L.F. Vieira: "Coluna foi dos maiores talentos da sua geração"
O árbitro polaco Simon Martiniak, de 33 anos, foi eleito para dirigir o Benfica-PAOK. O jovem árbitro é internacional desde 2011. Martiniak será auxíliado por Pavel Sokolnitski e Thomas Listkievits.
No Eintracht de Frankfurt-FC Porto estará o holandês Bjorn Kuipers. O holandês tem 39 anos e é internacional desde 2006. No ano passado, dirigiu a final da Liga Europa entre Benfica e Chelsea.
Bjorn Kuipers terá como auxiliares Angelo Boonman e Erwin Zeinstra.
Os portugueses, e os benfiquistas em particular, podem nem todos conhecer a geografia de Maputo, a antiga Lourenço Marques, mas já terão ouvido falar do bairro da Mafala, berço de Eusébio, o mais consagrado símbolo do futebol português.
Mas se há um bairro maputense que pode esgrimir um pedigree futebolístico quiçá superior ao da Mafala, esse bairro só pode ser o Alto Maé, uma zona da cidade que dista pouco mais de quilómetro e meio do bairro que viu nascer Eusébio. Ali, a meio caminho entre o Chamanculo e Malhangalene, nasceram e cresceram grandes nomes do futebol moçambicano e português como Matateu, Vicente, Hilário e Mário Coluna...
Talvez seja injusto para Mário Coluna, o «Monstro Sagrado» do Benfica e da seleção, começar a crónica da sua biografia falando de Eusébio. Mas se não fosse a «Pantera Negra», muito provavelmente esta biografia seria sobre o melhor jogador moçambicano ou benfiquista de todos os tempos...
Mas havendo um senhor chamado Eusébio na história, essa questão não se coloca, e por certo que Coluna, aliás «Senhor Coluna», como Eusébio sempre lhe chamou, não se importa rigorosamente nada de ser segundo, se o primeiro é o seu amigo e afilhado, compatriota e benfiquista, Eusébio da Silva Ferreira.
Infelizmente, numa daquelas coincidências mórbidas, os dois grandes amigos e colegas, símbolos maiores do benfiquismo e de Portugal, acabaram por partir deste mundo separados por menos de dois meses...
Primeiros passos
Cresceu numa casa de zinco, pobre, mas honrada, filho de um português da Beira Baixa e de uma moçambicana, no Alto Maé. Foi ali que cresceu, aprendeu a ler e a dar os primeiros pontapés na bola. Foi também ali que começou a trabalhar desde de tenra idade...
Atleta, desde miúdo que trepava às árvores com imensa facilidade, com o objetivo de apanhar mangas ou caju. Era exímio também no boxe e quando se dedicou ao atletismo, e ao salto em altura, bateu facilmente o recorde de Moçambique.
O futebol também lhe interessava, e apesar do sonho de ser mecânico de automóveis, cedo descobriu na sua vocação para a bola, a possibilidade de fugir à miséria a que estaria votado, numa sociedade onde as oportunidades não eram muitas para um pobre, filho de um português e de uma indígena. Os tempos eram outros, e na sociedade colonial de Moçambique, os portugueses 100% brancos não abriam mão do seu «clube fechado». O sangue negro que lhe corria nas veias fechava-lhe muitas portas, e por saber isso, Mário Coluna sempre esteve atento à possibilidade de fintar o destino.
Depois de dar nas vistas no Ferroviário, passou para o Desportivo, a então filial dos «encarnados» de Lisboa. Jogando a avançado, tornou-se um caso sério no campeonato local, levando o clube a diversas vitórias.
A fama do Desportivo atravessou fronteiras e chegou à vizinha África do Sul que convidou o clube de Lourenço Marques para uma visita. O Apartheid que vigorava no vizinho do sul, impediu Coluna de viajar com a equipa, que actuando só com brancos, acabou por perder por 2x1.
Mas na visita dos sul africanos a Lourenço Marques, Coluna já pode jogar e vingou-se apontando os sete golos da vitória por 7x0. Na metrópole, como se chamava então a Portugal Continental, os três grandes mostravam interesse em contratar a jovem estrela moçambicana. O primeiro a tentar a contratação foi o FC Porto, depois foi a vez do Sporting que dobrou a proposta, mas seria apenas à terceira, quando o Benfica, que até ofereceu menos que os leões, apelou ao coração de Coluna, e fez valer o estatuto de casa mãe, para fazer o jovem jogar de águia ao peito, corria o ano de 1954.
Benfica
A presença de Coluna na Luz seria preponderante na correlação de forças no futebol lusitano. Até à chegada de Coluna, o Sporting era a maior potência futebolística portuguesa, acabando de conquistar um tetracampeonato que garantia o sétimo título em oito anos. Durante os dezasseis anos que se seguiram, Mário Coluna faria parte das diversas equipas benfiquistas que conquistaram dez campeonatos. Ao abandonar o Sport Lisboa e Benfica, às águias eram as dominadoras absolutas do futebol em Portugal.
Apesar da história de sucesso, a verdade é que os primeiros tempos de Coluna no Benfica foram difíceis. Sem se conseguir impor na equipa, não convencia Otto Glória a jogar como avançado. Raramente convocado, ponderou abandonar Lisboa, ou mudar de clube.
O treinador brasileiro resolveu então fazer recuar Coluna no terreno e o resto, é literalmente história. Com a sua força, capacidade de técnica, aliada a uma soberba visão de jogo, Coluna começou a comandar a equipa encarnada do meio do campo, tornando-se no pêndulo do futebol encarnado.
Campeão no ano de estreia, voltou a ser campeão em 1957, mas a época dourada seria a de sessenta, onde o seu Benfica conquistou oito campeonatos em dez épocas, além de ganhar duas Taças dos Campeões Europeus em cinco finais disputadas. Um feito que nem Eusébio se pode gabar.
Com o passar dos anos, recuou de dez para seis, liderando as equipas onde jogava cada vez mais de trás, com a sua voz de comando imperial, mantendo intocável a sua capacidade de leitura e distribuição de jogo.
Seleção e retirada
Na seleção, depois de algumas dúvidas, foi convocado por Manuel da Luz Afonso para se tornar uma das pedras fundamentais de Otto Glória durante o Campeonato do Mundo de 1966. Em Inglaterra, brilhou a alto nível, ajudando Portugal a conquistar o bronze e ganhando um lugar no onze da FIFA.
Abandonaria a seleção dois anos depois, após ter vestido a camisola das quinas 57 vezes. No Benfica jogaria até 1970, quando foi dispensado, e sem remédio, acabou por ter de experimentar a carreira no estrangeiro, impedido que fora de terminar a carreira no clube do seu coração.
Em França, com a camisola do Olympique de Lyon, jogaria apenas por 19 vezes, acabando a carreira finalmente em 1972. Pendurou as botas e regressou a Lisboa, mas pouco anos depois, após a independência de Moçambique, regressou a casa, para viver em Maputo, ajudando à reconstrução e crescimento do seu amado Moçambique, onde, entre outras funções, foi presidente da Federação.
Viria a falecer a 25 de Fevereiro de 2014, somente um mês e vinte dias depois da morte do seu amigo e colega, símbolo maior do Benfica, Portugal e Moçambique, Eusébio da Silva Ferreira.
Mário Esteves Coluna faleceu, esta terça-feira, aos 78 anos, em Moçambique.
Internado desde domingo, no Instituto do Coração, em Moçambique, a glória benfiquista não resistiu a uma infecção pulmonar grave.
Coluna vestiu o Manto Sagrado durante 16 temporadas e conquistou 21 títulos.
Morreu esta terça-feira à tarde Mário Coluna, antigo jogador e capitão do Benfica e da seleção nacional. O anúncio foi feito pela família.
Coluna estava em coma e com respiração assistida, não tendo resistido a uma paragem cardíaca sofrida esta terça-feira.
Matic foi considerado o melhor jogador, da época passada, no futebol em Portugal, nos troféus da TSF. O jogador, que vestia a camisola do Benfica, recebeu a maioria dos votos, dos treinadores das duas ligas profissionais de futebol. Um prémio que Matic recebeu esta noite, em Lisboa. Feliz, disse ainda que acredita que o Benfica vai ser campeão esta época.
Matic foi eleito Melhor Jogador de 2013 na gala da Rádio TSF. O ex-jogador do Benfica mostrou-se agradado com o prémio mas frisa que o mesmo só foi possível graças ao trabalho do coletivo.
O médio sérvio do Chelsea afirmou aos jornalistas que leva o Benfica no coração e não tem dúvidas de que este ano os encarnados serão campeões.
"Acredito que este ano Benfica será campeão. Tem uma vantagem muito grande, só depende se si", sublinhou o jogador sérvio. Matic trocou as Águias pelos Blues em janeiro e esta época pode dar o caso de ser campeão tanto em Portugal como em Inglaterra.
Questionado sobre o apuramento ao Euro2016 que colocou Portugal no caminho da Sérvia, o jogador do Chelsea frisou que "será engraçado" defrontar os Lusos no apuramento, numa espécie de Benfica contra Portugal, tantos são os internacionais sérvios do plantel encarnado. "O Benfica tem jogadores sérvios de grande qualidade. Acredito que serão dois grandes jogos. Seria bom que passassem Portugal e Sérvia", sublinhou.
Matic agradecu ainda o tempo que passou na Luz, de Águia ao peito.
"O Benfica deu-me a oportunidade de crescer como jogador, aprendi muito com o Jorge Jesus e com os meus colegas. Passei aqui os melhores momentos da minha vida", declarou.
No Chelsea Matic está a trabalhar com o treinador português José Mourinho, alguém que pesou muito na sua decisão de voltar a Stamford Bridge.
"Mourinho foi uma das razões porque escolhi o Chelsea. Quero aproveitar para trabalhar e melhorar com ele. Para já está tudo a correr bem", disse Matic, que recusou comparações entre Jesus e Mourinho.
O Benfica venceu o Vitória de Guimarães por 1-0 em jogo da 20.ª jornada e no rescaldo do jogo, Rodrigo elogiou a exibição encarnada.
“Foi uma boa vitória, com um bom jogo, sobretudo no primeiro tempo. Foi uma boa atuação mas há que dar os parabéns ao Guimarães”, disse o hispano-brasileiro, que garantiu ainda que os encarnados vão continuar a “lutar jogo a jogo”.
O Benfica venceu o Vitória de Guimarães por 1-0 em jogo da 20.ª jornada da I Liga e lidera isolado o campeonato.