Jorge Jesus: "Os grandes reforços do Benfica são os que cá estão"

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sapo

Jorge Jesus não confirma a contratação de Mokhtar mas deixa no ar que o jovem médio alemão está prestes a tornar-se jogador do Benfica. Na antevisão do jogo com o Penafiel, o técnico "encarnado" recusou falar de possíveis reforços.

"Mokhtar? Só posso falar dele quando tiver certezas. Temos uma estrutura muito forte que está a trabalhar bem em todas as áreas. Mas não quer dizer que seja reforço. Os jogadores quando chegam nem sempre são reforços, pode ser um jogador que vem para acrescentar quantidade. Os grandes reforços do Benfica são os que cá estão e já trabalham há muito tempo. Não é preciso perder muito tempo com eles a nível técnico e tático, eles sabem quais as ideias da equipa", disse o técnico "encarnado", que lamentou ainda a onda de lesões no plantel.

"O Salvio, infelizmente, vai ter uma paragem prolongada, temos tido vários problemas, é dedo partido, é braço partido, há outros jogadores com lesões longas, problemas nos ligamentos. São muitos jogadores com lesões demoradas. Não será fácil, o Eliseu, por exemplo, já está há dois meses fora", apontou Jesus, que recusa qualquer tipo de pressão pela liderança na I Liga.

"A pressão é sempre igual. Estamos em primeiro, temos de tentar ganhar todos os jogos e fazer mais pontos que os adversários. Se no final tiver seis ou mais, melhor, mas isso não tira nada em relação aos aspetos negativos ou positivos sobre a pressão que temos, não muda as nossas ideias de sermos líderes", sublinhou.

Com a partida de Enzo, Jesus terá de encontrar uma solução dentro do plantel para a posição 8. O técnico não está preocupado e diz que gosta destes desafios de arranjar soluções para os problemas.

"Temos tido sempre argumentos para tirar o melhor e valorizar os que cá estão. Dá-me sempre mais gozo perder horas a pensar e a recriar sobre o que tenho de fazer para substituir um jogador", atirou Jesus.

Jorge Jesus: "Talisca e Pizzi podem fazer de Enzo"

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ojogo

Agora sem Enzo Pérez e com Samaris a cumprir castigo, Jorge Jesus, na conferência de imprensa desta sábado, não adiantou muitos detalhes relativos à estratégia a utilizar em Penafiel.

"Quem vai jogar na posição 8? Talisca e Pizzi, mas mais o Talisca. São dois jogadores que têm feito essa posição e até já jogaram juntos. Podem jogar os dois ou só um".

Mukhtar:

"É um jovem jogador, mas só posso falar dele quando tiver certezas. O Benfica tem uma estrutura muito forte em todas as áreas e quando o produto final é entregue à equipa técnica é porque ele estará bem elaborado".

Reforços em janeiro:

"Os reforços são sempre subjetivos, porque alguém que vem de fora pode não ser um reforço, pode ser um elemento que faça parte do plantel e que acrescente qualquer coisa. Um reforço para o Benfica não pode chegar e jogar logo. O importante para mim é que os grandes reforços são os que estão cá, porque trabalham há muito tempo comigo e não necessito de perder tempo com eles ao nível tático".

Pressão por ter o FC Porto atrás:

"A pressão é sempre igual, estamos em primeiro, temos de tentar ganhar todos os jogos e depois é que vamos fazer o somatório de pontos. Se tivermos mais de seis pontos, melhor, mas isso não retira a pressão ou a nossa responsabilidade, vai ser tudo igual. Depois desta jornada, se perder alguns pontos, pior, se aumentarmos a diferença, melhor".

Dores de cabeça com tantas lesões:

"Nunca pensei no que vou fazer à minha vida. Tenho sempre argumentos para estar descansado, porque até me dá mais gozo perder horas a pensar no que vou fazer ou criar".

Estádio do Penafiel quase cheio à espera do Benfica

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rr
O presidente do Penafiel, António Gaspar Dias, espera "casa cheia no jogo com o Benfica", marcado para o próximo domingo.

"Nesta altura restam apenas 500 bilhetes" para que lotação do Estádio 25 de Abril (um recinto com capacidade para pouco mais de cinco mil espectadores) "esteja esgotada", afirma Gaspar Dias em entrevista a Bola Branca. O Penafiel está em 15º lugar na tabela e, apesar "da diferença dos argumentos entre as duas equipas", o presidente do clube nortenho, acredita num resultado positivo.

"Dentro de campo são 11 contra 11 e ganha a equipa que mais quiser ganhar", diz António Gaspar Dias.

Fica o aviso: o Penafiel "quer somar pontos frente ao Benfica".

 

Mukhtar já está em Lisboa para assinar pelo Benfica

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Mukhtar chegou a Lisboa na tarde desta sexta-feira, sem prestar qualquer declaração aos jornalistas, e deve reunir-se com Luís Filipe Vieira nas próximas horas, por forma a decidir os contornos da transferência. A partir de 2015/2016 será reforço do Benfica.

O médio alemão, que pode actuar nas alas ou como segundo avançado, chegou acompanhado pelos pais e namorada e tinha à sua espera o empresário Paulo Rodrigues. 

Mukhtar é internacional por todas as selecções jovens da Alemanha e apontou o golo que derrotou Portugal na final do último Europeu de sub 19.

Na época passada fez 10 jogos na Bundesliga. Na presente temporada foi relegado para a equipa de reservas por não querer assinar a renovação pelo Hertha. 

Hany Mukhtar nasceu em Berlim a 25 de Março de 95. Tem ascendência sudanesa por parte do pai. É considerada uma das maiores promessas do futebol alemão.

Ao que Bola Branca apurou, o Benfica não vai estabelecer qualquer acordo com o Hertha para o jogador antecipar a chegada ao plantel encarnado, já neste mês de Janeiro. Os planos do Benfica não se alteram. O jogador chega em Julho e a custo zero.

Giorgian De Arrascaeta: mais um jogador disputado por Benfica e Porto

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Os alvos de Benfica e FC Porto voltam a coincidir e podemos assistir a nova luta entre "águias" e "dragões" pelo mesmo jogador. Trata-se de Giorgian De Arrascaeta, médio ofensivo de 20 anos que milita no Defensor Sporting do Uruguai.

De acordo com o representante do jogador, além dos clubes portugueses, há outros interessados como o Internacional de Porto Alegre do Brasil, o Barcelona, o PSG e o Mónaco.

"Em Portugal, FC Porto e Benfica querem-no. O Mónaco também o quer, o Barcelona está em negociações, há ainda o PSG... Todos os grandes clubes querem-no, porque ele já não é uma promessa mas sim um jovem talento. Ele é considerado a maior revelação do futebol uruguaio", disse Fernando Otto, representante de Arrascaeta no Brasil, à Rádio Bandeirantes.

Ainda de acordo com Otto, a mudança para o Internacional é um cenário a ter em conta, até porque o passe do jogador pertence ao seu empresário.

"O Daniel [empresário], que o comprou há dois anos e é dono de 100% de seu passe, quer colocá-lo no Internacional para ganhar numa futura venda para um grande clube europeu, onde ganharia o Inter e o investidor", sublinhou Otto.

Benfica ainda sem Eliseu e Luisão para jogo com Penafiel

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O treinador do Benfica, Jorge Jesus, afirmou hoje que quer começar o novo ano com um triunfo, no domingo frente ao Penafiel, adiantando que continua sem poder contar com os futebolistas Luisão e Eliseu.

Jorge Jesus, que falava em conferência de imprensa de antevisão ao encontro da 15.ª jornada da I Liga, reconhece ainda que a equipa comandada por Rui Quinta irá criar dificuldades e, sobretudo, apostar em jogadas de contra-ataque.

"Vamos encontrar uma equipa à procura de nos surpreender numa ou noutra situação de contragolpe. Tem dois bons extremos para isso. Estamos preparados para este jogo. Temos de fazer a diferença através da nossa organização e qualidade defensiva, bem como a nossa criatividade ofensiva. Quando juntamos estes dois momentos somos uma equipa muito forte", disse.

Certo é que o Benfica não vai modificar a linha defensiva, uma vez que o central e capitão Luisão e o lateral esquerdo Eliseu ainda não recuperam dos respetivos problemas físicos.

"Esperava poder lançá-los na convocatória, mas não vão estar. Luisão e Eliseu não estão preparados para as exigências competitivas do campeonato", adiantou.

No que toca a reforços, Jorge Jesus mantém o discurso de sempre, defendendo que a prioridade é recuperar os jogadores que se encontram lesionados.

O Benfica, líder do campeonato, com 37 pontos, defronta no domingo, às 19h15, no Estádio 25 de Abril, o Penafiel, 15.º com 11 pontos, em jogo da 15.ª jornada da I Liga que será arbitrado por Paulo Baptista, de Portalegre.

Rui Quinta acredita que pode surpreender o Benfica

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O treinador do Penafiel, Rui Quinta, admitiu hoje que a motivação de jogar com o Benfica vai fazer a "equipa transcender-se" e garante que só pensa na vitória no jogo da 15.ª jornada da I Liga de futebol.

O técnico da equipa duriense garantiu, em conferência de imprensa, que "o importante [para os jogadores] é virarem o foco para o que o Penafiel é capaz de fazer e não para as dificuldades que o adversário poderá apresentar".

"Mais importante do que o Benfica é o que o Penafiel será capaz de fazer. Toda a gente conhece este adversário e o que temos de fazer é centrarmos o nosso foco apenas naquilo que somos capazes de fazer", explicou Rui Quinta, que está consciente do grau de dificuldade do encontro.

O treinador desvalorizou ainda o facto de o Benfica ter perdido um jogador importante como Enzo Pérez, salientando que isso não vai afetar o desempenho da equipa.

"Independentemente de quem jogar, o Benfica é sempre competente. O treinador já provou que as suas equipas rendem sempre com ou sem Enzo Pérez ou outros que possam sair. Esta é uma situação para a qual os treinadores têm de estar preparados", afirmou.

Rui Quinta esclareceu ainda que a equipa está motivada e que as "derrotas pesadas" frente ao Braga (6-1) e o Sporting (4-0) não deixaram marcas.

"Não vamos pensar nos desaires pesados com o Sporting e o Braga, porque se assim fosse seria impossível termos ânimo para levantar a cabeça e fazer o nosso trabalho. Os jogadores têm neste jogo com o Benfica a montra para exibirem o seu valor e estarão motivados", garantiu.

A ilusão de vencer está bem patente nas ambições do técnico penafidelense, que defendeu que a equipa vai ser capaz de se transcender num jogo desta dimensão.

"Se não tivéssemos a ilusão de vencer, telefonávamos para Lisboa e não havia jogo. Acredito que os jogadores vão transcender-se, fazer um bom jogo e conseguir um bom resultado", finalizou.

O Penafiel, 15.º classificado, recebe, este domingo, o líder Benfica, às 19:15 horas, numa partida a contar para a 15.ª jornada da Liga.

Artur pode sair em janeiro

Submetida por cwally em
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A saída de Artur do Benfica no final da época, quando terminar contrato, é praticamente uma certeza, porém, o “adeus” à Luz pode ser antecipado caso o clube receba uma proposta pelo guarda-redes em janeiro, noticia o jornal A BOLA na edição impressa deste sábado. 

Os responsáveis do Benfica continua atentos ao mercado à procura de soluções para a baliza, sendo Loris Karius (Mainz) e Ali Ahamada (Toulouse) são os nomes equacionados.

Magnusson - entrevista - "A Luz assustava qualquer um. Até a mim"

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jornal I
Avançado sueco é um ídolo para qualquer benfiquista. Melhor marcador do campeonato nacional em ano de Mundial (1990), Mats comete a proeza de somar mais golos (33) que jogos (32). Prepare-se para a aventura das cinco gargalhadas sonoras

Nené tem 575 jogos pelo Benfica. Não há ninguém como ele. Nem Veloso (538), nem Coluna (525), Humberto Coelho (498) ou Shéu (487). Eusébio tem 473 golos pelo Benfica. Não há ninguém como ele. Nem José Águas (379), Nené (359), Torres (226) ou Arsénio (220). Coluna tem 18 títulos pelo Benfica. Há alguém como ele? Só Nené. De resto, façam fila se faz favor. Shéu e Eusébio (17), Bento, Cavém e Simões (16). Nené tem 66 internacionalizações pelo Benfica. Não há ninguém melhor que ele. Nem Eusébio (64), Bento (63), Humberto Coelho (62) ou Nuno Gomes (60). Por muitas voltas que demos, não aparece o nome de Mats Ture Magnusson. E então? Isso não lhe retira qualquer mérito.

Magnusson tem "só" 84 golos em 164 jogos e três títulos pelo Benfica, mas é uma referência obrigatória para qualquer adepto nascido entre o final dos anos 70 e início dos 80. Fisicamente, corresponde ao arquétipo dos nórdicos: alto e louro. Futebolisticamente, destaca-se dos demais pela classe e pelo sentido de oportunidade.

Sabe jogar muito bem de cabeça e tem um físico imponente que afastava qualquer defesa com um simples toque, por ligeiro que fosse. Remata forte, de qualquer lado do campo. Chega ao Benfica através de um treinador dinamarquês, Ebbe Skovdahl, de seu nome. Estamos no Verão de 1987. No Outono desse ano já Magnusson é um indiscutível no coração de qualquer benfiquista do sete costados. Há até quem o idolatre ao ponto de ter uma camisola actual do SLB com o seu nome nas costas. E não, não é o próprio Mats

1. Mats Magnusson. É um prazer enorme falar finalmente consigo. Sabe da adoração dos portugueses pela sua pessoa, não sabe?

Claro que sim, e eu adoro-vos também. Parte da minha vida, pessoal e profissional, foi aí desenvolvida com golos, jogos, alegrias e decepções. Mais alegrias que decepções, anote aí. Que isto de ser do Benfica é assim mesmo. E anote outro pormenor: os suecos são todos adorados por culpa de Eriksson, o primeiro de todos. E Strömber, o segundo. Todos os seguintes, eu, Thern e Schwarz, devemos-lhes muito. Eles abriram-nos o caminho para Portugal.

2. Ainda se lembra da sua estreia?

Não é das memórias mais felizes [gargalhada sonora]. O Ebbe [Skovdahl] lançou-me a titular e perdemos em casa com o Marítimo. Um-zero, se não me engano [está certo, sim senhor]. Nesse mesmo mês, disso lembro-me muitíssimo bem, joguei com Portugal para a qualificação do Euro-88. Perdemos, aliás perdi 1-0 [Gomes], em Estocolmo. Fui titular e reencontrei o Álvaro.

3. Suécia-Portugal? Mas isso é um remake da qualificação para o Mundial-86.

Ehhhh lá, essas memórias são tristes para mim. Falhámos esse Mundial por culpa daquele golo do Carlos Manuel. Eu participei nessa campanha e até marquei um golo aos alemães, no último minuto [2-2 em casa]. Estávamos convencidos do apuramento quando a RFA perdeu pela primeira vez em casa [em qualificações para Mundiais]. Foi uma decepção imensa. Há um vídeo e tudo com isso. Eu apareço mas não o vejo. Prefiro outros filmes [é uma gargalhada ou são lágrimas? É Mats Magnusson, who else; são gargalhadas, pois está claro].

4. Como quais?

Ichhh, tanta coisa. Ganhei três campeonatos suecos e duas Taças da Suécia pelo Malmö, por exemplo. E em Portugal conquistei dois campeonatos [1989 e 1991] mais a Supertaça [1989].

5. E o título de melhor marcador do campeonato nacional?

Outra grande memória, obrigado. Foram muitos golos, na época pré-Mundial [1989-90]. Estava com tudo, queria um lugar no Mundial.

6. E conseguiste, não foi?

Fui para Itália, sim, mas não marquei nenhum golo. A Suécia também não se saiu bem e fomos eliminados na primeira fase [grupo com Brasil, Costa Rica e Escócia]. Dessa época guardo o tal título de melhor marcador do campeonato nacional [33 golos em 32 jogos]. Lembro-me de quatro ao Beira-Mar, mais quatro ao Penafiel. Tudo na primeira volta. Começámos o campeonato muito bem e eu apenas aproveitei a boleia para marcar golos até não aguentar mais. A equipa era fabulosa, muito talentosa. Por alguma razão ganhámos dois títulos de campeões e atingimos duas finais da Taça dos Campeões. Não é para todos, só para o Benfica.

7. Fale-me lá dessas finais europeias.

O que posso dizer para além do óbvio? É uma alegria incontrolável ter lá chegado, é uma tristeza inconsolável ter de lá saído de mãos a abanar. Na primeira, com o PSV, foram os penáltis. Na segunda, com o Milan, foi um golo de Rijkaard no nosso único erro defensivo. Joguei as duas e é preciso dizer que tanto PSV como Milan eram duas equipas fantásticas, com futebol nos pés. Só artistas. O PSV tinha Ronald Koeman, por exemplo. Só isso bastava para assustar qualquer um. O Milan, pfffff, o Milan nem é preciso dizer muito, não é? O Milan era o Milan. Já falei do Rijkaard, havia Gullit e Van Basten. Lá atrás, eu estava metido entre o Baresi e o Costacurta, centrais da selecção italiana durante anos e anos, finalistas do Mundial-94. Está tudo dito ou não? Para chegar a essas finais, o Benfica fez muuuuuito, muito, muuuuuuuito. Aquela meia-final com o Marselha ainda está gravada na minha cabeça.

8. Foi uma vitória e tanto. Com a mão de Vata?

[Terceira gargalhada sonora.] Vata, pois foi. Estava tapado por um defesa do Marselha mas foi um grande golo [quarta gargalhada sonora]. O segredo dessa equipa era a solidariedade. Havia muita camaradagem. Havia capitães com braçadeira e outros sem. Posso dizer-te que Veloso era enorme em todos os sentidos. Também Ricardo Gomes, claro. A sua presença fazia-se sentir sem palavras. O Paneira era dos mais engraçados, sempre a dizer piadas, tal como o Lima. Olha, o Lima marcou o nosso golo em Marselha. Tinha muita piada. Hernani igual, como o guarda-redes Silvino. O Valdo era outro bem-humorado. E com olhos nos pés. Uma bola dele para mim era meio golo. Lembro-me de ele ter posto a alcunha de Periquito ao Eriksson. Ai ai, bons tempos esses. O futebol era fluido, para a frente e sem medos. Eles, os outros, é que tinham de nos temer.

9. FC Porto e Sporting?

E outros clubes, como Boavista e Vitória de Guimarães, mas sim, FC Porto e Sporting à cabeça. Lembro-me de ter marcado dois golos ao Sporting na minha primeira época. Foi daqueles jogos em que começou mal [0-1 de Paulinho cascavel] e acabou bem [4-1]. Marquei dois e dei os outros dois, se não me engano. Sei que foi uma tarde de glória. Como muitas outras. tenho saudades desses momentos. No bom sentido. Gosto de as recordar.

10. Há sempre o recurso ao YouTube ou...?

Tenho lá muitos golos, sim. São esses filmes de que te falava há pouco, gosto deles. E de ver o Estádio da Luz cheio naqueles jogos à tarde. Aqui assustava qualquer um. Adversários e até a mim, vê bem. Lembro-me de às vezes treinar e ficar deslumbrado com todo aquele silêncio e as cadeiras vazias. Em dia de jogo a adrenalina subia facilmente quando subíamos ao relvado e ouvíamos os adeptos ao longe a puxar por nós. Jogar futebol é como ser uma estrela de rock. Se as pessoas nos adoram e puxam por nós, conseguimos fazer coisas inimagináveis. Nós jogávamos mas eles [adeptos] também. Se estivéssemos em sintonia, ninguém nos parava. Vê lá o Steaua nas meias-finais da Taça dos Campeões-88 [bis de Rui Águas e 2-0] ou o Marselha [1-0 de Vata]. Quando era a sério, éramos insuperáveis.

11. Então lembras-te da tua despedida, não?

Se me lembro? Claro que sim [pressente-se uma quinta gargalhada sonora, sim, ela vem aí, alto e bom som]. Ainda me lembro da ovação dos adeptos quando aí fui, em Janeiro de 2010, para o Jogo contra a Pobreza. Eles a chamarem-me. "Mats Magnusson, Mats Magnusson." Uma história para contar à família à volta da lareira. Ou agora ao telefone contigo. Obrigado.