Futebol Feminino Internacional / Selecções 2018/2019

Trezeguet

Depois de ser despedida, Hope Solo começou a falar mais alto
A guarda-redes norte-americana esteve na Web Summit para falar da luta pela igualdade de género no futebol.

Onde quer que haja futebol no mundo, haverá sempre um treinador ou um jogador a queixar-se de alguma coisa após uma derrota. Aconteceu com Hope Solo, guarda-redes da selecção norte-americana, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no Verão passado. Os EUA perderam com a Suécia nos penáltis nos quartos-de-final e Solo chamou "cobardes" às nórdicas por serem demasiado defensivas. Por isto, foi despedida pela federação norte-americana e dificilmente voltará à baliza do seu país. Mas o que lhe aconteceu só fez Hope Solo falar mais alto na luta pela igualdade de género no futebol.

"Os homens estão sempre a fazer comentários desses. Eu prefiro pensar em ganhar do que ir para as festas no Rio, como vi muitos fazerem. Tenho muitas amigas na Suécia, joguei lá no início da carreira. Depois do jogo fui ter com a capitã sueca e ela sabia que tinham sido defensivas. Mas o que muita gente disse foi que eu não tinha espírito olímpico", contou Hope Solo esta terça-feira na Web Summit.

Não poder desabafar sobre um adversário mais defensivo com o mesmo à vontade dos homens é apenas uma das muitas situações em que Hope Solo sente a desigualdade de género no futebol e ainda para mais num país em que o futebol feminino é incomparavelmente mais forte do que o masculino.

A guarda-redes deu o exemplo de quanto ganhou a sua contraparte da selecção masculina Tim Howard num ano em que o Team USA não passou dos oitavos-de-final do Mundial 2014 e da diferença para o que ela ganhou por ter sido campeão mundial em 2015. "Nesse ano, ele fez oito jogos e recebeu mais dez por cento do que eu, que fiz 23 jogos e ganhei o Mundial", disse Solo, reforçando a mais-valia da selecção feminina para a própria federação norte-americana: "Em 2015, a selecção masculina deu um prejuízo de dois milhões, as mulheres deram um lucro de 20 milhões."

Por ter deixado a selecção norte-americana, sem perspectiva de poder voltar, e ainda sem ter anunciado o final de carreira, a guarda-redes de 36 anos vai fazendo ouvir a sua voz pela igualdade de género: "Fui despedida e, enquanto a federação for a mesma, eu é que não quero voltar. Achavam que podiam silenciar-me, mas tenho falado cada vez mais alto."

Para Hope Solo, é um dever dos desportistas lutar por algo que considera ser mais do que uma questão feminista, é uma questão de direitos humanos, uma luta que considera mais urgente a partir do momento em que Donald Trump foi para a Casa Branca: "Nas minhas redes sociais, aparecem comentários do género, 'volta para a cozinha', como se isto ainda fosse o século XIX. É o nosso dever usar o nosso poder para mudar as coisas. Perdi o meu seguro, fui despedida, antes de eu saber disseram aos media, não fui suspensa, fui despedida. Enquanto a federação for a mesma, eu é que não quero. Achavam que podiam silenciar-me, tenho falado cada vez mais alto pelos direitos das mulheres. Sei que temos de lutar pelos nossos direitos. Se desafiares o status quo chamam-te nomes. Mas sou apaixonada por estes assuntos. Sejam rebeldes. Se não forem, ninguém desafia ninguém, e fica tudo na mesma."

2doMats

Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 12:47
Depois de ser despedida, Hope Solo começou a falar mais alto
A guarda-redes norte-americana esteve na Web Summit para falar da luta pela igualdade de género no futebol.

Onde quer que haja futebol no mundo, haverá sempre um treinador ou um jogador a queixar-se de alguma coisa após uma derrota. Aconteceu com Hope Solo, guarda-redes da selecção norte-americana, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no Verão passado. Os EUA perderam com a Suécia nos penáltis nos quartos-de-final e Solo chamou "cobardes" às nórdicas por serem demasiado defensivas. Por isto, foi despedida pela federação norte-americana e dificilmente voltará à baliza do seu país. Mas o que lhe aconteceu só fez Hope Solo falar mais alto na luta pela igualdade de género no futebol.

"Os homens estão sempre a fazer comentários desses. Eu prefiro pensar em ganhar do que ir para as festas no Rio, como vi muitos fazerem. Tenho muitas amigas na Suécia, joguei lá no início da carreira. Depois do jogo fui ter com a capitã sueca e ela sabia que tinham sido defensivas. Mas o que muita gente disse foi que eu não tinha espírito olímpico", contou Hope Solo esta terça-feira na Web Summit.

Não poder desabafar sobre um adversário mais defensivo com o mesmo à vontade dos homens é apenas uma das muitas situações em que Hope Solo sente a desigualdade de género no futebol e ainda para mais num país em que o futebol feminino é incomparavelmente mais forte do que o masculino.

A guarda-redes deu o exemplo de quanto ganhou a sua contraparte da selecção masculina Tim Howard num ano em que o Team USA não passou dos oitavos-de-final do Mundial 2014 e da diferença para o que ela ganhou por ter sido campeão mundial em 2015. "Nesse ano, ele fez oito jogos e recebeu mais dez por cento do que eu, que fiz 23 jogos e ganhei o Mundial", disse Solo, reforçando a mais-valia da selecção feminina para a própria federação norte-americana: "Em 2015, a selecção masculina deu um prejuízo de dois milhões, as mulheres deram um lucro de 20 milhões."

Por ter deixado a selecção norte-americana, sem perspectiva de poder voltar, e ainda sem ter anunciado o final de carreira, a guarda-redes de 36 anos vai fazendo ouvir a sua voz pela igualdade de género: "Fui despedida e, enquanto a federação for a mesma, eu é que não quero voltar. Achavam que podiam silenciar-me, mas tenho falado cada vez mais alto."

Para Hope Solo, é um dever dos desportistas lutar por algo que considera ser mais do que uma questão feminista, é uma questão de direitos humanos, uma luta que considera mais urgente a partir do momento em que Donald Trump foi para a Casa Branca: "Nas minhas redes sociais, aparecem comentários do género, 'volta para a cozinha', como se isto ainda fosse o século XIX. É o nosso dever usar o nosso poder para mudar as coisas. Perdi o meu seguro, fui despedida, antes de eu saber disseram aos media, não fui suspensa, fui despedida. Enquanto a federação for a mesma, eu é que não quero. Achavam que podiam silenciar-me, tenho falado cada vez mais alto pelos direitos das mulheres. Sei que temos de lutar pelos nossos direitos. Se desafiares o status quo chamam-te nomes. Mas sou apaixonada por estes assuntos. Sejam rebeldes. Se não forem, ninguém desafia ninguém, e fica tudo na mesma."
Este comentário da Solo é demagogia e vitimização do princípio ao fim.

Então essa parte a negrito dá sida. Para contar o lucro que as equipas dão ela não conta com 90% das receitas...a TV e patrocínios. Ela só está a incluir os prémios de jogo.

É demasiado estúpido para ser verdade.

Ou a Solo não tem cérebro ou então está a ser intencionalmente demagógica.

E depois a piece de resistence de ter recebido um insulto anónimo no twitter. Victim card alert!

O argumento é estúpido por si só. Se ela mudar de sexo continua a ser estúpido.

No ultimo mundial das mulheres a FOX comprou os direitos televisivos. Vendeu 17 milhões em anuncios.

No mundial dos homens no Brazil a FOX vendeu 529 milhões em anuncios.

A razão porque a Solo não fala nisto é simples. Elas já recebem muito mais do que deviam de uma perspectiva puramente económica.

Tal como noutro desporto qualquer. Elas deviam receber proporcionalmente ao que geram.

Então concentrem-se no que geram. Separem os contratos de direitos televisivos das duas selecções e façam um só para elas.

Curioso que isso elas nunca peçam. Estranho.

Pá a selecção de futebol de anões que limpa os mundias todos não recebe um charuto. Será porque são anões? Ainda por cima outro dia um deles foi gozado na rua por ser anão. Eu acho que a Solo devia fazer a coisa certa e partilhar o prémio delas com a selecção dos anões. Acho que era o mínimo.

Trezeguet

vergonhoso! queremos mesmos direitos para as mulheres que para os homens

2doMats

Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 16:25
vergonhoso! queremos mesmos direitos para as mulheres que para os homens
Direitos iguais agora é igual a receber o mesmo?

Recebes o mesmo que o Ronaldo? Não? Porque és descriminado ou porque não geras o mesmo?

Trezeguet

Citação de: MattsMagnusson em 08 de Novembro de 2017, 16:28
Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 16:25
vergonhoso! queremos mesmos direitos para as mulheres que para os homens
Direitos iguais agora é igual a receber o mesmo?

Recebes o mesmo que o Ronaldo? Não? Porque és descriminado ou porque não geras o mesmo?
se recebo o mesmo? recebo mais

Trezeguet

em termos de soccer, as mulhé's até geram mais que os homens

2doMats

Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 16:29
Citação de: MattsMagnusson em 08 de Novembro de 2017, 16:28
Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 16:25
vergonhoso! queremos mesmos direitos para as mulheres que para os homens
Direitos iguais agora é igual a receber o mesmo?

Recebes o mesmo que o Ronaldo? Não? Porque és descriminado ou porque não geras o mesmo?
se recebo o mesmo? recebo mais
Então partilha com ele. Direitos iguais para toda a gente.

_Xebola_

Hope Solo não sabe usar bem o seu físico, se abrisse bem as pernas, nenhuma bola teria hipóteses de chegar a tocar nas redes...

2doMats

Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 16:30
em termos de soccer, as mulhé's até geram mais que os homens
Contanto com patrocínios e receitas de tv geram muitíssimo menos.

Trezeguet

Citação de: MattsMagnusson em 08 de Novembro de 2017, 16:30
Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 16:29
Citação de: MattsMagnusson em 08 de Novembro de 2017, 16:28
Citação de: Trezeguet em 08 de Novembro de 2017, 16:25
vergonhoso! queremos mesmos direitos para as mulheres que para os homens
Direitos iguais agora é igual a receber o mesmo?

Recebes o mesmo que o Ronaldo? Não? Porque és descriminado ou porque não geras o mesmo?
se recebo o mesmo? recebo mais
Então partilha com ele. Direitos iguais para toda a gente.
eu bem queria, mas ele disse não queria

solee

O Blatter apalpou o cu à Solo...

anarcos

CitaçãoPortugal sobe dois lugares no ranking FIFA feminino

Futebol Fem. - Seleção A

Comandadas de Francisco Neto passaram da posição 38 para a 36 e nunca tiveram tantos pontos como agora no ranking: 1632, acima dos 1617 obtidos em setembro passado, quando obtiveram o 34.º lugar


A Seleção feminina de Portugal subiu dois lugares no ranking FIFA, estando agora na posição 36 (a segunda melhor de sempre).

Depois de um trimestre muito positivo – marcado pelo excelente desempenho das comandadas de Francisco Neto na Algarve Cup, com um terceiro lugar – Portugal passou a ter 1.632 pontos (a melhor pontuação de sempre em valor absoluto), mais 32 que em dezembro de 2017 (1.600 pontos) e, inclusivamente, acima dos 1.617 obtidos em setembro de 2017, quando obtivemos o 34.º lugar.

Nesta contabilização de março, que volta a ter os EUA como líder -- tendo a Inglaterra ultrapassado a Alemanha no segundo posto -- a Seleção feminina ficou a apenas 18 pontos do 32.º classificado, que é a Costa Rica. A próxima contabilização será divulgada pela FIFA a 22 de junho.

http://www.fpf.pt/pt/News/Todas-as-not%C3%ADcias/Not%C3%ADcia/news/15264

anarcos

Citação
Convocadas para a Bélgica

Futebol Fem. - Seleção A

Portugal vai disputar o seu quarto jogo de qualificação para o Mundial França-2019. Jogo com a Bélgica está marcado para 6 de abril.

A Equipa das Quinas joga frente à Bélgica, no dia 6 de abril, às 19h30 locais, em Lovaina, mais um encontro de apuramento para o Campeonato do Mundo França-2019.

A armada lusa já disputou três partidas no Grupo 6 de qualificação para o Mundial, frente às seleções de Bélgica (derrota por 1-0), Moldávia (vitória por 8-0) e Itália (derrota por 1-0).

A formação comandada por Francisco Neto encontra-se no terceiro lugar do grupo, com três pontos conquistados, enquanto as belgas seguem no segundo, com nove pontos, depois de terem vencido os jogos com Moldávia (12-0), Portugal (1-0) e Roménia (3-2).  A Itália lidera o Grupo 6 com 12 pontos, e mais um jogo disputado.

Sexta tentativa

Depois da primeira participação no Europeu França-2017, Portugal sonha com a estreia na fase final do próximo Mundial, que irá decorrer em terras gaulesas, entre 7 de junho e 7 de julho de 2019.

A armada lusa disputou, sem êxito, o apuramento para os Campeonatos do Mundo de 1999 (EUA), 2003 (EUA), 2007 (China), 2011 (Alemanha) e 2015 (Canadá).

A melhor prestação de Portugal aconteceu na penúltima tentativa, na qualificação para o Mundial de 2011. A equipa garantiu então o 3.º lugar no grupo em que estava inserida, com 12 pontos conquistados em 24 possíveis.

Francisco Neto convoca 20 jogadoras

Para a importante encontro de qualificação frente à Bélgica, Francisco Neto chamou 20 jogadoras. Nádia Gomes, que alinha no emblema norte-americano Orlando Pride, e se estreou na convocatória lusa para a Algarve Cup, volta a fazer parte das opções do Selecionador Nacional.

Eis a lista completa de convocadas:

ATALANTA MOZZANICA: Carolina Mendes
BRESCIA CALCIO: Mónica Mendes
LEVANTE UD SAD: Jéssica Silva
ORLANDO PRIDE: Nádia Gomes
RODEZ AVEYRON: Raquel Infante
SC BRAGA: Andreia Norton, Dolores Silva, Rute Costa, Sílvia Rebelo, Vanessa Marques
SPORTING SAD: Ana Borges, Ana Capeta, Ana Leite, Carole, Diana Silva, Fátima Pinto, Inês Pereira, Matilde Fidalgo, Tatiana Pinto
VFL WOLFSBURG: Cláudia Neto

http://www.fpf.pt/pt/News/Todas-as-not%C3%ADcias/Not%C3%ADcia/news/15307