Médio, 47 anos
Canada
Stats: 2 épocas, 13 jogos (818 minutos), 0 golos
Títulos: Taça de Portugal (1)

29971 - Tópico: Fernando Aguiar, o Robocop  (Lida 54125 vezes)

JPG

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 15707
  • 03 de Junho de 2017, 21:18
ficaram os 2 mal na fotografia. O Aguiar porque podia e devia ter mais poder de encaixe e o Simão porque vai cada vez mais relevando um caŕacter no minimo duvidoso

AleKx

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 12963
  • Sem saudades de Rui vitória. Apaguem as luzes!
  • 11 de Junho de 2017, 08:08



é ele no jogo de glorias com o barça?   :o

bozic

  • Eusébio
  • ******
  • Guimarães
  • Mensagens: 30619
  • Uma vez Benfica, para sempre Benfica
  • 11 de Junho de 2017, 08:14
Nessa imagem vejo o Veloso e o Paulo Madeira.

Mikaeil

  • Eusébio
  • ******
  • Lisboa
  • Mensagens: 37686
  • Sou do Benfica, e isso me envaidece!!!!
  • 18 de Março de 2019, 11:49

mitro11

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 19498
  • Because I like it
  • 18 de Março de 2019, 20:01
Um verdadeiro benfiquista, um dos nossos. Não era nenhum craque, mas dava aquilo que tinha e o que não tinha.

Parabéns robocop

vince1987

  • Capitão
  • ****
  • Mensagens: 4358
  • 19 de Março de 2019, 18:08
É dele o golo da vitória naquele jogo fatídico do nosso Miki fica na história.

ClaudioCaniggia

  • Velha Glória
  • *****
  • Mensagens: 5244
  • https://youtu.be/ysSxxIqKNN0
  • 05 de Outubro de 2019, 13:24
Citar
Aos 47 anos e sem que estivesse nos seus planos, Fernando Aguiar tornou-se treinador adjunto do Vilar de Perdizes. O futebol, aliás, passou de hobby para profissão, à força, mais por vontade do pai do que sua. Nascido em Chaves, onde agora vive, continua saudoso de Toronto e do Canadá, país onde começou a praticar futebol e onde jogou hóquei no gelo. Pai de três filhas, conta que veio parar ao Marítimo pela mão de Joe Berardo, ganhou a alcunha de Robocop no Beira-Mar, marcou o golo do Benfica no dia da morte de Fehér e experimentou, sem sucesso, a liga sueca. Também jogou no Nacional, Maia, Gondomar, U. Leiria e Penafiel, antes de pendurar as botas definitivamente no Pedrouços, aos 42 anos. Entre várias histórias que metem roupa e vidros partidos,e cigarros e e balanças, confessa que teria sido melhor hoquista do que futebolista


Na época seguinte começa no Beira-Mar, mas entretanto vai para o Benfica.
Eu sabia que tinha equipas interessadas em mim e já estava forçar a saída no final da minha segunda época no Beira-Mar.


Como é que se força a saída?
Nessa altura ia falar com o treinador e com o presidente e dizia que queria sair.


Mas já tinha sido contactado pelo Benfica?
Não. Eu sabia, através de empresários que falavam comigo, que tinha o Guimarães, o Braga e algumas equipas estrangeiras interessadas.


Acabou por não sair logo.
Acabei por ficar, porque tinha contrato e eles é que mandavam.




Então como se dá a passagem para o Benfica?
Essa é uma história engraçada. A época estava a correr-me bem e há um jogo em casa, com o Benfica, a 9 de setembro de 2001, no dia em que a minha filha mais velha, a Sofia, nasceu. Ela nasceu às cinco da manhã, estava eu em estágio, fui fazer o jogo e empatámos 3-3. Depois do jogo o Toni, que era o treinador do Benfica, chegou à minha beira e disse-me: "Fernando, passaste ao lado de uma grande carreira". Eu pensei que a minha carreira tinha acabado ali, ou seja, o sonho de jogar num grande tinha acabado.


Qual foi a sua reação?
Nenhuma. Ele abraçou-me, começou a falar comigo e disse aquilo. Se calhar era pela idade, eu tinha 29 anos e provavelmente as pessoas já não acreditavam... Aliás, eu próprio, depois daquilo também pensei que ia acabar em equipas como o Beira-Mar e por aí abaixo. Em janeiro, surgem notícias que o Benfica estava interessado em mim. Ainda com o Toni. Na janela de transferência lá fui eu vendido ao Benfica.


Mas quem é que o contactou nessa altura?
O José Veiga. Assinei dois anos e meio.


Veio viver para Lisboa sozinho?
Elas vieram comigo, mas como a minha filha era pequenina e eu estava muitas vezes em estágio, decidiram regressar à Maia.


Quando chega ao Benfica, só tem o Toni como treinador por um jogo, não é?
Sim, foi no Bessa, perdemos 1-0 num jogo polémico, com dois penáltis que ficaram por marcar e foi aí que o Toni saiu. O prof. Jesualdo que era o adjunto, assumiu a equipa.


E que tal, foi uma grande mudança?
Sim, eram estilos diferentes. O Toni tinha aquela escola velha, um grande senhor, foi uma peça fundamental no Benfica, mas acho que ele compreendeu que estava na altura de sair. Jesualdo já era uma escola um bocado diferente. Ele gostava de jogadores mais raçudos, jogadores do norte, como ele costuma dizer.


Enquadrava-se?
Sim, ainda fiz 13 jogos na segunda parte da época.


Disse numa entrevista que nos primeiros seis meses no Benfica foi "rasgado de alto a baixo". O que quis dizer com isso?
Quando cheguei ao Benfica aquilo era uma casa a arder. Não havia estrutura, não havia projeto, vinha de uns anos muitos complicados com o Vale e Azevedo à frente do clube e foi nessa altura que o Vilarinho e o Vieira pegaram no Benfica. Naquela altura os jornais abusavam na escrita, não havia contenção em falar mal dos jogadores. Havia aquelas brincadeiras que os jornais faziam na última página e eu apareci uma vez. Foi muito complicado para mim. Não achei correto.


O que fez?
Falei com o Jesualdo disse-lhe que achava aquilo inadmissível e que o clube devia proteger mais os jogadores, como muitos clubes faziam, quando faziam blackout, por exemplo. Eu também sou contra isso, os blackout, mas a minha maneira de ser considera que deve haver um bocado mais de respeito perante os jogadores. Pedi ao Jesualdo para ver se havia mais contenção na escrita por parte de alguns jornalistas.


O que lhe respondeu?
Disse que ia ver, que era difícil, porque o Benfica estava a passar um mau bocado. Entretanto, aquilo passou, acabei a época e fui emprestado ao U. Leiria.


Foi emprestado porquê?
Quando começámos a pré-época o Jesualdo já não contava comigo, eu sentia isso. Ele fazia 11 contra 11 e eu mais dois ou três ficávamos de fora à espera de entrar na segunda equipa, portanto, percebi que tinha de sair.





Adaptou-se bem a Lisboa?
Sim, ficava muito em casa, não era muito de sair. Dava-me muito com o Tiago e o Ricardo Rocha, que eram pessoas muito pacatas. Íamos almoçar juntos, passear para o shopping, coisas muito simples.


Quem lhe disse que ia para Leiria?
O Luís Lemos, que julgo ainda está no Benfica, chegou à minha beira e disse: "Tens oito clubes interessados em ti para seres emprestado. Nunca vi nada assim". Ele estava impressionado com tantos interessados. Acabei por ir para o Leiria porque foi o que ofereceu melhores condições.


Faz essa época e regressa ao Benfica.
Sim, cheguei a Lisboa e o Camacho chamou-me ao gabinete dele. Disse-me "Conto com quatro jogadores para o meio-campo, o Tiago, o Petit, o Andersson e conto contigo. Queres ficar?"; "Ó mister, se você conta comigo, fico".


É a sua melhor época no Benfica.
Sem dúvida. Ao início não correu bem, mas depois lá ganhei o meu espaço.


Esse ano ficou marcado pelo jogo em Guimarães em que o Fernando Aguiar salta do banco, marca golo e a seguir o Fehér cai em campo, acabando por falecer.
Infelizmente foi o que mais me marcou. E digo infelizmente não só pela morte mas também porque fico marcado na história por isso. As pessoas lembram-se do Fernando Aguiar nesse jogo. É sempre difícil, porque gostamos de ser lembrados por outras coisas.


Apercebeu-se logo que a situação era muito grave?
Sim. Passados uns minutos percebi que se ele sobrevivesse muitos danos já tinham sido causados. Foi muito chocante. Mas essa situação tornou-nos mais fortes e fizemos uma grande recuperação na segunda metade da época, acabámos por ir à final da Taça e ganhámos ao super Porto da altura.


Foi o seu primeiro título.
O primeiro e único, infelizmente [risos].



Depois vai parar ao Landskrona da Suécia. Mas antes, conte lá as histórias do Benfica.
Tem a ver com o Camacho. Eu, o Nuno Gomes e o Petit tínhamos a mania de ir para a casa de banho fumar um cigarro e ler os jornais. O Petit e o Nuno Gomes foram embora e eu fiquei sozinho na casa de banho e ouço uns passos. Era o Camacho. Esqueci-me que os meus chinelos diziam FA. E ele "Aguiar?"; "Sim, mister"; "Também fumas?"; "Sim, Sim". Fiquei à rasca [risos]. Mas ele nunca me disse nada.


Ouvi dizer que deitou abaixo uma porta com um pontapé. É verdade?
[risos] Deitei uma porta baixo no estágio do Benfica, na Suíça. Eles estavam a jogar cartas e, na palhaçada, e como fecharam a porta, eu para assustá-los deitei a porta abaixo e começou tudo a fugir pela varanda [risos].


Não há mais nenhuma que possa contar?
Dou-me super bem com o Ricardo Rocha e estávamos a jogar cartas, o jogo do Burro, com o Bossio e o Tiago. Eu fiquei chateado, levantei a mesa, mandei a mesa para o chão, comecei a dizer que batia em toda a gente e começou toda a gente a fugir de mim [risos]. Mas nunca bati em ninguém. Eu faço aquilo mas passado cinco minutos já estou calmo.


Vamos à Suécia. Como surge?
O Benfica disse-me para esperar pelo treinador novo e achei um bocado estranho, porque fui o 12º jogador mais utilizado no plantel. E por norma o 12º jogador é sempre uma referência para ficar. Como acabava contrato achei estranho não terem renovado. Estavam a demorar muito. Eu estava no Canadá, o Veiga e o Vieira ligavam para mim e diziam para esperar, para esperar. Só que esperar é a minha morte, surgiu uma equipa na Suécia e acabei por assinar lá.





Onde é que ganhou mais dinheiro?
No Benfica.


É crente?
Não.


Tem superstições?
Não. Só com o número seis, que era um número fundamental na minha camisola. Gosto do número seis.


Disse numa entrevista há uns tempos que o Benfica ficou a dever-lhe dinheiro.
Foi da Taça de Portugal. Foi prometido um prémio, nós ganhámos e não recebi.


Foi só o Fernando ou foi a equipa toda?
O que me foi transmitido é que os que saíram não receberam.


Chegou a jogar pela seleção do Canadá. Quando se estreou?
Eu joguei nos sub-20, mas a minha estreia na seleção principal foi num torneio a três, contra Portugal e Dinamarca. Estreei-me contra Portugal.


Ainda sonha viver no Canadá?
Sim. Acho que depois das minhas filhas mais velhas tomarem uma decisão, se calhar é uma coisa que vou fazer.


Tem tatuagens?
Tenho. A primeira, para as pessoas ficarem esclarecidas, é uma águia nas costas. Fiz em 1996, muito antes de ir para o Benfica. Tenho o nome das duas minhas filhas mais velhas em caracteres chineses no braço e na perna em baixo tenho uma rosa com o nome das minhas duas filhas mais velhas, falta fazer o nome da mais pequena.


Qual foi a maior extravagância que fez na vida?
Negativa, foi comprar uma televisão de €5 mil para mim. Era o plasma que saiu na altura e achava que precisava de um para casa. Mas é deitar dinheiro fora. Pela positiva, as viagens que fazia com as minhas filhas para Toronto. O dinheiro gasto lá era muito bem gasto.


Tem algum hobby?
Gosto de ginásio e de caminhar muito.


Tem algum outro desporto que siga com atenção?
Hóquei no gelo.


Acha que teria sido melhor hoquista do que futebolista?
Acho que sim. Acho que tinha capacidade e físico para isso.


Qual foi a maior amizade que fez no futebol?
O Tiago, ex-Atlético de Madrid. Um homem simples e espectacular.


Do que mais se arrepende na sua carreira?
Ter começado na I Liga. Devia ter começado em divisões mais baixas para jogar mais e acho que tinha chegado a um grande muito mais rápido.


A I Liga é uma grande montra.
Mas na altura não estava preparado e não jogava. É uma montra mas se não jogas acabas por ir parar às segundas divisões, foi o que aconteceu.


https://tribunaexpresso.pt/a-casa-as-costas/2019-10-05-Num-estagio-do-Benfica-na-Suica-atirei-a-porta-de-um-quarto-abaixo.-Os-jogadores-que-estavam-la-dentro-comecaram-a-fugir-pela-varanda



Strata

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 49135
  • 05 de Outubro de 2019, 19:27
Andava na passinha mais o Petit e o Nuno Gomes na casa-de-banho. E o engraçado é que se dizia que o Petit tinha um pulmão do crl em campo....e tinha! Mas já antigamente muitos fumavam e nem se notava em campo.

Strata

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 49135
  • 05 de Outubro de 2019, 19:40
Também gostei desta:

"Discutia muito, mas também era muito brincalhão. Por exemplo, no Beira-Mar, às vezes entrava pelo balneário e fazia carrinhos às pessoas, mesmo com as calças de ganga vestidas."



mitro11

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 19498
  • Because I like it
  • 05 de Outubro de 2019, 20:06
Era fraquinho, mas dava aquilo que tinha e o que não tinha

SousaLB

  • Eusébio
  • ******
  • Coiso.
  • Mensagens: 50030
  • 05 de Outubro de 2019, 21:02
Era fraquinho, mas dava aquilo que tinha e o que não tinha
Houve muitos bem piores.

mitro11

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 19498
  • Because I like it
  • 05 de Outubro de 2019, 21:04
Era fraquinho, mas dava aquilo que tinha e o que não tinha
Houve muitos bem piores.

Não me lembro sinceramente, tenho 25 anos e a nível de meio campo Beto e Fernando Aguiar foram do piorzinho que me lembro de ver, mas a nível de entrega nada a apontar

Boddicker

  • Velha Glória
  • *****
  • Mensagens: 4664
  • Benfica ou morte!
  • 05 de Outubro de 2019, 21:43
Era fraquinho, mas dava aquilo que tinha e o que não tinha
Houve muitos bem piores.

Não me lembro sinceramente, tenho 25 anos e a nível de meio campo Beto e Fernando Aguiar foram do piorzinho que me lembro de ver, mas a nível de entrega nada a apontar

A nível de meio-campo o pior que me lembro foi mesmo o Paulo Almeida.

SousaLB

  • Eusébio
  • ******
  • Coiso.
  • Mensagens: 50030
  • 05 de Outubro de 2019, 21:55
Era fraquinho, mas dava aquilo que tinha e o que não tinha
Houve muitos bem piores.

Não me lembro sinceramente, tenho 25 anos e a nível de meio campo Beto e Fernando Aguiar foram do piorzinho que me lembro de ver, mas a nível de entrega nada a apontar
Sem ter que pensar muito, Beto, Binya, Paulo Almeida, Michael Thomas ou Andrade, por exemplo. Excepção feita ao último, que estava um patamar acima dos outros, qualquer desses era bem pior que o Fernando Aguiar.

Depois há outros que podiam até ter mais qualidade mas não deram tanto ao Benfica como o Fernando Aguiar, caso do Andersson, por exemplo.

E ainda há outros que provavelmente seriam piores mas pouco jogaram, como o Everson.

E isto, como disse, sem perder muito tempo a pensar. Se fosse época a época, provavelmente acharia mais.

mitro11

  • Eusébio
  • ******
  • Mensagens: 19498
  • Because I like it
  • 05 de Outubro de 2019, 22:14
Era fraquinho, mas dava aquilo que tinha e o que não tinha
Houve muitos bem piores.

Não me lembro sinceramente, tenho 25 anos e a nível de meio campo Beto e Fernando Aguiar foram do piorzinho que me lembro de ver, mas a nível de entrega nada a apontar
Sem ter que pensar muito, Beto, Binya, Paulo Almeida, Michael Thomas ou Andrade, por exemplo. Excepção feita ao último, que estava um patamar acima dos outros, qualquer desses era bem pior que o Fernando Aguiar.

Depois há outros que podiam até ter mais qualidade mas não deram tanto ao Benfica como o Fernando Aguiar, caso do Andersson, por exemplo.

E ainda há outros que provavelmente seriam piores mas pouco jogaram, como o Everson.

E isto, como disse, sem perder muito tempo a pensar. Se fosse época a época, provavelmente acharia mais.

O Thomas nunca vi jogar, o Paulo Almeida fez poucos jogos certo ? Não me lembro sinceramente

Agora o Beto e o Fernando fartaram se de jogar, o que digo é que não me lembrava de jogadores com esta qualidade a jogar tanto e aqui entra também o Bynia que era mauzinho de mais