SIMÃO II

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PROTAGONISTA Um pequeno prodígio de enorme importância NÃO pára de crescer, o pequeno Simão. É provavelmente o jogador português em melhor forma e o seu talento faz a diferença num Benfica que luta com unhas e dentes para não estar mais uma época afastado das competições europeias. Em Barcelos esperava-o uma missão de sacrifício que transformou num exercício de puro prazer. Não é fácil descortinar no tempo um momento em que tenha sido chamado a liderar um ataque um jogador sem características de dianteiro. No Benfica ficou célebre a decisão de Toni em apostar em Rui Costa para ponta-de-lança num jogo da Taça UEFA, contra o Dínamo de Moscovo, em Dezembro de 1992. O médio que agora actua no Milan jogou bem, a equipa ganhou e seguiu em frente, mas Isaías e Yuran é que marcaram os golos. Desta vez, Simão ofereceu em bandeja de prata os tentos que propiciaram a Argel e Drulovic os aplausos da multidão benfiquista. São treze as assistências que já contabiliza, e às quais acrescenta um pecúlio de oito golos. É assim que se assume como o principal municiador do segundo melhor ataque da I Liga, com responsabilidade em 21 dos 47 golos do Benfica. Mas também como o símbolo da esperança na entrada para uma recta final de campeonato preenchida por embates (V. Guimarães, Sporting, Boavista...) de elevado grau de dificuldade. Autor: VÍTOR PINTO Data: Domingo, 10 de Marco de 2002 02:19:00