Comunicação Social

PE85

Citação de: Manuel_apt em 04 de Março de 2009, 11:04
Citação de: My Dying Bride em 04 de Março de 2009, 10:58
Citação de: SAL. em 04 de Março de 2009, 10:53
Hoje é dia de greve de trabalhadores da Controlinveste...

Nada contra as pessoas, claro, especialmente no actual contexto económico adverso, mas n sou hipócrita: desejo a falência desta empresa corrupta quanto antes!

Desculpa lá, não concordo,se todo aquele pessoal arranjar trabalho tudo bem,mas para mim a vida das pessoas e o bem estar da sociedade é muito mais importante.


Já faliu?

Não?

se não, ja devia.

Tudo o que esta ligado aos porkos, havia de arder e FICAR EM CINZAS.

MORTE AOS FDP dos PORKOS KORRUPTOS E AFINS

Tem juízo se falir que se fode são os trabalhadores, os donos ainda ganham com isso..que trabalhem durante muitos anos e com prejuíso para eles é o que desejo..

Manuel_apt

Citação de: My Dying Bride em 04 de Março de 2009, 11:25
Citação de: Manuel_apt em 04 de Março de 2009, 11:04
Citação de: My Dying Bride em 04 de Março de 2009, 10:58
Citação de: SAL. em 04 de Março de 2009, 10:53
Hoje é dia de greve de trabalhadores da Controlinveste...

Nada contra as pessoas, claro, especialmente no actual contexto económico adverso, mas n sou hipócrita: desejo a falência desta empresa corrupta quanto antes!

Desculpa lá, não concordo,se todo aquele pessoal arranjar trabalho tudo bem,mas para mim a vida das pessoas e o bem estar da sociedade é muito mais importante.


Já faliu?

Não?

se não, ja devia.

Tudo o que esta ligado aos porkos, havia de arder e FICAR EM CINZAS.

MORTE AOS FDP dos PORKOS KORRUPTOS E AFINS

Se fosse contigo ou alguem teu familiar não pensavas assim. :crazy2: :buck2:

Pensava igual.

SOU CONTRA A CORRUPÇÃO.

E TUDO O QUE FAZ PARTE DELA.

Se englobar familiares meus PENSO O MESMO

Vieri

Citação de: Miguelg em 04 de Março de 2009, 11:09
O trio d'Ataque desde que o Carlos Daniel saiu está uma bandalheira!!!!
Carlos Daniel não permitia que se falasse tanto de arbitragens e todos lhe tinham respeito agora este artista é muito fraquinho!!!!
ApV continua em grande forma, ontem mais uma vez teve muito bem (Quintela no topo, árbitro em casa de presidente confirmado, Olegário no topo foi porreira a justificação, no Lucho foi muito moderado, faz de conta que foi um golo falhado).


Não vi os 1ºs 10 minutos.
Qual a justificação do APV para o Olegário no topo e qual foi o seu fundo?
Obrigado.

Gudjohnsen

O Hugo Gilberto é o moderador agora não é?

Snyper

Citação de: Gudjohnsen em 04 de Março de 2009, 16:13
O Hugo Gilberto é o moderador agora não é?

Não é bem o moderador.. é mais tipo o parceiro do porco moreira na defesa do porto...

Jonydobenfica

Cronica de RAP-100 anos de perdão para Paulo Baptista

IMAGINE o leitor que é atacado por um grupo de bandidos que o espancam e assaltam. Consegue fugir, mas é atropelado por um Scania de 12 rodados. Levanta-se e vai para o passeio, onde um piano de cauda vindo do terceiro andar lhe cai na cabeça. Quase a chegar a casa, encontra no chão uma moeda de dois cêntimos. Um transeunte vê-o apanhar a moeda e diz: «Ah, seu sortudo!» Apetece-lhe espancar o transeunte, não apetece? Agora transponha a história para a Liga Sagres: o Benfica foi prejudicado em vários jogos, com foras-de-jogo que só os bandeirinhas viram, golos que ninguém percebeu porque foram anulados, penalties que não são assinalados, embora a falta seja tão clara e violenta que já não constitui infracção para vermelho directo mas sim tentativa de homicídio. Depois, no jogo contra o Braga, é beneficiado em dois lances e pronto — está a ser levado ao colo. Enfim, é irritante mas passa.

No entanto, quando o presidente do Braga disse que tinha havido um roubo no Estádio da Luz, fiquei preocupado. Normalmente, não dou importância a declarações de dirigentes proferidas a quente: há sempre a tendência para exagerar e comparar qualquer situação a um crime. Mas há dias vi António Salvador a assistir a um jogo na companhia de determinado dirigente que está a cumprir pena de dois anos de suspensão por ter ficado provado que praticou o crime de tentativa de corrupção. Portanto, é de facto possível que Salvador perceba mais de ilícitos do que o cidadão comum, e que tenha realmente identificado um no estádio do Benfica. Entretanto, Mesquita Machado denunciou um esquema obscuro através do qual o árbitro escolhido para o Benfica-Braga teria sido alterado à última hora. Mais uma vez, se fossem declarações de outro dirigente eu não me inquietaria. Mas no mês passado li uma notícia no Diário do Minho intitulada Tribunal compromete Mesquita Machado com negócio no Colégio dos Órfãos. Ao que parece, de acordo com o tribunal o presidente da Câmara de Braga está envolvido num caso de permuta de terrenos em que uma instituição de ensino terá sido prejudicada e terão sido beneficiadas duas empresas cujo proprietário é, alegadamente, António Salvador, presidente do Braga. Por isso, talvez esta gente saiba mesmo mais de manobras de bastidores do que aparenta.

Que dizer do golo do sportem ao Rio Ave? Talvez isto: comparado com o Vukcevic, o David Luís está em linha. Ainda sem recorrer à repetição em câmara lenta, percebe-se imediatamente que Vukcevic não só está fora-de-jogo como está noutro fuso horário, em relação àquele em que os seus colegas se encontram. Em slow motion já é possível observar que, no sítio em que Vukcevic marca o golo, o próprio clima é diferente do que se faz sentir no resto do jogo. Mas, curiosamente, os índices de criminalidade desceram imenso em relação ao período homólogo da semana anterior, uma vez que não ouvi falar em roubos, nem em falcatruas na nomeação dos árbitros.

Como é que o elefante atravessa o lago? Saltando de nenúfar em nenúfar. Como é que o Bruno Alves atravessa o campeonato? Saltando de cabeça de adversário em cabeça de adversário. Curiosamente, com a leveza de um elefante. Contudo, não se trata de um jogador violento. É raro ver um amarelo e ainda mais raro ver um vermelho. O único vermelho que Bruno Alves vê é o vermelho do sangue dos adversários a quem abre regularmente o sobrolho com o cotovelo ou os pitons. Ou o Bruno Alves é um jogador muito bem comportado ou são os árbitros que se comportam muito bem na presença do Bruno Alves. Eis uma dúvida bem intrigante.

este gajo e o maior

red_label

Citação de: Jonydobenfica em 04 de Março de 2009, 16:38

Cronica de RAP-100 anos de perdão para Paulo Baptista

este gajo e o maior


Excelente....estas crónicas são do melhor, sempre na mouche!!!!

:clap1:

a13263

O Rui osga esteve bem, ontem mesmo no final, com aquela história da justiça desportiva vs justiça comum. O Rui porco ficou com cara de quem estava a precisar urgentemente de um buraco para se enterrar.

jocapeixoto

Jonydobenfica essa crónica não é antiga?

a13263


SLB_paixao

Que crónica....Só diz verdades!!


XHITA



Contra a corrente: Boletim clínico do futebol português

Por Leonor Pinhão

Sexta-feira, 27 de Fevereiro

Comecemos pelo princípio. O desporto dá saúde é o que dizem. O desporto não só é uma escola de virtudes como também funciona como uma espécie de sanatório para a robusta comunidade dos seus praticantes e dos seus espectadores. É uma questão de exercício físico e mental, sendo que ambos os exercícios são muito aconselhados pelos médicos.

Contudo, os acontecimentos dos últimos dias permitem-me duvidar de que o desporto dê saúde de um modo tão benigno, democrático e inquestionável. Senão, vejamos... No sábado anterior, logo depois do almoço, adoeceu repentinamente um amigo meu, indefectível sportinguista, que me convidara para o acompanhar nessa noite a Alvalade com o propósito de assistirmos, lado a lado, ao Sporting-Benfica que, como estarão recordados, terminou com uma vitória dos donos da casa.

Três horas e meia depois de Olegário Benquerença ter apitado para o fim do referido derby e absolutamente por acaso vim a encontrar o meu amigo sportinguista na rua, com uma cerveja em cada mão, vendendo saúde e alegria. Das duas uma: ou tinha recuperado sensacionalmente da sua debilidade física ou tinha-me mentido com os dentes todos, o que se veio a verificar ser verdade:

— Desculpa, fui a Alvalade e estava sem fé nenhuma. Não te quis dar a alegria de veres o teu Benfica ganhar em Alvalade. Ah, se eu adivinhasse...

Dito isto, pediu-me desculpa outra vez e eu logo o desculpei porque no lugar dele, muito francamente, teria feito a mesma coisa, ou seja, adoecido. Trocámos algumas palavras de ocasião sobre o desenrolar do jogo, tudo em modos muito corteses e muito rápidos, até porque fazia frio.

E de tal forma o congratulei pela qualidade da exibição da sua equipa na segunda parte que o meu bom amigo sportinguista se comoveu e me convidou para o acompanhar a Alvalade na quarta-feira seguinte onde, lado a lado, assistiríamos a um desafio de cariz internacional envolvendo o Sporting e o Bayern Munique.

Aceitei o amável obséquio. Não me arrependi. E fomos ver os alemães.

À saída do estádio, recinto que não conhecia e me pareceu deveras original, o meu amigo sportinguista trazia os olhos cravados no chão e murmurava compulsivamente qualquer coisa de ininteligível que eu, por respeito, nem ousei querer decifrar. Até que, finalmente, lá desembuchou:

— Ah, se eu adivinhasse tinha mas era adoecido hoje... — e olhou-me de soslaio como se a culpa da sua palidez fosse minha. E era.

É assim o desporto. Dá saúde, é verdade, mas nunca dá quando mais se precisa.

Era nisto que pensava hoje quando me dirigia ao Estádio da Luz para assistir ao Benfica-Leixões. Que ninguém adoeça, que ninguém adoeça, ouvi-me murmurar. Em vão. Carlos Martins adoeceu e teve de abandonar o relvado quando o Benfica já tinha esgotado as substituições e deixando-nos em inferioridade numérica nos minutos finais da ofensiva leixonense. Foi um sufoco. Impróprio para cardíacos. E ainda dizem que o desporto dá saúde.

Sábado, 28 de Fevereiro

105 anos depois de o Benfica ter nascido e 72 horas depois da visita do Bayern Munique a Alvalade, o Sporting de perfeita saúde foi ao Estádio do Dragão e conseguiu empatar o jogo, sem golos.

O meu amigo sportinguista, no entanto, mostra-se algo inconformado. Diz que se tivessem tido mais 24 horas de descanso teriam conseguido empatar, mas 1-1. Tem toda a razão. Ganhar é que nunca. Chama-se a isto saúde mental, discernimento.

Domingo, 1 de Março

Hoje, nós por cá todos bem.

Segunda-feira, 2 de Março

A comunicação social, com grande alarido, dá conta do mau estado das finanças dos três grandes. Benfica, FC Porto e Sporting estão em «falência técnica» garante-nos em grandes parangonas. Antigamente uma notícia destas era capaz de provocar uma comoção no País e nas massas de adeptos. Agora não. Agora deixa-nos a todos indiferentes. Antigamente os clubes eram dos sócios e a responsabilidade de um era igual à responsabilidade de todos. Hoje os emblemas são pertença de sociedades anónimas. Que se curem, pois, e não espirrem muito.

Por falar em enfermidades...

Estão seis jogadores doentes no FC Porto. Lucho González, Fucile, Cissokho, Benítez, Sapunaru e Guarín são os seis casos clínicos que a imprensa de ontem noticia como causadores de dores de cabeça a Jesualdo Ferreira na semana que antecede a visita dos campeões nacionais ao temível reduto de Matosinhos.

Será que ainda vai cair de cama mais algum jogador portista?

Terça-feira, 3 de Março

Adoeceu o ex-árbitro Augusto Duarte!

Normalmente nem seria notícia um achaque de um árbitro retirado das lides. Mas Augusto Duarte era esperado hoje no Tribunal de Gaia para depor, na sua qualidade de figura central, do caso do envelope e dos chocolatinhos em julgamento na comarca nortenha.

Pois adoeceu Augusto Duarte e comprovou a sua impossibilidade de comparência com atestado médico como receita a lei. Ficou a Justiça em suspenso até porque o presidente do FC Porto defendeu-se da acusação do Ministério Público afirmando que a visita de Augusto Duarte a sua casa, nas vésperas de um Beira-Mar-FC Porto, nada teve a ver com futebol visto que foi «de natureza particular» mostrando-se apenas disponível para revelar «a razão da visita» desde que o árbitro o autorize a fazê-lo.

O caso remonta a 2004. Já lá vão 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e um bom bocado de 2009. E nunca mais chega a autorização de Augusto Duarte.

Quarta-feira, 4 de Março

Augusto Duarte continua doente. E ainda dizem que o desporto dá saúde.


XHITA



Um olhar do Norte: Cansados de existir

Por Jorge Olímpio Bento

1-) O futebol tem inimigos que lhe movem cruzadas contumazes. Mas há críticas que são fundadas e justas. Entre elas conta-se a de querer ser um mundo à parte, um território cioso de guardar fronteiras que o delimitam e apartam do quadro normativo regulador do contexto social. A acusação visa o todo, a sua estruturação e organização internacionais e não apenas a quadratura nacional.

A situação criticada dá ao futebol prerrogativas de regime excepcional, mas em contrapartida também faz com que subsistam nele coisas que o prejudicam, por estarem em contravenção com bitolas e valores de alcance universal. Por isso mesmo há dirigentes que aderem àquela crítica. Entre eles emerge o presidente da Liga que tem afirmado, sem ambiguidades, a imperiosa necessidade de eliminar distâncias, barreiras, afastamentos e oposições, de entender o futebol como algo imanente e em sintonia com o tecido social.

Nesta conformidade não se compreende que os regimentos e órgãos disciplinares do futebol conservem modos de acção e decisão à margem dos princípios que balizam as instâncias administradoras da justiça no âmbito geral. Sobretudo espanta que o anacronismo seja protagonizado por putativos especialistas em Direito! Afirmam-se animados e guiados pela intenção compulsiva e salvífica de limpar o futebol de desmandos, mas são eles que o aprisionam em hábitos desse jaez.

Não há razões para manter este absurdo e muito menos para o defender e justificar. Todavia ele continua a fazer o seu caminho, sendo raras as vozes que se levantam a denunciar a aberração e a censurar as rédeas livres de que gozam os pregoeiros da irracionalidade. Quando esta entra pela porta, a razão sai apressada pela janela e é sujeita a tratos de polé. Eis o que está a acontecer e vai persistir.

2-) Olha-se para o futebol e o País e reconhece-se um no outro. Ambos se assemelham a organismos fatigados.

O País parece cansado de existir. Perante a descrença na possibilidade de conseguir um presente à altura da grandeza do seu mais exaltante passado, entregou-se à desilusão e depressão. Caiu no conformismo e no pasmo; tudo lhe é indiferente. Para quê reagir contra os figurões que o desfiguram e afeiam, se não há esperança num futuro melhor?! A hora é, pois, dos agentes da desclassificação e indiferenciação culturais e civilizacionais, do relativismo, do vale tudo e da destruição do corpo social, da sua arquitectura e dos seus contratos. Aproveitem o estado de torpor, amorfismo e abatimento dos cidadãos para impor todas as deformações e inovações! Porquê não legalizar também o incesto? Sim, porque a sua proibição foi o primeiro acto constitutivo de cultura, que, daí em diante, consistiria para sempre em separar o homem e o animal, em inserir no mundo natural divisões, distinções, critérios, valorações e classificações que não são atributos da natureza, mas reflectem a diferenciação e os conceitos civilizadores impostos pela prática, pela actividade e pelo pensamento humanos. Destruam tudo quanto ainda afirma a condição humana; será quase nula a resistência! Já são poucos os que enfrentam o politicamente correcto; quando o fazem, sofrem um ataque contundente. Ademais os heróis são hoje escassos, a coragem minguou e a vocação para mártir passou à história. Enfim é prudente e conveniente ter o bico calado. (Consequentemente assumo o meu lapso e reconheço ser falso tudo quanto acabei de dizer).

De cansaço padece igualmente o futebol. Perdeu entusiasmo, fulgor e encanto, dentro e fora do campo; e nos debates da TV roça a demência. Seco e chupado até à medula, está económica e moralmente de rastos; não tem forças para retomar o dinamismo e voltar a ser um factor de confiança e estímulos contagiantes no combate à crise.

No futebol reflecte-se o luto do País. Para o ultrapassar, não bastam promessas e cantos de sereia; urge refundar a vida nacional com feições humanamente elevadas e risonhas que instaurem a justiça e a verdade. Para que a minha neta Adriana e todas as nossas crianças possam, no futuro, orgulhar-se de nós.

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Bolas da Bancada: Razões para o não a Liedson

Por Daniel Reis

Aproveitando as comemorações do 20.º aniversário do primeiro título mundial do futebol português, faço questão de responder, por esta via, ao inquérito de A BOLA sobre a ida Liedson à Selecção. E a minha resposta, ainda que algo contrariada por se tratar de quem se trata, é não.

A dúvida, antes de me expressar nesta matéria, prendia-se com os riscos de xenofobia. E atendendo à tradição dos portugueses, um dos povos mais dados à emigração, a discriminação de estrangeiros deve ser evitada. Mas esse princípio não é posto em causa pelo facto de um residente em Portugal ser chamado a representar o país, a nível desportivo, ou ficar de fora. A grande dificuldade é estabelecer critérios gerais para orientação futura, não só no futebol, como em todos os desportos. No futebol e para cidadãos estrangeiros entrarem na Selecção, o recrutamento tem sido exíguo... até se sentirem as pressões actuais e outras relativamente recentes. Contam-se pelos dedos os que conseguiram aceder à equipa das quinas, desde que o brasileiro Lúcio e o sul-africano David Julius quebraram o tabu, nos anos 50. Em contrapartida, tem sido aceite a ida às selecções de quem cresceu (e, sobretudo, fez a instrução primária) no nosso país e aqui se formou como gente, antes de ser futebolista profissional. Nestes casos, ainda bem, ser filho de português, congolês, cabo-verdiano, romeno, ou brasileiro, tanto faz.

O problema, que está a pôr-se com Liedson (na linha de Pepe e Deco), poderá continuar com qualquer outro que não tenha alternativa fiável num posto específico na selecção. E tem mais a ver com questões quantitativas do que qualitativas. É que foram sendo absorvidos tantos profissionais brasileiros no futebol português que, mais dia, menos dia, vão ser maioritários no conjunto das divisões principais. E, nessa altura, mandaria a lógica que, sendo maioritários nos campeonatos, também o sejam na selecção. E essa selecção seria o que já hoje é, em certa medida, o nosso futebol: uma réplica dos campeonatos estaduais do interior brasileiro, pois os bons jogadores dos melhores campeonatos seguem directamente para outros futebóis. É nessa linha que, à primeira dificuldade, num qualquer jogo ou numa fase de apuramento, se sentem impulsos para recorrer a quem esteja mais à mão, chame-se Liedson ou Chico dos Anzóis. E, a continuar assim, breve virá o dia em que só se discutirá se o travão deve aplicar-se quando forem maioritários no onze nacional, ou já o preencherem em exclusivo, formando uma espécie de Brasil C, ou D, para participar no Europeu com outra camisa (não camisola), que não a canarinha.

Entretanto, deixem os Liedsons sossegados. E tratem de resolver o problema antes, que não depois. Se a Selecção não se apurar para o Mundial de 2010, paciência. Que tivessem cuidado a tempo da mais recente geração de jogadores lusos, como cuidaram da outra, de há 20 anos.

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Remate de letra: A verdade vista por Jesualdo

Por Hugo Vasconcelos

Há muito se diz que há três lados para cada história: «o meu, o teu e a verdade». Mas há lados mais próximos da verdade e outros que são pura ficção.

Pode, claro, aparecer hoje alguém a defender que o golo anulado ao Sporting no clássico do passado sábado era legal. Não era, o brasileiro estava um metro fora-de-jogo, nem protestou, mas neste País pode-se tudo... Menos estranho será entender os lances de Lucho sobre Derlei — pisão no calcanhar — e de Rodriguez sobre Caneira — cotovelada na cara, com o jogo parado — como agressões.

Jesualdo Ferreira, treinador portista, não concordará. Como não concordou, a seguir ao jogo com o Benfica, que Lisandro tenha simulado penalty ou Bruno Alves tenha agredido Suazo. Está no seu direito. Mas ao construir o seu lado da história deveria pensar em tudo o que aconteceu até aqui.

Posso até admitir que a cotovelada de Rodriguez justifique apenas cartão amarelo, se considerarmos que Caneira estava em cima dele e que o uruguaio se limitou a levantar o braço, não o querendo atingir. Não concordo, mas posso admitir. Terá sido o que pensou o árbitro João Ferreira. Mas já me custa mais admitir que todas as vezes em que Bruno Alves acertou com os braços ou cotovelos nos adversários contrários, desde que a época começou, tenham sido acidentais. Ou então o FC Porto tem mesmo um azar enorme, porque aquelas agressões de que os seus jogadores têm sido vítimas, como diz Jesualdo, raramente aparecem documentadas.
A verdade é que os jogadores do FC Porto têm sido os mais atingidos e os mais agredidos