Todos aos pavilhões! (Bilhetes)

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Nos dias 29 e 30 de dezembro, Basquetebol, Futsal e Hóquei em Patins entram em ação nos Pavilhões da Luz, em jogos a contar para os respetivos campeonatos nacionais.

 

Basquetebol | Dia 29 de dezembro, às 19h00 | Pavilhão Fidelidade | Liga de Basquetebol | SL Benfica-UD Oliveirense - Portas abrem às 18h00

 

- Sócio de Quota Modalidades: Grátis
- Sócio: 2 €
- Sócio Criança: Grátis
- Sócio Menor: 1 €
- Público: 5 €
- Público Criança: 2 €

 

 

 

Futsal | Dia 30 de dezembro, às 16h00 | Pavilhão 2 | Campeonato Nacional 1.ª Divisão | SL Benfica-Fabril - Portas abrem às 15h00

 

- Sócio de Quota Modalidades: Grátis
- Sócio: 2 €
- Sócio Criança: Grátis
- Sócio Menor: 1 €
- Público: 5 €
- Público Criança: 2 €

 

 

 

Hóquei em Patins | Dia 30 de dezembro, às 18h00 | Pavilhão Fidelidade | Campeonato Nacional 1.ª Divisão | SL Benfica- FC Porto - Portas abrem às 17h00

 

- Sócio de Quota Modalidades : 1 €
- Sócio: 2 €
- Sócio Criança: Grátis
- Sócio Menor: 1 €

 

 

 

Horários de Abertura de Bilheteira:

 

- Quinta-feira, dia 28 de dezembro, a partir das 9h00 nos horários habituais da Megastore. Nota: Venda exclusiva a Sócios Quota Modalidades para qualquer um dos jogos.
- Sexta-feira, dia 29 de dezembro, a partir das 9h00 nos horários habituais da Megastore. Nota: Venda exclusiva a Sócios para jogo Hóquei.
- Sábado, dia 30 de dezembro, a partir das 9h00 nos horários habituais da Megastore.

 

Nota: Para a aquisição de bilhetes de Sócio, deverá ser apresentado o respetivo cartão de Sócio. Não será aceite o cartão RED PASS.

 

Ederson - entrevista - "Total confiança no Penta"

Fonte

 Ex-guarda-redes das águias é hoje um fervoroso adepto do Clube e acérrimo defensor da qualidade de uma casa que "forma grandes homens e grandes jogadores". Numa entrevista imperdível ao Alta Fidelidade, da BTV, o brasileiro abre o livro

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“Estou a torcer muito por todos vocês, deem o vosso melhor. Vamos a isso e rumo ao 37” – a forte mensagem de incentivo ao plantel do Benfica tem a assinatura de um adepto muito especial: Ederson, guarda-redes que festejou o Tri e o Tetra como dono das redes das águias, aposta todas as fichas na conquista do Pentacampeonato.

 

Descomplexado, humilde e ambicioso, Ederson foi Ederson numa grande entrevista ao Alta Fidelidade, da BTV, que principiou com uma breve marcha-atrás no tempo, até maio de 2017, antes de se transferir para o Manchester City, que já lidera destacado a Premier League inglesa.

 

O que é que sente ao ver o cachecol do Tetra?

Vem à memória a temporada passada, o título que conquistámos e que entrou para a história do Benfica. Passaram muitos jogadores de alto nível no Benfica, muitos jogadores consagrados que não conseguiram fazer aquilo que nós conseguimos. Sinto-me muito feliz por ter feito parte desta história, foi um sonho realizado.

Isto aqui [cachecol] vou guardar para o resto da minha vida. Tenho muitas lembranças do 36 guardadas na minha casa.

 

Saudades de Portugal?

Sim, muitas.

 

Do quê em especial?

Da cidade, do Benfica, dos adeptos. Passei dois anos na equipa sénior e foram maravilhosos, com muitos títulos. Os adeptos acolheram-me e trataram-me muito bem. Recebo mensagens de benfiquistas até hoje. Estou muito grato e muito feliz. Agora a realidade é outra.

 

É diferente?

O clima aqui na cidade é muito diferente, mas também tenho muito carinho dos adeptos do City. Tratam-me muito bem, são muito educados e dão-me muita força. Estou muito feliz aqui e espero continuar a fazer um bom trabalho.

 

As pessoas em Manchester sabem que se transferiu do Benfica, de um grande clube de Portugal?

Sim, todos sabem.

 

É disso que sente falta? As coisas lá eram mais acolhedoras?

Sim, em Portugal o pessoal era mais caloroso, aqui são muito reservados, são muito respeitadores, não interferem nos passeios que fazemos, pouca gente pede para tirar fotos. Em Portugal os adeptos são diferentes.

 

Gosta mais do calor?

Eu sou um rapaz muito tranquilo, mas depende do dia e do humor com que estamos. Mas trato sempre bem, nunca menosprezo os fãs. Tento sempre tratar bem e parar para tirar fotos ou para dar um autógrafo. Um atleta também tem de saber gerir estas situações.

 

Como era o miúdo que chegou ao Benfica? Mudou muito?

Sim, mudou bastante. Eu era muito tímido - e ainda sou -, muito reservado, mas ali tive de ver o mundo de outra maneira. Saí muito jovem de casa, tive de amadurecer, tive de tomar decisões sozinho e isso acabou por me ajudar muito, por me fazer crescer mais e olhar o mundo de outra forma. Ganhei muita experiência. De lá para cá mudei muito e tudo isso fez-me muito bem.

 

No Benfica aprende-se futebol, mas também se aprende a ser homem?

Com certeza. Além de tudo, temos de ter respeito. Sabemos a história do Clube e passamos a respeitar os ídolos que tem. O Clube também respeita os ídolos, os atletas, então no Benfica também se educa e isso é o mais importante. Um jogador precisa de ser educado para ter rendimento. O Benfica, para além de formar grandes jogadores, forma grandes homens.

 

Aprendeu a ser homem também no Benfica?

Evoluí muito. O Benfica fez-me ver o mundo de várias formas, abriu a minha mente. Eu era um miúdo de 16 anos, mas com mentalidade de 20/23 anos já.

 

Desse miúdo já se dizia “vai ser um grande guarda-redes”?

Bom, dizia-se pouco, porque também era um jogador de 16 anos e dizer isso era muita responsabilidade, mas nunca me deslumbrei com elogios e nunca deixei as críticas abalaram-me. Sempre trabalhei da mesma forma, focado. Pensando dessa forma fui evoluindo muito, trabalhando dia a dia, esforçando-me ao máximo. Isso ajudou-me muito, evoluí bastante, aprendi muitas coisas.

 

A posição de guarda-redes é diferente de todas as outras?

Sim, são 90 minutos de muita concentração, qualquer descuido ou erro pode ser fatal. Um guarda-redes tem de estar sempre concentrado e tomar decisões.

 

Curiosidades sobre si... A sua paixão pelas tatuagens continua?

Claro, ainda não fiz mais nenhuma porque ainda não tive tempo. Aqui, é muito corrido, dois jogos por semana, acabamos por ter poucas folgas. Se fosse fazer mais uma, depois para treinar era um pouco desconfortável. Quando tiver uns quatro, cinco dias de folga farei.

 

Há alguma que é especial e que reflete o Benfica?

Sim, eu tenho o 35 tatuado na parte detrás da perna, um desenho da Taça e do 35. Falta fazer o 36.

 

Mudou muito o Ederson do Benfica para este do Mancherster City?

Continuo a mesma pessoa, com a mesma humildade, o mesmo foco no trabalho. O que muda é o nível de competição, porque em Inglaterra é muito mais competitivo.

 

O que é que pensa antes de entrar em campo?

Que me vou divertir, sem medo de errar, sempre procurando o mais certo.

 

Diverte-se em todos os jogos?

Com certeza, mas com essa responsabilidade.

 

Já lhe disseram que está ao nível do melhor guarda-redes do mundo?

Na minha opinião ainda falta um pouco mais. Há muitos bons guarda-redes hoje no futebol, alguns que estão um passo à minha frente, mas não trabalho a pensar nisso; trabalho a pensar em dar o melhor possível. Primeiro penso no grupo, depois penso em mim.

 

O presidente Luís Filipe Vieira foi importante na sua vida e na sua carreira?

Sim, foi uma pessoa importante no meu retorno para o Benfica. O presidente apostou muito em mim. Ele até queria que eu continuasse mais tempo, mas acabei por falar com ele sobre as circunstâncias e o momento e os meus objetivos pessoais. Ele compreendeu. Eu saí e entrei pela porta da frente e deixei muitos amigos lá.

 

Segue o Benfica?

Sim, sempre que possível eu assisto.

 

Acredita num Benfica Penta?

Com certeza. Nada é fácil. Assim como há dois anos tivemos um mau começo de Campeonato, mas soubemos dar a volta a isso, acho que nesta temporada também vamos conseguir. Tenho total confiança que podemos dar a volta a tudo isto.

 

O que é que o Benfica tem que os outros clubes não têm?

Os adeptos, claro. O Benfica tem uma história muito grande, muito bonita e tem uns adeptos fantásticos. Isso é muito importante. Os adeptos também vão ajudar a equipa a reerguer-se esta temporada. E eu também vou ajudar torcendo.

 

E sofre?

Claro, a ver de fora sofro muito mais. É muito pior.

 

O futebol começou como brincadeira de criança?

Sim, comecei a jogar à bola na rua. Eu, o meu irmão e os meus primos ficávamos a brincar na rua, fazíamos um risco na parede, dizíamos que era a baliza e eu ficava lá.

 

Recorda-se muitas vezes disso?

Sim, recordo-me. Foi o começo. É ótimo.

 

Os últimos anos foram muito intensos?

Sim, os últimos três, quatro anos foram muitos intensos.

 

O que é que guardou de materiais do Benfica?

As camisolas dos títulos assinadas por todos os meus companheiros. Tenho bolas de todas as finais que ganhámos, tenho as botas, as luvas e tenho presentes que eu ganhei dos fãs.

 

O próximo desafio é ser campeão aqui em Inglaterra?

Sim, a equipa está bem, está a trabalhar bem. Se continuarmos com este foco, podemos conquistar muitas coisas boas no futuro.

 

Como foi a adaptação, rápida?

Sim, foi rápida.
 

Foi contratado para desempenhar e não falhar.

Sim, numa contratação desse género é preciso chegar e dar resposta logo.

 

Quem é que consegue cumprir objetivos assim? O seu amigo Nélson Semedo?

Consegue.

 

Fala com o Nélson regularmente?

Sim, falo sempre com ele.

 

Como é a sua relação com Bernardo Silva?

Ele é um passarinho, faço dele o que quero no balneário [risos]. A verdade é que um miúdo cinco estrelas, educado, estamos sempre a brincar, faz parte do nosso grupo. Estamos sempre juntos e o pessoal gosta muito dele.

 

Tem futuro aquele miúdo?

Ah, tem, aquele pezinho esquerdo é diferenciado.

 

Uma mensagem para o balneário do Benfica...

Queria desejar muito boa sorte aos meus ex-companheiros, aos meus amigos, dizer que estou a torcer muito por todos vocês, que deem o vosso melhor. Vamos a isso e rumo ao 37!

 

E uma mensagem aos adeptos...

Agradecer o carinho que eles têm por mim. Recebo sempre muitas mensagens de Benfiquistas e quando eu vejo fico muito feliz. Aqui fica mais um adepto que juntamente com vocês vai torcer pela nossa equipa para chegar ao Penta.

 

 

Texto: Márcia Dores


https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/12/27/ederson-entrevista-ex-benfica-pentacampeonato-alta-fidelidade-btv

 

Futsal feminino: Ana Catarina e Janice Silva na corrida para Melhores do Mundo!

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Ana Catarina Pereira e Janice Silva foram nomeadas pelo prestigiado site "Futsal Planet" para Melhores do Mundo, integrando uma lista de dez eleitas nas respetivas categorias.

 

A guarda-redes do Benfica, Ana Catarina, considerada a 2.ª melhor guardiã do Mundo em 2015 e 2016, volta a ser uma das favoritas à conquista do troféu, numa época em que ganhou tudo o que havia para ganhar ao serviço do Benfica.

 

Para Janice Silva esta é uma estreia, com a jovem águia a integrar uma lista de nomes de enorme qualidade, isto numa temporada ímpar realizada pela equipa comandada por Bruno Fernandes.

 

Nomeadas para Melhor Guardiã Feminina

 

- Ana Catarina Silva Pereira (POR)
Sport Lisboa e Benfica (POR) - PORTUGAL N.T.

 

- Bianca Castagnaro Moraes (BRA)
C.A.F.E Futsal Cianorte (BRA) - Futsal Breganze 2011 C5 (ITA)

 

- Estela García Rodero (ESP)
Atlético de Madrid Navalcarnero (ESP) - SPAIN N.T.

 

- Patricia Moraes Faria "Giga" (BRA)
Associação Female Futsal Chapecó (BRA)

 

- Anastasia Ivanova (RUS)
FK Aurora Sankt-Peterburg (RUS) - RUSSIA N.T.

 

- Pannipa Kamolrat (THA)
Bangkok Futsal Club (THA) - THAILAND N.T.

 

- Maria Antonia Mascia (ITA)
Ternana Calcio Femminile (ITA) - ITALY N.T.

 

- Natalina Maria Leite "Naty" Silva (POR)
Sporting Clube de Portugal (POR) - PORTUGAL N.T.

 

- Regiane Fernanda Silva Do Amaral (BRA)
A.D. São Bernardo/A. Sabesp (BRA) - BRAZIL N.T.

 

- Silvia Aguete Outón (ESP)
Poio Pescamar F. S. (ESP) - SPAIN N.T.

 

 

Nomeadas para Melhor Jogadora do Mundo

 

- Amanda Lyssa de Oliveira Crisostomo "Amandinha" (BRA)
Leoas da Serra (BRA) - BRAZIL N.T.

 

- Amelia Romero De La Flor (ESP)
Atlético de Madrid Navalcarnero (ESP) - SPAIN N.T.

 

- Diana Santos De Oliveira Mendes (BRA)
Leoas da Serra (BRA) - BRAZIL N.T.

 

- Janice Eloísa Da Silva (POR)
Sport Lisboa e Benfica (POR) - PORTUGAL N.T.

 

- Carina Solange "Becha" Núñez (ARG)
Celemaster Uruguaianense (BRA) - ARGENTINA N.T.

 

- Darika Peanpailun (THA)
BG-College of Asian Scholars (THA) - THAILAND N.T.

 

- Arianna Pomposelli (ITA)
S.S. Lazio C5 (ITA) - ASD Olimpus Roma (ITA) - ITALY N.T.

 

- Renata Adamatti "Renatinha" (BRA)
Ternana Calcio Femminile (ITA)

 

- Alexandra Samorodova (RUS)
Zapsibkolledzh Tyumen (RUS) - RUSSIA N.T.

 

- Vanessa Cristina Pereira (BRA)
Ichnusa Sinnai C5 (ITA) - Pescara C5 (ITA) - BRAZIL N.T.

 

Texto: Sónia Antunes

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/12/26/futsal-benfica-ana-pereira-janice-silva-nomeadas-melhores-do-mundo

Carlos Morais - entrevista - “2018? Ganhar tudo o que há para ganhar no basquetebol nacional!”

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 Com o ano a terminar, o base/extremo faz o balanço de 2017, revelando já os objetivos para 2018 em entrevista ao Site Oficial. É uma longa viagem à descoberta do internacional angolano que confessa ter "pena" de não estar no Benfica há mais tempo.


Carlos Morais veste há duas temporadas de águia ao peito. O base/extremo da equipa Campeã Nacional de basquetebol ganhou tudo o que havia para ganhar a nível interno, mas quer mais. Numa longa viagem, através de uma conversa informal, o internacional angolano revela ao Site Oficial um pouco mais sobre si, as suas raízes, a sua forma de estar na vida, não esquecendo a quadra que se vive e os desejos para 2018.

Falou-se um pouco de tudo: de Angola, Portugal, sonhos, metas… e até de futebol! É que Carlos Morais também acredita no Penta!

 

Já com o ano de 2017 a acabar, que balanço faz dos resultados e das exibições da equipa de basquetebol do Benfica na primeira metade da temporada?

De um modo geral está a ser muito positivo, apesar de não termos conseguido os resultados esperados na Europa. Já ganhámos a Supertaça e, na competição mais importante, que é o nosso Campeonato, estamos muito bem, perdemos apenas um jogo, mas temos um recorde de 12-1. Estamos num bom caminho, temos estado a fazer um bom trabalho, temos um treinador novo que trouxe uma energia diferente…

 

Na época passada trabalhou com Carlos Lisboa, agora trabalha com José Ricardo...

São treinadores diferentes, ambos com qualidade, mas são diferentes. Cada um com a sua filosofia e a energia do treinador José Ricardo também é diferente. Até agora está a correr muito bem. Estamos já adaptados à sua forma de estar, de exigir e as coisas têm tudo para continuar a correr bem.

 

E a nossa Liga? Em crescimento?

Em termos competitivos a Liga está diferente do ano passado. As equipas apresentaram-se mais fortes já nesta primeira fase. Nota-se, por exemplo, uma equipa do Vitória de Guimarães mais forte, uma equipa que este ano aspira à conquista do título. Temos a Oliveirense, também com um treinador novo, que é um treinador muito conhecido pelos portugueses, também com muita qualidade e acho que é também um dos candidatos, o FC Porto, o SL Benfica… o Illiabum também é uma equipa interessante.

 

Está mais competitiva, portanto, e daí mais público nas bancadas?

Acho que a Liga está mais forte este ano e, ao que tudo indica, vai continuar a crescer. O Basquetebol português tem estado a dar passos muito bons, tem estado a crescer e, falando dos adeptos do Benfica, sempre estiveram connosco, muitas vezes mesmo não vindo ao pavilhão. Nas redes sociais e mesmo na rua, ouvimos as pessoas a apoiar-nos e a criticar-nos, o que também acaba por ser bom. Agora, gostaria que esses mesmos adeptos pudessem aparecer ainda mais vezes aqui no Pavilhão, que é muito importante para nós, sobretudo nos jogos mais difíceis, olhar para a bancada e sentirmos que estão cá e que, no fundo, acabam por ser o sexto jogador dentro de campo.

 

"O BASQUETEBOL PORTUGUÊS ESTÁ A CRESCER, A LIGA ESTÁ MAIS FORTE"

 

Falou da Oliveirense, próximo adversário do Benfica, no último jogo do ano. Como perspetiva esse desafio?

Vai ser um jogo difícil, já o foi há duas semanas, quando jogámos na primeira volta. É uma equipa que está muito bem organizada, com grandes aspirações, mas nós também temos a nossa qualidade e temos vindo a provar isso ao longo desta primeira volta. Estamos fortes e creio que vai ser um bom jogo de basquetebol. Que no dia 29, às 19h00, possamos ser nós a estar felizes com a conquista de mais uma vitória.

 

Esta é a sua segunda temporada no Benfica. Está satisfeito com o seu percurso até agora? Foi fácil encaixar-se neste plantel? As expectativas que tinha em relação ao Clube foram correspondidas? Como tem sido o Carlos Morais neste Benfica?

Não diria que foi fácil, porque joguei fora do meu habitat natural e é sempre difícil, porque encontramos coisas diferentes. Temos de nos habituar, mas eu sou uma pessoa muito competitiva, estou sempre a competir em tudo o que faço, quero sempre fazer o melhor possível. Não gosto de perder e para mim foi um desafio muito interessante, ajudou-me e ajuda-me a crescer não só como desportista, mas como pessoa. A primeira época correu bem, tive altos e baixos, mas isso é normal. De um modo geral correu bem e adaptei-me com alguma rapidez aos colegas, à forma de jogar, ao próprio Benfica em si e este ano é tentar fazer melhor em termos individuais e em termos coletivos é tentar manter o mesmo recorde que tivemos o ano passado, ganharmos todas as competições em que participamos. O Benfica é isto mesmo, um clube habituado a ganhar.

 

Pela grandeza do clube, a camisola do Benfica pesa mais do que as outras que envergou?

Sou uma pessoa algo fria em relação a certas emoções. Ao longo deste tempo pude notar que existe uma grande responsabilidade quando se representa o Benfica, porque é um clube que está habituado a grandes palcos, que quando entra em campo as expectativas são sempre muito elevadas, quer no Basquetebol, quer em qualquer outra modalidade. E o momento em que eu senti essa força de Benfica foi quando jogámos a final do Campeonato Nacional, onde eu senti que os adeptos estavam connosco e, às vezes, quando as coisas não corriam bem quase parecia que eles – se pudessem - queriam entrar em campo e dar aquela ajuda extra que nós precisávamos. Foi o momento mais alto que pude sentir durante o tempo que estou cá na relação entre os jogadores e os adeptos.

 

Como é que é o Carlos Morais fora da quadra?

Sou uma pessoa fria quando estou a jogar, mas também me emociono, como é óbvio, mas tento que as emoções não transpareçam. Sou caracterizado assim pelas pessoas que me conhecem desde que era miúdo. Vibro muito, mas se houver um jogo em que estejamos a perder por dois pontos ou um e temos dez segundos no placard, sou uma pessoa que não fica com medo do resultado: se tiver de lançar, eu vou lançar. Mas fora do campo sou uma pessoa normal. Faço tudo o que uma pessoa normal faz.

“VIR PARA O BENFICA AJUDOU-ME A CRESCER COMO PESSOA E COMO DESPORTISTA. GOSTAVA DE TER VINDO HÁ MAIS TEMPO…”

 

O que é que gosta de fazer?

Gosto muito de música…

 

E de dançar?

Sim, sim. Como bom angolano que sou gosto muito de dançar. Não sou um grande dançarino, mas gosto de dançar. Sou uma pessoa que faz de tudo um pouco. Vou ao cinema, gosto de estar com os amigos, saio, vou jantar. Sou uma pessoa tranquila e de fácil trato.

 

Como começou no basquetebol?

Venho de uma família de desportistas. O meu pai jogou basquetebol há muitos anos, a minha mãe jogou andebol, ou seja, a minha família quase toda foi sempre desportista, fez sempre algum desporto. Eu comecei por influência do meu pai, sempre cresci rodeado com bolas de basquetebol em casa, cresci com conversas à volta do basquetebol, então, um dia surgiu a ideia de ir para um clube e pedir para treinar com um amigo meu que eu seguia para todo o lado. Chegámos lá, pedimos para treinar, eles aceitaram e eu fiquei lá… Foi assim que começou.

 

Sente-se reconhecido como basquetebolista?

Antes de jogar pelo Benfica eu já era muito reconhecido, principalmente pelos PALOP. Ao jogar pelo Benfica acabei por conquistar um público diferente ao que estava habituado. Hoje em dia sou uma pessoa mais reconhecida.

 

E gosta?

Sim, é bom. Aqui é mais calmo do que em Angola, mas desde que cheguei que já sou reconhecido na rua. Quando vou fazer compras ou passear, as pessoas já me reconhecem e de facto é bom.

 

Algum miúdo já o abordou na rua e disse “um dia quero ser como tu?”

Sim, sim. Por acaso costumo receber muitas mensagens nas redes sociais de rapazes portugueses que jogam e dizem que gostavam de ser como eu e de seguir as minhas pegadas.

 

Sente também uma responsabilidade por ser um exemplo?

Fico muito feliz, mas também vejo que é uma responsabilidade acrescida que tenho. A minha conduta tem de se pautar por fazer coisas boas porque eu sei que há pessoas a verem, sobretudo os mais jovens, que querem ser como eu. Tento sempre dar bons exemplos, ter uma conduta exemplar e no fim de tudo é bom saber que aquilo que fazemos inspira outras pessoas. Isso emociona-me porque chego à conclusão que o trabalho que tenho vindo a desenvolver faz diferença.

 

Entrevistas: gosta de dar? Sente-se à vontade a falar para os meios de comunicação social? Sempre foi assim?

Sim. Eu sou uma pessoa muito natural, não me preparo muito para as coisas que faço. Por exemplo, para jogar, não tenho uma preparação especial. Também tenho os meus “truques”, mas sou uma pessoa muito simples. E quando vou dar uma entrevista é igual.

 

Se estivesse no papel de jornalista, que pergunta ou que perguntas gostaria de fazer ao Carlos Morais, basquetebolista do Benfica?

Hum… se calhar perguntava se estou feliz em estar no Benfica.

 

… Está feliz por estar no Benfica?

Sim, estou muito feliz. Acho que foi uma aposta acertada, foi um desafio grande, mas foi uma boa aposta. Tenho pena de não ter tido este contato com o Benfica antes, gostava de estar cá há mais tempo. O Benfica é um grande Clube, estou muito feliz por estar aqui e creio que ainda posso dar muito da minha qualidade ao Benfica.

“É BOM SABER QUE AQUILO QUE FAZEMOS INSPIRA OUTRAS PESSOAS. TENTO SER UM EXEMPLO”

 

Falando agora da época festiva que é o Natal. Gosta desta quadra? Sempre apreciou?

Nunca fui aquele tipo de miúdo que esperava que o Pai Natal entrasse pela chaminé e deixasse os presentes. Sempre tive os pés muito assentes no chão em relação a isso, muito realista. Sabia que a chaminé era muito pequena para o Pai Natal passar [risos], mas gosto de passar em família.

 

Conte-nos um bocadinho como é, ou como era, o seu Natal em família, na sua terra. Que tradições é que cumprem?

Em Angola nós juntamo-nos todos, comemos sempre muito, há sempre muita comida, há sempre muitas brincadeiras, dançamos... Depois, à meia-noite abrimos sempre os presentes, se bem que as crianças nunca querem esperar até à meia-noite. No dia 25 voltamos a estar em família e no dia 26 regressa tudo ao normal.

 

Qual é o prato ou o petisco que não consegue dispensar nesta altura do ano?

Não há assim uma comida especifica que eu prefira. Eu como de tudo. A única coisa que eu não como são frutos do mar porque sou alérgico.

 

Algum doce tradicional?

Sim, doce de coco, doce de ginguba, bolo de banana... Não sei é tradicional cá, mas eu gosto muito.

 

Quando era pequeno, como vivia o Natal? A contar as horas para abrir os presentes?

Sim, era um dia especial em que nós não dormíamos porque abríamos os presentes à meia-noite. Depois de receber os presentes, eu e os meus amigos, íamos todos para o corredor ver o que cada um tinha recebido e víamos qual era o melhor presente.

 

Qual foi o melhor presente que recebeu?

Não sei dizer. Modéstia à parte, na altura eu recebia muita coisa que gostava. Depois, quando me tornei independente e ganhei o meu primeiro salário aos 17 anos, os melhores presentes eu oferecia a mim próprio.

 

E qual foi o melhor presente que ofereceu a si próprio?

Um carro. Na altura foi um BMW.

 

Qual é o presente que gostava de ter dado e não conseguiu?

Congelei a minha matricula na escola, no 4.º ano de Gestão, e os meus pais nunca me “perdoaram”. Foi muito difícil chegar ao 4.º ano por causa da minha atividade profissional a jogar em Angola e a jogar pela seleção; são muitas viagens, são muitos estágios e quase nunca tinha tempo para nada. Aguentei quatro anos e quando cheguei ao 4.º não consegui e congelei a matricula. Os meus pais ficaram chateados, tristes comigo na altura. Se calhar era este o presente que eu gostava de ter oferecido e não ofereci.

 

Mas a si ou aos seus pais?

A eles. Porque foram eles que muitas vezes se sacrificaram para que eu pudesse ir à escola, para que pudesse ter o básico…

 

Pensa em terminar? É um objetivo?

Penso em terminar, claro. Só falta um ano.

 

Porquê gestão?

Porque gosto e acho que sou um bom gestor. Estou sempre a planear coisas... Nunca perdi o foco e sempre aprendi a gerir as minhas coisas.

 

Como é que se imagina daqui por 10 anos? Treinador de basquetebol?

Não, não! Gosto muito de basquetebol, gosto muito de jogar basquetebol… Tenho algumas ideias em mente, mas nada ainda muito concreto. Mas, com certeza, não seria treinador.
 

“ACREDITO NO PENTA. ESTÁ TUDO EM ABERTO E HÁ AINDA MUITO CAMPEONATO PELA FRENTE”


Como gostava de ser recordado?

Como um bom jogador, como alguém que os mais jovens gostassem de seguir.

 

Para além do basquetebol, gosta mais de alguma modalidade, acompanha?

Não, gosto de desporto, mas, acima de tudo, gosto de basquetebol. Vejo futebol de vez em quando, mas não é o meu desporto.

 

Tem visto o futebol do nosso Benfica?

Sim, gosto de ver, gosto de ir ao estádio. Por acaso, antes de vir para o Benfica, tinha ido algumas vezes ver jogos de futebol portugueses e angolanos, mas quando cheguei aqui comecei a ir mais, porque a energia que vem dos adeptos passa para as outras pessoas que vão pela primeira vez e mesmo para os jogadores. É uma energia muito boa e eu quando dei conta queria ir mais e mais e hoje em dia sempre que posso vou ver.

Tem gostado de ver a equipa? Acredita no Penta?

Claro! Estamos a três pontos da liderança e ainda há muito Campeonato pela frente. Está tudo em aberto.

 

Que mensagem quer deixar aos nossos adeptos?

Tudo de bom! Quero aproveitar para desejar um feliz Ano Novo. Que em 2018 os nossos adeptos possam estar connosco ainda mais vezes para que no final sejamos todos Campeões.
 

Um desejo desportivo para 2018…

Queremos ganhar tudo o que há para ganhar!

 

 

Texto: Sónia Antunes e Márcia Dores

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2017_2018/12/26/entrevista-basquetebol-carlos-morais

Hermes deve assinar pelo Cruzeiro esta semana

Fonte

O lateral esquerdo brasileiro está prestes a regressar ao Brasil, onde vai assinar pelo Cruzeiro por uma temporada, segundo o portal UOL.

 

Sem espaço no Benfica, onde ficou na primeira metade da temporada por não ter conseguido colocação no mercado de verão, o jogador de 22 anos tentará dar um novo rumo à sua carreira, depois de um 2017 em que muito pouco jogou.

 

A referida fonte fala de negociação «adiantada» entre o Cruzeiro e o jogador, faltando acordo entre os dois clubes, que ainda discutem as percentagens que cada um paga ao atleta, em termos de vencimento - Hermes recebe 50 mil euros por mês.

 

O empréstimo será até dezembro de 2018, com as águias a receberem uma compensação financeira, sendo que é objetivo do clube apresentá-lo já esta semana, para depois Hermes integrar a pré-época do clube de Minas Gerais.

 

http://www.zerozero.pt/news.php?id=211461

 

 

Gabriel Barbosa fica no Brasil para resolver futuro

Fonte

Emprestado ao Benfica pelo Inter de Milão, o avançado Gabriel Barbosa não convenceu na primeira metade da época e o seu regresso à Luz parece inteiramente descartado. Para já, e como indica o jornal A Bola, o jogador foi autorizado a ficar no Brasil para resolver o seu futuro.

 

O avançado esteve no seu país a passar o Natal e recebeu autorização das águias para ficar por lá enquanto acerta o seu destino, que deverá mesmo ser um clube do campeonato brasileiro.

 

Gabriel Barbosa participou em apenas cinco jogos pelo Benfica e apontou um golo. Pelo Inter, em 2016/17, apontou também apenas um golo, entre 10 jogos disputados.

 

http://www.zerozero.pt/news.php?id=211434