"Querem crucificar Jorge Jesus e prejudicar o Benfica"

Fonte
RR

António Figueiredo entende que Jorge Jesus se excedeu na defesa de um adepto benfiquista em Guimarães, mas entende que, neste momento, está a ser tirado proveito da situação para "prejudicar o Benfica e crucificar Jorge Jesus".

O ex vice-presidente, que sempre defendeu a saída do treinador da Luz, assistiu, pela televisão, aos desacatos ocorridos após o final da partida que os encarnados venceram em Guimarães e entende que a atitude de Jorge Jesus "é criticável, porque era uma assunto com o qual ele não tinha nada a ver".

Contudo, sustenta ser "revoltante ver muita gente, bem grande, à volta de um único indivíduo, que o único crime cometido foi ter ido buscar uma camisola que lhe tinha sido oferecida". "Foi ridículo", classifica.

António Figueiredo, nesta entrevista a Bola Branca, acrescenta que quem está a querer dar gravidade a este caso são "as mesmas pessoas que não deram gravidade a uma equipa inteira do FC Porto a correr atrás de um árbitro num campo". O antigo dirigente recorda ainda o famoso "caso Calheiros", explicando que tem boa memória e não se esquece que "a Judiciária encontrou viagens de férias pagas a um árbitro". "Isso é que tem gravidade e isso é que é anti-desportivo", considera.

Jesus ainda não convenceu Figueiredo 
Sobre o actual momento desportivo do clube, António Figueiredo continua a não acreditar no desempenho da equipa de futebol e em Jorge Jesus. O antigo dirigente esclarece que fica "preocupado que não se tenha começado bem", porque está convencido que é inevitável "acabar mal" a temporada. Figueiredo teme que "este ano nem se chegue às decisões" e que o clube volte a alcançar o segundo lugar, "o primeiro dos últimos".

Sobre o sonho manifestado por Luís Filipe Vieira de chegar à final da Liga dos Campeões, que esta temporada se joga na Luz, António Figueiredo sonha com o mesmo, mas entende que "é um sonho de difícil realização".

About player

Liga abre inquérito aos incidentes do V. Guimarães-Benfica

Submetida por Andris em
Fonte
A Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga abriu um processo disciplinar aos incidentes que ocorreram após o Vitória de Guimarães-Benfica do passado domingo, referente à 5.ª jornada do campeonato. Além do treinador do Benfica, Jorge Jesus, também a equipa de arbitragem, liderada por Bruno Esteves, e os delegados da Liga, Paulino Carvalho e Carlos Santos, serão alvos de processo disciplinar, estes por indícios de omissão do dever de informação nos respetivos relatórios.

Artur espera forte apoio no embate diante PSG

Submetida por Andris em
Fonte
O guarda-redes brasileiro Artur acredita que muitos adeptos do Benfica vão marcar presença no Parque do Príncipes para apoiar os encarnados na difícil deslocação ao campo do PSG, em jogo da segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. «Acredito que vão estar presentes muitos adeptos do Benfica, como aconteceu no ano passado na Liga dos Campeões e Liga Europa», afirmou Artur, em declarações à Benfica TV. Mas antes do desafio europeu, os encarnados vão receber o Belenenses: «Começamos a viver um momento importante, com as três vitórias seguidas. Com o Belenenses esperamos crescer e jogar melhor do que frente ao Guimarães».
About player

Auto da polícia levanta algumas dúvidas na Luz

Submetida por Andris em
Fonte

O auto que a Polícia de Segurança Pública (PSP) enviou ontem para o Tribunal de Guimarães pode vir a revelar-se determinante para o desfecho de todo este processo. A grande questão é se foi utilizada a expressão “tentativa de agressão” e, neste ponto, estão a correr algumas versões divergentes. Ora, Jorge Jesus, que foi notificado com a presença de advogados do Benfica, terá sido informado que não enfrentava esta acusação, mas a verdade é que, mais tarde, fontes da PSP fizeram chegar mensagem contrária. Ou seja, há a possibilidade de o auto policial falar em tentativa de agressão por parte do técnico encarnado. De qualquer forma, esta foi uma informação que não chegou à Luz, pelo que o Benfica não a quer comentar. Jesus foi notificado e informado da acusação que enfrenta e para os responsáveis encarnados esta é a versão oficial. A verdade é que se este cenário se concretizar, a defesa do treinador será, naturalmente, mais complicada. Os advogados do Benfica esperam agora receber a acusação para delinear a estratégia a seguir. Tanto no campo civil como na área desportiva.

Relatório da polícia não fala em agressões

Fonte
Record

O relatório da PSP a propósito dos incidentes de Guimarães envolvendo Jorge Jesus não fala em agressões.  O que consta é uma referência a empurrões e impropérios como Record adiantou.

No final do jogo entre o V. Guimarães e o Benfica (0-1), da quinta jornada da Liga, Jorge Jesus intrometeu-se numa ação da polícia que tentava retirar adeptos do clube das águias do relvado do Estádio D. Afonso Henriques.

Na zona de entrevista rápidas, o treinador Jorge Jesus justificou a sua decisão com a necessidade de defender os adeptos do Benfica.

"Os adeptos começaram a entrar, a segurança tentou bloquear um deles e tentei que o deixassem tranquilo, porque só foi buscar uma camisola. Decidi agir em defesa dos adeptos do Benfica. Serei sempre o primeiro a defendê-los", disse, em declarações à SportTV.

About player

Jorge Jesus - "Se exagerei, peço desculpa", "Não agredi ninguém"

Fonte
RR

 

Jorge Jesus garante que não agrediu qualquer elemento das forças de autoridade, durante o incidente que protagonizou no final do Vitória de Guimarães-Benfica, do passado domingo, mas admite que poderá ter exagerado na reacção que acabou por ter perante a detenção de um adepto encarnado.

Em entrevista à Benfica TV, o técnico dos encarnados confirma ter sido notificado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) sobre a sua constituição como arguido no processo que o envolve.

"Estou completamente tranquilo. Agora é esperar, é o habitual e vou aguardar serenamente, porque sinto que não cometi nada de especial, não agredi ninguém e não me passou outra coisa pela cabeça. Foi uma tentativa de poder ajudar o adepto do Benfica para ele ter a camisola do Benfica, que seria o grande troféu dele", assegurou Jesus.

Certo é que, na última declaração ao canal de televisão do clube da Luz, Jesus faz um "mea culpa" em relação a todo o processo.

"Como cidadão, nunca tive problemas com a autoridade e respeito imenso as competências da autoridade, mas achei que deveria, naquele momento, pedir para libertar o adepto do Benfica. A minha ideia foi ajudar a que as coisas entrassem na normalidade. Se exagerei nessa tentativa de ajudar que o miúdo fosse para a bancada, só posso pedir desculpa às autoridades", completou o técnico.

O que está em causa para Jesus
A PSP considera que Jorge Jesus não só tentou impedir a sua acção para evitar o crime de invasão de campo, como o fez desobedecendo e agredindo os agentes que estavam em campo. Este tipo de comportamento levou a que, de forma inevitável, o treinador fosse constituído arguido, ficando sujeito a Termo de Identidade de Residência.

Ora, a moldura que rodeia o caso pode levar Jorge Jesus a ser acuado de um até três crimes inscritos no Código Penal e com sério risco de prisão efectiva. A saber: crime de ofensas corporais qualificadas, com tentativa a ser também punível, sendo que se este tipo de infracção for cometido contra um agente ou força de segurança, a pena pode ir até aos quatro anos de prisão; crime de coacção agravado também com tentativa punível, e com pena de prisão até cinco anos; e crime de resistência e coação contra funcionário, com pena até cinco anos de prisão.

Por outro lado, o comportamento do treinador do Benfica também se enquadra como uma infracção ao Regulamento Disciplinar da Liga de Clubes, podendo Jesus ser suspenso igualmente no âmbito desportivo.