Benfica recebe `Final Four´ da liga europeia femenina

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O Benfica vai ser o anfitrião da `final four´ da Liga Europeia feminina de hóquei em patins, que decorre entre os dias 17 e 18 de março, com Stuart Massamá, Gijón e Voltregà.

A informação foi avançada esta terça-feira pelo Comité Europeu de Hóquei em Patins.

A equipa encarnada vai defrontar nas meias-finais as espanholas do Voltregà, enquanto o Stuart Massamá mede forças com o Gijón.

O Benfica eliminou nos quartos de final as italianas do Estrelas Molfetta e o Stuart Massamá afastou as francesas do CS Noisy Le Grand.

Muito Benfica em semana de aniversário

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Estão aí à porta mais dias de muito Benfica para marcar na agenda. De quarta-feira (28 de fevereiro) a domingo (dia 4 de março), as equipas não param. Das masculinas às femininas, dos seniores aos escalões de formação, dos pavilhões aos relvados, tome nota de tudo!

Na quarta-feira, dia em que o Sport Lisboa e Benfica comemora 114 anos – fundado a 28 de fevereiro de 1904, na Farmácia Franco –, arranca também uma semana de intensa atividade desportiva.

A partir das 20h30, a equipa de Voleibol disputa, no Pavilhão n.º 2 da Luz, a 2.ª mão dos quartos de final da Challenge Cup frente ao Bunge Ravenna. Depois da derrota em Itália, por 3-1, só a vitória por 3-0 interessa. Em caso de triunfo por 3-1, haverá necessidade de disputar um golden set decisivo para a passagem às meias-finais.

Festejos Voleibol

O mês de março tem início com um duelo de Basquetebol feminino, a partir das 21h15. Depois de uma derrota na receção ao Vagos (41-47), as encarnadas voltam a disputar novo encontro no Pavilhão Fidelidade, desta vez frente à Quinta dos Lombos.

Sábado é dia de emoções na Liga NOS. O Benfica recebe o Marítimo em jogo da 25.ª jornada.

O primeiro dia do fim de semana começa com um Benfica-Vitória de Guimarães em Juniores (15h00). A formação orientada por João Tralhão – que vem de uma vitória sobre o FC Porto (1-2) – tem agora pela frente o 7.º e penúltimo classificado desta 2.ª fase de apuramento de campeão.

Segue-se um duelo de Basquetebol masculino: Benfica-Elétrico (16h00). O conjunto de José Ricardo, líder da prova, recebe o 12.º e último classificado num dos dois jogos que encerram a 20.ª jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol.

No Andebol, a equipa de Carlos Resende viaja até Braga para encontrar o ABC na penúltima (25.ª) jornada da primeira fase do Campeonato Nacional. A partida está agendada para as 17h00 no Pavilhão Flávio Sá Leite.

Jardel

Ainda no sábado, todas as emoções da Liga NOS. Depois da vitória (1-3) na Capital do Móvel, frente ao Paços de Ferreira, e numa altura em que os Tetracampeões Nacionais seguem no segundo lugar da tabela classificativa (com menos cinco pontos do que o líder FC Porto), a próxima “batalha” é com a formação da Madeira, em jogo referente à 25.ª jornada da Liga NOS. Os bilhetes estão à venda e espera-se mais uma Onda Vermelha de apoio aos encarnados, no Estádio da Luz

A partir das 18h30, olhos postos no Hóquei em Patins masculino. O líder Benfica vai até Valongo defrontar a Associação Desportiva local – 5.º classificado, com menos 13 pontos – na 18.ª jornada do Campeonato Nacional.

Para a noite de sábado, um dérbi. Futsal feminino, 4.º classificado na fase de apuramento de campeão, recebe o Sporting em jogo da 4.ª jornada. O encontro está agendado para as 21h30, no pavilhão n.º 2 da Luz. 

A manhã de domingo é reservada ao Futebol de Formação. Mas há mais…

No domingo, 4 de março, a manhã é reservada aos escalões de formação e começa com os Juvenis A (11h00). A formação encarnada, líder da Série Sul da 2.ª fase de apuramento de Campeão, desloca-se ao terreno do Sacavenense em jogo da 13.ª ronda.

À mesma hora, sobem ao Campo Major David Neto 2, os Iniciados A para defrontarem o Portimonense em jogo da 5.ª jornada (em atraso) da 2.ª fase de Apuramento de Campeão – Série Sul.

A partir das 15h00, no Estádio José Santos Pinto, o Benfica B defronta o SC Covilhã na 27.ª jornada da Ledman LigaPro (II Liga). Depois do empate com o CD Cova da Piedade (1-1), a formação de Hélder Cristóvão quer regressar às vitórias.

O Hóquei em Patins feminino está de regresso à Taça de Portugal (17h00). Após ter entrado com o pé direito na fase de apuramento de campeão – com um triunfo sobre o CH Carvalhos (3-0), o conjunto orientado por Paulo Almeida muda o chip e concentra-se, agora, na Prova Rainha. Com uma vantagem de três golos (6-3), o Benfica volta a encontrar a AA Coimbra no jogo que vai decidir a passagem às meias-finais.

Nuno Oliveira

Em fim de semana de jornada dupla para o Basquetebol, a formação de José Ricardo encontra o Barreirense na 21.ª ronda da LPB. O jogo tem início marcado para as 18h00, no Pavilhão Municipal Luís Carvalho.

Durante todo o fim de semana, 3 e 4 de março, o escalão Sub-23 de Atletismo do Benfica compete, em Pombal, no Campeonato Nacional de Esperanças em Pista Coberta.

Jonas sem igual no Benfica há 45 anos

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slbenfica.pt

Com os dois golos marcados frente ao Paços de Ferreira, no último sábado, no Estádio Capital do Móvel, Jonas igualou o registo obtido por Eusébio no Benfica há 45 anos: 27 remates certeiros à passagem da 24.ª jornada do Campeonato Nacional.

 

São números cada vez mais impressionantes! No Benfica desde a época 2014/15, Jonas estreou-se a fazer o que mais gosta – marcar golos – a 5 de outubro de 2014, frente ao Arouca (4-0), no Estádio da Luz. Desde então tem sido sempre a somar… Superada a marca redonda dos 100 golos, e na quarta temporada no Clube, é já o segundo melhor marcador estrangeiro de sempre do Benfica.

 

De águia ao peito, o avançado brasileiro assinou 115 golos no total – em todas as provas - até ao momento e, no último sábado, com o bis frente ao Paços de Ferreira, igualou uma marca já com 45 anos.

 

É que Jonas continua a somar golos e a bater registos históricos!

 

À passagem da 24.ª jornada da Liga NOS, Jonas tem um impressionante registo de 27 golos, e é preciso recuar até 1972/73 para encontrar o último jogador a consegui-lo com o Manto Sagrado: Eusébio da Silva Ferreira.

 

Na altura, o Sport Lisboa e Benfica foi Campeão Nacional e o Pantera Negra fechou a prova como o melhor artilheiro, com 40 golos marcados, contribuindo para o total de impressionantes 101 do Glorioso na prova.

 

Regressando a 2017/18, olhando para a caminhada de Jonas, e fazendo uma perspetiva baseada nos números, basta ao goleador canarinho manter a média para facilmente fechar a Liga com 38 golos apontados…

E existe um outro registo com grandes probabilidades de ser alcançado muito em breve! Com 92 golos no Campeonato de águia ao peito, Jonas está a apenas oito de alcançar o golo 100 na prova!

 

De Eusébio a Jonas, ou seja, olhando para 45 anos de história, encontramos apenas mais três nomes que se aproximam desta marca ímpar de 27 golos à 24 jornada.

 

O sueco Mats Magnusson surge com 26 golos, numa temporada de 1989/90 onde assinou 33 no total. Uma década antes (1979/80) Nené é o nome a fixar. O internacional português conseguiu um total de 30 golos, com 25 apontados à 24.ª ronda. A fechar, Rui Jordão, na temporada 1975/76 totalizou 30 golos, contudo, à 24.ª jornada, tinha marcado 24.

 

TOP 5 À 24.ª JORNADA DA I LIGA

Época     Jogador     Golos marcados
1972/73     Eusébio     27
2017/18     Jonas     27
1989/90     Magnusson     26
1979/80     Nené     25
1975/76     Rui Jordão     24

 

 Texto: Sónia Antunes

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/02/26/jonas-iguala-registo-historico-de-eusebio-com-45-anos-27-golos-em-24-jornadas

Banco do Benfica continua a render na Liga NOS

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slbenfica.pt

A vitória diante do Paços de Ferreira é mais um caso que ilustra o paradigma de que no Benfica todos contam, com o banco de suplentes a render golos e pontos na Liga NOS.

 

Raúl e Seferovic entraram no decorrer de uma partida em que, apesar do forcing do Tetracampeão, o resultado desfavorável não estava fácil de contornar e tiveram influência direta nos golos de Jonas e Rafa, que culminaram no 1-3 final.

 

O treinador Rui Vitória enalteceu isso mesmo nas declarações pós-jogo, começando por explicar as trocas das peças: “Fomos mexendo na equipa para acrescentar peso na zona central. Os jogadores que entraram e os que já lá estavam, acima de tudo, estão de parabéns.”

 

Todos contam, está mais do que provado, e Raúl tem sido dos mais fortes na hora de saltar do banco e carimbar o seu nome na história do jogo. Aconteceu com o Belenenses, Rio Ave e Boavista na Luz, e em Braga e em Paços de Ferreira. Em Braga fez o 1-3; faturou, ainda, na Luz diante do Rio Ave (21.ª jornada) e Boavista (23.ª), e agora, no Estádio Capital do Móvel, entrou para participar nos três golos, em dois deles foi o último benfiquista a tocar na bola antes do autor da finalização.

 

Apesar de não gostar de individualizar, a exibição de Raúl em Paços de Ferreira não passou ao lado do técnico benfiquista, que não deixou de elogiar, considerando que o mexicano “entrou muito bem”, lembrando que é um jogador que “tem muita profundidade e agressividade, e que acabou por libertar Jonas para os golos”.

 

Ainda em Paços de Ferreira, destaque para o suíço Seferovic. Entrou aos 86’ e dois minutos depois fez o passe para o tento de Jonas que colocava o Benfica a vencer no encontro. “A imagem mais clara do espírito e vontade de ganhar é o Seferovic. Entrou com o jogo em 1-1, depois já estamos a ganhar 1-2 e ele está como ala esquerdo, foi ajudar o Cervi”, sublinhou Rui Vitória.

 

 

Se andarmos com o filme para trás, percebe-se que a importância do amplo coletivo nos jogos do Benfica não é de agora. Os golos e assistências que deram pontos começaram em Chaves. Aí, Rafa, entrado na partida aos 69’, fez o passe para o tento decisivo de Seferovic. O internacional português, entretanto, tem aproveitado a lesão de Salvio – contraída com o Rio Ave – para aportar valências em prol do coletivo. No dérbi, foi dele o remate que deu origem à grande penalidade que poria o resultado em 1-1; e assistiu Raúl frente aos vila-condenses na Luz após uma excelente jogada coletiva do Benfica.

 

Outros exemplos, a mesma importância

 

Ao longo do campeonato outros exemplos têm havido! Em Guimarães, Samaris entrou aos 64’ e marcou aos 76’; na jornada seguinte, com o V. Setúbal em casa, Zivkovic foi a jogo aos 60’ e fez o gosto ao pé aos 87’; em Moreira de Cónegos, João Carvalho entrou em jogo aos 73’ e no minuto seguinte assistiu Jonas para o 0-2; Diogo Gonçalves, em Portimão, entrou nos descontos e ainda foi a tempo de participar no golo obtido por Zivkovic, e com o Boavista, na Luz, participou na construção do golo de Raúl.

 

Faltam 10 batalhas para o fim da época e, de facto, todos contam para Rui Vitória, e com efeitos práticos no resultado final. Segue-se a receção ao Marítimo, sábado, às 18h15, e os bilhetes encontram-se à venda.

 

 

JOGOS NA LIGA NOS COM INFLUÊNCIA DO BANCO DE SUPLENTES
Jogo     Jogador     Ação
GD Chaves (f)     Rafa     Assistência
Belenenses (c)     Raúl     Assistência
V. Guimarães (f)     Samaris     Golo
V. Setúbal (c)     Zivkovic     Golo
Sporting (c)     Rafa     Remate para penálti que deu golo do empate
Moreirense (f)     João Carvalho     Assistência
SC Braga (f)     Raúl     Assistência
Rio Ave (c)     Raúl     Golo
Rio Ave (c)     Rafa     Assistência
Portimonense (f)     Diogo Gonçalves     Participa na construção do golo de Zivkovic
Boavista (c)     Raúl     Golo
Boavista (c)     Diogo Gonçalves     Participa na construção do golo de Raúl
P. Ferreira (f)     Raúl     Assistência
P. Ferreira (f)     Seferovic     Assistência
P. Ferreira (f)     Raúl     Participa na construção do 2.º golo de Jonas

 

Texto: Marco Rebelo

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/02/26/banco-de-suplentes-benfica-liga-nos-importancia-golos-assistencias

Ivo Casas: "Todos estão confiantes em passar a eliminatória"

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slbenfica.pt

Em entrevista ao Site Oficial, o líbero encarnado Ivo Casas apontou à vitória na segunda mão dos quartos de final da Challenge Cup e chamou os adeptos ao Pavilhão n.º 2 da Luz. Desafio com o Ravenna realiza-se às 20h30 de quarta-feira.

 

 

Começou no Leixões, passou pelo Castêlo da Maia e agora Benfica. Porquê o voleibol?

A minha irmã já jogava voleibol quando me iniciei na modalidade e a minha professora de educação física da Escola Primária era treinadora no Leixões, e levou-nos para fazer uns treinos. Desde os meus sete anos que não quis outra coisa.

 

 

Vai na quarta temporada de Benfica. Como têm sido estes anos de águia ao peito?

Têm sido muito bons. É um clube gigantesco, com condições fantásticas. Lutamos sempre por títulos, temos objetivos coletivos e individuais bem definidos, altos. Tem sido fantástico.

 

 

Quando era criança alguma vez imaginou jogar pelo Benfica?

Quando me iniciei na modalidade, dos três grandes do futebol, só o Benfica tinha a modalidade. Então, eu e os meus colegas víamos o Benfica como uma referência em Portugal e o clube a que toda a gente queria chegar. Por isso claro que sim, olhávamos muito para o Benfica como o clube a alcançar.

 

 

Como se deu a mudança do Castêlo da Maia para Lisboa? Sei que teve de parar os estudos.

Parei os estudos porque era incompatível, a minha faculdade era no Porto. A minha prioridade é o voleibol. Evidente que não se pode descurar a parte académica porque é o que nos garante o futuro, mas surgiu a oportunidade e tendo em conta que era isto que eu queria fazer – posso dizer que sou profissional a fazer aquilo que gosto –, tinha mais era de agarrar e foi uma boa decisão.

 

 

Desde aí três Supertaças, três Taças de Portugal e dois Campeonatos Nacionais. Só já falta mesmo a competição europeia…

Era muito bom. Tivemos uma oportunidade ótima no meu primeiro ano que nos fugiu e depois daí já estivemos em meias-finais e já conseguimos alcançar bons resultados. É uma ambição individual e, claro, coletiva. Ganhar um título europeu seria fantástico.

 

 

Nesta quarta-feira o Benfica recebe o Ravenna para a segunda mão da Challenge Cup. Sente que o grupo está confiante na passagem, apesar da desvantagem?

Sabíamos que os dois jogos iam ser muito complicados, tanto fora como em casa, mas claro que lá seria mais porque estávamos a jogar na casa deles e eles são muito constantes, estão habituados a um nível competitivo alto. Sabíamos que ia ser um jogo onde teríamos de falhar muito pouco para nos bater de igual para igual. Até acho que conseguimos fazer um bom jogo em Itália. Não fomos felizes num ou noutro momento e a vitória acabou por cair para o lado deles. Penso que em casa será um jogo com as mesmas características, em termos de intensidade e decisão em pormenores. O fator casa pesa bastante e já conseguimos protagonizar algumas reviravoltas aqui em casa, por isso acho que sim. Todos estão confiantes em passar a eliminatória.

 

 

O desafio aqui em Lisboa será no dia do aniversário do Clube. Responsabilidade acrescida?

Acho que não é uma responsabilidade acrescida. Dar um passo em frente na competição seria uma mais-valia para os adeptos e para o Clube de uma maneira geral. Claro que culminar isto com o aniversário seria uma ótima prenda para todos os adeptos. A responsabilidade é exatamente a mesma. Cada vez que entramos no campo temos de jogar o melhor que sabemos, estamos a representar um grande clube, somos profissionais e o objetivo é sempre ganhar. O foco nunca está noutro sítio que não na vitória.

 

 

Qual é a receita para conseguir vencer a segunda mão e passar à fase seguinte?

Vai decidir-se nos pormenores. Os erros não forçados vão ser muito importantes nesta decisão porque eles são uma equipa muito constante, habituada a jogos de alta intensidade, habituados a não falhar, não deixar cair bolas fáceis, não cometer erros não forçados. Vai passar muito por aí. Nós conseguimos bater-nos com eles em todos os aspectos, mas, por vezes, falta-nos o discernimento de não descurar as coisas mais fáceis. Temos muitos jogos de algum desnível no nosso Campeonato e eles não. Estão habituados a jogar sempre com uma intensidade elevada. Temos de nos focar nisso: não baixar a concentração e manter os níveis de intensidade sempre muito elevados para, nos pormenores, cair para o nosso lado.

 

 

A presença dos adeptos em massa no pavilhão a entoar “Benfica, Benfica, Benfica” pode vir a ser importante no desfecho da eliminatória?

Importantíssimo. Faz toda a diferença ter o pavilhão cheio com as pessoas a puxar por nós. É mais um jogador dentro de campo que tem influência no resultado. Para além de nos motivar a nós, desestabiliza a equipa adversária.

 

 

A nível interno o Benfica encontra-se em todas as frentes. Imagino que não queiram deixar escapar a dobradinha…

Claro que não. Conhecemos o carácter diferente das competições europeias, a eliminar, pode correr pior um jogo e já comprometemos a eliminatória. O Campeonato é o principal objetivo da época. Se conseguirmos aliar a isso a conquista da Taça de Portugal, que também é um dos objetivos, seria fantástico. É isso que se pretende.

 

 

Qual é a rotina de um jogador de voleibol do Benfica, neste caso o Ivo?

Passa muito por casa, treino e casa, porque treinamos muitas vezes de manhã e de tarde. Se não houver bola há sempre musculação, passamos sempre aqui dois períodos do dia. Fora, nos tempos livres, gosto de estar com a minha namorada, gosto de estar com amigos, gosto muito da parte social de estar com pessoas que me são queridas, porque acho que é assim que se deve aproveitar o tempo.

 

 

É líbero. Pode causar estranheza a algumas pessoas ver um jogador com a camisola diferente. Quer explicar essa particularidade?

Há muita gente que pergunta a razão de estar com uma camisola diferente. Já me perguntaram se era o capitão, porque há pessoas que não têm muita consciência do desporto, se bem que, com o passar dos anos, sinto que há mais consciência para o voleibol do que havia antigamente. As pessoas estão mais por dentro da modalidade e já sabem como funcionam as rotações e a razão do central sair para eu entrar. Há algumas pessoas que ainda perguntam, mas é bom sinal, quer dizer que estão envolvidas e que querem saber mais.

 

 

Tem funções muito diferentes, à semelhança do guarda-redes no futebol. Daí a camisola diferente…

Comparam muitas vezes ao guarda-redes, tenho de defender as bolas apesar de não haver uma baliza.

 

 

Apesar de ter 25 anos, estreou-se na seleção com 16. Foi algo que o marcou?

Foi um jogo que nunca vou esquecer. Foi um momento muito marcante na minha carreira e não estava à espera, com aquela idade, de ter sido uma aposta do treinador na altura. Conseguirmos a vitória na minha estreia foi ouro sobre azul.

 

 

O que ainda lhe falta fazer na modalidade?

Há muita coisa que gostaria de fazer em termos coletivos e individuais. Primeiro, há sempre mais a fazer. Há sempre mais jogos a ganhar e mais títulos a conquistar. Olhando para as competições europeias, sabemos que é uma oportunidade de ouro se conseguirmos dar a volta a esta eliminatória e chegar a mais uma final. Passa por esses objetivos a curto prazo, de conseguir passar as próximas eliminatórias e ganhar estes próximos jogos para tentar alcançar um título europeu, tentar ganhar mais uma vez o Campeonato e a Taça. A longo prazo, gostava de representar o país num Campeonato da Europa ou num Campeonato do Mundo, porque é uma coisa que já não acontece há alguns anos e acho que faz falta ao país, e para ajudar a modalidade crescer.

 

 

Se não fosse jogador de voleibol o que se imaginaria a fazer? Outro desporto?

Imaginava-me a fazer aquilo para que estava a estudar quando parei os estudos, que era engenharia. É uma área de que gosto bastante e que, por isso mesmo, é que optei por ela quando entrei no ensino superior em vez de me candidatar ao desporto, que era o mais lógico a fazer. Tenho de acabar o curso e pôr mãos ao trabalho, mas acho que me imaginaria a trabalhar enquanto engenheiro.

 

 

É atento a outras modalidades?

Costumo acompanhar. Claro que não temos tanta disponibilidade para ver outros jogos, mesmo aqui em nossa casa porque temos treinos ou temos jogos fora, mas tento sempre acompanhar os resultados e perceber pelo que estamos a lutar em cada modalidade e em que posição é que estamos. Costumo estar por dentro, porque o Clube também proporciona que isso aconteça. Nós temos interação com as modalidades todas, exceto o futebol, que está no Seixal, e lidamos diariamente com toda a gente, e é fácil perceber o que está a acontecer.

 

 

Um apelo aos adeptos para nesta quarta-feira comparecerem no Pavilhão n.º 2 da Luz?

É importante que eles estejam presente, fazem a diferença em todos os jogos, ainda mais nos jogos que são disputados. Aquela força extra, aquele ponto, aquela bola que não cai por causa do berro, devido ao apoio do público. É importante que estejam presentes, mesmo para os espectadores vai ser um bom espetáculo. Não só para quem é adepto do Clube mas também para quem é adepto da modalidade. É uma oportunidade ótima para ver um jogo de alto nível. Convoco toda a massa associativa do Clube para estar presente na quarta-feira, no jogo com o Ravenna. Vai ser muito importante tê-los do nosso lado.

 

 

Texto: Luís Afonso Guerreiro

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/02/26/benfica-ivo-casas-voleibol-entrevista-challenge-cup