Suspensão desportiva a Jorge Jesus pode ir até aos 3 anos

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O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol reúne-se hoje e, tudo indica, irá analisar o episódio que envolveu Jorge Jesus no final do jogo V. Guimarães-Benfica, anteontem. Aquele órgão deve anunciar a abertura de um processo disciplinar ao técnico, e, em última instância, ou seja, se for provada a agressão, Jesus será suspenso entre três meses e três anos (artigo 131º do Regulamento Disciplinar), dado que em causa está um agente da autoridade - se fosse um assistente de recinto desportivo, por exemplo, a pena iria de dois meses a dois anos. A BOLA falou com Ricardo Costa, jurista e ex-presidente da Comissão Disciplinar da Liga. «A avaliação feita pelo CD dependerá dos relatórios dos delegados da Liga e das forças policiais. Se em ambos não existir algo que indicie a agressão, ou seja, o cenário mais grave, o ato pode então ser entendido como uma infração intermédia ao regulamento disciplinar, que prevê gestos grosseiros e injúrias, cuja pena vai de oito dias a três meses. Há uma terceira hipótese, que dá apenas multa e tem a ver com a violação do dever de correção para com outros agentes», sublinhou, acrescentando que a decisão só seria tomada hoje ou esta semana pelo CD caso tivesse um enquadramento leve, ou seja, «multa ou suspensão até oito dias». Ao invés, «as sanções que implicam imputação de pena acima de um mês passam pela abertura de processo disciplinar e não podem ser objeto de um castigo sumário». A confirmar-se o procedimento disciplinar, o processo é enviado então para a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga, que formulará acusação ou arquivará o caso. «Não arrisco a decisão que será tomada porque a experiência diz-me que muitas vezes o que se vê na televisão não tem correspondência nos relatórios, cuja descrição é mais vaga. Por isso é que muitas vezes resulta num enquadramento intermédio», explicou Ricardo Costa. Apesar de, em termos regulamentares, não estar colocada de parte a possibilidade de suspensão preventiva de Jorge Jesus (artigo 41.º, 3 do Regulamento Disciplinar), até ser conhecida a decisão do processo disciplinar, esse cenário parece pouco provável. Note-se ainda que uma eventual suspensão preventiva nunca poderia ser superior a 25 dias.
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Polícia acusa Jorge Jesus de impropérios e empurrões

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CM

Impropérios e empurrões. Foi desta forma que a polícia presente no Estádio D. Afonso Henriques descreveu o comportamento de Jorge Jesus no final do V. Guimarães-Benfica (0-1), na participação que fez à Direção Nacional da PSP. O relatório final dos acontecimentos estava ontem a ser redigido e seguirá, posteriormente, para o Ministério Público de Guimarães, já que foi na cidade que a partida se realizou.

O técnico deverá ser constituído arguido e poderá responder por dois crimes: coação e resistência a agente do Estado e intromissão no trabalho da polícia.

A participação dos acontecimentos foi feita pelos spotters - agentes do Comando de Lisboa com a missão de zelar pela segurança dos intervenientes em encontros de futebol e que são destacados para os de maior risco.

A forma como Jesus defendeu um dos adeptos que invadiram o campo e que estava a ser manietado pela polícia poderia ter tido outras consequências. Segundo o CM apurou, o treinador só não foi detido (e poderia ter sido, já que se tratou de uma situação de flagrante delito) para evitar que os incidentes atingissem outras proporções, pondo em causa a ordem pública. Jesus acabou por ser identificado numa sala exclusiva do estádio.

O CM sabe ainda que o treinador dos encarnados pediu desculpa ao agente da PSP a quem tentou resgatar o adepto.

MULTA OU CASTIGO PESADO

O castigo a aplicar a Jorge Jesus pela Justiça do futebol vai depender do que constar nos relatórios da PSP e dos delegados da Liga presentes no Estádio D. Afonso Henriques. Se falarem em agressões a agentes da PSP e stewards, o técnico arrisca uma suspensão de 3 meses a 3 anos, no primeiro caso, e dois meses a dois anos, no segundo (será depois feito o cúmulo jurídico), mais multa de 2500 a 25 mil euros. Se os empurrões não forem considerados como agressão (o que geralmente sucede no futebol), o regulamento disciplinar da Liga prevê que Jesus poderá ser punido por comportamento grosseiro e apanhar uma suspensão máxima de três meses e mínima de oito dias, mais multa entre 1000 e 10 000 euros.

A terceira hipótese prevê uma multa entre 300 e 2500 euros, se for condenado por violação dos deveres de correção. O caso deve começar a ser hoje analisado pelo Conselho de Disciplina da FPF, que pode castigar já o treinador ou então avançar para um processo disciplinar que será tramitado pela Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da Liga, voltando depois à FPF.

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Jesus foi apenas identificado pela PSP

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O treinador do Benfica, Jorge Jesus, foi apenas identificado pela PSP e não constituído arguido devido aos incidentes após o encontro das águias com o V. Guimarães, no domingo. A informação foi agora corrigida pela Polícia.

Segundo fonte da PSP, a informação inicialmente veiculada pela subcomissária Carla Duarte, afirmando que o técnico foi "identificado e constituído arguido", após a elaboração do auto de notícia, foi agora retificada.

No final do jogo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica (0-1), da quinta jornada da I Liga de futebol, Jorge Jesus intrometeu-se numa ação da polícia que tentava retirar do relvado do estádio D. Afonso Henriques adeptos do Benfica.

Na zona de entrevista rápidas, o treinador Jorge Jesus justificou a sua decisão com a necessidade de defender os adeptos do Benfica.

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«Lesão não foi grave» - Rúben Amorim

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Rúben Amorim foi substituído na primeira parte da receção do Benfica ao Paços de Ferreira devido a lesão muscular na coxa direita mas revela que está no bom caminho para a recuperação. «Estou a fazer o tratamento normal. Estou no bom caminho. A lesão muscular não foi nada de grave. Assim que estiver apto quero ajudar o Benfica nas várias frentes em que estamos inseridos», afirmou o médio em declarações à Benfica TV.

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Sílvio espera regressar «o mais rápido possível»

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Cumprido o primeiro mês de recuperação à artroscopia ao joelho esquerdo, Sílvio assegura que tudo está a correr como esperado e revela o desejo de regressar o quanto antes aos relvados para ajudar a equipa. «Está a correr tudo bem, estou a ser bem acompanhado pelo departamento médico do Benfica. Foi uma operação ao joelho e, dia após dia, estou a sentir-me cada vez melhor e com vontade de regressar o mais rápido possível», disse em declarações à Benfica TV.

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«Não houve agressões de ninguém», diz adepto que Jesus defendeu

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abola

Luís Filipe Sanches considera que a atitude de Jorge Jesus em Guimarães fortaleceu a união entre os adeptos e o treinador do Benfica. Explica como tudo aconteceu.

«Estava a festejar a vitória pendurado no gradeamento, fui empurrado e cai no relvado. Decidi tentar a minha sorte e conseguir uma camisola do Benfica. Quando me apercebo, apanharam-me pelo pescoço e tinha quatro pessoas em cima de mim. Ouvi Jorge Jesus dizer “Por favor, larguem o rapaz. Deixem o rapaz regressar à bancada”, mas o polícia disse que já não podia ir. Não houve agressões de ninguém. A atitude de Jorge Jesus foi de uma pessoa que não deixa ninguém para trás, comoveu-me porque dá uma grande força à massa associativa ver a união entre o grupo e os adeptos. Foi uma grande ação de Jorge Jesus», disse em declarações à Benfica TV.

Adepto do Benfica explica tudo o que se passou em Guimarães

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Luís Filipe Sanches, de 30 anos, é Sócio do Sport Lisboa e Benfica há mesmo número de anos e, este domingo, saltou do anonimato após o final do V. Guimarães – Benfica. Esta segunda-feira, em declarações proferidas à Benfica TV, o Sócio n.º 17.326 do Clube explicou tudo o que se passou no estádio D. Afonso Henriques.

 

“Tenho 30 anos de idade e acompanho o Benfica há 20. Desde os meus dez anos que venho ao Futebol com a pessoa que me fez Sócio, o meu falecido avô”, começou por revelar, não deixando de acrescentar: “Foi difícil porque os três pontos são difíceis conquistar em Guimarães. Conseguimos marcar um golo, festejámos muito e no fim aconteceu aquele acto.”

 

Luís Sanches referiu, então, como foi parar ao relvado de Guimarães: “A verdade é que estava pendurado no gradeamento. No fim do jogo, com a emoção da equipa a aproximar-se em direcção aos Sócios, senti empurrarem-me e caí para o relvado. Vi as pessoas a correrem para ficarem com as camisolas.”

 

A partir daquele momento, o adepto benfiquista admitiu que aproveitou para tentar, de forma ordeira, obter a camisola de um ídolo. “Nesse momento o que pensei foi: já que aqui estou, vou tentar a minha sorte. Corri em direcção ao Jorge Jesus e em direcção ao Ola John. O Ola John dá-me a camisola e ao tentar virar-me sinto agarrarem-me pelo pescoço, atiraram-me para o chão e eu sem perceber o porquê de me estarem a fazer isso. Vejo que o Jorge Jesus está ao meu lado a pedir por favor para me largarem e a dizer que não estava a fazer qualquer mal”, assumiu.

 

Muitos foram os incautos que falaram de violência de Jorge Jesus sobre as forças da autoridade, mas Luís Sanches refutou: “Nunca tive nenhuma postura violenta, não sou violento. O que se passou foi na emoção de conseguir a camisola de um ídolo. Não houve agressões, nem por parte do Jorge Jesus. O treinador só pedia para me largarem.”

 

E continuou: “Não houve violência. A única coisa que aconteceu foi um steward que me agarrou no pescoço. De resto não houve violência da minha parte ou da parte de algum membro da equipa técnica do Benfica.”

 

No meio de todo este aparato, o Sócio lamenta que possa ter manchado o nome do Clube e reforça o seu apreço pelo técnico. “O Benfica é um grande Clube e sei que posso prejudicar o nome do Benfica mas não há razão para isso. Esta é uma atitude de uma pessoa que não abandona ninguém e tenho consideração por ele”, apontou.

Ricardo Costa sobre as hipóteses de castigo a Jorge Jesus

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RTP

Ricardo Costa, Jurista, antigo presidente da comissão disciplinar da liga. Refere que são várias as hipóteses. Se os juízes entenderem que houve agressão, Jorge jesus incorre numa pena mínima de 2 a 3 meses.... Se não for provada agressão, apenas comportamento grosseiro, então a suspensão pode ser bem mais leve. Os relatórios dos observadores, dos árbitros e até da policia serão fundamentais para analise do incidente protagonizado por Jorge Jesus.

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