José Augusto chora "ídolo" Mário Coluna

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José Augusto também relaciona Mário Coluna com Eusébio da Silva Ferreira.

O antigo colega de equipa de ambos, np Benfica e na Selecção Nacional, lembra o ex-capitão, agora desaparecido, como um "ídolo".

"[Em pouco tempo] Perdemos dois grandes amigos [Eusébio e Coluna], dois grandes jogadores de futebol. Do Benfica, do futebol europeu e mundial. Foi um excelente colega, um grande jogador e um ídolo. Deixa bastantes saudades", começa por dizer o ex-extremo dos encarnados e "Magriço", em declarações a Bola Branca, após a morte de Coluna.

"Convivi com o Mário [Coluna] 20 anos, fizemos a cinco finais europeias. Merecerá destaque no Benfica e na sua terra Natal, da parte de todos os moçambicanos. No Benfica, será sempre lembrado como uma grande figura daquela nossa epopeia europeia. Jamais será esquecido pela família benfiquista e pelos portugueses em geral", confia José Augusto.

Moçambique quer jogar com Portugal para homenagear Coluna

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A Federação de Futebol de Moçambique quer homenagear Mário Coluna com a realização de um encontro de carácter amigável com a Selecção Nacional. O antigo internacional português e figura da história do Benfica faleceu esta terça-feira, em Maputo, aos 78 anos, vítima de problemas respiratórios. Feizal Sidat, presidente da federação moçambicana, revela, em declarações a Bola Branca, que aproveitará a presença, nas cerimónias fúnebres, de Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), para "propôr uma homenagem a um grande futebolista". "Seria bom se houvesse um jogo de homenagem entre Moçambique e Portugal, aqui em Moçambique, para homenagear este grande homem que foi Mário Coluna. A Federação deverá estar aqui nas cerimónias fúnebres e penso que poderemos propôr isso. Espero que isso possa acontecer", adianta, evocando a memória de Coluna como um "grande homem" e enaltecendo o carácter paternal que sentia da parte do "Monstro Sagrado".
"Estou bastante triste e sem palavras neste momento. Era um pai para mim, porque pessoalmente vivi muito do futebol com ele. Foi uma pessoa que me pôs como presidente da Federação. É um momento que vai marcar para todos nós o contributo que deu ao futebol moçambicano. Estamos bastante tristes e lamentamos a sua morte", conclui.

 

António Simões: "Eusébio e Coluna são o Benfica"

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"Eusébio e Coluna são o Benfica". Foi desta forma que António Simões se referiu ao antigo capitão da selecção nacional, esta terça-feira, horas após ter sido confirmada a sua morte, em Maputo.

Coluna faleceu aos 78 anos no Instituto do Coração, na capital moçambicana, onde estava internado desde domingo, com uma grave infecção pulmonar.


"Nunca consegui tratar o Mário [Coluna] por tu, depois de 'senhor' refugiei-me a tratá-lo pelo nome. Mas o Mário nunca mudou, chamou-me sempre de 'miúdo'. Francamente, lamento e é difícil lidar com estas situações. Não tenho palavras para descrever esta dor que atormenta. Como se pode, ainda, homenagear este homem? Há sempre tempo. Isto é gente que fica para sempre e o Benfica tem tido uma atenção para com estes jogadores que fizeram crescer o clube. Seguramente farão algo. Eusébio e Coluna, os dois, são o Benfica", disse Simões, numa declaração emocionada a Bola Branca.

Depois de uma paragem cardíaca, sofrida esta terça-feira de manhã, Coluna entrou em coma, com necessidade de respiração assistida, mas acabou por não sobreviver. O óbito do antigo jogador foi decretado às 17h26 locais [menos duas horas em Portugal Continental].

 

L.F. Vieira: "Coluna foi dos maiores talentos da sua geração"

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Luís Filipe Vieira afirmou que Coluna "foi um dos maiores talentos da sua geração" e um "património do futebol", no dia em que o antigo jogador dos encarnados e da Selecção Nacional faleceu, aos 78 anos. "Coluna ganhou em vida a admiração daqueles que tiveram o privilégio de o ver jogar, mas ganhou igualmente o respeito e o reconhecimento de todos quantos, não tendo tido a oportunidade  de ver o seu futebol, sabem por relatos e testemunhos que ele foi dos maiores talentos da sua geração", adiantou o presidente do Benfica, através do site oficial do clube da Luz. "O exemplo de Mário Coluna não é apenas património do Benfica, é património do futebol, a pátria onde verdadeiramente Coluna sempre esteve mais à vontade", prosseguiu Vieira, elogiando o "percurso de vida" do "Magriço". "Não é fácil despedirmo-nos de alguém a quem a vida já consagrou entre os maiores. Alguém cujo percurso de vida é único e cujo legado irá perdurar muito para além dele. Dizem que quando nascemos nascemos todos iguais. Mentira! Coluna nasceu diferente, para melhor, para bem melhor. Foi e será sempre um génio que engrandeceu o futebol e projectou o Sport Lisboa e Benfica para numa dimensão mundial", salientou Vieira. "Obrigado, Coluna! Por tudo o que nos deixaste. Coluna estará sempre connosco. Estará presente nos nossos dias porque ganhou esse direito, com o seu exemplo e com as suas conquistas. Até breve, Coluna!", remata o texto de Luís Filipe Vieira. Óbito de Coluna decretado às 17h26 de Portugal ContinentalMário Coluna morreu, esta terça-feira, aos 78 anos. A antiga glória dos encarnados e capitão dos "Magriços" estava internado no Instituto do Coração, em Maputo, desde domingo, com uma grave infecção pulmonar. Depois de uma paragem cardíaca, sofrida esta manhã, entrou em coma, com necessidade de respiração assistida, mas acabou por não sobreviver às mazelas. O óbito de Coluna foi decretado às 17h26 locais [menos duas horas em Portugal Continental].

 

Um polaco na Luz e um holandês em Frankfurt

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O árbitro polaco Simon Martiniak, de 33 anos, foi eleito para dirigir o Benfica-PAOK. O jovem árbitro é internacional desde 2011. Martiniak será auxíliado por Pavel Sokolnitski e Thomas Listkievits.

No Eintracht de Frankfurt-FC Porto estará o holandês Bjorn Kuipers. O holandês tem 39 anos e é internacional desde 2006. No ano passado, dirigiu a final da Liga Europa entre Benfica e Chelsea.

Bjorn Kuipers terá como auxiliares Angelo Boonman e Erwin Zeinstra.

 

Biografia: Mário Coluna, o «Monstro Sagrado»

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Os portugueses, e os benfiquistas em particular, podem nem todos conhecer a geografia de Maputo, a antiga Lourenço Marques, mas já terão ouvido falar do bairro da Mafala, berço de Eusébio, o mais consagrado símbolo do futebol português.

Mas se há um bairro maputense que pode esgrimir um pedigree futebolístico quiçá superior ao da Mafala, esse bairro só pode ser o Alto Maé, uma zona da cidade que dista pouco mais de quilómetro e meio do bairro que viu nascer Eusébio. Ali, a meio caminho entre o Chamanculo e Malhangalene, nasceram e cresceram grandes nomes do futebol moçambicano e português como Matateu, Vicente, Hilário e Mário Coluna...
 
Talvez seja injusto para Mário Coluna, o «Monstro Sagrado» do Benfica e da seleção, começar a crónica da sua biografia falando de Eusébio. Mas se não fosse a «Pantera Negra», muito provavelmente esta biografia seria sobre o melhor jogador moçambicano ou benfiquista de todos os tempos...
 
Mas havendo um senhor chamado Eusébio na história, essa questão não se coloca, e por certo que Coluna, aliás «Senhor Coluna», como Eusébio sempre lhe chamou, não se importa rigorosamente nada de ser segundo, se o primeiro é o seu amigo e afilhado, compatriota e benfiquista, Eusébio da Silva Ferreira.
 
Infelizmente, numa daquelas coincidências mórbidas, os dois grandes amigos e colegas, símbolos maiores do benfiquismo e de Portugal, acabaram por partir deste mundo separados por menos de dois meses...
 
Primeiros passos
 
Cresceu numa casa de zinco, pobre, mas honrada, filho de um português da Beira Baixa e de uma moçambicana, no Alto Maé. Foi ali que cresceu, aprendeu a ler e a dar os primeiros pontapés na bola. Foi também ali que começou a trabalhar desde de tenra idade...

 Atleta, desde miúdo que trepava às árvores com imensa facilidade, com o objetivo de apanhar mangas ou caju. Era exímio também no boxe e quando se dedicou ao atletismo, e ao salto em altura, bateu facilmente o recorde de Moçambique.
 
O futebol também lhe interessava, e apesar do sonho de ser mecânico de automóveis, cedo descobriu na sua vocação para a bola, a possibilidade de fugir à miséria a que estaria votado, numa sociedade onde as oportunidades não eram muitas para um pobre, filho de um português e de uma indígena. Os tempos eram outros, e na sociedade colonial de Moçambique, os portugueses 100% brancos não abriam mão do seu «clube fechado». O sangue negro que lhe corria nas veias fechava-lhe muitas portas, e por saber isso, Mário Coluna sempre esteve atento à possibilidade de fintar o destino.
 
Depois de dar nas vistas no Ferroviário, passou para o Desportivo, a então filial dos «encarnados» de Lisboa. Jogando a avançado, tornou-se um caso sério no campeonato local, levando o clube a diversas vitórias.
 
A fama do Desportivo atravessou fronteiras e chegou à vizinha África do Sul que convidou o clube de Lourenço Marques para uma visita. O Apartheid que vigorava no vizinho do sul, impediu Coluna de viajar com a equipa, que actuando só com brancos, acabou por perder por 2x1.
 
Mas na visita dos sul africanos a Lourenço Marques, Coluna já pode jogar e vingou-se apontando os sete golos da vitória por 7x0. Na metrópole, como se chamava então a Portugal Continental, os três grandes mostravam interesse em contratar a jovem estrela moçambicana. O primeiro a tentar a contratação foi o FC Porto, depois foi a vez do Sporting que dobrou a proposta, mas seria apenas à terceira, quando o Benfica, que até ofereceu menos que os leões, apelou ao coração de Coluna, e fez valer o estatuto de casa mãe, para fazer o jovem jogar de águia ao peito, corria o ano de 1954.
 
Benfica
 
A presença de Coluna na Luz seria preponderante na correlação de forças no futebol lusitano. Até à chegada de Coluna, o Sporting era a maior potência futebolística portuguesa, acabando de conquistar um tetracampeonato que garantia o sétimo título em oito anos. Durante os dezasseis anos que se seguiram, Mário Coluna faria parte das diversas equipas benfiquistas que conquistaram dez campeonatos. Ao abandonar o Sport Lisboa e Benfica, às águias eram as dominadoras absolutas do futebol em Portugal.
 
Apesar da história de sucesso, a verdade é que os primeiros tempos de Coluna no Benfica foram difíceis. Sem se conseguir impor na equipa, não convencia Otto Glória a jogar como avançado.  Raramente convocado, ponderou abandonar Lisboa, ou mudar de clube.
 
O treinador brasileiro resolveu então fazer recuar Coluna no terreno e o resto, é literalmente história. Com a sua força, capacidade de técnica, aliada a uma soberba visão de jogo, Coluna começou a comandar a equipa encarnada do meio do campo, tornando-se no pêndulo do futebol encarnado.
 
Campeão no ano de estreia, voltou a ser campeão em 1957, mas a época dourada seria a de sessenta, onde o seu Benfica conquistou oito campeonatos em dez épocas, além de ganhar duas Taças dos Campeões Europeus em cinco finais disputadas. Um feito que nem Eusébio se pode gabar.

Com o passar dos anos, recuou de dez para seis, liderando as equipas onde jogava cada vez mais de trás, com a sua voz de comando imperial, mantendo intocável a sua capacidade de leitura e distribuição de jogo.
 
Seleção e retirada
 
Na seleção, depois de algumas dúvidas, foi convocado por Manuel da Luz Afonso para se tornar uma das pedras fundamentais de Otto Glória durante o Campeonato do Mundo de 1966.  Em Inglaterra, brilhou a alto nível, ajudando Portugal a conquistar o bronze e ganhando um lugar no onze da FIFA.
 
Abandonaria a seleção dois anos depois, após ter vestido a camisola das quinas 57 vezes. No Benfica jogaria até 1970, quando foi dispensado, e sem remédio, acabou por ter de experimentar a carreira no estrangeiro, impedido que fora de terminar a carreira no clube do seu coração.
 
Em França, com a camisola do Olympique de Lyon, jogaria apenas por 19 vezes, acabando a carreira finalmente em 1972. Pendurou as botas e regressou a Lisboa, mas pouco anos depois, após a independência de Moçambique, regressou a casa, para viver em Maputo, ajudando à reconstrução e crescimento do seu amado Moçambique, onde, entre outras funções, foi presidente da Federação.
 
Viria a falecer a 25 de Fevereiro de 2014, somente um mês e vinte dias depois da morte do seu amigo e colega, símbolo maior do Benfica, Portugal e Moçambique, Eusébio da Silva Ferreira.

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Morreu Mário Coluna

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Morreu esta terça-feira à tarde Mário Coluna, antigo jogador e capitão do Benfica e da seleção nacional. O anúncio foi feito pela família.

Coluna estava em coma e com respiração assistida, não tendo resistido a uma paragem cardíaca sofrida esta terça-feira.

Matic feliz pelo golo de Markovic

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Matic foi considerado o melhor jogador, da época passada, no futebol em Portugal, nos troféus da TSF. O jogador, que vestia a camisola do Benfica, recebeu a maioria dos votos, dos treinadores das duas ligas profissionais de futebol. Um prémio que Matic recebeu esta noite, em Lisboa. Feliz, disse ainda que acredita que o Benfica vai ser campeão esta época.