Jorge Jesus: «Nada é mais forte do que este sentimento»

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Jorge Jesus comentou a despedida de Eusébio do Estádio da Luz, onde a urna com o corpo do Pantera Negra deu uma volta ao relvado.

"Foi um momento de grande sentimento e emoção. Como os nossos adeptos gritaram, foi a despedida do nosso Rei. O Eusébio será sempre um mito e estará no coração dos benfiquistas. Nada é mais forte do que o sentimento que hoje partilhámos aqui", disse o treinador encarnado.

Jesus falou da sua relação pessoa com Eusébio, salientando a amizade: "Foi uma pessoa que me acarinhou muito e sempre acreditou em mim e no meu trabalho. A simplicidade e humildade dele cativou todas as pessoas que o conheceram fora das quatro linhas".

O técnico das águias considerou que Eusébio, caso jogasse atualmente, estaria ao nível dos melhores.

"Hoje, com a evolução e os meios de treino, Eusébio seria um jogador de outra galáxia, como Messi e Ronaldo", concluiu.

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LFV: «A partir da próxima época todas as camisolas terão a imagem do Eusébio»

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As camisolas do Benfica terão a partir da próxima época a imagem de Eusébio estampada, garantiu Luís Filipe Vieira. O presidente do Benfica explicou ainda, em entrevista à RTP, que Eusébio não gostaria que o Estádio da Luz fosse rebatizado com o seu nome. «A homenagem que ainda lhe poderemos fazer é no local em que ficará sepultado», disse. Luís Filipe Vieira revelou ainda que toda a cerimónia fúnebre decorreu conforme pedido do próprio Eusébio. «Só não tive coragem de colocar uma bola junto à urna quando deu a volta ao relvado», referiu.

Pauleta: «Eusébio era uma força para as seleções»

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Pedro Pauleta deixou vários elogios à figura de Eusébio no desporto português e mundial.

"Foi o melhor desportista da história do futebol português e dos melhores jogadores do Mundo. Estamos todos bastante tristes. É uma homenagem mais do que merecida. Era um símbolo do nosso país e uma força para as nossas seleções", disse Pauleta em entrevista à Benfica TV.

O antigo avançado garantiu que Eusébio nunca será esquecido: "É uma pessoa que marca a história do nosso país e será recordado como um exemplo para todos os desportistas".

Santana Lopes: «Eusébio deu-nos tanto que vê-lo partir agora faz muita impressão»

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A imagem de Pedro Santana Lopes, provedor da Santa Casa da Misericórdia, ajoelhado diante da urna da Eusébio, foi uma das homenagens mais marcantes nesta segunda-feira, dia em que será sepultado a antiga glória do Benfica e da Seleção Nacional.

Santana Lopes, antigo presidente do Sporting, explicou o seu ato em declarações à Benfica TV: "O Eusébio deu-nos tanto que vê-lo partir agora faz muita impressão."

"Como já disse, Eusébio foi alguém que fez sorrir muita gente que só tinha razões para estar triste. Eusébio era o embaixador de todos nós. No estrangeiro, ninguém conhecia políticos portugueses, mas todos sabiam quem ele era. Todos sentimos que há uma parte de Portugal que vai para outras paragens", acrescentou Santana Lopes.

Mantorras: «Nunca ninguém se vai comparar a Eusébio»

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O angolano Pedro Mantorras, ex-jogador do Benfica, afirmou esta segunda-feira que todos os jovens futebolistas africanos sonham ser como Eusébio da Silva Ferreira e destacou a "alegria" que o "Pantera Negra" dava às pessoas.

"Eusébio é tudo de bom, é uma pessoa que transmitia muita alegria às pessoas. Nunca ninguém se vai comparar a Eusébio, vai sempre marcar a história e ele teve uma grande história. Era uma pessoa humilde, fácil de lidar e aconselhou-me bastante", afirmou Mantorras em declarações à Benfica TV.

Quando chegou ao clube da Luz, em 2001, Mantorras chegou mesmo a ser referenciado como o novo Pantera Negra, antes de ter sofrido um grave lesão no joelho, que acabou por marcar a carreira do antigo avançado angolano.

"É uma honra ter sido comparado a Eusébio, mas Eusébio há só um. Ele era o rei, ele era o King. Quando saí de África eu, e todos os jogadores jovens, queríamos ser igual ao Eusébio, era esse o sonho. Quando cheguei ensinou-me o que é o Benfica e a sua grandeza.

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Assunção Esteves: «Questão do Panteão depende de decisão do parlamento»

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A presidente da Assembleia da República admitiu esta segunda-feira que o parlamento "não deve fechar" a hipótese de os restos mortais de Eusébio serem depositados no Panteão Nacional, decisão que cabe aos grupos parlamentares.

Questionada pelos jornalistas na Assembleia da República, Assunção Esteves sublinhou que "a questão do Panteão depende de uma decisão do parlamento, não depende de uma iniciativa da presidente nem do poder da presidente, depende do poder dos grupos parlamentares".

A colocação no Panteão Nacional do corpo do antigo futebolista, que morreu este domingo, aos 71 anos, "é uma questão de capacidade e de iniciativa interna ao parlamento", destacou, lembrando que, normalmente, são os grupos parlamentares que apresentam uma proposta nesse sentido.

Sublinhando falar em nome pessoal, Assunção Esteves acrescentou: "Essa possibilidade poderá realizar-se, eventualmente, num médio prazo ou num curto prazo. Não excluo que haja essa iniciativa pelas razões evidentes, que todos nós conhecemos, que é a singularidade de Eusébio", salientou.

A presidente da Assembleia da República sublinhou que esta operação envolve "custos mesmo muito elevados, na ordem de centenas de milhares de euros", a suportar pelo orçamento do parlamento.

Sobre este ponto, Assunção Esteves sugeriu uma "partilha de custos", ao abrigo de "uma espécie de mecenato", que em Portugal ainda não está suficientemente desenvolvido, admitindo que o processo não seja suportado pelo parlamento, mas por "um grupo de cidadãos ou uma associação".

"Penso - é a minha opinião, provavelmente estou a ser muito temerária - que o parlamento não deve fechar essa hipótese, desde que haja uma razão para as coisas. A partilha nos custos, sobretudo em termos de crise, é uma cultura que também temos de começar a explorar", sustentou, falando aos jornalistas no final da sessão de abertura do Seminário Diplomático, que decorre hoje e na terça-feira na Assembleia da República.

Jorge Mendes: «Eusébio não tinha qualquer inimigo»

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O empresário Jorge Mendes, agente do treinador José Mourinho e do futebolista Cristiano Ronaldo, classificou esta segunda-feira Eusébio da Silva Ferreira como uma pessoa "extraordinária" e que ficará "sempre presente no coração dos portugueses".

"É uma pessoa extraordinária, estará sempre presente, nunca desaparecerá. Está sempre no meu coração e no coração de todos os portugueses. É uma pessoa fenomenal que não tinha qualquer inimigo, toda gente gostava dele, todo o Mundo gostava dele", afirmou Jorge Mendes em declarações à Benfica TV.

O corpo de Eusébio está em câmara ardente no Estádio da Luz, porta 1 (acesso pela porta 11), desde as 17H30 de domingo, com a missa a realizar-se hoje, às 16 horas, na Igreja do Seminário no Largo da Luz, após o que o corpo segue para o cemitério do Lumiar, onde o funeral se realiza às 17.

Carlos Mozer: «Eusébio está ao nível de Mandela»

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O ex-futebolista Carlos Mozer, antigo defesa-central do Benfica, comparou esta segunda-feira Eusébio a Nelson Mandela, figura histórica da África do Sul que também faleceu recentemente, e classificou o Pantera Negra como uma figura inesquecível.

"Eusébio está ao nível de Mandela, talvez até um pouco mais acima. Atravessou cinco décadas pelo Mundo inteiro com uma figura exemplar e ganhou o carinho de toda gente e isso é muito difícil. Está no topo dos topos. É uma figura inesquecível", afirmou Mozer em declarações à BenficaTV.

O antigo defesa central brasileiro, que representou o Benfica entre 1987-1989 e 1992-1995, contou a primeira vez que conheceu pessoalmente Eusébio, no ano de 1986 no México.

"O meu treinador na altura no Flamengo era amigo e do Eusébio e então levou-me a um almoço com ele. Quando cheguei ele estava posicionado no centro da mesa e quando olhei fiquei impressionado com a sua postura, diferente de todas as outras. Quase que mantinha numa posição de rei no centro da mesa. Fiquei muito impressionado", lembrou.

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Presidente moçambicano recorda "referência incontornável"

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O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, lembrou esta segunda-feira que Eusébio se constituiu como "referência incontornável na rica geração dos futebolistas moçambicanos e de outras partes do globo do seu tempo", na mensagem de condolências que enviou à família.

"Perdemos, a 5 de janeiro de 2014, Eusébio da Silva Ferreira, futebolista de primeira água e com uma carreira internacional célebre e celebrada como uma referência de grande craveira", disse Guebuza.

"Neste momento de muita dor, gostaríamos de endereçar as nossas mais sentidas condolências à família enlutada, aos amigos e admiradores de Eusébio da Silva Ferreira, bem como a todos os desportistas e cidadãos do mundo inteiro que perderam uma referência insuperável", acrescenta a mensagem.

O Presidente moçambicano adiantou que Eusébio projetou o nome de Moçambique "à escala planetária" e que foi um exemplo de concretização de sonhos.

"Nascido no chão da nossa terra, a 25 de janeiro de 1942, Eusébio da Silva Ferreira, com os seus pés nus, construiu, a partir da nacionalista, desportiva, poética, artística e multifacetada Mafalala uma carreira que viria a torná-lo uma referência incontornável na rica geração dos futebolistas moçambicanos e de outras partes do globo do seu tempo", acrescentou Guebuza, numa nota distribuída pela Agência de Informação de Moçambique.

Abel Xavier: «Testemunhei a grandeza de Eusébio noutros países»

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O antigo internacional português Abel Xavier considerou que a morte de Eusébio "é uma perda irreparável, pelo que representava para várias gerações e para a sociedade em geral".

"Pude testemunhar nas muitas viagens que fiz a outros países, ao serviço dos clubes que representei na minha carreira, a grandeza de Eusébio. Quando falava de Portugal, o seu nome surgia invariavelmente e havia uma identificação com Portugal através do Eusébio", contou Abel Xavier. Conheceu Eusébio em 1993, quando chegou ao Benfica, e recordou o seu "carisma e experiência", além dos "seus conselhos", numa altura em que os jovens que se "iniciavam no mundo do futebol profissional e tinham de lidar com as pressões inerentes", aproveitando para enviar as suas condolências à família do "pantera negra" que será "sempre uma figura ímpar de portugueses e moçambicanos".

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