta analisar o relatório do último mercado
http://www.football-observatory.com/IMG/sites/b5wp/2018/232/en/


Para eles o Kepa valia 35M€ e não 80M€. ok, foi exagerado
O Courtois em vez de 40M€, valia 62,5M€... ok, valia mais... mas só tinha 1 anos de contrato. ninguém pagaria os 62,5M€, e abaixo desse valor de referência já seria possível vender sem o tal imposto para clube formador.

voltando às transferências inflacionadas (alguns exemplos):
Kehrer para o PSG 17M€ em vez de 37M€? Nunca o Schalke vendia
Mina do Barça para Everton. 13M€ em vez de 32M€? Nunca o Barça venderia
Meret do Napoles para Udinese. 7M€ em vez de 25M€, nunca o Napoles venderia
Cancelo... valencia para Juventus. 23M€ em vez de 40M€? Nunca o valência venderia, e nesse caso o excesso de 17M€ seria para o Benfica? :)

e além disso querem limitar o nº de emprestados.

CitriC

Citação de: tecoteco em 22 de Setembro de 2018, 21:50
Citação de: mojo_j0jo em 22 de Setembro de 2018, 21:37
Citação de: tecoteco em 22 de Setembro de 2018, 21:20
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 19:43
Citação de: STORM_13 em 22 de Setembro de 2018, 19:13
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:17
A nova taxa de luxo que a FIFA está a pensar implementar dará uma importância ainda maior ao CFC.

Qual taxa?

A FIFA com o apoio do Director do CIES está a planear implementar um algoritmo que defina um preço fixo nas transferências de jogadores.
Segundo a FIFA querem ter mais controlo e transparência no movimento de milhares de milhões de euros nas janelas de transferência.

Para atingirem este propósito estudaram já mais de 5000 transferências entre 2011 e 2018. Analisaram vários factores como idade do jogador, liga onde joga, sucessos da sua equipa e selecção para o qual ele joga, golos, duração do contrato, posição onde joga, etc....

Por exemplo avaliaram que o Ronaldo de acordo com o algoritmo valeria 103.4M enquanto a Juve pagou 100M. Avaliaram que o Neymar valia 210M e não os 222M que o PSG pagou.

Já trabalharm inclusive com o Benfica e Chelsea, além do Man City.

O que acontece então se um clube pagar 80M, quando o algoritmo indica claramente que vale apenas 50M ?

Nesse caso a FIFA permite que a transferência se faça, contudo aplicará uma "taxa de luxo" pelos 30M acima do seu valor, que irão ser canalizados para o Clube que o formou.

por um lado isso impede transferências como as do Vera e Benitez, e outros tantos.

por outro lado a existir fica algo subjectivo.. o Renato Sanches tinha vários clubes a pagar os 35M€ e duvido que a fórmula naquele momento (com 6 meses de jogos de Benfica A, e antes do europeu) desse o valor de 35M€. Mas nesse caso como o Benfica é formador e vendedor receberia sempre o valor por inteiro. o Caso do Anderson do Porto -> Man. United é paradigmático dessa situação. Em 6 meses inflacionou para 30M€, e por esse método da fórmula tal nunca aconteceria.

a restrição das comissões dos jogadores, ou serem pagas ao longo do contrato, ou então serem custo do jogador, é uma boa medida.

Por último isso poderá obrigar os clubes a manter mais tempo os jovens talentos, para valorizarem.
Para nós não acredito minimamente que seja bom .

Porque nós na UEFA nunca fazemos nada de o campeonato português é miserável .

Nós vendemos os nosso miúdos sempre inflacionados , com um preço bem acima do seu real valor no momento .



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basta analisar o relatório do último mercado
http://www.football-observatory.com/IMG/sites/b5wp/2018/232/en/


Para eles o Kepa valia 35M€ e não 80M€. ok, foi exagerado
O Courtois em vez de 40M€, valia 62,5M€... ok, valia mais... mas só tinha 1 anos de contrato. ninguém pagaria os 62,5M€, e abaixo desse valor de referência já seria possível vender sem o tal imposto para clube formador.

voltando às transferências inflacionadas (alguns exemplos):
Kehrer para o PSG 17M€ em vez de 37M€? Nunca o Schalke vendia
Mina do Barça para Everton. 13M€ em vez de 32M€? Nunca o Barça venderia
Meret do Napoles para Udinese. 7M€ em vez de 25M€, nunca o Napoles venderia
Cancelo... valencia para Juventus. 23M€ em vez de 40M€? Nunca o valência venderia, e nesse caso o excesso de 17M€ seria para o Benfica? :)

e além disso querem limitar o nº de emprestados.

Só pelas comissões e por dificultar negócios como Vera e outros quejandos já me parece um bom passo.


Não me parece ser presunção deles inventar um sistema perfeito, mas sim melhorar o que existe actualmente.
Um problema que não é colocado é a parte mental, que no futebol tem muita importância. Ou seja o desporto é psicológico.

Um jogador com moral em cima, com confiança mesmo que seja tecnicamente pior que outro que esteja com falta de confiança vale mais pois contribui normalmente mais para a equipa. O algoritmo não consegue representar essa variável.

No entanto a taxa não é impeditiva..o Clube que o quiser comprar pagará apenas um pouco mais por ele. Além do mais sabemos que por vezes um valor de um jogador pode realmente subir muito porque há concorrência entre clubes para o contratar..é um leilão no final. Quem der mais compra-o e isso também não faz parte do algoritmo.


Se a lei for para a frente os Clubes formadores ficam a ganhar.

tecoteco

Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 22:14
Citação de: tecoteco em 22 de Setembro de 2018, 21:50
Citação de: mojo_j0jo em 22 de Setembro de 2018, 21:37
Citação de: tecoteco em 22 de Setembro de 2018, 21:20
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 19:43
Citação de: STORM_13 em 22 de Setembro de 2018, 19:13
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:17
A nova taxa de luxo que a FIFA está a pensar implementar dará uma importância ainda maior ao CFC.

Qual taxa?

A FIFA com o apoio do Director do CIES está a planear implementar um algoritmo que defina um preço fixo nas transferências de jogadores.
Segundo a FIFA querem ter mais controlo e transparência no movimento de milhares de milhões de euros nas janelas de transferência.

Para atingirem este propósito estudaram já mais de 5000 transferências entre 2011 e 2018. Analisaram vários factores como idade do jogador, liga onde joga, sucessos da sua equipa e selecção para o qual ele joga, golos, duração do contrato, posição onde joga, etc....

Por exemplo avaliaram que o Ronaldo de acordo com o algoritmo valeria 103.4M enquanto a Juve pagou 100M. Avaliaram que o Neymar valia 210M e não os 222M que o PSG pagou.

Já trabalharm inclusive com o Benfica e Chelsea, além do Man City.

O que acontece então se um clube pagar 80M, quando o algoritmo indica claramente que vale apenas 50M ?

Nesse caso a FIFA permite que a transferência se faça, contudo aplicará uma "taxa de luxo" pelos 30M acima do seu valor, que irão ser canalizados para o Clube que o formou.

por um lado isso impede transferências como as do Vera e Benitez, e outros tantos.

por outro lado a existir fica algo subjectivo.. o Renato Sanches tinha vários clubes a pagar os 35M€ e duvido que a fórmula naquele momento (com 6 meses de jogos de Benfica A, e antes do europeu) desse o valor de 35M€. Mas nesse caso como o Benfica é formador e vendedor receberia sempre o valor por inteiro. o Caso do Anderson do Porto -> Man. United é paradigmático dessa situação. Em 6 meses inflacionou para 30M€, e por esse método da fórmula tal nunca aconteceria.

a restrição das comissões dos jogadores, ou serem pagas ao longo do contrato, ou então serem custo do jogador, é uma boa medida.

Por último isso poderá obrigar os clubes a manter mais tempo os jovens talentos, para valorizarem.
Para nós não acredito minimamente que seja bom .

Porque nós na UEFA nunca fazemos nada de o campeonato português é miserável .

Nós vendemos os nosso miúdos sempre inflacionados , com um preço bem acima do seu real valor no momento .



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a ferramenta do CIES tem falhas na avaliação de muitas transferências:

basta analisar o relatório do último mercado
http://www.football-observatory.com/IMG/sites/b5wp/2018/232/en/


Para eles o Kepa valia 35M€ e não 80M€. ok, foi exagerado
O Courtois em vez de 40M€, valia 62,5M€... ok, valia mais... mas só tinha 1 anos de contrato. ninguém pagaria os 62,5M€, e abaixo desse valor de referência já seria possível vender sem o tal imposto para clube formador.

voltando às transferências inflacionadas (alguns exemplos):
Kehrer para o PSG 17M€ em vez de 37M€? Nunca o Schalke vendia
Mina do Barça para Everton. 13M€ em vez de 32M€? Nunca o Barça venderia
Meret do Napoles para Udinese. 7M€ em vez de 25M€, nunca o Napoles venderia
Cancelo... valencia para Juventus. 23M€ em vez de 40M€? Nunca o valência venderia, e nesse caso o excesso de 17M€ seria para o Benfica? :)

e além disso querem limitar o nº de emprestados.

Só pelas comissões e por dificultar negócios como Vera e outros quejandos já me parece um bom passo.


Não me parece ser presunção deles inventar um sistema perfeito, mas sim melhorar o que existe actualmente.
Um problema que não é colocado é a parte mental, que no futebol tem muita importância. Ou seja o desporto é psicológico.

Um jogador com moral em cima, com confiança mesmo que seja tecnicamente pior que outro que esteja com falta de confiança vale mais pois contribui normalmente mais para a equipa. O algoritmo não consegue representar essa variável.

No entanto a taxa não é impeditiva..o Clube que o quiser comprar pagará apenas um pouco mais por ele. Além do mais sabemos que por vezes um valor de um jogador pode realmente subir muito porque há concorrência entre clubes para o contratar..é um leilão no final. Quem der mais compra-o e isso também não faz parte do algoritmo.


Se a lei for para a frente os Clubes formadores ficam a ganhar.

pelo que se sabe não é bem uma taxa.

exemplo do cancelo:

acima de 23M€ é para os clubes formadores mesmo que a Juventus decida pagar 40M€, 50M€ ou 60M€.

ou seja, o valência não vende. Ponto final.

tcardoso

É uma taxa, não é o valor total acima de X. Deve ser uns 10%/15% do valor acima para o clube formador.

golfdreamer

Citação de: MALU15 em 22 de Setembro de 2018, 17:37
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:20
Citação de: MALU15 em 22 de Setembro de 2018, 00:06
Como hoje não estive por aqui não tive oportunidade de intervir na discussão que foi travada nestes últimos posts. Eis algumas das respostas que posso encontrar para algumas questões que foram focadas por vários users.

Em relação ao nível de despesas financeiras não se verificou uma grande redução porque a operação da NOS só foi feita em Março (último trimestre do ano) daí que os custos reflectem ainda a situação dos outros 9 meses, pelo que a redução só será mais significativa em 2018/19.

Em relação ao valor dos rendimentos financeiros, a informação divulgada não possibilita que se possam extrair grandes conclusões, mas apenas mandar palpites, mas é muito natural que o rendimento tenha sido gerado por ter havido um desfasamento da operação de desconto em relação à data efectiva em que a liquidação dos empréstimos e project finance ocorreu.

Como podemos ver pelo balanço continua a manter-se a rubrica de derivados (cerca de 6M) a qual se refere aos custos (juros ) do Swap que tinha sido  contratado para cobertura do risco da subida da taxa de juro do Project Finance, quando era expectável que este processo tivesse sido arrumado com a liquidação dos empréstimos, se não o foi é porque esta questão ainda estará em negociação com os bancos.

Uma explicação cabal a muitas das questões em aberto, só poderá ser dada quando for publicado o R&C completo, com base nas notas explicativas do anexo, designadamente a composição da função financeira, o detalhe de rubricas saco como outro passivos que possam ajudar a compreender os valores apresentados, pois têm certamente diferimentos.


Se tiveres paciência poderias explicar isto melhor? Não consegui perceber...
As operação de desconto dos direitos da NOS pode ter ocorrido algum tempo antes das operações de liquidação dos empréstimos e Projecto finance, por envolverem negociações com Bancos, o que terá originado um período de semanas ou meses em que o cash foi aplicado.

E em umas semanas gerámos cerca de 4 ou 5M!? Acreditas mesmo nisso?
É que se for assim que apliquem esses 100M, em um ano abatemos o passivo todo!

golfdreamer

Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:16
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:17
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 15:31
Citação de: golfdreamer em 21 de Setembro de 2018, 15:16
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:59
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 16:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:18
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 15:27
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 14:42
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 13:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 11:49
Resultado extremamente positivo tendo em conta que a única  venda de monta que fizemos até 30/6 foi a do João Carvalho.

A expectativa é que, com a venda do Talisca em Janeiro e a perspectiva de realização de uma excelente soma com o Raul, somadas à entrada das receitas da Champions (esperemos que acrescida de prémios de vitórias também), bem como à renovação do patrocínio com a Emirates, possamos ter um mais um exercício extraordinariamente positivo com o reflexo nas contas de 18/19.

Seria interessante, logo que possível, sem que isso prejudique a qualidade da equipa, liquidar um dos EO que temos sem a respectiva renovação.
Tendo por base os valores de balanço, e abatendo à dívida financeira de 170ME a parte do empréstimo da CGD que valerá hoje cerca de 3,8M e que tem um patrocínio como contrapartida, e uma parte referente a locações financeiras e acréscimo de juros vencidos mas não pagos dos 3 EO`s, podemos dizer que a dívida financeira a valores nominais se resumirá aos 3 EO`s no valor de 155ME (50+60+45) os quais se vencerão em Maio19, Abril20 e Agosto21 com uma taxa média de 4,08% (juros anuais de 6,4ME), são hoje o único veículo de financiamento da actividade de todo o Grupo Benfica.

Nesta conformidade, não se alterando de forma significativa as condições do mercado, é certo que os EO`s continuarão a ser a base de financiamento do Grupo, e se a actividade continuar a gerar meios libertos, como já estão garantidos neste exercício de 2018/19, só fará sentido que o Grupo  renove o(s) empréstimo(s) que se vão vencendo, evitando como é óbvio situações críticas de tesouraria, caso continue a efectuar os investimentos que considere necessários para melhorar a competitividade da equipa.

Será assim expectável que possa haver uma redução do endividamento, podendo a situação retomar-se quando e se necessário.

Malu, achas possível realizar esse abatimento de um EO já em Maio de 2019? Ou, pelo menos, não o renovar na sua totalidade? É que temos Talisca, Jimenez, Seferovic, Carrillo e Jovic, isto só em excedentários, para realizar muito dinheiro em transferências.

Sem contar com uma expectável venda de um ou dois jogadores habitualmente titulares.

Diria que, sendo campeões, poderemos ter condições para realizar esse abatimento ao passivo remunerado já em Maio, renovando depois o de 60M. Isto sem prejudicar a qualidade do plantel.
Ainda que a libertação de fundos esteja muito dependente das datas de pagamento acordadas nas vendas futuras, há que considerar que no Balanço actual temos cerca de 100ME de saldos clientes com predominância dos saldos correntes e que temos também cerca de 70ME de saldos em dívida perante fornecedores, podemos dizer que a situação ficará compensada e com folga.

Pensando agora nas entradas certas neste exercício, teremos garantidos no mínimo os cerca de 50ME da CL, cujo excesso em relação ao ano de 2017/18 pode situar-se nos 30ME , o que só por si compensará o menor encaixe da operação da NOS, por ter sido antecipada em grande parte. Restam depois os encaixes certos dos outros rendimentos operacionais, os quais serão suficientes para assegurar a totalidade dos pagamentos referentes aos gastos e perdas operacionais (excluindo os cerca de 11ME de amortizações), e que rondarão os cerca de 105/110ME.

Nesta realidade assim projectada ficarão disponíveis todos os encaixes de vendas que referiste, bem como outros que possam ocorrer com proveniência da nossa fábrica de talentos integrando ou não já o actual plantel. Certamente que o DSO ao elaborar os orçamentos previsionais para os próximos 2 anos não deixou de traçar alguns cenários deste tipo, de modo a melhorar a sustentabilidade financeira do Grupo Benfica.

Então, se as coisas correrem como planeado, podemos concluir que paulatinamente nos estamos (finalmente) a afastar do espectro da necessidade da venda de jogadores e de dizimar plantéis vencedores?

É que com o talento que sai do CFC e com uma gestão desportiva sustentada, diria que será possível, num horizonte de médio prazo, tentar fechar o gap que existe entre o Benfica e as melhores equipas europeias, mesmo que sem os mesmos argumentos no mercado.

Olho para os jogos da Champions de ontem e vejo Cancelo, Lindelöf, Renato, Bernardo e Guedes de início em equipas de topo e só posso ter fé que num horizonte de 10 anos uma fornada desse tipo se junte toda a jogar no Benfica.
É realmente assim como dizes, mas não esquecer que cada vez é mais importante vencer a Liga e fazer campanhas razoáveis na CL para não baixarmos no ranking o qual é determinante para se conseguirem  valores de partida da ordem dos 43M.

Em relação às vendas dos talentos que referiste, tb temos de reconhecer que o momento em que  os encaixes ocorreram, e por mais que não gostemos, foi crucial para nos encontrarmos agora nesta posição de vantagem em relação aos nossos principais concorrentes.

A ver se percebi bem:

Com o encaixe da Champions, que compensa e possivelmente excede o não recebimento dos valores antecipados da NOS, acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo, estaremos em condições de cobrir os gastos com a actividade da SAD (operacionais), "sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel.

Grosso modo, é isto, certo?

Mais uma vez, o título desta época reveste-se de enorme importância, isto para que possamos manter as receitas da Champions em valores muito elevados. E já agora convinha ganhar uns jogos na Champions esta época também.

Não percebo muito bem como chegam a essas conclusões.

Passivo corrente: 60M a fornecedores, 53M outros passivos, 99M Empréstimos
Activo corrente: 77M clientes, 15M outros activos, 7.5M Caixa

Não sei quanto dos outros passivos e empréstimos vamos pagar se algum. Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber.

Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M. Esperamos ganhar bem mais na Europa, mas vamos receber menos da NOS e este plantel vai ser pelo menos uns 10M mais caro a nível salarial, fora prémios desportivos aos atletas que esperamos vir a ter que pagar.

Fora isto são menos cerca 40M em perdas de imparidade, menos uns 15M em Juros, ou seja teríamos que ir buscar uns 40M a algum lado.
Duvido que as transferências não sejam apenas para reforço do plantel e abater divida.

Alguém me poderia explicar os resultados financeiros? Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?
De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?
Estas duas variáveis estarão directamente relacionadas? como?

golfdreamer,

"Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber."

Pelos 99M percebes logo que é relativo na maioria aos dois EOs de 2015-2018, cujo reembolso foi feito entretanto em Julho, e o de 2016-2019 cujo reembolso será feito no dia 3 de Maio de 2019, ou seja 45+50M

Portanto o que se passará muito provavelmente é deixares de ver > 90M no passivo corrente para não corrente.

Quanto aos 53M é possível que esteja incluido uma referência aos créditos cedidos dos nossos direitos televisivos.

Quanto ao Ativo corrente não incluirá as receitas da UEFA que temos a receber. Aliás no dia 30 de Junho de 2018 nem sabiamos se iriamos competir na Liga Europa ou Liga dos Campeões.


"Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M."

Tivemos um resultado operaconal de 5M este ano, se os custos não subirem muito, nomeadamente com os salários dos nossos atletas, com o aumento das receitas da UEFA (pode ser superior se ganharmos jogos e passarmos aos oitavos) e com a renovação do contrato com a Emirates (será que houve aumento do valor?) é possível.

" Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?"

Não, pois o contrato celebrado com as IF's foi feito 3 meses antes do fecho do exercício.


"De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?"

É esperar pelo R&C completo.

1 - Entendo mas mesmo retirando esses  90M. Temos a "pagamento" 113M bem mais do que temos a receber.
Para mim não faz muito sentido estarmos a trazer ganhos desta época para a conversa porque assim também teríamos que trazer os custos, salários etc.

Aquilo que foi dito foi isto:
"acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
Eu não percebo muito de finanças e o R&C final ainda nao foi apresentado mas não creio que isto corresponda à verdade, com os dados que temos.

2 - Eu não acredito muito, mesmo com a renegociação da Emirates não estou a ver o novo contrato ser significativamente melhor, até porque estamos numa péssima posição para negociar novos contratos. Este plantel é significativamente mais caro que o do ano passado e pagando prémios aos jogadores vamos ver um aumento significativo nos custos.

3 -  Pois o juros até já baixaram bastante, não nos podemos esquecer que em 2014 pagamos 23.7M em juros, actualmente pagamos menos 5M.
Sobre este ponto tenho outra questão... alguém sabe se os custos com factoring dos 100M vão ser pagos por inteiro ou amortizados ao longo do tempo? Ninguém vai adiantar os 100M de borla... é que se for a segunda opção, que analisando os 18.5M deste ano é o que faz mais sentido, não vamos ver uma redução drástica dos juros mas progressiva ao longo dos anos de contrato do factoring. Faz sentido?

4 - Pois, estou curioso em saber.

Sim, mas há custos como por exemplo salariais (subsídio de férias ou de natal) que se encontram no passivo corrente, nomeadamente na rúbrica Outros passivos (53M).

Creio também que nesse passivo também se encontram valores correspondentes a créditos futuros relativos ao contrato celebrado com a NOS.

Concordando contigo que não deveriamos falar de ganhos correspondentes a esta época e nesse aspecto é verdade que temos um passivo corrente maior que ativo corrente o que é negativo.
Temos contudo que ter uma visão mais ampla e reconhecer que ao passivo corrente temos que somar outros gastos correntes (Gastos com o pessoal + serviços externos) e perceber se são compensadas com o ativo corrente + outras receitas como a International Cup + UEFA, etc.

O Passivo corrente significa que tem o prazo mximo de 1 ano. Podemos pressupor que o Talisca por exemplo, que neste momento está emprestado, seja vendido e que uma parcela da transferência seja recebida durante este exercício e usada como pagamento a um fornecedor específico.

Espero que tenhas razão e que paguemos bons prémios :) É verdade que o plantel é bem mais caro que o do ano passado. No entanto imaginando que teriamos um custo entre salarios e prémios de 80M(aumento de 13M), entre outros aumentos de custos, pode muito bem ser compensado com os oitavos da LC, onde houve o aumento do premio dos 1/8 (9.5M) onde houve o aumento do premio de vitoria. Imaginemos 10pontos (3V 1E) ou seja seriam 9M a mais que a época passado perfazendo 18M, o que se soma ainda os 27.2M que recebemos a mais que a época passada por sermos a oitava equipa com melhor ranking na LC, já para não falar do cachet da International Champions Cup que deverá ter sido cerca de 3M



Mais uma vez está a tentar justificar a diferença entre passivo corrente e activo corrente com receitas que POSSIVELMENTE podem ocorrer no futuro. O Talisca também era quase garantido que ia ser vendido o ano passado.
Para mim é um erro fazer estes julgamentos. Temos que analisar as contas como elas são e aquando da elaboração deste relatório tínhamos mais dividas a curto prazo do que a receber.

Não percebi a questão dos 27.2M, nós não somos a 8a equipa no ranking da UEFA a participar na Champions. Nunca ouvi falar deste prémio... de onde vem?

Mesmo chegando a esses 45M se retirarmos os salários e menos aquilo que vamos a receber a menos da NOS não vai dar para cobrir as perdas financeiras e as amortizações dos passes.
Por isso é que acho que vamos continuar a depender das vendas para equilibrar as contas.
Estamos a melhorar e a ser cada vez mais financeiramente independentes, mas diria que ainda vai demorar mais uns aninhos.

Aslio

Citação de: tcardoso em 22 de Setembro de 2018, 23:08
É uma taxa, não é o valor total acima de X. Deve ser uns 10%/15% do valor acima para o clube formador.
Exactamente. Foi isso mesmo que disseram na notícia, não é o valor total em excesso (acima do estipulado pelo algoritmo).

Adivinhem para onde irá grande parte da taxa...

MALU15

Citação de: golfdreamer em 24 de Setembro de 2018, 13:53
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:16
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:17
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 15:31
Citação de: golfdreamer em 21 de Setembro de 2018, 15:16
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:59
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 16:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:18
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 15:27
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 14:42
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 13:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 11:49
Resultado extremamente positivo tendo em conta que a única  venda de monta que fizemos até 30/6 foi a do João Carvalho.

A expectativa é que, com a venda do Talisca em Janeiro e a perspectiva de realização de uma excelente soma com o Raul, somadas à entrada das receitas da Champions (esperemos que acrescida de prémios de vitórias também), bem como à renovação do patrocínio com a Emirates, possamos ter um mais um exercício extraordinariamente positivo com o reflexo nas contas de 18/19.

Seria interessante, logo que possível, sem que isso prejudique a qualidade da equipa, liquidar um dos EO que temos sem a respectiva renovação.
Tendo por base os valores de balanço, e abatendo à dívida financeira de 170ME a parte do empréstimo da CGD que valerá hoje cerca de 3,8M e que tem um patrocínio como contrapartida, e uma parte referente a locações financeiras e acréscimo de juros vencidos mas não pagos dos 3 EO`s, podemos dizer que a dívida financeira a valores nominais se resumirá aos 3 EO`s no valor de 155ME (50+60+45) os quais se vencerão em Maio19, Abril20 e Agosto21 com uma taxa média de 4,08% (juros anuais de 6,4ME), são hoje o único veículo de financiamento da actividade de todo o Grupo Benfica.

Nesta conformidade, não se alterando de forma significativa as condições do mercado, é certo que os EO`s continuarão a ser a base de financiamento do Grupo, e se a actividade continuar a gerar meios libertos, como já estão garantidos neste exercício de 2018/19, só fará sentido que o Grupo  renove o(s) empréstimo(s) que se vão vencendo, evitando como é óbvio situações críticas de tesouraria, caso continue a efectuar os investimentos que considere necessários para melhorar a competitividade da equipa.

Será assim expectável que possa haver uma redução do endividamento, podendo a situação retomar-se quando e se necessário.

Malu, achas possível realizar esse abatimento de um EO já em Maio de 2019? Ou, pelo menos, não o renovar na sua totalidade? É que temos Talisca, Jimenez, Seferovic, Carrillo e Jovic, isto só em excedentários, para realizar muito dinheiro em transferências.

Sem contar com uma expectável venda de um ou dois jogadores habitualmente titulares.

Diria que, sendo campeões, poderemos ter condições para realizar esse abatimento ao passivo remunerado já em Maio, renovando depois o de 60M. Isto sem prejudicar a qualidade do plantel.
Ainda que a libertação de fundos esteja muito dependente das datas de pagamento acordadas nas vendas futuras, há que considerar que no Balanço actual temos cerca de 100ME de saldos clientes com predominância dos saldos correntes e que temos também cerca de 70ME de saldos em dívida perante fornecedores, podemos dizer que a situação ficará compensada e com folga.

Pensando agora nas entradas certas neste exercício, teremos garantidos no mínimo os cerca de 50ME da CL, cujo excesso em relação ao ano de 2017/18 pode situar-se nos 30ME , o que só por si compensará o menor encaixe da operação da NOS, por ter sido antecipada em grande parte. Restam depois os encaixes certos dos outros rendimentos operacionais, os quais serão suficientes para assegurar a totalidade dos pagamentos referentes aos gastos e perdas operacionais (excluindo os cerca de 11ME de amortizações), e que rondarão os cerca de 105/110ME.

Nesta realidade assim projectada ficarão disponíveis todos os encaixes de vendas que referiste, bem como outros que possam ocorrer com proveniência da nossa fábrica de talentos integrando ou não já o actual plantel. Certamente que o DSO ao elaborar os orçamentos previsionais para os próximos 2 anos não deixou de traçar alguns cenários deste tipo, de modo a melhorar a sustentabilidade financeira do Grupo Benfica.

Então, se as coisas correrem como planeado, podemos concluir que paulatinamente nos estamos (finalmente) a afastar do espectro da necessidade da venda de jogadores e de dizimar plantéis vencedores?

É que com o talento que sai do CFC e com uma gestão desportiva sustentada, diria que será possível, num horizonte de médio prazo, tentar fechar o gap que existe entre o Benfica e as melhores equipas europeias, mesmo que sem os mesmos argumentos no mercado.

Olho para os jogos da Champions de ontem e vejo Cancelo, Lindelöf, Renato, Bernardo e Guedes de início em equipas de topo e só posso ter fé que num horizonte de 10 anos uma fornada desse tipo se junte toda a jogar no Benfica.
É realmente assim como dizes, mas não esquecer que cada vez é mais importante vencer a Liga e fazer campanhas razoáveis na CL para não baixarmos no ranking o qual é determinante para se conseguirem  valores de partida da ordem dos 43M.

Em relação às vendas dos talentos que referiste, tb temos de reconhecer que o momento em que  os encaixes ocorreram, e por mais que não gostemos, foi crucial para nos encontrarmos agora nesta posição de vantagem em relação aos nossos principais concorrentes.

A ver se percebi bem:

Com o encaixe da Champions, que compensa e possivelmente excede o não recebimento dos valores antecipados da NOS, acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo, estaremos em condições de cobrir os gastos com a actividade da SAD (operacionais), "sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel.

Grosso modo, é isto, certo?

Mais uma vez, o título desta época reveste-se de enorme importância, isto para que possamos manter as receitas da Champions em valores muito elevados. E já agora convinha ganhar uns jogos na Champions esta época também.

Não percebo muito bem como chegam a essas conclusões.

Passivo corrente: 60M a fornecedores, 53M outros passivos, 99M Empréstimos
Activo corrente: 77M clientes, 15M outros activos, 7.5M Caixa

Não sei quanto dos outros passivos e empréstimos vamos pagar se algum. Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber.

Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M. Esperamos ganhar bem mais na Europa, mas vamos receber menos da NOS e este plantel vai ser pelo menos uns 10M mais caro a nível salarial, fora prémios desportivos aos atletas que esperamos vir a ter que pagar.

Fora isto são menos cerca 40M em perdas de imparidade, menos uns 15M em Juros, ou seja teríamos que ir buscar uns 40M a algum lado.
Duvido que as transferências não sejam apenas para reforço do plantel e abater divida.

Alguém me poderia explicar os resultados financeiros? Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?
De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?
Estas duas variáveis estarão directamente relacionadas? como?

golfdreamer,

"Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber."

Pelos 99M percebes logo que é relativo na maioria aos dois EOs de 2015-2018, cujo reembolso foi feito entretanto em Julho, e o de 2016-2019 cujo reembolso será feito no dia 3 de Maio de 2019, ou seja 45+50M

Portanto o que se passará muito provavelmente é deixares de ver > 90M no passivo corrente para não corrente.

Quanto aos 53M é possível que esteja incluido uma referência aos créditos cedidos dos nossos direitos televisivos.

Quanto ao Ativo corrente não incluirá as receitas da UEFA que temos a receber. Aliás no dia 30 de Junho de 2018 nem sabiamos se iriamos competir na Liga Europa ou Liga dos Campeões.


"Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M."

Tivemos um resultado operaconal de 5M este ano, se os custos não subirem muito, nomeadamente com os salários dos nossos atletas, com o aumento das receitas da UEFA (pode ser superior se ganharmos jogos e passarmos aos oitavos) e com a renovação do contrato com a Emirates (será que houve aumento do valor?) é possível.

" Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?"

Não, pois o contrato celebrado com as IF's foi feito 3 meses antes do fecho do exercício.


"De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?"

É esperar pelo R&C completo.

1 - Entendo mas mesmo retirando esses  90M. Temos a "pagamento" 113M bem mais do que temos a receber.
Para mim não faz muito sentido estarmos a trazer ganhos desta época para a conversa porque assim também teríamos que trazer os custos, salários etc.

Aquilo que foi dito foi isto:
"acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
Eu não percebo muito de finanças e o R&C final ainda nao foi apresentado mas não creio que isto corresponda à verdade, com os dados que temos.

2 - Eu não acredito muito, mesmo com a renegociação da Emirates não estou a ver o novo contrato ser significativamente melhor, até porque estamos numa péssima posição para negociar novos contratos. Este plantel é significativamente mais caro que o do ano passado e pagando prémios aos jogadores vamos ver um aumento significativo nos custos.

3 -  Pois o juros até já baixaram bastante, não nos podemos esquecer que em 2014 pagamos 23.7M em juros, actualmente pagamos menos 5M.
Sobre este ponto tenho outra questão... alguém sabe se os custos com factoring dos 100M vão ser pagos por inteiro ou amortizados ao longo do tempo? Ninguém vai adiantar os 100M de borla... é que se for a segunda opção, que analisando os 18.5M deste ano é o que faz mais sentido, não vamos ver uma redução drástica dos juros mas progressiva ao longo dos anos de contrato do factoring. Faz sentido?

4 - Pois, estou curioso em saber.

Sim, mas há custos como por exemplo salariais (subsídio de férias ou de natal) que se encontram no passivo corrente, nomeadamente na rúbrica Outros passivos (53M).

Creio também que nesse passivo também se encontram valores correspondentes a créditos futuros relativos ao contrato celebrado com a NOS.

Concordando contigo que não deveriamos falar de ganhos correspondentes a esta época e nesse aspecto é verdade que temos um passivo corrente maior que ativo corrente o que é negativo.
Temos contudo que ter uma visão mais ampla e reconhecer que ao passivo corrente temos que somar outros gastos correntes (Gastos com o pessoal + serviços externos) e perceber se são compensadas com o ativo corrente + outras receitas como a International Cup + UEFA, etc.

O Passivo corrente significa que tem o prazo mximo de 1 ano. Podemos pressupor que o Talisca por exemplo, que neste momento está emprestado, seja vendido e que uma parcela da transferência seja recebida durante este exercício e usada como pagamento a um fornecedor específico.

Espero que tenhas razão e que paguemos bons prémios :) É verdade que o plantel é bem mais caro que o do ano passado. No entanto imaginando que teriamos um custo entre salarios e prémios de 80M(aumento de 13M), entre outros aumentos de custos, pode muito bem ser compensado com os oitavos da LC, onde houve o aumento do premio dos 1/8 (9.5M) onde houve o aumento do premio de vitoria. Imaginemos 10pontos (3V 1E) ou seja seriam 9M a mais que a época passado perfazendo 18M, o que se soma ainda os 27.2M que recebemos a mais que a época passada por sermos a oitava equipa com melhor ranking na LC, já para não falar do cachet da International Champions Cup que deverá ter sido cerca de 3M



Mais uma vez está a tentar justificar a diferença entre passivo corrente e activo corrente com receitas que POSSIVELMENTE podem ocorrer no futuro. O Talisca também era quase garantido que ia ser vendido o ano passado.
Para mim é um erro fazer estes julgamentos. Temos que analisar as contas como elas são e aquando da elaboração deste relatório tínhamos mais dividas a curto prazo do que a receber.

Não percebi a questão dos 27.2M, nós não somos a 8a equipa no ranking da UEFA a participar na Champions. Nunca ouvi falar deste prémio... de onde vem?

Mesmo chegando a esses 45M se retirarmos os salários e menos aquilo que vamos a receber a menos da NOS não vai dar para cobrir as perdas financeiras e as amortizações dos passes.
Por isso é que acho que vamos continuar a depender das vendas para equilibrar as contas.
Estamos a melhorar e a ser cada vez mais financeiramente independentes, mas diria que ainda vai demorar mais uns aninhos.

Está aqui a explicação da formação do bolo próximo dos 43M.

Citação de: MALU15 em 14 de Maio de 2018, 10:52
Ora já é certo que o Chelsea e Arsenal estão fora da CL.


O clube da Luz terá assim acesso à Liga dos Campeões e poderá vir a arrecadar 42,5 milhões de euros caso chegue à fase dos grupos. O valor está influenciado pelas novas regras da UEFA que atribuem prémios maiores aos clubes no topo do ranking. A receita ainda não é garantida. O Benfica terá de disputar uma pré-eliminatória e um playoff para marcar presença na fase de grupos da prova milionária. As novas regras da UEFA prevêem que, ao montante fixo de 15 milhões de euros atribuído a cada equipa, se some um valor variável em função da classificação. Essa classificação é feita com base no coeficiente de cada clube no ranking da UEFA ao longo dos últimos 10 anos. No caso do Benfica, se os clubes ingleses Chelsea e Arsenal não chegarem à Liga dos Campeões, isso significará que as águias terão assegurados 42,5 milhões de euros de receitas. As contas do Negócios apontam um valor ligeiramente superior para o Porto, o campeão deste ano, que terá acesso garantido à fase de grupos: 43,6 milhões de euros.

CitriC

Citação de: golfdreamer em 24 de Setembro de 2018, 13:53
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:16
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:17
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 15:31
Citação de: golfdreamer em 21 de Setembro de 2018, 15:16
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:59
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 16:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:18
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 15:27
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 14:42
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 13:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 11:49
Resultado extremamente positivo tendo em conta que a única  venda de monta que fizemos até 30/6 foi a do João Carvalho.

A expectativa é que, com a venda do Talisca em Janeiro e a perspectiva de realização de uma excelente soma com o Raul, somadas à entrada das receitas da Champions (esperemos que acrescida de prémios de vitórias também), bem como à renovação do patrocínio com a Emirates, possamos ter um mais um exercício extraordinariamente positivo com o reflexo nas contas de 18/19.

Seria interessante, logo que possível, sem que isso prejudique a qualidade da equipa, liquidar um dos EO que temos sem a respectiva renovação.
Tendo por base os valores de balanço, e abatendo à dívida financeira de 170ME a parte do empréstimo da CGD que valerá hoje cerca de 3,8M e que tem um patrocínio como contrapartida, e uma parte referente a locações financeiras e acréscimo de juros vencidos mas não pagos dos 3 EO`s, podemos dizer que a dívida financeira a valores nominais se resumirá aos 3 EO`s no valor de 155ME (50+60+45) os quais se vencerão em Maio19, Abril20 e Agosto21 com uma taxa média de 4,08% (juros anuais de 6,4ME), são hoje o único veículo de financiamento da actividade de todo o Grupo Benfica.

Nesta conformidade, não se alterando de forma significativa as condições do mercado, é certo que os EO`s continuarão a ser a base de financiamento do Grupo, e se a actividade continuar a gerar meios libertos, como já estão garantidos neste exercício de 2018/19, só fará sentido que o Grupo  renove o(s) empréstimo(s) que se vão vencendo, evitando como é óbvio situações críticas de tesouraria, caso continue a efectuar os investimentos que considere necessários para melhorar a competitividade da equipa.

Será assim expectável que possa haver uma redução do endividamento, podendo a situação retomar-se quando e se necessário.

Malu, achas possível realizar esse abatimento de um EO já em Maio de 2019? Ou, pelo menos, não o renovar na sua totalidade? É que temos Talisca, Jimenez, Seferovic, Carrillo e Jovic, isto só em excedentários, para realizar muito dinheiro em transferências.

Sem contar com uma expectável venda de um ou dois jogadores habitualmente titulares.

Diria que, sendo campeões, poderemos ter condições para realizar esse abatimento ao passivo remunerado já em Maio, renovando depois o de 60M. Isto sem prejudicar a qualidade do plantel.
Ainda que a libertação de fundos esteja muito dependente das datas de pagamento acordadas nas vendas futuras, há que considerar que no Balanço actual temos cerca de 100ME de saldos clientes com predominância dos saldos correntes e que temos também cerca de 70ME de saldos em dívida perante fornecedores, podemos dizer que a situação ficará compensada e com folga.

Pensando agora nas entradas certas neste exercício, teremos garantidos no mínimo os cerca de 50ME da CL, cujo excesso em relação ao ano de 2017/18 pode situar-se nos 30ME , o que só por si compensará o menor encaixe da operação da NOS, por ter sido antecipada em grande parte. Restam depois os encaixes certos dos outros rendimentos operacionais, os quais serão suficientes para assegurar a totalidade dos pagamentos referentes aos gastos e perdas operacionais (excluindo os cerca de 11ME de amortizações), e que rondarão os cerca de 105/110ME.

Nesta realidade assim projectada ficarão disponíveis todos os encaixes de vendas que referiste, bem como outros que possam ocorrer com proveniência da nossa fábrica de talentos integrando ou não já o actual plantel. Certamente que o DSO ao elaborar os orçamentos previsionais para os próximos 2 anos não deixou de traçar alguns cenários deste tipo, de modo a melhorar a sustentabilidade financeira do Grupo Benfica.

Então, se as coisas correrem como planeado, podemos concluir que paulatinamente nos estamos (finalmente) a afastar do espectro da necessidade da venda de jogadores e de dizimar plantéis vencedores?

É que com o talento que sai do CFC e com uma gestão desportiva sustentada, diria que será possível, num horizonte de médio prazo, tentar fechar o gap que existe entre o Benfica e as melhores equipas europeias, mesmo que sem os mesmos argumentos no mercado.

Olho para os jogos da Champions de ontem e vejo Cancelo, Lindelöf, Renato, Bernardo e Guedes de início em equipas de topo e só posso ter fé que num horizonte de 10 anos uma fornada desse tipo se junte toda a jogar no Benfica.
É realmente assim como dizes, mas não esquecer que cada vez é mais importante vencer a Liga e fazer campanhas razoáveis na CL para não baixarmos no ranking o qual é determinante para se conseguirem  valores de partida da ordem dos 43M.

Em relação às vendas dos talentos que referiste, tb temos de reconhecer que o momento em que  os encaixes ocorreram, e por mais que não gostemos, foi crucial para nos encontrarmos agora nesta posição de vantagem em relação aos nossos principais concorrentes.

A ver se percebi bem:

Com o encaixe da Champions, que compensa e possivelmente excede o não recebimento dos valores antecipados da NOS, acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo, estaremos em condições de cobrir os gastos com a actividade da SAD (operacionais), "sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel.

Grosso modo, é isto, certo?

Mais uma vez, o título desta época reveste-se de enorme importância, isto para que possamos manter as receitas da Champions em valores muito elevados. E já agora convinha ganhar uns jogos na Champions esta época também.

Não percebo muito bem como chegam a essas conclusões.

Passivo corrente: 60M a fornecedores, 53M outros passivos, 99M Empréstimos
Activo corrente: 77M clientes, 15M outros activos, 7.5M Caixa

Não sei quanto dos outros passivos e empréstimos vamos pagar se algum. Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber.

Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M. Esperamos ganhar bem mais na Europa, mas vamos receber menos da NOS e este plantel vai ser pelo menos uns 10M mais caro a nível salarial, fora prémios desportivos aos atletas que esperamos vir a ter que pagar.

Fora isto são menos cerca 40M em perdas de imparidade, menos uns 15M em Juros, ou seja teríamos que ir buscar uns 40M a algum lado.
Duvido que as transferências não sejam apenas para reforço do plantel e abater divida.

Alguém me poderia explicar os resultados financeiros? Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?
De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?
Estas duas variáveis estarão directamente relacionadas? como?

golfdreamer,

"Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber."

Pelos 99M percebes logo que é relativo na maioria aos dois EOs de 2015-2018, cujo reembolso foi feito entretanto em Julho, e o de 2016-2019 cujo reembolso será feito no dia 3 de Maio de 2019, ou seja 45+50M

Portanto o que se passará muito provavelmente é deixares de ver > 90M no passivo corrente para não corrente.

Quanto aos 53M é possível que esteja incluido uma referência aos créditos cedidos dos nossos direitos televisivos.

Quanto ao Ativo corrente não incluirá as receitas da UEFA que temos a receber. Aliás no dia 30 de Junho de 2018 nem sabiamos se iriamos competir na Liga Europa ou Liga dos Campeões.


"Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M."

Tivemos um resultado operaconal de 5M este ano, se os custos não subirem muito, nomeadamente com os salários dos nossos atletas, com o aumento das receitas da UEFA (pode ser superior se ganharmos jogos e passarmos aos oitavos) e com a renovação do contrato com a Emirates (será que houve aumento do valor?) é possível.

" Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?"

Não, pois o contrato celebrado com as IF's foi feito 3 meses antes do fecho do exercício.


"De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?"

É esperar pelo R&C completo.

1 - Entendo mas mesmo retirando esses  90M. Temos a "pagamento" 113M bem mais do que temos a receber.
Para mim não faz muito sentido estarmos a trazer ganhos desta época para a conversa porque assim também teríamos que trazer os custos, salários etc.

Aquilo que foi dito foi isto:
"acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
Eu não percebo muito de finanças e o R&C final ainda nao foi apresentado mas não creio que isto corresponda à verdade, com os dados que temos.

2 - Eu não acredito muito, mesmo com a renegociação da Emirates não estou a ver o novo contrato ser significativamente melhor, até porque estamos numa péssima posição para negociar novos contratos. Este plantel é significativamente mais caro que o do ano passado e pagando prémios aos jogadores vamos ver um aumento significativo nos custos.

3 -  Pois o juros até já baixaram bastante, não nos podemos esquecer que em 2014 pagamos 23.7M em juros, actualmente pagamos menos 5M.
Sobre este ponto tenho outra questão... alguém sabe se os custos com factoring dos 100M vão ser pagos por inteiro ou amortizados ao longo do tempo? Ninguém vai adiantar os 100M de borla... é que se for a segunda opção, que analisando os 18.5M deste ano é o que faz mais sentido, não vamos ver uma redução drástica dos juros mas progressiva ao longo dos anos de contrato do factoring. Faz sentido?

4 - Pois, estou curioso em saber.

Sim, mas há custos como por exemplo salariais (subsídio de férias ou de natal) que se encontram no passivo corrente, nomeadamente na rúbrica Outros passivos (53M).

Creio também que nesse passivo também se encontram valores correspondentes a créditos futuros relativos ao contrato celebrado com a NOS.

Concordando contigo que não deveriamos falar de ganhos correspondentes a esta época e nesse aspecto é verdade que temos um passivo corrente maior que ativo corrente o que é negativo.
Temos contudo que ter uma visão mais ampla e reconhecer que ao passivo corrente temos que somar outros gastos correntes (Gastos com o pessoal + serviços externos) e perceber se são compensadas com o ativo corrente + outras receitas como a International Cup + UEFA, etc.

O Passivo corrente significa que tem o prazo mximo de 1 ano. Podemos pressupor que o Talisca por exemplo, que neste momento está emprestado, seja vendido e que uma parcela da transferência seja recebida durante este exercício e usada como pagamento a um fornecedor específico.

Espero que tenhas razão e que paguemos bons prémios :) É verdade que o plantel é bem mais caro que o do ano passado. No entanto imaginando que teriamos um custo entre salarios e prémios de 80M(aumento de 13M), entre outros aumentos de custos, pode muito bem ser compensado com os oitavos da LC, onde houve o aumento do premio dos 1/8 (9.5M) onde houve o aumento do premio de vitoria. Imaginemos 10pontos (3V 1E) ou seja seriam 9M a mais que a época passado perfazendo 18M, o que se soma ainda os 27.2M que recebemos a mais que a época passada por sermos a oitava equipa com melhor ranking na LC, já para não falar do cachet da International Champions Cup que deverá ter sido cerca de 3M



Mais uma vez está a tentar justificar a diferença entre passivo corrente e activo corrente com receitas que POSSIVELMENTE podem ocorrer no futuro. O Talisca também era quase garantido que ia ser vendido o ano passado.
Para mim é um erro fazer estes julgamentos. Temos que analisar as contas como elas são e aquando da elaboração deste relatório tínhamos mais dividas a curto prazo do que a receber.

Não percebi a questão dos 27.2M, nós não somos a 8a equipa no ranking da UEFA a participar na Champions. Nunca ouvi falar deste prémio... de onde vem?

Mesmo chegando a esses 45M se retirarmos os salários e menos aquilo que vamos a receber a menos da NOS não vai dar para cobrir as perdas financeiras e as amortizações dos passes.
Por isso é que acho que vamos continuar a depender das vendas para equilibrar as contas.
Estamos a melhorar e a ser cada vez mais financeiramente independentes, mas diria que ainda vai demorar mais uns aninhos.

Não é minha presunção afirmar que o SL Benfica não está mais dependente de vendas para ter resultados positivos nem era essa a discussão.


O passivo corrente é maior que o ativo corrente, contudo certamente o CEO terá em conta a nossa tesouraria para cumprir com as suas responsabilidades, mesmo tendo feito tao poucas vendas este verão.


CitriC


MALU15

#66040
Citação de: CitriC em 24 de Setembro de 2018, 22:00
Citação de: golfdreamer em 24 de Setembro de 2018, 13:53
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:16
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:17
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 15:31
Citação de: golfdreamer em 21 de Setembro de 2018, 15:16
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:59
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 16:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:18
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 15:27
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 14:42
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 13:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 11:49
Resultado extremamente positivo tendo em conta que a única  venda de monta que fizemos até 30/6 foi a do João Carvalho.

A expectativa é que, com a venda do Talisca em Janeiro e a perspectiva de realização de uma excelente soma com o Raul, somadas à entrada das receitas da Champions (esperemos que acrescida de prémios de vitórias também), bem como à renovação do patrocínio com a Emirates, possamos ter um mais um exercício extraordinariamente positivo com o reflexo nas contas de 18/19.

Seria interessante, logo que possível, sem que isso prejudique a qualidade da equipa, liquidar um dos EO que temos sem a respectiva renovação.
Tendo por base os valores de balanço, e abatendo à dívida financeira de 170ME a parte do empréstimo da CGD que valerá hoje cerca de 3,8M e que tem um patrocínio como contrapartida, e uma parte referente a locações financeiras e acréscimo de juros vencidos mas não pagos dos 3 EO`s, podemos dizer que a dívida financeira a valores nominais se resumirá aos 3 EO`s no valor de 155ME (50+60+45) os quais se vencerão em Maio19, Abril20 e Agosto21 com uma taxa média de 4,08% (juros anuais de 6,4ME), são hoje o único veículo de financiamento da actividade de todo o Grupo Benfica.

Nesta conformidade, não se alterando de forma significativa as condições do mercado, é certo que os EO`s continuarão a ser a base de financiamento do Grupo, e se a actividade continuar a gerar meios libertos, como já estão garantidos neste exercício de 2018/19, só fará sentido que o Grupo  renove o(s) empréstimo(s) que se vão vencendo, evitando como é óbvio situações críticas de tesouraria, caso continue a efectuar os investimentos que considere necessários para melhorar a competitividade da equipa.

Será assim expectável que possa haver uma redução do endividamento, podendo a situação retomar-se quando e se necessário.

Malu, achas possível realizar esse abatimento de um EO já em Maio de 2019? Ou, pelo menos, não o renovar na sua totalidade? É que temos Talisca, Jimenez, Seferovic, Carrillo e Jovic, isto só em excedentários, para realizar muito dinheiro em transferências.

Sem contar com uma expectável venda de um ou dois jogadores habitualmente titulares.

Diria que, sendo campeões, poderemos ter condições para realizar esse abatimento ao passivo remunerado já em Maio, renovando depois o de 60M. Isto sem prejudicar a qualidade do plantel.
Ainda que a libertação de fundos esteja muito dependente das datas de pagamento acordadas nas vendas futuras, há que considerar que no Balanço actual temos cerca de 100ME de saldos clientes com predominância dos saldos correntes e que temos também cerca de 70ME de saldos em dívida perante fornecedores, podemos dizer que a situação ficará compensada e com folga.

Pensando agora nas entradas certas neste exercício, teremos garantidos no mínimo os cerca de 50ME da CL, cujo excesso em relação ao ano de 2017/18 pode situar-se nos 30ME , o que só por si compensará o menor encaixe da operação da NOS, por ter sido antecipada em grande parte. Restam depois os encaixes certos dos outros rendimentos operacionais, os quais serão suficientes para assegurar a totalidade dos pagamentos referentes aos gastos e perdas operacionais (excluindo os cerca de 11ME de amortizações), e que rondarão os cerca de 105/110ME.

Nesta realidade assim projectada ficarão disponíveis todos os encaixes de vendas que referiste, bem como outros que possam ocorrer com proveniência da nossa fábrica de talentos integrando ou não já o actual plantel. Certamente que o DSO ao elaborar os orçamentos previsionais para os próximos 2 anos não deixou de traçar alguns cenários deste tipo, de modo a melhorar a sustentabilidade financeira do Grupo Benfica.

Então, se as coisas correrem como planeado, podemos concluir que paulatinamente nos estamos (finalmente) a afastar do espectro da necessidade da venda de jogadores e de dizimar plantéis vencedores?

É que com o talento que sai do CFC e com uma gestão desportiva sustentada, diria que será possível, num horizonte de médio prazo, tentar fechar o gap que existe entre o Benfica e as melhores equipas europeias, mesmo que sem os mesmos argumentos no mercado.

Olho para os jogos da Champions de ontem e vejo Cancelo, Lindelöf, Renato, Bernardo e Guedes de início em equipas de topo e só posso ter fé que num horizonte de 10 anos uma fornada desse tipo se junte toda a jogar no Benfica.
É realmente assim como dizes, mas não esquecer que cada vez é mais importante vencer a Liga e fazer campanhas razoáveis na CL para não baixarmos no ranking o qual é determinante para se conseguirem  valores de partida da ordem dos 43M.

Em relação às vendas dos talentos que referiste, tb temos de reconhecer que o momento em que  os encaixes ocorreram, e por mais que não gostemos, foi crucial para nos encontrarmos agora nesta posição de vantagem em relação aos nossos principais concorrentes.

A ver se percebi bem:

Com o encaixe da Champions, que compensa e possivelmente excede o não recebimento dos valores antecipados da NOS, acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo, estaremos em condições de cobrir os gastos com a actividade da SAD (operacionais), "sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel.

Grosso modo, é isto, certo?

Mais uma vez, o título desta época reveste-se de enorme importância, isto para que possamos manter as receitas da Champions em valores muito elevados. E já agora convinha ganhar uns jogos na Champions esta época também.

Não percebo muito bem como chegam a essas conclusões.

Passivo corrente: 60M a fornecedores, 53M outros passivos, 99M Empréstimos
Activo corrente: 77M clientes, 15M outros activos, 7.5M Caixa

Não sei quanto dos outros passivos e empréstimos vamos pagar se algum. Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber.

Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M. Esperamos ganhar bem mais na Europa, mas vamos receber menos da NOS e este plantel vai ser pelo menos uns 10M mais caro a nível salarial, fora prémios desportivos aos atletas que esperamos vir a ter que pagar.

Fora isto são menos cerca 40M em perdas de imparidade, menos uns 15M em Juros, ou seja teríamos que ir buscar uns 40M a algum lado.
Duvido que as transferências não sejam apenas para reforço do plantel e abater divida.

Alguém me poderia explicar os resultados financeiros? Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?
De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?
Estas duas variáveis estarão directamente relacionadas? como?

golfdreamer,

"Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber."

Pelos 99M percebes logo que é relativo na maioria aos dois EOs de 2015-2018, cujo reembolso foi feito entretanto em Julho, e o de 2016-2019 cujo reembolso será feito no dia 3 de Maio de 2019, ou seja 45+50M

Portanto o que se passará muito provavelmente é deixares de ver > 90M no passivo corrente para não corrente.

Quanto aos 53M é possível que esteja incluido uma referência aos créditos cedidos dos nossos direitos televisivos.

Quanto ao Ativo corrente não incluirá as receitas da UEFA que temos a receber. Aliás no dia 30 de Junho de 2018 nem sabiamos se iriamos competir na Liga Europa ou Liga dos Campeões.


"Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M."

Tivemos um resultado operaconal de 5M este ano, se os custos não subirem muito, nomeadamente com os salários dos nossos atletas, com o aumento das receitas da UEFA (pode ser superior se ganharmos jogos e passarmos aos oitavos) e com a renovação do contrato com a Emirates (será que houve aumento do valor?) é possível.

" Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?"

Não, pois o contrato celebrado com as IF's foi feito 3 meses antes do fecho do exercício.


"De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?"

É esperar pelo R&C completo.

1 - Entendo mas mesmo retirando esses  90M. Temos a "pagamento" 113M bem mais do que temos a receber.
Para mim não faz muito sentido estarmos a trazer ganhos desta época para a conversa porque assim também teríamos que trazer os custos, salários etc.

Aquilo que foi dito foi isto:
"acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
Eu não percebo muito de finanças e o R&C final ainda nao foi apresentado mas não creio que isto corresponda à verdade, com os dados que temos.

2 - Eu não acredito muito, mesmo com a renegociação da Emirates não estou a ver o novo contrato ser significativamente melhor, até porque estamos numa péssima posição para negociar novos contratos. Este plantel é significativamente mais caro que o do ano passado e pagando prémios aos jogadores vamos ver um aumento significativo nos custos.

3 -  Pois o juros até já baixaram bastante, não nos podemos esquecer que em 2014 pagamos 23.7M em juros, actualmente pagamos menos 5M.
Sobre este ponto tenho outra questão... alguém sabe se os custos com factoring dos 100M vão ser pagos por inteiro ou amortizados ao longo do tempo? Ninguém vai adiantar os 100M de borla... é que se for a segunda opção, que analisando os 18.5M deste ano é o que faz mais sentido, não vamos ver uma redução drástica dos juros mas progressiva ao longo dos anos de contrato do factoring. Faz sentido?

4 - Pois, estou curioso em saber.

Sim, mas há custos como por exemplo salariais (subsídio de férias ou de natal) que se encontram no passivo corrente, nomeadamente na rúbrica Outros passivos (53M).

Creio também que nesse passivo também se encontram valores correspondentes a créditos futuros relativos ao contrato celebrado com a NOS.

Concordando contigo que não deveriamos falar de ganhos correspondentes a esta época e nesse aspecto é verdade que temos um passivo corrente maior que ativo corrente o que é negativo.
Temos contudo que ter uma visão mais ampla e reconhecer que ao passivo corrente temos que somar outros gastos correntes (Gastos com o pessoal + serviços externos) e perceber se são compensadas com o ativo corrente + outras receitas como a International Cup + UEFA, etc.

O Passivo corrente significa que tem o prazo mximo de 1 ano. Podemos pressupor que o Talisca por exemplo, que neste momento está emprestado, seja vendido e que uma parcela da transferência seja recebida durante este exercício e usada como pagamento a um fornecedor específico.

Espero que tenhas razão e que paguemos bons prémios :) É verdade que o plantel é bem mais caro que o do ano passado. No entanto imaginando que teriamos um custo entre salarios e prémios de 80M(aumento de 13M), entre outros aumentos de custos, pode muito bem ser compensado com os oitavos da LC, onde houve o aumento do premio dos 1/8 (9.5M) onde houve o aumento do premio de vitoria. Imaginemos 10pontos (3V 1E) ou seja seriam 9M a mais que a época passado perfazendo 18M, o que se soma ainda os 27.2M que recebemos a mais que a época passada por sermos a oitava equipa com melhor ranking na LC, já para não falar do cachet da International Champions Cup que deverá ter sido cerca de 3M



Mais uma vez está a tentar justificar a diferença entre passivo corrente e activo corrente com receitas que POSSIVELMENTE podem ocorrer no futuro. O Talisca também era quase garantido que ia ser vendido o ano passado.
Para mim é um erro fazer estes julgamentos. Temos que analisar as contas como elas são e aquando da elaboração deste relatório tínhamos mais dividas a curto prazo do que a receber.

Não percebi a questão dos 27.2M, nós não somos a 8a equipa no ranking da UEFA a participar na Champions. Nunca ouvi falar deste prémio... de onde vem?

Mesmo chegando a esses 45M se retirarmos os salários e menos aquilo que vamos a receber a menos da NOS não vai dar para cobrir as perdas financeiras e as amortizações dos passes.
Por isso é que acho que vamos continuar a depender das vendas para equilibrar as contas.
Estamos a melhorar e a ser cada vez mais financeiramente independentes, mas diria que ainda vai demorar mais uns aninhos.

Não é minha presunção afirmar que o SL Benfica não está mais dependente de vendas para ter resultados positivos nem era essa a discussão.


O passivo corrente é maior que o ativo corrente, contudo certamente o CEO terá em conta a nossa tesouraria para cumprir com as suas responsabilidades, mesmo tendo feito tao poucas vendas este verão.


Esta polémica sobre o passivo corrente não tem sentido se considerarmos que no valor do Balanço se encontram os dois EO`s (45ME e 50ME), e que tendo em conta a data de referência de 30JUN18, se vão vencer dentro de 1 ano, e em que o primeiro já foi renovado em Agosto, pelo que já não é um passivo corrente exigível a menos de 1 ano, e o 2º se vai vencer em MAI19, podendo ser renovado ou não.

Nesta análise de passivos e activos correntes há que diferenciar os valores que se vão vencendo de forma contínua nos próximos 360 dias e aqueles que embora vencendo-se dentro de 1 ano, a sua data de liquidação ocorre num único momento, e como tal o seu reembolso ou não, pode ser programado.

Flirt4ever


CitriC

Citação de: MALU15 em 24 de Setembro de 2018, 23:00
Citação de: CitriC em 24 de Setembro de 2018, 22:00
Citação de: golfdreamer em 24 de Setembro de 2018, 13:53
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:16
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:17
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 15:31
Citação de: golfdreamer em 21 de Setembro de 2018, 15:16
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:59
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 16:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:18
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 15:27
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 14:42
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 13:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 11:49
Resultado extremamente positivo tendo em conta que a única  venda de monta que fizemos até 30/6 foi a do João Carvalho.

A expectativa é que, com a venda do Talisca em Janeiro e a perspectiva de realização de uma excelente soma com o Raul, somadas à entrada das receitas da Champions (esperemos que acrescida de prémios de vitórias também), bem como à renovação do patrocínio com a Emirates, possamos ter um mais um exercício extraordinariamente positivo com o reflexo nas contas de 18/19.

Seria interessante, logo que possível, sem que isso prejudique a qualidade da equipa, liquidar um dos EO que temos sem a respectiva renovação.
Tendo por base os valores de balanço, e abatendo à dívida financeira de 170ME a parte do empréstimo da CGD que valerá hoje cerca de 3,8M e que tem um patrocínio como contrapartida, e uma parte referente a locações financeiras e acréscimo de juros vencidos mas não pagos dos 3 EO`s, podemos dizer que a dívida financeira a valores nominais se resumirá aos 3 EO`s no valor de 155ME (50+60+45) os quais se vencerão em Maio19, Abril20 e Agosto21 com uma taxa média de 4,08% (juros anuais de 6,4ME), são hoje o único veículo de financiamento da actividade de todo o Grupo Benfica.

Nesta conformidade, não se alterando de forma significativa as condições do mercado, é certo que os EO`s continuarão a ser a base de financiamento do Grupo, e se a actividade continuar a gerar meios libertos, como já estão garantidos neste exercício de 2018/19, só fará sentido que o Grupo  renove o(s) empréstimo(s) que se vão vencendo, evitando como é óbvio situações críticas de tesouraria, caso continue a efectuar os investimentos que considere necessários para melhorar a competitividade da equipa.

Será assim expectável que possa haver uma redução do endividamento, podendo a situação retomar-se quando e se necessário.

Malu, achas possível realizar esse abatimento de um EO já em Maio de 2019? Ou, pelo menos, não o renovar na sua totalidade? É que temos Talisca, Jimenez, Seferovic, Carrillo e Jovic, isto só em excedentários, para realizar muito dinheiro em transferências.

Sem contar com uma expectável venda de um ou dois jogadores habitualmente titulares.

Diria que, sendo campeões, poderemos ter condições para realizar esse abatimento ao passivo remunerado já em Maio, renovando depois o de 60M. Isto sem prejudicar a qualidade do plantel.
Ainda que a libertação de fundos esteja muito dependente das datas de pagamento acordadas nas vendas futuras, há que considerar que no Balanço actual temos cerca de 100ME de saldos clientes com predominância dos saldos correntes e que temos também cerca de 70ME de saldos em dívida perante fornecedores, podemos dizer que a situação ficará compensada e com folga.

Pensando agora nas entradas certas neste exercício, teremos garantidos no mínimo os cerca de 50ME da CL, cujo excesso em relação ao ano de 2017/18 pode situar-se nos 30ME , o que só por si compensará o menor encaixe da operação da NOS, por ter sido antecipada em grande parte. Restam depois os encaixes certos dos outros rendimentos operacionais, os quais serão suficientes para assegurar a totalidade dos pagamentos referentes aos gastos e perdas operacionais (excluindo os cerca de 11ME de amortizações), e que rondarão os cerca de 105/110ME.

Nesta realidade assim projectada ficarão disponíveis todos os encaixes de vendas que referiste, bem como outros que possam ocorrer com proveniência da nossa fábrica de talentos integrando ou não já o actual plantel. Certamente que o DSO ao elaborar os orçamentos previsionais para os próximos 2 anos não deixou de traçar alguns cenários deste tipo, de modo a melhorar a sustentabilidade financeira do Grupo Benfica.

Então, se as coisas correrem como planeado, podemos concluir que paulatinamente nos estamos (finalmente) a afastar do espectro da necessidade da venda de jogadores e de dizimar plantéis vencedores?

É que com o talento que sai do CFC e com uma gestão desportiva sustentada, diria que será possível, num horizonte de médio prazo, tentar fechar o gap que existe entre o Benfica e as melhores equipas europeias, mesmo que sem os mesmos argumentos no mercado.

Olho para os jogos da Champions de ontem e vejo Cancelo, Lindelöf, Renato, Bernardo e Guedes de início em equipas de topo e só posso ter fé que num horizonte de 10 anos uma fornada desse tipo se junte toda a jogar no Benfica.
É realmente assim como dizes, mas não esquecer que cada vez é mais importante vencer a Liga e fazer campanhas razoáveis na CL para não baixarmos no ranking o qual é determinante para se conseguirem  valores de partida da ordem dos 43M.

Em relação às vendas dos talentos que referiste, tb temos de reconhecer que o momento em que  os encaixes ocorreram, e por mais que não gostemos, foi crucial para nos encontrarmos agora nesta posição de vantagem em relação aos nossos principais concorrentes.

A ver se percebi bem:

Com o encaixe da Champions, que compensa e possivelmente excede o não recebimento dos valores antecipados da NOS, acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo, estaremos em condições de cobrir os gastos com a actividade da SAD (operacionais), "sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel.

Grosso modo, é isto, certo?

Mais uma vez, o título desta época reveste-se de enorme importância, isto para que possamos manter as receitas da Champions em valores muito elevados. E já agora convinha ganhar uns jogos na Champions esta época também.

Não percebo muito bem como chegam a essas conclusões.

Passivo corrente: 60M a fornecedores, 53M outros passivos, 99M Empréstimos
Activo corrente: 77M clientes, 15M outros activos, 7.5M Caixa

Não sei quanto dos outros passivos e empréstimos vamos pagar se algum. Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber.

Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M. Esperamos ganhar bem mais na Europa, mas vamos receber menos da NOS e este plantel vai ser pelo menos uns 10M mais caro a nível salarial, fora prémios desportivos aos atletas que esperamos vir a ter que pagar.

Fora isto são menos cerca 40M em perdas de imparidade, menos uns 15M em Juros, ou seja teríamos que ir buscar uns 40M a algum lado.
Duvido que as transferências não sejam apenas para reforço do plantel e abater divida.

Alguém me poderia explicar os resultados financeiros? Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?
De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?
Estas duas variáveis estarão directamente relacionadas? como?

golfdreamer,

"Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber."

Pelos 99M percebes logo que é relativo na maioria aos dois EOs de 2015-2018, cujo reembolso foi feito entretanto em Julho, e o de 2016-2019 cujo reembolso será feito no dia 3 de Maio de 2019, ou seja 45+50M

Portanto o que se passará muito provavelmente é deixares de ver > 90M no passivo corrente para não corrente.

Quanto aos 53M é possível que esteja incluido uma referência aos créditos cedidos dos nossos direitos televisivos.

Quanto ao Ativo corrente não incluirá as receitas da UEFA que temos a receber. Aliás no dia 30 de Junho de 2018 nem sabiamos se iriamos competir na Liga Europa ou Liga dos Campeões.


"Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M."

Tivemos um resultado operaconal de 5M este ano, se os custos não subirem muito, nomeadamente com os salários dos nossos atletas, com o aumento das receitas da UEFA (pode ser superior se ganharmos jogos e passarmos aos oitavos) e com a renovação do contrato com a Emirates (será que houve aumento do valor?) é possível.

" Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?"

Não, pois o contrato celebrado com as IF's foi feito 3 meses antes do fecho do exercício.


"De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?"

É esperar pelo R&C completo.

1 - Entendo mas mesmo retirando esses  90M. Temos a "pagamento" 113M bem mais do que temos a receber.
Para mim não faz muito sentido estarmos a trazer ganhos desta época para a conversa porque assim também teríamos que trazer os custos, salários etc.

Aquilo que foi dito foi isto:
"acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
Eu não percebo muito de finanças e o R&C final ainda nao foi apresentado mas não creio que isto corresponda à verdade, com os dados que temos.

2 - Eu não acredito muito, mesmo com a renegociação da Emirates não estou a ver o novo contrato ser significativamente melhor, até porque estamos numa péssima posição para negociar novos contratos. Este plantel é significativamente mais caro que o do ano passado e pagando prémios aos jogadores vamos ver um aumento significativo nos custos.

3 -  Pois o juros até já baixaram bastante, não nos podemos esquecer que em 2014 pagamos 23.7M em juros, actualmente pagamos menos 5M.
Sobre este ponto tenho outra questão... alguém sabe se os custos com factoring dos 100M vão ser pagos por inteiro ou amortizados ao longo do tempo? Ninguém vai adiantar os 100M de borla... é que se for a segunda opção, que analisando os 18.5M deste ano é o que faz mais sentido, não vamos ver uma redução drástica dos juros mas progressiva ao longo dos anos de contrato do factoring. Faz sentido?

4 - Pois, estou curioso em saber.

Sim, mas há custos como por exemplo salariais (subsídio de férias ou de natal) que se encontram no passivo corrente, nomeadamente na rúbrica Outros passivos (53M).

Creio também que nesse passivo também se encontram valores correspondentes a créditos futuros relativos ao contrato celebrado com a NOS.

Concordando contigo que não deveriamos falar de ganhos correspondentes a esta época e nesse aspecto é verdade que temos um passivo corrente maior que ativo corrente o que é negativo.
Temos contudo que ter uma visão mais ampla e reconhecer que ao passivo corrente temos que somar outros gastos correntes (Gastos com o pessoal + serviços externos) e perceber se são compensadas com o ativo corrente + outras receitas como a International Cup + UEFA, etc.

O Passivo corrente significa que tem o prazo mximo de 1 ano. Podemos pressupor que o Talisca por exemplo, que neste momento está emprestado, seja vendido e que uma parcela da transferência seja recebida durante este exercício e usada como pagamento a um fornecedor específico.

Espero que tenhas razão e que paguemos bons prémios :) É verdade que o plantel é bem mais caro que o do ano passado. No entanto imaginando que teriamos um custo entre salarios e prémios de 80M(aumento de 13M), entre outros aumentos de custos, pode muito bem ser compensado com os oitavos da LC, onde houve o aumento do premio dos 1/8 (9.5M) onde houve o aumento do premio de vitoria. Imaginemos 10pontos (3V 1E) ou seja seriam 9M a mais que a época passado perfazendo 18M, o que se soma ainda os 27.2M que recebemos a mais que a época passada por sermos a oitava equipa com melhor ranking na LC, já para não falar do cachet da International Champions Cup que deverá ter sido cerca de 3M



Mais uma vez está a tentar justificar a diferença entre passivo corrente e activo corrente com receitas que POSSIVELMENTE podem ocorrer no futuro. O Talisca também era quase garantido que ia ser vendido o ano passado.
Para mim é um erro fazer estes julgamentos. Temos que analisar as contas como elas são e aquando da elaboração deste relatório tínhamos mais dividas a curto prazo do que a receber.

Não percebi a questão dos 27.2M, nós não somos a 8a equipa no ranking da UEFA a participar na Champions. Nunca ouvi falar deste prémio... de onde vem?

Mesmo chegando a esses 45M se retirarmos os salários e menos aquilo que vamos a receber a menos da NOS não vai dar para cobrir as perdas financeiras e as amortizações dos passes.
Por isso é que acho que vamos continuar a depender das vendas para equilibrar as contas.
Estamos a melhorar e a ser cada vez mais financeiramente independentes, mas diria que ainda vai demorar mais uns aninhos.

Não é minha presunção afirmar que o SL Benfica não está mais dependente de vendas para ter resultados positivos nem era essa a discussão.


O passivo corrente é maior que o ativo corrente, contudo certamente o CEO terá em conta a nossa tesouraria para cumprir com as suas responsabilidades, mesmo tendo feito tao poucas vendas este verão.


Esta polémica sobre o passivo corrente não tem sentido se considerarmos que no valor do Balanço se encontram os dois EO`s (45ME e 50ME), e que tendo em conta a data de referência de 30JUN18, se vão vencer dentro de 1 ano, e em que o primeiro já foi renovado em Agosto, pelo que já não é um passivo corrente exigível a menos de 1 ano, e o 2º se vai vencer em MAI19, podendo ser renovado ou não.

Nesta análise de passivos e activos correntes há que diferenciar os valores que se vão vencendo de forma contínua nos próximos 360 dias e aqueles que embora vencendo-se dentro de 1 ano, a sua data de liquidação ocorre num único momento, e como tal o seu reembolso ou não, pode ser programado.

Isso já tinha referido ;)

golfdreamer

Citação de: CitriC em 25 de Setembro de 2018, 11:23
Citação de: MALU15 em 24 de Setembro de 2018, 23:00
Citação de: CitriC em 24 de Setembro de 2018, 22:00
Citação de: golfdreamer em 24 de Setembro de 2018, 13:53
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:16
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:17
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 15:31
Citação de: golfdreamer em 21 de Setembro de 2018, 15:16
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:59
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 16:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:18
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 15:27
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 14:42
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 13:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 11:49
Resultado extremamente positivo tendo em conta que a única  venda de monta que fizemos até 30/6 foi a do João Carvalho.

A expectativa é que, com a venda do Talisca em Janeiro e a perspectiva de realização de uma excelente soma com o Raul, somadas à entrada das receitas da Champions (esperemos que acrescida de prémios de vitórias também), bem como à renovação do patrocínio com a Emirates, possamos ter um mais um exercício extraordinariamente positivo com o reflexo nas contas de 18/19.

Seria interessante, logo que possível, sem que isso prejudique a qualidade da equipa, liquidar um dos EO que temos sem a respectiva renovação.
Tendo por base os valores de balanço, e abatendo à dívida financeira de 170ME a parte do empréstimo da CGD que valerá hoje cerca de 3,8M e que tem um patrocínio como contrapartida, e uma parte referente a locações financeiras e acréscimo de juros vencidos mas não pagos dos 3 EO`s, podemos dizer que a dívida financeira a valores nominais se resumirá aos 3 EO`s no valor de 155ME (50+60+45) os quais se vencerão em Maio19, Abril20 e Agosto21 com uma taxa média de 4,08% (juros anuais de 6,4ME), são hoje o único veículo de financiamento da actividade de todo o Grupo Benfica.

Nesta conformidade, não se alterando de forma significativa as condições do mercado, é certo que os EO`s continuarão a ser a base de financiamento do Grupo, e se a actividade continuar a gerar meios libertos, como já estão garantidos neste exercício de 2018/19, só fará sentido que o Grupo  renove o(s) empréstimo(s) que se vão vencendo, evitando como é óbvio situações críticas de tesouraria, caso continue a efectuar os investimentos que considere necessários para melhorar a competitividade da equipa.

Será assim expectável que possa haver uma redução do endividamento, podendo a situação retomar-se quando e se necessário.

Malu, achas possível realizar esse abatimento de um EO já em Maio de 2019? Ou, pelo menos, não o renovar na sua totalidade? É que temos Talisca, Jimenez, Seferovic, Carrillo e Jovic, isto só em excedentários, para realizar muito dinheiro em transferências.

Sem contar com uma expectável venda de um ou dois jogadores habitualmente titulares.

Diria que, sendo campeões, poderemos ter condições para realizar esse abatimento ao passivo remunerado já em Maio, renovando depois o de 60M. Isto sem prejudicar a qualidade do plantel.
Ainda que a libertação de fundos esteja muito dependente das datas de pagamento acordadas nas vendas futuras, há que considerar que no Balanço actual temos cerca de 100ME de saldos clientes com predominância dos saldos correntes e que temos também cerca de 70ME de saldos em dívida perante fornecedores, podemos dizer que a situação ficará compensada e com folga.

Pensando agora nas entradas certas neste exercício, teremos garantidos no mínimo os cerca de 50ME da CL, cujo excesso em relação ao ano de 2017/18 pode situar-se nos 30ME , o que só por si compensará o menor encaixe da operação da NOS, por ter sido antecipada em grande parte. Restam depois os encaixes certos dos outros rendimentos operacionais, os quais serão suficientes para assegurar a totalidade dos pagamentos referentes aos gastos e perdas operacionais (excluindo os cerca de 11ME de amortizações), e que rondarão os cerca de 105/110ME.

Nesta realidade assim projectada ficarão disponíveis todos os encaixes de vendas que referiste, bem como outros que possam ocorrer com proveniência da nossa fábrica de talentos integrando ou não já o actual plantel. Certamente que o DSO ao elaborar os orçamentos previsionais para os próximos 2 anos não deixou de traçar alguns cenários deste tipo, de modo a melhorar a sustentabilidade financeira do Grupo Benfica.

Então, se as coisas correrem como planeado, podemos concluir que paulatinamente nos estamos (finalmente) a afastar do espectro da necessidade da venda de jogadores e de dizimar plantéis vencedores?

É que com o talento que sai do CFC e com uma gestão desportiva sustentada, diria que será possível, num horizonte de médio prazo, tentar fechar o gap que existe entre o Benfica e as melhores equipas europeias, mesmo que sem os mesmos argumentos no mercado.

Olho para os jogos da Champions de ontem e vejo Cancelo, Lindelöf, Renato, Bernardo e Guedes de início em equipas de topo e só posso ter fé que num horizonte de 10 anos uma fornada desse tipo se junte toda a jogar no Benfica.
É realmente assim como dizes, mas não esquecer que cada vez é mais importante vencer a Liga e fazer campanhas razoáveis na CL para não baixarmos no ranking o qual é determinante para se conseguirem  valores de partida da ordem dos 43M.

Em relação às vendas dos talentos que referiste, tb temos de reconhecer que o momento em que  os encaixes ocorreram, e por mais que não gostemos, foi crucial para nos encontrarmos agora nesta posição de vantagem em relação aos nossos principais concorrentes.

A ver se percebi bem:

Com o encaixe da Champions, que compensa e possivelmente excede o não recebimento dos valores antecipados da NOS, acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo, estaremos em condições de cobrir os gastos com a actividade da SAD (operacionais), "sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel.

Grosso modo, é isto, certo?

Mais uma vez, o título desta época reveste-se de enorme importância, isto para que possamos manter as receitas da Champions em valores muito elevados. E já agora convinha ganhar uns jogos na Champions esta época também.

Não percebo muito bem como chegam a essas conclusões.

Passivo corrente: 60M a fornecedores, 53M outros passivos, 99M Empréstimos
Activo corrente: 77M clientes, 15M outros activos, 7.5M Caixa

Não sei quanto dos outros passivos e empréstimos vamos pagar se algum. Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber.

Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M. Esperamos ganhar bem mais na Europa, mas vamos receber menos da NOS e este plantel vai ser pelo menos uns 10M mais caro a nível salarial, fora prémios desportivos aos atletas que esperamos vir a ter que pagar.

Fora isto são menos cerca 40M em perdas de imparidade, menos uns 15M em Juros, ou seja teríamos que ir buscar uns 40M a algum lado.
Duvido que as transferências não sejam apenas para reforço do plantel e abater divida.

Alguém me poderia explicar os resultados financeiros? Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?
De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?
Estas duas variáveis estarão directamente relacionadas? como?

golfdreamer,

"Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber."

Pelos 99M percebes logo que é relativo na maioria aos dois EOs de 2015-2018, cujo reembolso foi feito entretanto em Julho, e o de 2016-2019 cujo reembolso será feito no dia 3 de Maio de 2019, ou seja 45+50M

Portanto o que se passará muito provavelmente é deixares de ver > 90M no passivo corrente para não corrente.

Quanto aos 53M é possível que esteja incluido uma referência aos créditos cedidos dos nossos direitos televisivos.

Quanto ao Ativo corrente não incluirá as receitas da UEFA que temos a receber. Aliás no dia 30 de Junho de 2018 nem sabiamos se iriamos competir na Liga Europa ou Liga dos Campeões.


"Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M."

Tivemos um resultado operaconal de 5M este ano, se os custos não subirem muito, nomeadamente com os salários dos nossos atletas, com o aumento das receitas da UEFA (pode ser superior se ganharmos jogos e passarmos aos oitavos) e com a renovação do contrato com a Emirates (será que houve aumento do valor?) é possível.

" Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?"

Não, pois o contrato celebrado com as IF's foi feito 3 meses antes do fecho do exercício.


"De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?"

É esperar pelo R&C completo.

1 - Entendo mas mesmo retirando esses  90M. Temos a "pagamento" 113M bem mais do que temos a receber.
Para mim não faz muito sentido estarmos a trazer ganhos desta época para a conversa porque assim também teríamos que trazer os custos, salários etc.

Aquilo que foi dito foi isto:
"acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
Eu não percebo muito de finanças e o R&C final ainda nao foi apresentado mas não creio que isto corresponda à verdade, com os dados que temos.

2 - Eu não acredito muito, mesmo com a renegociação da Emirates não estou a ver o novo contrato ser significativamente melhor, até porque estamos numa péssima posição para negociar novos contratos. Este plantel é significativamente mais caro que o do ano passado e pagando prémios aos jogadores vamos ver um aumento significativo nos custos.

3 -  Pois o juros até já baixaram bastante, não nos podemos esquecer que em 2014 pagamos 23.7M em juros, actualmente pagamos menos 5M.
Sobre este ponto tenho outra questão... alguém sabe se os custos com factoring dos 100M vão ser pagos por inteiro ou amortizados ao longo do tempo? Ninguém vai adiantar os 100M de borla... é que se for a segunda opção, que analisando os 18.5M deste ano é o que faz mais sentido, não vamos ver uma redução drástica dos juros mas progressiva ao longo dos anos de contrato do factoring. Faz sentido?

4 - Pois, estou curioso em saber.

Sim, mas há custos como por exemplo salariais (subsídio de férias ou de natal) que se encontram no passivo corrente, nomeadamente na rúbrica Outros passivos (53M).

Creio também que nesse passivo também se encontram valores correspondentes a créditos futuros relativos ao contrato celebrado com a NOS.

Concordando contigo que não deveriamos falar de ganhos correspondentes a esta época e nesse aspecto é verdade que temos um passivo corrente maior que ativo corrente o que é negativo.
Temos contudo que ter uma visão mais ampla e reconhecer que ao passivo corrente temos que somar outros gastos correntes (Gastos com o pessoal + serviços externos) e perceber se são compensadas com o ativo corrente + outras receitas como a International Cup + UEFA, etc.

O Passivo corrente significa que tem o prazo mximo de 1 ano. Podemos pressupor que o Talisca por exemplo, que neste momento está emprestado, seja vendido e que uma parcela da transferência seja recebida durante este exercício e usada como pagamento a um fornecedor específico.

Espero que tenhas razão e que paguemos bons prémios :) É verdade que o plantel é bem mais caro que o do ano passado. No entanto imaginando que teriamos um custo entre salarios e prémios de 80M(aumento de 13M), entre outros aumentos de custos, pode muito bem ser compensado com os oitavos da LC, onde houve o aumento do premio dos 1/8 (9.5M) onde houve o aumento do premio de vitoria. Imaginemos 10pontos (3V 1E) ou seja seriam 9M a mais que a época passado perfazendo 18M, o que se soma ainda os 27.2M que recebemos a mais que a época passada por sermos a oitava equipa com melhor ranking na LC, já para não falar do cachet da International Champions Cup que deverá ter sido cerca de 3M



Mais uma vez está a tentar justificar a diferença entre passivo corrente e activo corrente com receitas que POSSIVELMENTE podem ocorrer no futuro. O Talisca também era quase garantido que ia ser vendido o ano passado.
Para mim é um erro fazer estes julgamentos. Temos que analisar as contas como elas são e aquando da elaboração deste relatório tínhamos mais dividas a curto prazo do que a receber.

Não percebi a questão dos 27.2M, nós não somos a 8a equipa no ranking da UEFA a participar na Champions. Nunca ouvi falar deste prémio... de onde vem?

Mesmo chegando a esses 45M se retirarmos os salários e menos aquilo que vamos a receber a menos da NOS não vai dar para cobrir as perdas financeiras e as amortizações dos passes.
Por isso é que acho que vamos continuar a depender das vendas para equilibrar as contas.
Estamos a melhorar e a ser cada vez mais financeiramente independentes, mas diria que ainda vai demorar mais uns aninhos.

Não é minha presunção afirmar que o SL Benfica não está mais dependente de vendas para ter resultados positivos nem era essa a discussão.


O passivo corrente é maior que o ativo corrente, contudo certamente o CEO terá em conta a nossa tesouraria para cumprir com as suas responsabilidades, mesmo tendo feito tao poucas vendas este verão.


Esta polémica sobre o passivo corrente não tem sentido se considerarmos que no valor do Balanço se encontram os dois EO`s (45ME e 50ME), e que tendo em conta a data de referência de 30JUN18, se vão vencer dentro de 1 ano, e em que o primeiro já foi renovado em Agosto, pelo que já não é um passivo corrente exigível a menos de 1 ano, e o 2º se vai vencer em MAI19, podendo ser renovado ou não.

Nesta análise de passivos e activos correntes há que diferenciar os valores que se vão vencendo de forma contínua nos próximos 360 dias e aqueles que embora vencendo-se dentro de 1 ano, a sua data de liquidação ocorre num único momento, e como tal o seu reembolso ou não, pode ser programado.

Isso já tinha referido ;)

Divagámos tanto que perdemos o fio à meada....

Eu não disse nem acho que não temos  ou que vamos ficar sem dinheiro para pagar aquilo que devemos a curto prazo.

O Dr.Lecter disse isto:
"valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
E pelo que vejo isto não corresponde à verdade. Claro que prolongando os nossos EO, mais os prémios da champions, vendas de jogadores vamos poder cumprir com as nossas obrigações.


"Não é minha presunção afirmar que o SL Benfica não está mais dependente de vendas para ter resultados positivos nem era essa a discussão."

Este foi precisamente o ponto que eu rebati inicialmente no post do Dr.Lecter quando ele diz:
""sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel"



Dr.Lecter

Citação de: golfdreamer em 25 de Setembro de 2018, 12:41
Citação de: CitriC em 25 de Setembro de 2018, 11:23
Citação de: MALU15 em 24 de Setembro de 2018, 23:00
Citação de: CitriC em 24 de Setembro de 2018, 22:00
Citação de: golfdreamer em 24 de Setembro de 2018, 13:53
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 18:16
Citação de: golfdreamer em 22 de Setembro de 2018, 17:17
Citação de: CitriC em 22 de Setembro de 2018, 15:31
Citação de: golfdreamer em 21 de Setembro de 2018, 15:16
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:59
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 16:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 16:18
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 15:27
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 14:42
Citação de: MALU15 em 20 de Setembro de 2018, 13:30
Citação de: Dr.Lecter em 20 de Setembro de 2018, 11:49
Resultado extremamente positivo tendo em conta que a única  venda de monta que fizemos até 30/6 foi a do João Carvalho.

A expectativa é que, com a venda do Talisca em Janeiro e a perspectiva de realização de uma excelente soma com o Raul, somadas à entrada das receitas da Champions (esperemos que acrescida de prémios de vitórias também), bem como à renovação do patrocínio com a Emirates, possamos ter um mais um exercício extraordinariamente positivo com o reflexo nas contas de 18/19.

Seria interessante, logo que possível, sem que isso prejudique a qualidade da equipa, liquidar um dos EO que temos sem a respectiva renovação.
Tendo por base os valores de balanço, e abatendo à dívida financeira de 170ME a parte do empréstimo da CGD que valerá hoje cerca de 3,8M e que tem um patrocínio como contrapartida, e uma parte referente a locações financeiras e acréscimo de juros vencidos mas não pagos dos 3 EO`s, podemos dizer que a dívida financeira a valores nominais se resumirá aos 3 EO`s no valor de 155ME (50+60+45) os quais se vencerão em Maio19, Abril20 e Agosto21 com uma taxa média de 4,08% (juros anuais de 6,4ME), são hoje o único veículo de financiamento da actividade de todo o Grupo Benfica.

Nesta conformidade, não se alterando de forma significativa as condições do mercado, é certo que os EO`s continuarão a ser a base de financiamento do Grupo, e se a actividade continuar a gerar meios libertos, como já estão garantidos neste exercício de 2018/19, só fará sentido que o Grupo  renove o(s) empréstimo(s) que se vão vencendo, evitando como é óbvio situações críticas de tesouraria, caso continue a efectuar os investimentos que considere necessários para melhorar a competitividade da equipa.

Será assim expectável que possa haver uma redução do endividamento, podendo a situação retomar-se quando e se necessário.

Malu, achas possível realizar esse abatimento de um EO já em Maio de 2019? Ou, pelo menos, não o renovar na sua totalidade? É que temos Talisca, Jimenez, Seferovic, Carrillo e Jovic, isto só em excedentários, para realizar muito dinheiro em transferências.

Sem contar com uma expectável venda de um ou dois jogadores habitualmente titulares.

Diria que, sendo campeões, poderemos ter condições para realizar esse abatimento ao passivo remunerado já em Maio, renovando depois o de 60M. Isto sem prejudicar a qualidade do plantel.
Ainda que a libertação de fundos esteja muito dependente das datas de pagamento acordadas nas vendas futuras, há que considerar que no Balanço actual temos cerca de 100ME de saldos clientes com predominância dos saldos correntes e que temos também cerca de 70ME de saldos em dívida perante fornecedores, podemos dizer que a situação ficará compensada e com folga.

Pensando agora nas entradas certas neste exercício, teremos garantidos no mínimo os cerca de 50ME da CL, cujo excesso em relação ao ano de 2017/18 pode situar-se nos 30ME , o que só por si compensará o menor encaixe da operação da NOS, por ter sido antecipada em grande parte. Restam depois os encaixes certos dos outros rendimentos operacionais, os quais serão suficientes para assegurar a totalidade dos pagamentos referentes aos gastos e perdas operacionais (excluindo os cerca de 11ME de amortizações), e que rondarão os cerca de 105/110ME.

Nesta realidade assim projectada ficarão disponíveis todos os encaixes de vendas que referiste, bem como outros que possam ocorrer com proveniência da nossa fábrica de talentos integrando ou não já o actual plantel. Certamente que o DSO ao elaborar os orçamentos previsionais para os próximos 2 anos não deixou de traçar alguns cenários deste tipo, de modo a melhorar a sustentabilidade financeira do Grupo Benfica.

Então, se as coisas correrem como planeado, podemos concluir que paulatinamente nos estamos (finalmente) a afastar do espectro da necessidade da venda de jogadores e de dizimar plantéis vencedores?

É que com o talento que sai do CFC e com uma gestão desportiva sustentada, diria que será possível, num horizonte de médio prazo, tentar fechar o gap que existe entre o Benfica e as melhores equipas europeias, mesmo que sem os mesmos argumentos no mercado.

Olho para os jogos da Champions de ontem e vejo Cancelo, Lindelöf, Renato, Bernardo e Guedes de início em equipas de topo e só posso ter fé que num horizonte de 10 anos uma fornada desse tipo se junte toda a jogar no Benfica.
É realmente assim como dizes, mas não esquecer que cada vez é mais importante vencer a Liga e fazer campanhas razoáveis na CL para não baixarmos no ranking o qual é determinante para se conseguirem  valores de partida da ordem dos 43M.

Em relação às vendas dos talentos que referiste, tb temos de reconhecer que o momento em que  os encaixes ocorreram, e por mais que não gostemos, foi crucial para nos encontrarmos agora nesta posição de vantagem em relação aos nossos principais concorrentes.

A ver se percebi bem:

Com o encaixe da Champions, que compensa e possivelmente excede o não recebimento dos valores antecipados da NOS, acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo, estaremos em condições de cobrir os gastos com a actividade da SAD (operacionais), "sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel.

Grosso modo, é isto, certo?

Mais uma vez, o título desta época reveste-se de enorme importância, isto para que possamos manter as receitas da Champions em valores muito elevados. E já agora convinha ganhar uns jogos na Champions esta época também.

Não percebo muito bem como chegam a essas conclusões.

Passivo corrente: 60M a fornecedores, 53M outros passivos, 99M Empréstimos
Activo corrente: 77M clientes, 15M outros activos, 7.5M Caixa

Não sei quanto dos outros passivos e empréstimos vamos pagar se algum. Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber.

Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M. Esperamos ganhar bem mais na Europa, mas vamos receber menos da NOS e este plantel vai ser pelo menos uns 10M mais caro a nível salarial, fora prémios desportivos aos atletas que esperamos vir a ter que pagar.

Fora isto são menos cerca 40M em perdas de imparidade, menos uns 15M em Juros, ou seja teríamos que ir buscar uns 40M a algum lado.
Duvido que as transferências não sejam apenas para reforço do plantel e abater divida.

Alguém me poderia explicar os resultados financeiros? Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?
De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?
Estas duas variáveis estarão directamente relacionadas? como?

golfdreamer,

"Mas diria que a curto prazo temos mais a pagar do que a receber."

Pelos 99M percebes logo que é relativo na maioria aos dois EOs de 2015-2018, cujo reembolso foi feito entretanto em Julho, e o de 2016-2019 cujo reembolso será feito no dia 3 de Maio de 2019, ou seja 45+50M

Portanto o que se passará muito provavelmente é deixares de ver > 90M no passivo corrente para não corrente.

Quanto aos 53M é possível que esteja incluido uma referência aos créditos cedidos dos nossos direitos televisivos.

Quanto ao Ativo corrente não incluirá as receitas da UEFA que temos a receber. Aliás no dia 30 de Junho de 2018 nem sabiamos se iriamos competir na Liga Europa ou Liga dos Campeões.


"Quanto aos resultados op. não estou a ver os Operacionais s/atletas ser superior a 15M."

Tivemos um resultado operaconal de 5M este ano, se os custos não subirem muito, nomeadamente com os salários dos nossos atletas, com o aumento das receitas da UEFA (pode ser superior se ganharmos jogos e passarmos aos oitavos) e com a renovação do contrato com a Emirates (será que houve aumento do valor?) é possível.

" Não seria expectável os nossos gastos e perdas financeiras já terem baixado significativamente?"

Não, pois o contrato celebrado com as IF's foi feito 3 meses antes do fecho do exercício.


"De onde provêm o incremento mt significativo dos rendimentos financeiros?"

É esperar pelo R&C completo.

1 - Entendo mas mesmo retirando esses  90M. Temos a "pagamento" 113M bem mais do que temos a receber.
Para mim não faz muito sentido estarmos a trazer ganhos desta época para a conversa porque assim também teríamos que trazer os custos, salários etc.

Aquilo que foi dito foi isto:
"acrescido dos valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
Eu não percebo muito de finanças e o R&C final ainda nao foi apresentado mas não creio que isto corresponda à verdade, com os dados que temos.

2 - Eu não acredito muito, mesmo com a renegociação da Emirates não estou a ver o novo contrato ser significativamente melhor, até porque estamos numa péssima posição para negociar novos contratos. Este plantel é significativamente mais caro que o do ano passado e pagando prémios aos jogadores vamos ver um aumento significativo nos custos.

3 -  Pois o juros até já baixaram bastante, não nos podemos esquecer que em 2014 pagamos 23.7M em juros, actualmente pagamos menos 5M.
Sobre este ponto tenho outra questão... alguém sabe se os custos com factoring dos 100M vão ser pagos por inteiro ou amortizados ao longo do tempo? Ninguém vai adiantar os 100M de borla... é que se for a segunda opção, que analisando os 18.5M deste ano é o que faz mais sentido, não vamos ver uma redução drástica dos juros mas progressiva ao longo dos anos de contrato do factoring. Faz sentido?

4 - Pois, estou curioso em saber.

Sim, mas há custos como por exemplo salariais (subsídio de férias ou de natal) que se encontram no passivo corrente, nomeadamente na rúbrica Outros passivos (53M).

Creio também que nesse passivo também se encontram valores correspondentes a créditos futuros relativos ao contrato celebrado com a NOS.

Concordando contigo que não deveriamos falar de ganhos correspondentes a esta época e nesse aspecto é verdade que temos um passivo corrente maior que ativo corrente o que é negativo.
Temos contudo que ter uma visão mais ampla e reconhecer que ao passivo corrente temos que somar outros gastos correntes (Gastos com o pessoal + serviços externos) e perceber se são compensadas com o ativo corrente + outras receitas como a International Cup + UEFA, etc.

O Passivo corrente significa que tem o prazo mximo de 1 ano. Podemos pressupor que o Talisca por exemplo, que neste momento está emprestado, seja vendido e que uma parcela da transferência seja recebida durante este exercício e usada como pagamento a um fornecedor específico.

Espero que tenhas razão e que paguemos bons prémios :) É verdade que o plantel é bem mais caro que o do ano passado. No entanto imaginando que teriamos um custo entre salarios e prémios de 80M(aumento de 13M), entre outros aumentos de custos, pode muito bem ser compensado com os oitavos da LC, onde houve o aumento do premio dos 1/8 (9.5M) onde houve o aumento do premio de vitoria. Imaginemos 10pontos (3V 1E) ou seja seriam 9M a mais que a época passado perfazendo 18M, o que se soma ainda os 27.2M que recebemos a mais que a época passada por sermos a oitava equipa com melhor ranking na LC, já para não falar do cachet da International Champions Cup que deverá ter sido cerca de 3M



Mais uma vez está a tentar justificar a diferença entre passivo corrente e activo corrente com receitas que POSSIVELMENTE podem ocorrer no futuro. O Talisca também era quase garantido que ia ser vendido o ano passado.
Para mim é um erro fazer estes julgamentos. Temos que analisar as contas como elas são e aquando da elaboração deste relatório tínhamos mais dividas a curto prazo do que a receber.

Não percebi a questão dos 27.2M, nós não somos a 8a equipa no ranking da UEFA a participar na Champions. Nunca ouvi falar deste prémio... de onde vem?

Mesmo chegando a esses 45M se retirarmos os salários e menos aquilo que vamos a receber a menos da NOS não vai dar para cobrir as perdas financeiras e as amortizações dos passes.
Por isso é que acho que vamos continuar a depender das vendas para equilibrar as contas.
Estamos a melhorar e a ser cada vez mais financeiramente independentes, mas diria que ainda vai demorar mais uns aninhos.

Não é minha presunção afirmar que o SL Benfica não está mais dependente de vendas para ter resultados positivos nem era essa a discussão.


O passivo corrente é maior que o ativo corrente, contudo certamente o CEO terá em conta a nossa tesouraria para cumprir com as suas responsabilidades, mesmo tendo feito tao poucas vendas este verão.


Esta polémica sobre o passivo corrente não tem sentido se considerarmos que no valor do Balanço se encontram os dois EO`s (45ME e 50ME), e que tendo em conta a data de referência de 30JUN18, se vão vencer dentro de 1 ano, e em que o primeiro já foi renovado em Agosto, pelo que já não é um passivo corrente exigível a menos de 1 ano, e o 2º se vai vencer em MAI19, podendo ser renovado ou não.

Nesta análise de passivos e activos correntes há que diferenciar os valores que se vão vencendo de forma contínua nos próximos 360 dias e aqueles que embora vencendo-se dentro de 1 ano, a sua data de liquidação ocorre num único momento, e como tal o seu reembolso ou não, pode ser programado.

Isso já tinha referido ;)

Divagámos tanto que perdemos o fio à meada....

Eu não disse nem acho que não temos  ou que vamos ficar sem dinheiro para pagar aquilo que devemos a curto prazo.

O Dr.Lecter disse isto:
"valores que temos em clientes que superam em larga margem as saídas de dinheiro para pagamento de compromissos de curto prazo"
E pelo que vejo isto não corresponde à verdade. Claro que prolongando os nossos EO, mais os prémios da champions, vendas de jogadores vamos poder cumprir com as nossas obrigações.


"Não é minha presunção afirmar que o SL Benfica não está mais dependente de vendas para ter resultados positivos nem era essa a discussão."

Este foi precisamente o ponto que eu rebati inicialmente no post do Dr.Lecter quando ele diz:
""sobrando" dessa maneira os encaixes com transferências para, eventualmente, liquidarmos o EO e fazermos o ajustamento necessário no plantel"

Atenção que eu não fiz afirmações, eu limitei-me a tentar interpretar o que vinha sendo dito, já que de finanças percebo pouco ou nada.

A minha interpretação foi no sentido de termos um excedente quando contrapomos os saldos de clientes/fornecedores. Entretanto já havia informação disponível sobre a renovação de um dos EO que estavam na rubrica empréstimos, que deixa de ser dívida de curto prazo. E passou a haver também informação sobre entradas de dinheiro certas em montante superior ao exercício anterior, no seguimento da leitura que fiz dos números, em grosso, que com os recebimentos do dinheiro da Champions e transacções de passes de atletas (na última AG o presidente foi taxativo quando disse que em Janeiro iríamos perceber o negócio do Talisca, o que deixa antever uma transferência nessa janela de mercado), poderíamos ter condições para liquidar o EO que vence em Maio do próximo ano, se não na totalidade, pelo menos uma boa parcela.

Por outro lado, também na última AG foi dito pelo Nuno Gaioso que o negócio de antecipação dos valores da NOS seria de 20M/ano em 5 anos, por isso o que iremos receber a menos dessa parcela é compensado por aquilo que iremos receber a mais de receitas da Champions e ainda sobra.

Por isso sim, creio que com a alienação de passes de atletas excedentários como o Talisca poderemos ter condições para reduzir mais uma fatia do nosso passivo remunerado, não renovando o EO que se vence em Maio de 2019, ou pelo menos não o renovando na sua totalidade.

Se te cingires aos dados que estão no relatório, as entradas de dinheiro são inferiores aos compromissos que constam desse documento, mas com a informação disponível dá para fazer uma projecção deste exercício com conclusões bastante diferentes.