Voleibol do Benfica ambicioso na Challenge Cup

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A equipa de voleibol do Benfica defronta hoje a equipa grega do Ethnikos, em jogo dos quartos de final da Challenge Cup.

 

No primeiro jogo realizado na Luz os encarnados venceram por 3-0 e as portas das meias-finais estão entreabertas.

Para a Grécia não fez a viagem o distribuidor Vinhedo, a contas com uma lesão.

Contudo o treinador José Jardim já pediu aos jogadores para se manterem focados no objetivo de vencer o encontro enquanto o jogador Hugo Gaspar alertou para o ambiente hostil que a equipa vai encontrar, como registou o jornalista da Antena 1 Nuno Perlouro.

 

Uma vitória por qualquer resultado ou uma derrota por 3-2 dá ao Benfica a qualificação.

Se o Ethnikops vencer por 3-0 ou 3-1, então terá lugar um “set” de desempate até aos 15 pontos.

Fejsa chamado à B, Jonathan também quis ir

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A formação secundária do Benfica joga esta tarde diante do Feirense e Hélder Cristóvão viu aumentado o leque de opções.

É que Jonathan Rodríguez, que está pré-convocado para a seleção uruguaia, terá pedido para atuar pela equipa secundária, apesar de estar a trabalhar regularmente com a formação de Jorge Jesus.

A intenção do avançado é ter ritmo de competição para, caso seja chamado para a lista definitiva de Óscar Tabarez, estar apto para mostrar serviço.

Mas, porventura, a grande notícia para o universo benfiquista é o regresso de Ljubomir Fejsa. O médio sérvio, que se lesionou há 11 meses diante do AZ Alkmaar, deve finalmente voltar à competição, depois de ter sido dado como clinicamente apto.

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Benfica - novas multas pelo comportamento de adeptos

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O Benfica e o Boavista foram os clubes mais penalizados pelo comportamento incorreto dos seus adeptos na última jornada da I Liga e foram multados, por decisão do Conselho de Disciplina da FPF, em 5738 euros, bem mais, pelas mesmas razões, que o FC Porto (5166euro), Vitória de Guimarães e Braga, ambos obrigados a pagar 4018 euros, enquanto o Estoril desembolsará 2891 e o Estoril 1148 euros.

Entretanto, com um jogo de suspensão, foram punidos:

Talisca (Benfica), William e Tobias Figueiredo (Sporting), João Aurélio (Nacional), Nelsinho e Hugo basto (Arouca), Miguel Lourenço (Setúbal), Ebinho (Marítimo), Pedro Ribeiro e Dani (Penafiel) e Rúben Ribeiro (Gil Vicente).

Rivaldo ou "Yaya Talisca"?

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Questionado pela TV Globo sobre que jogador tem sido o exemplo que segue, Talisca recordou um brasileiro que se destacou, essencialmente, no Barcelona: "Inspiro-me em Rivaldo, foi um grande jogador que atou em campeonatos da Europa", disse o jogador do Benfica.

Ora, se Talisca indica Rivaldo como modelo, a rádio brasileira ESPN prefere outra designação: Yaya Touré, comparação que agrada a "Yaya Talisca", cujo mediatismo no Brasil disparou com nova convocatória para a seleção olímpica.

"Na seleção principal do Brasil há jogadores mais experientes e quando fui chamado aprendi bastante. Para chegar à seleção principal é preciso mostrar na Olímpica e na de Sub-21", disse à ESPN.

Maxi perto do tecto salarial

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Neste momento, o novo contrato de Maxi Pereira está pronto a ser assinado - tem a validade de mais duas temporadas, com aumento salarial para muito perto do teto encarnado, na casa dos 1,5 milhões de euros - e o jogador já garantiu ao presidente benfiquista que, a optar pela continuidade de águia ao peito, está de acordo com todos os termos.

A formalização da renovação de Maxi Pereira depende, nesta altura, única e exclusivamente do jogador. Tal como O JOGO adiantara em janeiro último, o acordo entre o internacional uruguaio e Luís Filipe Vieira é total, mas há um dado novo a acrescentar à equação. O presidente e o jogador têm um pacto selado entre ambos com termos bastantes simples: se o lateral-direito vier a receber até final da época uma proposta que considere irrecusável - terá de aliar uma forte componente financeira a um bom projeto desportivo -, o responsável máximo do emblema da Luz respeitará a decisão do atleta e dá imediatamente o acordo verbal como sem efeito.
 

Aimar: «Falcão fazia-me sorrir no River Plate... e sofrer no Benfica»

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ARGENTINO GARANTE SER ADEPTO DAS ÁGUIAS

 

Mesmo longe de Portugal, o argentino Pablo Aimar não esquece o Benfica, garantindo seguir a carreira das águias de forma atenta, guardando um carinho especial pelas pessoas afetas ao clube da Luz. Questionado sobre se se tornou um "hincha" (fanático) de outra equipa além do River Plate, inicialmente disse que não, mas depois pensou de novo e recordou a passagem por Lisboa.


"A verdade é que fiquei muito adepto do Benfica. Quando lá estive vi a paixão com que vivem o futebol. Obviamente sigo também os resultados do Valencia. Foram muitos anos lá, cinco anos, e fiquei com um carinho muito grande pelas pessoas, pela forma como me trataram", admitiu, à Caracol Radio colombiana.

 

E o futuro? "Inicialmente penso que ficarei mais tempo em casa, mas espero algum dia voltar ao futebol, que pode passar por ser treinador".

 

A finalizar, Aimar foi questionado sobre a situação de Radamel Falcão, rejeitando fazer comentários alongados sobre algo que não conhecimento profundo. Mesmo assim, recordou com um sorriso o passado com El Tigre. "Há que ver quais são as condições físicas dele. Pode não estar bem, isso não sabemos. É um enorme avançado. Tive oportunidade de desfrutar dele enquanto adepto do River Plate e sofrer com ele enquanto o tive como adversário no FC Porto", atirou.

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Artur Soares Dias nomeado para o Benfica vs Braga

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Artur Soares Dias, da Associação de Futebol do Porto, foi o escolhido pelo Conselho de Arbitragem para dirigir a receção do Benfica ao SC Braga, partida de maior destaque da jornada 25 do Campeonato.

O árbitro, de 35 anos, vai estrear-se esta temporada em jogos do Benfica e arbitrar pela segunda vez encontros da equipa bracarense, depois de ter estado na vitória caseira frente ao Moreirense, por 1-0, na 19.ª jornada.

De destacar ainda as nomeações de Jorge Tavares (AF Aveiro) para o FC Porto-Arouca, enquanto Rui Costa (AF Porto) vai arbitrar a visita do Sporting ao recinto do Marítimo.

Nomeações:

Sexta-feira, 13/3:
Paços de Ferreira – Boavista, Manuel Oliveira (Porto)

Sábado, 14/3:
Benfica – SC Braga, Artur Soares Dias (Porto)
Vitória de Guimarães - Vitória de Setúbal, Paulo Baptista (Portalegre)
Belenenses – Estoril, Luís Ferreira (Braga)

Domingo, 15/3:
Académica – Nacional, Nuno Almeida (Algarve)
Gil Vicente – Moreirense, Hugo Miguel (Lisboa)
Penafiel - Rio Ave, Cosme Machado (Braga)
Marítimo – Sporting, Rui Costa (Porto)
FC Porto – Arouca, Jorge Tavares (Aveiro)

Nelson Évora - O que se passa dentro da cabeça de um campeão ?

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expresso

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Estendo-lhe a mão e o homem vira-me as costas. -Espere lá um bocadinho, que primeiro estão as senhoras. Elas quatro riem-se, eles dois também; e eu continuo estupidamente de mão estendida, a tentar disfarçar o embaraço. - Agora sim. João Ganço, prazer. - Pedro, prazer. Elas riem-se, eles riem-se, eu rio-me. Há várias formas de quebrar o gelo e acabo de descobrir que a vergonha alheia é uma delas. Agora, estão todos apresentados e cada um sabe ao que o outro vai: o Pedro e a Joana, do Expresso, foram recebidos no Algarve pela Sónia e pela Helena, da Adidas, que marcaram a entrevista com o atleta Nelson Évora e o treinador João Ganço; e a Susana Costa, também ela saltadora, é um bónus para a reportagem. Os dois primeiros acompanham os três últimos nesta história que começa com a falta de cavalheirismo de um jornalista, continua aos saltos (três de uma vez) de atletas e acaba no chão com dois dedos de conversa com um campeão mundial e olímpico.O treino: o melhor doping é a motivação Nelson Évora escolheu treinar neste Algarve que fica junto à praia da Falésia, perto dos serviços de Albufeira mas suficientemente longe das suas peculiaridades. Quer paz e sossego. Quer caminhar. Quer desligar o telemóvel. Quer rir-se e concentrar-se nas coisas boas da vida e esquecer as más. Fá-lo com relativa facilidade, diz ele, e fá-lo também por necessidade, dizemos nós. A duas semanas dos Europeus de atletismo, Nelson já expiou o medo que as lesões lhe foram plantando na cabeça e amanhã, quando estiver a saltar, dará o primeiro passo para "completar o ciclo". Completar o círculo soa melhor. O ouro europeu é a medalha que lhe falta e falta-lhe também provar aos que o enterraram quando a tíbia e o perónio estilhaçaram. Na mente dele estão o Mundial de 2015 e os Jogos Olímpicos de 2016. O tal "completar do ciclo." Hoje, Nelson fez o seu 90º treino de saltos do ano e pelas suas contas já tem milhares de pulos desde que esta época começou. É por isso que garante estar bem e recomendável, pronto para regressar "à elite" e competir com os atletas que, agora, vão desejar-lhe o mal e não o bem [mais tarde, explicar-nos-á que o triplo salto é um desporto violento e barulhento, em que homens feitos se agridem longe dos olhos de quem os vê]. Nelson está habituado à dor e trata-a pelo nome dos sítios onde ela lhe vai aparecendo: "Nos músculos e nos tendões amassados e gastos". São 23 anos a fazer isto, diariamente, mas de cada vez que o faz descobre alguma coisa diferente. Ou melhor, alguém por ele descobre alguma coisa diferente: João Ganço. O treinador: relação pai e filho Nelson Évora nasceu filho de cabo-verdianos na Costa do Marfim em 1984 e chegou a Portugal com cinco anos. Não falava a língua mas brincava em português e com portugueses em Odivelas, na rua onde ainda hoje fica a casa dos seus pais. Tinha muitos amigos e David era o favorito por uma questão de proximidade, porque era seu vizinho, e de afinidade, porque também adorava desporto. Jogavam à bola e à apanhada e às escondidas, mas do que o Nelson mais gostava era o jogo da mosca. Havia ali qualquer coisa que mexia com ele - a competição, a liberdade, o um-contra-um. E os três saltos. As tropelias - Nelson foi um miúdo reguila - eram acompanhadas pelo João, o "senhor João Ganço", pai do David e antigo saltador em altura. O "senhor João" passou a "setôr João" quando o Nelson começou a ser treinado por ele; hoje é o "professor João", um técnico que é mentor, que é amigo e que é confidente. Um com o outro, partilham quartos de hotel, histórias, piadas, sucessos e sofrimento. Se o "professor" está bem, ele também está; se o "professor" está mal, ele não está bem. Estão juntos há 23 anos. A competição: quando me provocam, é o fim deles A competição deixa os saltadores isolados. Os treinadores estão nas bancadas e só lhes dão conselhos entre saltos; eles estão entregues aos seus demónios. A tensão é enorme porque o jogo começa logo ali: os atletas respondem a uma primeira e a uma segunda chamadas de presença, são revistados e entram num lugar onde tudo é permitido.Aquilo que julgava saber sobre o atletismo caiu na caixa de areia. Não é um sítio simpático, limpo, assético, silencioso. Nelson fala-me de agressões físicas e verbais, provocações a torto e a direito; bluff, encenações, caras de póquer. Cada um reage como quer e Nelson prefere estar do lado do provocado do que do provocador. Alimenta-se da raiva e controla-a como a um animal selvagem, soltando-a quando começa a correr pista fora - o ouro olímpico de 2008 deve-o a um rival que se sentou à frente dele ("por norma, evitamos o contacto visual") para lhe moer o juízo. - Quando me provocam, é o fim deles. Mas Nelson não é um santo. Foi enganado mas também já enganou, como aquela vez, em 2009, quando já estava gravemente lesionado e se fez de forte e de convencido para derrotar um cubano em melhor forma. Aconteceu assim: Nelson, campeão olímpico e vice-campeão do mundo, tinha já uma fratura de stress na perna quando competiu num meeting da Golden League em 2009. O cubano, confiante, chegou-se ao pé do português e disse-lhe: - Eu estou a sentir-me espetacularmente bem! Hoje não tens hipótese. - É bom que estejas. É mais uma motivação para te ganhar. O cubano saltou antes dele, fez 17,37m e quando saiu da caixa levantou o indicador, como quem diz sou o número 1. Nelson roía-se com as dores e pensou que o melhor era arrepiar caminho porque o cubano iria "trepar por ali acima" na classificação se não fosse posto em sentido. Saltou 17,39m, fez cara de poucos amigos, como se não estivesse descontente com a marca, e fingiu discutir o assunto com João Ganço. Voltou atrás e reencontrou o cubano. - Vês? Eu disse-te que estou muito forte hoje. - Olha, Nelson, vamos combinar uma coisa: não vou saltar mais e não vou atacar o primeiro lugar. Ok? - Está bem, tranquilo. Nelson fez bluff e ganhou. A lesão: podiam ter-me amputado a perna A lesão era real e manifestou-se da forma mais estúpida. Nelson julgava ter acabado o treino, pôs a mochila às costas e enquanto fazia contas veio-lhe um número à cabeça: faltava-lhe um último salto. Voltou atrás, pousou o saco e quando virava costas à caixa de areia para se preparar para a corrida, algo nele cedeu. - Não desejo a dor que tive ao pior dos meus inimigos. A tíbia fraturou. Foi operado mais do que uma vez porque a lesão provocou uma segunda e outras a seguir, até na perna esquerda, porque o corpo encontra caminhos proibidos quando quer compensar insuficiências. Podia ter sido pior. E ele ri-se. - Parti a perna em duas partes, tenho um calo ósseo no perónio e na tíbia do tamanho de uma moeda de dois euros. Podiam ter-me amputado a perna. A culpa daquela lesão é sua. Da sua teimosia e de não estar à escuta para ouvir o que o físico lhe dizia. Não parou quando devia porque queria atingir a perfeição técnica do triplo salto. Nelson sentiu-a ali, à mão, à espera de ser agarrada, mas acabou agarrado à perna durante anos até poder retomar as "sensações" de antes. Hoje teria parado, mas não lamenta o que aconteceu porque aquilo tinha de acontecer. O destino estava traçado desde que começou a pôr pedras no chão e a saltar por cima delas naquela rua de Odivelas.O homem privado: Quero deixar um exemplo Nelson pratica a Fé Bahaí'i por influência de João Ganço e é um rapaz de boa-fé apesar dos defeitos que ele confessa ter. Um deles é ser muito complicado, seja lá o que isso for, mas parece querer dizer que cresceu com as "muitas desilusões pessoais" que foi tendo. Não sabemos se é de amor que ele fala mas também não lhe perguntámos. - Temos de saber se a pessoa nos respeita, se tem os valores que se adequam nos nossos. Às vezes, as pessoas focam-se muito num pormenor - ou porque é baixinha ou porque fala muito, mas se fala muito até pode ser divertida, não é? O que ele quer deixar aos seus é aquilo que chama de "exemplo". Porque o exemplo é o legado; a casa, o dinheiro, o carro são apenas coisas e as coisas perdem-se. Porque o exemplo é como o contorno do corpo que fica na caixa de areia depois do salto - como basta uma vassoura para a marca desaparecer, é preciso pular outra vez para ninguém se esquecer dela. Ou tentar melhorá-la.