Voleibol - Marcel Matz: "Orgulhoso por comandar uma equipa num clube com o tamanho do Benfica"

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slbenfica.pt

Marcel Matz vai continuar a ser o treinador da equipa masculina de voleibol do Sport Lisboa e Benfica. A renovação de contrato foi anunciada pelo próprio – que segue para a terceira época de águia ao peito – em direto no Instagram do Clube.

 

"Estou muito feliz, muito orgulhoso por comandar a equipa de voleibol num clube com o tamanho do Benfica. Apesar de todas as incertezas relacionadas com a pandemia, e sem saber quando vai ser o nosso regresso, estou muito feliz e sempre motivado para fazer com que a equipa renda o máximo para atingirmos os objetivos", confessou o técnico brasileiro de 40 anos.

 

Em maio de 2018, Marcel Matz era apresentado oficialmente como novo treinador das águias, sucedendo a José Jardim. Na altura com 37 anos – e 16 de ligação ao voleibol profissional –, abraçava o primeiro projeto na Europa.

 

"Fiquei muito feliz. Era uma ambição que eu tinha, de vir trabalhar para um clube da Europa. Eu já conhecia a dimensão do Clube e esta vinda acabou por trazer bons resultados. É isso que eu quero tentar dar continuidade, continuar a trilhar um caminho para a modalidade em Portugal e na Europa", reforçou o treinador encarnado, que se assume como Benfiquista: "Já vestimos [Marcel Matz e a família] a camisola do Benfica, e tenho uma grande relação com o Clube e com os adeptos, que merecem… Eles apoiam-nos muito."

 

 

"TEMOS UMA EQUIPA TÉCNICA MUITO AMBICIOSA E JOGADORES DE GRANDE QUALIDADE"

 

E ao fim de duas épocas – a última terminou abruptamente devido à pandemia de COVID-19 – conquistou tudo o que era possível a nível nacional (um Campeonato Nacional, uma Taça de Portugal e duas Supertaças), aliando a isso uma boa campanha na Europa.

 

"O segredo é muito trabalho. Temos uma equipa técnica muito ambiciosa, que trabalha muito, os jogadores têm uma qualidade muito grande, são muito dedicados – mesmo já tendo uma larga experiência – e têm uma competição muito saudável entre eles. Não nos amedrontamos perante nenhum adversário, conhecemos as nossas capacidades e trabalhamos muito para conseguir os resultados, com respeito pelos adversários", comentou.

 

"Foi uma temporada onde estava tudo encaminhado na fase final, estávamos na liderança do Campeonato Nacional e na Final Four da Taça, e acabou de uma maneira diferente. Foi estranho, mas, quem sabe, podemos continuar a escrever a história…", desejou.

 

Uma época que fica ainda marcada pela histórica presença na fase de grupos da Liga dos Campeões, uma competição que, segundo Marcel matz, serve para "a evolução da modalidade".

 

 

"2019/20 NÃO FOI UMA ÉPOCA PERDIDA…"

 

"Foi uma temporada muito boa, avançámos para a Liga dos Campeões, onde conseguimos enfrentar os grandes clubes da Europa de igual para igual, conseguimos as vitórias que queríamos – poderíamos ter conseguido mais –, e eu acho que colocar o Benfica a enfrentar os melhores da Europa é sempre importante. Estas competições [Liga dos Campeões] são importantes para sairmos um bocadinho da nossa realidade e ver onde podemos evoluir. Claro que queremos ganhar, mas há competições mais complicadas e que servem para a evolução da modalidade", considerou.

 

"Não foi uma época perdida [2019/20]. Eu valorizo muito o processo, e nós fizemos uma temporada muito proveitosa. Tínhamos uma missão em relação aos adeptos… Depois de conquistarmos o Triplete na época passada, queríamos trazer mais Benfiquistas aos pavilhões e conseguimos. Há muita coisa boa… Não me vou lamentar. Foi uma época que terminou de uma forma estranha, mas há que valorizar o trabalho que está a ser feito para contornar esta pandemia. Isso é o mais importante", concluiu.

 

Texto: Filipa Fernandes Garcia

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2020/07/02/voleibol-benfica-marcel-matz-renovacao-de-contrato

Fábio Veríssimo é o árbitro nomeado para o Benfica-Boavista

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slbenfica.pt

Fábio Veríssimo, árbitro da AF Leiria, foi nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para apitar o Benfica-Boavista, jogo da 30.ª jornada da Liga NOS, às 21h15 de sábado (4 de julho) no Estádio da Luz.

 

O juiz do encontro vai ter Nuno Pereira e Pedro Martins como assistentes e João Malheiro Pinto no papel de quarto árbitro.

 

O videoárbitro (VAR) será António Nobre e o assistente (AVAR) Paulo Soares.

 

https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2020/07/01/futebol-arbitro-fabio-verissimo-jogo-benfica-boavista-jornada-30-liga-nos

Ascensão meteórica e tombo. História dos 544 dias de Bruno Lage no Benfica

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rr.pt

Bruno Lage deixou de ser, na terça-feira, treinador do Benfica. Um reinado que durou menos de um ano e meio, mas que foi coroado com a conquista do campeonato e muitos recordes - positivos e negativos.

 

Tudo começou após a goleada (5-1) sofrida em Munique, frente ao Bayern, na Liga dos Campeões. Rui Vitória esteve por um fio, o treinador da equipa B do Benfica foi badalado para o lugar, no entanto, no final de contas, "deu uma luz" a Luís Filipe Vieira, que decidiu que preferia manter o técnico principal até ao final dessa temporada.

 

A aposta começou por correr bem, contudo, pouco mais de um mês depois, o Benfica caiu com estrondo (2-0) em Portimão e ficou a sete pontos do FC Porto na classificação. À segunda foi de vez: Rui Vitória deixou o Benfica e rumou ao Al Nassr, da Arábia Saudita, e o treinador da equipa B substituiu-o interinamente. O nome? Bruno

 

Aos 42 anos, Lage tinha a oportunidade de uma vida. Antigo adjunto de Carlos Carvalhal no Sheffield Wednesday e no Swansea, entre 2015 e 2018, o técnico decidira regressar a Portugal para assumir o comando da equipa B do Benfica. O trabalho feito granjeou-lhe a subida à equipa principal como treinador interino. Contudo, o trabalho foi tal que o Benfica o promoveu a efetivo.

 

Desde o jogo do Portimonense, o último com Rui Vitória, e a partir da receção ao Rio Ave, o primeiro com Bruno Lage, o Benfica não mais perdeu para o campeonato, na época 2018/19.

 

Com João Félix, aposta firme do técnico, como figura de proa, foram 18 vitórias e um empate (que valeram a melhor segunda volta de sempre, com 16 vitórias e um empate, para um total de 49 pontos), incluindo triunfos em Alvalade e no Dragão, que permitiram recuperar a vantagem para o FC Porto e reconquistar o título de campeão nacional.

 

Além dos resultados, destacaram-se, por exemplo, o discurso discreto e cortês, com atribuição de louros aos jogadores ("Estão a fazer de mim treinador", disse após a vitória no Dragão), o lançamento de jovens da formação - além de João Félix, vendido por valor recorde de 120 milhões de euros, apostou em Florentino, Ferro, Jota e, já esta época, Nuno e Tomás Tavares - ou a recuperação de Adel Taarabt, agora protagonista.

 

Aposta segura ou repetição do risco?

Os méritos valeram renovação e aposta para a época seguinte, que começou com uma estrondosa goleada ao Sporting, por 5-0, na Supertaça. Apesar da euforia, Bruno Lage pediu reforços, que não chegaram.

 

Mattia Perin, guarda-redes escolhido para competir com Vlachodimos, era, afinal, crónico lesionado e foi devolvido à Juventus. Também não chegaram rivais para Grimaldo e André Almeida e Lage teve de recorrer à formação. Raúl de Tomás, super-reforço de 20 milhões de euros, foi "flop" (o Benfica conseguiu, no entanto, recuperar o investimento).

 

A queda da Liga dos Campeões, na fase de grupos, foi um dissabor inesperado, ainda que atenuado pela continuidade na Liga Europa.

 

A eliminação precoce da Taça da Liga, troféu menor no panorama nacional, foi camuflada pelo rendimento no campeonato. Apesar da derrota na Luz frente ao FC Porto, logo na terceira jornada, até à 20.ª ronda o registo era impecável: 18 vitórias em 17 jogos e vantagem de sete pontos sobre o rival.

 

O mercado de transferências de inverno trouxe o internacional português Dyego Sousa da China e mais um reforço de 20 milhões de euros: o alemão Julian Weigl, contratado ao Borussia Dortmund. Todavia, não mascararam os problemas da equipa, que ainda assim parecia ter tudo para ser bicampeã.

 

 

A visita ao Dragão mudou tudo. O Benfica tinha a possibilidade de alargar a vantagem sobre o FC Porto para 10 pontos, porém, cedeu na hora da verdade e perdeu por 3-2. A partir daí, nada foi igual para Lage.

 

Três dias depois, o Benfica cedeu um empate sensaborão em Famalicão, que ainda assim permitiu o apuramento para a final da Taça de Portugal. Logo a seguir, perdeu na Luz com o Braga, o que permitiu ao FC Porto recortar a distância, no campeonato, para apenas um ponto. Em dois jogos, o Benfica tinha deitado fora uma margem de seis pontos.

 

Ainda em fevereiro, no espaço de sete dias, o Benfica empatou na Ucrânia e perdeu em casa, caindo da Liga Europa aos pés do Shakhtar Donetsk, de Luís Castro.

 

Quatro empates consecutivos para o campeonato estragaram o trabalho feito até então e o Benfica deixou de depender de si próprio para vencer o campeonato - quando passava a depender, frustrava a oportunidade, como quando foi incapaz de bater o Tondela após a derrota do FC Porto em Famalicão.

 

A série de maus resultados - apenas duas vitórias em 13 jogos oficiais, pior registo de sempre a par da época do sexto lugar (2000/01), e cinco jogos sem vencer em casa, algo que não se via há quase 90 anos (1930/31), primeira derrota da história frente ao Santa Clara, e logo na Luz - culminou na queda (2-0) do Benfica no terreno do Marítimo, na jornada 29. Foi a machadada final na carreira de 544 dias de Bruno Lage na equipa principal do Benfica.
 

 

Números de Bruno Lage no Benfica

    544 dias (3 de janeiro de 2019 a 30 de junho de 2020)
    76 jogos
    51 vitórias (67%)
    12 empates
    13 derrotas

 

 

Recordes positivos de Bruno Lage no Benfica

    103 golos marcados na I Liga 2018/19 (igualou recorde de 1963/64)
    100% vitórias fora no campeonato em 2019
    Melhor segunda volta de sempre: 16 vitórias e um empate (49 pontos)
    Maior goleada dos últimos 50 anos (10-0 ao Nacional)
    Mais rápido de sempre a chegar às 30 vitórias (32 jogos)
    Mais rápido a chegar aos 100 pontos na I Liga (35 jornadas)
    18 vitórias consecutivas fora de portas
    16 vitórias consecutivas para o campeonato

 

 

Recordes negativos de Bruno Lage no Benfica

    Cinco empates consecutivos
    Cinco jogos sem vencer em casa (pior só em 1930/31 - sete)
    Duas vitórias em 13 jogos (igual só em 2000/01)
    Só em 1997 tinha sofrido quatro golos em casa para o campeonato

 

https://rr.sapo.pt/2020/07/01/benfica/ascensao-meteorica-e-tombo-historia-dos-544-dias-de-bruno-lage-no-benfica/noticia/197876/