Eleições 2020

R3nas

Creio que não entenderam o post do Renegado...

O que ele questiona é se o que queremos para o Benfica é um presidente que traga Benfiquismo ou um presidente que dê continuidade à tecnocracia.

O que ele questiona é se o Benfiquismo de que o Benfica desesperadamente necessita virá com uma candidatura encabeçada por alguém com este perfil.

É a minha interpretação. Não sei se é essa a sua intenção.

Renegado

Citação de: R3nas em 27 de Junho de 2020, 19:31
Creio que não entenderam o post do Renegado...

O que ele questiona é se o que queremos para o Benfica é um presidente que traga Benfiquismo ou um presidente que dê continuidade à tecnocracia.

O que ele questiona é se o Benfiquismo de que o Benfica desesperadamente necessita virá com uma candidatura encabeçada por alguém com este perfil.

É a minha interpretação. Não sei se é essa a sua intenção.

Nem mais.

Precisamos de injecção cavalar de ambição desportiva, com rigor e critério, mas sem estarmos amarrados a uma cultura excessivamente empresarial, estritamente virada para os CAGR's.

Ainda assim, respeito quem pensa contrário... é legitimo, desde que não se faça o jogo que o outro de está a fazer em favor de vieira.

kastro

Alguém sabe qual é a posição dos candidatos sobre os votos das casas se eventualmente forem eleitos?
RGS acaba com os votos das casas ou mantém?
BCC acaba com os votos das casas ou mantém?

kid bengala

É prematuro para se dizer o que seja sobre o que o Noronha Lopes tem planeado para o clube, se tiver algo.

Ninguém sabe as suas ideias sobre o estado do clube, nem quem o poderá acompanhar.

Se se candidatar, não é de certeza para fazer o mesmo que se faz agora, com o Benfica corporate.

Quem sabe se não vem com uma ideia totalmente diferente de gestão do clube, e especialmente, da SAD, que não se faz em Portugal.

A verdade é que tem um currículo que ninguém no Benfica tem, nem perto.

CarlosD

Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.

Vê lá que ele é tão diferenciado que em 2013 já respondia ao teu texto dizendo que tem essa "elasticidade" de que falas, quando questionado na entrega do prémio "Best Leader Awards" sobre o que era ser um bom líder. Reponde ele que tem essa mesma "flexibilidade de adaptação":
https://www.youtube.com/watch?v=6GxCAzPEuSA

É alguém que tem imensos contactos nos mais variados mercados, sejam eles o Americano, o Asiático ou o Europeu.
É alguém que subiu a pulso até chegar a uma posição muito prestigiada numa das maiores empresas do mundo, que demonstra uma grande inteligência.

Com certeza que se saberá rodear de pessoas do mesmo nível, inclusivamente de pessoas que conhecem os meandros do futebol.

É alguém que não tem qualquer necessidade de vir para a presidência do Benfica, a não ser o seu clubismo.

Em vez de estarmos já a atirar para de baixo do autocarro alguém que deixa a anos luz qualquer outros dos candidatos actuais numa corrida do que podem oferecer ao clube, não seria mais interessante esperar para ver se de facto a candidatura se materializa e ouvir o que tem para dizer? Qual é o seu plano desportivo, qual será a sua equipa, opinião sobre o estado actual do Benfica, etc...

Não tenham dúvidas, JNL seria alguém muito interessante a ter em conta!

CarlosD

Citação de: kastro em 27 de Junho de 2020, 19:44
Alguém sabe qual é a posição dos candidatos sobre os votos das casas se eventualmente forem eleitos?
RGS acaba com os votos das casas ou mantém?
BCC acaba com os votos das casas ou mantém?

BCC ontem disse que não concorda com as casas votarem. Aliás ele lançou à uns bons meses umas propostas de alteração de estatutos (aconselho a leitura) onde menciona isso.
RGS tenho a ideia que também é contra, mas sem as mesmas certezas.

manjob

Citação de: R3nas em 27 de Junho de 2020, 19:31
Creio que não entenderam o post do Renegado...

O que ele questiona é se o que queremos para o Benfica é um presidente que traga Benfiquismo ou um presidente que dê continuidade à tecnocracia.

O que ele questiona é se o Benfiquismo de que o Benfica desesperadamente necessita virá com uma candidatura encabeçada por alguém com este perfil.

É a minha interpretação. Não sei se é essa a sua intenção.

Eu percebi o que o Renegado quis dizer, e espero que o JNL avance.

Renegado

#8062
Citação de: CarlosD em 27 de Junho de 2020, 20:27
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.

Vê lá que ele é tão diferenciado que em 2013 já respondia ao teu texto dizendo que tem essa "elasticidade" de que falas, quando questionado na entrega do prémio "Best Leader Awards" sobre o que era ser um bom líder. Reponde ele que tem essa mesma "flexibilidade de adaptação":
https://www.youtube.com/watch?v=6GxCAzPEuSA

É alguém que tem imensos contactos nos mais variados mercados, sejam eles o Americano, o Asiático ou o Europeu.
É alguém que subiu a pulso até chegar a uma posição muito prestigiada numa das maiores empresas do mundo, que demonstra uma grande inteligência.

Com certeza que se saberá rodear de pessoas do mesmo nível, inclusivamente de pessoas que conhecem os meandros do futebol.

É alguém que não tem qualquer necessidade de vir para a presidência do Benfica, a não ser o seu clubismo.

Em vez de estarmos já a atirar para de baixo do autocarro alguém que deixa a anos luz qualquer outros dos candidatos actuais numa corrida do que podem oferecer ao clube, não seria mais interessante esperar para ver se de facto a candidatura se materializa e ouvir o que tem para dizer? Qual é o seu plano desportivo, qual será a sua equipa, opinião sobre o estado actual do Benfica, etc...

Não tenham dúvidas, JNL seria alguém muito interessante a ter em conta!

Companheiro,

negrito 1. O aquilo que JNL refere, alem de estar em qualquer manual digno de registo, é exaustivamente ensinado nas melhores "business schools". É a elemento-chave facilitado nos melhores MBA's. Como tal, JNL deu (dá?) aulas na escola de negócios da Católica, pelo que não podia dar uma panorâmica diferente daquela que ensina.

A questão é, pois, o modelo de negócio, a racionalidade, o risco e a avaliação de KPI's por que se rege um gigante mundial. Não tem tanto que ver com inovação e desenvolvimento de novos negócios mas com a cultura, dentro da qual, desenvolve essa atividade.

2. Caso não tenhas reparado passei um tremendo elogio a JNL. Estares a ligar-me a um atropelo a ferro ao JNL, desculpa mas não cola.

Mais. JNL, pontifica, em meu ver, como um dos Top 3 Portugueses na diáspora.

Portanto, minha questão foi, com fundamento - ainda que não haja grande fundamento para crer numa candidatura, daí considerar desnecessária a distracção - fazer o seguinte exercício:

Ainda que aparecesse um perfil desta natureza, o Benfica deve imergir ainda mais numa cultura estritamente corporate (negociatas à parte. Jamais JNL se prestaria ao que luis vieira tem feito), de racionalidade de negócio, com amarras estratégicas e ideológicas, ou precisa de ser pensado com rigor e critério mas virado para a aposta em termos desportivos?

Quanto ao mais, nunca escondi que apoio e "estou" a 300% com RGS para o que der e vier, para recuperarmos o Benfica. Pelo que não é preciso vir para cima de mim com a narrativa que estou a atropela JNL em favor de RGS, depois de o ter elogiado.

Já agora, ao contrário do que se soou, não sou porta-voz de RGS, em sentido nenhum.
Sou apenas um de, espero, milhões de porta-vozes do Benfica que grita por ser libertado, e neste espaço há dezenas de porta-vozes como eu, e muito melhores do que eu.


Raydenn


Flirt4ever

Citação de: kastro em 27 de Junho de 2020, 19:44
Alguém sabe qual é a posição dos candidatos sobre os votos das casas se eventualmente forem eleitos?
RGS acaba com os votos das casas ou mantém?
BCC acaba com os votos das casas ou mantém?
ambos acabam com os votos das casas.

pica_foices

Citação de: kastro em 27 de Junho de 2020, 19:44
Alguém sabe qual é a posição dos candidatos sobre os votos das casas se eventualmente forem eleitos?
RGS acaba com os votos das casas ou mantém?
BCC acaba com os votos das casas ou mantém?


acho que nenhum deles irá dizer que é contra antes da votação
e depois se for eleito certamente tb não irá querer perder esse braço armado


CarlosD

Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 21:14
Citação de: CarlosD em 27 de Junho de 2020, 20:27
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.

Vê lá que ele é tão diferenciado que em 2013 já respondia ao teu texto dizendo que tem essa "elasticidade" de que falas, quando questionado na entrega do prémio "Best Leader Awards" sobre o que era ser um bom líder. Reponde ele que tem essa mesma "flexibilidade de adaptação":
https://www.youtube.com/watch?v=6GxCAzPEuSA

É alguém que tem imensos contactos nos mais variados mercados, sejam eles o Americano, o Asiático ou o Europeu.
É alguém que subiu a pulso até chegar a uma posição muito prestigiada numa das maiores empresas do mundo, que demonstra uma grande inteligência.

Com certeza que se saberá rodear de pessoas do mesmo nível, inclusivamente de pessoas que conhecem os meandros do futebol.

É alguém que não tem qualquer necessidade de vir para a presidência do Benfica, a não ser o seu clubismo.

Em vez de estarmos já a atirar para de baixo do autocarro alguém que deixa a anos luz qualquer outros dos candidatos actuais numa corrida do que podem oferecer ao clube, não seria mais interessante esperar para ver se de facto a candidatura se materializa e ouvir o que tem para dizer? Qual é o seu plano desportivo, qual será a sua equipa, opinião sobre o estado actual do Benfica, etc...

Não tenham dúvidas, JNL seria alguém muito interessante a ter em conta!

Companheiro,

negrito 1. O aquilo que JNL refere, alem de estar em qualquer manual digno de registo, é exaustivamente ensinado nas melhores "business schools". É a elemento-chave facilitado nos melhores MBA's. Como tal, JNL deu (dá?) aulas na escola de negócios da Católica, pelo que não podia dar uma panorâmica diferente daquela que ensina.

A questão é, pois, o modelo de negócio, a racionalidade, o risco e a avaliação de KPI's por que se rege um gigante mundial. Não tem tanto que ver com inovação e desenvolvimento de novos negócios mas com a cultura, dentro da qual, desenvolve essa atividade.

2. Caso não tenhas reparado passei um tremendo elogio a JNL. Estares a ligar-me a um atropelo a ferro ao JNL, desculpa mas não cola.

Mais. JNL, pontifica, em meu ver, como um dos Top 3 Portugueses na diáspora.

Portanto, minha questão foi, com fundamento - ainda que não haja grande fundamento para crer numa candidatura, daí considerar desnecessária a distracção - fazer o seguinte exercício:

Ainda que aparecesse um perfil desta natureza, o Benfica deve imergir ainda mais numa cultura estritamente corporate (negociatas à parte. Jamais JNL se prestaria ao que luis vieira tem feito), de racionalidade de negócio, com amarras estratégicas e ideológicas, ou precisa de ser pensado com rigor e critério virado para a aposta em termos desportivos?

Quanto ao mais, nunca escondi que apoio e "estou" a 300% com RGS para o que der e vier, para recuperarmos o Benfica. Pelo que não é preciso vir para cima de mim com a narrativa que estou a atropela JNL em favor de RGS, depois de o ter elogiado.

Já agora, ao contrário do que se soou, não sou porta-voz de RGS, em sentido nenhum.
Sou apenas um de, espero, milhões de porta-vozes do Benfica que grita por ser libertado, e neste espaço há dezenas de porta-vozes como eu, e muito melhores do que eu.

Em relação ao ser ou não ensinado nas melhores "business schools", não sei.

A pergunta que lhe é feita é "Quais as alavancas da sua liderança que lhe permitiram sustentar o sucesso da região sul da Europa do McDonalds neste contexto de maior adversidade económica e social". Como tal, deduzo que a sua resposta seja em relação à sua liderança em específico. Mais uma vez, até pode ser resposta de "livro", mas é como ele responde sobre a sua liderança.

Eu li o que escreves-te. Se é verdade que, numa primeira instância o elogias-te, numa segunda (consciente ou inconscientemente) passas a ideia de alguém uni-dimensional e com uma mentalidade pró-negócio, sem o homem ter dito uma palavra. Já para não falar que dás o exemplo do Arsenal sem qualquer razão de ser! Acredito que não seja intencional, mas acaba por o colar a um projecto falhado...

Escusado será dizer que toda a estrutura do McDonalds a nível empresarial, vive da tecnocracia. E embora concorde contigo, é a escola dele, não significa que o defina como pessoa.

Pelo o que escreves, eu percebo que vês muito mérito profissional em JNL, se calhar até respeito pela sua carreira profissional. Inclusive dizes que seria um candidato forte. O que eu não queria era que se tirassem conclusões precipitadas sobre qualquer candidato (neste caso potencial candidato).

Aslio

Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.
Obrigado pelo teu input, mais uma vez.

Entendo o que queres dizer. Independentemente do perfil técnico de JNL, o Benfica, e o futebol, é completamente diferente de uma multinacional como a McDonald's e ele teria de se adaptar e rodear das pessoas certas...

Parece-me, por outro lado, que JNL não é conhecido de uma boa parte dos benfiquistas e que não tem grande relevância atualmente na esfera benfiquista.

Posto isto... porque não JNL como "homem das finanças" de uma lista com um nome forte como presidente? Porque não associar-se, por exemplo, a RGS? Ou a um Bagão Félix, por exemplo?

Vascolptt

Desejando de ver uma equipa com um grande investimento, repleto de craques e que faça estragos na Europa. Mas é claro que isso no reinado do vieira nunca será possível, em outubro tem de haver mudança!

Renegado

Citação de: CarlosD em 27 de Junho de 2020, 22:16
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 21:14
Citação de: CarlosD em 27 de Junho de 2020, 20:27
Citação de: Renegado em 27 de Junho de 2020, 19:09
Sobre João Noronha Lopes

Ponto prévio. JNL seria, inquestionavelmente, um candidato forte. Adiante.

JNL é um tecnocrata e, atenção, com isto, não se assuma que resulta em descrédito, muito pelo contrário.
JNL entrou e ascendeu sólida e rapidamente, o que não é pêra doce, numa Companhia gigante mundial, cuja governance assenta fundamentalmente em relatórios de desempenho - cumprimento de KPI's - e em balanços. Destaco o cumprimento de KPI's.

Significa isto que a escola e experiência de JNL assenta quase exclusivamente na racionalidade económica do negócio, taxas de execução, de crescimento e avaliação de risco.

Daqui resulta algo que se afere facilmente: JNL é o tipo de executivo que DSO passou a vida inteira a tentar mimetizar, num quadro de corporate governance sofisticado. Nada de substancialmente novo.

Acontece que o Benfica é um Clube de futebol que tem acoplada uma marca fortíssima, a mais forte do país sem a menor sombra de dúvida.

A questão que se coloca é, pois, será que JNL terá capacidade, elasticidade de pensamento e procedimentos para implementar uma estratégia assente na geração de receita para desbaratar na vertente desportiva? Fará isto parte dos seus padrões de pensamento, enquanto tecnocrata?

O que conhece JNL do futebol Português, de todo lodo em que está imerso e dos seus meandros?

Será que o Benfica precisa de alguém que, à partida, por assim estar formatado, vem para incutir uma acentuada cultura de corporate governance sofisticada.

Tomemos o exemplo do Arsenal no seguinte: o Arsenal passou décadas sem se desviar 1 mm da da gestão e cultura que definiram para o projecto.
Isso traduziu-se em títulos? Não!

E por quê? porque estavam/estão amarrados a uma cultura de pensamento, não obstante terem contado com futebolistas extraordinários.

Qual é o problema, então do Arsenal? A racionalidade económica, a intransigência e a fidelidade a um racional subjacente.

Se há questão que, no futebol, é primordial para ganhar é a elasticidade do pensamento, a capacidade para ajustar e reinventar.

Logo, será deste tipo de perfil que o Benfica precisa?

O Benfica precisa sobretudo de uma reversão de perspectiva. Isto é:

Na vez de termos o futebol trabalhar para o negócio, o Benfica tem de criar negócio (gerar receitas), sólida e sustentadamente para alavancar a vertente desportiva.

Por outras palavras. O Benfica tem de inovar e ser muito rigoroso num plano de expansão e desenvolvimento de novos negócios, em torno da marca, aumentando exponencialmente proveitos, para em seguida ter condições de os afectar a orçamentos que nos permitem encarar outras ambições desportivas.

Porque é isto que o Benfica é, um Clube com ambições desportivas.

Ora, criar negócio, gerar proveitos, para em seguida, passo o termo, os ir desbaratar num orçamento de aposta exclusiva na vertente, sem resultados adquiridos à partida, não podemos crer que faça parte do pensamento de JNL. Porque o futebol, assuma-se, é um queimador de divisas, algo que corresponde ao exacto contrário da idiossincrasia de JNL.

Ainda que, creio, ao dia de hoje, JNL não venha a constituir lista, é preciso muito cuidado com as distrações.

Por fim deixar uma mensagem que deve ser encarada com a devida preocupação. Financeiramente, o Benfica não está nada bem. Muito pelo contrário.
E se falharmos a Champions, financeiramente, estaremos em cacos.

E a principal razão disto foi termos antecipado "o sangue que as operadoras nos dão", palavras de Vieira. Teria sido muito menos complexo gerir a dívida do que tê-la amortizado com proveitos vincendos antecipados.

A dívida, numa estrutura de receitas com as características da que o Benfica tem, de clube de futebol com proveitos mais ou menos fixos e com pouca plasticidade de áreas de negócio, teria de ter sido sempre, mas sempre, amortizada com recursos a proveitos extraordinários, como as vendas intermináveis de jogadores.

Mas, agora, já não há volta atrás. Há que encarar... o que há.

Vê lá que ele é tão diferenciado que em 2013 já respondia ao teu texto dizendo que tem essa "elasticidade" de que falas, quando questionado na entrega do prémio "Best Leader Awards" sobre o que era ser um bom líder. Reponde ele que tem essa mesma "flexibilidade de adaptação":
https://www.youtube.com/watch?v=6GxCAzPEuSA

É alguém que tem imensos contactos nos mais variados mercados, sejam eles o Americano, o Asiático ou o Europeu.
É alguém que subiu a pulso até chegar a uma posição muito prestigiada numa das maiores empresas do mundo, que demonstra uma grande inteligência.

Com certeza que se saberá rodear de pessoas do mesmo nível, inclusivamente de pessoas que conhecem os meandros do futebol.

É alguém que não tem qualquer necessidade de vir para a presidência do Benfica, a não ser o seu clubismo.

Em vez de estarmos já a atirar para de baixo do autocarro alguém que deixa a anos luz qualquer outros dos candidatos actuais numa corrida do que podem oferecer ao clube, não seria mais interessante esperar para ver se de facto a candidatura se materializa e ouvir o que tem para dizer? Qual é o seu plano desportivo, qual será a sua equipa, opinião sobre o estado actual do Benfica, etc...

Não tenham dúvidas, JNL seria alguém muito interessante a ter em conta!

Companheiro,

negrito 1. O aquilo que JNL refere, alem de estar em qualquer manual digno de registo, é exaustivamente ensinado nas melhores "business schools". É a elemento-chave facilitado nos melhores MBA's. Como tal, JNL deu (dá?) aulas na escola de negócios da Católica, pelo que não podia dar uma panorâmica diferente daquela que ensina.

A questão é, pois, o modelo de negócio, a racionalidade, o risco e a avaliação de KPI's por que se rege um gigante mundial. Não tem tanto que ver com inovação e desenvolvimento de novos negócios mas com a cultura, dentro da qual, desenvolve essa atividade.

2. Caso não tenhas reparado passei um tremendo elogio a JNL. Estares a ligar-me a um atropelo a ferro ao JNL, desculpa mas não cola.

Mais. JNL, pontifica, em meu ver, como um dos Top 3 Portugueses na diáspora.

Portanto, minha questão foi, com fundamento - ainda que não haja grande fundamento para crer numa candidatura, daí considerar desnecessária a distracção - fazer o seguinte exercício:

Ainda que aparecesse um perfil desta natureza, o Benfica deve imergir ainda mais numa cultura estritamente corporate (negociatas à parte. Jamais JNL se prestaria ao que luis vieira tem feito), de racionalidade de negócio, com amarras estratégicas e ideológicas, ou precisa de ser pensado com rigor e critério virado para a aposta em termos desportivos?

Quanto ao mais, nunca escondi que apoio e "estou" a 300% com RGS para o que der e vier, para recuperarmos o Benfica. Pelo que não é preciso vir para cima de mim com a narrativa que estou a atropela JNL em favor de RGS, depois de o ter elogiado.

Já agora, ao contrário do que se soou, não sou porta-voz de RGS, em sentido nenhum.
Sou apenas um de, espero, milhões de porta-vozes do Benfica que grita por ser libertado, e neste espaço há dezenas de porta-vozes como eu, e muito melhores do que eu.

Em relação ao ser ou não ensinado nas melhores "business schools", não sei.

A pergunta que lhe é feita é "Quais as alavancas da sua liderança que lhe permitiram sustentar o sucesso da região sul da Europa do McDonalds neste contexto de maior adversidade económica e social". Como tal, deduzo que a sua resposta seja em relação à sua liderança em específico. Mais uma vez, até pode ser resposta de "livro", mas é como ele responde sobre a sua liderança.

Eu li o que escreves-te. Se é verdade que, numa primeira instância o elogias-te, numa segunda (consciente ou inconscientemente) passas a ideia de alguém uni-dimensional e com uma mentalidade pró-negócio, sem o homem ter dito uma palavra. Já para não falar que dás o exemplo do Arsenal sem qualquer razão de ser! Acredito que não seja intencional, mas acaba por o colar a um projecto falhado...

Escusado será dizer que toda a estrutura do McDonalds a nível empresarial, vive da tecnocracia. E embora concorde contigo, é a escola dele, não significa que o defina como pessoa.

Pelo o que escreves, eu percebo que vês muito mérito profissional em JNL, se calhar até respeito pela sua carreira profissional. Inclusive dizes que seria um candidato forte. O que eu não queria era que se tirassem conclusões precipitadas sobre qualquer candidato (neste caso potencial candidato).

Desisto... não sei com quem estou a interagir, sou obrigado a desistir.

Fazes leituras daquilo que não escrevo... e por conta disso já basta o que basta e tenho sido escorraçado, pelo que não escrevo.

Branco é branco. Preto é preto. Se eu falar em branco e preto, não significa que estou a falar cinzento.