União TOTAL de Adeptos



Lordlothar


OLHO DE LINCE

Citação de: diabinho_in_love em 18 de Janeiro de 2008, 10:27
Citação de: RedAçor em 17 de Janeiro de 2008, 21:08
Citação de: diabinho_in_love em 17 de Janeiro de 2008, 18:15
Arranja-me uma cheerleader para eu fomentar união... :smitten:
Toma lá Diabinho, pode ser esta ?



Como não sou esquisito...pode ser  :whistle2:
mas que é isto minha gente :drool: :drool: :drool:

slbfuckfcp

filhos da UTA.........unindeBos...lololololol


RedFlame

Não sei se é o tópico adequado,mas não posso de deixar este post de um blog benfiquista.

http://vedetadabola.blogspot.com/2008/07/combater-o-dio.html

Tenho reflectido algumas vezes sobre o tema, e a conclusão a que chego é inquietante: terá o Benfica forças para combater e vencer todo o ódio e fanatismo que os adversários lhe destinam ?
Devido ao seu passado e brilhante palmarés, devido ao seu elevado número de adeptos, ou a outra circunstância qualquer, o Benfica é, mesmo sem ganhar quase nada há vários anos, o clube mais odiado do país. F.C.Porto e Sporting, seus adeptos (no primeiro caso também os dirigentes e todo o staff), mas também outros clubes portugueses de menor dimensão, vêm estranhamente no Benfica o grande alvo a abater, o inimigo a destruir, aquele que importa derrotar a qualquer custo, de qualquer forma e por qualquer método, mesmo nos momentos em que a sua fragilidade é evidente.
Tudo começou com Pedroto, numa altura em que tal ainda podia fazer algum sentido, e depois, ao longo dos anos, Pinto da Costa pegou na bandeira tornando-se o expoente máximo dessa campanha, dedicando a sua vida à destruição do Benfica como maior clube português. Tal parece ter feito escola e o que se assiste hoje é inacreditável.
Ouvem-se e lêm-se os adeptos de F.C.Porto e Sporting, e o ódio que destilam, a agressividade que colocam na sua atitude, foge a qualquer compreensão sociológica racional. O que se ouviu e leu no ano em que o Benfica foi campeão nacional, ao longo das várias semanas em que os encarnados comandaram a classificação, foi uma pequena amostra do que seria o país desportivo caso a hegemonia do futebol nacional morasse na Luz. Artigos inflamadíssimos, comentadores cirurgicamente desestabilizadores, uma pressão inusitada sobre todos os agentes, uma campanha de condicionamento das arbitragens como não há memória, tentativas constantes de descredibilização de jogadores e técnicos, enfim, um autêntico manual de como, fora do campo, se pode fazer por evitar que um clube ganhe uma competição, felizmente sem consequências nessa temporada.Particularmente no Porto, mesmo num triénio totalmente vencedor para os dragões, a atitude de fanatismo cego e absoluto na protecção do seu clube, e no ataque ao Benfica - oportunisticamente transformado em símbolo de um poder central a combater – tem sido incessante, e não encontra paralelo na história do desporto da Europa ocidental, se descontarmos a histórica rivalidade entre alguns clubes italianos das mesmas cidades.
A minha grande dúvida reside em como poderá o Benfica preparar-se para enfrentar toda esta hostilidade.
Até agora a resposta tem sido marcada pelo desânimo, a indiferença e o voltar de costas ao clube. Foi chocante ver o contraste que, por exemplo, se verificou nos jogos da final do play-off de hóquei em patins, em que a um pavilhão de Fânzeres a abarrotar e a transpirar ódio, provocação, intimidação, se contrapunha um pavilhão da Luz à meia casa, e praticamente silencioso. Esta tem sido a imagem da relação de forças entre Porto e Benfica nos últimos anos: uns empenhadíssimos numa guerra que tomaram como razão da sua existência, outros hesitantes e vacilando entre apoiar ou dividir-se em contestações internas estéreis e inconsequentes, e sobretudo deixando-se tomar pela apatia e o conformismo.
É evidente que existem questões culturais a diferenciar Porto e Benfica, a distinguir norte e sul. No sul as pessoas são genericamente mais calmas e tranquilas, mais pacificadoras, mais magnânimes, menos conflituosas, menos afirmativas. Eu diria também que não vivem o futebol como se da sua vida se tratasse, ao contrário do que acontece a norte. Tomam, em suma, uma postura mais distante - seria por exemplo impensável ver ser defendido um dirigente de um clube de Lisboa envolvido em corrupção com a militância e cegueira com que os adeptos portistas o fazem com Pinto da Costa.
Depois há também as questões simbólicas, que fazem do F.C.Porto um elemento aglutinador de uma cidade e de uma região, até em termos históricos e políticos, enquanto o Benfica, mesmo com toda a sua dimensão, não passa de um simples clube desportivo. Estas são pois armas com que na Luz não se pode contar. São fragilidades das quais o Benfica tem de partir, para perceber o que lhe aconteceu nos últimos anos, e como poderá inverter a situação nos próximos.
No futebol português dos anos sessenta e setenta, menos mediatizado e logo muito mais desligado dos grandes fenómenos sociais e sociológicos, era possível vencer apenas com bons jogadores e um bom treinador, e sem uma estrutura envolvente capaz de travar os combates que o futebol ultra-mediatizado e ultra-mercantil das últimas duas décadas exige, e ao qual o Benfica, e seus adeptos, nunca se chegaram a adaptar devidamente. Os benfiquistas continuam à espera que uma grande equipa caída do céu os leve a "fazer o favor" de irem à Luz ver uns jogos, pois enquanto assim não for não se dão a esse trabalho, preferindo ficar diante do sofá a criticar tudo e todos e a carpir as mágoas das sucessivas desilusões. Neste sentido se percebe que de um universo de seis milhões de adeptos (ou quatro que sejam) o Benfica venda menos lugares cativos que o F.C.Porto que dispõe de menos de metade dos adeptos.
Ora a única via para o clube da Luz travar este combate é, para além de uma política desportiva compatível e orientada para a luta (conforme escrevi em 2006), apostar na sua própria dimensão, e fazer valê-la. É imprescindível transformar "cabeças em ouro", isto é, fazer com que cada adepto, cada sócio represente uma firme receita para o clube. É imprescindível que o apoio não cesse, sobretudo nos momentos em que ele mais falta faz– veja-se o exemplo do V.Guimarães, que despromovido à segunda divisão tinha semanalmente o estádio cheio.
É necessário que os sócios e adeptos benfiquistas acordem para esta realidade. Que mais do que se interrogarem sobre o que o Benfica pode fazer por eles, pensem antes o que podem eles fazer pelo Benfica.
O Benfica ficou em quarto lugar ? Pois então será necessário ir ao futebol ainda mais vezes, gritar ainda mais alto, será necessário regularizar as quotas com ainda maior urgência, comprar cativos etc. Desde que o estádio existe que tenho um lugar cativo. Para a próxima temporada comprei...dois.
Como já escrevi aqui uma vez, a contribuição de cada um está obviamente relacionada com as suas possibilidades, e a altura é de crise. Mas não consigo entender como muitos benfiquistas são por exemplo assinantes da SportTv, e não são sócios do clube, ou outros que sendo-o, não têm lugar no estádio - a assinatura do canal televisivo de desporto custa sensivelmente o dobro de um lugar cativo na Luz.
É esta a única ferramenta que os benfiquistas têm para fazer valer o seu poder. Só utilizando e fazendo render a sua dimensão os benfiquistas podem equilibrar as forças diante de um país desportivo que, de faca nos dentes, fará tudo para destruir o clube de que dizem gostar. Não vejo outro caminho. Ou o empenho fervoroso de todos, ou a condenação à derrota eterna.

Barão


Além do link para o blog devia estar aqui o nome do tipo que escreveu isto!! Para quem passa o dia a ver se o Aimar chega (espero que não!) bem que podiam ler isto e pensar ...