Mário Figueiredo propõe homenagem no clássico

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O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, destacou este domingo o papel decisivo que Eusébio teve na evolução do futebol nacional, considerando que o "Pantera Negra" foi um exemplo de superação. "É um dia triste para o futebol português e mundial. Podemos pensar no Eusébio como o símbolo que colocou o futebol português no panorama do futebol mundial, quer pela sua participação no Benfica quer pela Seleção Nacional", afirmou Mário Figueiredo, à saída do velório do antigo futebolista, que decorre no Estádio da Luz. O líder da LPFP lembrou a forma "humilde" com que Eusébio vivia o dia a dia, mas também o respeito com que os futebolistas mais antigos se dirigiam ao "Rei" do futebol nacional. "Era impressionante como o Eusébio era respeitado pelos antigos jogadores do seu tempo. Eles falavam com o Eusébio como se estivessem a falar com Deus. Assinalo a forma humilde como o Eusébio não se reconhecia naquele tributo que lhe era prestado. Esse é um dos grandes legados que o Eusébio nos deixa. Foi um dos maiores jogadores do seu tempo, mas ao mesmo tempo era humilde. É um exemplo para todos", sublinhou. Mário Figueiredo revelou ainda que vai propor a realização de uma homenagem a Eusébio no decorrer do próximo fim de semana, que será marcado pelo "clássico" entre Benfica e FC Porto, no Estádio da Luz. "O Eusébio atingiu um patamar no nosso futebol que será unânime, mesmo para aqueles que contendem com o Benfica, pelo que é justo que se faça uma homenagem. Penso que seria um bom dia para fazermos uma homenagem ao Eusébio e penso que o FC Porto aceitaria essa homenagem antes do jogo. O Eusébio representava o 'fair-play' e o futebol tem de ser um jogo de cavalheiros e de pessoas que se respeitam", concluiu.

Eusébio, «como um filho» para Coluna

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Ídolo para Eusébio, Mário Coluna não escondeu a emoção pela morte do Pantera Negra. «Eusébio era como se fosse meu filho», começou por dizer, à Antena 1, o antigo jogador do Benfica, recordando a influência que teve na transferência de Eusébio para o clube da Luz: «Sou suspeito para falar de Eusébio. Recebi-o de braços abertos em Portugal quando saiu de Moçambique. Fui responsável por ele ter ido para o Benfica e por ser aquilo que foi no futebol português. Estou triste, muito triste. Que Deus tenha a sua alma em paz.» Coluna não sabe se estará presente no funeral de Eusébio: «Estou em Moçambique, não sei se haverá tempo.»

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José Mourinho: «Eusébio é imortal»

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José Mourinho, treinador do Chelsea, prefere recordar as boas memórias de Eusébio e o legado que deixa do que lamentar a sua perda. «É uma das grandes figuras de Portugal. E significa para Portugal e para os portugueses, aquilo que significa uma pessoa importantíssima. Eusébio e Amália são grandes senhores de Portugal, continuo a vê-los nessa perspetiva. Acho que são imortais. Todos sabemos o que ele significa para o futebol e em especial para o futebol português», afirmou esta manhã José Mourinho, à RTP. «Não digo que tenha sido uma inspiração mas foi uma referência importante, naquilo que foi no futebol, em valores, princípios e sentimentos mesmo depois de terminar a sua carreira», acrescentou Mourinho. Se ele tivesse hoje 20 ou 30 anos seria uma coisa assombrosa A morte do Pantera Negra «deixa um vazio grande, mas prefiro vê-lo na perspetiva da imortalidade. Eusébio, numa geração completamente diferente, e se se tentasse fazer um paralelismo com o futebol de hoje, estaria ao nível daquilo que são os maiores jogadores de futebol. Se ele tivesse hoje 20 ou 30 anos seria uma coisa assombrosa.»

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Simões: «Disse-lhe sempre que ele tinha que ser o último»

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António Simões reagiu esta manhã à morte de Eusébio, referindo que perdeu um irmão. Numa reação emocionada à TSF, Simões disse que sentia a saúde de Eusébio mais debilitada, mas não estava preparado para o perder. Eusébio faleceu às 4.30 horas, devido a paragem cardiorrespiratória. «Eu sempre lhe disse, não tenhas pressa, tens que ser o último, não um dos primeiros. Ele sempre me ouviu, a cumplicidade era enorme, não aconteceu assim desta vez... Era um companheiro, um amigo, um jogador excepcional, tinha qualidades humanas às vezes desconhecidas. O país perdeu uma referência extraordinaria e eu perdi o meu amigo, um irmão», resumiu. «Ultimamente estava debilitado, ia fazer 72 anos, mas eu não estava preparado. Senti que o Eusébio caiu bastante nos últimos dois, três anos, quando cá vinha dizia-lhe, mas ele não queria falar muito nisso. Eu estava à espera que fosse mais tarde....», disse ainda.

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Parzyszek mais longe da Luz

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Marcha-atrás na transferência de Piotr Parzyszek para o Benfica. Dado como certo na Luz a partir da próxima época, o avançado polaco, 20 anos, pode, afinal, não ter como destino o clube da águia. É essa, pelo menos, a conclusão que se retira das declarações do representante do jovem goleador do De Graafschap. «Já tínhamos chegado a acordo sobre o salário e o ordenado, mas havia muitos pontos de interrogação. Por isso, decidimos colocar um ponto final na incerteza e a transferência ficou sem efeito», adiantou Cees van Vossen, citado pelo site holandês Voetbal International.