Mantorras: «Nunca ninguém se vai comparar a Eusébio»

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O angolano Pedro Mantorras, ex-jogador do Benfica, afirmou esta segunda-feira que todos os jovens futebolistas africanos sonham ser como Eusébio da Silva Ferreira e destacou a "alegria" que o "Pantera Negra" dava às pessoas.

"Eusébio é tudo de bom, é uma pessoa que transmitia muita alegria às pessoas. Nunca ninguém se vai comparar a Eusébio, vai sempre marcar a história e ele teve uma grande história. Era uma pessoa humilde, fácil de lidar e aconselhou-me bastante", afirmou Mantorras em declarações à Benfica TV.

Quando chegou ao clube da Luz, em 2001, Mantorras chegou mesmo a ser referenciado como o novo Pantera Negra, antes de ter sofrido um grave lesão no joelho, que acabou por marcar a carreira do antigo avançado angolano.

"É uma honra ter sido comparado a Eusébio, mas Eusébio há só um. Ele era o rei, ele era o King. Quando saí de África eu, e todos os jogadores jovens, queríamos ser igual ao Eusébio, era esse o sonho. Quando cheguei ensinou-me o que é o Benfica e a sua grandeza.

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Assunção Esteves: «Questão do Panteão depende de decisão do parlamento»

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A presidente da Assembleia da República admitiu esta segunda-feira que o parlamento "não deve fechar" a hipótese de os restos mortais de Eusébio serem depositados no Panteão Nacional, decisão que cabe aos grupos parlamentares.

Questionada pelos jornalistas na Assembleia da República, Assunção Esteves sublinhou que "a questão do Panteão depende de uma decisão do parlamento, não depende de uma iniciativa da presidente nem do poder da presidente, depende do poder dos grupos parlamentares".

A colocação no Panteão Nacional do corpo do antigo futebolista, que morreu este domingo, aos 71 anos, "é uma questão de capacidade e de iniciativa interna ao parlamento", destacou, lembrando que, normalmente, são os grupos parlamentares que apresentam uma proposta nesse sentido.

Sublinhando falar em nome pessoal, Assunção Esteves acrescentou: "Essa possibilidade poderá realizar-se, eventualmente, num médio prazo ou num curto prazo. Não excluo que haja essa iniciativa pelas razões evidentes, que todos nós conhecemos, que é a singularidade de Eusébio", salientou.

A presidente da Assembleia da República sublinhou que esta operação envolve "custos mesmo muito elevados, na ordem de centenas de milhares de euros", a suportar pelo orçamento do parlamento.

Sobre este ponto, Assunção Esteves sugeriu uma "partilha de custos", ao abrigo de "uma espécie de mecenato", que em Portugal ainda não está suficientemente desenvolvido, admitindo que o processo não seja suportado pelo parlamento, mas por "um grupo de cidadãos ou uma associação".

"Penso - é a minha opinião, provavelmente estou a ser muito temerária - que o parlamento não deve fechar essa hipótese, desde que haja uma razão para as coisas. A partilha nos custos, sobretudo em termos de crise, é uma cultura que também temos de começar a explorar", sustentou, falando aos jornalistas no final da sessão de abertura do Seminário Diplomático, que decorre hoje e na terça-feira na Assembleia da República.

Jorge Mendes: «Eusébio não tinha qualquer inimigo»

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O empresário Jorge Mendes, agente do treinador José Mourinho e do futebolista Cristiano Ronaldo, classificou esta segunda-feira Eusébio da Silva Ferreira como uma pessoa "extraordinária" e que ficará "sempre presente no coração dos portugueses".

"É uma pessoa extraordinária, estará sempre presente, nunca desaparecerá. Está sempre no meu coração e no coração de todos os portugueses. É uma pessoa fenomenal que não tinha qualquer inimigo, toda gente gostava dele, todo o Mundo gostava dele", afirmou Jorge Mendes em declarações à Benfica TV.

O corpo de Eusébio está em câmara ardente no Estádio da Luz, porta 1 (acesso pela porta 11), desde as 17H30 de domingo, com a missa a realizar-se hoje, às 16 horas, na Igreja do Seminário no Largo da Luz, após o que o corpo segue para o cemitério do Lumiar, onde o funeral se realiza às 17.

Carlos Mozer: «Eusébio está ao nível de Mandela»

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O ex-futebolista Carlos Mozer, antigo defesa-central do Benfica, comparou esta segunda-feira Eusébio a Nelson Mandela, figura histórica da África do Sul que também faleceu recentemente, e classificou o Pantera Negra como uma figura inesquecível.

"Eusébio está ao nível de Mandela, talvez até um pouco mais acima. Atravessou cinco décadas pelo Mundo inteiro com uma figura exemplar e ganhou o carinho de toda gente e isso é muito difícil. Está no topo dos topos. É uma figura inesquecível", afirmou Mozer em declarações à BenficaTV.

O antigo defesa central brasileiro, que representou o Benfica entre 1987-1989 e 1992-1995, contou a primeira vez que conheceu pessoalmente Eusébio, no ano de 1986 no México.

"O meu treinador na altura no Flamengo era amigo e do Eusébio e então levou-me a um almoço com ele. Quando cheguei ele estava posicionado no centro da mesa e quando olhei fiquei impressionado com a sua postura, diferente de todas as outras. Quase que mantinha numa posição de rei no centro da mesa. Fiquei muito impressionado", lembrou.

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Presidente moçambicano recorda "referência incontornável"

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O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, lembrou esta segunda-feira que Eusébio se constituiu como "referência incontornável na rica geração dos futebolistas moçambicanos e de outras partes do globo do seu tempo", na mensagem de condolências que enviou à família.

"Perdemos, a 5 de janeiro de 2014, Eusébio da Silva Ferreira, futebolista de primeira água e com uma carreira internacional célebre e celebrada como uma referência de grande craveira", disse Guebuza.

"Neste momento de muita dor, gostaríamos de endereçar as nossas mais sentidas condolências à família enlutada, aos amigos e admiradores de Eusébio da Silva Ferreira, bem como a todos os desportistas e cidadãos do mundo inteiro que perderam uma referência insuperável", acrescenta a mensagem.

O Presidente moçambicano adiantou que Eusébio projetou o nome de Moçambique "à escala planetária" e que foi um exemplo de concretização de sonhos.

"Nascido no chão da nossa terra, a 25 de janeiro de 1942, Eusébio da Silva Ferreira, com os seus pés nus, construiu, a partir da nacionalista, desportiva, poética, artística e multifacetada Mafalala uma carreira que viria a torná-lo uma referência incontornável na rica geração dos futebolistas moçambicanos e de outras partes do globo do seu tempo", acrescentou Guebuza, numa nota distribuída pela Agência de Informação de Moçambique.

Abel Xavier: «Testemunhei a grandeza de Eusébio noutros países»

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O antigo internacional português Abel Xavier considerou que a morte de Eusébio "é uma perda irreparável, pelo que representava para várias gerações e para a sociedade em geral".

"Pude testemunhar nas muitas viagens que fiz a outros países, ao serviço dos clubes que representei na minha carreira, a grandeza de Eusébio. Quando falava de Portugal, o seu nome surgia invariavelmente e havia uma identificação com Portugal através do Eusébio", contou Abel Xavier. Conheceu Eusébio em 1993, quando chegou ao Benfica, e recordou o seu "carisma e experiência", além dos "seus conselhos", numa altura em que os jovens que se "iniciavam no mundo do futebol profissional e tinham de lidar com as pressões inerentes", aproveitando para enviar as suas condolências à família do "pantera negra" que será "sempre uma figura ímpar de portugueses e moçambicanos".

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Cardozo fez questão de tocar em Eusébio

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Avançado do Benfica abeirou-se da urna alguns minutos, tocando na cabeça de Eusébio antes de se retirar da sala, na companhia do plantel.Relacionadas

O plantel do Benfica, liderado por Jorge Jesus, compareceu, ao princípio da tarde desta segunda-feira no velório a Eusébio, no Estádio da Luz, e Cardozo fez questão de se abeirar da urna com os restos mortais do Pantera Negra. E depois de uns breves minutos junto da mesma, antes de se retirar tocou na cabeça do homem que, recorde-se, defendera a sua reintegração no plantel, no início desta época, depois do desaguisado com Jorge Jesus no termo da época anterior.

Trapattoni: "Era impossível deter o Eusébio"

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Ex-treinador do Benfica e antigo jogador do AC Milan foi adversário do Rei e recorda o final da Taça dos Campeões de 1962/63.

O treinador italiano Giovanni Trapattoni recordou o antigo futebolista português Eusébio, considerando-o um amigo e um adversário leal que era impossível deter.

"Era um amigo, um adversário muito leal e quando o encontrei no Benfica, como elemento da estrutura do clube, foi um amigo. Vai fazer muita falta, é uma grande perda", afirmou o antigo treinador do Benfica, em declarações à agência Lusa.

O italiano, que levou o Benfica ao título de campeão português em 2004/05, defrontou ao serviço do AC Milan Eusébio, recordando-se do embate da final da Taça dos Campeões Europeus de 1962/63, em Wembley, cujo lance do golo do "Pantera Negra" juntou ambos numa fotografia histórica.

"É uma fotografia que tenho no meu livro de recordações, que mostra quando Eusébio arranca do meio-campo, em potência, e eu corro direito a ele, mas ele era muito mais veloz do que eu e fez um golo a Ghezzi, um golo incrível, e agora devo reconhecer que era impossível deter o Eusébio", explicou Trapattoni.

O antigo futebolista apenas equipara o brasileiro Pelé a Eusébio, sem esquecer que o Benfica, na altura, já contava com Mário Coluna.

"O Benfica antes do Eusébio tinha o Coluna, mas o Eusébio era o maior no seu tempo. Creio que nessa altura só se falava de Pelé e Eusébio, que venceu a Taça dos Campeões. Era um jogador com técnica potente, que fazia golos de pé em força, mas também fazia golos de cabeça", salientou.

A morte de Eusébio, no domingo, aos 71 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória, surpreendeu Trapattoni, apesar de o italiano já ter conhecimento do débil estado de saúde do português.

"Já sabia que o Eusébio não estava bem, mas creio que devo uma palavra à família, que foi um grande desgosto, porque Eusébio não era só um campeão, um adversário, mas também um grande amigo quando estive no Benfica. Ajudou-me, esteve comigo e, por isso, considero que é uma grande perda para mim, mas também para o futebol mundial, porque Eusébio, no seu tempo e com o grande Benfica, era juntamente com o Pelé um dos grandes jogadores do Mundo", rematou.

Xanana Gusmão "Eusébio não morreu nas nossas memórias"

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Mensagem do primeiro-ministro timorense refere que o Pantera Negra também foi uma referência para o povo do seu país.

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, afirmou, em comunicado enviado à agência Lusa, que Eusébio foi o "grande herói do futebol português" e não vai morrer na memória dos timorenses.

"Foi com profunda tristeza que soube da notícia da morte de Eusébio, o grande herói do futebol português que inspirou várias gerações em todo o mundo", salienta o primeiro-ministro timorense.

Segundo Xanana Gusmão, o "Pantera Negra" foi também uma referência para os timorenses "não só pelo seu empenho e dedicação enquanto desportista", mas também pelas suas "excecionais qualidades humanas".

"Neste momento de dor, expresso as minhas sentidas condolências a todos os seus familiares e a todos os portugueses. Eusébio não morreu nas nossas memórias", conclui no comunicado.

O antigo jogador português visitou Timor-Leste em março de 2003 no âmbito da campanha "Uma bola por Timor", uma iniciativa do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, tendo ajudado a distribuir mais de quatro mil bolas de futebol no país.

Jesualdo Ferreira "Partiu alguém que tinha o respeito do mundo"

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Treinador do Sporting de Braga também já passou junto de Eusébio, a quem deixou elogios de forma emocionada.

"Partiu alguém escreveu o nome de Portugal através do futebol, mas que passou o futebol, foi para além dessa atividade", disse esta segunda-feira Jesualdo Ferreira, treinador do Sporting de Braga, quando passou junto ao corpo de Eusébio.

"Trata-se do melhor jogador do futebol português, que conseguiu isso numa altura em que não era fácil impôr a qualidade dos jogadores portugueses", disse ainda o antigo técnico do Benfica, recordando: "Ao longo das viagens que fizémos juntos tive a oportunidade de perceber que o Eusébio era alguém tinha o respeito do mundo e, quem tem esta vida, percebe o que significa ter o respeito que nos é concedido fora da nosa terra".

Jesualdo terminou dizendo que "depois de as pessoas já não estarem entre nós torna-se fácil falar", mas lembrou que "do Eusébio foi sempre isto que se disse".