Novos Estatutos aprovados com 91% a favor

Xanghai

Falta ajustar o calendário eleitoral, não faz sentido nenhum ter eleições em Outubro.

O Banana planeia a época, escolhe o treinador, monta o plantel de comissões e depois vem o outro em Outubro lidar com a cagada?

É antecipar essa merda para Junho e a dar oportunidade do novo presidente arrancar com a sua própria época.

Gosepe13

Citação de: Xanghai em 15 de Agosto de 2024, 09:58Falta ajustar o calendário eleitoral, não faz sentido nenhum ter eleições em Outubro.

O Banana planeia a época, escolhe o treinador, monta o plantel de comissões e depois vem o outro em Outubro lidar com a cagada?

É antecipar essa merda para Junho e a dar oportunidade do novo presidente arrancar com a sua própria época.

Nesse caso porque não em Abril ou Maio? Quanto mais tempo para preparar uma época, melhor.

PontapeDoIsaias

Estimo muito o SoB mas estas alteracoes sabem a pouco..muito pouco.

A diferenca de votos continua abismal

PontapeDoIsaias

Citação de: Gosepe13 em 15 de Agosto de 2024, 10:03
Citação de: Xanghai em 15 de Agosto de 2024, 09:58Falta ajustar o calendário eleitoral, não faz sentido nenhum ter eleições em Outubro.

O Banana planeia a época, escolhe o treinador, monta o plantel de comissões e depois vem o outro em Outubro lidar com a cagada?

É antecipar essa merda para Junho e a dar oportunidade do novo presidente arrancar com a sua própria época.

Nesse caso porque não em Abril ou Maio? Quanto mais tempo para preparar uma época, melhor.
Porque nao da jeito aos vieiristao ter eleicoes logo apos ou durante uma epoca fracassada.

Querem ter a almofada da pre epoca para irem buscar trunfos eleitorais

Filipe Reis

Citação de: Aka em 15 de Agosto de 2024, 00:06Se as casas não têm essa importância toda que dizem, então porque é que estes gajos insistem em mantê-las com votos?

para terem algo para negociar numa próxima vez

Savicevic

Três ou quatro coisas sobre o tema:

1) os actuais estatutos do clube são uma autêntica vergonha, precisam de ser mudados urgentemente e tudo o que seja manter o que está é mau para o clube e mau para quem pretenda avançar para umas eleições;

2) como é óbvio, tratando-se de uma negociação, havia que fazer cedências, e tal como houve quem fosse para lá com um objetivo primordial - garantir que o voto é físico e contado - outras partes (nomeadamente a direcção) foram com outros objectivos. E aqui, para se conseguir umas coisas, houve que ceder noutras.

3) a proposta está longe de ser perfeita, há muitos pontos onde continua a ser passível de ser melhorada;

4) no entanto, mesmo com problemas, há avanços muito muito significativos e que deixam o clube com um documento mais próximo daquilo que devem ser uns estatutos à altura da história do clube.

De não ter nada do que vou dizer a seguir, passamos a ter:

a) voto físico em urna contado em eleições e noutras votações que possam implicar queda da direcção (como a segunda votação do relatório e contas);

b) consequências para o chumbo das contas (queda da direcção em segunda votação);

c) aproximação significativa dos direitos dos correspondentes aos dos efectivos - correspondentes passam a aceder aos 50 votos, passam a poder requerer AGE's e na mudança para efectivo, sem que percam antiguidade, conta metade do tempo que tenham de sócio para a aquisição de direitos (ou seja, um correspondentes com 48 anos de idade e sócio desde os 18 anos passa a poder automaticamente candidatar-se a presidente assim que mude para efectivo);

d) redução das exigências para se presidir a órgãos sociais de 25 anos de efectivo para 15 anos de efectivo e 35 de idade - equipara-se ao presidente da república;

e) manteve-se em números muito alcançáveis a possibilidade de requerer AGE's (isto porque o universo de sócios que a podem requerer disparou, dado que os correspondentes agora também o poderão fazer) e criou-se a figura da AGE destitutiva;

f) estabeleceu-se a necessidade de aprovação do regulamento eleitoral em AG, algo que não estava nos estatutos anteriores e era da competência exclusiva da direcção;

g) remuneração de órgãos sociais definida por comissão de remunerações eleita em AG;

h) limitação de mandatos para os presidentes dos órgãos sociais.

De cabeça é o que tenho. Há muitas coisas que podiam ser melhoradas, mesmo dentro dos pontos que estão acima enunciados. Por exemplo, a limitação de mandatos ser só para presidentes é insuficiente e não impede um truque à la Putin/Medvedev, mas é melhor que nada. Não haver eleições em listas separadas também era um avanço que gostaria mas que também não foi possível obter. A distribuição dos votos continua a ser insuficiente, devia haver uma aproximação maior e isso constava das propostas do SoB e da comissão, portanto imagino que a direcção tenha sido praticamente irredutível nessa matéria. E haverá outras coisas que não me recordo agora mas que ficaram aquém do que podia e devia ser uma proposta de revisão.

No entanto, esta proposta garante o essencial: armas para os sócios poderem, se assim entenderem, substituir a direção durante um mandato; eleições limpas.

Ainda há muito trabalho a fazer para se chegar a uns estatutos melhores que estes - o que é possível e necessário - mas esta proposta é uma evolução claríssima em relação ao que existe actualmente.

E entre isto e o que temos hoje eu sei bem o quero para o Benfica.

vieirah1904

Voto físico em urna e limitação de mandatos (ok, são 12 anos de poleiro ainda assim).

Há esperança da ditadura cair.

MSAM

Só pelo facto do voto físico tem que ser APROVADO

Red2802

Citação de: Savicevic em 15 de Agosto de 2024, 10:38Três ou quatro coisas sobre o tema:

1) os actuais estatutos do clube são uma autêntica vergonha, precisam de ser mudados urgentemente e tudo o que seja manter o que está é mau para o clube e mau para quem pretenda avançar para umas eleições;

2) como é óbvio, tratando-se de uma negociação, havia que fazer cedências, e tal como houve quem fosse para lá com um objetivo primordial - garantir que o voto é físico e contado - outras partes (nomeadamente a direcção) foram com outros objectivos. E aqui, para se conseguir umas coisas, houve que ceder noutras.

3) a proposta está longe de ser perfeita, há muitos pontos onde continua a ser passível de ser melhorada;

4) no entanto, mesmo com problemas, há avanços muito muito significativos e que deixam o clube com um documento mais próximo daquilo que devem ser uns estatutos à altura da história do clube.

De não ter nada do que vou dizer a seguir, passamos a ter:

a) voto físico em urna contado em eleições e noutras votações que possam implicar queda da direcção (como a segunda votação do relatório e contas);

b) consequências para o chumbo das contas (queda da direcção em segunda votação);

c) aproximação significativa dos direitos dos correspondentes aos dos efectivos - correspondentes passam a aceder aos 50 votos, passam a poder requerer AGE's e na mudança para efectivo, sem que percam antiguidade, conta metade do tempo que tenham de sócio para a aquisição de direitos (ou seja, um correspondentes com 48 anos de idade e sócio desde os 18 anos passa a poder automaticamente candidatar-se a presidente assim que mude para efectivo);

d) redução das exigências para se presidir a órgãos sociais de 25 anos de efectivo para 15 anos de efectivo e 35 de idade - equipara-se ao presidente da república;

e) manteve-se em números muito alcançáveis a possibilidade de requerer AGE's (isto porque o universo de sócios que a podem requerer disparou, dado que os correspondentes agora também o poderão fazer) e criou-se a figura da AGE destitutiva;

f) estabeleceu-se a necessidade de aprovação do regulamento eleitoral em AG, algo que não estava nos estatutos anteriores e era da competência exclusiva da direcção;

g) remuneração de órgãos sociais definida por comissão de remunerações eleita em AG;

h) limitação de mandatos para os presidentes dos órgãos sociais.

De cabeça é o que tenho. Há muitas coisas que podiam ser melhoradas, mesmo dentro dos pontos que estão acima enunciados. Por exemplo, a limitação de mandatos ser só para presidentes é insuficiente e não impede um truque à la Putin/Medvedev, mas é melhor que nada. Não haver eleições em listas separadas também era um avanço que gostaria mas que também não foi possível obter. A distribuição dos votos continua a ser insuficiente, devia haver uma aproximação maior e isso constava das propostas do SoB e da comissão, portanto imagino que a direcção tenha sido praticamente irredutível nessa matéria. E haverá outras coisas que não me recordo agora mas que ficaram aquém do que podia e devia ser uma proposta de revisão.

No entanto, esta proposta garante o essencial: armas para os sócios poderem, se assim entenderem, substituir a direção durante um mandato; eleições limpas.

Ainda há muito trabalho a fazer para se chegar a uns estatutos melhores que estes - o que é possível e necessário - mas esta proposta é uma evolução claríssima em relação ao que existe actualmente.

E entre isto e o que temos hoje eu sei bem o quero para o Benfica.

Convinha ler bem para se perceber o contexto desta negociação.

Sim, porque, estranhamente, a elaboração de uma proposta de estatutos que dignifique o clube corresponde, nesta fase, a um processo negocial entre que tem o poder e não o quer perder e a matriz democrática do clube.

Estamos tão amassados pelo tempo e pela história recente que nem nos apercebemos do que nos fizeram no passado.

Nós não estamos a negociar de boa fé na Suécia ou na Dinamarca.

Estamos a lutar contra uma espécie de Venezuela.

vieirah1904

Citação de: Aka em 15 de Agosto de 2024, 00:06Se as casas não têm essa importância toda que dizem, então porque é que estes gajos insistem em mantê-las com votos?


O tema não é as casas, mas sim o que gira à volta das casas. Nas eleições de 2020 havia fotos no FB de presidentes de Casas a votar com molhos de cartões de socio, antes de abrirem as urnas. Recolhem os cartões dos idosos ou dos que já morreram nas aldeias, vilas e era vê-los a passar os cartões na máquina a votar no ditador.

Os presidentes das Casas afetas ao regime sabem depois que tem contrapartidas em bilhetes para os jogos grandes e que revendem para proveito próprio.

Hocuspocus

Citação de: Savicevic em 15 de Agosto de 2024, 10:38Três ou quatro coisas sobre o tema:

1) os actuais estatutos do clube são uma autêntica vergonha, precisam de ser mudados urgentemente e tudo o que seja manter o que está é mau para o clube e mau para quem pretenda avançar para umas eleições;

2) como é óbvio, tratando-se de uma negociação, havia que fazer cedências, e tal como houve quem fosse para lá com um objetivo primordial - garantir que o voto é físico e contado - outras partes (nomeadamente a direcção) foram com outros objectivos. E aqui, para se conseguir umas coisas, houve que ceder noutras.

3) a proposta está longe de ser perfeita, há muitos pontos onde continua a ser passível de ser melhorada;

4) no entanto, mesmo com problemas, há avanços muito muito significativos e que deixam o clube com um documento mais próximo daquilo que devem ser uns estatutos à altura da história do clube.

De não ter nada do que vou dizer a seguir, passamos a ter:

a) voto físico em urna contado em eleições e noutras votações que possam implicar queda da direcção (como a segunda votação do relatório e contas);

b) consequências para o chumbo das contas (queda da direcção em segunda votação);

c) aproximação significativa dos direitos dos correspondentes aos dos efectivos - correspondentes passam a aceder aos 50 votos, passam a poder requerer AGE's e na mudança para efectivo, sem que percam antiguidade, conta metade do tempo que tenham de sócio para a aquisição de direitos (ou seja, um correspondentes com 48 anos de idade e sócio desde os 18 anos passa a poder automaticamente candidatar-se a presidente assim que mude para efectivo);

d) redução das exigências para se presidir a órgãos sociais de 25 anos de efectivo para 15 anos de efectivo e 35 de idade - equipara-se ao presidente da república;

e) manteve-se em números muito alcançáveis a possibilidade de requerer AGE's (isto porque o universo de sócios que a podem requerer disparou, dado que os correspondentes agora também o poderão fazer) e criou-se a figura da AGE destitutiva;

f) estabeleceu-se a necessidade de aprovação do regulamento eleitoral em AG, algo que não estava nos estatutos anteriores e era da competência exclusiva da direcção;

g) remuneração de órgãos sociais definida por comissão de remunerações eleita em AG;

h) limitação de mandatos para os presidentes dos órgãos sociais.

De cabeça é o que tenho. Há muitas coisas que podiam ser melhoradas, mesmo dentro dos pontos que estão acima enunciados. Por exemplo, a limitação de mandatos ser só para presidentes é insuficiente e não impede um truque à la Putin/Medvedev, mas é melhor que nada. Não haver eleições em listas separadas também era um avanço que gostaria mas que também não foi possível obter. A distribuição dos votos continua a ser insuficiente, devia haver uma aproximação maior e isso constava das propostas do SoB e da comissão, portanto imagino que a direcção tenha sido praticamente irredutível nessa matéria. E haverá outras coisas que não me recordo agora mas que ficaram aquém do que podia e devia ser uma proposta de revisão.

No entanto, esta proposta garante o essencial: armas para os sócios poderem, se assim entenderem, substituir a direção durante um mandato; eleições limpas.

Ainda há muito trabalho a fazer para se chegar a uns estatutos melhores que estes - o que é possível e necessário - mas esta proposta é uma evolução claríssima em relação ao que existe actualmente.

E entre isto e o que temos hoje eu sei bem o quero para o Benfica.

Obrigado pelo esclarecimento Savicevic. Um dos pontos onde tinha ficado com dúvidas foi em relação ao método de nomeação da Comissão de Remunerações. Por não ter lido em lado nenhum qualquer esclarecimento a esse respeito, tinha ficado sem perceber se era a direcção eleita que nomeava (com carácter vinculativo) ou se seria sujeito a aprovação em Assembleia Geral.

Fico satisfeito que tenham de ser os sócios a decidir através do voto. Resta saber é se os elementos que compõem essa comissão (e que vão estar sujeitos a votação/aprovação em AG) terão necessariamente que ser apontados pela direcção ou se podem resultar de uma proposta de outros sócios (ou grupos de sócios, do género do SoB).

Hocuspocus

Citação de: Red2802 em 15 de Agosto de 2024, 10:51Convinha ler bem para se perceber o contexto desta negociação.

Sim, porque, estranhamente, a elaboração de uma proposta de estatutos que dignifique o clube corresponde, nesta fase, a um processo negocial entre que tem o poder e não o quer perder e a matriz democrática do clube.

Estamos tão amassados pelo tempo e pela história recente que nem nos apercebemos do que nos fizeram no passado.

Nós não estamos a negociar de boa fé na Suécia ou na Dinamarca.

Estamos a lutar contra uma espécie de Venezuela.

Só o facto da direcção obrigar a cedências (não permitindo que sejam os sócios a decidir livremente que propostas dos vários movimentos querem aceitar ou recusar) diz tudo sobre o interesse que esta gente tem de ter um clube plenamente democrático.

Ramiro Lopes

Citação de: pexim em 14 de Agosto de 2024, 22:50Não serão estatutos à Benfica.
Não serão, sequer, razoáveis.
Mas, tendo em conta que a direção tem a faca e o queijo na mão, conseguiram-se algumas coisas com alguma relevância.

As principais alterações parecem-me ser estas:

- o número de votos por anos de associação é atualizado. Quem antes tinha 1 passa a ter 3. Quem tinha 5 passa a ter 10. Os restantes mantêm-se.

Não é uma versão final boa. Mas é um passe firme na direção certa. Diminui a diferença entre o primeiro e o último escalões. Diminui ainda mais a diferença entre o segundo e o último.

- as casas passam a ter o número de votos correspondente à sua antiguidade, tal como os sócios. Haverá casas a manter os 50, assim como passarão a haver casas com 3.

- sócios correspondentes podem passar a efetivos mantendo metade da antiguidade.

Este ponto é algo irrelevante, a não ser para candidaturas a cargos nos órgãos sociais. De resto, no conjunto global das alterações, um correspondente terá até menos incentivo para passar a efetivo.

- o número de votos necessário para convocar uma AGE passa de 10 para 20 mil votos. No entanto, com o novo alinhamento do número de votos por antiguidade, aliado ao facto de os sócios correspondentes poderem assinar esse requerimento, até passa a ser mais fácil reunir as assinaturas necessárias.



E, as alterações mais importantes:

- Limitação de mandatos. O presidente e os vices não podem exceder 3 mandatos consecutivos.


- O chumbo de um R&C  obriga à apresentação de uma nova versão. O chumbo da nova versão levará à queda imediata da direção e à convocação de eleições antecipadas.

- Os votos em eleições terão que ser obrigatoriamente em boletim depositado em urna e contado fisicamente no dia. Apenas será utilizado o voto eletrónico se todas as listas concorrentes o aceitarem de forma unânime.
Obrigado pelo resumo.

De facto, são mudanças muito positivas. Não é o ideal, mas é um excelente ponto de partida e parece-me que se melhorou o fundamental para se poder tirar esta trupe do poder.

DastanPT

Continua a ser ridículo não ser 1 voto por sócio, independentemente dos anos

Savicevic

Citação de: Lurgee em 14 de Agosto de 2024, 22:18
Citação de: Red2802 em 14 de Agosto de 2024, 21:46É absolutamente obrigatório aprovar esta alteração de estatutos.

Ficou muita coisa por fazer, em especial quanto à equiparação dos sócios correspondentes e ao número de votos atribuídos em função da antiguidade e das próprias casas.

Mas, não esquecer, são precisos 3/4 para isto ser aprovado.

A introdução do voto físico é o ganho fundamental e imprescindível desta proposta.

É uma grande oportunidade e o resultado do esfroço impagável dos homens do Servir o Benfica.

No estamos em tempo de hesitações. Aprovar sem margem para dúvidas.


Falta esclarecer quando estes estatutos entram em vigor.
A proposta da direcção dizia à data das eleições ( portanto o voto fisico ainda nao estariam em vigor)
A SoB se me recordo, seria 30 dias depois de aprovados na AGE.

Ainda não sabemos a proposta agora que vai a votos.

Outro Ainda: pode haver propostas diferentes na votação artigo a artigo.

Entram em vigor antes das próximas eleições. Na data da convocatória para as próximas eleições, ou seja, o próximo acto eleitoral já decorrerá sob os novos estatutos.