As Finanças do Benfica

Slb23

Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

O'Brien

Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

Bom ponto de vista.

O problema aqui, é que vão sempre existir Veras desta vida, e aí há sempre dinheiro ( não sei como, mas há )
É o que dá, quando somos reféns de um agente desportivo

kingvata

Citação de: sergio19azb em 18 de Março de 2018, 21:23
Citação de: Glorificus em 18 de Março de 2018, 21:18
Citação de: lost_paradise em 18 de Março de 2018, 20:52
Citação de: pedro22 em 18 de Março de 2018, 15:22
Esta antecipação de receita do contrato televisivo apenas vai tornar a gestão corrente ainda mais difícil.

Deduzo que sejam antecipados 12 milhões /ano o que mesmo com um poupança de juros de 4/5 milhões não será uma receita facil de colmatar

Vai exigir uma gestão ainda mais rigorosa
O Benfica devia reduzir os custos com pessoal na mesma ordem de grandeza. Voltarmos para um tecto de 60M€ / ano.

Tendo duas gerações do CFC tão talentosas como são as de 97 e 99 e apostando nelas, é perfeitamente possível conseguir uma redução de custos sem a mesma significar perda de competitividade da equipa principal.

Tem de se mentalizar que quanto mais anos aguentarem os jogadores mais a folha salarial aumenta. Os salários são progressivos. Ninguem fica num clube a ganhar menos ou ate o mesmo.
Mas podes trocar um Luisao por um Ferro e ja baixas o orçamento em 2M€... Ou um Seferovic por um Zé Gomes.
O Benfica pode rescindir com Eliseu e vender Samaris e fazer regressar o Yuri e o Pelé. Não fica mais fraco.
fdx....Pelé não :-X ca cepo de todo o tamanho :-X

pedro22

Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

O problema é se vão buscar esse dinheiro á parte dos craques e não á dos cepos.

Glorificus

Citação de: O'Brien em 19 de Março de 2018, 14:02
Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

Bom ponto de vista.

O problema aqui, é que vão sempre existir Veras desta vida, e aí há sempre dinheiro ( não sei como, mas há )
É o que dá, quando somos reféns de um agente desportivo

Não exagerem. Temos parcerias com o Mendes mas dai a sermos reféns. E já tivemos mais dependentes dos negócios dele. Tanto que mandamos ele e o Atlético à fava no negocio Andre Moreira.

Quanto mais abatermos o passivo e apostarmos no Seixal menos dependentes das vendas vamos estar. Estes ultimos 6 meses baixamos as amortizações totais em jogadores em mais de 15M€.

Penso que a estratégia do clube também passa por estar cada vez menos dependentes das vendas para equilibrar contas e assim ficamos com maior poder negocial. Um pouco à imagem da Juventus salvo a diferença dos dois clubes na capacidade de receitas operacionais. E até eles acabam por ter de vender algumas jóias.

MALU15

Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 14:14
Citação de: O'Brien em 19 de Março de 2018, 14:02
Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

Bom ponto de vista.

O problema aqui, é que vão sempre existir Veras desta vida, e aí há sempre dinheiro ( não sei como, mas há )
É o que dá, quando somos reféns de um agente desportivo

Não exagerem. Temos parcerias com o Mendes mas dai a sermos reféns. E já tivemos mais dependentes dos negócios dele. Tanto que mandamos ele e o Atlético à fava no negocio Andre Moreira.

Quanto mais abatermos o passivo e apostarmos no Seixal menos dependentes das vendas vamos estar. Estes ultimos 6 meses baixamos as amortizações totais em jogadores em mais de 15M€.

Penso que a estratégia do clube também passa por estar cada vez menos dependentes das vendas para equilibrar contas e assim ficamos com maior poder negocial. Um pouco à imagem da Juventus salvo a diferença dos dois clubes na capacidade de receitas operacionais. E até eles acabam por ter de vender algumas jóias.
O princípio( aposta no Seixal) é verdadeiro, mas olha que o efeito não é assim tão imediato. Nos últimos 6 meses não se verificou (nem podia) uma redução de 15ME, pois passou-se de 39.966ME em 30JUN17 (0,5 ano serão 19,98ME) para 19,62ME em DEZ17.

Glorificus

Citação de: pedro22 em 19 de Março de 2018, 14:14
Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

O problema é se vão buscar esse dinheiro á parte dos craques e não á dos cepos.

Os craques vão sair do Seixal, equipa B. Esse modelo de negócios que nós e o Porto tivemos em ir buscar craques à Argentina, Brasil por 5, 10M€ e revender por 30,40 esta a ficar completamente impossível por varias razões.

1º Os clubes sul americanos tentam aguentar mais os craques para vender a tubarões.
2º Apareceu dezenas de novos clubes a dar  mesmo ou mais por eles e a seguir esse modelo.
3º Qualquer clube de uma liga importante consegue comprar esses jogadores e eles conseguem ter muita visibilidade nessas ligas para dar o salto.

Em boa hora apostamos no Seixal, basta olhar para o Porto.

Glorificus

Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 14:27
Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 14:14
Citação de: O'Brien em 19 de Março de 2018, 14:02
Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

Bom ponto de vista.

O problema aqui, é que vão sempre existir Veras desta vida, e aí há sempre dinheiro ( não sei como, mas há )
É o que dá, quando somos reféns de um agente desportivo

Não exagerem. Temos parcerias com o Mendes mas dai a sermos reféns. E já tivemos mais dependentes dos negócios dele. Tanto que mandamos ele e o Atlético à fava no negocio Andre Moreira.

Quanto mais abatermos o passivo e apostarmos no Seixal menos dependentes das vendas vamos estar. Estes ultimos 6 meses baixamos as amortizações totais em jogadores em mais de 15M€.

Penso que a estratégia do clube também passa por estar cada vez menos dependentes das vendas para equilibrar contas e assim ficamos com maior poder negocial. Um pouco à imagem da Juventus salvo a diferença dos dois clubes na capacidade de receitas operacionais. E até eles acabam por ter de vender algumas jóias.
O princípio( aposta no Seixal) é verdadeiro, mas olha que o efeito não é assim tão imediato. Nos últimos 6 meses não se verificou (nem podia) uma redução de 15ME, pois passou-se de 39.966ME em 30JUN17 (0,5 ano serão 19,98ME) para 19,62ME em DEZ17.

Amortizações totais a fazer no futuro ou valor do plantel como eles lhe chamam no ReC. No futuro em vez de 124 M€, temos 108M€ para amortizar. É disso que falo.

MALU15

Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 14:33
Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 14:27
Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 14:14
Citação de: O'Brien em 19 de Março de 2018, 14:02
Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

Bom ponto de vista.

O problema aqui, é que vão sempre existir Veras desta vida, e aí há sempre dinheiro ( não sei como, mas há )
É o que dá, quando somos reféns de um agente desportivo

Não exagerem. Temos parcerias com o Mendes mas dai a sermos reféns. E já tivemos mais dependentes dos negócios dele. Tanto que mandamos ele e o Atlético à fava no negocio Andre Moreira.

Quanto mais abatermos o passivo e apostarmos no Seixal menos dependentes das vendas vamos estar. Estes ultimos 6 meses baixamos as amortizações totais em jogadores em mais de 15M€.

Penso que a estratégia do clube também passa por estar cada vez menos dependentes das vendas para equilibrar contas e assim ficamos com maior poder negocial. Um pouco à imagem da Juventus salvo a diferença dos dois clubes na capacidade de receitas operacionais. E até eles acabam por ter de vender algumas jóias.
O princípio( aposta no Seixal) é verdadeiro, mas olha que o efeito não é assim tão imediato. Nos últimos 6 meses não se verificou (nem podia) uma redução de 15ME, pois passou-se de 39.966ME em 30JUN17 (0,5 ano serão 19,98ME) para 19,62ME em DEZ17.

Amortizações totais a fazer no futuro ou valor do plantel como eles lhe chamam no ReC. No futuro em vez de 124 M€, temos 108M€ para amortizar. É disso que falo.
Aí sim, mas isso é o efeito da amortização (custo dos 6 meses) e o facto de não ter havido aquisições de valor significativo. Na prática o valor que falta amortizar (108M) corresponderá a uma média de 3 anos. Tal como no passado a tendência será reduzir o montante para valores ainda menores que os que se verificaram até 2014/15 (em que se situaram nos 28/31ME ano), e em que as compras externas terão um peso menor, reforçando-se a componente oriunda da formação / investimento em jovens talentos.

Glorificus

E Malu? Achas mesmo que uma aposta forte no Seixal e amortização dos empréstimos bancários pode levar o Benfica para o que todos sonhamos financeiramente?

Ter receitas operacionais que cubram todas as despesas incluindo amortizações com jogadores.

MALU15

Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 15:09
E Malu? Achas mesmo que uma aposta forte no Seixal e amortização dos empréstimos bancários pode levar o Benfica para o que todos sonhamos financeiramente?

Ter receitas operacionais que cubram todas as despesas incluindo amortizações com jogadores.
A amortização da dívida e consequente redução significativa no peso dos custos da função financeira é uma medida do maior alcance em termos de gestão, e vital para os próximos anos na vida da BSAD, pois de um valor anual de custos da ordem dos 18/20ME, passaremos para um custo da ordem dos 7/8ME, admitindo a hipótese máxima de se manter o nível actual de endividamento de EO`s  dos 165ME (taxa média 4,3% e custo anual 6,7ME), embora seja de admitir que o limite possa ficar abaixo dos 165ME. Este cenário geraria de imediato uma poupança de cerca de 10ME.

A componente da redução de custos das amortizações é desejável que baixe mas de forma progressiva, de modo a que o doseamento do plantel seja feito com critério, de forma a que a equipa não perca competitividade.

O equilíbrio da contas é já hoje visível ser um objectivo tão importante para a BSAD como a obtenção de títulos, daí que a Administração da SAD vai ter que pensar num modelo de gestão que suporte a estratégia que vai querer prosseguir, e para além das políticas de redução de custos e de investimento, vai ter de pensar também nas componentes e vias de obtenção de receitas, sejam elas operacionais correntes nacionais ou internacionais ou extraordinárias (vendas de atletas, internacionalização da marca, ...), não sendo assim assim de excluir nenhum dos tipos de receitas para se obter o equilíbrio, sendo pouco importante a forma como é conseguido.

A situação financeira e económica da BSAD é hoje também uma vantagem competitiva muito grande em relação aos principais concorrentes nacionais, e isso tem de ter tradução na prática no futuro mais próximo, até porque o novo modelo de repartição de receita em que vão assentar as provas da UEFA a isso vai obrigar.

Dr.Lecter

Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 15:52
Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 15:09
E Malu? Achas mesmo que uma aposta forte no Seixal e amortização dos empréstimos bancários pode levar o Benfica para o que todos sonhamos financeiramente?

Ter receitas operacionais que cubram todas as despesas incluindo amortizações com jogadores.
A amortização da dívida e consequente redução significativa no peso dos custos da função financeira é uma medida do maior alcance em termos de gestão, e vital para os próximos anos na vida da BSAD, pois de um valor anual de custos da ordem dos 18/20ME, passaremos para um custo da ordem dos 7/8ME, admitindo a hipótese máxima de se manter o nível actual de endividamento de EO`s  dos 165ME (taxa média 4,3% e custo anual 6,7ME), embora seja de admitir que o limite possa ficar abaixo dos 165ME. Este cenário geraria de imediato uma poupança de cerca de 10ME.

A componente da redução de custos das amortizações é desejável que baixe mas de forma progressiva, de modo a que o doseamento do plantel seja feito com critério, de forma a que a equipa não perca competitividade.

O equilíbrio da contas é já hoje visível ser um objectivo tão importante para a BSAD como a obtenção de títulos, daí que a Administração da SAD vai ter que pensar num modelo de gestão que suporte a estratégia que vai querer prosseguir, e para além das políticas de redução de custos e de investimento, vai ter de pensar também nas componentes e vias de obtenção de receitas, sejam elas operacionais correntes nacionais ou internacionais ou extraordinárias (vendas de atletas, internacionalização da marca, ...), não sendo assim assim de excluir nenhum dos tipos de receitas para se obter o equilíbrio, sendo pouco importante a forma como é conseguido.

A situação financeira e económica da BSAD é hoje também uma vantagem competitiva muito grande em relação aos principais concorrentes nacionais, e isso tem de ter tradução na prática no futuro mais próximo, até porque o novo modelo de repartição de receita em que vão assentar as provas da UEFA a isso vai obrigar.

Achas possível que não se sinta o efeito da antecipação de receitas dos direitos televisivos, sendo esses não recebientos compensados na totalidade (ou quase) pelo abatimento dos custos com a dívida?

Isto é, deixamos de receber aproximadamente 10M/ano  mas também deixamos de os pagar por via da amortização da dívida bancária?

MALU15

Citação de: Dr.Lecter em 19 de Março de 2018, 15:59
Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 15:52
Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 15:09
E Malu? Achas mesmo que uma aposta forte no Seixal e amortização dos empréstimos bancários pode levar o Benfica para o que todos sonhamos financeiramente?

Ter receitas operacionais que cubram todas as despesas incluindo amortizações com jogadores.
A amortização da dívida e consequente redução significativa no peso dos custos da função financeira é uma medida do maior alcance em termos de gestão, e vital para os próximos anos na vida da BSAD, pois de um valor anual de custos da ordem dos 18/20ME, passaremos para um custo da ordem dos 7/8ME, admitindo a hipótese máxima de se manter o nível actual de endividamento de EO`s  dos 165ME (taxa média 4,3% e custo anual 6,7ME), embora seja de admitir que o limite possa ficar abaixo dos 165ME. Este cenário geraria de imediato uma poupança de cerca de 10ME.

A componente da redução de custos das amortizações é desejável que baixe mas de forma progressiva, de modo a que o doseamento do plantel seja feito com critério, de forma a que a equipa não perca competitividade.

O equilíbrio da contas é já hoje visível ser um objectivo tão importante para a BSAD como a obtenção de títulos, daí que a Administração da SAD vai ter que pensar num modelo de gestão que suporte a estratégia que vai querer prosseguir, e para além das políticas de redução de custos e de investimento, vai ter de pensar também nas componentes e vias de obtenção de receitas, sejam elas operacionais correntes nacionais ou internacionais ou extraordinárias (vendas de atletas, internacionalização da marca, ...), não sendo assim assim de excluir nenhum dos tipos de receitas para se obter o equilíbrio, sendo pouco importante a forma como é conseguido.

A situação financeira e económica da BSAD é hoje também uma vantagem competitiva muito grande em relação aos principais concorrentes nacionais, e isso tem de ter tradução na prática no futuro mais próximo, até porque o novo modelo de repartição de receita em que vão assentar as provas da UEFA a isso vai obrigar.

Achas possível que não se sinta o efeito da antecipação de receitas dos direitos televisivos, sendo esses não recebientos compensados na totalidade (ou quase) pelo abatimento dos custos com a dívida?

Isto é, deixamos de receber aproximadamente 10M/ano  mas também deixamos de os pagar por via da amortização da dívida bancária?
Eu não alinho pela teoria de que todas as entradas e saídas de dinheiro levam um carimbo, que possa levar ao entendimento de que a receita X é para pagar a despesa Y ou vice versa, isso não existe na vida real das empresas, a não ser naquelas em que são baseadas em sacos azuis, ou de vãos de escada em que o nº de fluxos é reduzido.

O importante é que haja um plano de tesouraria que cubra todos os fluxos de pagamentos e recebimentos para os períodos habituais (próximos 30/60/90 dias, a 6 meses e a 1 ano, e que vá sendo ajustado em função dos desvios que possam ser apurados.

Assim, para mim não faz qualquer sentido ter quaisquer preocupações pelo facto de ir faltar no mês X ou Y a receita habitual W ou Z. O importante é pensar em termos globais, tanto em condições normais como extraordinárias, de modo a evitar rupturas de tesouraria, e se elas ocorrerem em alguns períodos há que tomar medidas adequadas e resolvê-las.

Dr.Lecter

Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 16:33
Citação de: Dr.Lecter em 19 de Março de 2018, 15:59
Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 15:52
Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 15:09
E Malu? Achas mesmo que uma aposta forte no Seixal e amortização dos empréstimos bancários pode levar o Benfica para o que todos sonhamos financeiramente?

Ter receitas operacionais que cubram todas as despesas incluindo amortizações com jogadores.
A amortização da dívida e consequente redução significativa no peso dos custos da função financeira é uma medida do maior alcance em termos de gestão, e vital para os próximos anos na vida da BSAD, pois de um valor anual de custos da ordem dos 18/20ME, passaremos para um custo da ordem dos 7/8ME, admitindo a hipótese máxima de se manter o nível actual de endividamento de EO`s  dos 165ME (taxa média 4,3% e custo anual 6,7ME), embora seja de admitir que o limite possa ficar abaixo dos 165ME. Este cenário geraria de imediato uma poupança de cerca de 10ME.

A componente da redução de custos das amortizações é desejável que baixe mas de forma progressiva, de modo a que o doseamento do plantel seja feito com critério, de forma a que a equipa não perca competitividade.

O equilíbrio da contas é já hoje visível ser um objectivo tão importante para a BSAD como a obtenção de títulos, daí que a Administração da SAD vai ter que pensar num modelo de gestão que suporte a estratégia que vai querer prosseguir, e para além das políticas de redução de custos e de investimento, vai ter de pensar também nas componentes e vias de obtenção de receitas, sejam elas operacionais correntes nacionais ou internacionais ou extraordinárias (vendas de atletas, internacionalização da marca, ...), não sendo assim assim de excluir nenhum dos tipos de receitas para se obter o equilíbrio, sendo pouco importante a forma como é conseguido.

A situação financeira e económica da BSAD é hoje também uma vantagem competitiva muito grande em relação aos principais concorrentes nacionais, e isso tem de ter tradução na prática no futuro mais próximo, até porque o novo modelo de repartição de receita em que vão assentar as provas da UEFA a isso vai obrigar.

Achas possível que não se sinta o efeito da antecipação de receitas dos direitos televisivos, sendo esses não recebientos compensados na totalidade (ou quase) pelo abatimento dos custos com a dívida?

Isto é, deixamos de receber aproximadamente 10M/ano  mas também deixamos de os pagar por via da amortização da dívida bancária?
Eu não alinho pela teoria de que todas as entradas e saídas de dinheiro levam um carimbo, que possa levar ao entendimento de que a receita X é para pagar a despesa Y ou vice versa, isso não existe na vida real das empresas, a não ser naquelas em que são baseadas em sacos azuis, ou de vãos de escada em que o nº de fluxos é reduzido.

O importante é que haja um plano de tesouraria que cubra todos os fluxos de pagamentos e recebimentos para os períodos habituais (próximos 30/60/90 dias, a 6 meses e a 1 ano, e que vá sendo ajustado em função dos desvios que possam ser apurados.

Assim, para mim não faz qualquer sentido ter quaisquer preocupações pelo facto de ir faltar no mês X ou Y a receita habitual W ou Z. O importante é pensar em termos globais, tanto em condições normais como extraordinárias, de modo a evitar rupturas de tesouraria, e se elas ocorrerem em alguns períodos há que tomar medidas adequadas e resolvê-las.

Certo. Perguntei porque, neste caso, aparentemente uma e outra têm relação directa. Antecipa-se receita de TV, amortiza-se dívida bancária.

lotopegui

#63869
Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 14:48
Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 14:33
Citação de: MALU15 em 19 de Março de 2018, 14:27
Citação de: Glorificus em 19 de Março de 2018, 14:14
Citação de: O'Brien em 19 de Março de 2018, 14:02
Citação de: Slb23 em 19 de Março de 2018, 13:59
Pensem assim, se eles gastarem dinheiro a pagar o passivo é sinal que pelo menos esse dinheiro já não é gasto em cepos.

Bom ponto de vista.

O problema aqui, é que vão sempre existir Veras desta vida, e aí há sempre dinheiro ( não sei como, mas há )
É o que dá, quando somos reféns de um agente desportivo

Não exagerem. Temos parcerias com o Mendes mas dai a sermos reféns. E já tivemos mais dependentes dos negócios dele. Tanto que mandamos ele e o Atlético à fava no negocio Andre Moreira.

Quanto mais abatermos o passivo e apostarmos no Seixal menos dependentes das vendas vamos estar. Estes ultimos 6 meses baixamos as amortizações totais em jogadores em mais de 15M€.

Penso que a estratégia do clube também passa por estar cada vez menos dependentes das vendas para equilibrar contas e assim ficamos com maior poder negocial. Um pouco à imagem da Juventus salvo a diferença dos dois clubes na capacidade de receitas operacionais. E até eles acabam por ter de vender algumas jóias.
O princípio( aposta no Seixal) é verdadeiro, mas olha que o efeito não é assim tão imediato. Nos últimos 6 meses não se verificou (nem podia) uma redução de 15ME, pois passou-se de 39.966ME em 30JUN17 (0,5 ano serão 19,98ME) para 19,62ME em DEZ17.

Amortizações totais a fazer no futuro ou valor do plantel como eles lhe chamam no ReC. No futuro em vez de 124 M€, temos 108M€ para amortizar. É disso que falo.
Aí sim, mas isso é o efeito da amortização (custo dos 6 meses) e o facto de não ter havido aquisições de valor significativo. Na prática o valor que falta amortizar (108M) corresponderá a uma média de 3 anos. Tal como no passado a tendência será reduzir o montante para valores ainda menores que os que se verificaram até 2014/15 (em que se situaram nos 28/31ME ano), e em que as compras externas terão um peso menor, reforçando-se a componente oriunda da formação / investimento em jovens talentos.

Neste momento temos cerca de 108M para amortizar, os nossos rivais têm quanto?
Pergunto pois um fez um forte investimento este ano, tanto no mercado de verão como de inverno..

Comparativamente às contas dos nossos rivais, esta é uma das rubricas que pesa mais.