Joel Rocha: "Falta-nos o som da bola, da sapatilha, do golo, do público…"

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slbenfica.pt

No segundo dia do início do processo de desconfinamento, Joel Rocha, treinador da equipa de futsal do Benfica, confessa as saudades da competição, mas alerta para a importância de se continuar a cumprir os conselhos de higiene e segurança no combate ao "jogo das nossas vidas".

 

"Que jogo! Mais que um dérbi, um clássico, uma final de Taça, uma final de Campeonato, uma 'negra', uma final de Europeu ou Mundial. Mais que um ouro olímpico. Estamos (de facto) perante o 'jogo das nossas vidas', aquele jogo de 'mata-mata', aquele jogo de 'vida ou morte'", começa por escrever o técnico no editorial desta terça-feira, 5 de maio, da News Benfica.

 

"Quem diria que tantas expressões usadas em sentido figurado e metafórico aplicadas ao contexto desportivo são, hoje em dia, aplicadas à vida de cada um de nós. Sem idade, sem raça, sem género, sem clube ou nacionalidade. Não tenho memória de um 'jogo' tão difícil. E porque defrontamos um adversário (vírus) invisível, que não sabemos onde está, de onde vem ou quem o tem, porque não sabemos como nos pode atacar, mas que sabemos que 'não joga à defesa', estamos todos convocados!", prossegue Joel Rocha.

 

"Encontremos nesta 'dificuldade' muitas 'oportunidades'"

 

Numa altura em que o mundo tenta fazer frente a um 'inimigo desconhecido', o treinador da equipa masculina de futsal do Benfica apela à prevenção.

 

"Por estas e outras razões, torna-se muito difícil a sua análise e observação (conhecê-lo, identificá-lo e caracterizá-lo), e quando não conhecemos o adversário (coisa rara nos dias de hoje), o ideal é recolher e aceitar os conselhos de quem possa estar mais e melhor documentado do que nós, e quem nos possa ajudar – autoridades de saúde (DGS) e responsáveis da nossa estrutura do SL Benfica de âmbito médico e preventivo. É exatamente isso que temos feito. Ouvimos e acatamos indicações e recomendações, e fazemos a nossa parte: sermos cada um de nós um agente da saúde pública", explica o técnico.

 

Com a época terminada, Joel Rocha confessa as saudades da competição, "o som da bola, da sapatilha, do golo, do público", mas ressalva que, "neste momento, é a vida que temos de agarrar".

 

"Por agora, o jogo de futsal vai ter que esperar. Dói. Magoa. Diria mesmo que é angustiante. Ficamos 'cheios de nada', olhamos à nossa volta e falta-nos o que nos acelera o sangue e o batimento cardíaco. Falta-nos o que nos deixa com 'pele de galinha'. Falta-nos o som da bola, da sapatilha, do golo, do público, dos cânticos e das palmas…! Falta-nos uma parte da vida, mas, neste momento, é a vida que temos de agarrar", referiu.

 

 

"Falta-nos o som da bola, da sapatilha, do golo, do público…"

 

"Vamos todos confiar na expressão de âmbito desportivo que nos diz que 'defesa ganha campeonatos' e 'ataque' ganha jogos. E este… é um longo e difícil campeonato, e quanto mais nos defendermos, mais perto estaremos de vencer! E vamos conseguir! Mas desta vez… separados!", acrescenta.

 

"Parece contraditório, para nós, que temos como sentimento comum 'nenhum de nós ser mais forte sozinho do que todos nós juntos', que agora seja estritamente necessário o contrário: 'Nenhum de nós é mais forte junto do que todos nós separados.' A vida e o desporto sempre a ensinar-nos! Mas aprendemos e vencemos. E vamos conseguir! Encontremos nesta 'dificuldade' muitas 'oportunidades'. Por enquanto, 'hoje' um agente da saúde pública, 'amanhã' um adepto na bancada. Saúde (proteção e cuidados) para todos e todas", deseja o treinador no remate da sua mensagem.

 

Fotos: Arquivo / SL Benfica

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Luís Martins: "A evolução dos jogadores dos Juvenis B estava a ser notória"

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slbenfica.pt

"Acima de tudo, estava a ser bastante positivo" – é com esta afirmação que Luís Martins, treinador da equipa de Juvenis B do Benfica, faz o balanço da temporada 2019/20, que teve de ser cancelada devido à pandemia que o País atravessa.

 


Balanço da época

"O balanço, acima de tudo, mais do que o resultado, estava a ser bastante positivo. Esta era uma geração onde tinham entrado vários jogadores novos, de diferentes locais do País, onde tivemos a oportunidade de competir logo desde cedo em torneios internacionais, que foram ótimas experiências, principalmente para os novos jogadores que ficaram a saber o que é treinar, jogar e competir ao mais alto nível no Benfica. Foi uma primeira fotografia que conseguimos tirar de todos eles, e foi aí que traçámos os objetivos que temos até hoje, tanto a nível individual, como coletivo, e foi notória a evolução deles, o que levava a que tivéssemos expectativas muito positivas para o que viesse daqui para a frente. Vínhamos de um conjunto de jogos a competir com um nível bastante bom, a fazer muitos golos, e tínhamos os jogos mais competitivos naquele momento em que foi feita a interrupção."

 

 

Adversários difíceis

"Recordando o Torreense, foi um jogo muito difícil, onde era preciso dar uma resposta positiva para uma equipa que aspirava subir de Divisão. Eram mais altos, mais fortes e mais rápidos que nós, fisicamente era um adversário difícil, num campo difícil também. Depois, vinha o Sporting, e queríamos ter uma resposta ainda mais competente do que aquela que conseguimos dar em Alcochete."
O foco na vertente escolar

 

"Ninguém gosta de parar de fazer o que mais gosta e, numa primeira fase, quando não sabíamos até quando iríamos estar parados, sem competir, aquilo que desenhámos, Clube e em particular os Sub-16, foi um plano físico, de manutenção de capacidades motoras, que nos permitisse que assim que a situação voltasse à normalidade, os nossos atletas estivessem o mais aptos possíveis para continuarem a fazer face a um campeonato. Depois, numa segunda fase, há cerca de duas semanas quando a Associação de Futebol de Lisboa decidiu seguir o caminho da FPF, cancelando o Campeonato Distrital de Sub-17, acabámos por focar as nossas atenções noutras questões, nomeadamente a escola e, neste sentido, redefinimos o nosso plano."

 

Ano atípico

"O ano passado quando entrei, em janeiro, não iniciei a época com aquela equipa, mas fizemos um percurso bastante positivo. Agora que iniciei uma época desportiva acabo por não a conseguir concretizar devido a esta pandemia. É um facto curioso, mas uma experiência muito boa que me tem dado oportunidade de crescer todos os dias."

 

Texto: Márcia Dores

 

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