Competição
Fase
Final
Data
Sáb, 5 Setembro, 2026, 21:00
Estado
Realizado
Transmissão televisiva
Canal 11

 

Num dérbi de emoções, no Pavilhão Municipal de Desportos de Vila do Conde, o Benfica cedeu frente ao Sporting (2-3) no duelo da Supertaça, decidido no prolongamento neste sábado, 5 de setembro.

 

Poucas horas depois do sucesso da equipa feminina encarnada, os comandados de Cassiano Klein pisaram a mesma quadra. Já com dezenas de adeptos nas bancadas, executaram os habituais exercícios de ativação prévia ao embate. Serenos, os jogadores iniciaram a derradeira fase de preparação para um dérbi no qual Silvestre não entrou nas contas, por lesão.

 

Junto ao túnel de acesso ao balneário, o fumo branco deu o mote para a entrada das equipas. Três minutos antes das 21h00 entoava-se A Portuguesa. Cumprindo a tradição, os jogadores encarnados fizeram a vénia aos Benfiquistas, um momento pontuado por aplausos.

 

O capitão Afonso Jesus, que integrou o cinco inicial ao lado de Léo Gugiel, Kutchy, Arthur e Lúcio Rocha, foi o primeiro a tocar na bola: esférico a rolar no dérbi eterno.

 

"Allez, Benfica allez", gritavam os Benfiquistas, empurrando a equipa. Na baliza, Léo Gugiel, que pouco antes já tinha rematado, efetuou uma boa intervenção, após remate cruzado de Tomás Paçó (3'). Num desafio muito intenso, aos 5', as águias já tinham 4 faltas averbadas. Todavia, nunca vacilaram no processo defensivo.

 

Ruben Góis, em estreia pelo Benfica, ficou perto de abrir o ativo. Na cara de Bernardo Paçó, viu o guarda-redes leonino negar-lhe o 1-0, aos 8'.

 

Com o pavilhão lotado para a primeira decisão da temporada, o ambiente estava escaldante num jogo que move paixões.

 

Dada a intensidade e entrega máximas, Cassiano Klein recorreu à profundidade do plantel e promoveu rotatividade de forma a manter o ritmo elevado, sem quebras.

 

Porém, aos 16', após fortuna num ressalto, Tomás Paçó fez o 0-1, adiantando no marcador os verdes e brancos.

 

Numa manifestação de apoio incondicional, os Benfiquistas não pararam de entoar cânticos.

 

Por intermédio de Tomás Paçó, aos 17', o Sporting enviou uma bola ao poste, num disparo de fora da área em zona central.

 

No penúltimo minuto da primeira parte, André Correia vislumbrou a baliza rival deserta e tentou o golo. A bola passou rente à trave. Boa oportunidade para as águias.


No lance seguinte, chegou o momento de festa! André Correia colocou a bola em Ruben Góis, que endossou para Afonso Jesus. O capitão não perdeu tempo e disparou de pé direito para o 1-1. De pronto, os jogadores voltaram-se para os adeptos e pediram ainda mais apoio.

 

O lance ainda esteve em análise, por eventual falta de Ruben Góis, mas o golo foi validado. Ao intervalo, empate no marcador (1-1).

 

No reatar do dérbi, o primeiro aviso foi deixado por André Coelho: rematou cruzado para defesa de Bernardo Paçó com o pé.

 

Fora da quadra, a atmosfera mantinha-se efervescente. Na resposta à ameaça encarnada, Tomás Paçó testou os reflexos de Léo Gugiel, que defendeu o remate do atleta leonino.

 

De pé, braços erguidos, os Benfiquistas continuavam a incentivar com sucessivos cânticos.

 

Aos 31', num grande momento de futsal, Carlos Monteiro finalizou para o fundo da baliza leonina. Festejou-se, mas o golo foi anulado. O lance foi analisado pelos árbitros e confirmada irregularidade por parte do camisola 17 das águias.

 

No pavilhão ouviu-se então o Ser Benfiquista, cantado com aplausos. Com protagonistas de grande qualidade em quadra, o ritmo prosseguia alto. Apesar dos lances de perigo nas duas áreas, o resultado mantinha-se.

 

O relógio não parava e o espectro de prolongamento parecia ganhar forma. Faltavam pouco mais de 2 minutos para o término do tempo regulamentar e o marcador assinalava 1-1. Foi assim que se chegou ao final dos 40 minutos.

 

Com 4 faltas para cada lado, era hora de se jogar o prolongamento. Indicações dadas, tática afinada e recomeço do jogo.

 

André Correia, atento, travou o intento de Rúben Teixeira, aos 3' da primeira parte do tempo extra. No entanto, pouco depois, o guarda-redes encarnado, que subiu no terreno, perdeu a bola e Wesley atirou para o 1-2. Os juízes ainda recorreram às imagens, mas não vislumbraram falta sobre André Correia.

 

A 52 segundos do final desta parte, Felipe Valério faturou (1-3), após transição rápida do Sporting.

 

Restava jogar a segunda metade do prolongamento e nada estava perdido. Com 2 golos de desvantagem, Arthur foi lançado como guarda-redes avançado. Em 5x4, o Benfica reduziu (2-3) num golaço de Pany Varela, autor de um tiro de pé esquerdo!

 

Voluntarioso, o mesmo jogador impediu o 2-4, numa altura em que as águias não tinham guarda-redes posicionado na baliza.

 

Instalado no meio-campo oposto, o bicampeão nacional procurou o empate. A 25 segundos do final, Pany Varela tornou a disparar e Bernardo Paçó, com uma intervenção monumental, inviabilizou a igualdade. A insistência não deu frutos, mas o Benfica saiu de cabeça bem erguida (2-3).

 

Terminado o dérbi, Cassiano Klein cumprimentou todos os atletas, que se encaminharam para junto dos Benfiquistas. A simbiose foi plena e os adeptos confortaram quem tudo deu com o Manto Sagrado vestido. Sucederam-se autógrafos, fotografias, ouvindo-se "Benfica, até morrer" e "Nós só queremos o Benfica campeão".

 

Os jogadores do Sporting fizeram a guarda de honra aos atletas encarnados, que receberam as medalhas de finalistas vencidos. De seguida, os papéis inverteram-se num ambiente de fair play.

 

Agora, os bicampeões nacionais viram agulhas para a Liga Placard. No sábado, 12 de setembro, as águias recebem o Venda Nova, no arranque da competição.

 

CASSIANO KLEIN | Declarações


"Primeiro, tem um aspeto que é muito importante que é o comportamento. A nossa equipa deixou tudo no campo. Tudo, tudo. Claro, tem muitas coisas que gostaríamos de ter feito diferente. Algumas tomadas de decisão, algumas coordenações de ataque que não conseguimos fazer. Foi o primeiro jogo da época nossa que teve essa atmosfera. E, às vezes, aqui dentro, as coisas são mais difíceis. Mesmo que seja um jogo disputado, as duas equipas, como sempre, jogam para ganhar. Quando têm a bola, procuram criar. E, quando não a têm, procuram dificultar o máximo. Acho que o grande êxito deste dérbi é a defesa. As equipas pensam em cada detalhe para dificultar o ataque. Isso no futuro vai fazer bem, temos de ter uma maneira de jogar, de criar. Mas não é fácil. Tem de tomar uma decisão num segundo. Os adeptos, uma sinergia incrível para nós. Gostaríamos muito de dar esse troféu para eles. Mas estamos começando uma época e, se a nossa equipa tiver esse empenho, como está tendo esse carácter, junto com nossos adeptos, essa sinergia que estamos a criar, somos muito fortes. E vamos trabalhar muito para, no final da época, olhar para trás e saber que merecemos algumas coisas. E o dia a dia vai falar muito sobre isso. "

 

FICHA DE JOGO


Cinco inicial do Benfica: Léo Gugiel, Afonso Jesus, Lúcio Rocha, Arthur e Edmilson Sá

 

Suplentes: André Correia (J), Diogo Almeida (J), Raúl Moreira (J), André Coelho (J), Eduardo Tchuda (J), Carlos Monteiro (J), Pany Varela (J), Ruben Góis (J) e Cléber (J)

 

Marcadores do Benfica: Afonso Jesus (18') e Pany Varela (46')

 

Informação do Jogo: https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2026/09/05/futsal-jogo-benfica-sporting-supertaca-2026-direto-filme-do-jogo

 

Coming soon


Por Universo Benfica a Sexta, 9 Outubro 2026

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