Revista do Ano Benfiquista de A... a Z

Vikito

Uma pequena retrospectiva daquele que foi mais um ano glorioso para o nosso Sport Lisboa e Benfica.

A de...Alex Grimaldo
Finalmente! Finalmente temos um lateral esquerdo que não deixa dúvidas a ninguém. Uma das posições que sempre tivemos dificuldades em preencher mas que, com Grimaldo, se tornou num dos nossos pontos fortes. Vindo a "custo zero" e com a escola do Barça, o pequeno espanhol deixou-nos (e à Europa) com água na boca e só as lesões atrapalharam uma afirmação em pleno. Saindo sempre com qualidade a jogar, letal a atacar, posicionamento defensivo muito bom para compensar a baixa estatura, excelente a cruzar e exímio marcador de bolas paradas. 2017 será, com certeza, risonho na lateral-esquerda encarnada.




B de...Bulo
Renato Sanches foi, sem sombra de dúvidas, a grande revelação do ano que acaba. No anterior andava a saltar entre os júniores e a equipa B do Benfica, em 2016 era titular no plantel principal e um dos motores da equipa que se tornaria tricampeã muito graças a ele. Um ano sempre a subir em que, aos títulos conquistados pelo clube, somou o Europeu pela selecção (onde também aí foi peça importante) e uma transferência milionária, das maiores da história do Benfica, para o colosso Bayern de Munique. Muito da nossa fantástica época se deve ao Bulo.



C de... Champions
No lugar que devia ser sempre nosso: entre os maiores clubes europeus. 2016 foi o ano da reafirmação europeia. Uma brilhante campanha em que após brilhar na fase de grupos (onde até vencemos no Vicente Calderón...algo que muitos poucos fazem), enfrentámos a fase a eliminar olhos nos olhos com os nossos  adversários. Depois de eliminar o Zenit caímos, de pé, frente ao poderoso Bayern e ficou a certeza que ganhámos o respeito da elite europeia. A nova edição da Liga dos Campeões continuou na mesma senda e mesmo com algumas dificuldades inesperadas cumprimos a obrigação de passar novamente a fase de grupos. Teremos um osso duro de roer em Dortmund...mas eles também.



D de... Daequan Cook
O rosto da (des)ilusão no basquetebol do Benfica em 2016. Quando se assinou com a antiga estrela da NBA pouco pensariam que fosse possível ter um ano tão mau. Porque um ano em que não se vence o campeonato de basquetebol será sempre um ano péssimo para a modalidade mas também porque sabemos que tínhamos mais do que capacidade para fazer melhor. Cook saiu no verão mas não se vêem melhorias na secção, pelo contrário, e a nova época não poderia ter começado pior. Talvez porque os problemas se situam mais acima na hierarquia.



E de... Ederson
Quando, em Março, Júlio César se lesionou a poucos minutos do jogo do título, em Alvalade, e se soube que seria Ederson a assumir a baliza na partida mais importante da época, poucos serão os que não franziram o sobrolho. Afinal o jovem brasileiro só tinha aparecido nuns jogos da Taça da Liga enquanto que o Imperador vinha sendo um dos esteios da recuperação feita até então e que permitia ir à casa do eterno rival lutar pela liderança. Quando o jogo acabou a única coisa que se ouvia é que Ederson não poderia sair mais do onze. E assim foi.



F de... Fejsa
O muro. O talismã. Não pode ser mera coincidência o facto do sérvio nunca ter pedido um campeonato na sua carreira. Pura e simplesmente não pode. Já não existem muitos adjectivos que possam qualificar a qualidade que coloca no desempenho do seu papel. Praticamente perfeito a nível táctico, bem vemos a diferença do 4-4-2 sem ele, impressionante na recuperação de bola e criterioso no passe. Fejsa é um dos imprescindíveis do actual Benfica e já tendo jogado estamos sempre mais perto do tetra. Na época 2015/16 foi mesmo o jogador com maior impacto defensivo positivo na Europa  visto que a média de minutos até sofrer golos do Benfica era 2,4 vezes maior com o sérvio em campo do que sem ele. E também isso não pode ser mera coincidência.



G de... Guedes
Mais uma pérola da nossa formação. Guedes é um verdadeiro jogador à Benfica. Com ele fica a certeza que acabará o jogo esgotado e que terá deixado a pele em campo. Não será por acaso que a equipa se ressente defensivamente quando o jovem português é substituído. A sua evolução tem sido gradual e tem sabido aproveitar a ausência de jogadores mais consagrados para se tornar peça cada mais importante no onze encarnado. Tanto que à entrada de 2017 fica difícil imaginar uma equipa do Benfica em que o Gonçalo não seja titular. Consegue criar lances de perigo com a mesma facilidade com que os falha. Se conseguir corrigir esse aspecto fica a certeza que 2017 continuará a ser um ano de ouro para Gonçalo Guedes.



H de... Hóquei em Patins
A modalidade rainha da actualidade no nosso clube. Uma clara demonstração de trabalho feito com critério mesmo com investimentos avultados dos nossos rivais. 2016 confirmou o hóquei do Benfica como a grande potência nacional com a conquista do bicampeonato mas também como uma das melhores equipas mundiais ao vencer a segunda Liga Europeia da sua história. A nova época começou como tinha acabado a anterior, com um Benfica dominador, e mesmo se perdeu surpreendentemente a supertaça, no campeonato o caminho é feito 100% vitorioso.



I de... Incondicional
O apoio dado pelos nossos adeptos foi um dos pontos altos do ano que acaba. A história começa em 2015, naquele minuto 70 contra o Sporting, e foi o catapultar para a época de sucesso que seguiria. Não tenhamos dúvidas que levámos a nossa equipa ao colinho! Não me lembro de haver tamanha simbiose entre bancadas e relvado. A comunhão é inegável e seja na Luz seja em qualquer estádio do mundo sabemos que os bravos lá dentro nunca estarão só. As críticas existem igualmente mas são feitas nos locais certos, entre nós. Agora no estádio, onde temos sempre mais de 50.000 a puxar para o mesmo lado, aí o Inferno da Luz voltou.



J de... Jonas
A classe em movimento. Que dizer de Jonas que já não tenha sido dito? O nosso Pistolas foi o melhor marcador e melhor jogador na época 2015/16 mas isso é a visão minimalista do enorme talento que o brasileiro é. Se alguém, alguma vez, disser que futebol não pode ser considerado arte então que perca 90 minutos a ver um jogo do Jonas. Com certeza mudará de ideias. Mas se se puder destacar um momento alto será, com certeza, aquele minuto 90 no estádio do Bessa onde não sabe quem sorriu mais se Jonas ao receber a bola, se a mesma ao ser recebida se os milhões de adeptos ao vê-la beijar a rede. 2017 quer-te de volta Jonas Pistolas!



K de... Kostas Mitroglou
Jornada 25. Minuto 20. Remate de ressaca de Samaris de fora da área, a bola ressalta em William Carvalho na área e sobra para Mitroglou, que isolado perante Patrício, remata rasteiro e colocado de pé esquerdo e inaugura o marcador em Alvalade. E coloca o Benfica na liderança do campeonato que nunca mais deixaria. O ponto alto de um ano muito positivo para o avançado grego que foi sempre letal nos momentos decisivos.



L de... Lindelof
O Iceman. Mais um jogador que conseguiu aproveitar as lesões (e como temos sido afectados pelas lesões!) para conquistar um lugar ao sol. De quarta opção passou a titular e imprescindível. O sueco foi outro exemplo de ascenção meteórica e à titularidade no Benfica acrescentou a titularidade na selecção sueca, onde foi eleito o melhor defesa do ano, e uma mais que provável transferência milionária para 2017. Dono de um posicionamento invejável e só comparável à sua qualidade a sair a jogar teve um início de nova época um bocadinho mais ineficaz. Talvez vítima do enorme mediatismo a que tem sujeito. Mas isso não mancha o enorme ano que teve e a certeza que iremos sentir saudades no ano que aí vem.



M de... Mário Wilson
"Desde muito jovem, em terras do nosso mestre e ídolo Eusébio, eu já era Benfiquista. Fui transferido para o Sporting e até ganhei um Campeonato, mas eu era Benfiquista. É qualquer coisa de brilhante, apaixonante, que vocês ainda não tiveram oportunidade de sentir de uma forma tão expressiva. O tempo levará a isso. Vai ser sublime, porque a maioria que está aqui são jovens. Foi brilhante o que eu passei no Benfica, foi querido, foram recordações fantásticas que não podem imaginar. Eu digo, francamente, quando dei por mim, tenho dois amores, mas não é Marco Paulo aqui. Um é a Académica de Coimbra, o outro vem quase de berço, é o mesmo que o teu Eusébio, é o Benfica. Tenho realmente percorrido décadas de Benfica para além de todas as décadas, uma que foi especial, pertence a ti e a outros jogadores, Eusébio. Jamais te esqueço, és o meu ídolo. É um ano feliz, até me custa dizer, 108, mas são tão bonitos estes anos, são de uma magia única, Benfiquista, que só nós nos sentimos assim. Por muitos desgostos que possamos ter, valores mais altos se levantam. O valor mais alto que se levanta em termos futebolísticos, chama-se Benfica. Obrigado!". Obrigado nós, Mário Wilson. Obrigado nós.



N de...Nico Gaitán
Não foi o melhor ano de Nico mas merecia, sem dúvida, o destaque. Foram seis anos de magia, entrega e sucesso. Os adeptos adoravam Gaitán e a forma como se despediu do Benfica, na final da Taça da Liga, é a prova de como o amor é recíproco. Não há memória de um jogador tão cobiçado ser tão respeitador do clube que representa. E isso por vezes é mais importante que os passes magistrais ou que os golos impossíveis. A questão é que o portador da mítica camisola 10 conseguia juntar isso tudo. Chegaste Gaitán, partiste Nico. Saudade.



O de...Olímpica
Finalmente a Telma Monteiro alcançou a glória olímpica que tanto procurava e tanto merecia. Tornou-se na garantia que o projecto olímpico do Benfica faz o maior dos sentidos e deve ser para ser prosseguido com passos ainda mais seguros. A nossa Telma soube ser fiel a si própria e não virou as costas a quem tudo lhe deu. Se calhar nem todos poderão dizer o mesmo.



P de...Pizzi
Será que ainda exista algum benfiquista que duvida da qualidade do Luís Miguel Afonso Fernandes? 2016 foi o ano da consagração. Seja na direita, seja no meio, Pizzi definitivamente deve ter calado os seus mais ferozes detractores. É ele que pauta todo o futebol encarnado e é quem define os ritmos. Fundamental a encontrar espaços, rei das assistências e com uma veia cada vez mais goleadora, Pizzi é agora um dos imprescindíveis de Rui Vitória.



Q de...Quatro
O número do capitão. Tem sido um ano de altos e baixos para Luisão. Perdeu a titularidade fruto das lesões em 2015/16 e recuperou-a, fruto das mesmas na nova época. Já não demonstra a qualidade de outros tempos mas continua a ser fundamental ao nível da liderança. E muito do sucesso do ano que termina se deve a ele. Mesmo que mais vezes na sombra. De forma a sair em grande, talvez esta deva ser a última época de um dos jogadores mais importantes da história do Benfica. É um dos rostos do renascer do clube e é impossível não sentir um aperto ao pensar na sua despedida. 15 anos não são 15 dias.



R de...Rui Vitória
Dificilmente a sua primeira experiência num clube grande poderia ter corrido melhor. A tarefa não se afigurava fácil, pois enfrentava herança pesada, mas Rui Vitória superou as expectativas. Pelo menos ao nível dos títulos já que ao nível do futebol jogado há dúvidas que continuam a subsistir em alguns adeptos. À taça conquistada pelo Vitória Sport Clube juntou agora ao serviço dos encarnados os restantes troféus nacionais conseguindo assim o pleno a nível pessoal. Também na Europa esteve em grande nível levando o Benfica aos quartos da Liga dos Campeões. Acaba 2016 com todas as provas ainda em disputa enfrentando o ano que começa com confiança redobrada. Algo que ninguém conseguira colocar em causa é o seu enorme benfiquismo e o seu fantástico respeito pelo futebol em geral.



S de...Semedo
Se estamos bem servidos na lateral esquerda não estamos nada pior na lateral direita. Nelsinho é mais um daqueles exemplos que marcam o 2016 do Benfica, em que jogadores vindo da formação, ou da equipa B, souberam aproveitar as fraquezas da equipa principal para afirmarem que estavam presentes e que podíamos contar com eles. Ofensivo, tecnicista e até mesmo finalizador, e tendo vindo a melhorar defensivamente, Semedo é uma das certezas do Benfica no ano que finda. A única incerteza que persiste é a de quanto tempo continuará ele a maravilhar as bancadas da Luz.



T de...Tri
O ponto alto de 2016. A conquista do tricampeonato, algo que nos fugia há quase 40 anos, foi mais de que a simples conquista de mais um campeonato. Foi o cimentar da hegemonia que se quer nossa por muitos anos. Mas foi também contra tudo o que se disse, contra todos aqueles que quiseram enlamear o maior clube português, contra aqueles que se apregoavam campeões antes do ser. Foi a vitória da raça, do crer e da ambição. Foi a prova que quando puxamos todos para o mesmo lado estamos sempre mais próximos do sucesso. Foi Benfica e agora só queremos o Tetra.



U de...Uelington da Silva
Em representação do Andebol do Benfica. Foi (mais) um ano complicado para a secção de Andebol. Mas foi também um ano que nos fez sonhar, em que estivemos muito perto de conseguir algo que seria inimaginável à partida face a enorme concorrência existente. Foi muito duro a forma como se perdeu o campeonato depois de ter eliminado epicamente o superfavorito Porto. Apesar de tudo, a conquista da Taça de Portugal e da Supertaça trouxeram um sentimento positivo ao desempenho da modalidade. Para este novo ano as dificuldades esperam-se ainda maiores.



V de...Vieira, Luis Filipe
Continua a dividir opiniões mas o que é certo é que este foi definitivamente o seu melhor mandato e aquele em que cumpriu, finalmente, a maioria das promessas a que se comprometeu. Geralmente as suas decisões são alvo de contestação e geralmente o tempo vem-lhe a dar razão. Foi, por isso, naturalmente eleito, sem oposição, para um novo mandato e o que se pode esperar é que os próximos quatro anos sejam de iguais ou maiores sucessos que estes que terminam.



W de...Wilhelm, Fernando
Em representação do Futsal do Benfica. O nosso rival está forte, muito forte, e tem vindo a fazer um investimento desenfreado na modalidade. De tal forma que se torna complicado competir de igual forma. Mas que isso não sirva de desculpa para um ano que foi francamente negativo e que não esteve à altura dos pergaminhos alcançados na secção. A nova época trouxe a conquista da supertaça, tivemos tudo para vencer na casa do Sporting para o campeonato, e essa é a prova que podemos alcançar um equilíbrio de forças se nos dedicarmos a tal. Mas teremos de mostrar bem mais nos play-offs do que aquilo que mostrámos até agora na fase regular.



X de...X no Totobola
Raramente há empates que satisfazem no Benfica. Mas aquele alcançado no Dragão, na jornada 10 deste novo campeonato, terá de fazer parte das excepções. Só no final da época se poderá aquilatar a verdadeira importância desse empate mas para já é ele que nos permite ter a almofada pontual confortável que dispomos. Aquele golo de Lisandro fez recordar aquele de Jardel, em Alvalalde, há duas épocas. E esse foi fundamental.



Y de...Yeah!
Mais uma vez, Portugal encheu-se de encarnado. Mais uma vez festejaram-se muitos e bons títulos. Campeonato, Taça da Liga e Supertaça no futebol, a que se juntam muitos e muitos troféus nas mais diversas modalidades representando o ecletismo do clube. O Sport Lisboa e Benfica, por muito que outros possam dizer o contrário, é, nesta altura, a maior potência desportiva nacional e a prova maior disso são os êxitos alcançados.



Z de...Zélão
Em representação do Voleibol do Benfica. A obrigação desta modalidade é de vencer sempre o campeonato. Não o fazer é uma época negativa e esta não foge à regra. Nem a conquista de Taça, Supertaça ou mais uma boa campanha europeia, conseguem atenuar isso. A superioridade em relação à concorrência é enorme mas tem de ser demonstrada na quadra. A nova época parece querer recolocar a secção no trilho do sucesso. Esperemos que sim.



werty10

O Vieira divide opiniões,  mas numa proporção de 90-10.

Bom trabalho.

Vikito

Citação de: werty10 em 27 de Dezembro de 2016, 21:13
O Vieira divide opiniões,  mas numa proporção de 90-10.

Bom trabalho.

Sim, já foi mais :)
Obrigado!